sábado, 2 de abril de 2022

UM CONCURSO MERCANTIL ORGANIZADO SEM PARTICIPAÇÃO DA SOCIEDADE CIVIL E DOS MÉDICOS PORTUGUESES. SEM PROJECTO ARQUITETONICO E PLANO FUNCIONAL CONHECIDOS E ESCRUTINADOS E QUE SONEGARÁ LISBOA DO SEU UNICO HOSPITAL PEDIATRICO E DE PARTE SIGNIFICATIVA DA OFERTA DO SNS.

 

https://eco.sapo.pt/2022/03/17/mota-engil-perto-de-ganhar-duelo-iberico-para-construir-maior-hospital-do-pais/

 

Mota-Engil perto de ganhar duelo ibérico para construir maior hospital do país

O Hospital de Lisboa Oriental é a maior obra pública da última década. Relatório preliminar do júri dá vantagem à Mota-Engil e candidatos já responderam. Falta homologação do Governo.

A Mota-Engil está à frente no concurso para a construção e concessão do Hospital de Lisboa Oriental (HLO), a maior obra pública do país na última década, com um valor-base de 334,5 milhões de euros. O júri do concurso já terminou a análise técnica das propostas da Mota-Engil e da espanhola Sacyr, as duas finalistas, e o grupo liderado por Gonçalo Moura Martins ficou à frente, apurou o ECO.

Depois das respostas dos dois candidatos finalistas, cujo prazo terminou esta quinta-feira, aguarda-se agora para breve a homologação oficial do resultado e adjudicação da obra. A instalar em Marvila numa área total de 180.000 metros quadrados, o novo hospital de Lisboa terá uma capacidade mínima de 875 camas e vai substituir seis hospitais da área de Lisboa (S. José, Curry Cabral, Maternidade Alfredo da Costa, Estefânia, Santa Marta e Capuchos).

Os dois concorrentes chegaram à fase final do concurso para apresentação de uma BAFO (Best and Final Offer), depois de uma corrida que tinha oito consórcios concorrentes. A Mota-Engil e a Sacyr entregaram as propostas finais em setembro e entraram, depois, num processo negocial competitivo, que envolvia preço e modelo técnico. O Jornal de Negócios noticiou, em agosto de 2021, que a proposta final da Sacyr seria a mais vantajosa do ponto de vista económico, mas a da Mota-Engil a mais robusta do ponto de vista técnico. E a ponderação dos dois fatores daria uma vantagem aos espanhóis. Agora, apurou o ECO, a Mota-Engil passou para a frente na avaliação global, incluindo uma redução do valor da operação. O Jornal de Negócios avança na edição desta quinta-feira que a proposta da Mota-Engil é da ordem dos 257 milhões de euros, valor que o ECO também confirmou, enquanto a proposta da Sacyr é de 244 milhões. Apesar desta diferença, a valoração de todos os indicadores pôs a Mota-Engil à frente do concurso.

Após as negociações ‘one-on-one, e ponderados os fatores preço e projeto técnico, o júri do concurso, liderado por Rita Cunha Leal, consultora da Unidade Técnica de Acompanhamento de Projetos (UTAP), decidiu-se pela proposta da Mota-Engil. Mas até à publicação desta notícia, não foi possível apurar o valor final da oferta da Mota-Engil, liderada por Gonçalo Moura Martins, que é inferior à proposta inicial de cerca de 333 milhões de euros. Sabe-se, isso sim, que o Estado terá um encargo anual da ordem dos 16 milhões de euros ao longo do período do contrato, que será de 27 anos após a construção, agora ajustado aos novos valores.

No despacho que deu o seguimento ao lançamento do concurso do novo Hospital de Lisboa Oriental, em 2017, o Governo referia que os “resultados obtidos com o estudo económico-financeiro constante do Relatório Final” que suporta a decisão de construção “permitem concluir, sem qualquer dúvida, que o projeto de implementação do HLO, em substituição das atuais seis unidades hospitalares que integram o CHLC, tem um potencial muito significativo de poupanças futuras para o Estado“. Por outro lado, “a poupança estimada com a construção do HLO não se traduz apenas em aspetos financeiros, mas também, com significativo relevo, na melhoria da acessibilidade e da qualidade assistencial que advirá da existência de uma estrutura moderna e adequada à prestação de cuidados de saúde no século XXI“.

Com o novo hospital, refere o Governo, haverá uma resposta mais adequada “ao aumento do ambulatório e o ajuste do modelo assistencial às novas necessidades e técnicas em saúde, prevendo-se, nomeadamente, um maior peso da atuação na medicina preditiva e preventiva“.

(Notícia atualizada às 07h43 com informação so

 

terça-feira, 29 de março de 2022

COMO SE DESTROE UM HOSPITAL PEDIATRICO ? NA UCRANIA , PUTIN COM BOMBAS.....EM PORTUGAL COM O DESINVESTIMENTO CRONICO A TODOS OS NIVEIS COM OBJECTIVO DE NO FUTURO FAVORECER O GRANDES GRUPOS DE SAUDE PRIVADOS QUE JÁ CONTAM COM " OS CLIENTES PEDIATRICOS" PARA OS SEUS HOSPITAIS . NAS DUAS CIRCUNSTANCIAS ESTA SUBJACENTE IGNORÂNCIA . PREPOTÊNCIA E INSENSIBILIDADE.

     EXPRESSO 2022-03-28



"Hospital Dona Estefânia está sem exames à noite por falta de médicos"

 

https://expresso.pt/sociedade/2022-03-28-Hospital-Dona-Estefania-esta-sem-exames-a-noite-por-falta-de-medicos-317dac5a

 


Urgência está sem TACs e outros exames de imagem desde domingo. Administração do Centro Hospitalar Universitário de Lisboa Central (CHULC), que engloba o Estefânia (o maior hospital pediátrico do país) garante que nenhuma criança fica sem os exames necessários. Nenhuma outra das unidades do CHULC tem radiologia pediátrica


28 MARÇO 2022 17:43
Vera Lúcia Arreigoso


Jornalista  Expresso
As crianças que entrem na Urgência do maior hospital pediátrico do país, o Dona Estefânia (Lisboa), durante a noite não têm acesso a exames de imagiologia.

Isto porque os serviços de TAC e outros meios complementares de diagnóstico de imagem estão indisponíveis desde o passado domingo, entre as 20 horas e as primeiras horas da manhã, por falta de equipa clínica.

Ao Expresso, a administração do Centro Hospitalar Universitário de Lisboa Central (CHULC) confirmou a falta de cuidados, garantindo que nenhuma criança fica sem os exames necessários, embora sem adiantar como estão a ser efetuados atualmente.

"O CHULC regista ausências de profissionais por razões de saúde e de parentalidade e está a procurar resolver a dificuldade pontual da imagiologia, quer internamente quer recorrendo a contratação externa. Em todo o caso, ninguém fica por atender."

O Expresso já voltou a questionar o centro hospitalar sobre o que está a ser feito e para quando se prevê uma solução e aguarda os esclarecimentos. Importa sublinhar que nenhuma outra das unidades do CHULC, como o Hospital São José, tem radiologia pediátrica. Na Maternidade Alfredo da Costa, também integrada no CHULC, há imagiologia para utentes não adultos, mas apenas para recém-nascidos.

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 Outras interpretações possiveis :

Algumas contradições que estão na origem da falta de profissionais e que são omitidas, mas que gostaríamos de ser esclarecidas   pelos Gestores /Administradores do CHLC

- Quantos médicos foram contratados em substituição dos médicos radiologistas Pediátricos que se reformaram nos últimos anos o que tem levado a sobrecarga dos restantes? Segundo consta nenhum.

- Como se explica que  na  resposta do Conselho de  Administração a Jornalista do Expresso estes se  referem sempre “a médicos em geral” “esquecendo-se" que os especialistas em falta são médicos radiologistas pediátricos , competência  esta que exige  vocação e formação especificas  pois a sub especialidade de radiologia pediátrica é reconhecida internacionalmente  e que o seu tirocínio segundo o currículo europeu deve ser realizada num Hospital Pediatrico e que deixará de existir no   Hospital Generalista de Lisboa Oriental  que será construído em regime de PPP pela Somague no Vale de Chelas  ( nota 1)   e que transformará  Lisboa em uma exceção ao tornar-se uma das únicas capitais da Europa desprovidas de Hospital Pediatrico.

-Se é verdade que de facto que os Srs. Gestores estão consequentemente empenhados em resolver o problema e não apenas adia-lo   porque não pugnaram por extirpar o mal pela raiz exigindo ao Ministério da saúde a revogação o conjunto de medidas neoliberais implementadas quando do Ministério da Saúde de Correia de Campos e que tiveram como objetivo a sangria dos quadros médicos especializados para os Hospitais privados.

-Dentre as medidas legislativas   desestruturantes do SNS que aquele Ministério implementou   realçamos duas:

1 - Extinção das carreiras médicas e sua substituição pela contratualização de forma a quebrar/ enfraquecer os laços dos profissionais com o SNS e a prestação do serviço publico pela mercantil aliciando os melhores profissionais com a oferta de salários maiores.

2- Pela obrigatoriedade de os Conselhos de Administração em autorizarem a redução da carga horaria quando solicitado pelos profissionais em acumularem horários com o Serviço Publico e permitir que trabalhem nos Hospitais Privados. Esta medida traduz-se numa diminuição efetiva da disponibilidade de profissionais para organizar as equipas de urgência. A revogação destas medidas obviamente terá que se fazer acompanhar de um pagamento condigno aos médicos que trabalham no SNS.

Finalmente indagamos porque os atuais Administradores, Gestores / Ministério da Saúde não implementam a concentração do conjunto da Urgência Pediátrica da área Metropolitana   de Lisboa num único Hospital Infantil aberto 24 horas.   e que poderá integrar da totalidade dos médicos radiologistas pediátricos disponíveis,  que nas circunstâncias de dispersão   quórum para organizar escalas de urgência  noturna nos  hospitais.

A economia de escala possibilitará uma melhor gestão de pessoal e dos equipamentos.

Nota 1: Concurso ganho pela Mota Engil e de cujo projeto e seleção  estiveram ostensivamente excluídos os representantes dos médicos pediatras. (ver neste blog entrevista do Dr. Gonçalo Cordeiro Ferreira ao Jornal Expresso)

 


 

sábado, 11 de dezembro de 2021

PARABENS PORTUENSES ! VALEU A PENA LUTAR! FINALMENTE SERÁ INAUGURADA A ALA PEDIATRICA DO HOSPITAL S. JOÃO

 

  Arquivo de Hospital de São João | PIPOP - Portal de Informação Português de  Informação Pediátrica

18/10/2021Ao fim de 12 anos, o "Joãozinho" - nome atribuído à ala pediátrica que esteve a funcionar em contentores -, está a mudar de casa e vai fixar-se ...

Dia 11 de Dezembro de 2021 será inaugurado o Joãozinho, a ala pediátrica do Hospital São João, na cidade do Porto, mas que na realidade pode-se considerar um Hospital Pediatrico, pois localiza-se num espaço e edifício próprios no Campus do Hospital São João, que foi construído de raiz com os seus serviços exclusivamente dedicados ao tratamento das crianças.

Para quando Lisboa seguira os exemplos de Coimbra e do Porto exigindo dos órgãos de poder político a defesa do seu Hospital Pediatrico!

 

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