terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Parceria Privada do Hospital de Todos os Santos, analisada por Guilherme d' Oliveira Martins.

Esperemos que não só os vultuosos valores em causa mas igualmente a condução de todo o processo que decorreu nos nos gabinetes dos interessados e de que os profissionais e publico forma afastados seja minuciosamente analisado e que o interesse da criança salvaguardado...


DIÁRIO ECONÓMICO - Nuno Miguel Silva
22/02/11


Obras públicas
Decisões sobre TGV e hospitais podem ser antecipadas
Nuno Miguel Silva
22/02/11 00:05


Futuro do TGV pode ser decidido mais cedo pelo grupo de reavaliação das PPP liderado por Guilherme d’Oliveira Martins.



Grupo de trabalho das PPP pode avaliar estes contratos mais cedo e separá-los dos outros.

Os contratos de TGV na linha Lisboa-Madrid e das unidades hospitalares de Todos-os-Santos e do Algarve são considerados ‘prioridades' de análise por parte do Grupo de Trabalho para Reavaliação das PPP - Parcerias Público-Privadas e Concessões, liderado por Guilherme d'Oliveira Martins.

O Diário Económico apurou que esta definição de ‘prioridades' decorre do próprio acordo político estabelecido entre o Primeiro-ministro, José Sócrates, e o líder do PSD, Pedro Passos Coelho, quando foi escolhido o nome de Guilherme d'Oliveira Martins para presidir a esta entidade.

O Diário Económico sabe também que é uma prerrogativa de Guilherme d'Oliveira Martins e dos seus pares na referida unidade de reavaliação das PPP decidir se essas prioridades serão destacadas das conclusões gerais do trabalho e apresentadas antecipadamente ou se serão incluídas no relatório final, que deverá ser entregue ao Governo até ao final do primeiro semestre deste ano.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Um trabalho de pesquisa impar sobre a História da Assistência Hospitar Pediatrica em Portugal.



Este artigo esta em PDF na Internet. Trata-se da história da nossa evolução na assistência hospitalar pediatrica e é plena de significado actual quando estamos em risco de recuar dois séculos.
Será interessante notar que o autor é historiador francês, mas com sobrenome lusitano..com apoio da Gulbenkian....Talves um dia volte para o Porto ou Coimbra para se juntar as nossas crianças num novo Mindelo..para reconquistar um novo Hospital Pediatrico para Lisboa.

............................................................................................................
Bienfaisance royale et crise hospitalière : « l’impossible » création d’un hôpital pour enfants à Lisbonne (1858-1878)
par Françoise SALAÜN RAMALHO*

Quand en 1860 le roi du Portugal Pedro V (1853-1861) promulgue l’acte de fondation d’un hôpital pour enfants pauvres à Lisbonne, il se conforme aux souhaits de sa jeune épouse récemment décédée, la reine Estefânia (1). Mais
l’hôpital qui ouvre en juillet 1878, près de vingt ans après la décision royale, ne réserve finalement à l’enfance qu’un service spécial d’une quarantaine de lits. Pourquoi l’ambitieux programme de doter la capitale portugaise d’un hôpital pédiatrique a-t-il échoué ? Plusieurs pistes s’offrent en réponse à la question. Certes, l’idée de réserver à l’enfance malade un établissement spécial est nouvelle au Portugal, mais elle a déjà acquis la force d’une conviction dans la plupart des pays voisins. Dans une Europe qui, depuis la fin du XVIIIe siècle, multiplie les mesures pour préserver la vie et la santé de ses enfants, plusieurs villes offrent déjà aux jeunes patients des conditions d’hospitalisation capables de prendre en compte la spécificité de leurs besoins sanitaires, moraux et éducatifs. Au Portugal, les gouvernements libéraux du XIXe siècle, animés par des idéaux humanitaires de réforme sociale, inscrivent l’assistance au rang de leurs missions (2),
* Historienne, membre du CRESC, UFR LSHS, Université de Paris XIII-Villetaneuse. Cet article est le fruit d’une recherche menée aux Archives nationales et à la Bibliothèque nationale de Lisbonne, grâce à une bourse attribuée par le Centre culturel Calouste Gulbenkian de Paris pour l’année 2004.
(16

Faça o download , através do titulo na Internet para ter acesso ao artigo na sua totalidade

PPM

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Vá para fora cá dentro.....Em tempo de crise em que o Hospital Pediatrico de Lisboa esvai-se para os bolsos da parcerias privadas ..existe...


..... Existe um outro País, que sabe aquilo que quer !


Obrigado e Parabéns Coimbra!!




ccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccccc
Novo Pediátrico de Coimbra …..

Foto Gonçalo Manuel Martins
Um bloco operatório com seis salas, considerado o melhor a nível nacional, 163 camas e uma moderna unidade de cuidados intensivos integram o novo Hospital Pediátrico de Coimbra (HPC), que começa a funcionar em pleno segunda-feira.
As seis salas do bloco operatório reúnem, “a nível nacional as melhores condições” para a realização de cirurgias e, “em qualidade do ar e ruído” ele é considerado “um dos melhores da Europa, refere a Administração Regional de Saúde do Centro (ARSC, IP). O bloco está também dotado de uma sala de indução que permite ministrar a anestesia a duas crianças em simultâneo.
Outra “joia da coroa” do novo Hospital Pediátrico, que faz parte do Centro Hospitalar de Coimbra, EPE, é a sua unidade de cuidados intensivos, que está preparada para receber 20 doentes em caso de catástrofe e possui um quarto que permite realizar cirurgias sem que seja necessário a criança sair para o bloco operatório.
Além de estarem apetrechados com unidades neo-natais, os cuidados intensivos permitem a oxigenação por membrana extra-corporal, em que uma máquina desempenha as funções cardio-respiratórias.
Obra há muito reclamada, a infraestrutura construída de raiz junto dos Hospitais da Universidade de Coimbra está inserida num terreno com uma área de 73.500 metros quadrados e possui uma área bruta de construção de cerca de 90.000 metros quadrados.
Tem 163 camas, 107 enfermarias, 18 salas de diagnóstico e terapêutica, 145 gabinetes médicos e 43 gabinetes de enfermagem.
Dividido em quatro grandes áreas, o HPC dispõe de 600 lugares de estacionamento distribuídos por cinco pisos de estacionamento semi-enterrado e ao longo de arruamentos interiores, segundo a mesma nota da ARSC.
O novo HPC representa “uma melhoria extraordinária” das condições de atendimento às crianças e jovens, que constituem a sua população alvo, “potenciando a humanização dos serviços”.
Além de aumentar a capacidade de atendimento, tratamento e vigilância às crianças e jovens, “abre novos horizontes ao desenvolvimento de novas técnicas e à investigação”.
“Para toda a região Centro será a unidade central de prestação de cuidados especializados que não estão disponíveis nas unidades hospitalares menos diferenciadas, quer na prestação de cuidados (por exemplo, desde o suporte de vida aos recém-nascidos de alto risco até à transplantação), passando pelo apoio à distância a unidades pediátricas menos diferenciadas ou centros de saúde”, adianta a ARSC.
Dados da ARSC indicam que a empreitada de construção foi adjudicada por 45 milhões de euros, mas o projeto, na sua globalidade, situava-se, no verão passado, nos 92 ME.



ENQUANTO EM LISBOA DEDICAM-SE DILIGENTEMENTE A DESTRUIR UM DOS HOSPITAIS PEDIATRICOS MAIS ANTIGOS DO MUNDO EXISTE FELIZMENTE UM OUTRO PAIS AINDA NÃO SUBMISSO AOS INTERESSES DAS PARECERIAS PRIVADAS !
...CASO SE SINTA DEPRIMIDO COM A OBSTINADA, IRRACIONAL E SURDA DESTRUIÇÃO DO HOSPITAL PEDIÁTRICO DE LISBOA....NÃO PRECISA VIAJAR PARA OUTRO PAIS... VÁ LÁ FORA CÁ DENTRO...VÁ A COIMBRA..E CONHEÇA O NOVO HOSPITAL PEDIÁTRICO QUE SERVIRÁ A REGIÃO CENTRO... SIMILAR EM TUDO AOS MELHORES DO MUNDO!


Reportagem da Jornalista Manu....subscrita por.....( anonimo )

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Circuitos Pediatricos / Circuitos de Adultos/ Terá sido uma " Acreditação apenas para Inglês ver !!? "Esperemos que não!




" Uma RNM de campo aberto um Hospital Pediatrico de uma cidade civilizada "


HOSPITAL PEDIÁTRICO - POLO PEDIÁTRICO " CORRERÁ O RISCO DE SE TRANSFORMAR EM BREVE UMA FRASE OCA E PUBLICITARIA AS OPÇÕES DEIXARAM DE TER POR PRIMEIRO MÓBIL O INTERESSE DA CRIANÇA MAS APENAS A RENTABILIDADE DOS EQUIPAMENTOS E AS NECESSIDADES DOS SERVIÇOS DE ADULTOS.
AS CRIANÇAS E ADULTOS PARTILHARÃO EVENTUALMENTE EM BREVE CIRCUITOS E SALA DE ESPERA COMUNS....


NÃO ESQUEÇAMOS QUE O ESPAÇO FÍSICO DO HOSPITAL D. ESTEFÂNIA PERTENCENTE AO DOTE DA RAINHA D. ESTEFÃNIA FOI GENEROSAMENTE DOADO E DESTINADO A CRIANÇA
A SUA APROPRIAÇÃO E DESVIRTUAMENTO PARA OUTROS FINS SE CONCRETIZADOS SERÃO ETICAMENTE CRITICAVEIS, POIS DES RESPEITAM UMA VONTADE NOBRE QUE SE DESPOJOU DE BENS PROPRIOS EM BENEFICIO DAS NOSSAS CRIANÇAS.

ALÍNEA 52.24 DO PROCESSO DE ACREDITAÇÃO A QUE SE SUBMETEU O HOSPITAL PEDIATRICO E QUE PERMITIU A ACREDITAÇÃO AFIRMA SEM MARGEM PARA DUVIDAS: OS CUIDADOS PEDIATRICOS SÃO PRESTADOS NUM AMBIENTE ORIENTADO PARA AS CRIANÇAS E SEPARADOS DOS ADULTOS.



O ESTABELECIMENTO DO MESMO CIRCUITO DE ENTRADA , A MESMA SALA ESPERA E PRIORIDADE NO ATENDIMENTO INDISTINTA ENTRE CRIANÇAS E ADULTOS QUANDO DA INSTALAÇÃO DOS NOVOS EQUIPAMENTOS DE IMAGEM  apesar do inegavel beneficio destes ultimos), ACASO NÃO ESTARÁ EM CONTRADIÇÃO COM OS CRITÉRIOS DE QUALIDADE ASSUMIDOS QUANDO DA RECENTE ACREDITAÇÃO ?

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Porque os Portugueses emigram.......


++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++
Ontem ao chegar a casa , minha filha disse-me: "Pai assisti agora num programa da RTP1" Portugueses no Mundo" um documentário sobre um cientista que faz investigação no Hospital Pediatrico de Toronto.....Que lindo Hospital! Havias de ver a sua arquitectura! O médico chama-se Pedro Castelo Branco.... emigrou... faz investigação de ponta....Vai ver na Net.....que vale a pena....
Calei-me envergonhado.... confesso uma tristeza e revolta toldou-me o olhar....
Sim, senti-me envergonhado de termos nos Ministerios e cargos de chefia e de decisão altos responsaveis que repetem e se curvam perante o que interessa as parcerias privadas e afirmam seguros de si proprios e com jactancia que os Hospitais Pediatricos estão ultrapassados....
Outras gentes outras mentalidades...... mas ainda que bem que não estamos completamente divorciados do mundo civlizado,...em Coimbra e no Porto obstinadamente resistiram e venceram .....E assim o Dr. Pedro Castelo Branco terá ainda locais, outros que Lisboa, onde trabalhar em Hospitais Pediatricos....
++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++
Hospital Sick children Toronto


O artigo transcrito na integra :

O português Pedro Castelo-Branco faz parte da equipa de investigação


Um novo tratamento para tumores cerebrais em crianças, baseado numa descoberta de uma equipa integrada pelo investigador português Pedro Castelo-Branco, avançará já este ano para a fase de ensaios clínicos, anunciou o cientista à Lusa.

"Durante o corrente ano deverão iniciar-se os ensaios clínicos que irão envolver pacientes a serem tratados com esta terapia", disse o investigador do Hospital "Sick Kids", em Toronto, Canadá.

O novo tratamento baseia-se numa descoberta da equipa do Centro de Pesquisa de Tumores Cerebrais Arthur e Sonia Labatt, daquele hospital da Universidade de Toronto, a que Pedro Castelo-Branco pertence, visando tumores cancerígenos pediátricos, mas tem igualmente um potencial de aplicação na terapia de tumores neuronais em adultos.

A investigação, que mereceu capa na revista 'Clinical Cancer Research' da Associação Americana de Investigação do Cancro em Janeiro, tem "o maior impacto na área da Oncologia Pediátrica, uma vez que esta terapia é específica na erradicação de células tumorais sem afectar o desenvolvimento normal infantil", elucidou Pedro Castelo-Branco à Lusa.

Conforme explicou, "os tumores pediátricos neuronais - tumores cerebrais e neuroblastomas - são a maior causa de morbidade e mortalidade em cancro infantil. Isto deve-se à capacidade dos tumores de reincidirem após o tratamento com radioterapias, quimioterapias e cirurgia".

Os estudos da equipa do investigador português demonstram que "as células estaminais normais, responsáveis pelo normal desenvolvimento infantil, não necessitam da enzima telomerase para a sua sobrevivência", substância esta que se encontra em células iniciadoras de tumores.

É assim que a descoberta abre portas ao uso de inibidores de telomerase, que "inibirão as células cancerígenas sem afectar as células estaminais normais", explicitou.

"No nosso estudo foram usados inibidores de telomerase de uma companhia Norte Americana, sediada na Califórnia", apontou, acrescentando não estar em posição de anunciar os consórcios médicos que serão responsáveis pelos ensaios clínicos, prevendo, porém, que se iniciem em doentes já este ano.

Pedro Castelo-Branco está há dois anos e meio em Toronto, no Hospital "Sick Kids", no centro de investigação de novos tratamentos para o combate ao cancro infantil, a fazer pesquisa e a ampliar a experiência que adquiriu nos EUA na área dos tumores cerebrais em adultos.

Nascido em Lisboa, Castelo-Branco licenciou-se em Biologia na Universidade de Aveiro, obteve um doutoramento em Biologia Molecular na Universidade de Oxford, em Inglaterra, e nos últimos anos foi investigador e docente da Universidade de Harvard, nos EUA, onde iniciou a carreira de investigação em tumores cerebrais.


O investigador expressou o desejo de regressar a Portugal no prazo de dois anos, tencionando iniciar uma "carreira académica e de investigação com reconhecimento dentro e fora do país".

"Em Portugal, existem locais onde se pode fazer boa ciência e uma vontade política de que tal aconteça", considerou.

Advertiu, no entanto, que "a área das células iniciadoras de tumores, e em particular as do foro neurológico, por ser bastante recente, não está ainda bem representada".

"Com a minha ida para Portugal, espero contribuir de forma relevante para o desenvolvimento de novas terapias que participem activamente no combate às doenças desta natureza", concluiu.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Reunião da Sra. Ministra com a Comissão de Saúde da Assembleia da Republica. .. um Plano Funcional e um Contracto omissos aos Srs. Deputados!?


INFORMAÇÃO E UMA INTERPRETAÇÃO SOBRE A INTERPELAÇÃO PELA COMISSÃO DE SAÚDE DA ASSEMBLEIA DA REPUBLICA A SRA. MINISTRA ANA JORGE .


ANTES DO MAIS AGRADECEMOS OS DEPUTADOS DE TODOS OS PARTIDOS COM ASSENTO NA ASSEMBLEIA DA REPUBLICA QUE APROVARAM A INTERPELAÇÃO A SRA. MINISTRA ANA JORGE, PELA COMISSÃO DE SAÚDE DAQUELA ASSEMBLEIA POR INICIATIVA DO ILMO DEPUTADO JOÃO SEMEDO .
ESTA CONJUNÇÃO DE ESFORÇOS É PLENA DE JUSTIFICAÇÃO POIS NÃO SE TRATA DE UMA QUESTÃO PARTIDÁRIA OU MERAMENTE POLITICA MAS DE INTERESSE TRANSVERSAL E CIVILIZACIONAL .....AS CRIANÇAS SÃO O FUTURO SEJA QUAL A CLASSE SOCIAL CREDO RELIGIOSO OU IDEOLOGIA OU FILIAÇÃO PARTIDARIA QUE NOS SEPARE.

A SECÇÃO PARLAMENTAR PROPRIAMENTE DITA:

ALGUMAS DA QUESTÕES LEVANTADAS PELOS DIVERSOS GRUPOS PARLAMENTARES E AS RESPOSTA DA SRA. MINISTRA. .

INICIOU-SE A SESSÃO COM AS PERGUNTAS DP DEPUTADO JOÃO SEMEDO, SEGUIDO-SE AS DOS SRS. DEPUTADOS: CLARA CAIMÃO, BERNARDINO SOARES, HELENA ALMEIDA SANTOS, TERESA CAIEIRO, CLARA CORREIA, JOSÉ PAULINO
PERGUNTAS:
- INFORMAÇÃO URGENTE SOBRE O QUE ESTA PRESSUPOSTO PELO MINISTERIO SOBRE O FUTURO DO HDE E FUTURO HOSPITAL DE MARVILA.( ve nota 1)
-QUAL O PLANO FUNCIONAL EXISTENTE, QUEM É O SEU RESPONSÁVEL, NUMERO DE CAMAS PEDIATRICAS, QU ÁREAS COMUNS , CIRCUITOS , ESPAÇOS PEDIÁTRICOS, ETC.
-SABENDO-SE QUE O NOVO HOSPITAL DE CASCAIS JÁ NASCEU DESADEQUADO E INSUFICIENTE A POPULAÇÃO QUE DARÁ RESPOSTA, QUAIS OS ESTUDOS QUE EXISTEM PARA O FUTURO HOSPITAL ORIENTAL-MARVILA , RELATIVOS A O NUMERO DE DOENTES MAS IGUALMENTE AS ESPECIALIDADES QUE DARÁ RESPOSTA COMO HOSPITAL TERCIÁRIO RELATIVAMENTE A ÁREA DE INFLUENCIA.
-SE TODAS AS ESPECIALIDADES AGORA EXISTENTES NO HDE ESTARÃO PRESENTES NO FUTURO HOSPITAL DE LISBOA ORIENTAL
-SE JÁ FOI SOLICITADO PELO MINISTÉRIO A CÂMARA MUNICIPAL DE LISBOA TERRENO EM CHELAS PARA CONSTRUIR UM NOVO HOSPITAL PEDIÁTRICO.
-QUE MEDIDAS CONCRETAS TOMOU O MINISTERIO PARA ACAUTELAR QUE O ACTUAL ESPAÇO DO HDE SEJA PRESERVADO DA ESPECULAÇÃO IMOBILIÁRIA E CONTINUE DE PERTENÇA DA CRIANÇA


RESPOSTAS DA SRA. MINISTRA

-A DRA. ANA JORGE PRINCIPIA POR RESPONDER A QUESTÕES DOS SRS. DEPUTADOS /strong>COM UMA LONGA EXPOSIÇÃO CURRICULAR EM QUE DISSERTA SOBRE FACTOS QUE DEMONSTRAM QUE TEM PELA CRIANÇA E PEDIATRIA PARTICULAR DEDICAÇÃO. JULGAMOS DESNECESSARIA AQUELA INTRODUÇÃO POIS A SUA DEDICAÇÃO NUNCA POSTA EM CAUSA, PELO QUE NÃO COMPREENDEMOS ESTA NECESSIDADE AUTO AFIRMATIVA .
NÃO NOS ESQUEÇAMOS CONTUDO QUE APESAR DE PEDIATRA TAL NÃO LHE CONFERE CREDIBILIDADE MAIOR QUE AS CENTENAS DE PEDIATRAS PORTUGUESES E DE TODO O MUNDO CIVILIZADO QUE DIVERGEM DA SUA OPINIÃO E DEFENDEM HOSPITAIS PEDIATRICOS AUTONOMOS.
NÃO CONSIDERAMOS QUE AS MAIORIAS TENHAM NECESSARIAMENTE RAZÃO MAS SERIA ENRIQUECEDOR PARA O DEBATE QUE A SRA. MINISTRA NOS INFORMASSE OS ESTUDOS EM QUE FUNDAMENTA AS SUAS OPÇÕES.



-FICAMOS A SABER QUE NÃO É ADEPTA DO HOSPITAIS PEDIÁTRICOS AUTÓNOMOS POIS DEU EM ENTRELINHAS A ENTENDER QUE O HOSPITAL PEDIÁTRICO DE COIMBRA EXISTIRÁ APENAS POR UMA QUESTÃO DE VOLUNTARISMO OBSTINADO DA POPULAÇÃO E PROFISSIONAIS DAQUELA CIDADE (ASSIM LHE INDAGARÍAMOS, FELICITANDO-VEZ PELA FRANQUEZA, SE ENTÃO O APROVARAM-NO E INAUGURARAM TERÁ SIDO PARA NÃO CONTRARIAR A OPINIÃO DE TODA UMA POPULAÇÃO E PARTIDOS , INCLUINDO O SEU QUE QUE COMO NA CAMÃRA DE LISBOA TAMBEM DEFENDERAM UNANIMENTE O HOSPITAL PEDIATRICO?
E MAIS DA NOSSA PARTE FELICITAMOS COIMBRA E CONSIDERAMOS QUE SE TODOS OS PORTUGUESES FOSSEM DA SUA FIBRA O PAIS ESTARIA PROVAVELMENTE EM MELHOR SAÚDE .....

-EM RELAÇÃO A CIDADE DO PORTO , QUE PARA ALEM DO JOÃOZITO, EM SUBSTITUIÇÃO DO MARIA PIA GANHARÁ UM NOVO HOSPITAL MATERNO INFANTIL , O STO ANTÓNIO- MATERNIDADE JULIO DINIS .
A SUA ARGUMENTAÇÃO NO QUE DIZ RESPEITO AO PORTO FOI MAIS CONFUSA, POIS CONFIRMA QUE O MINISTÉRIO APOIA A CONSTRUÇÃO DO NOVO EQUIPAMENTO POIS ESTE SERÁ MATERNO INFANTIL E LIGADO A UM CENTRO HOSPITALAR....OU SEJA ESTA DE ACORDO PELAS MESMAS RAZÕES DO QUE NÓS, POIS PRECONIZAMOS QUE O NOVO HOSPITAL PEDIÁTRICO AUTÓNOMO MAS INTEGRANDO O CENTRO HOSPITALAR O QUE NÃO ACONTECERÁ EM CHELAS-MARVILA-HTS...ETC...

.EM FIM A POLITICA DO MINISTÉRIO RELATIVAMENTE AOS HOSPITAIS PEDIÁTRICOS SERÁ INCOERENTE E CONFUSA.
NO CASO DO PORTO E COIMBRA NÃO CONSEGUIU CONTRARIAR OS ANSEIO DA POPULAÇÃO E DOS SEUS REPRESENTANTES EM LISBOA ESTA INFLUENCIADA PELOS INTERESSES DAS PARCERIAS PRIVADAS LIGADAS A SAUDE......

-A SRA. MINISTRA ESCLARECEU AINDA AOS SENHORES DEPUTADOS QUE O PROJECTO DO FUTURO HOSPITAL DE CHELAS -ORIENTAL-MARVILA ,MALOGRADO TODOS O SANTOS ETC..... ESTARIA AINDA A EM ABERTO E QUE ESTA EMPENHADA EM TODAS AS ÁREAS EM QUE TAL SE JUSTIFICAR (EXCEPTO NO QUE DIZ RESPEITO A UMA "MÍTICA" PLATAFORMA TECNOLÓGICA) E A QUE A ESPECIFICIDADE PEDIÁTRICA SERÁ RESPEITADA E DOTADA DE ESPAÇOS PRÓPRIOS E ESTANQUES....

-EM RELAÇÃO AS ESPECIALIDADES PEDIATRICAS INFORMOU QUE TODAS ESTARIAM CONTEMPLADAS, MAS AGUARDAMOS QUE ESCLAREÇA COMO UM HOSPITAL COM 800 CAMAS IRÁ SUBSTITUIR AS MAIS DE 2000 DOS ACTUAIS QUE INTEGRAM O ACTUAL CHLC.

- ACREDITARÍAMOS MAS....COMO A SRA. MINISTRA IGNOROU OSTENSIVAMENTE OS PEDIDOS DAS BANCADAS DO PSD E CDS QUE EM DIVULGAR E TORNAR PUBLICO O PLANO FUNCIONAL, SERÁ LICITO DUVIDARMOS E QUERERMOS COMO OS DEPUTADOS "VER PARA CRER".

-AFIRMOU AINDA QUE O ESPAÇO PEDIÁTRICO NO FUTURO HOSPITAL TERÁ O NOME DE D. ESTEFÂNIA. PARA NÓS MAIS IMPORTANTE QUE OS NOMES É REALMENTE A QUALIDADE E AUTONOMIA DA PEDIATRIA. ALERTAMOS AINDA QUE TAL PODERÁ REPRESENTAR A INTENÇÃO DE ALIENAR UM ESPAÇO ESPECIFICAMENTE DOADO A CRIANÇA A ESPECULAÇÃO IMOBILIÁRIA E DEIXAR PARA AS CRIANÇAS UM NOME SEM SUBSTANCIA NUM ESPAÇO INDEFERENCIADO DO NOVO HOSPITAL.

- NÃO SERIA LICITO DUVIDAR DAS BOAS INTENÇÕES DA SRA. MINISTRA, MAS APENAS DOS FACTOS...AINDA MAIS QUE A SRA. MINISTRA INFORMOU AOS SENHORES DEPUTADOS QUE TUDO ESTARIA AINDA EM ABERTO......QUANDO TEMOS VÁRIAS INFORMAÇÕES APESAR NÃO OFICIAIS QUE DIZEM EXACTAMENTE O CONTRARIO DO POR ELA AFIRMADO E QUE O CONTRACTO COM A PARECERIA PRIVADO JÁ ESTARIA ASSINADO E QUE OS PROFISSIONAIS QUE TIVERAM ACESSO AO PROJECTO AFIRMAM QUE CONTEM ERROS DE CONCEPÇÃO E NÃO CONTEMPLA A AUTONOMIA PEDIATRICA ....SRA. MINISTRA EM RESPEITO A SUA CREDIBILIDADE PERANTE A COMISSÃO DE SAÚDE DA ASSEMBLEIA DA REPUBLICA E SENHORES DEPUTADOS QUE NOS REPRESENTAM , DEVERIA DIVULGAR , CASO VERDADE , COM A MÁXIMA URGÊNCIA O PLANO FUNCIONAL E O CONTRACTO QUE O MINISTÉRIO TERIA ASSINADO COM A PARCERIA PRIVADA E SÓ ASSIM AS DUVIDAS SE DISSIPARIAM..

AGRADECEMOS ASSIM QUE NÃO ESCONDAM MAIS O PLANO FUNCIONAL POIS TAL TORNA MOTIVO LICITO DE SUSPEITAS LEVANTADAS PELOS PROFISSIONAIS E OS SENHORES DEPUTADOS.

INDAGAMOS AINDA SE O CONTRACTO ESTIVER REALMENTE ASSINADO, SE NÃO ESTARÁ OBRIGADA A UM ESCLARECIMENTO URGENTE AOS S SENHORES DEPUTADOS DAS RAZÕES DE TÊ-LO OMITIDO NAQUELA SESSÃO PUBLICA.
INDAGAMOS FINALMENTE AO MINISTÉRIO DA FINANÇAS E AO TRIBUNAL DE CONTAS SE ESTE CONTRATO NÃO SERÁ ILEGAL POIS NO ACORDO COM O PSD, PARA O ORÇAMENTO DO ESTADO TODAS AS PARCERIAS DEVERIAM SER RENEGOCIADAS... . E O PSD TEM DESDE SEMPRE APOIADO ESTA CAUSA PELO QUE NÃO ACREDITAMOS QUE O TENHA PERMITIDO.

FINALMENTE, AGRADECEMOS E AGUARDAMOS QUE COM TODA A URGÊNCIA QUE A MOÇÃO PROPOSTA PELO PCP E DE OS OUTROS GRUPOS PARLAMENTARES A APRESENTAR NA ASSEMBLEIA DA REPUBLICA EM FAVOR DO HOSPITAL PEDIÁTRICO DE LISBOA SEJA DISCUTIDA E EVENTUALMENE APROVADA.

:ESTA INTERPELAÇÃO PODERÁ SER VISTA NA INTEGRA NO CANAL DA ASSEMBLEIA D A REPUBLICA

NOTA 1 : Desde da impugnação do nome de Hospital de Todos os Santos , tem-se chamado o novo Hospital indistintamente de "Chelas, Marvila, Todos os -Santos etc"....Dissemos malogrado Hospital de Todos os Santos, pois deram-lhe este nome em memoria do antigo mega Hospital de Todos os Santos que foi destruido pelo grande terremoto de 1755.

Reportagem da Jornalista Manu. Subscreve Pedro Mendes . Mais declaram que cientes dos possiveis erros de uma interpretação subjectiva dos factos acima expostos , publicarão quaisquer outras que nos enviem. Caso não o façam, admitiremos que a opinião acima expressa será a mais consensual entre os eventuais leitores deste Blog.



___________________________________________________

sábado, 22 de janeiro de 2011

SRA. MINISTRA, ANA JORGE, na 3ª FEIRA DE 25/ 01/ 2011, OUTRA VEZ NA ASSEMBLEIA DA REPUBLICA PARA ESCLARECER OS DEPUTADOS.

Caros Amigos da Plataforma Cívica e cidadãos atentos aos interesses da criança
O esforço de todos nós valeu a pena. Por unanimidade dos partidos da Comissão Parlamentar, a Ministra da Saúde terá de ir mais uma vez ao Parlamento para tentar justificar o que se passa com o encerramento do HDEstefânia e a mistura de crianças e adultos no futuro hospital geral de Todos-os Santos. O contrário passa-se no Porto (Aprovação do Centro Materno-infantil há 3 dias e em Coimbra com a inauguração do Hospital Pediátrico a breve prazo). Para este caso único em capitais de países civilizados, a ultima justificação que nos foi dada pelo Gabinete era que "a Parceria Publico-Privada já está muito adiantada e seria muito dificil alterar o processo". Entretanto, claro, nada foi feito e processo de desactivação do unico hospital pediátrico de Lisboa e da zona sul do País continua.

Reencaminho o e-mail a Plataforma AR-Deputado João Semedo

"Meus caros:

A audição da Ministra Ana Jorge sobre o futuro do Hospital Dona Estefânia será na próxima terça feira, dia 25 de Janeiro, às 15h.

As reuniões das Comissões Parlamentares são abertas ao público, excepto decisão em contrário.

Um abraço,

João Semedo"



Se puder, compareça na AR para ouvir o que a MS tem para dizer-nos. Encontramo-nos na porta lateral as 14:50 Horas

domingo, 16 de janeiro de 2011

O IPO de Lisboa (ainda há pouco tempo em risco de sucumbir face aos apetites imobiliários) como nós defende a autonomização da a sua Pediatria!



Como se compreenderá da leitura do artigo abaixo, os Gestores do Centro Hospitalar de Lisboa Central, Gestores arquitectos e parcerias privadas e outros responsáveis pela desarticulação e futura destruição do Hospital Pediatrico de Lisboa deveriam inteirar-se da razão doa Profissionais de Saúde e dos seus colegas da Administração e Gestão do IPOG de Lisboa, (e já agora dos de ...Santa Maria, Santo Antonio, São João e Coimbra) defenderem uma perpectiva oposta a sua : a necessidade da Autonomização da Pediatria nuns casos a construção de novos Hospitais Pediatricos noutros..

"A concretização do projecto responderia à ambição do IPO de conseguir uma completa autonomização da Pediatria em relação aos circuitos dos doentes adultos, o que o mero bom-senso aconselha"



Centro Oncológico da Criança e do Adolescente - reafectação das instalações da antiga Escola Superior de Enfermagem Francisco Gentil


O Instituto Português do Oncologia de Lisboa apresentou ao Ministério da Saúde a proposta de criação de um Centro Oncológico da Criança e do Adolescente. Para a instalação deste Centro foi proposta a reafectação das instalações da antiga Escola Superior de Enfermagem Francisco Gentil, que foi extinta em 2004 por força da criação da Escola Superior de Enfermagem de Lisboa. Este espaço será dedicado aos cuidados de crianças e adolescentes com cancro e centralizará, no mesmo local, as áreas de tratamento em ambulatório e em internamento.

A alteração projectada assume-se como urgente na sequência da anunciada decisão do Ministério da Saúde de manter o Instituto nos actuais terrenos, opção que obriga à adopção de medidas que assegurem que esta manutenção no mesmo local não prejudica os utentes nos seus direitos de, ao recorrerem ao IPO, contarem com instalações dignas e adequadas às suas necessidades de saúde.

Perante a contingência de ter que intervir no seu actual campus hospitalar e planear as muitas intervenções que os seus edifícios exigem, ao final de várias décadas de utilização intensiva e tantas outras indefinições acerca do seu futuro, resultou que uma das áreas de maior premência de reestruturação é, precisamente, a Pediatria, que hoje vê as suas várias valências espalhadas pelos pavilhões existentes no perímetro hospitalar. Os prejuízos desta realidade são óbvios; para os doentes, que se vêem obrigados a deslocações adicionais e para a eficiência do Instituto, dado o acréscimo na dificuldade de gestão dos recursos existentes que se desdobram por todos estes espaços.

A proposta agora em causa vem no seguimento da avaliação das necessidades do Instituto na área pediátrica, que concluiu pela impossibilidade de, nas actuais instalações e dadas as suas limitações físicas, fazer evoluir a prestação de cuidados aos doentes em idade pediátrica para o patamar de qualidade que as mais recentes normas nacionais e internacionais estabelecem e que os doentes merecem.

A concretização do projecto responderia à ambição do IPO de conseguir uma completa autonomização da Pediatria em relação aos circuitos dos doentes adultos, o que o mero bom-senso aconselha, e que as características da doença exigem. A utilização do edifício ocupado pela antiga Escola de Enfermagem, nos termos projectados, permitiria garantir a privacidade destes utentes e melhoria das condições para que os pais os possam acompanhar em todas as fases da doença, quer às crianças quer aos adolescentes. Aliás, as particularidades da adolescência exigem que se dedique aos doentes oncológicos nesta faixa etária uma especial atenção, mas a verdade é que as actuais limitações das infra -estruturas do Instituto impedem que os mesmos sejam acompanhados pelo Serviço de Pediatria, que actualmente apenas abrange crianças até aos 15 anos. Só o funcionamento do Centro Oncológico da Criança e do Adolescente possibilitaria o englobar de doentes até aos 18 anos, colocar à sua disposição os recursos especiais da Pediatria e mesmo adaptar alguns processos de acompanhamento a este grupo, que não se enquadra nem nos protocolos definidos para as crianças, nem, certamente, na realidade dos adultos. De sublinhar que resultados de recentes estudos apontam, mesmo, para melhores resultados do tratamento de adolescentes e adultos jovens em Unidades Pediátricas, com ganhos significativos em sobrevivência.


Video Serviço de Pediatria

Com o novo Centro seria possível aumentar o número de camas e de atendimentos em regime ambulatório, mas, para além do avanço quantitativo esperado, e fazer investimentos adequados à evolução da complexidade dos tratamentos e da inovação nas técnicas utilizadas. Mais, considerando que os tratamentos na área da oncologia se assumem como cada vez mais agressivos, a exigência de medidas de segurança é, também, cada vez maior e as condições logísticas assumem especial relevância na ponderação desta questão.

Acresce que, na tradição de mais de 80 anos do Instituto, a humanização dos cuidados é essencial, pelo que a existência de um edifício com capacidade para oferecer conforto adequado a doentes em idade pediátrica e respectivos acompanhantes, com uma permanência prevista de 24 horas por dia, possibilitará que sejam pensadas de raiz e sem contingências ditadas pela exiguidade de espaço - em completa oposição ao que hoje acontece em que as fortes limitações levam a que as opções de melhorar as condições de conforto concorram com as necessidades relacionadas com a actividade clínica.

Todas estas razões levam a que não exista outra possibilidade para efectivar o projecto de modernização do Instituto que não a requalificação do edifício utilizado pela antiga Escola de Enfermagem para a instalação do Centro Oncológico da Criança e do Adolescente.

De referir que o IPO de Lisboa pretende que a transformação a operar no edifício seja exclusivamente interna, sendo a integridade da fachada exterior mantida, em respeito pela história da edificação que terá, indubitavelmente, na nova utilização uma nova e nobre continuação. Reconhecemos o papel histórico desempenhado pela antiga Escola Técnica de Enfermagem, posteriormente renomeada como Escola Superior de Enfermagem Francisco Gentil, mas novos desafios se colocam a este espaço.

Este é pois, não só um projecto ambicioso para servir as crianças e adolescentes com cancro, mas um projecto essencial para a reabilitação global da Instituição, já que funcionará como etapa de arranque de todas as restantes fases que estão pensadas para restaurar a dignidade, em termos de infra-estruturas, a uma Unidade Hospitalar de referência e com uma inigualável experiência na luta contra o cancro.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Assiste ! Divulga! A Plataforma de Defesa do Hospital Pediatrico de Lisboa representada pelo Prof. Gentil Martins na RTP2 dia 14 de Janeiro









No Sociedade Civil de 14 de Janeiro, (sexta-feira), vamos abordar o tema
"Hospitais pediátricos: ainda se justificam?".



O Hospital da Estefânia - o maior hospital pediátrico do país - pode ser
encerrado e as suas valências transportadas para um departamento de
pediatria no futuro Hospital Geral de Todos os Santos.

O objectivo do Ministério da Saúde é passar a concentrar todos os serviços
pediátricos num só espaço. Esta unificação tem vantagens para o utente?

Estando no mesmo espaço, não há risco de duplicar serviços ou valências?

Poderá a investigação e o conhecimento beneficiar da centralização no mesmo
edifício?

Além da polémica sobre o fecho do Hosp. da Estefânea, queremos avaliar o
quadro da saúde infantil em Portugal.



Convidados

Prof. Gentil Martins, Cirurgião Pediátrico

Dulce Rocha, Presidente Executiva IAC - Instituto de Apoio à Criança

Teresa Sustelo, Pres. Cons. Admn. Centro Hospitalar Lisboa Central

Teresa Tomé, Médica Neonatologista e Dir. Serviço Neonatologia MAC


O programa Sociedade Civil é conduzido e apresentado pela jornalista
Fernanda Freitas e emite em directo. Conta com quatro convidados e
reportagens jornalísticas sobre o tema. O programa visa esclarecer e
fornecer soluções úteis e inovadoras aos cidadãos sobre temas que estejam na
ordem do dia: cidadania, educação, saúde, alimentação, justiça, sociedade,
entre outros.

Em
www.sociedade-civil.blogspot.com poderão ver os comentários ao programa.
Todos os dias é colocada online a sinopse do tema do dia para discussão. Se
quiser participar a posteriori, basta escrever o seu comentário e quando
assinar, escolher a opção other e colocar o seu nome.


O programa emitido estará disponível logo depois da emissão em
http://multimedia.rtp.pt.

Para enriquecer o conteúdo jornalístico do
"Hospitais pediátricos: ainda se justificam?"

sábado, 1 de janeiro de 2011

"Jornal de Negócios" do dia 31 de Dezembro, nuvens escuras que importa afastar no Ano Novo de 2011 !


Mortalidade infantil tem maior subida desde 1985
30 Dezembro 2010 | 00:01
António Larguesa - alarguesa@negocios.pt
Imprimir|Enviar|Reportar Erros|Partihar|Votar|Total: 2 VotosTamanho

"Portugal inverteu de forma abrupta a tendência favorável que vinha registando ao nível da mortalidade infantil, um dos indicadores em que o País vem pontuando melhor em comparação com outras nações do mundo desenvolvido.
De 2008 para 2009, a taxa que indica o número de crianças, por cada mil que nascem, que morrem antes de concluir um ano de idade, subiu três décimas para 3,6, em resultado de um acréscimo de 18 óbitos, de acordo com os dados ontem publicados pelo INE no relatório “Indicadores Sociais”.

O Director-Geral de Saúde, Francisco George, considera que a maior subida dos últimos 24 anos “é um dado que não pode ser ignorado” e que a Direcção-Geral de Saúde tem neste momento duas unidades a analisar os 363 casos de crianças com menos de um ano que morreram em 2009.


Nota: Apesar não existir qualquer relação causal , importa assinalar que a destruição do Hospital Pediatrico de Lisboa será um indicador da insensibilidade de alguns dos governantes e das "parcerias saúde " factor agravante nos tempos de crise que se avizinham.
Importa que cerremos fileiras em torno dos interesses das crianças em todos os dominios e que não se repercuta sobre elas a leviandade e ganância de alguns....

domingo, 26 de dezembro de 2010

DEPUTADOS CONTRA AUSÊNCIA DE TRANSPARÊNCIA NO PROCESSO DE SELECÇÃO DOS PROJECTOS E CONSTRUÇÃO DO HOSPITAL DE LISBOA ORIENTAL!



A Defesa do Hospital Pediátrico de Lisboa prosseguirá em 2011!
Agradecemos e contamos com o apoio de todos para que interesses pecuniários das Parcerias Publico Privadas num processo pouco transparente não venha a privar Lisboa e suas crianças do seu Hospital Pediatrico Autonomo !
_____________________________________________________________________________________________________________________________

Na ultima ronda de contactos da Plataforma Cívica, com os grupos Parlamentares das diversas Forças Políticas representadas quer na Assembléia da Republica quer Assembléia Municipal, para além do apoio inequívoco, realça-se a incompreensão dos Srs. Deputados com quem contactamos , do fato de o Plano Funcional e o Projeto Arquitetônico do futuro Hospital de Lisboa Oriental não serem públicos e pré selecionados exclusivamente pelas parcerias privadas e agora sua escolha final recair apenas sobre a Administradora do Centro Hospitalar.
Como nós, todos os Srs deputados que contactamos, consideraram que este secretismo é inaceitável, pois se trata de equipamento publico e que será pago em ultima analise com o dinheiro dos contribuintes e que diz respeito a um equipamento que pertence a Cidade de Lisboa. São unanimes em considerar a pertinencia da avaliação critica e obviamente construtiva dos profissionais envolvidos no tratamento da criança e não apenas de gestores e arquitectos.
Trata-se de um processo pouco transparente desde o seu inicio o que alem de inaceitável num regime democrático , deixa licitas duvidas sobre a natureza e interesses envolvidos á que se submetem os intervenientes como actores ativos ou passivos .
Notamos que mais uma vez que no Porto e Coimbra que mantém os seus Hospitais Pediátricos graças a determinação da Sociedade Civil em que o processo foi publico.
Em nome do direito das Nossas Crianças a um Hospital Pediátrico Autônomo e da Democracia e pelo respeito , dignidade de informação dos Órgão de Soberania e da sociedade Civil , não podemos se não concordar com os Senhores Deputados e preocupados com a alienação dos Direito das nossas crianças a valores pecuniários querermos o mais urgente possivel a divulgação dos referidos projetos , e os montantes acordados para sua execução e o direito a sua denuncia caso não de contemplem um Hospital Pediátrico Autônomo e os contribuintes estejam lesados como o Tribunal de Contas afirma em no que diz respeito as Parcerias Publico Privadas em Geral!
Não solicitamos nada de excepcional ou impossivel pois tal recentemente aconteceu na adjudicação do Porto de Lisboa a Liscount e o ilicito foi vencido pela determinação dos Srs Deputados
Agradecemos e concordamos e saibam que poderão contar conosco Senhores Deputados !

AS CRIANÇAS VENCERÃO!

BOM ANO DE 2011!

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

SIC e EXPRESSO - Campanha de Solidariedade pelo Hospital Pediatrico de Lisboa



Duplo Clique para visualizar:


As crianças agradecem! A luta pelo reconhecimento da importância de Lisboa ter um Hospital Pediatrico deu frutos. Na proposta para novo PDM para Lisboa o espaço do actual Hospital D. Estefânia permanecerá dedicado a criança e existe proposta para consagração de um espaço de terreno pertencente ao Camâra , ao lado do novo Hospital de Marvila , para contrução de um novo Hospital Pediatrico para Lisboa.
Tal só será contudo possivel se todos continuarmos a participar e apoiar a campanha!

domingo, 21 de novembro de 2010

Artigo de opinião :Informação detalhada sobre a histórias da P.P.P. para construção de Novos Hospitais




Trata-se de um a opinião colhida na Net sobre as P.P.P.. A publicamos por ser relativamente exaustiva e dizer indirectamente respeito ao Hospital Pediatrico.
Existiram outras interpretações , enviem-nos que as publicaremos.

Parcerias Público-Privadas
Breve cronologia das Parcerias Público-Privadas (PPP)


Em 2000, a ex-ministra da Saúde do segundo Governo de Guterres, Manuela Arcanjo, anuncia o lançamento, para 2001, de concursos internacionais para a construção dos hospitais de Vila Franca de Xira, Loures e Cascais, em sistema de gestão privada. O processo das PPP, arranca, contudo, em 2001, com o Ministro da Saúde Correia de Campos, ainda durante o Governo de António Guterres. A primeira vaga de unidades de saúde é anunciada em Julho, e contempla os hospitais de Cascais, Braga, Vila Franca de Xira (hospitais de substituição) e Loures e Sintra (novos hospitais). Neste mesmo ano é publicada a Resolução do Conselho de Ministros n.º 162/2001, de 27 de Setembro, que cria, «na dependência do Ministro da Saúde e a funcionar junto do Instituto de Gestão Informática e Financeira da Saúde (IGIF), uma estrutura de missão com a finalidade de executar a estratégia de promoção de formas inovadoras de gestão no âmbito do SNS (…) nomeadamente através da criação de parcerias público-públicas e público-privadas». Essa estrutura ganhou a nomenclatura de «Parcerias.Saúde».

Em 2002, Correia de Campos apresenta, a pouco mais de 15 dias das eleições legislativas, o programa do Governo sobre os modelos de parcerias público privadas que serão aplicadas aos cinco hospitais – Cascais, Loures, Braga, Sintra e Vila franca de Xira. Estes hospitais estariam, a seu ver, a funcionar em 2007. Segundo este governante, a continuidade do modelo de PPP português estaria garantida, quer estivesse o PS ou o PSD no Governo, uma vez que ambos contemplavam esta forma de gestão no seu Programa. Em Maio, o Governo de Durão Barroso, que entretanto havia tomado posse, constituído pelo Partido Social-Democrata e pelo Partido Popular, confirma a primeira vaga de unidades de saúde. Com a publicação do Decreto-Lei n.º 185/2002, de 20 de Agosto, posteriormente alterado pelo Decreto-Lei n.º 86/2003, de 26 de Abril e pelo Decreto-Lei 18/2008, de 29 de Janeiro, é definido o «regime jurídico das parcerias em saúde com gestão e financiamentos privados». Três dias após a publicação deste diploma, é emitido o Despacho n.º 19 946, de 23 de Agosto, do Ministério da Saúde, que constitui os grupos de coordenação interdepartamental para o lançamento de parcerias na área regional do Norte (GCI/PPP Norte), do Centro (GCI/PPP Centro), de Lisboa e Vale do Tejo (GCI/PPP Lisboa e Vale do Tejo), do Alentejo (GCI/PPP Alentejo) e do Algarve (GCI/PPP Algarve).
Nos dias 11 e 12 de Dezembro são formalmente apresentadas as bases do modelo de parcerias e define-se uma segunda vaga de unidades hospitalares, constituída pelos Hospitais de Évora, Vila Nova de Gaia, Póvoa de Varzim/Vila do Conde, Algarve e Guarda. Luís Filipe Pereira, então Ministro da Saúde, promete abrir todos os concursos na sua legislatura. A Estrutura de Missão Parcerias.Saúde (EMPS) previa lançar, até finais de 2006, 10 concursos (2 a 3 por ano), sendo que estipulava que, nesta data, quatro já estariam em construção – Loures, Cascais, Vila Franca e Sintra. Previa-se que o primeiro concurso fosse lançado ainda em 2002.
Em 2003 é publicado o Decreto-Lei n.º 86/2003, de 26 de Abril, mais tarde alterado pelo Decreto-Lei n.º 141/2006, de 27 de Julho, que «define normas especiais aplicáveis às parcerias público-privadas». São igualmente publicados dois Decretos Regulamentares. O Decreto Regulamentar n.º 10/2003, de 28 de Abril, aprova «as condições gerais dos procedimentos prévios à celebração dos contratos de gestão para o estabelecimento de parcerias em saúde», sendo que o seu artigo 4.º prevê que este diploma seja «revisto no prazo máximo de dois anos a contar da data da sua entrada em vigor». O Decreto Regulamentar n.º 14/2003, de 30 de Junho, estipula, por sua vez, «o caderno de encargos tipo dos contratos de gestão que envolvam as actividades de concepção, construção, financiamento, conservação e exploração de estabelecimentos hospitalares com responsabilidade pelas prestações de saúde». Em Outubro deste ano é lançado o primeiro concurso no âmbito das PPP, relativo ao Hospital de Loures. O mesmo viria a ser extinto, em 2006, por inúmeras irregularidades nos procedimentos e falta de transparência do processo.
Jorge Abreu Simões, encarregado de missão da Estrutura Parcerias.Saúde, afirma, em 2004, que a «entrada em funcionamento dos novos hospitais observar-se-á a partir do início de 2008» e que «todos os 10 novos hospitais deverão estar em fase operacional até ao fim de 2010». Segundo este responsável, «será no período de 2008-2009 que os utentes irão ter os primeiros contactos com os novos serviços hospitalares» e «será igualmente um tempo de novas oportunidades para os profissionais de saúde».
Em Setembro de 2004, é lançado o concurso do Hospital de Cascais. O Programa do XVII Governo Constitucional para a legislatura 2005-2009 prevê «rever o modelo de das parcerias público-privadas (PPP), sem prejuízo de compromisso contratual assegurando a transparência e o interesse público nos processos já em curso».

Correia de Campos anuncia, em 2005, o início dos processos para a construção de quatro hospitais – Loures, Cascais, Braga e Vila Franca de Xira, e defende que a decisão relativa à construção de dez hospitais, suportada por Luís Filipe Pereira, foi tomada «sem estudo de sustentação conhecido». O Ministro da Saúde informa ainda que «não se encontrou justificação para a não inclusão» na lista de unidades de saúde a construir em regime de PPP do Hospital de Todos os Santos em Lisboa e de um hospital na margem sul. O ano de 2005 é igualmente marcado pelo lançamento do concurso para o Hospital de Braga e para o Hospital de Vila Franca de Xira.

Entre 2005 e 2006, a Estrutura de Missão Parcerias.Saúde gasta 10,2 milhões de euros, 8,4 dos quais em estudos. Com a publicação do Despacho n.º 12 891/2006, de 31 de Maio de 2006, do Ministério da Saúde, foi definida a hierarquização de prioridades dos investimentos no sector hospitalar para o período 2006-2009. É determinado que «os investimentos nos hospitais de segunda vaga de PPP (Parceria Público Privado) serão implementados no tempo segundo a ordem proposta no estudo técnico referido [estudo técnico que envolveu a participação das entidades competentes do Ministério da Saúde e que foi sujeito a ampla discussão pública]:
1.º, Hospital de Todos os Santos;
2.º, Hospital de Faro;
3.º, Hospital do Seixal,
4.º, Hospital de Évora;
5.º Hospital de Vila Nova de Gaia;
6.º Hospital de Póvoa do Varzim/ Vila do Conde».

Em 2007 é lançado o segundo concurso para o Hospital de Loures. Durante a discussão do Orçamento de Estado para 2008, torna-se flagrante a disparidade entre os custos orçamentados nesta sede pelo Governo, no que concerne às quatro PPP, e os custos imputáveis ao Estado inicialmente previstos nos concursos. No que concerne ao concurso de Braga, a disparidade é de 499,4 milhões de euros.

A 22 de Fevereiro de 2008, é assinado o contrato de gestão do Hospital de Cascais, entre a ARSLVT, na qualidade de representante do Estado Português, e as empresas HPP – Parcerias Saúde, SA e TDHOSP – Gestão de Edifício Hospitalar, SA. O Tribunal de Contas, através do Acórdão n.º 96/08, de 15 de Julho, recusa o visto a este contrato, alegando que «foi distorcido o mecanismo de aperfeiçoamento e melhoramento das propostas por se ter verificado um conjunto de alterações a elementos essenciais no negócio jurídico, em desrespeito pelos requisitos presentes no caderno de Encargos e em manifesta violação dos princípios fundamentais que pautam a contratação pública». A 10 de Setembro é apresentada, por uma comissão nomeada para o efeito, a reformulação do contrato. O mesmo é assinado em 8 de Outubro de 2008. Ainda em 2008, a Ministra da Saúde, Ana Jorge, vem anunciar que apenas Cascais, Vila Franca de Xira, Loures e Braga terão gestão privada e que «a avaliação sobre a gestão clínica nos novos hospitais será feita caso a caso». José Sócrates vem confirmar esta decisão, declarando que «as parcerias público-privadas são úteis para a construção: a gestão hospitalar deve permanecer pública» e que a experiência «mostra que é difícil ao Estado acompanhar e assegurar o cumprimento integral dos contratos e a plena salvaguarda do interesse público em todas as situações». Sócrates justifica manter a concessão privada nos quatro concursos «para não perder mais tempo». José Sócrates anuncia ainda que a gestão do Hospital Amadora-Sintra volta para as mãos do Estado a partir de 2009. Em 2008, são lançados os concursos para o Hospital de Todos os Santos (10 Abril) e para o Hospital do Algarve (30 Abril).
Em sessão de 17 de Abril de 2008, o Plenário da 2ª Sessão do Tribunal de Contas, «considerando a importância das consequências negativas que as derrapagens ocorridas ao longo do processo adjudicatório do Programa Português de PPP da Saúde (…) têm para o erário público e para a disponibilidade aos utentes de bens de interesse público, deliberou pela constituição de uma equipa de projecto e de auditoria, interdepartamental e interdisciplinar, com o objectivo de desenvolver um análise à Gestão do Programa supra citado». Neste ano é ainda publicado o Decreto-Lei n.º 234/2008, de 2 de Dezembro, que, prevê a extinção da Estrutura de Missão Parcerias Saúde, criada pela Resolução do Conselho de Ministros n.º 162/2001, de 16 de Novembro, cujo prazo de vigência havia sido prorrogado pela Resolução do Conselho de Ministros n.º 102/2004, de 1 de Julho, e fixa, igualmente, a forma de extinção da mesma.

Já em Abril de 2009, são conhecidos os resultados do Relatório n.º 15/2009 AUDIT – Auditoria ao Programa de Parcerias Público Privadas de Saúde, da autoria do Tribunal de Contas, cujo relator é o Dr. Carlos Moreno. Neste documento, o Tribunal de Contas (TC) tece profundas críticas aos processos de constituição de PPP em curso na área da saúde. Este órgão evoca, em primeiro lugar, que, após sete anos da criação da Estrutura de Missão Parcerias.Saúde e cinco anos após o lançamento do primeiro concurso, nenhum hospital está construído. O TC lembra ainda que, dos 10 concursos inicialmente previstos, não existia nenhum projecto definitivamente contratado até à data de encerramento dos trabalhos da auditoria, em 16 de Outubro de 2008. No Relatório podemos ler que «nenhum dos objectivos de contratação inicialmente definidos foi até agora atingido» e que «nenhuma das vantagens que se poderiam obter com o lançamento em vaga foram alcançadas». Uma das justificações para a derrapagem verificada em todos os processos de PPP passa pela decisão de implementar «um modelo de parceria complexo e sem paralelo no campo internacional, no âmbito de um Ministério que não possuía qualquer experiência prévia em PPP».
O TC considera, em última análise, que o Estado foi «ineficaz» na gestão destes processos.

Até finais de 2009, estariam em funcionamento, segundo as previsões iniciais, os Hospitais de Braga, Guarda, Vila Franca de Xira, Sintra, Cascais, Loures, Algarve e Évora. No que concerne ao distrito de Lisboa, entrariam em funcionamento 4 novas unidades hospitalares, sendo duas unidades de substituição (Cascais e Vila Franca de Xira) e as restantes duas unidades representando novos hospitais (Loures e Sintra).

O fracasso do modelo de PPP na área da saúde

Quem espera, desespera. Este provérbio é bastante adequado para retratar o estado de alma das populações de Braga, Vila Franca de Xira, Loures, Cascais e Sintra, para onde está prometida a construção de hospitais, em regime de PPP, desde 2001.
A população de Braga espera há mais de 20 anos para ter um novo hospital. O Contrato de Gestão assinado com o consórcio liderado pelo Grupo de José de Mello Saúde, em Fevereiro de 2009, continua a suscitar dúvidas ao TC. As consecutivas derrapagens têm agravado as contas públicas e implicam um obstáculo à acessibilidade, por parte dos utentes, a um bem público. Prevê-se a conclusão da obra em 2011. No entanto, a população de Braga já desconfia das previsões de quem governa.
Em Vila Franca de Xira, as desconformidades físicas das instalações do Hospital Reynaldo dos Santos são amplamente reconhecidas, nomeadamente pela própria Chefe de Gabinete da Ministra da Saúde. José Sócrates anunciou a construção do novo hospital como promessa do seu partido. Contudo, em vésperas de eleições legislativas, a população continua a ser confrontada com as péssimas condições deste equipamento. A maternidade chegou a estar fechada por risco de desmoronamento. O final da obra está marcado para 2012 não havendo qualquer garantia do cumprimento desta data.
Desde 1920 que a população de Loures reivindica um hospital para esta região. O primeiro concurso foi aberto em 2003, mas logo foi extinto em 2006, pelo Ministro Correia de Campos, devido à suspeita de falta de transparência no processo de escolha dos concorrentes.

No que concerne à construção de um hospital em Sintra, contemplado na primeira vaga de unidades de saúde a construir, ainda em 2001, verificamos um mar de contradições. No 5.º relatório de Acompanhamento elaborado pela EMPS, em 31 de Dezembro de 2006, esta estrutura clarifica que o contrato de gestão do Hospital Amadora-Sintra, cujo termo estava previsto para 31 de Dezembro de 2008, não seria renovado, e que se procederia a um novo concurso para a celebração de contrato de gestão que contemplasse a construção e gestão de uma extensão em Sintra. Em Janeiro de 2007, o então Ministro da Saúde, Correia de Campos, anunciou que o novo hospital de Sintra entraria em funcionamento em 2009. Em reunião do Conselho de Ministros, de 31 de Julho de 2008, é aprovado o diploma que estipula a transformação do Hospital do Professor Doutor Fernando da Fonseca (Hospital Amadora-Sintra) criado pelo Decreto-Lei n.º 382/91, de 9 de Outubro, em Entidade Pública Empresarial (EPE). Entretanto, a actual Ministra da Saúde, Ana Jorge, veio anunciar, em Março do corrente ano, que estão agora a estudar a construção de um hospital em Sintra, reconhecendo que a unidade de Amadora-Sintra «é insuficiente para abranger a população dos dois concelhos».

O quinto hospital anunciado para a primeira vaga é aquele cujo processo se apresenta mais adiantado, mas também ele envolvido em polémica. Na sequência do Concurso Público n.º 02/2004, a HPP Saúde – Parceria Cascais SA, assumiu, desde o dia 1 de Janeiro de 2009, a gestão do Hospital de Cascais.
O contrato entre a HPP e o Estado chegou a ser alvo de chumbo por parte do Tribunal de Contas (TC). A decisão do TC baseou-se, nomeadamente, no facto de existir «uma alteração do perfil assistencial, no que toca à prestação de cuidados continuados, à assistência a doentes infectados com VIH/Sida e à eliminação da produção em hospital de dia médico em oncologia, relativamente ao previsto no caderno de encargos».
O TC considerou, inclusive, que se verificavam «condições não só menos vantajosas como também mais gravosas» para o Estado. Posteriormente, após a sua reformulação, este contrato acabou por merecer aprovação do TC, apesar de apenas abranger o acompanhamento dos doentes oncológicos actualmente seguidos em Cascais, prevendo a transferência de novos casos para Lisboa. A PPP de Cascais já levou o Estado, inclusive, a recorrer a Tribunal Arbitral devido ao custo com medicamentos oncológicos. Mais uma vez, o contrato de gestão revelou-se pouco transparente e, mais uma vez, o Estado saiu lesado.
O TC também veio contestar a não contabilização de todos os custos públicos e a não avaliação das consequências do projecto na reorganização da capacidade hospitalar. Recentemente, foram também denunciados procedimentos manifestamente nebulosos, por parte da administração do Hospital de Cascais. Os utentes atendidos nesta unidade que necessitam de exames complementares estão a ser enviados para o Hospital dos Lusíadas, também pertencente à HPP, o que constitui uma manifesta promiscuidade entre o sector público e o sector privado. O recurso ao outsourcing no Serviço de Patologia Clínica levanta novas suspeitas, nomeadamente sobre a manutenção da qualidade dos serviços prestados e sobre a situação dos profissionais deste sector, deixando também adivinhar o recurso ao outsourcing noutras áreas.

Os processos de constituição de PPP’s para os chamados hospitais de segunda vaga - Hospital de Todos os Santos, Hospital de Faro, Hospital do Seixal, Hospital de Évora, Hospital de Vila Nova de Gaia e Hospital de Póvoa do Varzim/ Vila do Conde - estão, igualmente, envoltos em polémica, devido à sua morosidade.
No Seixal, não obstante ser largamente reconhecida a insuficiência da resposta do Hospital Garcia da Orta e a necessidade da construção de um novo hospital, a hierarquização de prioridades dos investimentos no sector hospitalar para o período 2006-2009, prevista pelo Despacho n.º 12 891/2006, de 31 de Maio de 2006, do Ministério da saúde, não tem vindo a ser cumprida, em detrimento dos interesses da população desta região.
No que respeita ao Hospital de Faro, a falta de espaço nas urgências e as más condições do equipamento de saúde têm sido amplamente denunciadas, tendo, inclusive, motivado um pedido de demissão em bloco de 19 chefes de serviço. Apesar do Ministro Correia de Campos ter desdramatizado a situação, a realidade atesta a severidade da situação. O tecto falso da sala de triagem chegou mesmo a colapsar, já em 2009, ferindo três doentes.
Segundo José Sócrates, a derrapagem deste processo de PPP é facilmente justificável: «os hospitais não se compram nos supermercados, há um longo processo de planeamento antes de lançar um concurso».

A gestão privada nas unidades de saúde é extremamente lesiva para o interesse público. Assim nos prova a experiência. Tal como afirma o actual Primeiro-Ministro, José Sócrates, a salvaguarda do interesse público não está acautelada neste modelo. O Estado e os utentes, e todos os contribuintes, saíram lesados da gestão privada do Hospital Amadora-Sintra, e estão já a sofrer as consequências do contrato firmado com a HPP Saúde – Parceria Cascais SA, no caso da gestão do Hospital de Cascais.

Não obstante as evidentes fragilidades deste modelo e as consequências profundamente nefastas para todos os cidadãos, o Primeiro-Ministro anunciou que os contratos do Hospital de Cascais, Vila Franca de Xira, Loures e Braga contemplarão a gestão privada.

Ana Jorge adiantou ainda que «a avaliação sobre a gestão clínica nos novos hospitais será feita caso a caso». Sócrates foi mais longe, garantindo que, se daqui a dez anos o PS estiver no Governo, «denuncia esses contratos [contratos de gestão privada]».

O que se tem passado, ao longo dos últimos anos, é suficientemente grave para excluir a gestão privada dos contratos de PPP. Será maior o prejuízo da sua manutenção que as consequências da sua rescisão.

Assim, nos termos regimentais e constitucionais, a Assembleia da República, reunida em plenário, resolve recomendar ao Governo:
- a exclusão do regime de gestão privada do modelo de Parcerias-Público-Privadas (PPP) adoptado em Portugal, recusando novos contratos que contemplem esta forma de gestão e denunciando os contratos entretanto subscritos.
A. Rodrigues

domingo, 14 de novembro de 2010

Projectos de que pagaremos a factura, escolhidos no segredo dos gabinetes....Os gestores, construtores e parcerias é que sabem de saúde das crianças!

O Jornal de Negócios de 12 de Novembro de 2010 noticia que o PS e o PSD haviam anteriormente acautelado , apesar da restrições do PEC a construção do futuro Hospital de Todos os Santos. Notamos que representantes do PSD na Assembleia da Republica expressaram sempre total apoio a existência de um Hospital Pediatrico Autonomo no futuro complexo Hospitalar de Lisboa Oriental.
Esta assim agora na hora de cumprir a sua palavra pois são parte integrante do grupo de decisório.

Para ampliar fazer duplo clique sobre a imagem


domingo, 7 de novembro de 2010

Apenas os Hospitais Pediatricos dedicados reunem as condições optimas para desenvolver pesquisa avançada em pediatrica.



È uma regra que os grandes avanços no tratamento em Pediatria estão indisoluvelmente ligados a médicos e equipas que trabalham em Hospitais Pediatricos.
Em anterior artigo , discorremos sobre do papel de relevo mundial Hospital Pediatrico de Paris " Necker ", o mais antigo do mundo , na investigação cientifica de ponta em pediatria.
Não resistimos agora divulgar o referente ao Hospital Pediatrico de St. Mary onde trabalha o Dr. Dror Paley cuja equipa hoje e a precussora na definição de regras no tratamento da patologia ortopedica dos membros inferiores. Indagamos ainda : se não fosse assim o porque o Hospital D. Estefânia teve a honra de acolher, proveniente de um Hospital Central uma das melhores equipas ortopedicas do País ?
Só um Hospital Pediatrico Autonomo (com uma relação de proximidade com um de adultos )alia a presença das duas componentes essenciais para a criação de conhecimento em pediatria : concentração de massa critica e dedicação exclusiva a criança , qualidades que reune a equipa do Dr. Paley

Os factos desmentem aqueles que dizem que haverá beneficio para a criança com a dissolução em curso do Hospital Pediatrico num informe "mega conglomerado Hospitalar em Marvila" visando o lucro das parcerias privadas.
Sublinhamos ainda que no recente processo de Creditação do Centro Hospitalar optou-se numa primeira fase Hospital de D.Estefânia , beneficiando as outras unidades do trabalho prévio ao processo destruição da sua identidade em curso. Colheram -se os frutos de quando HDE era ainda um Hospital Pediatrico Autonomo....Factos são factos......Pena é que os actuais gestores não retirarem as devidas conclusões....
A "Ciencia" que nos espera esta a vista no Hospital de Cascais que agora acolhe o engenheiro Gestor P.D. A, responsável pela escolha do actual plano funcional....