No Website do Hôpital Necker-Enfants Malades, que aconselhamos a visitar, encontramos um estudo histórico sobre a arquitectura hospitalar.
A concepção do novo Hospital de Todos os Santos, segundo depreende-se de informação publicada na Intranet disponível e da entrevista da Dra. Teresa Sustelo ( ver Link - Tempo Medicina ), inspira-se nas construções hospitalares classificadas como monobloco, característica das décadas de 1930-1970, e que já está ultrapassada.Desde 1980 opta-se, preferencialmente, pela contrução de vários edificios integrados, e esta é a solução arquitetônica que permitirá a manutenção da sua identidade pediátrica no caso de ser realmente construido o novo Hospital de todos os Santos. Consideramos para alem da existência de um edificio diferenciado dentro do parque hospitalar será obrigatória a continuação de ligação administrativa ao espaço do actual hospital que é inalienavel. Este Hospital para alem de rectaguarda e sede de alguns Serviços e consultas deverá estar ligado a investigação na area da saúde materno e infantil.
Somos pelo progresso integrador de experiências e espaços e não retrocesso histórico puramente economicista.
Obs:Agradecemos contra argumentos.
Resumo do artigo citado acima:
L'hôpital monobloc, symbole de la médecine triomphante
Hôpital Henri Mondor
© AP-HP
Dans la première moitié du XXe siècle, les victoires contre la contagion hospitalière remettent en cause le principe de l'isolement et de la limitation des étages. La découverte des antibiotiques a progressivement raison des hôpitaux villas. L'intégration de la dimension économique de la santé dans la construction des hôpitaux engendre un nouveau modèle, conçu aux Etats-Unis, dans lequel la rationalisation des fonctions et des coûts s'exprime par la verticalité.
Dans le nouveau Beaujon, conçu par Jean Walter en 1932 et ouvert à Clichy en 1935, les circulations convergent vers un unique pôle vertical. Les pavillons se superposent pour donner naissance aux niveaux : l'hôpital bloc est né.
La réforme hospitalo-universitaire de 1958, en faisant de l'hôpital un lieu de soins, de recherche et d'enseignement, conforte cette architecture hospitalière qui impose une image toute puissante de la médecine. C'est l'ère des bâtiments très fortement technologiques, comme l'hôpital Henri-Mondor à Créteil (1969) ou encore Antoine-Béclère à Clamart (1971), modèle de l'hôpital bloc en rond-point central. Au cours des années 1970, même si le principe de la verticalité demeure, les blocs commencent à se juxtaposer, positionnés sur une base de plus en plus large dédiée au plateau technique, symbole d'un hôpital toujours plus performant.
L'hôpital polybloc, ouvert sur la ville
Hôpital européen Georges Pompidou
© AP-HP
Après les années 1980, les concepteurs d'hôpitaux tentent de concilier, par les choix architecturaux et urbains, la fonctionnalité et l'humanisation. Ils choisissent de prolonger la ville dans l'hôpital en organisant les fonctions le long d'une vaste rue intérieure. C'est sur ce principe qu'est conçu l'hôpital Robert-Debré, construit entre 1982 et 1988 par l'architecte Pierre Riboulet. L'hôpital-îlot se glisse entre le périphérique et les boulevards des maréchaux. La monumentalité socle-tour disparaît au profit d'un jeu plus urbain de volumes compacts. Un soin particulier est apporté à l'ambiance interne et à l'éclairage naturel.
Le nouveau Saint-Louis (1989) traduit un concept d'hôpital bloc avec un esprit pavillonnaire : au-dessus d'une dalle horizontale, les pavillons marquent les différents espaces de l'hôpital.
Le concept architectural de l'hôpital européen Georges-Pompidou s'appuie sur quatre principes majeurs : ouverture, fonctionnalité, confort, sécurité. Son architecte Aymeric Zublena a imaginé un ensemble de bâtiments reliés les uns aux autres par des cours intérieures. L'organisation de l'espace est facilitée par une rue hospitalière piétonne couverte d'une verrière qui relie les trois entrées de l'établissement.
Pedro Paulo Mendes
domingo, 28 de outubro de 2007
Hospital D.Estefânia , entre os primeiros do mundo a serem criados!
(clique na imagem para ampliar)Um pouco de História...
O Hospital D. Estefânia foi um dos primeiros Hospitais Pediátricos do Mundo a serem construidos. É um património não só de Portugal, mas das crianças de todo o mundo.
Texto cronografico da criação dos Hospitais Pediátricos extraido do NAICHRI ( ver Links)
Early origins of children’s hospitalsConcerned at the lack of medical services available to the sick children of Dublin, in 1821 several eminent doctors founded the city’s National Children’s Hospital. The hospital was among the first hospitals in the English-speaking world devoted exclusively to the care and treatment of sick children. Dr. Charles West, one of the hospital’s founders and one who had received medical training in Paris and Bonn where children’s health care was far more advanced, moved to London thirty years later and helped launch the Great Ormond Street Hospital. Opening on Valentines Day 1852, early supporters of the hospital included Queen Victoria, Lady Byron, and Charles Dickens, who gave readings from his “A Christmas Carol” to help raise money. Soon after, Dr. Francis W. Lewis of Philadelphia, was inspired by his visit to Great Ormond Street and returned to the U.S. to create the Children’s Hospital of Philadelphia, which opened in 1855. The first U.S. school of pediatric nursing was also launched at Children’s Hospital of Philadelphia in 1895.
The following are the 10 oldest children's hospitals in the U.S. and Canada:
1. Children's Hospital of Philadelphia, 1855
2. Children's Hospital Boston, 1869
3. Children's Hospital National Medical Center, Washington, D.C., 1870
4. St. Mary's Hospital for Children, 1870
5. Children's Seashore House, Atlantic City, (moved in 1990 to Philadelphia), 1875
6. St. Christopher's Hospital for Children, Philadelphia, 1875
7. The Hospital for Sick Children, Toronto, 1875
8. St. Louis Children's Hospital, 1879
9. Children's Memorial Hospital, Chicago, 1882
10. Children's Hospital Medical Center, Cincinnati, 1883
O HOSPITAL D. ESTEFÂNIA NÃO É UM CIFRÃO NO ORÇAMENTO DO ESTADO!
O HOSPITAL D. ESTEFÂNIA NÃO É UM PATRIMÓNIO DESCARTAVEL!
Pedro Paulo Mendes
sexta-feira, 26 de outubro de 2007
Saudamos a criação do novo Site da "Liga dos Amigos do Hospital D. Estefânia"
Neste momento, é fundamental que surjam se desenvolvam e agreguem, todas as afectividades e apoios a este Hospital!
Assim, aguardamos com expectativa e alegria, mais um Fórum de defesa dos direitos da criança, e por maioria de razão do Hospital de D. Estefânia.
http://www.webcaravela.com/liga-amigos-hospital-dona-estefania
Assim, aguardamos com expectativa e alegria, mais um Fórum de defesa dos direitos da criança, e por maioria de razão do Hospital de D. Estefânia.
http://www.webcaravela.com/liga-amigos-hospital-dona-estefania
quinta-feira, 25 de outubro de 2007
ALL CHIDREN NEED CHIDREN'S HOSPITALS Uma Associação para defesa dos Hospitais Pediátricos

A DEFESA DOS HOSPITAIS PEDIATRICOS É UNIVERSAL!
A NACHRI é uma Associação criada e sediada nos Estados Unidos que congrega vários países e dedica-se à defesa dos Hospitais Pediátricos.Fazemos nosso, um dos seus temas de campanha:-
ALL CHIDREN NEED CHIDREN'S HOSPITALS
http://www.childrenshospitals.net
domingo, 21 de outubro de 2007
QUAIS OS PLANOS E FILOSOFIA PARA A CRIAÇÃO DE UMA REDE DE SAÚDE MATERNO INFANTIL EM PORTUGAL ?
A informação a que todos os Portugueses tem direito!
É importante, neste momento em se assistem alterações profundas na nossa estrutura de saúde,com reflexos directos no Hospital D. Estefânia, sabermos se o Ministério da Saúde dispõe de uma Filosofia,uma Estratégia, um Plano e uma Metodologia para a criação de uma Rede de Cuidados Materno-Infantis em Portugal.
Exemplificamos com o que acontece em Inglaterra:
“ Guetting the right start: Nacional Serviço Framework for Children – Standard for Hospital Services “ que esta publicada na Internet (ver o link)
Os pressupostos que a presidem são:
- O futuro de uma nação depende da saúde das suas crianças.
-O binómio criança-saudável/mãe-saudável é indissociável, e assim torna-se imprescincivel integração das unidades hospitalares materno/infantis.
-Os Hospitais pediátricos devem colmatar as desigualdades de acesso à saúde entre as crianças ricas e pobres, entre estratos sociais, e entre as diversas etnias e culturas.
-Os novos Hospitais e Serviços de Saúde Pediátricos devem incorporar uma nova visão cultural dos estabelecimentos e redes de saúde. Devem ser desenhados em função das necessidades da criança e das pessoas que os utilizam. Não devem ser concebidos em função de uma estratégia que privilegie a gestão organizativa e económica, em detrimento da criança e sua especificidade.
-Devem reflectir na sua organização e arquitectura as diversas fases do desenvolvimento da criança.
-Devem ser projectados numa perspectiva de futuro, incorporando estudos estatísticos retrospectivos e projectivos bem fundamentados.
-Os projectos para construção dos Hospitais Pediátricos devem ter em conta os pareceres organizações representativas da saúde,dos pais das crianças, e das próprias crianças.
-O Hospital deve dispor de meios, e estar organizado de forma a que, se minimize as consequências nefastas no futuro da criança decorrentes da ruptura de sua vida familiar, social e escolar, condicionadas pelo internamento.
-Os Hospitais devem ser amigos e seguros para as crianças.
-A criança deve ser vista como um todo, com personalidade própria ainda em formação, e nunca como um adulto pequeno.
Assim, é obrigatória a existência e aprofundamento de sub-especialidades pediátricas e equipamentos dedicados e adaptados às características da criança, pois as suas doenças, fisiologia, psicologia e susceptibilidade emocional, são caracteristicas e únicas.
Conclusão: Podem-nos criticar afirmando que estas asserções são genéricas. Contrapomos que são Universais, e que devem servir de paradigmas para analisar, aceitar, criticar, ou rejeitar as medidas em curso.
Finalmente, reiteramos que a Filosofia, Estudos e Planos que justificam as reformas em curso, em um Estado de Direito, Democrático e Europeu devem ser, obrigatoriamente, de Domínio Publico!
É importante, neste momento em se assistem alterações profundas na nossa estrutura de saúde,com reflexos directos no Hospital D. Estefânia, sabermos se o Ministério da Saúde dispõe de uma Filosofia,uma Estratégia, um Plano e uma Metodologia para a criação de uma Rede de Cuidados Materno-Infantis em Portugal.
Exemplificamos com o que acontece em Inglaterra:
“ Guetting the right start: Nacional Serviço Framework for Children – Standard for Hospital Services “ que esta publicada na Internet (ver o link)
Os pressupostos que a presidem são:
- O futuro de uma nação depende da saúde das suas crianças.
-O binómio criança-saudável/mãe-saudável é indissociável, e assim torna-se imprescincivel integração das unidades hospitalares materno/infantis.
-Os Hospitais pediátricos devem colmatar as desigualdades de acesso à saúde entre as crianças ricas e pobres, entre estratos sociais, e entre as diversas etnias e culturas.
-Os novos Hospitais e Serviços de Saúde Pediátricos devem incorporar uma nova visão cultural dos estabelecimentos e redes de saúde. Devem ser desenhados em função das necessidades da criança e das pessoas que os utilizam. Não devem ser concebidos em função de uma estratégia que privilegie a gestão organizativa e económica, em detrimento da criança e sua especificidade.
-Devem reflectir na sua organização e arquitectura as diversas fases do desenvolvimento da criança.
-Devem ser projectados numa perspectiva de futuro, incorporando estudos estatísticos retrospectivos e projectivos bem fundamentados.
-Os projectos para construção dos Hospitais Pediátricos devem ter em conta os pareceres organizações representativas da saúde,dos pais das crianças, e das próprias crianças.
-O Hospital deve dispor de meios, e estar organizado de forma a que, se minimize as consequências nefastas no futuro da criança decorrentes da ruptura de sua vida familiar, social e escolar, condicionadas pelo internamento.
-Os Hospitais devem ser amigos e seguros para as crianças.
-A criança deve ser vista como um todo, com personalidade própria ainda em formação, e nunca como um adulto pequeno.
Assim, é obrigatória a existência e aprofundamento de sub-especialidades pediátricas e equipamentos dedicados e adaptados às características da criança, pois as suas doenças, fisiologia, psicologia e susceptibilidade emocional, são caracteristicas e únicas.
Conclusão: Podem-nos criticar afirmando que estas asserções são genéricas. Contrapomos que são Universais, e que devem servir de paradigmas para analisar, aceitar, criticar, ou rejeitar as medidas em curso.
Finalmente, reiteramos que a Filosofia, Estudos e Planos que justificam as reformas em curso, em um Estado de Direito, Democrático e Europeu devem ser, obrigatoriamente, de Domínio Publico!
quinta-feira, 4 de outubro de 2007
Salvarguardar identidade pediátrica a todo o custo . Imprecindível e urgente regulamentar as competências dos Coordenadores de area.
Já transparece sensivelmente o sentimento de desanimo e frustração que a desarticulação de todos os Serviços do HDE, e o esvaziamento do conteúdo dos cargos de chefia dos diversos Serviços(com a sua substituição por direcções centralizadas no Centro Hospitalar), acarretaram !
A inexistência de Centros de decisão local nas diversas áreas de especialização pediátrica, será o golpe final que levará a destruição do capital de conhecimento pediátrico acumulado ao longo de anos.
Neste momento apenas a Cirurgia e Pediatria Médica ainda mantém Direcções autónomas Pediatricas.
Não se trata de confrontarmos com a nova organização e as relações com os novos Directores nomeados, que devem se desenvolver e aprofundar.
Não se trata de desrespeitar os processos administrativos em curso.
Admitimos estarmos de acordo com aqueles que consideram que algumas das antigas de Direcções de Serviços e gabinetes, pleni-potenciarios e quase feudais, tenham sido centros de reacção ao progresso, procedido a uma gestão de meios humanos e materiais personalizada e que, por subjectivismos castradores impermeáveis ao dialogo, tenham contribuído e dado argumentos para algumas medidas actuais.
Apoiamos assim incondicionalmente a necessidade de reformas e racionalização de meios administrativos.
Discordamos contudo, de forma veemente, que utilizem a bandeira e necessidade destas reformas apenas como argumento para a objectiva destruição da entidade deste Hospital Pediátrico a qual gradativamente se substância nas áreas especificas da anestesia, otorrinolaringologia, neurologia, nefro-urologia pediátricas, maxilo-facial e muitas outras, que desprovidas de qualquer decisório vão inevitavelmente se descaracterizar e desaparecer.
Assim, neste momento ímpar da história deste hospital, em que a sua existência está periclitante, é imprescindível afirmar os Centros Coordenadores locais e regulamentar suas competências particulares na área e pediatria, e não permitir a sua destruição ( ou autodestruição por conflitualidades mal geridas).
Há que assumir o caminho de partilha que agora trilhamos e saber geri-lo de forma a salvaguardar , demonstrar e fortalecer a nossa especificidade. Não se trata de salvar quintas ou protagonismos pessoais, mas um património precioso do nosso pais.
Pesadelos combatem-se com acção lúcida e não ingenuamente a se esperar que, como por encanto, tudo naturalmente se resolverá daqui algum tempo, como se tratasse apenas de uma invernia fora de época.
Há sim que tomar posições!
Tal não significa conflito, mas dialogo responsável.
Neste momento é imperioso que se regulamentem e fortaleçam as responsabilidades dos coordenadores de áreas nas diversa sub especialidades do Hospital D. Estefânia.
Nota :- Trata-se de um artigo de opinião que não procura ser de síntese , mas apenas divulgar o que uns dizem pelos corredores e outros abertamente e que urge concretizar
A inexistência de Centros de decisão local nas diversas áreas de especialização pediátrica, será o golpe final que levará a destruição do capital de conhecimento pediátrico acumulado ao longo de anos.
Neste momento apenas a Cirurgia e Pediatria Médica ainda mantém Direcções autónomas Pediatricas.
Não se trata de confrontarmos com a nova organização e as relações com os novos Directores nomeados, que devem se desenvolver e aprofundar.
Não se trata de desrespeitar os processos administrativos em curso.
Admitimos estarmos de acordo com aqueles que consideram que algumas das antigas de Direcções de Serviços e gabinetes, pleni-potenciarios e quase feudais, tenham sido centros de reacção ao progresso, procedido a uma gestão de meios humanos e materiais personalizada e que, por subjectivismos castradores impermeáveis ao dialogo, tenham contribuído e dado argumentos para algumas medidas actuais.
Apoiamos assim incondicionalmente a necessidade de reformas e racionalização de meios administrativos.
Discordamos contudo, de forma veemente, que utilizem a bandeira e necessidade destas reformas apenas como argumento para a objectiva destruição da entidade deste Hospital Pediátrico a qual gradativamente se substância nas áreas especificas da anestesia, otorrinolaringologia, neurologia, nefro-urologia pediátricas, maxilo-facial e muitas outras, que desprovidas de qualquer decisório vão inevitavelmente se descaracterizar e desaparecer.
Assim, neste momento ímpar da história deste hospital, em que a sua existência está periclitante, é imprescindível afirmar os Centros Coordenadores locais e regulamentar suas competências particulares na área e pediatria, e não permitir a sua destruição ( ou autodestruição por conflitualidades mal geridas).
Há que assumir o caminho de partilha que agora trilhamos e saber geri-lo de forma a salvaguardar , demonstrar e fortalecer a nossa especificidade. Não se trata de salvar quintas ou protagonismos pessoais, mas um património precioso do nosso pais.
Pesadelos combatem-se com acção lúcida e não ingenuamente a se esperar que, como por encanto, tudo naturalmente se resolverá daqui algum tempo, como se tratasse apenas de uma invernia fora de época.
Há sim que tomar posições!
Tal não significa conflito, mas dialogo responsável.
Neste momento é imperioso que se regulamentem e fortaleçam as responsabilidades dos coordenadores de áreas nas diversa sub especialidades do Hospital D. Estefânia.
Nota :- Trata-se de um artigo de opinião que não procura ser de síntese , mas apenas divulgar o que uns dizem pelos corredores e outros abertamente e que urge concretizar
sábado, 29 de setembro de 2007
FONTE DAS IMAGENS:
http://www.iacrianca.pt/crianca/Carta_livro.pdf
Para consulta:http://www.each-for-sick-children.org/content/view/20/60/
sexta-feira, 28 de setembro de 2007
Alguns elementos relativos à informação solicitada pelo Prof. Dr. António Gentil Martins aos organismos competentes e que são de interesse de todos
O Professor Gentil Martins em artigo publicado neste fórum ( ver histórico ) escreveu:
"Caros Amigos : A primeira coisa a saber ( e penso que todos temos esse indiscutível direito ) é conhecer o que se projecta para o apoio às crianças do Sul do País e nomeadamente em Lisboa, sobretudo no respeitante aos cuidados de saúde, necessariamente diferenciados"
Fazemos eco ao pedido de esclarecimento solicitado pelo Professor António Gentil Martins. Assim divulgamos a entrevista da Dra.Teresa Sustelo no "Tempo Medicina" a qual vem a esclarecer parcialmente os planos em curso relativos ao HDE e o futuro Hospital de Todos os Santos.
Independente de nossa opinião sobre as orientações implícitas nessa entrevista, considera-se que é do interesse de todos divulga-la para que se possam situar-se no panorama actual.
O Site onde esta poderá lida integralmente é :
http://www.tempomedicina.com/Arquiv.aspx?Search=teresa+sustelo
"Tempo Medicina".
No Site Aceitar o titulo " Só não há turbulência se não há mudança"
Agradecemos de antemão a outras informações que venham complementar a essa, colaborando dessa forma com uma melhor perspectivação de nossos caminhos.
Nesta entrevista os conceitos principais relativos ao Hospital D. Estefânia e à pediatria no futuro Hospital de Todos os Santos que no nosso entendimento foram os transmitidos pela Dra. Teresa Sustelo, são os seguintes:
-Que a pediatria não terá um espaço à parte, e que vai ocupar apenas parte do edifício do Hospital;
-Que, contudo, não se misturarão crianças com adultos, apesar de existirem áreas comuns, mas com separação de circuitos e com alguns equipamentos dedicados as crianças;
-Espera que transitem todas as valências e outras que se façam acrescentar pois não faz sentido estar-se a perder conhecimento com esta transfêrencia;
-O H.D.E tem pouco mais do que cem camas e lá terá um lotação semelhante (cerca de cem camas);
-O HDE vai beneficiar em estar num espaço físico conjuntamente com os adultos, pois as crianças poderão utilizar equipamentos de alta tecnologia e que hoje não são rendíveis nos HDE;
Caso considere-se incorrecta ou insuficiente a interpretação acima, agradece-se opinião esclarecedora.
Não transcrevemos a entrevista original, mas sim apenas a interpretamos, pois a mesma esta protegida por direitos de autor.
Assina :
Pedro Paulo Machado Alves Mendes
"Caros Amigos : A primeira coisa a saber ( e penso que todos temos esse indiscutível direito ) é conhecer o que se projecta para o apoio às crianças do Sul do País e nomeadamente em Lisboa, sobretudo no respeitante aos cuidados de saúde, necessariamente diferenciados"
Fazemos eco ao pedido de esclarecimento solicitado pelo Professor António Gentil Martins. Assim divulgamos a entrevista da Dra.Teresa Sustelo no "Tempo Medicina" a qual vem a esclarecer parcialmente os planos em curso relativos ao HDE e o futuro Hospital de Todos os Santos.
Independente de nossa opinião sobre as orientações implícitas nessa entrevista, considera-se que é do interesse de todos divulga-la para que se possam situar-se no panorama actual.
O Site onde esta poderá lida integralmente é :
http://www.tempomedicina.com/Arquiv.aspx?Search=teresa+sustelo
"Tempo Medicina".
No Site Aceitar o titulo " Só não há turbulência se não há mudança"
Agradecemos de antemão a outras informações que venham complementar a essa, colaborando dessa forma com uma melhor perspectivação de nossos caminhos.
Nesta entrevista os conceitos principais relativos ao Hospital D. Estefânia e à pediatria no futuro Hospital de Todos os Santos que no nosso entendimento foram os transmitidos pela Dra. Teresa Sustelo, são os seguintes:
-Que a pediatria não terá um espaço à parte, e que vai ocupar apenas parte do edifício do Hospital;
-Que, contudo, não se misturarão crianças com adultos, apesar de existirem áreas comuns, mas com separação de circuitos e com alguns equipamentos dedicados as crianças;
-Espera que transitem todas as valências e outras que se façam acrescentar pois não faz sentido estar-se a perder conhecimento com esta transfêrencia;
-O H.D.E tem pouco mais do que cem camas e lá terá um lotação semelhante (cerca de cem camas);
-O HDE vai beneficiar em estar num espaço físico conjuntamente com os adultos, pois as crianças poderão utilizar equipamentos de alta tecnologia e que hoje não são rendíveis nos HDE;
Caso considere-se incorrecta ou insuficiente a interpretação acima, agradece-se opinião esclarecedora.
Não transcrevemos a entrevista original, mas sim apenas a interpretamos, pois a mesma esta protegida por direitos de autor.
Assina :
Pedro Paulo Machado Alves Mendes
quinta-feira, 6 de setembro de 2007
O que fazer ? Como agir para apoiar o Hospital das crianças de Portugal?
Caros amigos:
Julgamos que no contexto actual em que pairam duvidas sobre a continuidade do Hospital D. Estefânia, esta dependerá em parte da capacidade da organização de vontades dispersas criando-se um movimento de opinião. Esta ideia de senso comum poderá ter expressão e interpretações variadas não se limitando a este espaço.
A criação de uma Associação de Defesa do Hospital D.Estefânia , seguindo o exemplo do Hospital Pediátrico de Coimbra ou Maria Pia no Porto é uma delas . São estas associações que tem permitido a sobrevivência daqueles hospitais pois dão visibilidade publica aos seus problemas para alem de concentrarem e orientarem os diversos apoios.Estas Associações são um exemplo e um dos caminhos a seguir.
Escreve para o Mail , transmite a tua opinião, critica, ajuda-nos na criação deste projecto. Aguardamos o teu apoio:
campanha.pelo.hde@gmail.com
Avançam-se algumas ideias gerais em esboço para uma proposta de estatutos:
No dia de do ano de dois mil e sete, na Secretaria Notarial de
Verifiquei a identidade dos outorgantes pelo meu conhecimento pessoal.
E disseram:
Que, pela presente escritura, na qualidade de Membros da Comissão Organizadora ou Instaladora, de comum acordo, constituem por tempo indeterminado a partir desta data, uma Associação, sem fins lucrativos, a qual se regerá pelos estatutos seguintes:
Capítulo I
De denominação, natureza, finalidades e objectivos
Art. I
Denominação e natureza
1 – A Associação de Defesa e Apoio ao Hospital de D. Estefânia, é uma associação de duração ilimitada, constituindo-se para colaborar na preservação a identidade histórica do Hospital D. Estefânia e garantir a sua continuidade como Instituição dedicada a Pediatria na sua inter relação materno infantil, através dos objectivos descriminados no art. º IIIº.
2 –Tem por objectivo a defesa do direito da criança à uma assistência hospitalar, dedicada , individualizada e diferenciada , independente de todas as condicionantes , sejam estas raciais , culturais, étnicas , sociais económicas etc... Fará assim por respeitar a os objectivos idealizados pela Rainha D. Estefânia para esta instituição, que no século XXI, se perspectivam em uma unidade hospitalar de saúde terciária, dedicada a mãe e a criança e autónoma relativamente aos hospitais de adultos apesar da subsidiaridade quando esta for necessária e inultrapassável.
3 - A Associação guardará e se obrigará a independência de qualquer credo religioso , filosófico, politico e partidário, instituições estatais ou administrativas, respeitando todos os credos e religiões e culturas e os respectivos espaços de actuação.
Art. º II.
A ADAHDE terá a sua sede Lisboa
Art. º III.
Objectivos
Para execução dos fins indicados no art. º I a ADHE propõe-se:
a) Defender e preservar a identidade histórico-cultural e assistencial do Hospital D. Estefânia a AADHDE utilizando os meios disponíveis ao seu alcance.
b) Os seus organismos dirigentes ou comissões devidamente mandatadas para alcançar os seus objectivos deverão entre outros meios; organizar publicações realizar conferências de impressa, debates, convocar reuniões de profissionais ou públicas.
c)Obriga-se em todas as suas actividades a respeitar os estatutos e a sensibilidade maioritária dos sócios que deverão ser auscultados através de reuniões de direcção abertas e alargadas ou assembleias interinas sempre que a importância das decisões o justificar.
d)Obriga- se quando houver justificativa interpelar os organismos ou personalidades sobre factos ou altitudes que considere prejudicar os seus objectivos
e) Solicitará apoio as instituições, governamentais, não governamentais, partidárias ou politico – culturais
f) A sua acção se pautará pelo estrito respeito da verdade, educação e civilidade e o enquadramento jurídico aconselhado.
g) Poderá estar desacordo com politicas de saúde que considere contrariar os seus objectivos estatutários, mas não as individualizará contra este ou aquele governo, personalidade, partido ou movimento politico.
h) A AADHDE obstará por todos os meios ao seu alcance que o actual espaço físico do HDE seja alienado total ou parcialmente ou desvirtuado na sua utilização.
i)Se o Hospital for deslocalizado e integrado no novo Centro Hospitalar de Todos os Santos, lutará para que o actual espaço físico continue de pertença do Hospital do Estefânia e deverá estar aquele organicamente ligado através de complementaridades da actividade assistencial , administrativa e cientifica na área da saúde materno – infantil. Nomeadamente lutará pela existência de uma representação da Sociedade Portuguesa de Pediatria sediada neste espaço fisico e Hospital qualquer que seja sua evolução futura.
j)Se o hospital for deslocalizado e integrado no futuro Hospital de todos os Santos, lutará pelo seu espaço físico e administrativo próprios.
k)Colaborará com as diversas Administrações para uma gestão eficaz de recursos humanos e materiais sugerindo soluções, apontando deficiências, pugnando por concursos públicos transparentes etc...
g)Lutará e prestará apoio aos organismos competentes e administrações para que o Hospital se reforce e adquira um estatuto de referência relativamente ao desenvolvimento das ciências relacionadas com a saúde materno infantil.
l) Criará Revista (s) técnico – cientifica e de opinião relativas ao desenvolvimento da saúde materno - infantil.
m) Contribuirá e procurará agregar o conjunto de sensibilidades afectivas geradas pelas actividades assistenciais do Hospital em campanhas em colaboração os organismos dirigentes e administrações, com vista a adquirir bens materiais e formativos para o Hospital de forma a autonomizar a sua sobrevivência quando de conjunturas desfavoráveis.
n)Colaborará por uma cada vez maior diferenciação e especialização materno-infantis em todas as carreiras ligadas a Pediatria.
o)Procurar promover o desenvolvimento dos seus recursos humanos e técnicos.
p) Contribuirá para o desenvolvimento da educação e ensino em saúde infantil;
q)Promoverá congressos, conferências, colóquios, cursos e visitas de estudo;
r)Prestará colaboração e cooperação a entidades públicas e privadas, nacionais e estrangeiras, em assuntos de saúde infantil;
s) Promover a sua integração e colaboração com associações nacionais e internacionais congéneres;
t)Cooperará com outras entidades, associações, instituições, escolas, universidades, ligas em defesa dos direitos da criança.
u) Colaborará de forma activa na melhoria e maior adequação ao atendimento da mãe e da criança quer no que diz respeito a vertente – material quer espiritual e emocional.
x) Lutará pela integração do Hospital na Comunidade inclusive para a participação desta nos seus órgãos de gestão em moldes a definir.
Julgamos que no contexto actual em que pairam duvidas sobre a continuidade do Hospital D. Estefânia, esta dependerá em parte da capacidade da organização de vontades dispersas criando-se um movimento de opinião. Esta ideia de senso comum poderá ter expressão e interpretações variadas não se limitando a este espaço.
A criação de uma Associação de Defesa do Hospital D.Estefânia , seguindo o exemplo do Hospital Pediátrico de Coimbra ou Maria Pia no Porto é uma delas . São estas associações que tem permitido a sobrevivência daqueles hospitais pois dão visibilidade publica aos seus problemas para alem de concentrarem e orientarem os diversos apoios.Estas Associações são um exemplo e um dos caminhos a seguir.
Escreve para o Mail , transmite a tua opinião, critica, ajuda-nos na criação deste projecto. Aguardamos o teu apoio:
campanha.pelo.hde@gmail.com
Avançam-se algumas ideias gerais em esboço para uma proposta de estatutos:
No dia de do ano de dois mil e sete, na Secretaria Notarial de
Verifiquei a identidade dos outorgantes pelo meu conhecimento pessoal.
E disseram:
Que, pela presente escritura, na qualidade de Membros da Comissão Organizadora ou Instaladora, de comum acordo, constituem por tempo indeterminado a partir desta data, uma Associação, sem fins lucrativos, a qual se regerá pelos estatutos seguintes:
Capítulo I
De denominação, natureza, finalidades e objectivos
Art. I
Denominação e natureza
1 – A Associação de Defesa e Apoio ao Hospital de D. Estefânia, é uma associação de duração ilimitada, constituindo-se para colaborar na preservação a identidade histórica do Hospital D. Estefânia e garantir a sua continuidade como Instituição dedicada a Pediatria na sua inter relação materno infantil, através dos objectivos descriminados no art. º IIIº.
2 –Tem por objectivo a defesa do direito da criança à uma assistência hospitalar, dedicada , individualizada e diferenciada , independente de todas as condicionantes , sejam estas raciais , culturais, étnicas , sociais económicas etc... Fará assim por respeitar a os objectivos idealizados pela Rainha D. Estefânia para esta instituição, que no século XXI, se perspectivam em uma unidade hospitalar de saúde terciária, dedicada a mãe e a criança e autónoma relativamente aos hospitais de adultos apesar da subsidiaridade quando esta for necessária e inultrapassável.
3 - A Associação guardará e se obrigará a independência de qualquer credo religioso , filosófico, politico e partidário, instituições estatais ou administrativas, respeitando todos os credos e religiões e culturas e os respectivos espaços de actuação.
Art. º II.
A ADAHDE terá a sua sede Lisboa
Art. º III.
Objectivos
Para execução dos fins indicados no art. º I a ADHE propõe-se:
a) Defender e preservar a identidade histórico-cultural e assistencial do Hospital D. Estefânia a AADHDE utilizando os meios disponíveis ao seu alcance.
b) Os seus organismos dirigentes ou comissões devidamente mandatadas para alcançar os seus objectivos deverão entre outros meios; organizar publicações realizar conferências de impressa, debates, convocar reuniões de profissionais ou públicas.
c)Obriga-se em todas as suas actividades a respeitar os estatutos e a sensibilidade maioritária dos sócios que deverão ser auscultados através de reuniões de direcção abertas e alargadas ou assembleias interinas sempre que a importância das decisões o justificar.
d)Obriga- se quando houver justificativa interpelar os organismos ou personalidades sobre factos ou altitudes que considere prejudicar os seus objectivos
e) Solicitará apoio as instituições, governamentais, não governamentais, partidárias ou politico – culturais
f) A sua acção se pautará pelo estrito respeito da verdade, educação e civilidade e o enquadramento jurídico aconselhado.
g) Poderá estar desacordo com politicas de saúde que considere contrariar os seus objectivos estatutários, mas não as individualizará contra este ou aquele governo, personalidade, partido ou movimento politico.
h) A AADHDE obstará por todos os meios ao seu alcance que o actual espaço físico do HDE seja alienado total ou parcialmente ou desvirtuado na sua utilização.
i)Se o Hospital for deslocalizado e integrado no novo Centro Hospitalar de Todos os Santos, lutará para que o actual espaço físico continue de pertença do Hospital do Estefânia e deverá estar aquele organicamente ligado através de complementaridades da actividade assistencial , administrativa e cientifica na área da saúde materno – infantil. Nomeadamente lutará pela existência de uma representação da Sociedade Portuguesa de Pediatria sediada neste espaço fisico e Hospital qualquer que seja sua evolução futura.
j)Se o hospital for deslocalizado e integrado no futuro Hospital de todos os Santos, lutará pelo seu espaço físico e administrativo próprios.
k)Colaborará com as diversas Administrações para uma gestão eficaz de recursos humanos e materiais sugerindo soluções, apontando deficiências, pugnando por concursos públicos transparentes etc...
g)Lutará e prestará apoio aos organismos competentes e administrações para que o Hospital se reforce e adquira um estatuto de referência relativamente ao desenvolvimento das ciências relacionadas com a saúde materno infantil.
l) Criará Revista (s) técnico – cientifica e de opinião relativas ao desenvolvimento da saúde materno - infantil.
m) Contribuirá e procurará agregar o conjunto de sensibilidades afectivas geradas pelas actividades assistenciais do Hospital em campanhas em colaboração os organismos dirigentes e administrações, com vista a adquirir bens materiais e formativos para o Hospital de forma a autonomizar a sua sobrevivência quando de conjunturas desfavoráveis.
n)Colaborará por uma cada vez maior diferenciação e especialização materno-infantis em todas as carreiras ligadas a Pediatria.
o)Procurar promover o desenvolvimento dos seus recursos humanos e técnicos.
p) Contribuirá para o desenvolvimento da educação e ensino em saúde infantil;
q)Promoverá congressos, conferências, colóquios, cursos e visitas de estudo;
r)Prestará colaboração e cooperação a entidades públicas e privadas, nacionais e estrangeiras, em assuntos de saúde infantil;
s) Promover a sua integração e colaboração com associações nacionais e internacionais congéneres;
t)Cooperará com outras entidades, associações, instituições, escolas, universidades, ligas em defesa dos direitos da criança.
u) Colaborará de forma activa na melhoria e maior adequação ao atendimento da mãe e da criança quer no que diz respeito a vertente – material quer espiritual e emocional.
x) Lutará pela integração do Hospital na Comunidade inclusive para a participação desta nos seus órgãos de gestão em moldes a definir.
sexta-feira, 17 de agosto de 2007
“ CONCLUSÕES APÓS DOIS MESES DE FORUM”

Caros amigos decorreram já dois meses quando se iniciou a integração de Hospital D. Estefânia no Centro Hospitalar de Lisboa Central.
Neste espaço de tempo, as informações fornecidas por vários colegas do corpo clínico e antigos dirigentes, nos permitiram adquirir uma percepção histórica dos contornos de todo este processo(a qual,inclusive, provavelmente muitos de nós ainda desconhecíamos).
A leitura dos acontecimentos pelos colegas e intervenientes na discussão, se caracterizou por duas versões, contraditórias. Não cabe aqui decidirmos qual a mais verosímil.
Consideraremos, contudo, que qualquer uma delas será plausível e a sua realidade dependerá apenas da determinação e interacção dos intervenientes em campo. Ou seja, o peso a cada prato da balança que cada um de nós dará, será fundamental no desfecho dos acontecimentos.
Caberá a cada um escolher qual das versões lhe parecerá mais adaptada, ou de forma ecléctica, que partes de cada uma lhe parecem mais de acordo com os factos.
Estão abaixo descritas sob os títulos A ,ou B. Se não concordar com nenhuma delas, agradecemos que a nos envie a sua interpretação para publicação.
VERSÃO DOS ACONTECIMENTOS – A
A saber:
1-
É opinião de muitos, senão mesmo da maioria das diversas pessoas com que privamos, de que o Ministério já tinha o actual plano de encerramento e elaborado previamente a consulta aos antigos Corpos Dirigentes do Hospital.
Assim, a consulta do Ministro de que resultou entre outros o parecer Comissão da Médica (publicado neste Fórum), ainda antes ainda de ser elaborado, já o era extemporâneo. Tal consulta correspondeu apenas à um ato de circunstância , que querendo-se entender como de cortesia, objectivamente correspondeu a um desviar atenções para evitar resistências ao actual processo de diluição do Hospital, já anteriormente assumido, e de acordo com planos mais antigos, mas só agora postos em execução.
2-
O projecto relativo a Zona Hospitalar, realizado pelo Ministério, em que foi posteriormente incluído Hospital D. Estefânia, não contemplou qualquer avaliação sobre a importância dos Hospitais dedicados à pediatria, ou Hospitais maternos infantis, em um contexto de unidade de cuidados terciários e rede de Saúde.
Não se preocupou igualmente com a história e valor patrimonial afectivo de referência.
3-
Esta alínea mais controversa, e questionavel, carenciando de fundamentação mas que transcrevemos pela sua importância, apesar de a considerarmos e querermos improvável e falsa >
“Fala-se” e “existem boatos “ (e não existirá fogo sem Fumo) sobre o destino a dar aos terrenos do actual Hospital D. Estefânia “.
Uns dizem que serão transmitidos a uma Instituição para construção de uma Escola Médica , outros para entidades privadas. Mais recentemente fala-se da alienação apenas de fracção deste espaço.
Todas com o fim gerar o financiamento para construção do futuro “Hospital de todos os Santos “.
Indícios que sugerem a veracidade da Versão A
- A parte representativa do corpo clínico deixou de ser ouvida a algum tempo e esta alheia do actual processo de integração. (afirmação dos próprios).
- Escolheu-se a altura de Verão para iniciar o processo de diluição, quando o perigo de contestação é menor. Esta escolha teria sido planeada, devido a má consciência da sua impopularidade.
- Os terrenos propostos para o futuro Hospital de Todos os Santos tem dimensão menor do a do actual HDE e, portanto, o facto de o Hospital vir a existir como entidade autónoma física e administrativa será irrealizável.
- Explica-se desta forma que “se antes se falava em um pavilhão dedicado ao Hospital Pediátrico “ agora se fala “ em número de camas X em um Hospital Generalista em que a individualização como espaço pediátrico dependerá "de uma solução arquitectónica."
- O facto de deixar de ouvir falar nos novos planos na nossa denominação histórica de D. Estefânia. Ou seja estará de acordo com os planos fazer esquecer o Nome e a História daquilo que é memoria colectiva e que eliminaram dos seus planos.
VERSÃO DOS ACONTECIMENTOS – B
A saber :-
Segundo vários colegas está é versão dos acontecimentos, se não mais plausível será desejável e possível.
Estes colegas consideram a Versão A dos acontecimentos precipitada , sem bases sólidas e derivada de algumas incertezas.
Fundamentam o seu optimismo nas alíneas abaixo enumeradas:
1-
Se apenas há 5 anos a Professora Doutora Gertrudes Gomes da Costa, Presidente de Honra do Congresso de Comemoração dos 125 anos do Hospital de D. Estefânia testemunhou “… O empenho que todos os profissionais continuarão a dedicar ao Bem estar da mãe e da criança “ não é verosímil em tão pouco tempo , uma evolução que contraria em todos os seu fundamento esta História.
2-
Esta em confronto e em desacordo com a palavra de Ministros que teriam garantido pessoalmente a antigos Dirigentes deste Hospital que dentro de um conceito de “ Cidade Sanitária” se pretende preservar este Hospital com idêntico nome não desvirtuando a sua história e identidade ou desperdiçando a sua capacitação adquirida conferindo-lhe assim um espaço físico e administrativo próprio no eventual no futuro "Campus"do Hospital de Todos os Santos
3-
Considera que as hesitações actuais se devem a esforços e contradições próprias da complexidade de análise de soluções alternativas devido a eventuais conflitos de espaço físico necessários mas não disponíveis e a obrigatória análise de riscos e nomeadamente sísmico no espaço previsto no de Vale de Chelas em que estes não seriam negligenciáveis e imprescindíveis para qualquer construção Hospitalar.
4-
Da necessidade de tempo para elaborar um projecto arquitectónico consentâneo com as particularidades de um Hospital Materno-Infantil edificado e de acordo exemplos e conceitos arquitectónicos mais modernos e avançados e exemplificados pelos planos dos modernos Hospitais Pediátricos dedicados que estão a ser construídos agora no mundo (em dois países desenvolvidos e habitualmente de referencia estão a ser contruidos neste momento cerca de cinco ).
Enfim um projecto que não desvirtue ou mesmo seja inferior aquele que dispomos. mas ao contrario que releve a historia do actual e actuais dirigentes.
5-
Consideram que não tem fundamento jurídico ou moral os boatos da apetência de Privados ou outras para apropriarem-se do espaço do actual Hospital.
Estão convictos que estamos perante pessoas de bem e que não pretendem dispor o que não é seu e que é património doado e inalienável destinado a saúde das Crianças e mães de Portugal.
6-
Se o novo Hospital D.Estefânia dedicado for construído noutra área diferente deste espaço físico, este ficará ligado ao outro de forma orgânica, administrativa e assistencial . ( por exemplo , internamento longo, consultas de algumas especialidades, centro de investigação e pesquisa em pediatria, associações de doentes, pais ou outras que se venham a definir, etc....)
7-
Considera quer estes pressupostos são consentâneos com todo o esforço de melhoria de Gestão administrativa, de Serviços e equipamentos e meios, desenvolvidos pela actual Administração e que apoiam pois integram-se nos objectivos mencionados
8-
Exclui liminarmente que interesses privados poderiam estar a influenciar os acontecimentos, tal corresponderia à um cegueira estratégica pois a destruição de entidades assistenciais de referencia ligadas a sectores da população não produtivos contraria a qualquer politica de apoio a mãe, criança e natalidade e inclusive inviabiliza a formação de competências sem as quais o sector privado não subsiste e que serão sempre necessárias inclusive como de apoio logístico.
Indícios que fundamentam a posição B:
Aguardam uma definição oficial e publica sobre os planos do futuro, o que leva a desconfianças e o aparecimento de boatos e que urge evitar pelo mal clima que se desenvolve.
domingo, 5 de agosto de 2007
Estados Unicos - Chicago-Children´s Memorial Hospital Pediatrico- 120 Anos- Ao invés retroceder à um Hospital Generalista como nós :......
Planning the new Children's Memorial
Children's Memorial President and CEO, Patrick M. MagoonDear Friends,
In 1882, Julia Foster Porter founded Children's Memorial Hospital when Chicago did not have a single pediatrician. She did so because she recognized that the children of Chicago were in desperate need of specialized care. Since that time, Children's Memorial Hospital has focused all of its resources on the promise of health care for all of our children. One hundred and twenty-four years later, we are embarking on the journey to build a new Children's Memorial and our vision remains the same.
Our new site and facility are necessary elements that will support our greater purpose—to provide children in our community with access to the most advanced cures, treatments and technologies performed by the best minds in pediatric medicine and research in a family-centered environment.
Children's Memorial recognizes that family members and health professionals are partners in the care of hospitalized children. Our new, state-of-the-art facility will be designed with these partnerships in mind. It will accommodate the needs of our patients and their families and equip our patient care teams with the best technology available. The new design will be focused on providing patients and families with more comfortable accommodations and allow more space for advanced diagnostic and treatment equipment at the bedside.
With the building of the new Children's Memorial Hospital, we will witness a convergence of world-class research, clinicians and technology that will change the face of health care for this and future generations. I firmly believe there is no greater dream for our city, for our children, or for our future.
Regards,
Patrick M. Magoon
President and Chief Executive Officer
Children's Memorial President and CEO, Patrick M. MagoonDear Friends,
In 1882, Julia Foster Porter founded Children's Memorial Hospital when Chicago did not have a single pediatrician. She did so because she recognized that the children of Chicago were in desperate need of specialized care. Since that time, Children's Memorial Hospital has focused all of its resources on the promise of health care for all of our children. One hundred and twenty-four years later, we are embarking on the journey to build a new Children's Memorial and our vision remains the same.
Our new site and facility are necessary elements that will support our greater purpose—to provide children in our community with access to the most advanced cures, treatments and technologies performed by the best minds in pediatric medicine and research in a family-centered environment.
Children's Memorial recognizes that family members and health professionals are partners in the care of hospitalized children. Our new, state-of-the-art facility will be designed with these partnerships in mind. It will accommodate the needs of our patients and their families and equip our patient care teams with the best technology available. The new design will be focused on providing patients and families with more comfortable accommodations and allow more space for advanced diagnostic and treatment equipment at the bedside.
With the building of the new Children's Memorial Hospital, we will witness a convergence of world-class research, clinicians and technology that will change the face of health care for this and future generations. I firmly believe there is no greater dream for our city, for our children, or for our future.
Regards,
Patrick M. Magoon
President and Chief Executive Officer
Nos Estados Unidos - California - ECSF- Dra. Diana Farmer

Citando Dra. Diana Farmer, Chefe da Pediatria Cirúrgica do do UCSF Chidrens's Hospital utiliza como mais valia a Divulgação do facto de o seu Hospital ser dedicado a Pediatria"
Cá ao contrário retiram-lhe a idoneidade diluindo-no em um Centro Hospitalar.
Citando:
" Crianças são crianças e precisam de cuidados dedicados"
"Os especialistas do UCSF Chidrens's Hospital estão aptos para tratarem das situações graves :
OS SEUS FILHOS
NECESSITAM DE UM HOSPITAL PEDIÁTRICO
"Crianças não são adultos pequenos. Elas tem características emocionais, de desenvolvimento e fisiológicas próprias e precisam ser atendidas como tal"...
"No nosso Hospital os cardiologistas pediatricos, especialistas oncológicos, neurologistas pediatricos, anestesistas pediatricos etc... tem a importante tarefa de ver a criança com um todo incluindo as sua necessidades emocionais e particulares a sua fase de desenvolvimento"
Visitar o sítio UCSF Children's Hospital
http://www.ucsfhealth.org/childrens/
Indagamos a actual diluição do HDE no Centro Hospitalar e eventual desaparecimento em futuro Hospital Generalista foi fruto de algum estudo baseado em opiniões de especialistas de outros países. No caso UCST Children's Hospital, trata-se de um Hospital com identidade própria num "campus de dez outros hospitais".
sexta-feira, 3 de agosto de 2007
A diluição do Hosp. D. Estefânia no Centro Hospitalar "Um processo em contraditório com a Opinião do Corpo Clínico deste Hospital

Chegou-nos as mãos um documento assinado pela Comissão Médica , que precedeu o actual processo de integração no Grupo Hospitalar e cujo conteúdo contraria as medidas actuais, que correspondem objectivamente à eventual destruição do Hospital D. Estefânia, fato que esta a condicionar um ambiente de desanimo e desacordo generalizado.
Hospital Dona Estefânia
Comissão Médica
R. Jacinta Marto 1169-045 Lisboa
Ministério da Saúde
Exmº Senhor Ministro da Saúde
Prof António Correia de Campos
Assunto: Posição dos médicos do Hospital de Dona Estefânia face às questões que lhes foram colocadas em 29 de Março por Sua Exª o Senhor Ministro da Saúde
Na intervenção pública de 29 de Março, afirmou Vossa Exª que, apesar de ter já pré-estudado um conjunto de projectos que incluíam o Hospital de Dona Estefânia, a sua concretização ficaria dependente das opções esclarecidas dos profissionais do Hospital, nomeadamente, a passagem a Entidade Pública Empresarial, a sua integração no Centro Hospitalar de Lisboa-Centro e a eventual inserção num futuro Hospital de Todos os Santos previsto para a próxima década.
Os médicos do Hospital de Dona Estefânia, conscientes das responsabilidades específicas que têm no contexto delineado pelo Senhor Ministro, representados pela sua Comissão Médica e ouvidos sectorialmente, quer nos serviços e unidades quer em reunião alargada de médicos realizada em 2 de Maio, decidiram enviar o presente documento que expressa o consenso unânime dos intervenientes (Actas 3 a 7 da Comissão Médica), o qual pretende responder às questões colocadas por Vossa Exª.
Os médicos conhecem a conjuntura financeira do País e os constrangimentos enunciados pelo Senhor Ministro da Saúde e estão também empenhados na mudança de processos que possa levar a uma maior racionalização da despesa sem prejuízo para os doentes ou para as expectativas básicas do desenvolvimento institucional e dos seus profissionais.
Os médicos do Hospital de Dona Estefânia manifestam-se no âmbito do que consideram ser o seu papel na promoção e protecção do mais elevado interesse público. No caso vertente, este é representado pelo compromisso ético e profissional com a contínua melhoria de cuidados prestados à criança e à mulher e a defesa dos direitos de acessibilidade, equidade e qualidade no atendimento que é legitimo esperar do Serviço Nacional de Saúde.
É importante relembrar que o Hospital de Dona Estefânia, construído num local doado pela Casa Real, é um dos primeiros Hospitais pediátricos na Europa, fundado em 1860 por acção da Rainha Dona Estefânia que se impressionou ao ver crianças tratadas em enfermarias de adultos no antigo Hospital de São José.
O Hospital de Dona Estefânia, actualmente com cerca de 230 camas, é um hospital pediátrico central especializado e de apoio perinatal diferenciado, com um departamento da mulher e da reprodução que inclui uma maternidade de referência e dá corpo ao conceito materno-infantil essencial à missão institucional.
Aqui nasceu a pediatria portuguesa e o ensino da pediatria. Dando continuidade a essa missão, o Hospital continua a ser um hospital com ensino universitário.
O Hospital de Dona Estefânia, como unidade materno-infantil polivalente, é diferente dos serviços de pediatria e dos serviços de obstetrícia inseridos em hospitais gerais. Aqui trabalham mais de três centenas de médicos especializados em praticamente todas as áreas da pediatria e da medicina da mulher, com a metodologia, a preparação, a sensibilidade e as tecnologias desenvolvidas especificamente para estes dois grupos de cidadãos. Aqui se formam e especializam centenas de profissionais nas áreas mais diferenciadas da pediatria e da medicina da mulher.
O Hospital continua a evoluir nas vertentes arquitectónica e funcional e atinge elevados níveis de modernidade e eficiência à medida que se reabilitam os seus espaços e equipamentos.
O Hospital está definitivamente marcado pelo seu ambiente pediátrico, resultado de décadas de aprendizagem numa relação exclusiva e dedicada à criança e ao seu mundo próprio. Aqui tudo tende a ser ajustado e reajustado às necessidades da criança e da família, intuitivo, natural, adequado e humanizado. A instituição adquiriu uma cultura específica e os seus profissionais têm um modo de estar diferente que é continuamente actualizado e transmitido de geração em geração.
O Hospital de Dona Estefânia é um equipamento de saúde que qualifica a cidade e o País e que tem visto reforçado o seu sentido no actual movimento de reconstrução de hospitais pediátricos na Europa e Estados Unidos e na consolidação dos centros materno-infantis numa procura de pólos de assistência mais diferenciada e especializada para doentes cada vez mais complexos ou com patologias emergentes.
O Hospital de Dona Estefânia está profundamente enraizado no subconsciente colectivo como um bem que pertence não só à região e aos seus habitantes, a que as famílias recorrem intuitivamente nos momentos de maior desespero, mas também ao País e a muitas gerações de mães e de doentes que foram crianças e hoje são adultos e idosos.
O Hospital de Dona Estefânia é uma referência cultural e histórica da Cidade e do País.
Assim:
1 – Em relação à questão da “passagem ao regime de Entidade Pública Empresarial”, tratando-se de um assunto de natureza conjuntural, da estrita deliberação política e administrativa do Governo e cujo regime está já definido no DL nº 233/2005 de 29 de Dezembro, os médicos consideram não dever pronunciar-se por a questão estar fora do seu âmbito de decisão.
2 – Quanto à questão de uma “eventual integração no Centro Hospitalar de Lisboa”, os médicos do Hospital de Dona Estefânia entendem que:
a) O Hospital de Dona Estefânia tem uma longa tradição de integração em estruturas de complementaridade, uma vez que faz parte do Grupo Hospitalar “ Hospitais Civis de Lisboa” desde a sua criação em 1913. A sua inclusão neste Grupo, tendo propiciado algumas vantagens, condicionou sérias vicissitudes, em especial nos últimos 20 anos, em grande parte pela natural dificuldade que o hospital de adultos sempre teve na assistência a crianças e grávidas.
A relativa exclusão a que o Grupo votou o Hospital de Dona Estefânia neste período recente, foi assumida como uma oportunidade de procura de outras alternativas consistentes de complementaridade e articulação. Essas alternativas envolveram, por um lado, outras instituições e, por outro, levaram o Hospital a desenvolver internamente soluções de maior diferenciação e especialização dos seus próprios profissionais o que, na área pediátrica, segue as tendências e as indicações das principais confederações europeias.
Progressivamente, o Hospital deixou de contar com a assistência por especialistas de adultos que tinham níveis de prática diversos na criança, para passar a privilegiar a assistência realizada por médicos com formação pediátrica de base e com competências específicas adquiridas através da formação complementar em áreas particulares ou de médicos com formação vertical que se dedicassem quase em exclusivo à criança e cujo acesso aos concursos de provimento requeriam já prova da experiência específica no grupo etário pediátrico. Esta é uma das mais valias que o Hospital pediátrico oferece às crianças que a ele acorrem e que passou a ser definidora dos cuidados especializados prestados.
b) A simples integração administrativa num centro hospitalar, que o Hospital globalmente rejeitou já em 2000 e os médicos continuam a rejeitar, acarreta evidentes prejuízos e riscos e só poderá ter alguns efeitos positivos, muito sectoriais, para a actual assistência aos doentes, se forem acautelados princípios básicos da assistência materno-infantil hospitalar.
Entre os aspectos negativos mais evidentes, refere-se: a redução do acesso da área da criança e da mulher ao centro de decisão que passa a estar muito mais afastado e envolvido nos problemas das múltiplas áreas de adultos; a redução da sensibilidade institucional aos problemas da criança e da mulher; a redução do investimento na diferenciação da área materno-infantil em relação ao todo constituído pelo hospital geral; o desaparecimento de um órgão de administração pediátrica autónoma local, considerado um factor extremamente negativo para estes hospitais; a redução da capacidade de atracção de mecenatos que, no mundo desenvolvido, é uma das formas principais de financiamento complementar dos hospitais materno-infantis e suporte compensatório das suas particulares condições de “facturação” segundo os moldes aplicados aos hospitais de adultos.
c) Uma reorganização meramente administrativa dos hospitais em questão seria incompreensível face aos custos que tal opção acarreta aos mais variados níveis. Não faria qualquer sentido que se associassem, formalmente, hospitais de adultos ao actual hospital materno-infantil e, na prática, continuassem a ser atendidas crianças nesses hospitais de adultos (Ex: Dermatologia, Cardiologia pediátrica, ORL, Estomatologia, Oftalmologia, etc.) numa co-utilização totalmente inadequada de salas de espera, atendimento técnico e enfermarias de internamento que já escandalizava a fundadora do Hospital no século XIX.
Os médicos do Hospital de Dona Estefânia reafirmam que o atendimento de todas as crianças no hospital materno-infantil é um princípio indispensável à credibilidade de qualquer reorganização global de um eventual centro hospitalar que pretenda desenvolver, modernizar e humanizar a sua prestação de cuidados.
d) Do mesmo modo, seria incompreensível a regressão aos tempos de há 30 anos no que respeita à diferenciação em muitos dos serviços de apoio à clínica, nomeadamente Patologia Clínica, Serviços Farmacêuticos e Imagiologia, hoje serviços bem diferenciados nas técnicas, procedimentos e dinâmicas utilizadas na medicina da criança. A eventual integração do Hospital de Dona Estefânia em qualquer outra estrutura administrativa ou regime jurídico nunca poderia subverter a condição diferenciada destes serviços pediátricos conseguida ao longo de muitos anos de formação especifica dos seus quadros, desbaratando-a num processo de “aproveitamento” de profissionais dedicados à medicina de adultos realizando técnicas de adultos, em espaços de adultos e com equipamentos de adultos.
e) Igualmente, não faz sentido que órgãos de aconselhamento técnico materno-infantil se dissolvam (Comissão Médica, Comissão de Ética, Comissão de Humanização, Comissão de Farmácia e Terapêutica, Comissão de Controlo de Infecção e Antibióticos, Comissão de Certificação de Interrupção da Gravidez, etc.) e, por exemplo, os problemas da criança, a que os serviços e profissionais de adultos são globalmente alheios ou menos informados, passem a ser discutidos e decididos em forae maioritariamente compostos por estas últimas estruturas e esses profissionais. Tal constituiria um forte prejuízo para os interesses da criança e da mulher e um retrocesso significativo na causa materno-infantil em Portugal.
Havendo ainda quem pense que um hospital pediátrico é composto apenas por pediatras (à semelhança de um serviço de pediatria de um hospital geral) e que as estruturas referidas de um centro hospitalar podem ter na sua composição um pediatra que assegure a respectiva representação, relembra-se que a realidade do Hospital de Dona Estefânia é a de mais de 30 especialidades, sub-especialidades e valências e muitas dezenas de consultas e núcleos especializados, dos quais a pediatria e os pediatras são apenas um dos elementos.
Em conclusão,só será de encarar a integração com todas as suas consequências e riscos, se esta for objecto de um protocolo de adesão ou afiliação que, entre outros, explicite:
- a salvaguarda de princípios fundamentais que, ainda assim, conduzam a ganhos compensatórios para a assistência aos doentes;
- a manutenção da diferenciação e autonomia técnico-assistencial do Hospital de Dona Estefânia na sua dimensão materno-infantil e com as suas unidades e profissionais diferenciados;
- a manutenção de um quadro de profissionais próprio do Hospital materno-infantil com a necessária especificação no quadro geral do centro hospitalar;
- a afirmação do Hospital como o elemento materno-infantil estruturante do centro hospitalar;
- a garantia da manutenção da sensibilidade e ambiente pediátrico próprios;
- a adequação da politica de atribuição de internos como factor determinante da continuidade do Hospital;
- a garantia de manutenção dos órgãos de gestão e apoio técnico local, nomeadamente as comissões técnicas próprias;
- a garantia da manutenção do apoio ao Hospital nas áreas de investigação;
- a manutenção da vertente de ensino universitário e pós-graduado como eixo de desenvolvimento fundamental do hospital e dos seus profissionais.
3 – Quanto ao “futuro Hospital de Todos os Santos”, programado para um tempo em que já actuaram e serão visíveis resultados de muitas das mudanças que afectam e afectarão a organização do nosso sistema de saúde, a posição actual dos médicos do Hospital de Dona Estefânia é consentânea com os princípios antes enunciados.
Esses princípios só serão cabalmente cumpridos se for adoptado um dos seguintes modelos: a) campus sanitário onde o Hospital de Dona Estefânia figure como elemento materno-infantil autónomo e articulado funcionalmente com o hospital de adultos;
b) alternativamente, através da reformulação progressiva do actual Hospital de Dona Estefânia no local onde sempre existiu e à custa dos terrenos ainda livres. Considera-se que, nesta localização, poderá integrar funcionalmente o campus do Hospital de Todos os Santos, tal como acontece em outras cidades.
Qualquer outra posição, com as informações disponíveis, seria certamente extemporânea.
Receba Vossa Exª os nossos melhores cumprimentos,
Lisboa, 3 de Maio de 2006
A Comissão Médica
quarta-feira, 1 de agosto de 2007
Outro testemunho emblematico -Filha , Mãe e Avó em defesa do HDE

QUE O HOSPITAL D. ESTEFÂNIA NUNCA DEIXE DE EXISTIR
O meu primeiro contacto com o Hospital de D.Estefânia deu-se com 16anos – nessa altura ofereci-me como voluntária para acompanhar crianças no "Serviço de Oncologia" deste Hospital. Ainda hoje,passados quase 40 anos relembro esta rica experiência como a minha 1ªlição de vida principalmente na faceta humanitária que encontrei aí em
todos os profissionais de saúde. Óptimos no exercício da Medicina Pediátrico e Enfermagem não esqueciam nunca a dedicação e entrega total a cada criança, não como o "doente da cama tal" mas um ser com nome, personalidade e carências próprias. Uma brincadeira com a seringa ou estetoscópio, faziam-nos perder o medo da bata branca, da dor, da doença. Um abraço forte e amigo faziam-nos esquecer a falta dos pais, da sua casa, uma palavra meiga ou simplesmente uma festa, diminuíam nestas crianças o medo do desconhecido. Passados anos, tive lá o meu 2º filho. Toda esta segurança, em todos os aspectos, não desapareceu. Sempre que um dos meus três filhos adoecia e tinha o pressentimento de que podia ser algo grave, recorria a uma "segunda opinião" neste Hospital depois da urgência no hospital da minha zona. Só assim sentia que eles estavam em boas mãos. Hoje, já avó, continuo a ter a mesma confiança neste hospital. É lá que, continuo a sentir uma segurança total.
Pela minha história e certamente a de tanta gente, apelo a que nunca deixe de existir o Hospital de D.Estefânia.
Teresa Eugénia Fagundes Gonçalves
Dentro dos inumeros testemunhos que se nos fazem sentir em defesa do HDE, publicamos apenas alguns e em particular os que melhor sintetizam a opinião colectiva.
Agradecemos a subcritora, esta mensagem.
terça-feira, 31 de julho de 2007
RAQUEL: REPRESENTA AS CRIANÇAS DE PORTUGAL

- Raquel 10 anos - Não fechem o melhor Hospital de Portugal
rbala@sapo.ptAos que dizem que é preciso fechar este Hospital, com argumentos que antes deveriam ser antes um desafio para modifica-lo (em complementaridade ou não com o do futuro HTS) indaga-se :
Reservam à Raquel ( quem diz a Raquel , diz os meus e vossos filhos e os filhos dos nossos filhos) um espaço melhor do que este? Terão acesso as mesmas valências? Existirá uma escola para as crianças internadas? Como conjugar especialidades de Nefrologia e Neurologia, Otorrinolaringologia, Ortopedia , Imunoalergologia, Gastroenterologia e outras Valências Pediatricas que implicam cuidados continuados e internamentos repetidos com um Serviço de Pediatria perdido em um Hospital Generalista com tempos de internamento restritos? Na analise orçamental que justificam as novas opções , contabilizou-se o valor incalculável poupado em numero de insuficientes renais, respiratórios e deficientes motores que estes Serviços possibilitam?
Que alternativa dar as crianças sem seguro de saúde como a pequena Jacinta no passado que a única porta que encontrou aberta foi a deste Hospital ? A rentabilidade dos novos espaços privados que julga-se terem o eventual ónus de substituir estes espaços , se comoverá com aquelas que não dando lucro, são contudo o futuro e este não é hipotecável ? Terão a consciência de que uma Medicina privada de qualidade só pode existir em complementaridade com Serviço Publico de Excelência ? Indagamos não só aos cirurgiões que exerceram no novo Hospital, mas igualmente os que exerceram nos privados, se caso sem a actual "rede" de apoio que constitui o serviço publico do Hospital D. Estefânia o que pretendem fazer quando de eventuais complicações cirúrgicas e da necessidade de reeintervenções que não se compadecem com exíguas camas de alta rotatividade e com famílias descapitalizadas..? Existirá uma unidade de queimados dedicada a pediatria ou pretendem um Serviço generalista sem as particularidades necessárias?
Finalmente o paradoxo máximo :- Que Hospital com numero restrito de camas e de alta rotatividade com "Cirurgia avançada e de Ponta" poderá existir sem o apoio e "drenagem" de Serviços e profissionais especializados dedicados as diversas áreas ? :
-Sem um Serviço de Nefro-urologia pediatrica nunca poderá existir uma Cirurgia Urologica Pediatrica de referência e quem diz Urologia- Cirurgia Urológica dirá Neurologia-Neurocirurgia, Gastroenterologia-Transplantes hepáticos, etc..... È um dedução simples e óbvia, mas que parecem ignorar.... mas de que antecipamos os resultados:
Dentro de 20 anos Portugal enviará algumas algumas de suas crianças para Hospitais dedicados a Pediatria nos Estados Unidos, Grã Bretanha, França e ou mais provavelmente na nossa vizinha Espanha, para realizarem cirurgias especializadas nos Hospitais dedicados a Pediatria destes países pois perdeu-se a capacitação tecnica e humana para realiza-lo.
Afirmamos assim claramente que as 70 camas que propõe no futuro HTS è um logro e que na verdade deixará de existir "Cirurgia de Ponta em Pediatria " na Zona Sul (e pelo andar em todo Portugal.......)
Ao contrário de Portugal estes países preservam os seus Hospitais Pediatricos e o seu Património, melhorando o que esta mal ao invés de o justificar para destrui-lo!
Oxalá o email da Raquel tenha ecos. Oxalá estes ecos sejam fortes para vencer inercias. Oxalá cheguem aos ouvidos e tire algum sono daqueles que para alem de poder de decisão tenham também lucidez e capacidade para reequacionarem o futuro.
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