terça-feira, 31 de maio de 2011

AOS PROFISSIONAIS DO HOSPITAL DE DONA ESTEFÂNIA



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AOS PROFISSIONAIS DO HOSPITAL DE DONA ESTEFÂNIA
Dia Mundial da Criança, 4a feira, 1 de Junho, às 13.00 h TODOS nos pátios do hospital contra a hipocrisia oficial e pela defesa do hospital materno-infantil de Lisboa
A Ministra da Saúde continua a desmembrar o Hospital materno-infantil de Dona Estefânia e, mesmo com o Governo em gestão, decidiu encerrar a urgência e os partos da maternidade no dia 6 de Junho – um dia após as eleições. Os profissionais de todos os grupos e graus de diferenciação que tem assistido à progressiva destruição do modelo pediátrico especializado do Hospital e sua submissão a uma lógica de hospital de adultos, têm o direito e o dever de manifestar a sua preocupação e de denunciar as decisões ministeriais que nada têm a ver com a saúde das grávidas, recém-nascidos e crianças doentes, essas sim que devemos defender e respeitar em primeiro lugar.
Apelamos a TODOS OS PROFISSIONAIS DO HOSPITAL para saírem
para os pátios (Junto às 2 portas principais) entre as 13.00 e 13.05 h de 4a f, para, em silêncio, fazerem ouvir a voz dos que ainda a não têm e manifestar o seu desacordo contra mais esta medida da Ministra da Saúde. Nos locais poderá assinar uma Petição ao novo Governo e Assembleia da República.
Participe! Seja solidário! A ESTA ACÇÃO A QUE VALE A PENA DAR UM VOTO
Apesar da reunião se realizar à hora de almoço, os profissionais estarão presentes sob convocatória de sindicatos médicos, de enfermeiros. Aguarda-se o envio das convocatórias de outros sindicatos.
Berço da Pediatria Portuguesa
Plataforma Cívica

domingo, 22 de maio de 2011

Encerramento da Maternidade do Hospital D. Estefânia um acto lesivo para a assistencia materno - infantil, perpetrado por um governo gestão.




O encerramento da Maternidade do Hospital Materno-infantil de Dona Estefânia causa graves consequências para a grávida, o recém-nascido e a organização dos cuidados perinatais

A Plataforma Cívica em Defesa do Património do Hospital de Dona Estefânia e de um novo Hospital Pediátrico para Lisboa tomou conhecimento, com grande preocupação, da decisão da Srª Ministra da Saúde de encerrar a urgência e os partos na Maternidade do Hospital de Dona Estefânia (HDE) parecendo ignorar que neste hospital se localiza a unidade de cirurgia neonatal de referência para a zona Sul do País.

Uma situação conjuntural (contratos com médicos de empresas anteriormente fomentados pelo próprio Ministério e depois proscritos, falta de obstetras no período de Verão e recusa legal dos profissionais da MAC em fazer mais horas extraordinárias a partir de 1 de Junho) serviu para suportar uma decisão estrutural que afecta gravemente a rede de cuidados perinatais diferenciados e os cuidados cirúrgicos neonatais que lhes são indispensáveis, podendo limitar, à nascença, o potencial de tratamento e recuperação de muitos recém-nascidos gravemente doentes.

Tal atitude em nada surpreende a Plataforma Cívica, uma vez que já em 2000, enquanto presidente da ARSLVT e sem os actuais condicionalismos, a actual titular da pasta da saúde já tentara encerrar a Maternidade do HDE e, na mesma linha, mais recentemente tem tentado encerrar o próprio hospital pediátrico, substituindo-o por mais uma das enfermarias do futuro Hospital Geral de Todos os Santos, em completa promiscuidade com os espaços e cuidados de adultos. A esta ultima intenção do Ministério têm-se oposto a Assembleia da República, a Assembleia Municipal de Lisboa, mais de 100.000 cidadãos e 96% dos profissionais que defendem um hospital pediátrico autónomo e tecnicamente modernizado em Lisboa.

Esta decisão imediatista e de fim de mandato do “Governo em gestão” evita notícias, em plena campanha eleitoral, sobre as dificuldades na urgência da Maternidade Dr Alfredo da Costa (MAC) que o Ministério não soube prevenir por ausência de uma visão estruturante e passa as consequências das disfunções agora criadas para o próximo Ministro da Saúde. Acresce que esta medida é tomada a poucos meses da abertura do Hospital de Loures e posteriormente do de Vila Franca de Xira que, essas sim, vão levar a novas reestruturações da rede de cuidados à grávida e recém-nascido e à redistribuição dos partos e de profissionais na área metropolitana.

Nesse sentido a Plataforma Cívica, após ouvir os profissionais, entende manifestar publicamente o seguinte:
1 – O encerramento da Maternidade do Hospital Dona Estefânia é uma decisão política sem fundamento técnico, planeamento estratégico, justificação económica ou expectativa de melhores resultados no atendimento à grávida e ao recém-nascido.

2 - O interesse público e dos cidadãos mais vulneráveis não foi acautelado minimamente pois:
a) o evidente prejuízo financeiro inerente à decisão, se questionável em condições normais, é inaceitável no momento que o país atravessa. Os profissionais do HDE têm, desde sempre, garantido o funcionamento da maternidade 24 sobre 24 h a custos normais do SNS e sem recurso a empresas de prestação de serviços médicos. A sua dedicação à causa pública e o mérito da sua actuação técnica são desta surpreendente forma reconhecidos e premiadas pela tutela.
b) o aumento da taxa de complicações está largamente documentada na literatura cientifica internacional quando há necessidade de recém-nascidos gravemente doentes serem transportados de uma maternidade exterior para um centro de referência médico-cirúrgico neonatal, neste caso para o Hospital de Dona Estefânia.
c) os padrões técnicos e de segurança da grávida são ignorados ao encerrar uma maternidade com uma taxa de partos por cesariana inferior à média nacional, raríssimos casos de sequelas neonatais e uma elevada taxa de analgesia de parto.
d) a redução dos níveis de qualidade e conforto do SNS é evidente face ao encerramento de uma unidade construída recentemente, integrada num hospital com qualidade recertificada internacionalmente, com uma dimensão gerível de acordo com as instâncias internacionais (2.000 a 2.500 partos/ano) e com altos níveis de humanização e satisfação das utentes.
e) a resposta multiprofissional na fase aguda e no acompanhamento de longa duração dos recém-nascidos gravemente doentes ou com doença crónica fica claramente prejudicada pelo fraccionamento institucional da sequência de cuidados.
f) o acesso a vários Meios Complementares de Diagnóstico e a algumas especialidades médico-cirúrgicas é dificultado e mais oneroso para o SNS se os recém-nascidos nascerem e sejam tratados fora do Hospital de Dona Estefânia.

3 - Por tudo isto, a Plataforma Cívica:
a) alerta para esta imposição de fim de ciclo da Srª Ministra e apela aos responsáveis políticos para reflectirem e evitarem as consequências de mais uma ameaça dirigida a um dos eixos da assistência materno-infantil em Portugal e pilar dos resultados que a nível internacional tanto orgulham o País e os seus cuidados à grávida e ao recém-nascido.
b) tal como antes, está disponível para dar o seu contributo a um efectivo planeamento e reorganização estrutural dos cuidados à grávida e recém-nascido que possam melhorar a sua qualidade e racionalizar os custos, assim os responsáveis o solicitem.

Lisboa, 21 de Maio de 2011

A Plataforma Cívica

sábado, 14 de maio de 2011

Revisão do PDM de Lisboa. Sugestão em Defesa do Hospital Pediatrico, subscrita por dezenas de médicos do quadro do H.D.E.


Sugestão de Revisão do PDM de Lisboa subscrita por promotores da Plataforma Civica e profissionais do HDE ,enviada ao Sr. Presidente da Camâra Muncipal de Lisboa e as várias forças politicas e partidos representados na Assembleia Municipal de Lisboa .

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Exmo. Sr. Presidente da Câmara Municipal de Lisboa



É nosso intento dar continuidade e resposta à vontade expressa por cerca de 80.500 cidadãos, vertida em duas petições endereçadas e entregues em mão aos Exmos . Srs. Presidentes da República e da Assembleia da República pela Plataforma Cívica de defesa do Hospital Pediátrico (e cujo conteúdo abaixo explicitamos nas alíneas 1 e 2), tendo sido posteriormente remetidas moções e recomendações com pressupostos e objectivos idênticos ao Governo da República, após aprovação por maioria na Assembleia da Republica, por unanimidade na Assembleia Municipal de Lisboa e Comissão de Saúde da Assembleia da Republica e por 96% dos votos dos profissionais do Hospital de D. Estefânia após referendo interno.
Vimos assim solicitar que, na revisão e aprovação do PDM de Lisboa, os seus pressupostos sejam tidos em devida consideração quando da definição de condicionantes nas duas áreas abaixo mencionadas

1 - Que na Freguesia de São Jorge de Arroios o terreno e o edificado histórico que constitui o actual Hospital D. Estefânia (originariamente parte integrante da Quinta da Bemposta, pertencente à Coroa Real Portuguesa e doado por D. Pedro V em respeito a vontade de sua esposa Rainha D. Estefânia, com o fim expresso "de construção de um Hospital para a infância desvalida", e que foi oficializado no Decreto lei de 4 de Agosto de 1860, publicado no Diário de Lisboa (Folha Oficial do Governo Português ), solicitamos que intervenha no sentido de que :Aquele espaço deverá permanecer fiel aos fins propostos na sua génese, destinando-se exclusivamente a projectos e instituições dedicadas ao tratamento, desenvolvimento ,investigação cientifica e acolhimento das crianças em Lisboa, preservando para sempre o seu carácter público, universal e sem fins lucrativos na prossecução dos fins acima expostos. 



2 – Tendo em conta a necessidade de um espaço para construção de um novo Hospital Pediátrico em Lisboa, que deverá ser edificado de acordo com os padrões modernos internacionais exigíveis num equipamento terciário da capital de um país pertencente a União Europeia, o que implica o respeito pelos preceitos arquitectónicos, funcionais e tecnológicos necessários para as funções de assistência, ensino e investigação na sua concepção, com completa autonomia territorial, técnica, administrativa e financeira, mas partilhando imprescindíveis relações de complementaridade com o futuro Hospital de Todos os Santos; e outras unidades de saúde que venham a ser projectadas no futuro parque hospitalar de Lisboa Oriental , localizadas no Parque da Bela Vista que abrange as Freguesias de Alvalade, Alto do Pina , Beato, São João de Brito e Marvila , solicitamos que intervenha no sentido de que em sede de revisão do PDM de Lisboa , seja afectado naquele territorio o espaço de terreno autónomo necessário para a referida construção, em acordo com considerações acima expostas.


Subscrevem em acordo com Plataforma Cívica de Defesa para um Novo Hospital Pediátrico para Lisboa e de defesa do Património do actual D. Estefânia : várias dezenas de médicos pertencentes ao quadro do Hospital de D. Estefânia entre os quais vários coordenadores de área de sub especialidades pediatricas.

Helena Garrido do Jornal de Negocios denuncia as Parcerias Publico Privadas como um atentado a livre iniciativa .. e nós a Pediatria.....

Faça "Duplo Clique" para ampliar o texto.



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Nota introdutória:
Os ideologos defensores PPPs afirmam a sua legitimidade na defesa da livre iniciativa e sociedade de mercado, mas as sua praticas contrariam as suas afirmações e sua acção é subterranea e desconhecida do grande publico e caracteriza-se pela apropriação priveligiada do nossos impostos.
A sua acção esta assim em contradição com o espirito progressivo da livre iniciativa de que indevidamente se armam em defensores.
O concurso do futuro HTS e consequente destruição do Hospital Pediatrico de Lisboa será um eventual atropelo destas regras e deveria ser investigado para que fossem dissipadas as duvidas que pairam no ar sobre a sua legalidade a luz dos preceitos da livre concorrência.
Dra. Ana Jorge , quando diz que os contractos e concursos do HTS não podem ser revistos devido aos custos e indenizações que tal representaria, confirma a sua submissão e conivência do governo com estes interesses.
Caros leitores e amigos , em defesa dos valores da livre iniciativa, pluralismo democratico e da honesta gestão dos nossos impostos, e defesa so Hospital Pediatrico de Lisboa , se de acordo com o seu conteudo divulguem artigo de opinião de Helena Garrido , Directora adjunta do Jornal de Negocios e que transcrevemos a seguir integralmente. Quanto a sua indagação final julgamos infelizmente que a resposta é negativa.
PPM / Manu




Artigo na integra:

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"Os direitos adquiridos há muito que o deixaram de ser para os cidadãos europeus."



Os contratos entre o Estado e as empresas são os novos direitos adquiridos. Parecem gravados na pedra.

Uma das grandes virtudes do memorando de entendimento para a ajuda externa está no que diz sobre os negócios protegidos e com barreiras à entrada - telecomunicações e energia -, e sobre as parcerias público--privadas (PPP). Tem de se ver para crer que se vão de facto adoptar medidas para criar um efectivo ambiente de concorrência nesses sectores.

O que se passa em Portugal na regulação de sectores quase monopolistas e nas parcerias para a construção de estradas, hospitais e até tribunais é mais um exemplo da total e absoluta captura do Estado pelos interesses privados.

Esta ausência de soberania do Estado não é propriamente um problema português. É uma questão mais profunda e ampla, que abrange todas as democracias ocidentais. O problema da dívida, por exemplo, só se coloca nos actuais termos porque os estados auto--limitaram a sua soberania monetária. Mas essa é uma outra questão.

Regressemos à questão das parecerias e dos contratos entre Estado e empresas. Os alertas começam a chegar. Os contratos, como contratos que são, têm de ser cumpridos, dizem. Rever os contratos das PPP? Isso vai custar uma fortuna, avisa-se. Rever os contratos que o Estado tem com a EDP? Mais outra fortuna.

O que é interessante nesta realidade é a sua dimensão de absurdo. O mundo em que pensamos que vivemos é, afinal, um outro mundo completamente diferente.

Se não vejamos. Os direitos dos cidadãos estão consagrados na Constituição e em leis. Mas isso não impediu a redução desses direitos, mais ou menos disfarçadamente. Qualquer um de nós, incluindo até quem trabalha na Administração Pública, sabe que o despedimento ou é ou pode ser a breve prazo muito mais fácil, que a saúde não é gratuita, que a pensão de reforma está muito longe de ser garantida, que o subsídio de desemprego vai emagrecer cada vez mais... Tudo direitos dados como adquiridos, consagrados na Lei e na Constituição, que facilmente vão desaparecendo.

Há notícia de alguém ter recebido alguma indemnização por ter visto os seus direitos reduzidos? Claro que não.

Em contrapartida, os contratos - meros contratos entre duas partes - apresentam-se com a força que a teoria dá à Lei e à Constituição. Não se consegue rever um contrato sem que o Estado (diga-se, os cidadãos e contribuintes) tenha de pagar uma indemnização.

Numa redução ao absurdo, qualquer um de nós ganharia hoje mais se tivesse assinado um contrato com o Estado em vez de ter os seus direitos garantidos pela Constituição.

Enquanto for bastante mais barato reduzir os direitos dos cidadãos e aumentar impostos do que rever contratos entre o Estado e o sector privado, a história a que temos assistido nas democracias ocidentais e em Portugal continuará a ser a mesma: o Estado capturado pelos partidos e interesses privados, a tirar a quem tem apenas a Lei e a Constituição do seu lado para dar a quem tem contratos.

Eis uma abordagem a roçar o esquerdismo, dirão alguns. Pois não é. A democracia capitalista de mercado tem na liberdade, igualdade e no Estado de direito - e não dos contratos - os seus pilares fundamentais. O que temos hoje é tudo menos mercado. Porque uns são manifestamente mais iguais que outros, porque uns têm manifestamente mais poder sobre o Estado que outros. Terá a troika o poder de curar esta ferida do capitalismo?


helenagarrido@negocios.pt

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sábado, 7 de maio de 2011

Duas histórias em simultaneo : uma da aventura de um casal de pardalinhos e outra das Parcerias Publico Privadas para a Saúde

ARTIGO DE OPINIÃO




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Capitulo I

Como tem sido habito neste Blog dedicado a pediatria discorreremos em simultâneo duas historias. Uma para os leitores infantis e outra para os adultos. Em qualquer uma delas qualquer semelhança com a fantasia será pura coincidência.
A primeira versará sobre as peripécias de um casal de pardalinhos enredados numa teia de aranha e outra sobre as “Parcerias Publico Privadas na Saúde” ….


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1- A história dos pardalinhos
….Anoitecia e um casal de pardalinhos que se atrasara na procura de alimentos retornavam ao ninho onde os seus filhotes os aguardavam ……A mãe ansiosa resolveu separar-se do companheiro e cortar caminho num voo mais baixo e directo apesar de este a alertar dos riscos de voar contra a luz do sol que já se escondia na linha do horizonte…..

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As Parcerias Público Privadas (PPP)

"Não devemos super estimar a importância da economia, ou sacrificar às suas supostas necessidades outras coisas de maior e mais permanente significação.”

J.M. Keynes em “Economic Possibilities for Our Grandchilden”, Londres, 1930


As Parcerias Público Privadas (PPP) surgiram na Inglaterra, no início da década de 1990, com Margareth Thatcher que inaugurou no velho continente a era Neoliberal.( Programa Governamental de Incentivo ao Investimento Privado no Sector Público – Private Finance Initiative (PFI).)
As PPP constituem uma forma de relação comercial entre o estado e o sector privado, Neste modelo empresarial, o estado contratualiza e transfere para grupos financeiros privados a prestação de Serviços públicos que eram historicamente de sua responsabilidade . O estado omite-se assim da sua função de prestador de Serviços transformando-se apenas em financiador. A ideologia subjacente defende em que Serviços públicos são uma mercadoria transacionável e passível de dar lucro. As PPP constituem uma outra nuance na estratégia de privatização dos Serviços Públicos .
Os grandes grupos financeiros apostam abertamente na privatização de sectores que terão lucro certo ( como por exemplo agua e energia.), mas nas outras áreas que pela sua natureza não são lucrativas, como por exemplo a saúde e em que o financiamento do estado é obrigatório idealizaram as PPP em que os serviços a prestar serão contratualizados com estado e pagos pelos contribuintes
Nesta circunstancia o cidadão pagará através dos seus impostos o somatório dos serviços prestados, acrescidos dos lucros da empresa privada que são garantidos contratualmente .
Ao contrario do propagandeado pelos defensores do modelo , estes serviços serão pagos mesmo quando não são prestados . A estes sobre custos acrescem a dos actos de gestão danosa infelizmente frequentes no capitalismo desregulado e em particular nos países como o nosso em que a democracia é de baixa densidade , em que o sistema judicial não é eficaz e em que existe fraco controlo publico da acção governativa e inexistencia de habitos no exercicio de cidadania.
Restará assim saber como nestas circunstancias os serviços podem sair menos caros aos cidadãos como afirmam os seus defensores .....
(2) Entre nós estes contratos tem sido sistematicamente denunciados pelo Tribunal de Contas como Lesivos ao erário publico.
Portugal apesar ter entrado tardiamente no processo de globalização neoliberal é hoje na Europa o pais com mais parcerias publico privadas de acordo com E. Moreno Ex Juiz jubilado do Tribuna de contas. Este facto reflecte ao permeabilização da nossa democracia e dos partidos do arco do poder aos grandes grupos de interesses privados. Muitos quadros políticos são cooptados como agentes duplos destes grupos facilitando quando em exercício publico os contratos vantajosos para as empresas onde depois virão assumir cargos de gestores com salários milionários. Os dois grandes partidos acusam-se mutuamente mas na realidade as suas historias se cruzam na partilha destes benefícios colaterais.
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2- Pardalinhos
“A teia da aranha”

…. preocupada com os filhos , apressada em voos rasantes por entre arvores , não ouvia o piar do companheiro que do alto a seguia e lhe avisava do perigo que esperava mais adiante . Enganara-se no trajecto e voava no corredor centro oriental da floresta onde existia mais alimento e agua e os predadores naquela época de dificuldades se organizavam a espera de incautos e presas fáceis.
Tarde de mais….. o seu voo foi travado brusca e violentamente . A força do choque levara-a a perder a consciência por breves instantes …. Voltou a si e encontra o seu corpo imobilizado enredado por fios elásticos e viscosos… num relâmpejar chegou-lhe a consciência que tinha sido apanhada na teia ……( Por certo já repararam que as aranhas constroem propositadamente as suas teias em contraluz, armadilhando os incautos ao se encadearem pois confundem-nas com raios de sol….)

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A privatização da saúde em Portugal um desígnio bem arquitectado

Privatização e destruição do Serviço de Saúde em Portugal ,uma estratégia de inspiração estrangeira minuciosamente e inteligentemente organizada pelos seus sectários nacionais….
Para que tivesse sido possível processo de privatização acelerado é obrigatório que tenha ocorrido entre os três partidos um acordo tácito neste sentido
Não constando que tenha havido qualquer acto publico neste sentido só poderá resultar de que o facto de que as politicas dos três partidos neste campo serem idênticas através da influencia em comum de organizações e personalidades externas a eles que conjugaram as suas orientações programáticas neste e noutros campos. .
A titulo de exemplo , Correia de Campos e Luis Filipe Pereira , ambos ligados com o sector financeiros, apesar de pertencentes a partidos diversos corporizaram e defendem o mesmo programa neoliberal para a saúde. Demarcam-se relativamente ao sistema norte americano, não quanto a sua essência mas relativamente apenas ao excesso de poder das seguradoras. (" Luís Filipe Pereira e Correia de Campos chocados com sistema de saúde americano",
Publicado em 08 de Setembro de 2009 no Jornal "I")

Para alem dos partidos a que pertencem estes dois ex Ministros, partilham de uma ideologia e estratégia comum relativamente a prestação de cuidados de saúde e que a implementaram sequencialmente e diacronicamente quando na governação. Restaria saber se a sua filiação ideologica seria validada pela estrutura partidaria cujos programas defendem preceitos da Social Democracia Europeia e não do Neoliberalismo ultra conservador financiados por multi nacionais e por alguns sectores politico financeiros Norte Americanos.( "conservadorismo de movimento" de acordo com a definição de Paul Krugman, economista dos EUA e premio nobel de economia de 2008 ).
Estamos convencidos que para alem de parte das cupulas dirigentes, a maioria dos militantes são ignorantes e que se os defensores destes programas o fizessem em debate aberto nos partidos onde actuam, teriam sido provavelmente derrotados.
Esta conclusão deixará de vos parecer abusiva ao constatarmos que todos os países ocidentais sobre influencia neoliberal anglo saxónica desenvolvem politicas com cariz idêntico. Caso duvidem, tenham a curiosidade e procedam a uma pesquisa sobre as “PPPs” na NET e encontraram fac símile , problemas idênticos com aqueles que nos debatemos em Portugal. .
Restaria saber em nome da transparência que deveria reger a politica dos países democráticos a quais organizações supra nacionais os influenciariam para as aplicarem de forma concertada nos programas dos seus partidos para a saude quando estes assumiram o poder.
Se os nossos jornalistas pudessem e desenvolver um trabalho independente talvez tudo já estaria a muito esclarecido.
Julgamos que em nosso Pais entre outros a organização “Compromisso Portugal” assume implicitamente e explicitamente parte este papel ideologico alias os seus membros o assumiram em publico. Alem de estar representado por gestores nas principais empresas publicas e grupos financeiros interessados no processo e representantes nos dois grandes partidos revê-se no explicitamente no “consenso de Washington estabelecido em 1989 “ em que se iniciou a escalada organizada de globalização e desregulamentação dos mercados em todo o mundo ocidental e que indirectamente responsável pela crise económica mundial.......................
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3- Pardalinhos
“Entontecida a sensação de medo e perigo apoderou-se ao apercebeu-se que tinha se enredado numa das teias das temíveis grandes aranhas . Já ouvira falar delas mas como coisa distante que nada tinha a ver com o seu mundo pequeno e familiar…
Quedou-se muda e paralisada para não chamar atenção das duas grandes amigas angulosas e peludas que confabulavam a um canto. Estas apesar de aparentemente alheias aperceberam-se de imediato da nova hospede. Mas lhe ligaram muito … parecia mesmo que já que sabiam que mais ou menos hora ali cairia.…
O seu companheiro que lá da altura visionará todo o desastre, já se acercara do local e escondido num galho próximo segredou-lhe que se mantivesse calma que iria ao ninho cuidar das crias e que voltaria com ajuda…. e que por hora não se preocupasse com as aranhas pois não pareceriam ter muita fome, pois os banquetes recentes foram opiparos

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Qual os actores e estratégia em Portugal ?
Jorge Abreu Simões um dos teóricos portugueses deste projecto foi nomeado pela estrutura Missão Parcerias Saúde por Correia de Campos. Em artigo de sua autoria que aconselhamos ler publicado na revista Portuguesa de Saúde Publica faz um historial do processo e teoriza a defesa do modelo.
Citamos as sua primeiras linhas:
“…Nesta linha, no âmbito da reforma estrutural do sector hospitalar, duas importantes iniciativas eram especialmente preconizadas: a introdução da abordagem das parcerias público privadas, promovendo a participação do sector privado na gestão e financiamento de unidades hospitalares do SNS e a empresarialização da gestão hospitalar, designadamente com a alteração das práticas públicas de gestão e financiamento, bem como com a mudança do estatuto administrativo dos hospitais, introduzindo um estatuto de natureza empresarial, embora sob controlo accionista público, num número significativo de hospitais.
Estas duas iniciativas tiveram a sua génese ainda no decorrer do mandato do XIV Governo Constitucional, sendo protagonizadas pelo ministro da Saúde António Correia de Campos.”

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Em Inglaterra gestão clínica dos hospitais não foi incluída na contratualização.
Jorge A. Simões ultrapassou este principio de prudência e “inovadoramente” o submeteu os actos médicos a contratualização.
A empresarilização dos hospitais públicos que nos tem sido explicada como um mero acto de economia e gestão constituiu é contudo a pedra basilar da estratégia que culminará com a privatização do sistema nacional de Saúde. Se não vejamos:
A empresarialização levou atomização da sua estrutura coerente. A empresarialização põe em concorrência desleal os Serviços Publicos com os Hospitais Privados, pois os gestores privados desvinculam-se dos tratamentos mais caros ( ver no Blog noticia recente do Jornal Expresso sobre o novo Hospital de Braga e o que acontece com Hospital de Cascais em que tratamentos e exames que poderiam ser realizados no Hospital são externalizados com prejuizo para o erário publico)
A desvinculação dos profissionais de uma perspectiva de missão e de serviço ao bem comum, e que esteve na genese do SNS uma caracteristica de seus fundadores , é destruida quando substituida pela mera contratualização que corroe o sentido de pertença . Acresce que existem limites aos ordenados no Sector Publico que não são colocados aos privados . Este facto aliado a desinvestimento cronico o torna pouco atractivo aos jovens....A tentativa de destruição das carreiras médicas que alimentavam e corporizavam nossas prestigiadas escolas de saber o cerne de sua alma e tradição foi o outro ponto de ataque . Acresce finalmente a facilitação de reformas precoces, electivas para os quadros com maior capital de experiencia profissional , aliciando-os indirectamente com um duplo salário para os novos Hospitais Privados . Fecha-se assim um circulo que outra vez penaliza as populações pois os hospitais publicos ficam despojados de profissionais competentes que se formaram com esforço parcial dos contribuintes, ainda com capacidade formativa, e obrigados a pagar as suas reformas com "salarios de topo de carreira" mas sem já qualquer contra partida.
Tratou -se sem duvida de uma teia inteligente , minuciosamente elaborada, restando apenas saber : por quem e com que financiamentos?
Deixamos claro que apesar de considerarmos que deve existir espaço para iniciativa privada na saúde defendermos que esta deve permanecer como um serviço publico universal e não lucrativo . A idealizamos numa estratégia de comunidade e de justiça e que o mercado pela sua natureza não poderá assumir.
Julgamos que 50 milhões de Norte Americanos que estão privados de assistência na doença concordaram por certo com esta perspectiva !

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A FASE ACTUAL : APLICAÇÃO DO PLANO
Após criado e acordado o plano seguiu-se a fase em que estamos a dos concursos e “divisão” SNS por áreas de influência entre os vários grupos financeiros, ideológicos e partidários em disputa.
A integração do Hospital D. Estefânia com perda da sua identidade como Hospital Pediátrico autónomo foi decidida tardiamente por Correia de Campos
A metodologia proclamada por Jorge Abreu Simões em que estes concursos corresponderiam "a um modelo" de transparência e um exemplar exercício demonstrativo dos méritos da livre incitativa e concorrência, sob controlo e escrutínio público nunca se verificou
Os planos funcionais que deveriam resultar do esforço de equipas interdisplinares num trabalho faseado de levantamento de activos, necessidades, e projecções futuras resulta apenas de uma estratégia de economia de meios e rentabilização privada que pela sua natureza contrários a participação publica e se decidiram no segredo dos gabinetes e omissos aos profissionais e população.
No que diz respeito ao Centro Hospitalar de Lisboa Central Julgaríamos ser “coincidência” nomeação por Manuel Pinho, (ministro das finanças no primeiro governo de Sócrates) de um Engenheiro Gestor, antes ligado a um grupo financeiro para a missão parcerias e pela organização do concurso do HTS.
O Eng. Indigitado dez parte da gestão privada do Hospital de Amadora Sintra . Trata-se de provavel coincidencia mas não deixamos de a assinalar Em conclusão, tratou-se de um concurso publico " transparente " em que os decisores estiveram no passado directamente ligados aos interessados no concurso actual. Tratou-se de um processo viciado acobertado e protegido que deveria ser investigado.
Restará indagar porque lhes interessará a destruição do Hospital Pediátrico de Lisboa.
Estamos certos que inicialmente contribuiu a ideia do aproveitamento imobiliário dos terrenos onde esta implantado o HDE associada a critérios de rentabilização de meios numa perspectiva imediatista insensível e desligada dos pressupostos da evolução da assistência pediátrica especializada nos últimos 150 anos.
Assim caros leitores, ainda há dois anos considerariamos inverosímil e fantasiosa a afirmação de que a destruição do Hospital D. Estefânia é consequência apesar de marginal e indirecta e tardia, de um conjunto de reuniões ocorridas em Washington Dezembro de 1989 ás se seguiu criou uma teia de seguidores em todo o mundo e que tomaram de assalto a governação e imprimem os seus ideais.

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4 Pardalinhos
O pai depois de alimentar os filhotes e tranquilizou-os com uma canção cujo mote dizia que a mãezinha não tardaria e depois de adormece-los . Ainda era noite e abandonou o ninho para pedir ajuda aos outros pássaros antes da chegada a madrugada , pois nesta hora já teriam abalado dos ninhos.
Apesar de estremunhados e incomodados ( os pássaros são por vezes comodistas e preguiçosos) a pedido do pardalinho fizeram uma assembleia para decidir o que fazer e concluíram que o principal a fazer seria divulgarem o mais amplamente e rapidamente possível o crime que estaria prestes a acontecer…. Ou seja as irmãs aranhas estavam prestes infringir “ O principio ético primordial de toda animalidade inclusive a “aranhidade” pois ao atacarem aquela pardalinha que tinha três filhotes no berço ,estavam a quebrar a regra sagrada que legislava mais ou menos o seguinte : "Os santuários que simbolizam a preservação da vida são intocáveis e que quem não respeitar este mandamento sagrado será proscrito para o fundo dos infernos para todo o sempre e nas encarnações futuras serão condenados a vermes ou na melhor das hipoteses a hienas."
. A algazarra que os passarinhos fizeram teve o merito de abrir brechas o muro de silêncio da comunicação social dominada por aquela teia poderosa.

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Responsável pela Historia infantil: Pedro Paulo Mendes e "Este o Faria"
Responsável pela História das parcerias: Manu, Jornalista da "Arquinha"

terça-feira, 26 de abril de 2011

Um projecto arquitectonico eventualmente notável, mas à que os clinicos terão que se adaptar e que será sempre uma "sombra para a pediatria portuguesa




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Tudo indica que o projecto arquitectónico que venceu o concurso do futuro Hospital de Todos os Santos (HTS)é o que foi posto a circular pelo C.A. de autoria Arquitecto Eduardo Souto de Moura.
Julgamos pelo historial de suas obras que a sua qualidade artística será inquestionável.
O mesmo já não se poderá dizer dos organogramas dos departamentos que o acompanham a fotocópia da maqueta idealizada do futuro hospital, que tem sido distribuídas pelos coordenadores de área.
Segundo várias opiniões que tem-nos transmitido existem erros grosseiros nos planos funcionais dos departamentos (que serão sub dimensionados com circuitos não individualizados, desrespeito pelas complementaridades e transversalidades física necessárias ,etc.)
Pensamos contudo que não seria de esperar outra coisa de um plano funcional que nasceu ao contrário, fruto da opinião de gestores desvinculados pratica clínica e interessados fundamentalmente na rentabilidade. As sugestões e opiniões dos profissionais que só agora se prontificaram recolher e que acreditamos bem intencionada , tratam-se de retoques , sobre um facto consumado, remendos sem efeitos práticos significativos.
Não se trata assim de procurarem o apoio para de um trabalho sério e que se exigiria de equipa e prévio e não agora quando tudo esta decidido . Tal seria pertinente inicialmente quando da elaboração do plano funcional. Sim teria sido possivel alterar o projecto sem custos quando há dois anos informamos a Sra. Ministra de nossas preocupações, e criticas ao plano então publicado que no essencial é idêntico ao actual em que acrescentaram alguns retoques. Notamos contudo que a colaboração que solicitam nunca se tratará de alterar o actual plano funcional que é assumidamente de um Hospital Generalista mas sim do de uma Hospital Pediatrico autonomo.
Mas estes métodos de trabalho não estão no horizonte e são incompativeis com as parcerias privadas
Plano funcional e projecto arquitectonico são interdependentes. Aquele que foi o escolhido e que esta em vigor foi o da InterSalus, por escolha exclusiva dos representantes das parcerias privadas... Sim é verdade que o colocaram por 15 dias a discussão publica, num gabinete do C.A., mas apenas presencialmente e com identificação previa... enfim apenas um acto formal e de fachada ... mera espuma e propaganda....
Como diz o povo "o que começa torto tarde ou nunca se indireita....."
Perante estes factos, inconformados, indagamos, fazendo coro com muitos outros profissionais e utentes:
- No futuro não estarão melhor servidos e previlegiados os futuros utilizadores dos condomínios e hotéis dos espaços dos actuais hospitais de Lisboa Central do que os profissionais e utentes do futuro HTS, e nomeadamente a população pediatria , quer no que diz respeito a privacidade, funcionalidade, ou apenas no fruir de espaços e de vizinhança? Ouvimos dizer que não gostam de árvores e espaços verdes...lá fora a sua existência é um sinal de qualidade.... ( ver propaganda do " Novo Necker" , Hospital Pediátrico de Paris )
No que diz respeito a Pediatriaos departamentos materno e infantil estarão confinados apenas aos dois últimos andares da torre da direita ....Algo comparavel ao actual espaço do Hospital D. Estefânia ???
Em relação ao Arquitecto Eduardo Souto de Moura temos quase certeza que provavelmente se recusaria a realizar este projecto caso tivesse a consciência que o mesmo se associará (ao menos que ainda consigamos inverter os acontecimentos) a um retrocesso civilizacional de 150 anos na assistência hospitalar pediátrica especializada.... Por outro lado temos a certeza absoluta que se teria orgulhado em projectar um novo Hospital Pediátrico para Lisboa, independente mas fazendo parte do "Campus" em harmonia com o do seu projecto do HTS.....
Restam algumas perguntas incómodas e pertinentes: como classificar os responsáveis por este acto de vandalismo? A história moralmente os julgará, mas em benefício das crianças, gostaríamos..... Que fosse ainda durante a sua vida.....
Concluindo, para alterar este rumo dos acontecimentos, seria fundamental que os coordenadores de área do Hospital Pediátrico assumissem frontalmente uma posição de denuncia pública contra a destruição do Hospital Pediatrico de Lisboa e em particular na fase eleitoral que se avizinha....

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terça-feira, 5 de abril de 2011

Diário da República, 1.ª série — N.º 66 — 4 de Abril de 2011


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Decisão Histórica da Assembleia da Republica - A luta dos profissionais do Hospital D. Estefânia alcança mais uma vitória!.
Esperemos que o Governo respeite a vontade maioritaria dos Portugueses!
Apoia e participa na Plataforma Civica!

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Diário da República, 1.ª série — N.º 66 — 4 de Abril de 2011


Aprovada em 4 de Março de 2011.O Presidente da Assembleia da República, Jaime Gama.Resolução da Assembleia da República n.º 72/2011
Recomenda ao governo que assegure a construção do novohospital pediátrico de Lisboa num edifício independenteinserido no campus do Hospital de Todos -os -Santos
A Assembleia da República resolve, nos termos do n.º 5 do artigo 166.º da Constituição, recomendar ao Governo que assegure que a construção do novo hospital pediátrico de Lisboa inserido no campus do Hospital de Todos -os-Santos seja feita num edifício independente, de forma que seja garantida a separação de crianças e adultos.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Uma palestra do Dr. António José de Barros Veloso sobre o futuro HTS. O que de essencial nos une e o que de essencial nos separa.....?

Trata-se de uma dissertação do antigo Director do Serviço de Medicina I do Hospital do Capuchos, Dr. António José de Barros Veloso, proferida em 2007 quando do lançamento da primeira pedra para construção do futuro HTS. Comungamos com a generalidade dos conceitos abaixo expostos e muitos deles constituem uma critica clara e premonitoria aos pressupostos do plano funcional aprovado e que se caracteriza pela sua matriz predominantemente gestionaria e mercantil e de uma visão meramente tecnológica e contabilistica do acto médico, em contraponto com a do autor eminentemente humanista .
Sublinhamos entretanto que discordamos da sua dissertação num dos seus pilares fundamentais : do enquadramento histórico - cientifico do nascimento do Hospital D. Estefânia, que foi abordado de modo superficial. Este Hospital não surgiu como se dará a entender "como mais um anexo dos Hospitais Civis de Lisboa," mas sim na realidade como uma estrutura e conceito totalmente novos , fruto dos ideais humanistas que emergiram na época e se substanciaram no reconhecimento da especificidade da infância e que resultaram na criação de Hospitais Pediatricos em todo o mundo . Os Hospitais Pediatricos constituem assim uma conquista perene e são um indicador fiável do índice de civilização de um povo , que é plena de actualidade e que cremos involuntariamente omitida. (ler nota1 )
Esta discordância essencial justifica a luta dos Profissionais do HDE de forma a que não se retrocedam 150 anos na história!
Segue-se a transcrição na integra da prelecção do Dr. António José Barros, sublinhando-se a sua qualidade literária mas que gostaríamos finalizasse com esta outra saudação, mais de acordo com a verdade histórica :
"Viva o Centro Hospitalar de Todos os Santos e o Novo Hospital Pediátrico de Lisboa".


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O NOVO HOSPITAL DE TODOS OS SANTOS

(Palestra proferida na Cerimónia de Assinatura do Protocolo do Hospital de Todos os Santos no dia 26-12-2007)

O novo Hospital de Todos os Santos, cuja construção hoje se anuncia, marca o quarto momento de viragem nas instituições hospitalares da cidade de Lisboa. Pelo nome que foi escolhido, fica simbolicamente ligado ao primitivo hospital do século XV, num reconhecimento de que o presente mergulha as suas raízes em acontecimentos que vêm de longe. Não se trata de uma decisão saudosista mas da clara compreensão de que o futuro é feito também de passado. Por isso me arrisco hoje a esta breve incursão na longa história dos hospitais desta cidade, esperando tornar assim mais claro o significado e a importância do acontecimento que estamos a viver. O primeiro momento de viragem que marcou a história dos hospitais de
Lisboa foi a decisão tomada por D. João II em 1492 de construir um grande hospital que se chamaria Hospital Real de Todos os Santos. D. João II foi um Rei que levou à prática uma política centralizadora. Não admira, por isso, que tenha decidido reunir num único hospital todas as pequenas instituições medievais – albergarias, hospícios, hospedarias, leprosarias – que se encontravam espalhadas pela cidade, cuja vocação estava mais virada para salvar as almas do que para tratar doenças e cujas condições sanitárias e assistenciais não correspondiam às exigências de um tempo que era já outro tempo.
Para trás, ficaria um modelo medieval de assistência. O novo hospital, iria ser um Hospital do Renascimento semelhante a outros que estavam a surgir na Europa. Embora a importância do componente religioso continuasse presente – o altar da igreja estava situado no cruzeiro das três principais enfermarias para que os doentes acamados pudessem assistir aos ofícios religiosos – havia já a preocupação, não só de criar condições de salubridade, mas também de levar à prática alguns dos escassos conhecimentos que tinham por objectivo tratar doenças. O Hospital não teve vida fácil e viu-se confrontado com problemas financeiros graves. Mas iria ficar marcado por alguns factos importantes, entre os quais se destaca o seu Regimento, redigido ainda no tempo de D. João II. Além de ser um modelo exemplar de organização, criou aquilo que
se pode considerar o embrião da brilhante escola de cirurgia dos Hospitais Civis, ao tornar obrigatório que os cirurgiões-barbeiros tivessem aprendizes que iniciavam nos segredos da profissão. Com o tremor de terra de 1755 o Hospital ficou em grande parte destruído e o Marquês de Pombal decidiu, em 1775, transferir os doentes para o Colégio de Santo Antão-o-Novo que tinha sido a casa da Companhia de Jesus até à expulsão dos jesuítas em 1759. Mas isto não foi apenas uma transferência. Estava-se, mais uma vez, num tempo que era já outro tempo e o novo Hospital Real de S. José, não iria ser um hospital do Renascimento mas sim um hospital do Iluminismo. Tinha- se dado a Revolução Científica, com Copérnico, Kepler, Galileu e Newton e nascera uma visão diferente do mundo. Era a entrada no Século das Luzes. A medicina, longe de ficar para trás, tinha acompanhado o progresso científico. Vesálio publicara em 1543 as sua célebres pranchas anatómicas que marcaram a fundação da anatomia moderna e Harvey descrevera pela primeira vez e com grande rigor a circulação de sangue. Morgagni realizara o seu longo trabalho que permitiu estabelecer pela primeira vez a relação entre quadros clínicos e lesões anatómicas dos órgãos. Começara com ele a medicina anatomo-clínica moderna. O Hospital Real de S. José teve, logo no início, de fazer frente aos problemas criados pelas Invasões Francesas, pela guerra civil de 1832-34 e pelas epidemias que eram frequentes naquela época, como a cólera, a varíola e o tifo. As dificuldades financeiras eram muitas e agravaram-se quando, conseguida a estabilidade política após a Regeneração, a população de Lisboa registou um rápido crescimento a partir da segunda metade do século XIX. Foi por isso necessário anexar outros edifícios – a leprosaria de S. Lázaro, o convento do Desterro e o noviciado de Arroios. Finalmente foi construído um hospital de raiz: D. Estefânia. Este conjunto passou a chamar-se Hospital Real de São José e Anexos. No século XIX, vários acontecimentos importantes iriam marcar a vida da Instituição. Em 1825 foi criada por D. João VI, contra a vontade da Universidade de Coimbra, a Escola Régia de Cirurgia que, em 1936, foi transformada por Passos Manuel na Escola Médico-Cirúrgica. Em 1860 foi publicado o regulamento do Banco que incluía as regras a que obedecia a carreira do “Cirurgião do Banco” e que constituiu mais um passo importante no desenvolvimento da escola de cirurgia. Em 1890 foi criado o internato médico que seria o embrião da futura carreira dos HCL.
Mas no início do século XX os problemas do Hospital Real de S. José e Anexos eram enormes: instalações de má qualidade, lotações largamente ultrapassadas, deficiente organização. É então que surge a terceira grande viragem com as reformas de Curry Cabral e a construção de dois novos hospitais: Santa Marta e Rêgo. As reformas foram pressionadas, com certeza, pelas péssimas condições do Hospital e pela necessidade de criar mais espaço para o internamento de doentes. Mas, por trás destas motivações estava outra mais importante: a clara percepção de que, mais uma vez, se estava num tempo que era já
outro tempo.
De facto, os rápidos progressos científicos verificados no século XIX, constituíram um legado deixado ao século XX que iria modificar muita coisa e, naturalmente, o exercício da medicina. Basta lembrar os conhecimentos trazidos à fisiologia humana pelos trabalhos de Claude Bernard e o nascimento da bacteriologia, fruto das investigações de Pasteur e Koch. Surge assim a assepsia e a antisepsia que juntamente com a descoberta dos anestésicos vão permitir rápidos progressos da cirurgia.
Podia então dizer-se que a ciência, depois de tentar compreender o mundo, se mostrava agora capaz de o transformar e o Iluminismo dava lugar ao Positivismo que não era mais do que a afirmação da superioridade do conhecimento científico em relação a todas as outras formas de conhecimento. Em 1913, o regime republicano, provavelmente sem a intenção de fazer
história, mas seguramente por razões políticas, iria assinalar todas estas transformações ao dar o nome de Hospitais Civis de Lisboa (HCL) ao grupo hospitalar, o qual com a anexação do Hospital dos Capuchos, em 1928, iria ficar finalmente completo.
Nunca é demais recordar a importância dos HCL na formação de técnicos de saúde: médicos em primeiro lugar e, mais tarde, enfermeiros e outros profissionais. Mas é acerca da carreira médica dos HCL, cuja história está ainda por fazer que eu quero deixar aqui um forte testemunho. A carreira dos HCL deve ser recordada por muitas razões entre as quais pelas grandes figuras da medicina portuguesa que a ela estiveram ligadas. Mas quero hoje destacar outras duas razões: o alargamento da rede
hospitalar portuguesa a partir dos anos 70, só foi possível porque estavam disponíveis médicos em número elevado e de reconhecida competência que em grande parte tinham sido formados nos HCL; e quando mais tarde, depois de épocas de extrema carência e penúria, foram disponibilizadas meios técnicos que durante décadas escassearam, os médicos dos HCL
mostraram estar preparados para produzir uma medicina de nível europeu. Mas, há muito tempo se começara a perceber que o modelo dos HCL estava esgotado. Era uma estrutura pesada, instalada em edifícios velhos e pouco funcionais com dificuldades de adaptação aos novos modelos hospitalares e às novas tecnologias. A própria carreira médica, alvo de ataques constantes, quer internos quer externos, só conseguira sobreviver até hoje porque tinha raízes numa tradição hospitalar de vários séculos e porque se revelara sempre extremamente eficaz. Entretanto, os progressos registados no século XX, não apenas no campo
científico mas em consequência de transformações conceptuais ligadas à medicina, estavam a criar uma realidade bem diferente. O que se tinha passado? A reflexão no campo da ética, desencadeada em grande parte pelas atrocidades praticadas não só pelos nazis mas também por outros países civilizados, reveladoras de um total desrespeito pela pessoa humana; os
progressos nos métodos de avaliação e garantia da qualidade impostos por uma medicina que, quanto mais eficaz se tornava, mais agressiva ia ficando; as técnicas de gestão, cada vez mais exigentes à medida que os custos aumentavam; e o recurso obrigatório ao rigor científico na avaliação de novos medicamentos – tudo isso foram contribuições que modificaram
completamente o exercício da medicina. Há ainda que acrescentar algumas revelações mais triviais mas que tiveram
grande impacte na forma de pensar os hospitais: refiro-me por exemplo à constatação de que o repouso no leito, considerado durante muito tempo a panaceia para todos os males, era afinal, em muitos casos, causa de invalidez e de morte.
Mas mais importantes foram os progressos em duas áreas do conhecimento científico que se podem considerar os dois ícones da ciência do século XX: a física das partículas – que nos trouxe a célula fotoelétrica, o microscópio electrónico, a televisão, os telemóveis, os computadores, as ciências de imagem – e a genética, que nos colocou no limiar dos grandes segredos da vida e cujas consequências práticas são ainda hoje difíceis de avaliar. Estamos agora, mais uma vez, num tempo que é já outro tempo e o Hospital que hoje aqui se anuncia será um sinal disso mesmo. Será um hospital em que a ética, a avaliação e garantia de qualidade, a exigência de maior rigor científico na escolha dos medicamentos e as técnicas de gestão, para além de serem condição de eficiência, traduzirão igualmente um elevado respeito pela dignidade e pelo bem-estar dos cidadãos. Será um hospital em que o espaço de internamento será reduzido em favor das áreas do ambulatório. Será um hospital dotado das
tecnologias de ponta no campo das ciências médicas e da informação. Mas será também um hospital, já não do Positivismo mas daquilo a que alguns chamam pós-modernidade. O que significa isto? Significa, entre outras coisas, que estamos numa época em que a “ciência” tradicional, que procurava sobretudo desvendar e conhecer o mundo, tem vindo a ser substituída pela “tecno-ciência” cujo objectivo é muito mais transformar do que conhecer. “Fazer” tornou-se mais importante do que
“saber” e aos investigadores pergunta-se cada vez menos o que é que esperam acrescentar de novo ao conhecimento, para se perguntar apenas: “para que é que isso serve?” Estamos portanto numa época em que a tecnologia é muitas vezes
identificada com progresso e em que se anuncia a superioridade da produtividade sobre a norma, da funcionalidade sobre a substância. Neste contexto será que corremos o risco de desumanização? Face a perguntas como esta, torna-se indispensável, em momentos de viragem como este, ter presente que é de pessoas e para pessoas que estamos a falar. São pessoas, por um lado, os médicos e os outros profissionais de saúde, que têm de fazer diagnósticos, tomar decisões e lidar com o homem nas vertentes mais trágicas da sua biografia: a doença e a morte. Que têm de partilhar com os doentes o seu sofrimento, as suas
angústias e as suas esperanças e que, nestas funções, não podem ser substituídos por nenhuma tecnologia.
Médicos, técnicos de saúde e especialistas cuja formação exige muito tempo e um espírito de “escola” -- cuja raiz grega é a palavra “schole” que significa “ócio”, ou seja, tempo livre para reflectir, para debater, para ensinar e para aprender. Este espírito de escola, é talvez a mais importante herança dos HCL, facto que agora parece ser tacitamente reconhecido pelos
profissionais que durante os últimos tempos lutaram pela separação das várias unidades hospitalares e que se sentem agora identificados na mesma tradição aceitando sem relutância juntar-se no novo Hospital. Mas pessoas são também os doentes com que os profissionais de saúde terão de lidar. Pessoas que não são susceptíveis de padronização porque (e os médicos sabem-no bem) cada doente é um caso particular, uma fonte permanente de incertezas e de dúvidas, ao qual raras vezes é possível aplicar à letra guidelines e protocolos. Neste momento de viragem há muito desejada, são estes alguns dos desafios que se colocam. Sinto-me à-vontade para os lembrar aqui, porque faço parte de uma geração que assistiu a estas mudanças extraordinárias e que, de certa maneira, funcionou como a ponte entre as gerações do passado e um futuro que se anuncia cheio de promessas e também de mistérios. Esperemos que em 2012, data prevista para a entrada em funcionamento do
novo Hospital, possamos todos proclamar com justificada satisfação: “Está encerrado o ciclo dos HCL. Viva o Hospital de Todos os Santos!”


António José de Barros Veloso


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Só da discussão livre e não sectaria surgiram " as melhores soluções.
Jornalista Manu - Subscreve Pedro Paulo Mendes

Nota 1: Este excerto da tese de " Down Load" livre na Net : " Bienfaisance royale et crise hospitalière : « l’impossible » création d’un hôpital pour enfants à Lisbonne (1858-1878)" enquadra historicamente a construção do Hospital D. Estefânia". Aconselhamos a lê-lo na integra.
Auteur
Françoise Salaün Ramalho[*]
[*] Historienne, membre du CRESC, UFR LSHS, Université de Paris...
Si l’on s’interroge sur les motifs qui ont incité la reine Estefânia à fonder un hôpital pour enfants à Lisbonne, force est de tenir compte, en premier lieu, de sa générosité envers les pauvres et les établissements de bienfaisance, qualité signalée par ses biographes [24]
[24] Cf. notamment Estephania rainha de Portugal : vida...
suite
." Mais il importe aussi de souligner une culture et une sensibilité propres à son pays d’origine. L’Allemagne n’était pas restée étrangère au mouvement européen de création d’hôpitaux pour enfants. Après Paris et son hôpital des Enfants-Malades fondé en 1802, les principales villes européennes s’étaient dotées de structures de ce type et Estefânia ne pouvait ignorer l’existence des hôpitaux d’enfants de Berlin (1843) ou de Munich (1846). Par ailleurs l’implication d’une épouse de souverain dans un projet de cette nature ne constitue pas un cas isolé en Europe. À Paris, à la même époque, l’impératrice Eugénie inspire la création d’un second hôpital pour enfants, situé dans un quartier ouvrier de l’est de la capitale. L’établissement de 425 lits est inauguré en mars 1854 par le couple impérial sous le nom d’hôpital Sainte-Eugénie "
En 1880, l’hôpital Saint-Eugénie est rebaptisé hôpital...
suite
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quarta-feira, 9 de março de 2011

Boletim nº 10 - Leia toda a informação dos inumeros apoios que temos recebido e as posições do Ministerio da Saúde.


Editorial: Obstinação da Ministra da Saúde impede que as crianças de Lisboa tenham o
seu novo Hospital Pediátrico, moderno e autónomo do hospital de adultos.
É necessário que a Ministra mude de atitude a bem das nossas crianças!
De modo a sensibilizar os decisores políticos para o erro que o Ministério da Saúde teima em perpetuar ao encerrar o Hospital de Dona Estefânia e integrar os cuidados pediátricos no interior do futuro hospital de adultos de Todos os Santos (Hospital Oriental-Chelas), a Plataforma Cívica manteve dezenas de reuniões e contactos informais.(Cont.pág.4).
Atitude absurda da Ministra da Saúde
responsável pelo desperdício de milhões de Euros
a favor de empresa construtora
Parcerias Público Privadas em discussão
A Ministra da Saúde sabe que a alternância democrática funcionará a breve prazo e novo governo assumirá os destinos do País. Conhece as reiteradas manifestações de TODAS as forças da oposição parlamentar, das suas comissões especializadas, dos órgãos autárquicos (incluindo o PS), da comunicação social e da opinião pública rejeitando a extinção de um hospital de crianças em Lisboa que o actual Governo está a levar a cabo sem apresentar qualquer justificação. Conhece as moções nesse sentido do CDS, PCP, BE e as declarações em plenário do PSD de que, se for Governo, acabará com este processo e devolverá às crianças de Lisboa o seu Hospital Pediátrico autónomo. A Ministra, ao assinar apressadamente o contrato com a empresa que seleccionou para a construção do futuro Hospital geral, sabe que o Estado (...o dinheiro dos contribuintes!) vai ter de indemnizar em milhões de Euros a empresa contratada, quando chegar o inevitável momento de alterar o projecto e corrigir este erro de misturar crianças com adultos no futuro hospital. Apesar disso, as decisões tomam-se de afogadilho, ignorou-se a Sociedade Cívil e a opinião maioritária nos órgãos de representação democrática. O Governo é responsável pelos atrasos na alteração do projecto e por milhões de Euros que a reformulação vai render à Parceria Publico Privada ganhadora. Qual o Sentido de Estado destes dirigentes? Quem vai ganhar com estas decisões em tempo de “lavar dos cestos”? Certamente que não serão as crianças de Lisboa e do Sul do País.
Mário Coelho
In “Diário Económico”: entre as 4 PPP a discutir estão T GV , Aeroporto e...Hospital Oriental de Chelas. Cumpre-se a promessa do PSD, surge a hipótese de corrigir este erro histórico da Ministra da Saúde e nasce nova esperança para as crianças do Sul do País.
As crianças de Coimbra e da Zona Centro têm, finalmente, o seu novo Hospital autónomo. A Plataforma saúda Pediatras e outros profissionais, autarcas e o povo de Coimbra unidos numa luta de décadas por esse objectivo. Registamos a presença sorridente da Ministra da Saúde na inauguração, quando uma semana antes afirmara na Assembleia da República: “não me revejo no modelo do novo Hospital Pediátrico de Coimbra”. ...Há destas coisas!
Após reuniões com a Plataforma, os Partidos tomaram iniciativas. Além das questões postas à Ministra pelo Partido Os Verdes, da acção continuada do PSD e da iniciativa do BE na Comissão de Saúde, realçamos as moções do PCP e do CDS-PP aprovadas por maioria no Plenário (4/02/2011), com a abstenção do PSD na primeira e abstenção do PS em ambas. Já nem a bancada do Governo consegue entender e apoiar a opção de uma Ministra da Saúde que já nada ouve.
A Plataforma Cívica saúda a inauguração do
novo Hospital Pediátrico de Coimbra
Moções do PCP e CDS-PP aprovadas na
Assembleia da República recomendando ao
Governo a manutenção de um Hospital
Pediátrico autónomo em Lisboa
1
Assembleia Municipal de Lisboa aprovou por
unanimidade Moção a favor de um novo
Hospital Pediátrico em Lisboa
Em 29 de Junho, numa iniciativa dos Deputados municipais do PSD, PCP, CDS, BE, PPM, MPT, PEV e Independentes, a AML aprovou por unanimidade (com os votos do PS) uma Moção sobre o Hospital de Dona Estefânia e o novo equipamento hospitalar a construir em Lisboa, onde se lia:
- a Assembleia Municipal de Lisboa não pode deixar de se manifestar sobre matéria de planeamento tão importante para a cidade de Lisboa e para o futuro das crianças, torna-se imperioso:
1-Afirmar a necessidade de garantir a existência de um Hospital Pediátrico Autónomo em Lisboa, em detrimento da sua inclusão num serviço do futuro Hospital Oriental de Lisboa (Todos os Santos), seja por via de construção nova seja por reabilitação do Hospital Dona Estefânia.
2-Solicitar ao Governo que, em qualquer caso, mantenha o edifício do Hospital e a designação de Dona Estefânia como património da Cidade, da criança, da sua dignidade e condição, com possibilidade de aí se instalarem instituições e equipamentos de apoio e defesa da criança, nomeadamente na doença crónica ou exigindo reabilitação prolongada.
Em 21 de Setembro, numa iniciativa dos Deputados Independentes eleitos nas Listas do Partido Socialista (Grupo da Arquitecta Helena Roseta) e com os votos unânimes de todas as forças politicas, a AML aprovou uma nova Moção que recomendava ao Governo e ao Ministério de Saúde que: 1 - ... se decida pela criação de um novo hospital pediátrico autónomo em Lisboa, anulando a intenção já tornada pública de incorporar estes serviços no novo Hospital Todos-os-Santos. 2 – Nesse sentido, solicite à Câmara Municipal de Lisboa, em sede de revisão de PDM, a disponibilização de um terreno para construção do novo Hospital Pediátrico de Lisboa”.
Solicitámos entrevistas aos candidatos à Presidência da República, de forma a sensibilizá-los e esclarecê-los sobre os objectivos da Plataforma Cívica. Fomos recebidos pelos candidatos Fernando Nobre e Franscisco Lopes a quem, igualmente expusemos a nossa preocupação sobre o actual modelo organizacional do Centro Hospitalar de Lisboa Central que, no segundo muitos
profissionais no terreno, já compromete a diferenciação pediátrica e menospreza e subalterniza o atendimento pediátrico com consequências nefastas. Fernando Nobre mostrou-se totalmente favorável à manutenção de um Hospital Pediátrico em Lisboa pelos inequívocos benefícios que daí resultam para as crianças e que, como médico que é com vasta experiência por todo o Mundo e em todos os ambientes, considera terem necessidades próprias e bem diferentes das dos adultos. A Plataforma “poderá seguramente contar” com a sua solidariedade
Francisco Lopes mostrou ter já largo conhecimento do problema que envolve a projectada extinção do hospital pediátrico de Lisboa e o actual Hospital de Dona Estefânia e manifestou a sua total solidariedade com os princípios da Plataforma Cívica, os profissionais que neles se revêem e as acções pela causa das crianças de Lisboa e do Sul do País. Solicitou ainda que o mantivéssemos informado sobre a evolução do processo de modo a mobilizar forças no apoio a esta causa.
Em 15 de Dezembro, por iniciativa do BE, a Assembleia de Freguesia de Alcântara aprovou uma moção a enviar a várias órgãos do poder, em que rejeitava o encerramento do hospital pediátrico em Lisboa.
Nas suas crónicas semanais no “SOL” (Blogue 25/02/2011-pág 54) e ao Domingo na TVI, a criação do novo hospital oriental de Chelas sem autonomia na assistência ás crianças e com redução de camas pediátricas mereceu do Prof. Marcelo Rebelo de Sousa o seguinte comentário: “Um absurdo...”
Por iniciativa do BE com o apoio dos restantes partidos e da presidência da Comissão de Saúde, a Ministra da Saúde compareceu na AR para prestar esclarecimentos. Todos os partidos exigiram o envio do Plano Funcional mantido oculto há 3 anos.
As perguntas a que a Ministra não respondeu
Durante a audição na Comissão de Saúde, a Ministra não comentou ou rodeou com generalidades ou simplesmente não respondeu às seguintes questões formuladas por BE, PSD, CDS e PCP:
- Quanto à existência de hospitais pediátricos, que motivos levam a que o Governo opte por soluções diferentes no Porto, Coimbra e Lisboa?- Que estudos existem, se existem, a fundamentar a opção do Governo pela extinção do hospital pediátrico em Lisboa?
Assembleia da Freguesia de Alcântara aprovou
Moção a favor da manutenção do património
do Hospital de Dona Estefânia e de um novo
Hospital Pediátrico autónomo em Lisboa
Todos os Partidos na Assembleia Municipal de
Lisboa aprovaram novas recomendações ao
Governo e CML para construção de um
Hospital Pediátrico autónomo em Lisboa e a
inerente revisão do PDM da Cidade
Marcelo Rebelo de Sousa toma posição
Ministra da Saúde inquirida de novo na
Comissão de Saúde da AR sobre o caso Dona
Estefânia e Hospital Pediátrico de Lisboa
Candidatos à Presidência de Republica
receberam a Plataforma Cívica
2
Se foram feitos, porque os abandonaram? - Qual o Programa Funcional do novo Hospital Oriental de Lisboa (Hospital de Todos os Santos)? - Quem está a fazer o programa funcional? - Quantas camas pediátricas terá o novo hospital? - Quantas salas de consulta pediátrica terá o novo hospital? A redução prevista de mais de 60% no número de salas não afectará a actividade das mais de 30 especialidades e sub-especialidades que realizam actualmente essas consultas? - Quais as áreas comuns e as áreas não comuns a crianças e adultos no novo hospital? - Porque foi retirado do conhecimento público, há cerca de 3 anos, o programa funcional do novo hospital? - Existe um programa funcional diferente do inicial? Se sim, que alterações foram introduzidas? - Em que fase do processo está a situação do actual Hospital de Dona Estefânia? E como irá ser feita a transição para o novo hospital? - Estão reunidas as condições para que, no novo hospital, haja melhoria do tratamento das crianças sem promiscuidade com os adultos? - O espaço para um novo hospital não é problema. Basta que o MS o peça à CML. Porque não o pede? - Dizendo agora a Sra Ministra que as crianças vão ficar separadas dos adultos por compartimentos estanques e com profissionais a elas dedicados, por que não quer um novo hospital pediátrico que é a forma mais fácil e eficaz de realizar esses objectivos? - As Parcerias Público Privadas acordadas são irreversíveis? Não há possibilidade de as renegociar? - Se for aprovada na AR a recomendação do PCP (e também a do CDS) para criar um hospital pediátrico público, com autonomia física e administrativa, está o Governo disponível para que tal se concretize? - Com a imagiologia como área comum, como vão ser geridas duas concepções completamente distintas da imagiologia pediátrica e de adultos? - Em relação à parte fisiátrica, há real independência entre crianças e adultos?
Algumas frases dos Deputados no debate João Semedo (BE): “Tudo leva a crer que o Governo opte por soluções diferentes em Lisboa, Porto e Coimbra. Não concordo!”; “Depois de ouvir a SraMinistra, ficámos com as mesmas dúvidas”. Quanto aos espaços comuns, “hoje é a imagiologia e a ortopedia, amanhã vai ser o resto”. Clara Carneiro (PSD): “Em nenhum País civilizado se pode ocultar um projecto desta dimensão”; Luisa Almeida Santos (PS): “A sensibilidade da SraMinistra dá-nos confiança para a resolução deste problema”; “Já sabemos que o concurso de construção está resolvido”. Santos Oliva (CDS): “Se a Sra Ministra me está a dizer que afinal fica tudo separado, então porque não um Hospital Pediátrico independente?”.
Manuel Tiago (PCP): “Na próxima semana, o PCP apresentará na AR uma proposta de resolução para que o Governo crie um novo hospital pediátrico autónomo, público, qualquer que seja o local onde venha ser construído. Ouvidas as posições dos partidos expressas nesta Comissão, nada faz supor que essa moção não seja aprovada”.
Algumas frases da Ministra da Saúde
O nome Espaço Estefânia deve manter-se com a sua identidade mesmo com a locação em outro local; Os espaços dedicados à criança têm de ser estanques na consulta, no Hospital de dia, na Cirurgia do ambulatório e internamento. Estanques quer dizer separados por paredes dos espaços de adultos; Quer os médicos, quer os enfermeiros, quer os outros técnicos têm de ter especificidades para a área da Pediatria pois têm técnicas que têm de ser aprendidas com a criança e têm de ser treinadas e isso deve estar salvaguardado no novo hospital; Não podem rodar profissionais, nomeadamente enfermeiras, por serviços de crianças e de adultos; As crianças devem fazer as colheitas para exames laboratoriais nos espaços onde estão a ser atendidas e não nos laboratórios.
Em Novembro de 2010, após múltiplas solicitações, a Plataforma foi recebida pela Ministra da Saúde (MS). Para além da recepção cordial, não obtivemos outras informações para além de que: a MS não tinha na sua posse alguns documentos que solicitara aos serviços, o estado avançado (a que deixou avançar!) do processo com a Parceria Público Privada tornava muito difícil qualquer alteração e... chamaria a Plataforma a muito breve prazo (cerca de 1 mês) para informar de decisões. Continuamos à espera!
Em resposta às nossas repetidas solicitações, no dia 11 de Novembro, a Plataforma Cívica foi recebida pelo Dr António Costa para lhe transmitir os princípios que defendemos e o nosso ponto de vista sobre a forma como a extinção do hospital pediátrico de Lisboa planeada pelo Ministério de Saúde afectará a população jovem de Lisboa e da zona sul do País e a diferenciação da Capital. Os contactos posteriores foram delegados no Vereador do Urbanismo que nos oficiou ser da responsabilidade da Ministra da Saúde a solicitação à CML de terreno para construção de um hospital Pediátrico autónomo junto ao futuro hospital Oriental- Chelas. Como se sabe, tal ainda não aconteceu e a Ministra na AR ignorou a situação.
Em Outubro, a Secção Regional do Sul da Ordem do Médicos emitiu um documento defendendo a construção
Plataforma reuniu com Ministra da Saúde
Reunião com o Presidente da CML
Ordem dos Médicos-Secção Sul delibera apoio
a um novo Hospital Pediátrico em Lisboa
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de um novo Hospital Pediátrico autónomo na proximidade do hospital de adultos a construir na zona Oriental (Chelas). Nesse documento pode ler-se: - Uma das importantes conquistas da civilização foi reconhecer que as crianças têm necessidades próprias, que devem ser respeitadas, incluindo a nível de cuidados de saúde. Isso reflectiu-se em cuidados médicos diferenciados em ambiente adequado ao grupo etário, de modo a diminuir o sofrimento e contribuir para a adaptação ao quadro de doença, aguda ou crónica, e hospitalizações, por vezes necessárias. Ninguém neste país consideraria aceitável outro procedimento.
- O Conselho Regional Sul da OM concorda com a defesa dum Hospital Pediátrico em Lisboa, embora construído no recinto do Hospital Oriental, mas mantendo autonomia física e de cuidados.
- Declara todo o apoio ao tratamento e acompanhamento adequados, segundo as normas científicas, éticas e civilizacionais, a todas as crianças.
Entre as entidades referidas constam: responsáveis de todas as forças politicas representadas na Assembleia da República (AR), Comissão de Saúde da AR, Assembleia M u ni c i p a l d e L i s b o a ( A M L ) , E x e c u t i v o d a C M L , algumas Juntas de Freguesia, Candidatos à Presidência da República, instituições e figuras representativas da Sociedade Civil e hierarquia católica, ex-ministros e figuras ministeriáveis na área da saúde, Ordens profissionais, alguns responsáveis do Centro Hospitalar de Lisboa Central implicados no processo de encerramento e desaparecimento do actual hospital pediátrico de Lisboa, funcionários e cidadãos anónimos que, pessoalmente ou através da Internet, têm manifestado interesse, desacordo e mesmo indignação pela situação inqualificável em que o Ministério da Saúde está já hoje a colocar a assistência especializada à criança na área de Lisboa e Zona Sul do País. Apesar das dificuldades e resistências de alguma imprensa, procurámos manter actual este assunto nas agendas da comunicação social, com presença possível nas televisões, rádios e imprensa escrita, quer através de membros da Plataforma quer pela voz de outros cidadãos que usaram a sua notoriedade pública para manifestar o seu apoio a esta causa. Por outro lado, surgiram várias iniciativas de cidadãos na Internet, autónomas em relação à Plataforma Cívica, que visavam também a defesa do património do Hospital Dona Estefânia e a construção de novo Hospital Pediátrico em Lisboa.
Insensível a tudo isto e às moções e recomendações ao Governo aprovadas em plenário pelas forças políticas,
incluindo o seu próprio Partido, a Ministra da Saúde não responde às perguntas sobre o Hospital de Dona Estefânia, não responde ou diz não estar informada sobre o modelo de funcionamento do futuro hospital geral de Todos os Santos, não fornece à AR nem às suas Comissões especializadas, nem à AML, nem aos partidos políticos, o Plano Funcional do futuro hospital e não explica porque este documento foi retirado precipitadamente da página do Ministério há cerca de 3 anos, logo que a Plataforma detectou e alertou para vários erros, impedindo a análise de um empreendimento de milhões de Euros e com evidentes repercussões no atendimento das crianças com doenças mais graves e complexas, tornando o processo opaco, alimentando especulações sobre interesses imobiliários e a captura do interesse público pelas parcerias instaladas, para além de criar dúvidas sobre conflitos de interesses dos escassos defensores do projecto de integração. A Ministra também não explica o seu empenho e a aprovação recente do Centro Materno- Infantil do Norte (Porto), nem a inauguração novo Hospital Pediátrico de Coimbra, nem porque Lisboa será a única Capital do Mundo Civilizado a fechar o seu único hospital Pediátrico. Enfim, a Ministra não explica nada e, com o seu apoio, o processo ganha tempo e estatuto de facto consumado. Assim, é indispensável para a sanidade da política, das instituições e das crianças de Lisboa que a Ministra da Saúde reconsidere urgentemente esta sua atitude não fundamentada ou que, democraticamente, quem pode e
Ministra da Saúde obstinada contra hospital
pediátrico de Lisboa (Cont Pág 1-Editorial)
deve a faça mudar!
Mário Coelho
Última hora: Um Plano Funcional
finalmente entregue no Parlamento
Sobre a hora de impressão deste Boletim e ao fim de 3 anos de ocultação e vários pedidos, o Parlamento recebeu um Plano Funcional do futuro Hospital. No próximo número comentaremos este documento sobre o qual procuraremos ouvir os profissionais do Hospital.
A Plataforma criou uma página no Facebook para manter uma linha de informação e contacto com os interessados na causa das crianças de Lisboa. Adira!!!
A Plataforma Cívica no Facebook
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“Defesa Hospital Crianças Lisboa”
Textos integrais das moções e recomendações em:
www.campanhapelohde.blogspot.com
e, futuramente, no Site da Plataforma (Em construção)
Envie-nos a sua opinião:
estefania.boletim@gmail.com
Ficha Técnica: Edição da Plataforma Defesa do Património do Hospital de Dona Estefânia e de um novo Hospital Pediátrico para Lisboa; Coordenador de
edição: Mário Coelho; Distribuição gratuita.
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domingo, 6 de março de 2011

VITÓRIA DO BOM SENSO E DAS CRIANÇAS! ASSEMBLEIA DA REPUBLICA RECOMENDA AO GOVERNO A CONSTRUÇÃO DE " UM NOVO HOSPITAL PEDIATRICO PARA LISBOA"

Por iniciativa do PCP e PSD foi aprovada na Assembleia da Republica moção a favor de um Novo Hospital Pediatrico para Lisboa!


Esperemos que o governo tenha atenção e respeite a opinião dos orgãos de soberania e que não permaneça "orgulhosamente só" ao lado dos interesses das parcerias privadas.....
Não nos esqueçamos que estas não foram uma opção discutida e sufragada em eleições, e o minimo que se lhes exige é que se submetam ao interesse do publico e dos contribuintes que as financiam......


Amamos "Este" mas ... queremos e temos direito a um "Novo" !

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O Projecto do Hospital Generalista de Todos os Santos , "serve" as parcerias privadas mas não serve a criança!

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Parlamento recomenda construção de hospital pediátrico em Lisboa
A Assembleia da República aprovou hoje dois projetos de resolução do PCP E CDS que recomendam ao Governo que assegure a construção de um Hospital Pediátrico em Lisboa. ( sem prejuizo de o actual espaço do Hospital de D. Estefânia continuar a ser património e para uso da mãe e da criança)


"Recomenda-se ao Governo que “assegure a construção de um Hospital Pediátrico em Lisboa, dotado de autonomia administrativa e técnica, independentemente da localização física e da eventual localização em campus hospitalar”.

O objetivo é assegurar a “manutenção ou incremento da capacidade de atendimento, internamento e ambulatório atualmente instalada no Hospital de Dona Estefânia”, “sem prejuízo de protocolos de colaboração, articulação e cooperação técnica com restantes unidades hospitalares”.


Recomenda-se ao Governo que “assegure que a construção do novo hospital pediátrico de Lisboa inserido no campus do Hospital de Todos-os-Santos seja feita num edifício independente, de forma a que seja garantida a separação de crianças e adultos”.

“A inclusão do Hospital de Dona Estefânia no futuro Hospital de Todos-os-Santos poderá implicar a partilha de instalações por crianças e adultos, ou seja, espaços como a unidade de queimados, fisioterapia ou cuidados intensivos poderão vir a ser utilizados quer por crianças, quer por adultos”
“A construção de um hospital pediátrico num campus hospitalar poderá ser benéfica, desde que devidamente assegurada a separação total de crianças e adultos”.


Nota de Agradecimento:
Os povos cultos e governos inteligentes preservam a sua história e acarinham as instituições publicas ou privadas que pelo seu prestigio transversal criam afectividades e unem diferenças e assim salvaguardam valores culturais e civilização de conflitualidades dissolventes (nomeadamente nos momentos de crise) e assim constituem a plataforma de confiança que permitem a descolagem para novos projectos de progresso de comunidade.
Tal o fazem sem deixar de pugnar para que instituições se reformem e acompanhem o progresso.
Agradecemos assim e felicitamos a todos os partidos com assento na Assembleia da Republica Portuguesa que o compreenderam.

sábado, 5 de março de 2011

O Professor Marcelo Rebelo de Sousa no Jornal da TVI de 6 de Março , não se abstem! Considera inaceitavel que Lisboa perca o Hospital Pediatrico!


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O Professor Marcelo Rebelo de Sousa afirmou inequivocamente no Jornal de Domingo da TVI que é inaceitável que Lisboa perca o seu Hospital Pediátrico! È exigivel que a sua prestigiosa opinião chegue aos responsáveis do governo e do seu partido quando da discussão da parceria privada do Hospital de Todos os Santos.


O Professor Marcelo Rebelo de Sousa é um exemplo da firmeza que todos os politicos responsáveis deveriam apoiar, quando Lisboa corre o risco de regressar ao seculo XVII nos padrões de assistência hospitalar pediatrica.

terça-feira, 1 de março de 2011

Conceitos que desconhecia as consequências há 3 anos.....mas que regem o mundo actual....e estão na raiz dos nossos actuais descontentamentos.....



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..... as causas menos óbvias da destruição em curso do Hospital Pediátrico de Lisboa.... ( opinião pessoal)



Poderá vos parecer fantasioso....mas a destruição do Hospital Pediátrico de Lisboa , não esta alheia a ideologias globalizantes de desregularizamentadoras e responsáveis pelo descalabro económico de mundo actual e aos quais parte dos nossos governantes e alguns políticos servem e se submetem ....apesar de afirmarem exactamente ao contrario em discursos sorridentes nos noticiários diários....Para Portugal idealizam um pais de tipo super mercado incaracteristico e asséptico e sem história ou alma..... Se é indesmentível que nosso Pais necessita de reformas profundas e não tem existido vontade de realiza-as por medo de penalização eleitoral será ainda mais verdade que devem ser escolhidas por nós em debate publico a luz do dia e não impostas na surdina por pseudo elites que aprenderam a sua sabedoria em cartilhas neoliberais hoje já em descrédito devido as péssimos resultados onde vingaram há 30 anos. Por outras palavras a reforma do Estado e Serviço Publico deve significar a sua melhoria em qualidade , em custos e controlo democratico e não desvio das nossas contribuições aos grupos financeiros privados como os resultados que temos visto todos os dias.
Recentemente , por mero acaso ,adquiri um livro de um Historiador Inglês Tony Judt com o titulo " Um tratado sobre os nossos actuais descontentamentos" da edições 70 que valerá a pena ler.....Ele fala-nos entre muitos outros temas das parcerias privadas...de cuja implementação Portugal, aluno tardio é contudo já líder na Europa....
No que me diz respeito... este livro ajudou a clarificar conceitos que tinha de forma ainda nebulosa.....
Mesmo que tenham opinião contraria deste Historiador ... valerá a pena lê-lo pela sua argumentatação clara e fundamentada.
De acordo ou em desacordo é necessário que nos saibamos posicionar de forma fundamentada e não apenas emocional.
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Jornalista Manu- Subscreve exclusivamente Pedro Paulo Mendes