sexta-feira, 18 de abril de 2008

A Cronologia imaginaria da "Requalificação " do valiosos terrenos do Hospital Pediatrico D. Estefânia.



Capitulo I- O Hospital D. Estefânia inicialmente não entraria no projecto do Centro Hospitalar, mas as evidências apontam que seu terreno valioso passou á ser considerado, como moeda de troca , no decorrer das negociações. Apesar destas informações advirem de fontes fidedignas,
poderíamos considerar serem apenas conjecturas inspiradas no que aconteceu á outros espaços, outrora pertencentes á Cidade de Lisboa.

Amplie para saber da verdade....




1º Ato: Preparar o terreno

O antigo Ministro Correia de Campos tornou-se impopular pela sua postura impositiva e pela forma como actuou endossando claramente uma politica de destruição dos Serviços de Saúde. O desmantelamento deste sector inicia-se, não se deixando espaço para propostas alternativas que contemplassem a viabilidade, continuidade e aprimoramento destes serviços.
É nesta terra tornada propícia, que se instalam de imediato e como por magia, serviços de saúde ligados a grupos financeiros.
Queremos ressaltar o facto de não termos objecções contra o sector privado mas consideramos imprescindível que a área de saúde como um todo e especialmente a hospitalar e pediátrica precisam ser protegidas da contingência ilógica da medicina baseada exclusivamente no lucro. Esta perspectiva torna-se imperativa para uma comunidade que se projecta na nação visando o futuro.

2º Ato: Eleições á vista

É plausível que a hipótese da substituição do ministro já estava prevista face a proximidade das eleições, pois entre o intervalo de duas vergastadas, com algum açucar, pode contar-se neste espaço com o esquecimento dos eleitores.
O Ministro, conhecedor do "timing" e responsável pelo Guião da peça, apressadamente entra em acordo com a Câmara de Lisboa "fecha o negócio" com os terrenos em Chelas por 13.000.000 de Euros para construção do novo Hospital de Todos os Santos. Cogita-se ainda da possibilidade do novo Hospital dar argumentos para o encerramento do Aeroporto da Portela e outro aproveitamento para os seus terrenos.

Após isto o ministro demite-se mas não sem antes garantir que o projecto tomasse um caminho aparentemente irreversível. Esta decisão envolve também a extinção do Hospital Pediátrico.


3º Ato: Um anexo ou uma anedota triste para a Pediatria Portuguesa ?

O Hospital D. Estefânia por passe de mágica desaparece como nome e identidade e resume-se a um anexo que aparece no plano funcional do novo hospital com o título pomposo de "Ambiente Pediátrico”.

Torna-se patente a omissão da necessidade do enquadramento do projecto em uma Carta de Cuidados Hospitalares em Pediatria.

Este “modus operandi” leva-nos a deduzir que tratou-se dum projecto de gabinete acordado entre parcerias e ignorando sumariamente, num desrespeito arrogante ao parecer da antiga comissão médica e o da sociedade civil que se manifesta veementemente num abaixo assinado com mais de 75 000 assinaturas!

Em síntese : o plano funcional do futuro HTS , no que diz respeito ao "Ambiente Pediátrico " resultou da perspectiva para a Saúde, da Intersalus e demais parcerias privadas, ignorando acintosamente a opinião do corpo clínico do Hospital D. Estefânia.
Deste modo este plano foi levado avante sem divulgação, impedindo uma análise mais aprofundada. Acresce curiosamente a omissão do nome "D.Estefânia".
Os responsáveis supõe desta forma poder risca-lo da memória colectiva e assim posteriormente do patrimônio publico.
Caso assim não pensaram, pela sua actuação deixam margens para esta dúvida pois casos similares já ocorreram. Fundamentados nestes factos precedentes é que nossa acção se norteia: pois é mais prudente tentar prevenir do que não se poder remediar .

4º Ato: Consolidação

No dia 12 de Abril, após o suposto e provável percurso acima descrito no corredor dos gabinetes interessados, é instituído rapidamente um Concurso Internacional para a realização do projecto arquitetônico do HDS.

A ponta do “Iceberg” já delineada nos planos pré traçados e endossados pelo ex Ministro Correia de Campos, antes da sua saída da cena, torna-se agora perceptível no que tinha de submerso.

No acto público com orgulho verbalizam: “Finalmente poderão se requalificar os actuais terrenos dos antigos Hospitais de Lisboa Central, inclusive o Hospital D. Estefânia, maior e muitíssimo mais valioso do que o recém comprado.”

Gostaríamos de deixar aqui este recado aos governantes por nós eleitos:

1. Os terrenos do Hospital D. Estefânia e seu edifício, foram e são um Patrimonio Histórico, doado com a finalidade precípua de servir apenas a Saúde das Crianças de Portugal!

2. Informamos ainda, que assumimos a defesa intransigente da finalidade a qual se destinou o HDE na sua origem, não compactuando com o desvirtuamento do intento original camuflado em eventuais “re qualificações” que o desviariam do seu campo de actuação.

3. Ao adotar com alarme esta perspectiva fundamentamo-nos na finalidade das obras que que pretendem executar em terrenos recentemente alienados na cidade de Lisboa: cassinos, condôminos, parques de estacionamento, centros comerciais, fundações privadas ou de uso público restrito. Estas obras que do seu ponto de vista são mais rentáveis, para nós não passam de construções assépticas, massificadas, livres do povo e sua cultura popular. Despojam assim a população de Lisboa dos seus espaços mais identificativos e históricos. Os indícios que apontamos neste último tópico, levam-nos á uma indagação mais abrangente sobre as causas e consequências desta tendência de descaracterização das cidades do mundo actual, desvinculando as populações de suas tradições e do território sobre o qual suas cidades se assentam. Estamos talvez a presenciar uma trama consertada nos bastidores, impondo projectos globalizados que contribuem para a perda da identificação cultural.


5º Ato: Epílogo

Resquício de luz no fundo do túnel ou apenas areia pré eleições?

Gostaríamos de supor uma vitória da razão e ascensão duma perspectiva mais lúcida e sensível no Ministério , pois agora já se diz : “Está fora de questão a alienação deste Hospital e esquecimento do seu nome".

Aguardamos assim um posicionamento oficial escrito, pois só assim poderemos crer, face aos antecedentes já ocorridos com outros bens públicos.

Solicitamos veemente que aproveitem esta última oportunidade! Façam-no antes da próximas eleições, não se resignando ao papel de meros figurantes…

Este Guião importado que planejaram implantar está em contradição com a actual opção de outras Capitais Europeias. Estas últimas mantém os seus antigos Hospitais Pediátricos nos seus Centros Históricos! Estas cidades acarinham os seus Hospitais Pediátricos ao invés de relega-los ao desprezo e decadência para depois justificarem a necessidade de sua destruição.

Lutemos contra a desertificação do Centro Histórico de Lisboa com o afastamento dos seus Serviços e Equipamentos, e da população fixa e flutuante e seu comércio que alimenta e trás vida a cidade!

Por um novo Hospital Pediátrico para Lisboa !
Requalificar Lisboa é requalificar o Hospital D. Estefânia e não destrui-lo!

Leiam no Blog o exemplo do Hospital Eveline em Londres !


Assina Pedro Paulo Mendes

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Uma mensagem recebida , com expectativa ...e que esperamos fundamentada e com repercussões práticas!

Marta Campos disse...
Está disponível para consulta e discussão pública a Carta Hospitalar de Pediatria.

O documento foi elaborado pela Comissão Nacional de Saúde da Criança e do Adolescente e pretende traçar as linhas orientadoras da concepção de serviços hospitalares para crianças e adolescentes, centrados na família e na garantia da segurança e qualidade dos cuidados prestados.

http://www.acs.min-saude.pt/2008/04/04/cartahospitalarpediatria

Espero que ajude!

10 de Abril de 2008 23:52


Em primeira abordagem acreditamos que o Documento cumpre o papel a que se propõe:

Contribuir para planificação e sistematização projectiva da rede de cuidados Hospitalares Pediátricos no nosso Pais.
No que diz respeito a conjuntura actual, pensamos que por inerência e competência de funções esta Comissão deverá avaliar o Plano Funcional do Hospital de Todos os Santos a Luz dos pressupostos aqui assumidos, não sendo assim suposto admitir que estes não sejam modificados se não os respeitarem pois na ultima consequencia estes implicam a criação de hospitais pediatricos especializados e o HTS assume-se como um Hospital Generalista em que por exemplo na pedopsiaquiatria não existe separação de espaço fisico com os adultos.

Para aceder a sua totalidade do deve-se ir ao Site onde este se encontra na versão PDF
Procedimento: copie o endereço acima e "cola-lo" na barra de direcções onde agora esta escrita a direcção deste Blog, e que deve ser previamente apagada. A seguir basta teclar "enter" .
Publicamos apenas pequena parte do documento , que nos diz mais respeito e a titulo exemplificativo:




Comissão Nacional de Saúde da Criança e Adolescente - Documento em discussão



6.1.2 Serviços de Pediatria Especializado (SPE): Deve existir um SPE para 300.000 a 350.000 crianças e adolescentes com idade inferior a 18 anos, o que corresponde sensivelmente a uma base populacional de 1.500.000 habitantes. O SPE é médico-cirúrgico.
6.2 Todos os serviços SPE ou SPG devem cumprir as orientações gerais para um serviço de pediatria hospitalar e a articulação entre cuidados primários e secundários (pontos 3 e 4).
7. Hospitais que não integram a Carta Hospitalar de Pediatria
Nalguns hospitais que actualmente têm especialistas em Pediatria, mas que não integram a carta hospitalar de pediatria, pode justificar-se assistência pediátrica em regime de Ambulatório.
Estes pediatras articular-se-ão com o serviço de Pediatria mais próximo e os lugares são a extinguir quando vagarem. Após a extinção, a eventual deslocação regular de pediatras a partir do serviço mais próximo a este hospital deverá constar de protocolo a celebrar entre os dois hospitais. O hospital que recebe deverá ter as condições consideradas adequadas para a prestação de cuidados às crianças e adolescentes, em ambulatório
13
Comissão Nacional de Saúde da Criança e Adolescente - Documento em discussão
8. Bases de um Serviço de Pediatria Geral (SPG)
8.1 Recursos Humanos mínimos:
8.1.1 Pediatras:
SPG sem Maternidade, 7 com idade inferior a 55 anos;
SPG com Maternidade: 14 com idade inferior a 55 anos.
8.1.2 Enfermeiros9:
Enfermaria – 1 Enfermeiro/turno para 6 crianças;
Cuidados Intermédios - 1 Enfermeiro/turno para 4 crianças.
Tendencialmente em cada turno deve ser considerada a existência de um especialista em saúde infantil e pediátrica.
8.1.3 Para além destes recursos humanos mínimos, o Director do Serviço em conjunto com a Direcção Clínica e de Enfermagem, e de acordo com a politica, missão e âmbito de intervenção do Serviço de Pediatria, definirão o plano de recursos necessários.
8.2 Lotação em Internamento:
Enfermaria – 1 cama para 3000 crianças e adolescentes (mínimo 12 camas); 30% destas, devem ser em quartos individuais para isolamento e/ou internamento de adolescentes.
UICD – 1 cama para 12000 crianças e adolescentes (mínimo 4 camas);
HDP - 2 a 3 camas /postos.
8.3 Urgência Pediátrica: deve ser dotada de espaço físico próprio e estar integrada no Serviço ou Departamento de Pediatria. Todas as crianças e adolescentes até aos 18 anos de idade, que necessitem de recorrer a uma urgência hospitalar, devem ser observadas nesta unidade (excepto se problemas relacionados com gravidez). Por se tratar de uma unidade ainda inexistente em muitos hospitais particularizam-se alguns aspectos.
11. Serviços de Pediatria para Portugal-Continente, por Região
De acordo com os rácios definidos no ponto 6.1, propõem-se para Portugal Continente, um mínimo de 33 e um máximo de 37 Serviços de Pediatria Geral e 6 Serviços de Pediatria Especializados, com a distribuição seguinte, por Região (Quadro
10 a 11
14. Outras Especialidades
Em outras Especialidades, como a Pedopsiquiatria22 e a Cardiologia Pediátrica23 e Medicina Física e Reabilitação24, Oncologia25 e Genética26, há Redes de Referenciação Hospitalar aprovadas pela Direcção –Geral de Saúde. Essas redes devem reger-se pelas normas de cuidados à Criança e Adolescente deste documento.
Nas Especialidades não pediátricas, deve haver sensibilização e formação específica dos profissionais que se dediquem à criança e adolescente e tal como definido anteriormente todo o atendimento dos 0 aos 18 anos deverá ser realizado em serviços de pediatria.
Nota especial para as Unidades de Pedopsiquiatria
Os cuidados de Saúde Mental são o exemplo paradigmático da necessidade de atendimento em estrutura física apropriada ao período etário, das necessidades especiais (p.e.as alterações comportamentais), e da necessidades de observação e intervenção não só da criança/adolescente mas também da família em que está integrada.
Será por isso essencial que todas as estruturas de Saúde MentaL Infantil estejam integradas em termos físicos e funcionais nas Unidades de Saúde Pediátricas.
Pela Comissão Nacional de Saúde da Criança e Adolescente: M Céu Machado, João Estrada, Rui Rosado, M
José Araújo, J Bilhota Xavier, J Arelo Manso, M Júlia Guimarães
Pelos Colégios de Subespecialidade e Sociedades Portuguesa de Pediatria e Cirurgia Pediátrica: Cuidados
Intensivos Pediátricos: Francisco cunha, Alexandra Seabra; Gastroenterologia: Jorge Amil, Fernando
Pereira; Nefrologia: Helena Jardim, F Coelho Rosa; Oncologia: Lucília Norton; Infecciologia: José Gonçalo
Marques; Desenvolvimento: Rosa Gouveia; Alergologia: Libério
22 Organização dos Serviços de Saúde Mental da Infância e Adolescência, Circular Normativa da DGS, de 17/06/05
23 Rede de Referenciação de Intervenção Cardiológica da DGS 2004. p.63
24 Rede de Referenciação Hospitalar de Oncologia da DGS 2004
25 Rede de Referenciação Hospitalar de MFR, DGS 2004
26 Rede de Referenciação Hospitalar de Genética, DGS 2004

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Uma mensagem de uma apoiante ...As opiniões são livres e enriquecem o debate...

Recebi esta mensagem em resposta à minha assinatura da petição online.
Aproveito a oportunidade para reafirmar toda a solidariedade com este gesto. Ou com esta tomada de posição.
Aproveito também para manifestar a vergonha que sinto ao ler a ocorrência deste tipo de situações. Não sei se é vergonha de ser portuguesa. É vergonha pelas decisões governamentais a que tenho (temos) vindo a assistir, nomeadamente no que refere à área da saúde. Vergonha pelos debates, palestras, entrevistas com os respectivos responsáveis, que se desdobram a justificar, argumentar, explicar a este povo que pretendem estúpido, que a saúde é artigo de luxo, é para quem pode e não para quem precisa, é secundário, é terciário. É uma grande maçada. Sobretudo para quem está doente. E na grande maioria das vezes para os familiares do doente. É um artigo que não tem brilho. Não tem características de Grande Produção. Não tem visibilidade internacional, não atrai turistas, não promove recepções, inaugurações, não fica bem na fotografia, não tem pistas de aterragem, nem sequer um freeshop. A área da saúde em Portugal mexe com doentes. É deprimente, triste. É um filme pobre. Há países em que a área da saúde promove a saúde. Em Portugal promove a doença, o arrastar da doença, a complicação da doença e consequentemente torna a doença cada vez mais cara. Talvez a forma como a saúde/doença é encarada, aliás desencarada, tenha efeitos a nível laboral. Talvez a saúde/doença crie dificuldades e demoras que impliquem ausências ao trabalho. Penalizadas. Penalizado o doente, penalizada a empresa, penalizado o país. País de doentes que só anda para a frente se tiver um TGV. Então compensa-se o país com um comboio, um estádio, uma ponte. É assim como um pai que tem um filho doente em casa, não o leva ao médico para não gastar dinheiro e depois compensa-o com uma playstation ou uns ténis de marca. Depois tira-lhe uma fotografia (doente - a doença não se vê na fotografia) e faz circular pelos amigos na Net, para todos verem que o miúdo se veste bem. Portugal é um país que trabalha a sua imagem internacional de País Que Se Veste Bem. Artigos de marca. Admitir que existe um problema de Saúde implica investir dinheiro na Saúde e Portugal tem outras prioridades. Nada de pieguices à Madre Teresa de Calcutá. Para isso existe a Misericórdia, mas essa, vá lá, tem o Euromilhões. Em Portugal os primeiros ministros correm e estão de saúde. É uma mensagem subliminar mas com o tempo os portugueses chegam lá. Se querem saúde - corram. Desatem todos a correr que a saúde vem por si. Ou alguém ainda não percebeu porque é que se fecham urgências? Porque obriga os doentes a correr até à urgência mais próxima e o mais certo é curarem-se pelo caminho. Quanto mais urgente fôr a doença, mais corre o doente. Está até bem visto e de facto poupa-se uma data de dinheiro, que sempre pode ser aplicado em mais uma IP, melhorando assim a circulação das ambulâncias, actualmente maternidades com rodas. É uma forma de pôr as crianças a nascer sobre rodas e assim já nascem a correr. Chegada aqui apercebi-me da essência da minha vergonha. Somos governados por dementes. E aqui temos um duplo problema. É que uma das características da demência é que o próprio não reconhece. Como não reconhece não se trata. E ninguém se atreve a dizer-lhe. Se esta campanha recolher MUITAS assinaturas acham que é uma achega? É uma indirecta? Pois! Não resolve! Então fica aqui uma sugestão : façam constar, que é desejo do povo, que de ora em diante, todos os governantes e respectiva parafrenália envolvente, deverão dar o exemplo e utilizar exclusivamente o Serviço Nacional de Saúde que oferecem ao dito povo. Nada de privados, clínicas, ou qualquer outro privilégio a que o povo também não tem acesso. Estes serviços deverão ser para uso exclusivo das empresas que produzem, e dos particulares que podem. Quem furasse este esquema deveria ser apontado, criticado, devidamente mediatizado pela negativa. Porque é haveriam de ter um tratamento preferencial ? Para sofrerem menos? Porquê? Ou para durarem mais? E quem é que lhes disse que nós queremos? Vão-se embora de vez. Vão correr para outro lado. Comprem uma passadeira e corram em casa. Deixem-nos em paz. É que estamos a correr para trás quanto ao que interessa e esta correria está a pôr o país de rastos.
M. David





Obrigado M. David pelo seu email.
Escreva-nos. Só com a critica que podemos nos reconstruir.

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Enquanto é tempo lutemos para reformulação do P Funcional para o futuro H. T. os Santos que aniquila o único Hosp. Pediatrico do sul do País !

Obtivemos informações provenientes de diversas fontes que ainda neste mês Abril
“ O Plano Funcional do futuro Hospital de Todos os Santos” entrará em concurso internacional para elaboração do projecto arquitectónico.
O referido plano, no que diz respeito ao "Ambiente Pediátrico" que consta como “anexo” disseram ser contestado veementemente inclusive pelos interlocutores nomeados pela comissão ministerial e que melhor do que ninguém conhecem os seus meandros:
- Ouve-se assim dizer pelos corredores com conhecimento de causa que: é incompreensível que o representante da Intersalus (que se diz Pediatra) queira impor este plano!
- Ouve-se dizer que "as firmas de arquitectura consultadas sobre o actual projecto indagam se não seria mais lógico construir um edifício à parte mas funcionalmente integrado, respeitando a especificidade da individualidade da pediatria face à medicina de adultos ao invés de dispersar a assistência pediátrica e assim descaracteriza-la".

A empresa Intersalus está sedeada em Barcelona e foi nomeada pelo Ministério por critérios não explicitados. Nesta época de globalização, não temos nada contra o facto da Intersalus não ser portuguesa, trata-se apenas de um problema de competência, pois é obvio que os pediatras do Hospital D. Estefânia representados pela Comissão Médica e outros especialistas portugueses terem melhor conhecimento da nossa realidade para faze-lo! O seu afastamento intencional pode ser eventualmente interpretado como uma forma de excluir dos objectivos do Ministério qualquer planeamento na Rede de Cuidados Materno-infantis Hospitalares.( dizemos do antigo, pois queremos acreditar que a Nova Ministra como Pediatra , modifique esta politica)
Que lógica ou melhor ilógica querem impor a Saúde Materno-infantil?
Porque querem impor um Hospital Generalista, orientado para a doença aguda e mesmo para esta condição está sub – dimensionado, alienando-se dos cuidados continuados e crónicos?
Este plano segundo alguns é premeditado ou apenas descuidando da defesa da criança, reduz a saúde Materno-infantil apenas à lógica cega do lucro de eventuais parcerias, canalizando as crianças mais afortunadas para os novos hospitais privados criando um fosso com as carenciadas pelo tratamento diferenciado.
Estes hospitais geridos por grandes grupos financeiros capitalizarão também nossos impostos advindos das comparticipações pagas pelo estado, dinheiro duplamente extraído em última análise de nossos bolsos e que deveria ser gasto no bem-estar de nossas crianças a garantia do nosso futuro como comunidade e história (educação e Investigação na área materno infantil por exemplo). Note-se referimo-nos essencialmente a saúde materno - infantil.
Oxalá consiga-se deter esta tendência. Espera-se que a cegueira temporária de alguns ou propositada de outros que ignora a obrigação moral de amparar a criança (independente da classe social á que pertence) em todas as contingências.

Oxalá a recente alteração do regime de parcerias anunciadas pelo governo tenha repercussão sobre o actual plano funcional!

Nosso abaixo-assinado, já conta com mais de 75000 assinaturas!

Assim se antes apenas solicitávamos à Presidência da Republica
Que intercedesse pelo HDE, agora vamos mais longe, solicitando igualmente a todos os Partidos e ao Governo da Nação, que não permitam que a actual legislatura transforme-se em uma página negra pelo retrocesso em dois séculos da Saúde Materno Infantil em Portugal!

quarta-feira, 26 de março de 2008

.... Este é um espaço de discussão..

Enviaram-nos um texto com autor identificado.
Agradecemos e o publicamos, pois consideramos que só a exposição clara e franca de pontos de vista diversos e mesmo eventualmente contraditórios aos nossos, levarão a sínteses mais abrangentes.
Acreditamos assim na necessidade de uma informação plena e na capacidade de cada um em formar a sua opinião em livre arbítrio sem qualquer condicionamento de informação.
Leiam-no com atenção e enviem as vossas considerações!




Qual o futuro de um Hospital Materno-Infantil no mundo dos “grandes”?

É consensual que o objectivo de qualquer Hospital Público consiste em garantir a equidade do acesso a cuidados especializados de qualidade, humanizados e inovadores, numa lógica de investimento racional, e que esse objectivo encontra-se claramente expresso na missão do Hospital materno infantil de Dona Estefânia, que integra o recém criado CHLC.
A sua Missão é : “Prestar cuidados de saúde diferenciados e de elevada qualidade à Criança e à Mulher, assegurando a formação pré-graduada e pós-graduada de acordo com padrões da mais elevada qualidade e promovendo a investigação, … facilitando a acessibilidade aos seus recursos e o desenvolvimento de complementaridades e parecerias no interesse dos Doentes”.
Se os objectivos estão definidos, a procura da qualidade e da inovação devem hoje passar pelo estabelecimento de parecerias e complementaridades de modo a potenciar quer o desenvolvimento de novas metodologias e tecnologias, quer a partilha de experiências, no interesse último dos próprios Doentes.
A longa história do HDE que desde a sua fundação em 1877 o vocacionou para o tratamento da Criança e da Mãe, tornou-o num dos primeiros hospitais materno-infantis a ser construído na Europa, permitindo que ali se desenvolvessem varias inovações quer organizacionais, como a separação clara do modelo de cuidados pediátricos entre cuidados médicos e cirúrgicos (ocorrida em 1918), quer tecnológicos como seja a criação pioneira de unidades de cuidados intensivos neonatais e pediátricas, a criação da primeira unidade de queimados pediátricos do País, ou ainda investindo em métodos e técnicas adequadas a cada grupo etário que permitiram o desenvolvimento de sub-especialidades na área da Pediatria, tornando este Hospital um centro de formação pós-graduada de referência nacional e internacional.
Este longo caminho percorrido durante 130 anos, caracterizado por um ambiente multidisciplinar dedicado aos cuidados materno-infantis, traduziu-se sempre numa melhoria significativa dos ganhos em saúde para as crianças portuguesas, produzindo entre outros indicadores de todos conhecidos, uma mortalidade igual ou inferior à observada em outros centros europeus para os doentes recém nascidos portadores de malformações graves ou de extrema prematuridade ou nos grandes queimados pediátricos.
A experiência acumulada foi sendo partilhada, numa lógica hipocrática de ensino, promovendo a formação de inúmeros Especialistas que criaram novos Serviços em todo o País, colocando Portugal num dos lugares cimeiros no ranking mundial dos cuidados materno-infantis.
Para se manter esta qualidade nos resultados foi necessário criar uma “massa crítica” de profissionais e de casos que, como vários estudos demonstraram, leva a uma relação directa entre o volume de actividade e a qualidade dos resultados obtidos, especialmente no campo dos doentes mais graves ou de patologia mais complexa.
A recente reestruturação da malha hospitalar de Lisboa, com a constituição do CHLC no qual o HDE foi integrado, levará a breve prazo à construção do Hospital de Todos os Santos que, nas palavras do Dr. Correia de Campos, deverá “...substituir e racionalizar uma oferta de cuidados que actualmente é assegurada por um conjunto de velhos hospitais, por uma oferta moderna e eficiente, de excelência, que dignifique ainda mais o nosso SNS, tornando-o moderno, flexível e ajustado às necessidades de cuidados de saúde dos cidadãos da cidade e da sua área de atracção secundária e terciária.”
Por quanto foi dito acima a questão de fundo do debate que percorre transversalmente os profissionais de saúde do HDE é, se com esta concentração de hospitais num único espaço será possível manter a autonomia e as especificidades dos cuidados materno-infantiis ou, se pelo contrário, vai haver uma adulteração deste modelo de cuidados.
Pessoalmente, acredito que esta racionalização / concentração de meios irá certamente conduzir ao ”…estabelecimento de parcerias e complementaridades…” permitindo elevar em muito o patamar tecnológico e a oferta de cuidados altamente diferenciados com que todos os nossos Doentes vão beneficiar.
A qualidade do actual modelo de cuidados só será mantida e amplificada se mantivermos a “massa crítica” de Doentes graves e complexos que ao HDE acorrem, quer espontaneamente, quer por referência de outros centros. Este facto torna assim importante e urgente, a definição clara pela tutela de uma verdadeira rede de referência secundária e terciária, que leve a que esses Doentes devam apenas ser tratados onde existem os meios mais adequados e os profissionais treinados para garantir o melhor resultado ajustado ao risco.
Acredito também que o que faz um Hospital Materno-Infantil não são os bonecos mais ou menos coloridos que se pintam nas paredes e nas batas, mas antes um modo “especial” de cuidar e de estar na prática clínica. A evolução recente dos conceitos de arquitectura hospitalar e design de hospitais pode certamente responder à necessidade de manutenção de um “ambiente” pediátrico específico e autónomo, protegendo devidamente a “contaminação” dos cuidados a prestar às crianças e às mães, por parte daqueles que, para tal não se sentem vocacionados ou não estejam habilitados.
Assim atrevo-me a enunciar os valores que devem presidir à integração funcional, que não apenas física “strictu-senso”, de um hospital materno-infantil num centro hospitalar moderno e de elevada concentração tecnológica como se prevê ser o HTS :
1. O primado do Doente e da sua Família, que não poderá ser posto em causa por quaisquer outros interesses.
2. O primado do tratamento do Doente sobre o tratamento das doenças, em ambiente adequado às suas necessidades, promovendo a concentração de recursos e competências numa lógica de processos adequados às necessidades de cada grupo etário.
3. A procura permanente de colaboração e coordenação com os restantes Departamentos e Unidades do CHLC de modo a oferecer o melhor e mais adequado modelo de cuidados a cada Doente.
Salvaguardados estes valores, a manutenção do modelo de cuidados que ao longo dos anos foi desenvolvido e aperfeiçoado no HDE, estará certamente assegurado, tornando suficientemente explícito a todos que este modelo não poderá ser “adaptado” sem o desvirtuar, devendo manter a sua autonomia nas decisões técnicas, influenciando positivamente as decisões de gestão.
Assinado

quinta-feira, 6 de março de 2008

Hospital de Todos o Santos - Opiniões sobre o Plano Funcional


Uma primeira impressão do Plano Funcional do futuro Hospital de Todos os Santos:


Era minha hora do almoço, e decidi aproveitá-la para analisar o Plano Funcional do futuro Hospital de todos os Santos.
Antes telefono à Secretaria do C.A. para saber da oportunidade, pois julgava que o Conselho de Administração ainda se reunia lá às 4ªs feiras. Informam-me delicadamente que não haveria problema, pois agora as reuniões eram todas no Hospital de São José!
O Hospital de D. Estefânia de facto já deixou de ser um Hospital Pediátrico dedicado para certos sectores administrativos... A sua Direcção já se localiza no Hospital de Adultos, e é de lá que emanam as “ordens”...
Pouco depois, já no C.A, entregam-me os dois Dossiers com cerca de 200 páginas cada um.
Inicialmente, procuro inteirar-me dos autores do projecto e da metodologia da sua selecção. Encontro como explicação e pista a palavra "InterSalus", empresa que soube através da Net, estar sedeada em Barcelona.
Indago-me por qualquer indício dos planos terem sido realizados segundo pareceres de entidades competentes na área da saúde materno infantil em Portugal. Mas se o foram, nada é referido no documento.
Seria cínico da minha parte indagar se algum médico do Hospital D. Estefânia, ou mesmo dos outros Hospitais do Centro Hospitalar, chegou a ser ao menos consultado?
O projecto é assim omisso a qualquer concurso que justificou e a sua selecção... A palavra "Pediatrico" encontra-se “perdida” em vários paragrafos do indice de um Hospital Generalista.....
Invade-me a sensação de perda de tempo e enovelamento em inúmeras páginas administrativas feitas provavelmente por encomenda a uma empresa “especializada” em projectos hospitalares.
Após uma hora, reserva-me uma surpresa desoladora, pois apenas ao final do livro aparece um capítulo que não constava do índice! Este denomina-se “O ambiente Pediátrico”, e é uma adenda evidentemente ali “colada” a posteriori, como que por necessidade de uma justificação. Um complemento “sem jeito”, que lembra um auto-convidado para uma festa em que não era esperado, e sua entrada é permitido apenas pela porta traseira, sendo avergonhadamente escondido, não merecendo referência alguma no índice principal...
Cansado e desiludido pouso os dossiers sobre a mesa. Estive a perder tempo infrutiferamente...
Despeço-me com a sensação de frustração único tema que me interessava analisar fora e remetido a um anexo “sem eira nem beira”, que eu encontrara por mero acaso ao, inadvertidamente, ter eu resolvido ir até as traseiras do livro!
Já no caminho de volta ao meu Serviço, ressoam-me as frias palavras do ex-Ministro à TVI, algumas horas antes de se demitir:
- Tenho muita pena, mas o Hospital Dona Estefânia é mesmo para se fechar...
Associação de palavras e sensações, pois as do ex-Ministro estavam em perfeita sintonia com o frio e desabitado ambiente da Sala do Conselho de a Administração às 4ªs feiras. Mas, nem tudo é desolação, pois como vimos o então Ministro enganou-se... Quem aparentemente “Fechou” foi o Ex-Ministro, e apenas algumas horas depois de te-lo afirmado! Coincidência?!!!
Dissemos aparentemente pois segundo consta os "actuais planos " ou planos obscuros " pois no que diz respeito a Pediatria não estão publicados, e são para continuar...
O 1º round já está ganho pelas Crianças de Portugal e a sua “Arca de Noé” que já carrega 75.000 assinaturas ao Presidente da Republica Portuguesa!

E a Arca de Noé apenas começou a navegar!


Transcrevemos abaixo outro artigo de opinião, já publicado no Blog, sobre o Plano Funcional, para permitir aos leitores uma perspectiva de conjunto.
Se estiveres em desacordo com estas perspectivas envia a tua opinião que a publicaremos.

Sobre o Plano Funcional para o futuro Hosp. de Todos os Santos :

em>"Preocupa-nos" que:

-A assistência à criança passe a ser feita, regressando ao passado, por profissionais sem formação especifica no atendimento e tratamento de bebes e crianças.

- Este documento retrate um Hospital Geral de Adultos, tendo sido colocados como anexos, ou em parágrafos acrescentados, apenas algumas referências à assistência à criança ( em espaços que sobram nas unidades de adultos)

- As reflexões e indicações previamente enviadas aos decisores, por parte do corpo técnico do Hospital, na sua maioria voltadas à criança, tenham sido ignoradas e substituídas por conceitos gestionários, que não contemplam a condição da criança doente nem de suas famílias.

- As áreas fundamentais de tratamento da criança estejam programadas para ser integradas em enfermarias de adultos, nomeadamente com doenças psiquiátricas. Mais estranho é quando, actualmente, hospitais com bons serviços de psiquiatria de adultos, enviam as suas crianças e adolescentes para internamento psiquiátrico em espaço próprio no Hospital de Dona Estefânia.

- Se queira destruir um hospital pediátrico de 200 camas, e reduzi-lo a um piso, ou andar num edifício basicamente preparado para doentes adultos.

- O modelo de assistência pediátrica do hospital pediátrico especializado e de apoio perinatal de Dona Estefânia, desenvolvido ao longo de mais de 130 anos, vá se assemelhar ao modelo de um andar destinado à pediatria, tal qual o que existe nos hospitais gerais das zonas mais afastadas como o da Amadora, Almada ou Vila Franca.

- Em outros países os grandes hospitais universitários que foram construídos nesse modelo dos anos 70 (o mesmo que agora querem nos impor em Portugal) estejam já reconsiderando a evidente vantagem de sua separação física em edifícios diferentes para as áreas de assistência à criança, ao adolescente e à mulher grávida."



Sobre o Internamento:

"Preocupa-nos que:

- Toda a pediatria médica e cirúrgica que no actual HDE tem cerca de 144 camas, passe a ser espremida em 44 camas "multi-especialidades", colocadas em quartos duplos.

- Recobros pós-cirúrgicos sejam feitos em conjunto com adultos, separados apenas por divisórias removíveis, acrescentadas ao plano de arquitectura base do novo hospital geral."



Sobre a Consulta externa:

"Preocupa-nos que:

- Estejam previstos apenas 10 gabinetes de pediatria, menos de 1/3 dos actuais.

- Não estejam previstos quaisquer gabinetes de consulta para as mais de 15 especialidades dedicadas à criança, que já hoje existem no Hospital D.Estefânia.

- Não esteja prevista a autonomia e especificação pediátrica de unidades diferenciadas no tratamento da criança como endocrinologia, nefrologia, desenvolvimento da criança, pneumologia, hematologia, ortopedia, neurocirurgia, urologia, oftalmologia, cirurgia plástica, estomatologia, entre outras. Ficando estas unidades como meros apêndices das unidades de adultos, subordinadas às técnicas e chefia de técnicos de adultos do futuro hospital de Todos os Santos. Retroceder-se-á com isso por décadas na qualidade do atendimento hospitalar da saúde infantil.


- As salas de técnicas diagnosticas sejam mistas com crianças e adultos, alguns muitos idosos e com situações susceptíveis de impressionar as crianças.

- Não existam instalações dedicadas às doenças infecciosas das criança, desconhecendo-se se irão partilhar com adultos as salas de isolamento, uma vez que apenas 4 camas estarão dedicadas para as crianças.


- As especialidades chamadas verticais, como a alergologia, genética, fisiatria, ORL, audiologia, etc, (que no actual hospital pediátrico de Dona Estefânia tem a sua actividade mais de 90% dedicada à criança), não tenham programados espaços para a criança, e regridam à mesma condição dos anos 50 do século passado, com a observação das crianças em espaços partilhados com adultos, numa lógica de "rentabilização" comercial de espaços e equipamentos.

- Nos casos em que o documento em análise ressalva a condição da criança no novo hospital, praticamente só seja feita referência à existência de sanitários para crianças e algumas separações dos adultos através de instalação de tabiques ou divisórias removíveis. Esta é, na essência, a forma como a arquitectura do novo Hospital de Todos os Santos se prepara para garantir a criação de um "ambiente pediátrico" protector e adaptado à criança.
"


Sobre a Fisiatria:

"Preocupa-nos que:

- A Fisiatria e reabilitação das crianças com deficiência passe a ser feita em 1/3 dos postos-gabinetes actuais.

- Os bebes e crianças portadores de anomalias físicas e do desenvolvimento passarão a fazer a sua reabilitação e em áreas e ginásios mistos com adultos
."


Sobre o Quadro Pessoal:

"Preocupa-nos que:

- O quadro de pessoal seja dimensionada para 1/3 das camas actuais, e que muitas unidades com capacidade de tratamento de crianças tenham que encerrar, ou não mais se possam desenvolver, por ausência de pessoal que faça a sua aprendizagem demorada na aplicação de novos métodos terapêuticos, e que sejam os médicos de adultos que tenham de estender a sua acção ao atendimento das crianças, por falta objectiva de profissionais preparados para o atendimento dos grupos etários mais jovens.


-As camas dedicadas à criança possam ser aumentadas até ao dobro em época de crise - situação mais que previsível - e à custa da montagem de mais camas em cada quarto com redução das condições de acompanhamento dos pais, com maior risco de infecção hospitalar e com sobrecarga imposta aos profissionais, contabilizando ratios de atendimento e risco intoleráveis."

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Diálogo e Esclarecimento: essas são as armas de quem esta convicto das suas razões!

Através de fontes variadas, fomos informados que o Conselho de Administração planeia para breve uma secção de esclarecimento alargada a todos os funcionários do Hospital.

Se confirmada essa intenção, felicitamos a abertura ao diálogo, que imaginamos estar relacionada com a recente alteração dos Responsáveis pela Pasta da Saúde...

Para que o envolvimento de todos, nesta secção de esclarecimento, possa acontecer de forma verdadeiramente participativa, propomos a divulgação prévia do Plano Director do Hospital de Todos os Santos;
Isso poderia acontecer via Intranet, ou então através de CD-Rooms (com licença de cópia e divulgação para os interessados) que seriam distribuidos às direcções dos Serviços, com prazos razoáveis para que todos os interessados possam analisar e discutir seu conteúdo.

sábado, 16 de fevereiro de 2008

Vitória: A discussão sôbre os planos da Assistência Hospitalar Materno Infantil é agora de âmbito Público!

LEIA NA REVISTA VISÃO DESTA SEMANA !Antes da criação deste espaço de discussão, a divulgação dos actuais planos para a Saúde Materno-Infantil em Portugal era desconhecida de quase todos.Se existem duvidas, há sempre que esclarecê-las! E as duvidas não são de exclusividade nossa!Partilhamos da opinião de que são as dúvidas que levam ao progresso, e não as certezas.Este artigo da Revista Visão, preenche estes requisitos de suscitar dúvidas e esclarecimentos, pressuposto partilhado pelos criadores e propositores deste Blog e Petição (que já recolheu 74.000 assinaturas) e que acredita na necessidade da existência de Hospitais Pediátricos dedicados.
 Agradecemos a "Revista Visão" , mas se caso fossemos nós a redigi-lo alterariamos o Titulo do Artigo para:"COM O APOIO DE TODOS, CONSEGUIREMOS SALVAR O HOSPITAL D. ESTEFÂNIA!" ASSINA E DIVULGA O ABAIXO ASSINADO AO PRESIDENTE DA REPUBLICA!

domingo, 10 de fevereiro de 2008

Artigo do Expresso sobre o Hospital D. Estefânia

O "Jornal Expresso" , no seguimento do "Jornal O Público" e "O Metro" , informou  sobre processo em curso no nosso Hospital, que adquiriu visibilidade devido ao sucesso do Abaixo Assinado, em boa hora promovido por nós.
O artigo do " O Expresso" não se baseou em entrevista presencial com elementos do  Movimento em Defesa do HDE, pois não existiu tempo para  o cumprimento dos formalismos legais necessários a isso.
Sobre  referido artigo, este ressalta um facto muito positivo: A simpatia e compreensão Director Clínico dos nossos objectivos, e também que ele apresenta, em muitos aspectos, perpectivas coincidentes com as do nosso movimento que realçamos o facto de Hospital Pediatrico constituir-se em edificio individualizado mas unido por um túnel ao restante Centro Hospitalar.

Também ressaltamos aqui neste post duas coisas que nos mostram o quanto ainda teremos de lutar e caminhar na nossa organização:

-As palavras do Ministro  Correia de Campos à TVI  pouco antes de se demitir : -"O Hospital D. Estefânia é para Fechar"!

-E o fato de que, relativamente ao futuro eventual Hospital de todos os Santos, não esta consignada  em papel a especificidade fisico-administrativa do seu Sector Pediátrico.

Em frente com a Campanha em Defesa do HDE!

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

O que disse o actual Presidente da Republica Portuguesa, quando visitou o Hospital D. Estefânia

No dia 10/4/2006, logo nos primeiros dias após a sua eleição, o Prof. Cavaco Silva foi ao HDE para agradecer a forma como os seus netos tinham sido até então aí tratados, mesmo nos períodos em que não ocupava qualquer cargo público ou político, e visitar "um hospital de crianças mostrando exemplos positivos, como o serviço prestado pelo HDE".

De outras frases proferidas registradas na imprensa:

"É uma obrigação colectiva fazermos o que estiver ao nosso alcance para defender as crianças que são o capital mais importante que temos.
Neste, como noutros assuntos, há uma responsabilidade colectiva"


Contamos consigo, Ilmo. Sr. Presidente da Republica Portuguesa, na defesa deste modelo!

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Para que não restem dúvidas :" Movimento de Apoio e Defesa do Hospital D. Estefânia", o que pensamos e defendemos:

Alguns órgãos da Comunicação Social, secundando opiniões eventualmente institucionais, informam (acreditando assim desvaloriza-los) de que os objetivos dos proponentes e subscritores da Petição ao Presidente da Republica Portuguesa em Defesa do HDE, se caracterizam por apego sentimental ao passado, representado aqui pelo actual Hospital D. Estefânia (ignorando o inegável valor histórico afectivo que este representa...), posicionando assim a todos nós, como contrários ao progresso e à necessidade de um Novo Hospital. Afirmamos, que assumimos clara e inequivocamente o apego aos valores culturais e históricos e patrimoniais e incitamos todos o portugueses a fazê-lo (ver alguns fundamentos no Blog, e no Artigo do “Cidadania Lx" na coluna de links ao lado). No entanto, afirmamos que o que realmente, e fundamentalmente, nos poderá diferenciar dos que apóiam os planos do antigo e possivelmente dos actuais responsáveis pela saúde, não é o facto de sermos contra a construção de um novo Hospital Pediátrico, mas sim o fato de não aceitarmos, que no futuro Hospital de Todos os Santos, não esteja planeado um Espaço e Ambiente Pediátrico arquitectonicamente diferenciado, e com administração particularizada, mas apenas, um Hospital Generalista com uma adaptação pediátrica, e com áreas partilhadas, com um internamento de rotação rápida essencialmente a doença aguda, e que não comporta o atendimento à doença crônica. Afirmamos ainda que nos revoltamos intimamente com o processo em curso, já de integração em que se prova e se objetiva que espírito do futuro Hospital é de um Hospital Generalista, pois desde já desvalorizam Valências Pediátricas, que passaram a ser dirigidas por Directores de Serviços de Adultos.  O papel de antigos Directores Pediátricos, resume-se a um papel de Coordenação que não esta ainda regulamentado.
.Tememos que os valores e necessidades pediátricas poderão vir a não se compreendidos Directores de Adultos do Centro Hospitalar, sem sensibilidade para nossa especificidade.  Assumimos ainda, o direito a uma posição critica relativamente às valências e objectivos que incorram no risco, de não serem enquadrados no plano nacional saúde materno-infantil, que agora sabemos existir ou ter existido (Ver críticas ao actual plano funcional e documento da Comissão Médica publicados neste Blog)-.O nosso grupo de trabalho procurará levar a discussão publica estas opiniões, eventualmente questionaveis nos seus fundamentos, mas queremos esclarecer e ser esclarecidos. 

Finalizando,publicamos a “Plataforma de princípios do Movimento de Defesa e Apoio ao HDE” definida quando da na nossa 1ª Reunião. Os objetivos aprovados e que constituem a plataforma de acção do actual grupo de trabalho são:-Levar à discussão interna e à discussão pública, o actual processo de eventual destruição/diluição do Hospital de D. Estefânia, considerando não só o seu indiscutível valor como Centro Materno-Infantil diferenciado (único no Sul do País), mas também a sua tradição como um dos primeiros Hospitais Europeus dedicados à criança (fundado em 1877 e integrado nos Hospitais Civis de Lisboa em 1913).-As acuais diretrizes oficiais baseadas no futuro Hospital de Todos os Santos, não devem ter por base critérios provavelmente conjunturais e econômicos (contenção de custos ou eventual rendimento imobiliário), devendo sim, garantir a existência de uma instituição dedicada prioritariamente aos interesses da criança.-Foi considerado imprescindível lutar pela existência de um espaço físico independente e diferenciado, com autonomia técnica e administrativa, englobando não só todas as valências existentes no atual HDE, mas complementando-as. -Não será aceitável a existência de mais um Serviço de Pediatria inserido num Hospital de adultos. Assim, foram consideradas duas hipóteses:
1. Apesar de ser criado o futuro Hospital de Todos os Santos, o actual espaço ocupado pelo Hospital de D. Estefânia assumirá completamente o seu papel de Hospital Pediátrico, de nível três, dedicado às crianças, melhorando ainda mais a sua diversificação e capacidade.
2. Integração no futuro Centro Hospitalar Oriental de Lisboa, no respeito do parecer da  anterior Comissão Médica do HDE, mas considerando que: o actual espaço físico do HDE deve manter-se ao serviço da Saúde Materno-Infantil, eventualmente como Hospital de Retaguarda, na recuperação da doença prolongada e crônica, e sempre que as condições sociais o recomendem. Nesse espaço poderão vir ainda a situar-se Instituições ligadas à criança; Associações ligadas às especialidades médico-cirúrgicas pediátricas; Associações de Pais; Liga de Amigos e organismos de defesa da criança, etc.Deverá preservar-se assim, o HDE como Centro integrado de referência de apoio à criança.

Assina Pedro Paulo Mendes

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

SETENTA E DUAS MIL ASSINATURAS ! ESTA SEMANA ARTIGO NA REVISTA VISÃO. NÃO PERCA! DIVULGUE!

HOJE CHEGAMOS AOS 72000 APOIANTES À CAMPANHA EM DEFESA DO HOSPITAL D. ESTEFÂNIA

NA PRÓXIMA SEMANA SERÁ PUBLICADA NA REVISTA VISÃO UMA REPORTAGEM COM AS DIVERSAS OPINIÕES E SUAS RAZÕES.
ESTARÁ NAS BANCAS NA PRÓXIMA 5ªFEIRA.
UM DOS OBJECTIVOS PRINCIPAIS DESTA CAMPANHA JÁ FOI ALCANÇADO ! TRAZER A DISCUSSÃO PUBLICA A POLITICA DE SAÚDE NO QUE DIZ RESPEITO A SAÚDE MATERNO INFANTIL E IMPEDIR A ALIENAÇÃO DO HOSPITAL D. ESTEFÂNIA ! NÃO NOS SENTIMOS DETENTORES DA RAZÃO, MAS APENAS DO DIREITO AO SEU CONHECIMENTO , INTERPRETAÇÃO E PARTICIPAÇÃO.
DIVULGUE ESTA CAMPANHA! ESTARÁ A DIVULGAR UM DIREITO DAS CRIANÇAS DE PORTUGAL E DO SEU FUTURO!

Já Divulgaram nossa campanha :
O JORNAL "O PÚBLICO" , O JORNAL "O METRO", A "TVI", O "CANAL 2" e NA PRÓXIMA SEMANA NA REVISTA VISÃO!

AGRADECEMOS ESTA DIVULGAÇÃO!

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Respostas às perguntas e comentários enviados:

Caros amigos, simpatizantes e apoiadores da Campanha pelo HDE:

Temos recebido uma quantidade verdadeiramente assombrosa de e-mails e comentários.
Como profissionais da Saúde que somos, vivemos uma realidade profissional na qual, infelizmente, resta-nos pouquíssimo tempo para dedicar à Campanha.
Decidimos, nesse momento, priorizar a organização da Pró Associação, que é nossa garantia de continuidade dessa luta.
Por esse motivo, pedimos desculpas a todos aqueles que não estão recebendo sua merecida resposta às mensagens e comentários que nos enviam.

Contamos, contudo, com sua compreensão e continuidade de apoio!

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Novo Plano Funcional Do Futuro Hospital De Todos os Santos

Vive-se no hospital (não só entre os médicos, mas generalizadamente entre todos os profissionais) um ambiente de grande preocupação e desalento face à actual desarticulação dos serviços, e à destruição do Hospital Pediátrico, que o modelo do futuro Hospital de Todos os Santos quer nos impor.

Como há muito tempo as pessoas falam nos corredores e nos serviços (geralmente em surdina, até porque muitos estão em contratos precários), da necessidade de nos organizarmos, um grupo de profissionais decidiu impulsionar uma Pró-Associação . Essa procurará dar voz às preocupações, são não só dos profissionais, como também as de milhares de famílias que se interrogam sobre o futuro do hospital das crianças de Lisboa, e sobre qual seria a qualidade da assistência a ser dada a essas crianças, na hipótese do desaparecimento do H.D.Estefânia.

O documento oficial que permite aclarar essas dúvidas é o "PLANO FUNCIONAL DO HOSPITAL DE TODOS OS SANTOS" (no seu anexo 4).
O documento é de "livre" acesso ao funcionários do hospital, desde que dele se tenha prévio conhecimento e, nesse caso, é necessário fazer solicitação formal de sua consulta ao Conselho de Administração do D. Estefânia.
Trata-se pois de um documento "público", mas que na prática torna-se restrito pela dinâmica de acesso imposta. Obriga-se ainda, à identificação dos que a ele quiserem chegar...

As dúvidas existentes sobre esse documento, suscitam ansiedades que só se resolveriam caso este fosse divulgado através da página do hospital, ou publicamente pela internet.
Sua divulgação deveria ser imediata, pois todos os portugueses tem direito a saber o que se planeia para a saúde de seus filhos!

Vários colegas que analisaram o referido Plano, enviam-nos suas opiniões. Algumas destas contradizem a visão de progresso publicitada nas vantagens atribuídas ao novo hospital, no que diz respeito à assistência pediátrica. Julgamos que a ampla e livre divulgação do novo plano certamente propiciará condições de reflexão e debate que desvanecerão todas as dúvidas sobre o que é publicidade e o que é fato com sérias consequências na saúde materno-infantil e acreditaremos ou não na informação oficial.

A seguir compilamos e estruturamos uma colectânea das várias perspectivas que nos enviaram, as quais muito agradecemos e que solicitamos que nos continuem a enviar pois este é um espaço que se quer de esclarecimento e debate.

"Preocupa-nos que:

-A assistência à criança passe a ser feita, regressando ao passado, por profissionais sem formação especifica no atendimento e tratamento de bebes e crianças.


- Este documento retrate um Hospital Geral de Adultos, tendo sido colocados como anexos, ou em parágrafos acrescentados, apenas algumas referências à assistência à criança ( em espaços que sobram nas unidades de adultos)

- As reflexões e indicações previamente enviadas aos decisores, por parte do corpo técnico do Hospital, na sua maioria voltadas à criança, tenham sido ignoradas e substituídas por conceitos gestionários, que não contemplam a condição da criança doente nem de suas famílias.

- As áreas fundamentais de tratamento da criança estejam programadas para ser integradas em enfermarias de adultos, nomeadamente com doenças psiquiátricas. Mais estranho é quando, actualmente, hospitais com bons serviços de psiquiatria de adultos, enviam as suas crianças e adolescentes para internamento psiquiátrico em espaço próprio no Hospital de Dona Estefânia.

- Se queira destruir um hospital pediátrico de 200 camas, e reduzi-lo a um piso, ou andar num edifício basicamente preparado para doentes adultos.

- O modelo de assistência pediátrica do hospital pediátrico especializado e de apoio perinatal de Dona Estefânia, desenvolvido ao longo de mais de 130 anos, vá se assemelhar ao modelo de um andar destinado à pediatria, tal qual o que existe nos hospitais gerais das zonas mais afastadas como o da Amadora, Almada ou Vila Franca.

- Em outros países os grandes hospitais universitários que foram construídos nesse modelo dos anos 70 (o mesmo que agora querem nos impor em Portugal) estejam já reconsiderando a evidente vantagem de sua separação física em edifícios diferentes para as áreas de assistência à criança, ao adolescente e à mulher grávida."



Sobre o Internamento:

"Preocupa-nos que:

- Toda a pediatria médica e cirúrgica que no actual HDE tem cerca de 144 camas, passe a ser espremida em 44 camas "multi-especialidades", colocadas em quartos duplos.

- Recobros pós-cirúrgicos sejam feitos em conjunto com adultos, separados apenas por divisórias removíveis, acrescentadas ao plano de arquitectura base do novo hospital geral."



Sobre a Consulta externa:

"Preocupa-nos que:

- Estejam previstos apenas 10 gabinetes de pediatria, menos de 1/3 dos actuais.

- Não estejam previstos quaisquer gabinetes de consulta para as mais de 15 especialidades dedicadas à criança, que já hoje existem no Hospital D.Estefânia.

- Não esteja prevista a autonomia e especificação pediátrica de unidades diferenciadas no tratamento da criança como endocrinologia, nefrologia, desenvolvimento da criança, pneumologia, hematologia, ortopedia, neurocirurgia, urologia, oftalmologia, cirurgia plástica, estomatologia, entre outras. Ficando estas unidades como meros apêndices das unidades de adultos, subordinadas às técnicas e chefia de técnicos de adultos do futuro hospital de Todos os Santos. Retroceder-se-á com isso por décadas na qualidade do atendimento hospitalar da saúde infantil.


- As salas de técnicas diagnosticas sejam mistas com crianças e adultos, alguns muitos idosos e com situações susceptíveis de impressionar as crianças.

- Não existam instalações dedicadas às doenças infecciosas das criança, desconhecendo-se se irão partilhar com adultos as salas de isolamento, uma vez que apenas 4 camas estarão dedicadas para as crianças.


- As especialidades chamadas verticais, como a alergologia, genética, fisiatria, ORL, audiologia, etc, (que no actual hospital pediátrico de Dona Estefânia tem a sua actividade mais de 90% dedicada à criança), não tenham programados espaços para a criança, e regridam à mesma condição dos anos 50 do século passado, com a observação das crianças em espaços partilhados com adultos, numa lógica de "rentabilização" comercial de espaços e equipamentos.

- Nos casos em que o documento em análise ressalva a condição da criança no novo hospital, praticamente só seja feita referência à existência de sanitários para crianças e algumas separações dos adultos através de instalação de tabiques ou divisórias removíveis. Esta é, na essência, a forma como a arquitectura do novo Hospital de Todos os Santos se prepara para garantir a criação de um "ambiente pediátrico" protector e adaptado à criança.
"


Sobre a Fisiatria:

"Preocupa-nos que:

- A Fisiatria e reabilitação das crianças com deficiência passe a ser feita em 1/3 dos postos-gabinetes actuais.

- Os bebes e crianças portadores de anomalias físicas e do desenvolvimento passarão a fazer a sua reabilitação e em áreas e ginásios mistos com adultos
."


Sobre o Quadro Pessoal:

"Preocupa-nos que:

- O quadro de pessoal seja dimensionada para 1/3 das camas actuais, e que muitas unidades com capacidade de tratamento de crianças tenham que encerrar, ou não mais se possam desenvolver, por ausência de pessoal que faça a sua aprendizagem demorada na aplicação de novos métodos terapêuticos, e que sejam os médicos de adultos que tenham de estender a sua acção ao atendimento das crianças, por falta objectiva de profissionais preparados para o atendimento dos grupos etários mais jovens.


-As camas dedicadas à criança possam ser aumentadas até ao dobro em época de crise - situação mais que previsível - e à custa da montagem de mais camas em cada quarto com redução das condições de acompanhamento dos pais, com maior risco de infecção hospitalar e com sobrecarga imposta aos profissionais, contabilizando ratios de atendimento e risco intoleráveis."

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

2008, A CAMPANHA AVANÇA E SE FORTALECE !!!


Já atingimos 50000 assinaturas! A campanha já é divulgada na comunicação social ( Ver abaixo "Noticias da Campanha")
A adesão de todos contra os planos de desarticulação do Hospital D. Estefânia é óbvia.
O nosso objectivo é que cada vez mais pessoas se inteirem e participem da campanha.
Sem o teu apoio tal não seria possível.Ele é importantíssimo!!!
Continua a nos ajudar na divulgação do Abaixo Assinado e do Manifesto.

PROFISSIONAIS, PAIS, AMIGOS DO HOSPITAL,EM 2008 ORGANIZEMO-NOS PARA SALVAR O HOSPITAL D. ESTEFÂNIA !
SALVAR O HOSPITAL DAS CRIANÇAS DE LISBOA É UMA OPERAÇÃO URGENTE!