terça-feira, 26 de abril de 2011

Um projecto arquitectonico eventualmente notável, mas à que os clinicos terão que se adaptar e que será sempre uma "sombra para a pediatria portuguesa




!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Tudo indica que o projecto arquitectónico que venceu o concurso do futuro Hospital de Todos os Santos (HTS)é o que foi posto a circular pelo C.A. de autoria Arquitecto Eduardo Souto de Moura.
Julgamos pelo historial de suas obras que a sua qualidade artística será inquestionável.
O mesmo já não se poderá dizer dos organogramas dos departamentos que o acompanham a fotocópia da maqueta idealizada do futuro hospital, que tem sido distribuídas pelos coordenadores de área.
Segundo várias opiniões que tem-nos transmitido existem erros grosseiros nos planos funcionais dos departamentos (que serão sub dimensionados com circuitos não individualizados, desrespeito pelas complementaridades e transversalidades física necessárias ,etc.)
Pensamos contudo que não seria de esperar outra coisa de um plano funcional que nasceu ao contrário, fruto da opinião de gestores desvinculados pratica clínica e interessados fundamentalmente na rentabilidade. As sugestões e opiniões dos profissionais que só agora se prontificaram recolher e que acreditamos bem intencionada , tratam-se de retoques , sobre um facto consumado, remendos sem efeitos práticos significativos.
Não se trata assim de procurarem o apoio para de um trabalho sério e que se exigiria de equipa e prévio e não agora quando tudo esta decidido . Tal seria pertinente inicialmente quando da elaboração do plano funcional. Sim teria sido possivel alterar o projecto sem custos quando há dois anos informamos a Sra. Ministra de nossas preocupações, e criticas ao plano então publicado que no essencial é idêntico ao actual em que acrescentaram alguns retoques. Notamos contudo que a colaboração que solicitam nunca se tratará de alterar o actual plano funcional que é assumidamente de um Hospital Generalista mas sim do de uma Hospital Pediatrico autonomo.
Mas estes métodos de trabalho não estão no horizonte e são incompativeis com as parcerias privadas
Plano funcional e projecto arquitectonico são interdependentes. Aquele que foi o escolhido e que esta em vigor foi o da InterSalus, por escolha exclusiva dos representantes das parcerias privadas... Sim é verdade que o colocaram por 15 dias a discussão publica, num gabinete do C.A., mas apenas presencialmente e com identificação previa... enfim apenas um acto formal e de fachada ... mera espuma e propaganda....
Como diz o povo "o que começa torto tarde ou nunca se indireita....."
Perante estes factos, inconformados, indagamos, fazendo coro com muitos outros profissionais e utentes:
- No futuro não estarão melhor servidos e previlegiados os futuros utilizadores dos condomínios e hotéis dos espaços dos actuais hospitais de Lisboa Central do que os profissionais e utentes do futuro HTS, e nomeadamente a população pediatria , quer no que diz respeito a privacidade, funcionalidade, ou apenas no fruir de espaços e de vizinhança? Ouvimos dizer que não gostam de árvores e espaços verdes...lá fora a sua existência é um sinal de qualidade.... ( ver propaganda do " Novo Necker" , Hospital Pediátrico de Paris )
No que diz respeito a Pediatriaos departamentos materno e infantil estarão confinados apenas aos dois últimos andares da torre da direita ....Algo comparavel ao actual espaço do Hospital D. Estefânia ???
Em relação ao Arquitecto Eduardo Souto de Moura temos quase certeza que provavelmente se recusaria a realizar este projecto caso tivesse a consciência que o mesmo se associará (ao menos que ainda consigamos inverter os acontecimentos) a um retrocesso civilizacional de 150 anos na assistência hospitalar pediátrica especializada.... Por outro lado temos a certeza absoluta que se teria orgulhado em projectar um novo Hospital Pediátrico para Lisboa, independente mas fazendo parte do "Campus" em harmonia com o do seu projecto do HTS.....
Restam algumas perguntas incómodas e pertinentes: como classificar os responsáveis por este acto de vandalismo? A história moralmente os julgará, mas em benefício das crianças, gostaríamos..... Que fosse ainda durante a sua vida.....
Concluindo, para alterar este rumo dos acontecimentos, seria fundamental que os coordenadores de área do Hospital Pediátrico assumissem frontalmente uma posição de denuncia pública contra a destruição do Hospital Pediatrico de Lisboa e em particular na fase eleitoral que se avizinha....

***************************************************************

terça-feira, 5 de abril de 2011

Diário da República, 1.ª série — N.º 66 — 4 de Abril de 2011


###########################################################
Decisão Histórica da Assembleia da Republica - A luta dos profissionais do Hospital D. Estefânia alcança mais uma vitória!.
Esperemos que o Governo respeite a vontade maioritaria dos Portugueses!
Apoia e participa na Plataforma Civica!

*********************************************************************


Diário da República, 1.ª série — N.º 66 — 4 de Abril de 2011


Aprovada em 4 de Março de 2011.O Presidente da Assembleia da República, Jaime Gama.Resolução da Assembleia da República n.º 72/2011
Recomenda ao governo que assegure a construção do novohospital pediátrico de Lisboa num edifício independenteinserido no campus do Hospital de Todos -os -Santos
A Assembleia da República resolve, nos termos do n.º 5 do artigo 166.º da Constituição, recomendar ao Governo que assegure que a construção do novo hospital pediátrico de Lisboa inserido no campus do Hospital de Todos -os-Santos seja feita num edifício independente, de forma que seja garantida a separação de crianças e adultos.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Uma palestra do Dr. António José de Barros Veloso sobre o futuro HTS. O que de essencial nos une e o que de essencial nos separa.....?

Trata-se de uma dissertação do antigo Director do Serviço de Medicina I do Hospital do Capuchos, Dr. António José de Barros Veloso, proferida em 2007 quando do lançamento da primeira pedra para construção do futuro HTS. Comungamos com a generalidade dos conceitos abaixo expostos e muitos deles constituem uma critica clara e premonitoria aos pressupostos do plano funcional aprovado e que se caracteriza pela sua matriz predominantemente gestionaria e mercantil e de uma visão meramente tecnológica e contabilistica do acto médico, em contraponto com a do autor eminentemente humanista .
Sublinhamos entretanto que discordamos da sua dissertação num dos seus pilares fundamentais : do enquadramento histórico - cientifico do nascimento do Hospital D. Estefânia, que foi abordado de modo superficial. Este Hospital não surgiu como se dará a entender "como mais um anexo dos Hospitais Civis de Lisboa," mas sim na realidade como uma estrutura e conceito totalmente novos , fruto dos ideais humanistas que emergiram na época e se substanciaram no reconhecimento da especificidade da infância e que resultaram na criação de Hospitais Pediatricos em todo o mundo . Os Hospitais Pediatricos constituem assim uma conquista perene e são um indicador fiável do índice de civilização de um povo , que é plena de actualidade e que cremos involuntariamente omitida. (ler nota1 )
Esta discordância essencial justifica a luta dos Profissionais do HDE de forma a que não se retrocedam 150 anos na história!
Segue-se a transcrição na integra da prelecção do Dr. António José Barros, sublinhando-se a sua qualidade literária mas que gostaríamos finalizasse com esta outra saudação, mais de acordo com a verdade histórica :
"Viva o Centro Hospitalar de Todos os Santos e o Novo Hospital Pediátrico de Lisboa".


xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx




O NOVO HOSPITAL DE TODOS OS SANTOS

(Palestra proferida na Cerimónia de Assinatura do Protocolo do Hospital de Todos os Santos no dia 26-12-2007)

O novo Hospital de Todos os Santos, cuja construção hoje se anuncia, marca o quarto momento de viragem nas instituições hospitalares da cidade de Lisboa. Pelo nome que foi escolhido, fica simbolicamente ligado ao primitivo hospital do século XV, num reconhecimento de que o presente mergulha as suas raízes em acontecimentos que vêm de longe. Não se trata de uma decisão saudosista mas da clara compreensão de que o futuro é feito também de passado. Por isso me arrisco hoje a esta breve incursão na longa história dos hospitais desta cidade, esperando tornar assim mais claro o significado e a importância do acontecimento que estamos a viver. O primeiro momento de viragem que marcou a história dos hospitais de
Lisboa foi a decisão tomada por D. João II em 1492 de construir um grande hospital que se chamaria Hospital Real de Todos os Santos. D. João II foi um Rei que levou à prática uma política centralizadora. Não admira, por isso, que tenha decidido reunir num único hospital todas as pequenas instituições medievais – albergarias, hospícios, hospedarias, leprosarias – que se encontravam espalhadas pela cidade, cuja vocação estava mais virada para salvar as almas do que para tratar doenças e cujas condições sanitárias e assistenciais não correspondiam às exigências de um tempo que era já outro tempo.
Para trás, ficaria um modelo medieval de assistência. O novo hospital, iria ser um Hospital do Renascimento semelhante a outros que estavam a surgir na Europa. Embora a importância do componente religioso continuasse presente – o altar da igreja estava situado no cruzeiro das três principais enfermarias para que os doentes acamados pudessem assistir aos ofícios religiosos – havia já a preocupação, não só de criar condições de salubridade, mas também de levar à prática alguns dos escassos conhecimentos que tinham por objectivo tratar doenças. O Hospital não teve vida fácil e viu-se confrontado com problemas financeiros graves. Mas iria ficar marcado por alguns factos importantes, entre os quais se destaca o seu Regimento, redigido ainda no tempo de D. João II. Além de ser um modelo exemplar de organização, criou aquilo que
se pode considerar o embrião da brilhante escola de cirurgia dos Hospitais Civis, ao tornar obrigatório que os cirurgiões-barbeiros tivessem aprendizes que iniciavam nos segredos da profissão. Com o tremor de terra de 1755 o Hospital ficou em grande parte destruído e o Marquês de Pombal decidiu, em 1775, transferir os doentes para o Colégio de Santo Antão-o-Novo que tinha sido a casa da Companhia de Jesus até à expulsão dos jesuítas em 1759. Mas isto não foi apenas uma transferência. Estava-se, mais uma vez, num tempo que era já outro tempo e o novo Hospital Real de S. José, não iria ser um hospital do Renascimento mas sim um hospital do Iluminismo. Tinha- se dado a Revolução Científica, com Copérnico, Kepler, Galileu e Newton e nascera uma visão diferente do mundo. Era a entrada no Século das Luzes. A medicina, longe de ficar para trás, tinha acompanhado o progresso científico. Vesálio publicara em 1543 as sua célebres pranchas anatómicas que marcaram a fundação da anatomia moderna e Harvey descrevera pela primeira vez e com grande rigor a circulação de sangue. Morgagni realizara o seu longo trabalho que permitiu estabelecer pela primeira vez a relação entre quadros clínicos e lesões anatómicas dos órgãos. Começara com ele a medicina anatomo-clínica moderna. O Hospital Real de S. José teve, logo no início, de fazer frente aos problemas criados pelas Invasões Francesas, pela guerra civil de 1832-34 e pelas epidemias que eram frequentes naquela época, como a cólera, a varíola e o tifo. As dificuldades financeiras eram muitas e agravaram-se quando, conseguida a estabilidade política após a Regeneração, a população de Lisboa registou um rápido crescimento a partir da segunda metade do século XIX. Foi por isso necessário anexar outros edifícios – a leprosaria de S. Lázaro, o convento do Desterro e o noviciado de Arroios. Finalmente foi construído um hospital de raiz: D. Estefânia. Este conjunto passou a chamar-se Hospital Real de São José e Anexos. No século XIX, vários acontecimentos importantes iriam marcar a vida da Instituição. Em 1825 foi criada por D. João VI, contra a vontade da Universidade de Coimbra, a Escola Régia de Cirurgia que, em 1936, foi transformada por Passos Manuel na Escola Médico-Cirúrgica. Em 1860 foi publicado o regulamento do Banco que incluía as regras a que obedecia a carreira do “Cirurgião do Banco” e que constituiu mais um passo importante no desenvolvimento da escola de cirurgia. Em 1890 foi criado o internato médico que seria o embrião da futura carreira dos HCL.
Mas no início do século XX os problemas do Hospital Real de S. José e Anexos eram enormes: instalações de má qualidade, lotações largamente ultrapassadas, deficiente organização. É então que surge a terceira grande viragem com as reformas de Curry Cabral e a construção de dois novos hospitais: Santa Marta e Rêgo. As reformas foram pressionadas, com certeza, pelas péssimas condições do Hospital e pela necessidade de criar mais espaço para o internamento de doentes. Mas, por trás destas motivações estava outra mais importante: a clara percepção de que, mais uma vez, se estava num tempo que era já
outro tempo.
De facto, os rápidos progressos científicos verificados no século XIX, constituíram um legado deixado ao século XX que iria modificar muita coisa e, naturalmente, o exercício da medicina. Basta lembrar os conhecimentos trazidos à fisiologia humana pelos trabalhos de Claude Bernard e o nascimento da bacteriologia, fruto das investigações de Pasteur e Koch. Surge assim a assepsia e a antisepsia que juntamente com a descoberta dos anestésicos vão permitir rápidos progressos da cirurgia.
Podia então dizer-se que a ciência, depois de tentar compreender o mundo, se mostrava agora capaz de o transformar e o Iluminismo dava lugar ao Positivismo que não era mais do que a afirmação da superioridade do conhecimento científico em relação a todas as outras formas de conhecimento. Em 1913, o regime republicano, provavelmente sem a intenção de fazer
história, mas seguramente por razões políticas, iria assinalar todas estas transformações ao dar o nome de Hospitais Civis de Lisboa (HCL) ao grupo hospitalar, o qual com a anexação do Hospital dos Capuchos, em 1928, iria ficar finalmente completo.
Nunca é demais recordar a importância dos HCL na formação de técnicos de saúde: médicos em primeiro lugar e, mais tarde, enfermeiros e outros profissionais. Mas é acerca da carreira médica dos HCL, cuja história está ainda por fazer que eu quero deixar aqui um forte testemunho. A carreira dos HCL deve ser recordada por muitas razões entre as quais pelas grandes figuras da medicina portuguesa que a ela estiveram ligadas. Mas quero hoje destacar outras duas razões: o alargamento da rede
hospitalar portuguesa a partir dos anos 70, só foi possível porque estavam disponíveis médicos em número elevado e de reconhecida competência que em grande parte tinham sido formados nos HCL; e quando mais tarde, depois de épocas de extrema carência e penúria, foram disponibilizadas meios técnicos que durante décadas escassearam, os médicos dos HCL
mostraram estar preparados para produzir uma medicina de nível europeu. Mas, há muito tempo se começara a perceber que o modelo dos HCL estava esgotado. Era uma estrutura pesada, instalada em edifícios velhos e pouco funcionais com dificuldades de adaptação aos novos modelos hospitalares e às novas tecnologias. A própria carreira médica, alvo de ataques constantes, quer internos quer externos, só conseguira sobreviver até hoje porque tinha raízes numa tradição hospitalar de vários séculos e porque se revelara sempre extremamente eficaz. Entretanto, os progressos registados no século XX, não apenas no campo
científico mas em consequência de transformações conceptuais ligadas à medicina, estavam a criar uma realidade bem diferente. O que se tinha passado? A reflexão no campo da ética, desencadeada em grande parte pelas atrocidades praticadas não só pelos nazis mas também por outros países civilizados, reveladoras de um total desrespeito pela pessoa humana; os
progressos nos métodos de avaliação e garantia da qualidade impostos por uma medicina que, quanto mais eficaz se tornava, mais agressiva ia ficando; as técnicas de gestão, cada vez mais exigentes à medida que os custos aumentavam; e o recurso obrigatório ao rigor científico na avaliação de novos medicamentos – tudo isso foram contribuições que modificaram
completamente o exercício da medicina. Há ainda que acrescentar algumas revelações mais triviais mas que tiveram
grande impacte na forma de pensar os hospitais: refiro-me por exemplo à constatação de que o repouso no leito, considerado durante muito tempo a panaceia para todos os males, era afinal, em muitos casos, causa de invalidez e de morte.
Mas mais importantes foram os progressos em duas áreas do conhecimento científico que se podem considerar os dois ícones da ciência do século XX: a física das partículas – que nos trouxe a célula fotoelétrica, o microscópio electrónico, a televisão, os telemóveis, os computadores, as ciências de imagem – e a genética, que nos colocou no limiar dos grandes segredos da vida e cujas consequências práticas são ainda hoje difíceis de avaliar. Estamos agora, mais uma vez, num tempo que é já outro tempo e o Hospital que hoje aqui se anuncia será um sinal disso mesmo. Será um hospital em que a ética, a avaliação e garantia de qualidade, a exigência de maior rigor científico na escolha dos medicamentos e as técnicas de gestão, para além de serem condição de eficiência, traduzirão igualmente um elevado respeito pela dignidade e pelo bem-estar dos cidadãos. Será um hospital em que o espaço de internamento será reduzido em favor das áreas do ambulatório. Será um hospital dotado das
tecnologias de ponta no campo das ciências médicas e da informação. Mas será também um hospital, já não do Positivismo mas daquilo a que alguns chamam pós-modernidade. O que significa isto? Significa, entre outras coisas, que estamos numa época em que a “ciência” tradicional, que procurava sobretudo desvendar e conhecer o mundo, tem vindo a ser substituída pela “tecno-ciência” cujo objectivo é muito mais transformar do que conhecer. “Fazer” tornou-se mais importante do que
“saber” e aos investigadores pergunta-se cada vez menos o que é que esperam acrescentar de novo ao conhecimento, para se perguntar apenas: “para que é que isso serve?” Estamos portanto numa época em que a tecnologia é muitas vezes
identificada com progresso e em que se anuncia a superioridade da produtividade sobre a norma, da funcionalidade sobre a substância. Neste contexto será que corremos o risco de desumanização? Face a perguntas como esta, torna-se indispensável, em momentos de viragem como este, ter presente que é de pessoas e para pessoas que estamos a falar. São pessoas, por um lado, os médicos e os outros profissionais de saúde, que têm de fazer diagnósticos, tomar decisões e lidar com o homem nas vertentes mais trágicas da sua biografia: a doença e a morte. Que têm de partilhar com os doentes o seu sofrimento, as suas
angústias e as suas esperanças e que, nestas funções, não podem ser substituídos por nenhuma tecnologia.
Médicos, técnicos de saúde e especialistas cuja formação exige muito tempo e um espírito de “escola” -- cuja raiz grega é a palavra “schole” que significa “ócio”, ou seja, tempo livre para reflectir, para debater, para ensinar e para aprender. Este espírito de escola, é talvez a mais importante herança dos HCL, facto que agora parece ser tacitamente reconhecido pelos
profissionais que durante os últimos tempos lutaram pela separação das várias unidades hospitalares e que se sentem agora identificados na mesma tradição aceitando sem relutância juntar-se no novo Hospital. Mas pessoas são também os doentes com que os profissionais de saúde terão de lidar. Pessoas que não são susceptíveis de padronização porque (e os médicos sabem-no bem) cada doente é um caso particular, uma fonte permanente de incertezas e de dúvidas, ao qual raras vezes é possível aplicar à letra guidelines e protocolos. Neste momento de viragem há muito desejada, são estes alguns dos desafios que se colocam. Sinto-me à-vontade para os lembrar aqui, porque faço parte de uma geração que assistiu a estas mudanças extraordinárias e que, de certa maneira, funcionou como a ponte entre as gerações do passado e um futuro que se anuncia cheio de promessas e também de mistérios. Esperemos que em 2012, data prevista para a entrada em funcionamento do
novo Hospital, possamos todos proclamar com justificada satisfação: “Está encerrado o ciclo dos HCL. Viva o Hospital de Todos os Santos!”


António José de Barros Veloso


zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz
Só da discussão livre e não sectaria surgiram " as melhores soluções.
Jornalista Manu - Subscreve Pedro Paulo Mendes

Nota 1: Este excerto da tese de " Down Load" livre na Net : " Bienfaisance royale et crise hospitalière : « l’impossible » création d’un hôpital pour enfants à Lisbonne (1858-1878)" enquadra historicamente a construção do Hospital D. Estefânia". Aconselhamos a lê-lo na integra.
Auteur
Françoise Salaün Ramalho[*]
[*] Historienne, membre du CRESC, UFR LSHS, Université de Paris...
Si l’on s’interroge sur les motifs qui ont incité la reine Estefânia à fonder un hôpital pour enfants à Lisbonne, force est de tenir compte, en premier lieu, de sa générosité envers les pauvres et les établissements de bienfaisance, qualité signalée par ses biographes [24]
[24] Cf. notamment Estephania rainha de Portugal : vida...
suite
." Mais il importe aussi de souligner une culture et une sensibilité propres à son pays d’origine. L’Allemagne n’était pas restée étrangère au mouvement européen de création d’hôpitaux pour enfants. Après Paris et son hôpital des Enfants-Malades fondé en 1802, les principales villes européennes s’étaient dotées de structures de ce type et Estefânia ne pouvait ignorer l’existence des hôpitaux d’enfants de Berlin (1843) ou de Munich (1846). Par ailleurs l’implication d’une épouse de souverain dans un projet de cette nature ne constitue pas un cas isolé en Europe. À Paris, à la même époque, l’impératrice Eugénie inspire la création d’un second hôpital pour enfants, situé dans un quartier ouvrier de l’est de la capitale. L’établissement de 425 lits est inauguré en mars 1854 par le couple impérial sous le nom d’hôpital Sainte-Eugénie "
En 1880, l’hôpital Saint-Eugénie est rebaptisé hôpital...
suite
.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Boletim nº 10 - Leia toda a informação dos inumeros apoios que temos recebido e as posições do Ministerio da Saúde.


Editorial: Obstinação da Ministra da Saúde impede que as crianças de Lisboa tenham o
seu novo Hospital Pediátrico, moderno e autónomo do hospital de adultos.
É necessário que a Ministra mude de atitude a bem das nossas crianças!
De modo a sensibilizar os decisores políticos para o erro que o Ministério da Saúde teima em perpetuar ao encerrar o Hospital de Dona Estefânia e integrar os cuidados pediátricos no interior do futuro hospital de adultos de Todos os Santos (Hospital Oriental-Chelas), a Plataforma Cívica manteve dezenas de reuniões e contactos informais.(Cont.pág.4).
Atitude absurda da Ministra da Saúde
responsável pelo desperdício de milhões de Euros
a favor de empresa construtora
Parcerias Público Privadas em discussão
A Ministra da Saúde sabe que a alternância democrática funcionará a breve prazo e novo governo assumirá os destinos do País. Conhece as reiteradas manifestações de TODAS as forças da oposição parlamentar, das suas comissões especializadas, dos órgãos autárquicos (incluindo o PS), da comunicação social e da opinião pública rejeitando a extinção de um hospital de crianças em Lisboa que o actual Governo está a levar a cabo sem apresentar qualquer justificação. Conhece as moções nesse sentido do CDS, PCP, BE e as declarações em plenário do PSD de que, se for Governo, acabará com este processo e devolverá às crianças de Lisboa o seu Hospital Pediátrico autónomo. A Ministra, ao assinar apressadamente o contrato com a empresa que seleccionou para a construção do futuro Hospital geral, sabe que o Estado (...o dinheiro dos contribuintes!) vai ter de indemnizar em milhões de Euros a empresa contratada, quando chegar o inevitável momento de alterar o projecto e corrigir este erro de misturar crianças com adultos no futuro hospital. Apesar disso, as decisões tomam-se de afogadilho, ignorou-se a Sociedade Cívil e a opinião maioritária nos órgãos de representação democrática. O Governo é responsável pelos atrasos na alteração do projecto e por milhões de Euros que a reformulação vai render à Parceria Publico Privada ganhadora. Qual o Sentido de Estado destes dirigentes? Quem vai ganhar com estas decisões em tempo de “lavar dos cestos”? Certamente que não serão as crianças de Lisboa e do Sul do País.
Mário Coelho
In “Diário Económico”: entre as 4 PPP a discutir estão T GV , Aeroporto e...Hospital Oriental de Chelas. Cumpre-se a promessa do PSD, surge a hipótese de corrigir este erro histórico da Ministra da Saúde e nasce nova esperança para as crianças do Sul do País.
As crianças de Coimbra e da Zona Centro têm, finalmente, o seu novo Hospital autónomo. A Plataforma saúda Pediatras e outros profissionais, autarcas e o povo de Coimbra unidos numa luta de décadas por esse objectivo. Registamos a presença sorridente da Ministra da Saúde na inauguração, quando uma semana antes afirmara na Assembleia da República: “não me revejo no modelo do novo Hospital Pediátrico de Coimbra”. ...Há destas coisas!
Após reuniões com a Plataforma, os Partidos tomaram iniciativas. Além das questões postas à Ministra pelo Partido Os Verdes, da acção continuada do PSD e da iniciativa do BE na Comissão de Saúde, realçamos as moções do PCP e do CDS-PP aprovadas por maioria no Plenário (4/02/2011), com a abstenção do PSD na primeira e abstenção do PS em ambas. Já nem a bancada do Governo consegue entender e apoiar a opção de uma Ministra da Saúde que já nada ouve.
A Plataforma Cívica saúda a inauguração do
novo Hospital Pediátrico de Coimbra
Moções do PCP e CDS-PP aprovadas na
Assembleia da República recomendando ao
Governo a manutenção de um Hospital
Pediátrico autónomo em Lisboa
1
Assembleia Municipal de Lisboa aprovou por
unanimidade Moção a favor de um novo
Hospital Pediátrico em Lisboa
Em 29 de Junho, numa iniciativa dos Deputados municipais do PSD, PCP, CDS, BE, PPM, MPT, PEV e Independentes, a AML aprovou por unanimidade (com os votos do PS) uma Moção sobre o Hospital de Dona Estefânia e o novo equipamento hospitalar a construir em Lisboa, onde se lia:
- a Assembleia Municipal de Lisboa não pode deixar de se manifestar sobre matéria de planeamento tão importante para a cidade de Lisboa e para o futuro das crianças, torna-se imperioso:
1-Afirmar a necessidade de garantir a existência de um Hospital Pediátrico Autónomo em Lisboa, em detrimento da sua inclusão num serviço do futuro Hospital Oriental de Lisboa (Todos os Santos), seja por via de construção nova seja por reabilitação do Hospital Dona Estefânia.
2-Solicitar ao Governo que, em qualquer caso, mantenha o edifício do Hospital e a designação de Dona Estefânia como património da Cidade, da criança, da sua dignidade e condição, com possibilidade de aí se instalarem instituições e equipamentos de apoio e defesa da criança, nomeadamente na doença crónica ou exigindo reabilitação prolongada.
Em 21 de Setembro, numa iniciativa dos Deputados Independentes eleitos nas Listas do Partido Socialista (Grupo da Arquitecta Helena Roseta) e com os votos unânimes de todas as forças politicas, a AML aprovou uma nova Moção que recomendava ao Governo e ao Ministério de Saúde que: 1 - ... se decida pela criação de um novo hospital pediátrico autónomo em Lisboa, anulando a intenção já tornada pública de incorporar estes serviços no novo Hospital Todos-os-Santos. 2 – Nesse sentido, solicite à Câmara Municipal de Lisboa, em sede de revisão de PDM, a disponibilização de um terreno para construção do novo Hospital Pediátrico de Lisboa”.
Solicitámos entrevistas aos candidatos à Presidência da República, de forma a sensibilizá-los e esclarecê-los sobre os objectivos da Plataforma Cívica. Fomos recebidos pelos candidatos Fernando Nobre e Franscisco Lopes a quem, igualmente expusemos a nossa preocupação sobre o actual modelo organizacional do Centro Hospitalar de Lisboa Central que, no segundo muitos
profissionais no terreno, já compromete a diferenciação pediátrica e menospreza e subalterniza o atendimento pediátrico com consequências nefastas. Fernando Nobre mostrou-se totalmente favorável à manutenção de um Hospital Pediátrico em Lisboa pelos inequívocos benefícios que daí resultam para as crianças e que, como médico que é com vasta experiência por todo o Mundo e em todos os ambientes, considera terem necessidades próprias e bem diferentes das dos adultos. A Plataforma “poderá seguramente contar” com a sua solidariedade
Francisco Lopes mostrou ter já largo conhecimento do problema que envolve a projectada extinção do hospital pediátrico de Lisboa e o actual Hospital de Dona Estefânia e manifestou a sua total solidariedade com os princípios da Plataforma Cívica, os profissionais que neles se revêem e as acções pela causa das crianças de Lisboa e do Sul do País. Solicitou ainda que o mantivéssemos informado sobre a evolução do processo de modo a mobilizar forças no apoio a esta causa.
Em 15 de Dezembro, por iniciativa do BE, a Assembleia de Freguesia de Alcântara aprovou uma moção a enviar a várias órgãos do poder, em que rejeitava o encerramento do hospital pediátrico em Lisboa.
Nas suas crónicas semanais no “SOL” (Blogue 25/02/2011-pág 54) e ao Domingo na TVI, a criação do novo hospital oriental de Chelas sem autonomia na assistência ás crianças e com redução de camas pediátricas mereceu do Prof. Marcelo Rebelo de Sousa o seguinte comentário: “Um absurdo...”
Por iniciativa do BE com o apoio dos restantes partidos e da presidência da Comissão de Saúde, a Ministra da Saúde compareceu na AR para prestar esclarecimentos. Todos os partidos exigiram o envio do Plano Funcional mantido oculto há 3 anos.
As perguntas a que a Ministra não respondeu
Durante a audição na Comissão de Saúde, a Ministra não comentou ou rodeou com generalidades ou simplesmente não respondeu às seguintes questões formuladas por BE, PSD, CDS e PCP:
- Quanto à existência de hospitais pediátricos, que motivos levam a que o Governo opte por soluções diferentes no Porto, Coimbra e Lisboa?- Que estudos existem, se existem, a fundamentar a opção do Governo pela extinção do hospital pediátrico em Lisboa?
Assembleia da Freguesia de Alcântara aprovou
Moção a favor da manutenção do património
do Hospital de Dona Estefânia e de um novo
Hospital Pediátrico autónomo em Lisboa
Todos os Partidos na Assembleia Municipal de
Lisboa aprovaram novas recomendações ao
Governo e CML para construção de um
Hospital Pediátrico autónomo em Lisboa e a
inerente revisão do PDM da Cidade
Marcelo Rebelo de Sousa toma posição
Ministra da Saúde inquirida de novo na
Comissão de Saúde da AR sobre o caso Dona
Estefânia e Hospital Pediátrico de Lisboa
Candidatos à Presidência de Republica
receberam a Plataforma Cívica
2
Se foram feitos, porque os abandonaram? - Qual o Programa Funcional do novo Hospital Oriental de Lisboa (Hospital de Todos os Santos)? - Quem está a fazer o programa funcional? - Quantas camas pediátricas terá o novo hospital? - Quantas salas de consulta pediátrica terá o novo hospital? A redução prevista de mais de 60% no número de salas não afectará a actividade das mais de 30 especialidades e sub-especialidades que realizam actualmente essas consultas? - Quais as áreas comuns e as áreas não comuns a crianças e adultos no novo hospital? - Porque foi retirado do conhecimento público, há cerca de 3 anos, o programa funcional do novo hospital? - Existe um programa funcional diferente do inicial? Se sim, que alterações foram introduzidas? - Em que fase do processo está a situação do actual Hospital de Dona Estefânia? E como irá ser feita a transição para o novo hospital? - Estão reunidas as condições para que, no novo hospital, haja melhoria do tratamento das crianças sem promiscuidade com os adultos? - O espaço para um novo hospital não é problema. Basta que o MS o peça à CML. Porque não o pede? - Dizendo agora a Sra Ministra que as crianças vão ficar separadas dos adultos por compartimentos estanques e com profissionais a elas dedicados, por que não quer um novo hospital pediátrico que é a forma mais fácil e eficaz de realizar esses objectivos? - As Parcerias Público Privadas acordadas são irreversíveis? Não há possibilidade de as renegociar? - Se for aprovada na AR a recomendação do PCP (e também a do CDS) para criar um hospital pediátrico público, com autonomia física e administrativa, está o Governo disponível para que tal se concretize? - Com a imagiologia como área comum, como vão ser geridas duas concepções completamente distintas da imagiologia pediátrica e de adultos? - Em relação à parte fisiátrica, há real independência entre crianças e adultos?
Algumas frases dos Deputados no debate João Semedo (BE): “Tudo leva a crer que o Governo opte por soluções diferentes em Lisboa, Porto e Coimbra. Não concordo!”; “Depois de ouvir a SraMinistra, ficámos com as mesmas dúvidas”. Quanto aos espaços comuns, “hoje é a imagiologia e a ortopedia, amanhã vai ser o resto”. Clara Carneiro (PSD): “Em nenhum País civilizado se pode ocultar um projecto desta dimensão”; Luisa Almeida Santos (PS): “A sensibilidade da SraMinistra dá-nos confiança para a resolução deste problema”; “Já sabemos que o concurso de construção está resolvido”. Santos Oliva (CDS): “Se a Sra Ministra me está a dizer que afinal fica tudo separado, então porque não um Hospital Pediátrico independente?”.
Manuel Tiago (PCP): “Na próxima semana, o PCP apresentará na AR uma proposta de resolução para que o Governo crie um novo hospital pediátrico autónomo, público, qualquer que seja o local onde venha ser construído. Ouvidas as posições dos partidos expressas nesta Comissão, nada faz supor que essa moção não seja aprovada”.
Algumas frases da Ministra da Saúde
O nome Espaço Estefânia deve manter-se com a sua identidade mesmo com a locação em outro local; Os espaços dedicados à criança têm de ser estanques na consulta, no Hospital de dia, na Cirurgia do ambulatório e internamento. Estanques quer dizer separados por paredes dos espaços de adultos; Quer os médicos, quer os enfermeiros, quer os outros técnicos têm de ter especificidades para a área da Pediatria pois têm técnicas que têm de ser aprendidas com a criança e têm de ser treinadas e isso deve estar salvaguardado no novo hospital; Não podem rodar profissionais, nomeadamente enfermeiras, por serviços de crianças e de adultos; As crianças devem fazer as colheitas para exames laboratoriais nos espaços onde estão a ser atendidas e não nos laboratórios.
Em Novembro de 2010, após múltiplas solicitações, a Plataforma foi recebida pela Ministra da Saúde (MS). Para além da recepção cordial, não obtivemos outras informações para além de que: a MS não tinha na sua posse alguns documentos que solicitara aos serviços, o estado avançado (a que deixou avançar!) do processo com a Parceria Público Privada tornava muito difícil qualquer alteração e... chamaria a Plataforma a muito breve prazo (cerca de 1 mês) para informar de decisões. Continuamos à espera!
Em resposta às nossas repetidas solicitações, no dia 11 de Novembro, a Plataforma Cívica foi recebida pelo Dr António Costa para lhe transmitir os princípios que defendemos e o nosso ponto de vista sobre a forma como a extinção do hospital pediátrico de Lisboa planeada pelo Ministério de Saúde afectará a população jovem de Lisboa e da zona sul do País e a diferenciação da Capital. Os contactos posteriores foram delegados no Vereador do Urbanismo que nos oficiou ser da responsabilidade da Ministra da Saúde a solicitação à CML de terreno para construção de um hospital Pediátrico autónomo junto ao futuro hospital Oriental- Chelas. Como se sabe, tal ainda não aconteceu e a Ministra na AR ignorou a situação.
Em Outubro, a Secção Regional do Sul da Ordem do Médicos emitiu um documento defendendo a construção
Plataforma reuniu com Ministra da Saúde
Reunião com o Presidente da CML
Ordem dos Médicos-Secção Sul delibera apoio
a um novo Hospital Pediátrico em Lisboa
3
de um novo Hospital Pediátrico autónomo na proximidade do hospital de adultos a construir na zona Oriental (Chelas). Nesse documento pode ler-se: - Uma das importantes conquistas da civilização foi reconhecer que as crianças têm necessidades próprias, que devem ser respeitadas, incluindo a nível de cuidados de saúde. Isso reflectiu-se em cuidados médicos diferenciados em ambiente adequado ao grupo etário, de modo a diminuir o sofrimento e contribuir para a adaptação ao quadro de doença, aguda ou crónica, e hospitalizações, por vezes necessárias. Ninguém neste país consideraria aceitável outro procedimento.
- O Conselho Regional Sul da OM concorda com a defesa dum Hospital Pediátrico em Lisboa, embora construído no recinto do Hospital Oriental, mas mantendo autonomia física e de cuidados.
- Declara todo o apoio ao tratamento e acompanhamento adequados, segundo as normas científicas, éticas e civilizacionais, a todas as crianças.
Entre as entidades referidas constam: responsáveis de todas as forças politicas representadas na Assembleia da República (AR), Comissão de Saúde da AR, Assembleia M u ni c i p a l d e L i s b o a ( A M L ) , E x e c u t i v o d a C M L , algumas Juntas de Freguesia, Candidatos à Presidência da República, instituições e figuras representativas da Sociedade Civil e hierarquia católica, ex-ministros e figuras ministeriáveis na área da saúde, Ordens profissionais, alguns responsáveis do Centro Hospitalar de Lisboa Central implicados no processo de encerramento e desaparecimento do actual hospital pediátrico de Lisboa, funcionários e cidadãos anónimos que, pessoalmente ou através da Internet, têm manifestado interesse, desacordo e mesmo indignação pela situação inqualificável em que o Ministério da Saúde está já hoje a colocar a assistência especializada à criança na área de Lisboa e Zona Sul do País. Apesar das dificuldades e resistências de alguma imprensa, procurámos manter actual este assunto nas agendas da comunicação social, com presença possível nas televisões, rádios e imprensa escrita, quer através de membros da Plataforma quer pela voz de outros cidadãos que usaram a sua notoriedade pública para manifestar o seu apoio a esta causa. Por outro lado, surgiram várias iniciativas de cidadãos na Internet, autónomas em relação à Plataforma Cívica, que visavam também a defesa do património do Hospital Dona Estefânia e a construção de novo Hospital Pediátrico em Lisboa.
Insensível a tudo isto e às moções e recomendações ao Governo aprovadas em plenário pelas forças políticas,
incluindo o seu próprio Partido, a Ministra da Saúde não responde às perguntas sobre o Hospital de Dona Estefânia, não responde ou diz não estar informada sobre o modelo de funcionamento do futuro hospital geral de Todos os Santos, não fornece à AR nem às suas Comissões especializadas, nem à AML, nem aos partidos políticos, o Plano Funcional do futuro hospital e não explica porque este documento foi retirado precipitadamente da página do Ministério há cerca de 3 anos, logo que a Plataforma detectou e alertou para vários erros, impedindo a análise de um empreendimento de milhões de Euros e com evidentes repercussões no atendimento das crianças com doenças mais graves e complexas, tornando o processo opaco, alimentando especulações sobre interesses imobiliários e a captura do interesse público pelas parcerias instaladas, para além de criar dúvidas sobre conflitos de interesses dos escassos defensores do projecto de integração. A Ministra também não explica o seu empenho e a aprovação recente do Centro Materno- Infantil do Norte (Porto), nem a inauguração novo Hospital Pediátrico de Coimbra, nem porque Lisboa será a única Capital do Mundo Civilizado a fechar o seu único hospital Pediátrico. Enfim, a Ministra não explica nada e, com o seu apoio, o processo ganha tempo e estatuto de facto consumado. Assim, é indispensável para a sanidade da política, das instituições e das crianças de Lisboa que a Ministra da Saúde reconsidere urgentemente esta sua atitude não fundamentada ou que, democraticamente, quem pode e
Ministra da Saúde obstinada contra hospital
pediátrico de Lisboa (Cont Pág 1-Editorial)
deve a faça mudar!
Mário Coelho
Última hora: Um Plano Funcional
finalmente entregue no Parlamento
Sobre a hora de impressão deste Boletim e ao fim de 3 anos de ocultação e vários pedidos, o Parlamento recebeu um Plano Funcional do futuro Hospital. No próximo número comentaremos este documento sobre o qual procuraremos ouvir os profissionais do Hospital.
A Plataforma criou uma página no Facebook para manter uma linha de informação e contacto com os interessados na causa das crianças de Lisboa. Adira!!!
A Plataforma Cívica no Facebook
Faça-se Amigo de
“Defesa Hospital Crianças Lisboa”
Textos integrais das moções e recomendações em:
www.campanhapelohde.blogspot.com
e, futuramente, no Site da Plataforma (Em construção)
Envie-nos a sua opinião:
estefania.boletim@gmail.com
Ficha Técnica: Edição da Plataforma Defesa do Património do Hospital de Dona Estefânia e de um novo Hospital Pediátrico para Lisboa; Coordenador de
edição: Mário Coelho; Distribuição gratuita.
4

domingo, 6 de março de 2011

VITÓRIA DO BOM SENSO E DAS CRIANÇAS! ASSEMBLEIA DA REPUBLICA RECOMENDA AO GOVERNO A CONSTRUÇÃO DE " UM NOVO HOSPITAL PEDIATRICO PARA LISBOA"

Por iniciativa do PCP e PSD foi aprovada na Assembleia da Republica moção a favor de um Novo Hospital Pediatrico para Lisboa!


Esperemos que o governo tenha atenção e respeite a opinião dos orgãos de soberania e que não permaneça "orgulhosamente só" ao lado dos interesses das parcerias privadas.....
Não nos esqueçamos que estas não foram uma opção discutida e sufragada em eleições, e o minimo que se lhes exige é que se submetam ao interesse do publico e dos contribuintes que as financiam......


Amamos "Este" mas ... queremos e temos direito a um "Novo" !

~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
O Projecto do Hospital Generalista de Todos os Santos , "serve" as parcerias privadas mas não serve a criança!

~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

Parlamento recomenda construção de hospital pediátrico em Lisboa
A Assembleia da República aprovou hoje dois projetos de resolução do PCP E CDS que recomendam ao Governo que assegure a construção de um Hospital Pediátrico em Lisboa. ( sem prejuizo de o actual espaço do Hospital de D. Estefânia continuar a ser património e para uso da mãe e da criança)


"Recomenda-se ao Governo que “assegure a construção de um Hospital Pediátrico em Lisboa, dotado de autonomia administrativa e técnica, independentemente da localização física e da eventual localização em campus hospitalar”.

O objetivo é assegurar a “manutenção ou incremento da capacidade de atendimento, internamento e ambulatório atualmente instalada no Hospital de Dona Estefânia”, “sem prejuízo de protocolos de colaboração, articulação e cooperação técnica com restantes unidades hospitalares”.


Recomenda-se ao Governo que “assegure que a construção do novo hospital pediátrico de Lisboa inserido no campus do Hospital de Todos-os-Santos seja feita num edifício independente, de forma a que seja garantida a separação de crianças e adultos”.

“A inclusão do Hospital de Dona Estefânia no futuro Hospital de Todos-os-Santos poderá implicar a partilha de instalações por crianças e adultos, ou seja, espaços como a unidade de queimados, fisioterapia ou cuidados intensivos poderão vir a ser utilizados quer por crianças, quer por adultos”
“A construção de um hospital pediátrico num campus hospitalar poderá ser benéfica, desde que devidamente assegurada a separação total de crianças e adultos”.


Nota de Agradecimento:
Os povos cultos e governos inteligentes preservam a sua história e acarinham as instituições publicas ou privadas que pelo seu prestigio transversal criam afectividades e unem diferenças e assim salvaguardam valores culturais e civilização de conflitualidades dissolventes (nomeadamente nos momentos de crise) e assim constituem a plataforma de confiança que permitem a descolagem para novos projectos de progresso de comunidade.
Tal o fazem sem deixar de pugnar para que instituições se reformem e acompanhem o progresso.
Agradecemos assim e felicitamos a todos os partidos com assento na Assembleia da Republica Portuguesa que o compreenderam.

sábado, 5 de março de 2011

O Professor Marcelo Rebelo de Sousa no Jornal da TVI de 6 de Março , não se abstem! Considera inaceitavel que Lisboa perca o Hospital Pediatrico!


***************************************************************************************************************************************************************************************





O Professor Marcelo Rebelo de Sousa afirmou inequivocamente no Jornal de Domingo da TVI que é inaceitável que Lisboa perca o seu Hospital Pediátrico! È exigivel que a sua prestigiosa opinião chegue aos responsáveis do governo e do seu partido quando da discussão da parceria privada do Hospital de Todos os Santos.


O Professor Marcelo Rebelo de Sousa é um exemplo da firmeza que todos os politicos responsáveis deveriam apoiar, quando Lisboa corre o risco de regressar ao seculo XVII nos padrões de assistência hospitalar pediatrica.

terça-feira, 1 de março de 2011

Conceitos que desconhecia as consequências há 3 anos.....mas que regem o mundo actual....e estão na raiz dos nossos actuais descontentamentos.....



---------------------------------------------------------------
..... as causas menos óbvias da destruição em curso do Hospital Pediátrico de Lisboa.... ( opinião pessoal)



Poderá vos parecer fantasioso....mas a destruição do Hospital Pediátrico de Lisboa , não esta alheia a ideologias globalizantes de desregularizamentadoras e responsáveis pelo descalabro económico de mundo actual e aos quais parte dos nossos governantes e alguns políticos servem e se submetem ....apesar de afirmarem exactamente ao contrario em discursos sorridentes nos noticiários diários....Para Portugal idealizam um pais de tipo super mercado incaracteristico e asséptico e sem história ou alma..... Se é indesmentível que nosso Pais necessita de reformas profundas e não tem existido vontade de realiza-as por medo de penalização eleitoral será ainda mais verdade que devem ser escolhidas por nós em debate publico a luz do dia e não impostas na surdina por pseudo elites que aprenderam a sua sabedoria em cartilhas neoliberais hoje já em descrédito devido as péssimos resultados onde vingaram há 30 anos. Por outras palavras a reforma do Estado e Serviço Publico deve significar a sua melhoria em qualidade , em custos e controlo democratico e não desvio das nossas contribuições aos grupos financeiros privados como os resultados que temos visto todos os dias.
Recentemente , por mero acaso ,adquiri um livro de um Historiador Inglês Tony Judt com o titulo " Um tratado sobre os nossos actuais descontentamentos" da edições 70 que valerá a pena ler.....Ele fala-nos entre muitos outros temas das parcerias privadas...de cuja implementação Portugal, aluno tardio é contudo já líder na Europa....
No que me diz respeito... este livro ajudou a clarificar conceitos que tinha de forma ainda nebulosa.....
Mesmo que tenham opinião contraria deste Historiador ... valerá a pena lê-lo pela sua argumentatação clara e fundamentada.
De acordo ou em desacordo é necessário que nos saibamos posicionar de forma fundamentada e não apenas emocional.
.................................
Jornalista Manu- Subscreve exclusivamente Pedro Paulo Mendes

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Os mesmos em que houve contencioso sobre verbas no Amadora...estiveram na escolha do projecto do HTS.... O que nos esperará?!!!

Hospital de Braga em stresse
Ministra da Saúde prometeu atenção redobrada, mas a nova parceria com os Mello está gerar polémica.
Ana Sofia Santos (www.expresso.pt)
10:00 Quarta feira, 23 de Fevereiro de 2011

Comente

Link permanente: x

Partilhe



Ainda em conflito com o Estado por causa das contas do Hospital Amadora-Sintra, a José de Mello Saúde (JMS) volta à ribalta por más razões.

Prestes a inaugurar o novo Hospital de Braga - vai substituir o Hospital de São Marcos -, que a JMS construiu (em consórcio) e vai gerir em parceria público-privada (PPP), surgem acusações dos trabalhadores de pressões para abdicarem de dinheiro e de direitos ao assinarem contratos individuais de trabalho.

"Não fomos ouvidos quando o contrato foi celebrado", relata António Dias, dirigente do Sindicato dos Médicos do Norte. Só sete meses depois, em setembro de 2009, "quando foi feita a transmissão" da gestão da unidade de São Marcos para as mãos da JMS é que "houve uma reunião com o conselho de administração, a comissão executiva e representantes dos trabalhadores, onde nos foi garantido que tudo se iria manter igual no momento da passagem para o novo hospital", lembra o sindicalista.

Num anexo ao contrato consta a minuta de uma carta, "que deveria ter sido enviada para os trabalhadores, o que não aconteceu", em que é dito que não se prevê "a adoção de qualquer medida que ponha em causa o vínculo laboral". Em causa, temem os colaboradores, é deixarem de ser funcionários públicos.

António Dias confirma que "há médicos em regime de exclusividade, com vários anos de experiência, que tiveram propostas de reduções de 40% nas remunerações". A outros clínicos, que fazem 35 horas semanais, foi-lhes prometido um acréscimo em troca de uma carga de 40 horas. Entretanto, o Hospital de Braga é inaugurado no dia 10 de maio e "os trabalhadores estão preparados para se apresentarem ao serviço de pleno direito nas novas instalações e não como se fosse uma benesse", garante.

A maior parceria na Saúde


O Hospital de Braga é a maior PPP na saúde. Envolve uma despesa de 794 milhões de euros para o Estado, o que engloba a gestão clínica por dez anos, a construção do edifício e a sua manutenção por três décadas.

Este modelo de PPP é semelhante ao do novo Hospital de Cascais, gerido pela HPP Saúde (grupo Caixa), que teve a seu cargo a unidade antiga. A polémica e as queixas também acompanharam o processo, que envolveu a saída, em rota de colisão com a administração, de vários profissionais.

Os trabalhadores de São Marcos questionaram o Ministério da Saúde que, entretanto, através da Administração Regional de Saúde (ARS) do Norte comunicou que "os trabalhadores com relação jurídica de emprego público, quando cedidos, são-no na modalidade de manutenção do vínculo à administração pública, com os direitos e deveres inerentes, devendo ser remunerados pela entidade gestora" e acrescenta que querendo podem "optar pela suspensão do vínculo à administração pública e celebrar um contrato individual de trabalho".

A informação não dissipou o clima de tensão e as dúvidas, que chegaram ao Parlamento. O Bloco de Esquerda (BE) e o PCP pediram a presença da ministra da Saúde, Ana Jorge, na Assembleia da República para esclarecer o assunto e o requerimento foi aprovado por unanimidade (também o PS votou a favor).

O deputado João Semedo do BE diz que a "administração do Hospital de Braga ameaça com a colocação em mobilidade todos os que não troquem o contrato em regime de funções públicas por um contrato individual de trabalho".

Ruído e contra-informação


Também o presidente da secção regional Norte da Ordem dos Enfermeiros, Germano Couto, está apreensivo, com "a possibilidade de perda de vínculo à função pública". Lamenta, sobretudo, "a falta de diálogo com os profissionais, o que gera ruído desnecessário e contrainformação".

Na sua leitura, o comunicado da ARS é claro "ao afirmar que os atuais funcionários assinam contrato apenas se o desejarem, não havendo espaço para imposições ou horizonte para despedimentos sumários".
Sabe "que já foram feitos contactos com enfermeiros gestores" e admite que alguns "terão aceite a proposta".

Segundo a comissão executiva da Escala Braga, 200 enfermeiros assinaram com o novo hospital. Já António Dias revela que "houve contratos individuais com médicos vindos de hospitais EPE (Entidade Pública Empresarial) para cargos de diretor de serviço, mas podemos dizer que cerca de 90% dos médicos exprimiram a sua recusa mesmo antes de serem contactados".

O sindicato não desarma e tem um parecer jurídico pronto para contestar a atuação da Escala Braga que será entregue, entre outros, além da entidade gestora, ao presidente da Assembleia da República, a Ana Jorge, ao presidente da ARS do Norte e ao procurador-geral da República.

A DEFESA DOS MELLO

. A Comissão Executiva da Escala Braga (concessionária) garante que não há imposição para deixar a função pública. "A licença sem vencimento, assim como o contrato de cedência por interesse público, não põem em causa o vínculo à Função Pública, que se mantém suspenso enquanto vigorar o contrato individual de trabalho".

. "O colaborador que celebre um contrato ao abrigo do interesse público tem o direito de optar por manter o regime de proteção social de origem, continuar a contar tempo para a antiguidade e pode concorrer para outras funções no Serviço Nacional de Saúde".

. Sobre as reduções salariais, a Escala Braga menciona a existência "de um conjunto limitado de colaboradores (poucas dezenas num universo total de mais de 2000) para os quais o ponto de partida é distinto por usufruírem de um regime excecional face à globalidade dos profissionais do hospital e do sector da Saúde em Portugal".

. Neste momento, garante a gestora, existem 600 contratos individuais de trabalho "que representam cerca de um terço do total de colaboradores do hospital". Adianta que 200 enfermeiros assinaram contrato com o novo hospital.

Texto publicado no caderno de Economia de 19/02/2011


Viagens de fim-de-semana? Escapadas até 70% dto com LetsBonus
Palavras-chave Hospiatal Braga ministra da saúde Mello polémica parceria conflito Amadora-Sintra

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Parceria Privada do Hospital de Todos os Santos, analisada por Guilherme d' Oliveira Martins.

Esperemos que não só os vultuosos valores em causa mas igualmente a condução de todo o processo que decorreu nos nos gabinetes dos interessados e de que os profissionais e publico forma afastados seja minuciosamente analisado e que o interesse da criança salvaguardado...


DIÁRIO ECONÓMICO - Nuno Miguel Silva
22/02/11


Obras públicas
Decisões sobre TGV e hospitais podem ser antecipadas
Nuno Miguel Silva
22/02/11 00:05


Futuro do TGV pode ser decidido mais cedo pelo grupo de reavaliação das PPP liderado por Guilherme d’Oliveira Martins.



Grupo de trabalho das PPP pode avaliar estes contratos mais cedo e separá-los dos outros.

Os contratos de TGV na linha Lisboa-Madrid e das unidades hospitalares de Todos-os-Santos e do Algarve são considerados ‘prioridades' de análise por parte do Grupo de Trabalho para Reavaliação das PPP - Parcerias Público-Privadas e Concessões, liderado por Guilherme d'Oliveira Martins.

O Diário Económico apurou que esta definição de ‘prioridades' decorre do próprio acordo político estabelecido entre o Primeiro-ministro, José Sócrates, e o líder do PSD, Pedro Passos Coelho, quando foi escolhido o nome de Guilherme d'Oliveira Martins para presidir a esta entidade.

O Diário Económico sabe também que é uma prerrogativa de Guilherme d'Oliveira Martins e dos seus pares na referida unidade de reavaliação das PPP decidir se essas prioridades serão destacadas das conclusões gerais do trabalho e apresentadas antecipadamente ou se serão incluídas no relatório final, que deverá ser entregue ao Governo até ao final do primeiro semestre deste ano.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Um trabalho de pesquisa impar sobre a História da Assistência Hospitar Pediatrica em Portugal.



Este artigo esta em PDF na Internet. Trata-se da história da nossa evolução na assistência hospitalar pediatrica e é plena de significado actual quando estamos em risco de recuar dois séculos.
Será interessante notar que o autor é historiador francês, mas com sobrenome lusitano..com apoio da Gulbenkian....Talves um dia volte para o Porto ou Coimbra para se juntar as nossas crianças num novo Mindelo..para reconquistar um novo Hospital Pediatrico para Lisboa.

............................................................................................................
Bienfaisance royale et crise hospitalière : « l’impossible » création d’un hôpital pour enfants à Lisbonne (1858-1878)
par Françoise SALAÜN RAMALHO*

Quand en 1860 le roi du Portugal Pedro V (1853-1861) promulgue l’acte de fondation d’un hôpital pour enfants pauvres à Lisbonne, il se conforme aux souhaits de sa jeune épouse récemment décédée, la reine Estefânia (1). Mais
l’hôpital qui ouvre en juillet 1878, près de vingt ans après la décision royale, ne réserve finalement à l’enfance qu’un service spécial d’une quarantaine de lits. Pourquoi l’ambitieux programme de doter la capitale portugaise d’un hôpital pédiatrique a-t-il échoué ? Plusieurs pistes s’offrent en réponse à la question. Certes, l’idée de réserver à l’enfance malade un établissement spécial est nouvelle au Portugal, mais elle a déjà acquis la force d’une conviction dans la plupart des pays voisins. Dans une Europe qui, depuis la fin du XVIIIe siècle, multiplie les mesures pour préserver la vie et la santé de ses enfants, plusieurs villes offrent déjà aux jeunes patients des conditions d’hospitalisation capables de prendre en compte la spécificité de leurs besoins sanitaires, moraux et éducatifs. Au Portugal, les gouvernements libéraux du XIXe siècle, animés par des idéaux humanitaires de réforme sociale, inscrivent l’assistance au rang de leurs missions (2),
* Historienne, membre du CRESC, UFR LSHS, Université de Paris XIII-Villetaneuse. Cet article est le fruit d’une recherche menée aux Archives nationales et à la Bibliothèque nationale de Lisbonne, grâce à une bourse attribuée par le Centre culturel Calouste Gulbenkian de Paris pour l’année 2004.
(16

Faça o download , através do titulo na Internet para ter acesso ao artigo na sua totalidade

PPM

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Vá para fora cá dentro.....Em tempo de crise em que o Hospital Pediatrico de Lisboa esvai-se para os bolsos da parcerias privadas ..existe...


..... Existe um outro País, que sabe aquilo que quer !


Obrigado e Parabéns Coimbra!!




ccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccc
Novo Pediátrico de Coimbra …..

Foto Gonçalo Manuel Martins
Um bloco operatório com seis salas, considerado o melhor a nível nacional, 163 camas e uma moderna unidade de cuidados intensivos integram o novo Hospital Pediátrico de Coimbra (HPC), que começa a funcionar em pleno segunda-feira.
As seis salas do bloco operatório reúnem, “a nível nacional as melhores condições” para a realização de cirurgias e, “em qualidade do ar e ruído” ele é considerado “um dos melhores da Europa, refere a Administração Regional de Saúde do Centro (ARSC, IP). O bloco está também dotado de uma sala de indução que permite ministrar a anestesia a duas crianças em simultâneo.
Outra “joia da coroa” do novo Hospital Pediátrico, que faz parte do Centro Hospitalar de Coimbra, EPE, é a sua unidade de cuidados intensivos, que está preparada para receber 20 doentes em caso de catástrofe e possui um quarto que permite realizar cirurgias sem que seja necessário a criança sair para o bloco operatório.
Além de estarem apetrechados com unidades neo-natais, os cuidados intensivos permitem a oxigenação por membrana extra-corporal, em que uma máquina desempenha as funções cardio-respiratórias.
Obra há muito reclamada, a infraestrutura construída de raiz junto dos Hospitais da Universidade de Coimbra está inserida num terreno com uma área de 73.500 metros quadrados e possui uma área bruta de construção de cerca de 90.000 metros quadrados.
Tem 163 camas, 107 enfermarias, 18 salas de diagnóstico e terapêutica, 145 gabinetes médicos e 43 gabinetes de enfermagem.
Dividido em quatro grandes áreas, o HPC dispõe de 600 lugares de estacionamento distribuídos por cinco pisos de estacionamento semi-enterrado e ao longo de arruamentos interiores, segundo a mesma nota da ARSC.
O novo HPC representa “uma melhoria extraordinária” das condições de atendimento às crianças e jovens, que constituem a sua população alvo, “potenciando a humanização dos serviços”.
Além de aumentar a capacidade de atendimento, tratamento e vigilância às crianças e jovens, “abre novos horizontes ao desenvolvimento de novas técnicas e à investigação”.
“Para toda a região Centro será a unidade central de prestação de cuidados especializados que não estão disponíveis nas unidades hospitalares menos diferenciadas, quer na prestação de cuidados (por exemplo, desde o suporte de vida aos recém-nascidos de alto risco até à transplantação), passando pelo apoio à distância a unidades pediátricas menos diferenciadas ou centros de saúde”, adianta a ARSC.
Dados da ARSC indicam que a empreitada de construção foi adjudicada por 45 milhões de euros, mas o projeto, na sua globalidade, situava-se, no verão passado, nos 92 ME.



ENQUANTO EM LISBOA DEDICAM-SE DILIGENTEMENTE A DESTRUIR UM DOS HOSPITAIS PEDIATRICOS MAIS ANTIGOS DO MUNDO EXISTE FELIZMENTE UM OUTRO PAIS AINDA NÃO SUBMISSO AOS INTERESSES DAS PARECERIAS PRIVADAS !
...CASO SE SINTA DEPRIMIDO COM A OBSTINADA, IRRACIONAL E SURDA DESTRUIÇÃO DO HOSPITAL PEDIÁTRICO DE LISBOA....NÃO PRECISA VIAJAR PARA OUTRO PAIS... VÁ LÁ FORA CÁ DENTRO...VÁ A COIMBRA..E CONHEÇA O NOVO HOSPITAL PEDIÁTRICO QUE SERVIRÁ A REGIÃO CENTRO... SIMILAR EM TUDO AOS MELHORES DO MUNDO!


Reportagem da Jornalista Manu....subscrita por.....( anonimo )

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Circuitos Pediatricos / Circuitos de Adultos/ Terá sido uma " Acreditação apenas para Inglês ver !!? "Esperemos que não!




" Uma RNM de campo aberto um Hospital Pediatrico de uma cidade civilizada "


HOSPITAL PEDIÁTRICO - POLO PEDIÁTRICO " CORRERÁ O RISCO DE SE TRANSFORMAR EM BREVE UMA FRASE OCA E PUBLICITARIA AS OPÇÕES DEIXARAM DE TER POR PRIMEIRO MÓBIL O INTERESSE DA CRIANÇA MAS APENAS A RENTABILIDADE DOS EQUIPAMENTOS E AS NECESSIDADES DOS SERVIÇOS DE ADULTOS.
AS CRIANÇAS E ADULTOS PARTILHARÃO EVENTUALMENTE EM BREVE CIRCUITOS E SALA DE ESPERA COMUNS....


NÃO ESQUEÇAMOS QUE O ESPAÇO FÍSICO DO HOSPITAL D. ESTEFÂNIA PERTENCENTE AO DOTE DA RAINHA D. ESTEFÃNIA FOI GENEROSAMENTE DOADO E DESTINADO A CRIANÇA
A SUA APROPRIAÇÃO E DESVIRTUAMENTO PARA OUTROS FINS SE CONCRETIZADOS SERÃO ETICAMENTE CRITICAVEIS, POIS DES RESPEITAM UMA VONTADE NOBRE QUE SE DESPOJOU DE BENS PROPRIOS EM BENEFICIO DAS NOSSAS CRIANÇAS.

ALÍNEA 52.24 DO PROCESSO DE ACREDITAÇÃO A QUE SE SUBMETEU O HOSPITAL PEDIATRICO E QUE PERMITIU A ACREDITAÇÃO AFIRMA SEM MARGEM PARA DUVIDAS: OS CUIDADOS PEDIATRICOS SÃO PRESTADOS NUM AMBIENTE ORIENTADO PARA AS CRIANÇAS E SEPARADOS DOS ADULTOS.



O ESTABELECIMENTO DO MESMO CIRCUITO DE ENTRADA , A MESMA SALA ESPERA E PRIORIDADE NO ATENDIMENTO INDISTINTA ENTRE CRIANÇAS E ADULTOS QUANDO DA INSTALAÇÃO DOS NOVOS EQUIPAMENTOS DE IMAGEM  apesar do inegavel beneficio destes ultimos), ACASO NÃO ESTARÁ EM CONTRADIÇÃO COM OS CRITÉRIOS DE QUALIDADE ASSUMIDOS QUANDO DA RECENTE ACREDITAÇÃO ?

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Porque os Portugueses emigram.......


++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++
Ontem ao chegar a casa , minha filha disse-me: "Pai assisti agora num programa da RTP1" Portugueses no Mundo" um documentário sobre um cientista que faz investigação no Hospital Pediatrico de Toronto.....Que lindo Hospital! Havias de ver a sua arquitectura! O médico chama-se Pedro Castelo Branco.... emigrou... faz investigação de ponta....Vai ver na Net.....que vale a pena....
Calei-me envergonhado.... confesso uma tristeza e revolta toldou-me o olhar....
Sim, senti-me envergonhado de termos nos Ministerios e cargos de chefia e de decisão altos responsaveis que repetem e se curvam perante o que interessa as parcerias privadas e afirmam seguros de si proprios e com jactancia que os Hospitais Pediatricos estão ultrapassados....
Outras gentes outras mentalidades...... mas ainda que bem que não estamos completamente divorciados do mundo civlizado,...em Coimbra e no Porto obstinadamente resistiram e venceram .....E assim o Dr. Pedro Castelo Branco terá ainda locais, outros que Lisboa, onde trabalhar em Hospitais Pediatricos....
++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++
Hospital Sick children Toronto


O artigo transcrito na integra :

O português Pedro Castelo-Branco faz parte da equipa de investigação


Um novo tratamento para tumores cerebrais em crianças, baseado numa descoberta de uma equipa integrada pelo investigador português Pedro Castelo-Branco, avançará já este ano para a fase de ensaios clínicos, anunciou o cientista à Lusa.

"Durante o corrente ano deverão iniciar-se os ensaios clínicos que irão envolver pacientes a serem tratados com esta terapia", disse o investigador do Hospital "Sick Kids", em Toronto, Canadá.

O novo tratamento baseia-se numa descoberta da equipa do Centro de Pesquisa de Tumores Cerebrais Arthur e Sonia Labatt, daquele hospital da Universidade de Toronto, a que Pedro Castelo-Branco pertence, visando tumores cancerígenos pediátricos, mas tem igualmente um potencial de aplicação na terapia de tumores neuronais em adultos.

A investigação, que mereceu capa na revista 'Clinical Cancer Research' da Associação Americana de Investigação do Cancro em Janeiro, tem "o maior impacto na área da Oncologia Pediátrica, uma vez que esta terapia é específica na erradicação de células tumorais sem afectar o desenvolvimento normal infantil", elucidou Pedro Castelo-Branco à Lusa.

Conforme explicou, "os tumores pediátricos neuronais - tumores cerebrais e neuroblastomas - são a maior causa de morbidade e mortalidade em cancro infantil. Isto deve-se à capacidade dos tumores de reincidirem após o tratamento com radioterapias, quimioterapias e cirurgia".

Os estudos da equipa do investigador português demonstram que "as células estaminais normais, responsáveis pelo normal desenvolvimento infantil, não necessitam da enzima telomerase para a sua sobrevivência", substância esta que se encontra em células iniciadoras de tumores.

É assim que a descoberta abre portas ao uso de inibidores de telomerase, que "inibirão as células cancerígenas sem afectar as células estaminais normais", explicitou.

"No nosso estudo foram usados inibidores de telomerase de uma companhia Norte Americana, sediada na Califórnia", apontou, acrescentando não estar em posição de anunciar os consórcios médicos que serão responsáveis pelos ensaios clínicos, prevendo, porém, que se iniciem em doentes já este ano.

Pedro Castelo-Branco está há dois anos e meio em Toronto, no Hospital "Sick Kids", no centro de investigação de novos tratamentos para o combate ao cancro infantil, a fazer pesquisa e a ampliar a experiência que adquiriu nos EUA na área dos tumores cerebrais em adultos.

Nascido em Lisboa, Castelo-Branco licenciou-se em Biologia na Universidade de Aveiro, obteve um doutoramento em Biologia Molecular na Universidade de Oxford, em Inglaterra, e nos últimos anos foi investigador e docente da Universidade de Harvard, nos EUA, onde iniciou a carreira de investigação em tumores cerebrais.


O investigador expressou o desejo de regressar a Portugal no prazo de dois anos, tencionando iniciar uma "carreira académica e de investigação com reconhecimento dentro e fora do país".

"Em Portugal, existem locais onde se pode fazer boa ciência e uma vontade política de que tal aconteça", considerou.

Advertiu, no entanto, que "a área das células iniciadoras de tumores, e em particular as do foro neurológico, por ser bastante recente, não está ainda bem representada".

"Com a minha ida para Portugal, espero contribuir de forma relevante para o desenvolvimento de novas terapias que participem activamente no combate às doenças desta natureza", concluiu.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Reunião da Sra. Ministra com a Comissão de Saúde da Assembleia da Republica. .. um Plano Funcional e um Contracto omissos aos Srs. Deputados!?


INFORMAÇÃO E UMA INTERPRETAÇÃO SOBRE A INTERPELAÇÃO PELA COMISSÃO DE SAÚDE DA ASSEMBLEIA DA REPUBLICA A SRA. MINISTRA ANA JORGE .


ANTES DO MAIS AGRADECEMOS OS DEPUTADOS DE TODOS OS PARTIDOS COM ASSENTO NA ASSEMBLEIA DA REPUBLICA QUE APROVARAM A INTERPELAÇÃO A SRA. MINISTRA ANA JORGE, PELA COMISSÃO DE SAÚDE DAQUELA ASSEMBLEIA POR INICIATIVA DO ILMO DEPUTADO JOÃO SEMEDO .
ESTA CONJUNÇÃO DE ESFORÇOS É PLENA DE JUSTIFICAÇÃO POIS NÃO SE TRATA DE UMA QUESTÃO PARTIDÁRIA OU MERAMENTE POLITICA MAS DE INTERESSE TRANSVERSAL E CIVILIZACIONAL .....AS CRIANÇAS SÃO O FUTURO SEJA QUAL A CLASSE SOCIAL CREDO RELIGIOSO OU IDEOLOGIA OU FILIAÇÃO PARTIDARIA QUE NOS SEPARE.

A SECÇÃO PARLAMENTAR PROPRIAMENTE DITA:

ALGUMAS DA QUESTÕES LEVANTADAS PELOS DIVERSOS GRUPOS PARLAMENTARES E AS RESPOSTA DA SRA. MINISTRA. .

INICIOU-SE A SESSÃO COM AS PERGUNTAS DP DEPUTADO JOÃO SEMEDO, SEGUIDO-SE AS DOS SRS. DEPUTADOS: CLARA CAIMÃO, BERNARDINO SOARES, HELENA ALMEIDA SANTOS, TERESA CAIEIRO, CLARA CORREIA, JOSÉ PAULINO
PERGUNTAS:
- INFORMAÇÃO URGENTE SOBRE O QUE ESTA PRESSUPOSTO PELO MINISTERIO SOBRE O FUTURO DO HDE E FUTURO HOSPITAL DE MARVILA.( ve nota 1)
-QUAL O PLANO FUNCIONAL EXISTENTE, QUEM É O SEU RESPONSÁVEL, NUMERO DE CAMAS PEDIATRICAS, QU ÁREAS COMUNS , CIRCUITOS , ESPAÇOS PEDIÁTRICOS, ETC.
-SABENDO-SE QUE O NOVO HOSPITAL DE CASCAIS JÁ NASCEU DESADEQUADO E INSUFICIENTE A POPULAÇÃO QUE DARÁ RESPOSTA, QUAIS OS ESTUDOS QUE EXISTEM PARA O FUTURO HOSPITAL ORIENTAL-MARVILA , RELATIVOS A O NUMERO DE DOENTES MAS IGUALMENTE AS ESPECIALIDADES QUE DARÁ RESPOSTA COMO HOSPITAL TERCIÁRIO RELATIVAMENTE A ÁREA DE INFLUENCIA.
-SE TODAS AS ESPECIALIDADES AGORA EXISTENTES NO HDE ESTARÃO PRESENTES NO FUTURO HOSPITAL DE LISBOA ORIENTAL
-SE JÁ FOI SOLICITADO PELO MINISTÉRIO A CÂMARA MUNICIPAL DE LISBOA TERRENO EM CHELAS PARA CONSTRUIR UM NOVO HOSPITAL PEDIÁTRICO.
-QUE MEDIDAS CONCRETAS TOMOU O MINISTERIO PARA ACAUTELAR QUE O ACTUAL ESPAÇO DO HDE SEJA PRESERVADO DA ESPECULAÇÃO IMOBILIÁRIA E CONTINUE DE PERTENÇA DA CRIANÇA


RESPOSTAS DA SRA. MINISTRA

-A DRA. ANA JORGE PRINCIPIA POR RESPONDER A QUESTÕES DOS SRS. DEPUTADOS /strong>COM UMA LONGA EXPOSIÇÃO CURRICULAR EM QUE DISSERTA SOBRE FACTOS QUE DEMONSTRAM QUE TEM PELA CRIANÇA E PEDIATRIA PARTICULAR DEDICAÇÃO. JULGAMOS DESNECESSARIA AQUELA INTRODUÇÃO POIS A SUA DEDICAÇÃO NUNCA POSTA EM CAUSA, PELO QUE NÃO COMPREENDEMOS ESTA NECESSIDADE AUTO AFIRMATIVA .
NÃO NOS ESQUEÇAMOS CONTUDO QUE APESAR DE PEDIATRA TAL NÃO LHE CONFERE CREDIBILIDADE MAIOR QUE AS CENTENAS DE PEDIATRAS PORTUGUESES E DE TODO O MUNDO CIVILIZADO QUE DIVERGEM DA SUA OPINIÃO E DEFENDEM HOSPITAIS PEDIATRICOS AUTONOMOS.
NÃO CONSIDERAMOS QUE AS MAIORIAS TENHAM NECESSARIAMENTE RAZÃO MAS SERIA ENRIQUECEDOR PARA O DEBATE QUE A SRA. MINISTRA NOS INFORMASSE OS ESTUDOS EM QUE FUNDAMENTA AS SUAS OPÇÕES.



-FICAMOS A SABER QUE NÃO É ADEPTA DO HOSPITAIS PEDIÁTRICOS AUTÓNOMOS POIS DEU EM ENTRELINHAS A ENTENDER QUE O HOSPITAL PEDIÁTRICO DE COIMBRA EXISTIRÁ APENAS POR UMA QUESTÃO DE VOLUNTARISMO OBSTINADO DA POPULAÇÃO E PROFISSIONAIS DAQUELA CIDADE (ASSIM LHE INDAGARÍAMOS, FELICITANDO-VEZ PELA FRANQUEZA, SE ENTÃO O APROVARAM-NO E INAUGURARAM TERÁ SIDO PARA NÃO CONTRARIAR A OPINIÃO DE TODA UMA POPULAÇÃO E PARTIDOS , INCLUINDO O SEU QUE QUE COMO NA CAMÃRA DE LISBOA TAMBEM DEFENDERAM UNANIMENTE O HOSPITAL PEDIATRICO?
E MAIS DA NOSSA PARTE FELICITAMOS COIMBRA E CONSIDERAMOS QUE SE TODOS OS PORTUGUESES FOSSEM DA SUA FIBRA O PAIS ESTARIA PROVAVELMENTE EM MELHOR SAÚDE .....

-EM RELAÇÃO A CIDADE DO PORTO , QUE PARA ALEM DO JOÃOZITO, EM SUBSTITUIÇÃO DO MARIA PIA GANHARÁ UM NOVO HOSPITAL MATERNO INFANTIL , O STO ANTÓNIO- MATERNIDADE JULIO DINIS .
A SUA ARGUMENTAÇÃO NO QUE DIZ RESPEITO AO PORTO FOI MAIS CONFUSA, POIS CONFIRMA QUE O MINISTÉRIO APOIA A CONSTRUÇÃO DO NOVO EQUIPAMENTO POIS ESTE SERÁ MATERNO INFANTIL E LIGADO A UM CENTRO HOSPITALAR....OU SEJA ESTA DE ACORDO PELAS MESMAS RAZÕES DO QUE NÓS, POIS PRECONIZAMOS QUE O NOVO HOSPITAL PEDIÁTRICO AUTÓNOMO MAS INTEGRANDO O CENTRO HOSPITALAR O QUE NÃO ACONTECERÁ EM CHELAS-MARVILA-HTS...ETC...

.EM FIM A POLITICA DO MINISTÉRIO RELATIVAMENTE AOS HOSPITAIS PEDIÁTRICOS SERÁ INCOERENTE E CONFUSA.
NO CASO DO PORTO E COIMBRA NÃO CONSEGUIU CONTRARIAR OS ANSEIO DA POPULAÇÃO E DOS SEUS REPRESENTANTES EM LISBOA ESTA INFLUENCIADA PELOS INTERESSES DAS PARCERIAS PRIVADAS LIGADAS A SAUDE......

-A SRA. MINISTRA ESCLARECEU AINDA AOS SENHORES DEPUTADOS QUE O PROJECTO DO FUTURO HOSPITAL DE CHELAS -ORIENTAL-MARVILA ,MALOGRADO TODOS O SANTOS ETC..... ESTARIA AINDA A EM ABERTO E QUE ESTA EMPENHADA EM TODAS AS ÁREAS EM QUE TAL SE JUSTIFICAR (EXCEPTO NO QUE DIZ RESPEITO A UMA "MÍTICA" PLATAFORMA TECNOLÓGICA) E A QUE A ESPECIFICIDADE PEDIÁTRICA SERÁ RESPEITADA E DOTADA DE ESPAÇOS PRÓPRIOS E ESTANQUES....

-EM RELAÇÃO AS ESPECIALIDADES PEDIATRICAS INFORMOU QUE TODAS ESTARIAM CONTEMPLADAS, MAS AGUARDAMOS QUE ESCLAREÇA COMO UM HOSPITAL COM 800 CAMAS IRÁ SUBSTITUIR AS MAIS DE 2000 DOS ACTUAIS QUE INTEGRAM O ACTUAL CHLC.

- ACREDITARÍAMOS MAS....COMO A SRA. MINISTRA IGNOROU OSTENSIVAMENTE OS PEDIDOS DAS BANCADAS DO PSD E CDS QUE EM DIVULGAR E TORNAR PUBLICO O PLANO FUNCIONAL, SERÁ LICITO DUVIDARMOS E QUERERMOS COMO OS DEPUTADOS "VER PARA CRER".

-AFIRMOU AINDA QUE O ESPAÇO PEDIÁTRICO NO FUTURO HOSPITAL TERÁ O NOME DE D. ESTEFÂNIA. PARA NÓS MAIS IMPORTANTE QUE OS NOMES É REALMENTE A QUALIDADE E AUTONOMIA DA PEDIATRIA. ALERTAMOS AINDA QUE TAL PODERÁ REPRESENTAR A INTENÇÃO DE ALIENAR UM ESPAÇO ESPECIFICAMENTE DOADO A CRIANÇA A ESPECULAÇÃO IMOBILIÁRIA E DEIXAR PARA AS CRIANÇAS UM NOME SEM SUBSTANCIA NUM ESPAÇO INDEFERENCIADO DO NOVO HOSPITAL.

- NÃO SERIA LICITO DUVIDAR DAS BOAS INTENÇÕES DA SRA. MINISTRA, MAS APENAS DOS FACTOS...AINDA MAIS QUE A SRA. MINISTRA INFORMOU AOS SENHORES DEPUTADOS QUE TUDO ESTARIA AINDA EM ABERTO......QUANDO TEMOS VÁRIAS INFORMAÇÕES APESAR NÃO OFICIAIS QUE DIZEM EXACTAMENTE O CONTRARIO DO POR ELA AFIRMADO E QUE O CONTRACTO COM A PARECERIA PRIVADO JÁ ESTARIA ASSINADO E QUE OS PROFISSIONAIS QUE TIVERAM ACESSO AO PROJECTO AFIRMAM QUE CONTEM ERROS DE CONCEPÇÃO E NÃO CONTEMPLA A AUTONOMIA PEDIATRICA ....SRA. MINISTRA EM RESPEITO A SUA CREDIBILIDADE PERANTE A COMISSÃO DE SAÚDE DA ASSEMBLEIA DA REPUBLICA E SENHORES DEPUTADOS QUE NOS REPRESENTAM , DEVERIA DIVULGAR , CASO VERDADE , COM A MÁXIMA URGÊNCIA O PLANO FUNCIONAL E O CONTRACTO QUE O MINISTÉRIO TERIA ASSINADO COM A PARCERIA PRIVADA E SÓ ASSIM AS DUVIDAS SE DISSIPARIAM..

AGRADECEMOS ASSIM QUE NÃO ESCONDAM MAIS O PLANO FUNCIONAL POIS TAL TORNA MOTIVO LICITO DE SUSPEITAS LEVANTADAS PELOS PROFISSIONAIS E OS SENHORES DEPUTADOS.

INDAGAMOS AINDA SE O CONTRACTO ESTIVER REALMENTE ASSINADO, SE NÃO ESTARÁ OBRIGADA A UM ESCLARECIMENTO URGENTE AOS S SENHORES DEPUTADOS DAS RAZÕES DE TÊ-LO OMITIDO NAQUELA SESSÃO PUBLICA.
INDAGAMOS FINALMENTE AO MINISTÉRIO DA FINANÇAS E AO TRIBUNAL DE CONTAS SE ESTE CONTRATO NÃO SERÁ ILEGAL POIS NO ACORDO COM O PSD, PARA O ORÇAMENTO DO ESTADO TODAS AS PARCERIAS DEVERIAM SER RENEGOCIADAS... . E O PSD TEM DESDE SEMPRE APOIADO ESTA CAUSA PELO QUE NÃO ACREDITAMOS QUE O TENHA PERMITIDO.

FINALMENTE, AGRADECEMOS E AGUARDAMOS QUE COM TODA A URGÊNCIA QUE A MOÇÃO PROPOSTA PELO PCP E DE OS OUTROS GRUPOS PARLAMENTARES A APRESENTAR NA ASSEMBLEIA DA REPUBLICA EM FAVOR DO HOSPITAL PEDIÁTRICO DE LISBOA SEJA DISCUTIDA E EVENTUALMENE APROVADA.

:ESTA INTERPELAÇÃO PODERÁ SER VISTA NA INTEGRA NO CANAL DA ASSEMBLEIA D A REPUBLICA

NOTA 1 : Desde da impugnação do nome de Hospital de Todos os Santos , tem-se chamado o novo Hospital indistintamente de "Chelas, Marvila, Todos os -Santos etc"....Dissemos malogrado Hospital de Todos os Santos, pois deram-lhe este nome em memoria do antigo mega Hospital de Todos os Santos que foi destruido pelo grande terremoto de 1755.

Reportagem da Jornalista Manu. Subscreve Pedro Mendes . Mais declaram que cientes dos possiveis erros de uma interpretação subjectiva dos factos acima expostos , publicarão quaisquer outras que nos enviem. Caso não o façam, admitiremos que a opinião acima expressa será a mais consensual entre os eventuais leitores deste Blog.



___________________________________________________

sábado, 22 de janeiro de 2011

SRA. MINISTRA, ANA JORGE, na 3ª FEIRA DE 25/ 01/ 2011, OUTRA VEZ NA ASSEMBLEIA DA REPUBLICA PARA ESCLARECER OS DEPUTADOS.

Caros Amigos da Plataforma Cívica e cidadãos atentos aos interesses da criança
O esforço de todos nós valeu a pena. Por unanimidade dos partidos da Comissão Parlamentar, a Ministra da Saúde terá de ir mais uma vez ao Parlamento para tentar justificar o que se passa com o encerramento do HDEstefânia e a mistura de crianças e adultos no futuro hospital geral de Todos-os Santos. O contrário passa-se no Porto (Aprovação do Centro Materno-infantil há 3 dias e em Coimbra com a inauguração do Hospital Pediátrico a breve prazo). Para este caso único em capitais de países civilizados, a ultima justificação que nos foi dada pelo Gabinete era que "a Parceria Publico-Privada já está muito adiantada e seria muito dificil alterar o processo". Entretanto, claro, nada foi feito e processo de desactivação do unico hospital pediátrico de Lisboa e da zona sul do País continua.

Reencaminho o e-mail a Plataforma AR-Deputado João Semedo

"Meus caros:

A audição da Ministra Ana Jorge sobre o futuro do Hospital Dona Estefânia será na próxima terça feira, dia 25 de Janeiro, às 15h.

As reuniões das Comissões Parlamentares são abertas ao público, excepto decisão em contrário.

Um abraço,

João Semedo"



Se puder, compareça na AR para ouvir o que a MS tem para dizer-nos. Encontramo-nos na porta lateral as 14:50 Horas