domingo, 25 de dezembro de 2011

Saúde - Para muitos, encerrar o D.Estefânia seria um erro - RTP Noticias, Vídeo

Saúde - Para muitos, encerrar o D.Estefânia seria um erro - RTP Noticias, Vídeo




Artigo de Opinião
A PLATAFORMA DÁ BOAS FESTAS AO SR.  MINISTRO DA SAÚDE

O Sr. Ministro da Saúde , Paulo Macedo, hoje dia 25 de Dezembro de 2011 visitou o Hospital Pediátrico de Lisboa . Saudamos a sua iniciativa.
A Plataforma de Defesa do Hospital Pediatríco esteve presente.
Agradecemos ao Sr. Ministro ter  dado particular atenção e ouvido  amavelmente os representantes da Plataforma. Agradecemos a RTP a entrevista realizada ao Professor Gentil Martins. ( Ver o  Vídeo no topo da pagina )
.A escolha do Hospital D. Estefânia  pelo Sr. Ministro reflecte o  seu interesse pelas crianças e o prestigio alcançado por esta instituição centenária . Chamamos atenção  que  apesar deste reconhecimento unanime,  este Hospital de referência  e com acreditação internacional  esta  a ser incomprensivelmente desactivado e diluído,  por hora no Centro Hospitalar de Lisboa Central , e  no futuro  o que dele restar ,  se resumirá  a um incaracteristico  e residual  Serviço  de Pediatria no   Hospital de Todos os Santos.

....Não   existirá então  Hospital Pediátrico  em Lisboa que possa ser visitado na altura do Natal .......

Nada ouvimos dizer o Sr. Ministro  em concreto  sobre o que pensa do  destino a dar a este espaço que é património da Mãe e da criança e  garantir que não será  uma mera moeda de troca na especulação imobiliária. ( ver  noticia no Blog do "SOL" sobre o sucedido ao antigo Hospital de Arroios)

 Dizia o antigo  Ministro Correia de Campos,  "que um  Hospital não são suas paredes mas sim equipas que nele trabalham."  Pensamos  tratar-se de um argumento  sem substância e genérico caso isolado de um  contexto  e demonstrará  falta de informação técnica e  histórica  sôbre a  organização dos Hospitais
Se  de facto as equipas são o fundamental , é  óbvio que as paredes e arquitectura hospitalar moderna e o seu  equipamento  coexistem  e  se adaptam e servem os fins  a  que se destinam  em processo dialetico que  cria a individualidade e faculta os meios para as equipas se desenvolverem. Ou seja é imprescidivel que um arquitecto e equipa  que  planeiem  um Hospital e o seu plano funcional consultem e tenham em conta  as equipas /  especialidades e   população que servirá em acordo com o definido,
(no caso hospital terciario projectado no contexto da  rede de cuidados materno infantis especializados para o Sul do  País)

Existem hoje  no mundo civilizado arquitectos especializados na construção de Hospitais Pediátricos assim como nos Hospitais Gerais .
A arquitectura Hospitalar não é indiferente aos conhecimentos técnico - científicos de uma epóca.
O Hosp. Curry Cabral é um exemplo da arquitectura multi pavilhonar resultante das descobertas de Pasteur.
Santa Maria e São João são exemplo dos mega Hospitais Monobloco  Tecnológicos que surgiram em  meados do seculo passado e de  que o futuro HTS , será mais um exemplo.
Será interessante deter-mo-nos momentaneamente  sobre   este  paradoxo e indagar ...quem serão os saudosistas , nós que propomos unidades modulares interligadas e geriveis  ou os defensores do mega hospital tecnológico,  num conceito já ultrapassado ?!!!
Os Hospitais Pediatricos, surgiram  na idade moderna e coincidem com o avanço civilizacional que consagrou  os direitos da criança e a  sua especificidade psico fisológica. As suas equipas, arquitectura e meios técnicos não são dissociaveis e coincidem nos seus objectivos.
Negar esta evidência como temos ouvido de gestores em cargos direcção será  "no minimo"  estranho....
Negar que "forma e conteudo e finalidade" são indissociaveis, contraria toda   evidência e a  razão .

Seria assim  fundamental que  o Sr.  Ministro saber das razões do  seu colega , o  actual Ministro da Saúde da Irlanda ,  que apesar da  crise financeira  anunciou recentemente  a construção   de raiz um Novo Hospital Pediátrico em Dublin. Quem diz Irlanda , diz Inglaterra, Autralia, Africa do Sul , América  etc. Citamos a Irlanda por estar nas mesmas condições financeiras que Portugal e este ser um argumento dos nossos opositores.

O Sr. Ministro deverá  basear  as sua decisões  nas diversas opiniões em jogo e  não apenas   em informações e conhecimento  transmitidos por  antigos ministros  que demonstraram  manifesta falta de sensibilidade e capacidade  em efectuar reformas ou de  antigos  gestores do  Hospital A. Sintra quando em gestão privada  e que depois  foram nomeados  responsáveis pelas PPP  e organizaram o concurso   e escolheram o actual projecto do actual HTS : Para estes ultimos o ideal de  arquitectura hospitalar  na essência pode se comparar a   um " mealheiro "  em que nem o doente nem os profissionais possam dar um passo que não traga lucro a parceria privada.

Trata-se de um sonho "do(e)urado" de gestores  desvinculados da realidade , pois não é conciliável uma prestação especializada   em qualquer área de saber pediatrico e a indiferenciação  e promiscuidade proposta a  quase todos os níveis do actual projecto do HTS .( ver  Plano Funcional)
 Referimos que o seu apego irracional ao actual projecto se deverá  possivelmente ao facto de  H. T.S. construido com fundos do Banco de Investimento Europeu  emprestados a juros residuais a  PPP , ....mas que cobrarão  aos contribuentes portugueses  um valor  em dividendos dez vezes maior ..
Caso não seja assim agradecemos que  divulguem o contracto de exploração que nos retractaremos e  desculparemos.
Gostariamos igualmente de saber ainda se foi  plenamente salvaguardada a inexistência de conflito de interesses entre o publico e o privado em todo este processo.....Pois de privado houve muito e de publico muito pouco....




Em fim existem duas partes interessadas neste processo  por razões  muito diversas é necessário ouvi-las para que  se decida  em consciência.

 As duas propostas em oposição  se resumem  do nosso ponto de vista e  de forma simplificada  :

- Lisboa necessita de   Hospital Pediátrico terciario autonomo e  especializado  com dimensões  adequadas  a população que servirá  e dotado de todos os meios tecnicos e humanos  para  dar  resposta as exigencias mais  complexas das crianças doentes do  Sul  do Pais .

- A outra , que entendemos subjacente a  perspectiva dos actuais gestores  que   resume-se    a desarticular e diluir o que resta  dos antigos Hospitais de Lisboa" de forma a encaixa- los a força  num  projecto   formatado  e redutor para  servir  aos   interesses  das PPP.

O amadorismo e ausência de poderação e pressa em criar factos consumados  caracteristicas   das decisões  tomada pelo anterior Ministério  (e que foram causa do seu afastamento ) são obvias  e explicam  a desaquação já a nascença do projecto :
O Hospital D. Estefânia não fazia parte inicialmente do futuro Centro Hospitalar  e foi  lá integrado em  decisão de ultima hora....Assim como também o serão  a Maternidade Alfredo da Costa e o Hospital de Curry Cabral.... e mais .. se houvessem  ....Quem o diz não somos apenas nós , informem-se  das considerações do  Arquitecto responsável pelo projeto ao " Jornal Publico " devido a querem obriga-lo a fazer reformulações em um projecto coerente para lá integrar o que não estava  previsto inicialmente.

 Seria mais inteligente e menos controversa uma solução que servisse as populações  e a  PPP  e   que ao contrario desta  que não só não   contrariasse a  história e caracteristicas das instituições que agora  engloba mas principalmente  que respondesse as  necessidades de organização da futura  rede hospitalar de cuidados pediatrícos da zona Sul do Pais. O projecto poderia ser faseado. Por hora o HTS e a seguir o Centro Materno Infantil.

As  Maternidade  Magalhães Coutinho   (1931)e  Alfredo  da Costa , (1932)  o H.  D. Estefânia tem  origem  histórica diversa  e  são de de construção  posterior as do  Hospital de Sâo José , Desterro e Capuchos e Sta  Marta. Haverá que referir que a Maternidade Magalhães Coutinho foi a 1º Maternidade Portuguesa.( ler informação histórica na próxima postagem )
O Hospital dos Capuchos, Sta Marta, Desterro e São José,  foram  antigos conventos  adaptados que  vieram  em emergência  substituir    ao antigo  Hospital de Todos os Santos,  totalmente destruído pelo  terremoto e fogo em 1755 e cumpriram de forma exemplar a sua missão. 
Saliente-se entretanto  que o novo Hospital , homonimo do antigo e  que quer homenagear,  será construido numa zona de risco sismico, médio alto e  assim julgamos que um  projecto modular seria técnicamente mais equilibrado na prevenção para das suas hipoteticas consequências como será obrigatório ponderar..
 Indague-se o que dizem os técnicos especializados  do LNEC e Protecção Civil e confirmem  se não será assim.
Compreende-se que se queira rememorar o antigo Hospital  de Todos os Santos, que veio no seculo XVI à unificar e dar coerência a serviços assistênciais fragmentados,  não se compreende é que queiram de forma demagógica e sub repticia  fazerem  esquecer o Hospital Pediatrico de D. Estefânia e as  Magalhães Coutinho   e  Alfredo da Costa,  que foram e são ainda simbolos de modernidade e não já apenas um marco de glória  perdido no passado como foi o antigo HTS.
Os Hospitais ; D.Estefânia e Maternidade Magalhães Coutinho e  Alfredo da Costa surgiram no curso  processo de modernização.  com vista a eliminar  a promiscuidade  então  existentes  entre adultos  e crianças  e condições desumanas da ala de maternidade no  antigo  Hospital São José .
Finalmente a que referir que  Sr. Ministro impressionou-se com a destreza e grau de especialização dos nossos cirurgiões nomeadamente no que diz respeito a cirurgias complexas nos recem nascidos considerando-as  em termos figurativos  com toda propriedade "um milagre" impensavel há 100 anos.
Diz o ditado : "Deus quer ; o Homem Pensa e a Obra nasce". No caso presente ,   sem questionar  e confessando que  sentindo-nos orgulhosos do indiscutível mérito dos nossos cirurgiões,  consideramos que "este milagre ou obra "  na sua essência deve-se aos "Hospitais Pediatricos"  que permitiram concentração de massa critica e criação de equipas  exclusivamente dedicadas a criança.
Caso não acreditem comprovem  e pesquisem :  a maior parte dos trabalhos e desenvolvimento técnico  cientifico em Pediatria tem origem em   Equipas que nasceram e se desenvolveram nos Hospitais Pediátricos. Estes Hospitais são fonte de prestigio e receitas dos paises que os acarinham......
Compreendemos  contudo ( mas não aceitamos)  que  gestores que criaram e sustentam  as suas convicções em estudos originários  gabinetes assépticos de instituições financeiras  internacionais,   terão dificuldade em compreender estes factos....

Em conclusão :
Propomos ,na sequência destes considerandos ,    que no  Campus  Hospitalar de  Lisboa Oriental se construa  para alem do Novo Hospital de Todos os Santos,  um novo  Centro  Materno Infantil  que inclua  as Maternidades  Magalhães Coutinho , Alfredo da Costa e  o Hospital  Pediatrico de D. Estefânia, como aliás é norma internacional para os Hospitais Centrais  e este é o modelo aprovado em Coimbra e no Porto.  De acordo com o aprovado em vários orgãos de soberania deve ser reservado o terreno desde já  e assumindo-se tratar-se de um projecto assumido.


Finalmente alertamos a todos que partilham das mesmas  preocupações  que estamos conscientes  de que a satisfação destas legitmas  pretensões   dependerá principalmente do esforço e empenhamento de todos os profissionais e pais das crianças ... sim  pois do outro lado da balança estão em causa interesses poderosos e insensíveis  a quem os  governos tem dificuldade em contrariar e ultimamente tem-se  mesmo submetido...Sim ...são poderosos ... mas não invencíveis....
Oxalá o novo Ministério tenha uma palavra nova a transmitir-nos...


Assina : Pedro Paulo Mendes

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Segue-se resumo da  informação aos Jornalistas sobre a Luta pelo Hospital Pediátrico entregue aos Jornalista pela Plataforma Civíca


"Processo de Extinção do Hospital Pediátrico de Lisboa e de resistência da Sociedade Civil e dos seus órgãos representativos (25 Dez 2011)"



Há cerca de 3 anos, perante a ameaça do Governo de encerrar o Hospital de Dona Estefânia (HDE) sem o substituir por um novo Hospital Pediátrico em Lisboa, passando as crianças a ser tratadas no futuro Hospital Geral de Todos os Santos (Chelas), em grande parte, em ambientes de adultos e muitas vezes em conjunto com os adultos e por especialistas de adultos, um grupo de médicos e outros profissionais do HDE e elementos da sociedade civil criaram a Plataforma Cívica para alertar para os perigos nos cuidados médicos a prestar às crianças.

Desde então vários factos objectivos foram trazidos à evolução e discussão do processo.



1 – A nível internacional, Portugal seria o primeiro país a encerrar o Hospital Pediátrico da sua capital:

- Hospitais Pediátricos em praticamente 100% dos países civilizados (Ex: 209 nos EUA, 21 na Alemanha) e muitos países em desenvolvimento.

- Novos hospitais pediátricos a construir ou modernizar em todo o mundo, com principal destaque para EUA, França. Reino Unido (Destaque para a recente decisão da Irlanda em construir o Hospital Pediátrico de Dublin), América do Sul e África (Ex:Hospital Nelson Mandela a inaugurar em 2013 para todas as crianças de África)

- Na Internet mais de 600.000.000 entradas para a referência New Pediatric Hospital



2 – A nível nacional:

- Inauguração do novo Hospital Pediátrico de Coimbra; No Porto: construção do CHNorte com plano para o novo H.Pediátrico (Substituindo o antigo Hospital MªPia) num campus com a Maternidade Júlio Dinis e o H.StºAntónio e a construção do “Joãozinho” num processo de cada vez maior autonomia do tratamento das crianças do H.São João.

- Encerramento da maternidade do Hospital de Dona Estefânia no ultimo dia antes das eleições de Junho, sem justificação. Apesar de ter sido considerada pela ACSS, já em 2011, como a Maternidade “de Excelência”, esta continua sem reabrir. Também o próprio HDE foi igualmente considerado nessa análise, com a classificação máxima entre os hospitais que tratam crianças.

- Cerca de 90.000 pessoas assinaram as petições a favor da criação de um novo hospital dedicado às crianças em Lisboa, quando encerrasse o actual Hospital de Dona Estefânia.

- Em votação secreta, 96,1% dos profissionais consideraram que o hospital pediátrico era o ideal para tratamento das crianças gravemente doentes.

- Centenas de profissionais manifestaram-se no átrio do Hospital contra o encerramento da maternidade e o desmembramento em curso já no actual HDE.



3 - A nível político foram aprovadas vários documentos sobre a construção de um novo hospital pediátrico em Lisboa:

- AML: aprovadas 3 moções exigindo a construção desse equipamento autónomo dos adultos. A última Moção foi aprovada em 13 de Dezembro de 2011, também por unanimidade dos partidos da AML (incluindo PSD, CDS e PS), solicitando que no PDM seja consignado um espaço para a construção de um novo hospital Pediátrico autónomo junto ao futuro Hospital de Todos os Santos.

- Comissão Saúde da AR (Presidida pelo PSD): aprovado por unanimidade o relatório rejeitando a opção de extinção do Hospital Pediátrico em Lisboa. Segunda audição da Ministra da saúde já em 2011 com criticas de todos os partidos (excepto o do Governo) às acções de desmantelamento do Hospital Materno-Infantil de Dona Estefânia iniciadas pelo Ministro anterior.

- Nos anos anteriores, todos os partidos (excepto o do Governo) expressaram no plenário da Assembleia da Republica a sua discordância quanto ao encerramento do Hospital Pediátrico em Lisboa sem o substituir por outro que, de acordo com padrões de acreditação internacionais, salvaguardasse a independência de espaços e circuitos entre crianças e adultos, tendo o PSD, então na oposição, declarado solenemente na AR que “se fosse Governo corrigiria de imediato esse erro”.

- Já neste mês de Dezembro de 2011, representantes parlamentares do PS reconheceram a pertinência dos argumentos que a Plataforma foi sucessivamente trazendo ao debate e alteraram a sua posição. Neste momento, o PS, além de manifestar, tal como os outros partidos já contactados na AR, o seu apoio ao princípio de um novo Hospital Pediátrico autónomo, está a preparar uma iniciativa politica da AR nesse sentido.

- Juntas de Freguesia de Lisboa aprovaram também Moções do mesmo teor.

- De forma expressa e documentada, manifestaram-se no mesmo sentido instituições como a Ordem dos Médicos (Secção Sul), Instituto de Apoio à Criança, Sociedade Portuguesa de Pediatria, inúmeras figuras de grande relevo público e médico, etc.

- O Arq.Souto Moura, responsável pelo desenho do futuro HTodos os Santos veio declarar que, face às alterações que lhe foram introduzidas entretanto, (Leia-se Ensino e Pediatria), o projecto era “uma vergonha nacional” (Boletim A Estefânia Nº12 da Plataforma).



4 – A nível da análise e gestão politico-financeira do processo

- A ACSS publicou dados em que o custo médio do tratamento dos doentes nos hospitais pediátricos especializados de Coimbra e de Lisboa (H.Dona Estefânia) são muito inferiores aos dos Hospitais gerais centrais com serviços de Pediatria (HStªMaria, HSºJoão) de modelo semelhante ao do futuro HTodos os Santos.

- O actual Governo anunciou inicialmente a revisão de todas as PPP, com especial enfoque em 4 delas em que se incluía o HTodos os Santos na versão actual que não contempla um Hospital Pediátrico autónomo.

- Posteriormente, o actual Ministro anunciou na AR que não haveria construção do H.Central do Algarve e H . Todos os Santos.

- Os administradores hospitalares do CHLC, publicaram nos semanários Sol e Expresso cartas abertas (não sabemos se com conhecimento da Tutela), dando uma versão contabilística parcial dos custos da decisão defendendo a construção do HTodos os Santos, mas sem referência aos prejuízos resultantes do retrocesso civilizacional, médico e científico que dai adviriam para o tratamento das crianças e as suas necessidades e características próprias, neste momento, também já para os adultos. Enfim, também não clarificando qual o papel na estrutura de custos das rendas fictícias que os Hospitais deverão ao próprio Estado a partir de 2012, nem o diferencial entre os juros pagos pelo empréstimo pela PPP, nem outras contra partidas do contrato assinado com o Estado e que não é público.

- A Plataforma Cívica, independente do modelo de construção e exploração do futuro HTodos os Santos e da obrigatória transparência na metodologia de escolha e contratualização, considera que estas opções não deverão prejudicar o futuro da assistência hospitalar pediátrica de Lisboa e da zona sul como agora se configura. Assim, não prescinde de contribuir para o esclarecimento das consequências de uma decisão errada e precipitada por pressões que se adivinham enormes mas de discutível legitimidade do ponto de vista dos superiores interesses das crianças portuguesas, tal como antes com outros responsáveis políticos, aguarda uma entrevista com o Secretário de Estado Adjunto da Saúde para quem o Ministro da Saúde remeteu os nossos pedidos de audiência.



Contactos: Mário Coelho (TLM 913450989; coelhom@sapo.pt), António Gentil Martins (TLM 939555162, agentilmartins@netcabo.pt), Pedro Mendes (TML 967006022, pedrpaulmend@netcabo.pt)



quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Algumas questões em imagens que as crianças da " Arquinha" solicitaram-nos para colocar no Blog

Escolha a resposta certa:

Questão nº 1





Porque será que os gestores responsáveis pelo projecto do  futuro Hospital de  Todos os Santos  e contra todas as evidências em contrário. optaram   pela destruição sem outra  alternativa  do único Hospital  Pedíatrico da zona Sul:

a- Admiração  nostalgica pela assistência hospitalar  na  idade  média
b-  Cumprem " ordens  superiores"
c-  Insensibilidade e  mera ambição
d- Espiritualidade e inteligência na gestão empresarial
e-  Todas estão certas
f-   Outra resposta




Questão nº 2
Quando da  escolha de  equipamentos (de  que  os seus representantes da crianças  foram  alheados  mas que agradecem pois,  a cavalo dado não  
     se olha os dentes  )  se:
a- Em vez de ter sido escolhida  uma R.   3,0 T não  ficariam melhor servidos com uma R.  1,5T  
    eventualmente aberta e inocua e permitindo um leque mais vasto de utilização infantil. (ver nota).
b-  Se a sua escolha deveu-se a um desconhecimento e desinteresse  das necessidades das crianças  e
             e  sua  subalternização num espaço de sua pertença . .

    c- Se  a sua escolha deveu-se ao objectivo de preservar a identidade Pediatrica e  dotando-a
         de uma roupagem   de alta categoria   de forma a torna-lo num centro de referência da zona Sul

Nota : Utilizamos o  acronimo de "R.oupa T.amanho 3" e  de R.oupa T.amanho 1,5)










Ao considerarem  a despeito dos preceitos  e regras das acreditações internacionais que os espaços reservados a adultos e crianças devem ser comuns os Sr. Gestores :

1- Crianças são adultos pequenos e assim não haverá razão para qualquer separação. 
2- Com vista a despertar futuras vocações na area da saúde deve-se desde a tenra idade familiarizar as crianças com as patologias dos adultos. 
3- Portugal vive numa crise de tal ordem  que  a abertura de uma  simples porta  com vista a separar circuitos obrigará os governantes portugueses irem pedir esmolas para os semaforos da Guiné Equatorial.







A crianças  crianças representadas na  Arquinha, agradecem aos leitores  que as ajudem a resolver este    dificil  mas interessante teste . 
O premio para o vencedor  será uma viagem a Irlanda , de forma a  inteirarem do porque de  os governantes daquele pais  (que como o nosso está em crise )  teimarem em pensar , alias  como em todo o mundo civilizado,  a revelia  dos nossos  Gestores que os Hospitais Pediatricos são necessários !




quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Moção aprovada por unanimidade pela Camâra Municipal de Lisboa em 13/12/2011



TEXTO NA INTEGRA DA PROPOSTA APRESENTADA PELO GRUPO MUNICIPAL DO PPM E  APROVADA POR UNANIMIDADE POR TODAS AS FORÇAS PARTIDARIAS COM
ASSENTO NA  ASSEMBLEIA MUNICIPAL DE LISBOA.




MOÇÃO 
TERRENO PARA CONSTRUÇÃO DE UM NOVO
HOSPITAL PEDIÁTRICO

Considerando a intenção do governo de encerrar o único Hospital Pediátrico de Lisboa (Hospital Dona Estefânia), e inserir as suas valências no futuro Hospital de Todos-os-Santos juntamente com adultos, sabendo que de antemão que esta junção vai diminuir drasticamente a qualidade dos tratamentos realizados às crianças.


Considerando que todas as capitais Europeias têm Hospitais pediátricos, que até mesmo no nosso país, Porto e Coimbra, têm Hospitais dedicados exclusivamente a crianças.


Considerando as declarações feitas ao jornal o Público, pelo Arquiteto Souto Moura, (responsável pelo projecto do novo Hospital de Todos os Santos), após ganhar o prémio Pritzker 2011, afirmando que é uma vergonha nacional o que pretendem fazer. E que sempre que recomeça o projecto tem de acrescentar em altura.


Considerando que na discussão pública do PDM foi proposto por vários cidadãos a reserva de um terreno, junto ao futuro Hospital de Todos os Santos, para construção de um novo Hospital Pediátrico, e que o executivo da Câmara Municipal de Lisboa rejeitou.


Considerando as várias Moções e recomendações aprovadas por unanimidade nesta assembleia referentes a este assunto e tendo em conta a necessidade de um espaço para construção de um novo Hospital Pediátrico em Lisboa, que deverá ser edificado de acordo com os padrões modernos internacionais exigíveis, a Assembleia Municipal  delibera que:


1- Que na sede de discusão do PDM de Lisboa, seja exigido um espaço de terreno
necessário e autónomo para a construção de um novo Hospital Pediátrico em
Lisboa junto ao futuro Hospital de Todos os Santos.






2- Enviar esta moção a:


- Ao Exmo. Senhor Presidente da República, Dr. Anibal Cavaco Silva


- Ao Exmo. Senhor 1º Ministro Dr. Pedro Passos Coelho


-Ao Exmo. Senhor Ministro da Saúde, Dr. Paulo Macedo




- Todo o executivo camarário.


- A todos os Partidos com assento parlamentar




Lisboa, 13 de Dezembro de 2011




Subscrita e aprovada por unanimidade  por todas as forças partidarias e  cidadãos independentes  na Assembleia Municipal de Lisboa !






segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Portugal "não tem nada à ver com a Irlanda"....(pensamos infelizmente..)





Há alguns meses, pouco antes de Portugal solicitar apoio financeiro ao FMI e BCE ouviamos alguns  do nossos governantes e comentadores  politicos  afirmarem convictos e  com ar de meninos bem comportados   " nada  temos à ver com a Irlanda, somos muito diferentes " ...... somos  melhores.....
Dizemos-lhes  nós : Temos muita  pena de não termos nada  à ver com a Irlanda ! 
 Recentemente  em plena crise o Ministro Irlandes em conferência de imprensa expressamente convocada  informou  ao Pais que: 
 " Sentia-se feliz de finalmente  poder dar uma boa noticia aos seus compatriotas em contraponto as más notícias sobre as medidas de austeridade. Esta boa nova,  era a de  que   Dublin em substituição dos três (!!!!)  Hospitais Pediatricos que agora possui   ganharia   um novo Hospital Pediátrico dotado de todas as técnicas e especialidades ,  garantindo um melhor atendimento a população infantil." 
(Visitem  o Site do novo Hospital, em rodapé e  comprovem...)

 Como ali podem constatar o Plano Funcional e o Projecto   de Arquitectura  do novo Hospital de Dublin  são acessiveis ao  publico  na NET com todos os documentos de  pormenor.
Infelizmente e ao contrário da Irlanda , em Portugal, tudo o que diz respeito ao Novo Hospital de Todos os Santos foi e é opaco , passou-se nos gabinetes  dos gestores  e  da parceria privada.   (não se exclui conflito de interesses)
Em  fim em Portugal  vivemos numa  democracia de baixa densidade e clientelar ( como diz entre outros Pacheco Pereira do PSD)
Mas não nos conformemos e digamos  alto e a  bom som.  aqueles em que confiamos o nosso voto : 
Corrijam o vosso erro enquanto é tempo!   Sigam o exemplo da  Irlanda ... 
São as atitudes em tempo de dificuldades que definem  o caracter dos politicos e governantes.....
Parabens  aos Irlandeses!
Quanto a nós resta a esperança...  de quem luta  e não desespera diz o ditado....  sempre alcança.... 
Felizmente temos tido a prova que em todos os quadrantes partidarios existem  pessoas de bom senso.... é pena estarem afastados dos organismos de decisão.... ultima   prova desta solidariedade inequivoca  esta na Moção aprovada pela Assembleia Municipal de Lisboa  no ultimo dia 13 de Dezembro de 2011em reunião plenária reiterou unanime o apoio a nossa causa.!

The New Children’s Hospital
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New Children’s Hospital
Enhancing quality care for Ireland's children and young people is the primary driver for developing the new Children's Hospital of Ireland. It is universally accepted within the paediatric healthcare community that the sickest children, requiring access to highly specialist professionals, equipment and facilities, need to be accommodated in one children's hospital and there is unanimous agreement that there is an urgent need for capital investment in children's healthcare infrastructure in Dublin.
The Children's Hospital of Ireland will also include an ambulatory and urgent care centre at Tallaght which will provide out-patient, day-care and emergency care services primarily for families in the south- side of the city.
An independent review of the project to build the new Children's Hospital of Ireland on the site of the new Mater Campus was commissioned by the Minister for Health, Dr James Reilly TD. The Independent Review team unanimously and unequivocally recommended the immediate implementation of plans to consolidate the current Dublin inpatient acute care paediatric unit into a single National Paediatric Hospital located on the Mater site.
Following endorsement of the report of the Independent Review team by the Minister for Health the Development Board made an application for planning. This application currently sits with An Bord Pleanála. For details of the application see www.newchildrenshospitalplanningapplication.ie
Latest News
Delivery of New Children’s Hospital of Ireland will bring benefits to Ireland
http://www.newchildrenshospital.ie/ Página 1 de 2Children’s Hospital of Ireland - enhancing quality care for Ireland's children 11/12/12 22:36
17 October 2011
The oral hearing into the development of the New Children’s Hospital today, 17th October, heard of the world-class hospital that will facilitate excellence in the delivery of clinical services, including teaching and research, at Eccles Street.
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New Children's Hospital of Ireland submits planning application to An Bord Pleanála
20 July 2011
The Development Board for the new Children’s Hospital of Ireland project is today, Wednesday 20th July 2011, submitting a planning application to An Bord Pleanála for the development of a new children’s hospital at the Mater Hospital campus, Eccles St.
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New children's hospital welcomes Minister's announcement to proceed to planning
06 July 2011
The Development Board welcomes the announcement today, 6th July, by the Minister for Health James Reilly of the timely completion of the review of the new Children’s Hospital of Ireland project and the confirmation of the Mater site
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quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Jantar dia 6 de Dezembro - Angariação de fundos para as actividades da Liga do Hospital D. Estefânia : Um evento de sucesso !


Adquira na Sede da Liga a T- Shirt para apoio as nossas crianças
( na sede da Liga de Amigos do Hospital D. Estefânia )
........................................................................
Como foi amplamente divulgado , realizou-se no Dia 6 de Dezembro de 2011 um jantar/ convivio com vista a angariar fundos para as actividades da Liga de Amigos do Hospital D. Estefânia em favor das crianças internadas.....Foi um sucesso ! Não só pela ampla participação com a  lotação  da Sala  do Hotel praticamente esgotada, mas principalmente pelo convivio agradavel e fraterno de todos os  que se preocupam com o presente e futuro da  assistência hospitalar diferenciada de  nossas crianças.




                                        
      Vários grupos e individualidades artisticas profissionais e amadoras enriqueceram  solidariamente o convivio . Seguem-se algumas fotos ilustrativas do evento


Quadro oferecido para  Leilão em favor de Liga
Várias personalidades  entre os quais salientamos a presença de  deputados da Camâra Municipal de Lisboa de vários quadrantes partidarios.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Algumas questões aos Senhores Administradores Hospitalares que advogam o encerramento de seis Hospitais de Lisboa Central


Seguem-se algumas questões pertinentes que gostaríamos que fossem esclarecidas:




1º - Admitindo-se a seriedade deste estudo, porque  não é  ele tornado publico para que possa ser devidamente analisado?
Os senhores gestores não terão por certo receio de que possam existir outros contributos (nomeadamente dos profissionais de saúde) com vista  a se  encontrarem soluções abrangentes,  orientadas no interesse do doente e assim  projectadas no futuro da reorganização dos  cuidados  de saúde materno infantis na área de Lisboa  e não resultantes  de lógica conjuntural  dominada por critério de  gestão e  contabilidade.


2º Se na exposição ao Sr. Ministro,  o informaram e desvalorizaram , (por delas discordarem ), as criticas publicas do Arquitecto Souto Moura, responsável pelo projecto de arquitectura  do futuro Hospital de Todos os Santos e  se neste caso qual a   justificação por vós apresentada  para a  sua continuação nos moldes actuais .



3º Presumindo-se ao contrario que com ele concordam  e que sendo  um  projecto  que  já nasceu desajustado, indaga-se  quais as correcções previstas e se a bem da sua coerência e harmonia, estas foram realizadas pelo  Arquitecto Souto Moura e se  nesta opção,( a única aceitável ), o  porque destes documentos  não serem  públicos.



4º Se no citado documento fundamentaram  ao Sr. Ministro , porque se opõe as moções aprovadas na Assembleia da Republica e Câmara Municipal de Lisboa e que estão em consonância com o que acontece nas grandes capitais do mundo civilizado em que se acarinham e defendem os  seus Hospitais Pediátricos.

5º Conhecedores da influência da Parceria Publico Privada em todo este processo, e com a qual os Senhores Gestores mantém relações institucionais ,  (pois esta foi por vós a escolhida e por certo  estiveram ao par da negociação do  contracto  de exploração) indagamos se no vosso estudo contabilizaram  a totalidade dos juros que irão ser  cobrados pela Parceria Privada aos portugueses  pelo  adiantamento do capital para a  construção e depois futura gestão hoteleira  do HTS.
Se compararam  estes montantes com o capital  o  Estado dispenderia se  assumisse sózinho  a construção do Novo Hospital e  a sua  manutenção futura.
 Ou por outras palavras :  a parceria privada terá  garantido um emprestimo de de 300 milhões de euros  do Banco Europeu de Investimento para contruir o  futuro Hospital   e por este montante lhes será cobrada  apenas uma taxa de juro residual.   Ao contrario , por este capital que lhe foi emprestado com juros residuais , cobrará ao  Estado Portugues  uma mais valia em  juros  que  se dizem de cerca de 8-10%.
Como tudo indica e estas contas estiverem certas , o que a Parceria Privada lucrará neste  negocio  e apenas na contabilização de mais valia em  juros orçará   cerca  25  milhões de euros.
Notamos que  este  montante  quase bastaria para construir um  novo Hospital Pediatrico em  Lisboa.
 ( ver noticia do "Jornal de Negócios"  sobre o BEI,  em rodapé)



6ª Se neste documento fundamentaram as razões da acção sistemática em curso para encerrar o único Hospital Pediátrico de Lisboa e  se se demonstram a validade do pressuposto   basilar  do Plano Funcional do futuro HTS ,  de autoria   da Multinacional Intersalus e cuja filosofia assenta  em  pressupostos de qualquer gestão privada eficaz , e que se  resumem ;


"Em alcançar a  mais alta  valia  resultante da concentração e multi - funcionalidade de espaços , desdiferenciação de   recursos humanos  e equipamentos de forma a obter a sua máxima  rentabilidade" 
E acrescentamos nós mesmo que tal  estratégia tenha  , (como no caso presente ) , o  significado  violentar,  ignorar  e promiscuir em espaços de adultos e  infantis,  separados   apenas  por "biombos",  e fazendo-se   ostensivamente  tábua rasa  dos direitos da criança universalmente  já consagrados e destruindo um capital  social  centenário de  diferenciação em pediatria  

Ou se neste documento, ao contrario  explicam porque  não consideram valido o argumento dos Profissionais de D. Estefânia e Sociedade Civil e Organismos Representativos Institucionais  que   afirmam  :


"A  rentabilização em Assistência Hospitalar Pediátrica Terciária  alcança-se com a centralização de todos os recursos matérias e humanos em um único Hospital Pediátrico referenciado para zona Sul do Pais.  Será  apenas  apenas assim que  os pressupostos de gestão acima condensados   poderão  ser aplicados  sem  se transformarem  em um retrocesso inadmissivel na assistência pediatrica especializada.
Apenas  concentração de massa critica  e de  meios tecnicos e  humanos  dedicada a assistência  especializada  e   permite redução de custos,  criação de Escola   pela progressiva acumulação de conhecimentos  cientificos e   técnicos,   imprescindíveis para o  tratamento de patologias complexas que obrigam a uma abordagem multi disciplinar . mas   que no caso de se confirmar esta evolução desastrosa deixaram de ser tratadas em Portugal e enviadas para Hospitais Pediatricos estrangeiros.  Todos os estudos afirmam que inclusive do ponto de vista de custos o tratamento das crianças é mais barato nos Hospitais Pediatrícos do  que nos generalistas .

6ª Não contestando a deslocalização do Centro Hospitalar Central para a Zona Oriental de Lisboa, afirmamos que esta não é esta a politica nas grandes capitais Europeias que recuperam o  património hospitalar historico  edificado consolidando assim  a identidade cultural e histórica das suas cidades. ( ver no Blog recuperação em curso  dos Hospitais Pediátricos  Históricos de Londres e Paris).


7ª Finalmente por curiosidade, indagamos aos Srs. Gestores se  alguma vez questionaram a venda dos bens públicos edificados e que pertencem ao património cultura de todos os portugueses? Se existirá alguma  justificação contribuintes a pagar rendas de bens que pertencem a nação e que lhes foram desapossados?
Não terá sido esta desapropriação abusiva e inaceitavel?  Porque os Partidos com sede na Assembleia da Republica  não denunciaram  este processo opaco e se  caso fizeram   o porque dos orgãos de comunicação não o  divulgarem ao pais.?
Indagamos  ainda   se os Senhores gestores  nas contas que apresentaram ao Ministério  capitalizaram os prejuizos aos contribuintes as  negociatas desta expropriação ilicita  de que é exemplo recente como   acaba de acontecer  no Hospital de Arroios em que o Estado e os contribuintes  foram desapropriados em cerca de 11 milhões de Euros. ( ver noticia do "Jornal Sol " em rodapé )
Se contabilizaram nos seus calculos  venda de parte do terreno do Hospital de Curry Cabral   que segundo um estudo  encomendado  no passados a técnicos  Suecos seria o unico dos antigos hospitais de Lisboa   que teria todas as condições para albergar o Novo Centro Hospitalar.



Em conclusão: Senhores gestores, agradecemos o seu  zelo na defesa dos dinheiros publicos, mas para podermos elogiar-los de forma  convicente  agradecemos que divulguem  e tornem publcias as vossas propostas para que as estas e outras duvidas sejam   devidamente esclarecidas!
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JORNAL " O SOL"





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-Noticia no Jornal de Negocios de 6 de Dezembro de 2001
Jornal de Negócios -


"BEI vem a Lisboa para ultrapassar falta de respostas do Governo"


Ausência de interlocutor em Portugal obrigou à intervenção de Carlos Costa
Maria João Babo
mbabo@negocios.pt


"A ausência de resposta do Governo português às questões que o Banco Europeu de Investimento (BEI) lhe colocou relativamente aos projectos que aceitou financiar provocou o desagrado da instituição, que só este ano aprovou empréstimos de mais de 1,1 mil milhões de euros para investimentos em Portugal.

O Negócios sabe que Carlos Costa, governador do Banco de Portugal e ex-administrador do banco com sede no Luxemburgo, foi chamado a intervir, a pedido do próprio BEI, para pôr fim ao mal-estar provocado pela falta de resposta aos seus contactos. Na sequência disso, na próxima sexta-feira, sabe o Negócios, a vice-presidente do banco europeu, Magdalena Álvarez, estará em Lisboa para reunir com o ministro das Finanças, Vítor Gaspar.

O BEI pretende também conhecer o futuro de projectos que aceitou financiar. É o caso da ligação de alta velocidade entre Poceirão e Caia, adjudicado no ano passado ao consórcio Elos e que conta com um financiamento de 600 milhões de euros do BEI, relativamente ao qual o Governo ainda não deu um apoio político claro. Também a decisão do Executivo de cortar parte do investimento contratado nas novas concessões rodoviárias que estão em construção – num montante total da ordem dos mil milhões de euros – terá levantado questões ao banco europeu, que aceitou financiar alguns dos projectos.

Entre 2001 e 2011, o BEI concedeu um total de 22,3 mil milhões de euros de financiamentos a projectos em Portugal. Ao contrário da banca comercial, a instituição europeia admitiu já continuar a financiar investimentos no País, apesar do corte no "rating", desde que os projectos, os promotores e as garantias estejam, em conformidade com os seus requisitos e prioridades.

Hospitais

O BEI aprovou a concessão de um financiamento de 300 milhões de euros para a construção do Hospital Lisboa Oriental. Tem também em análise a proposta para a concessão de 125 milhões de euros para a construção do Hospital Central do Algarve. No entanto, o acordo que o Governo celebrou com a troika, no âmbito do pedido de ajuda externo, determinou que o lançamento de novas parcerias público-privadas fosse suspenso. "

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Sobre a venda do Hospital de Arroios ( Noticia do Jornal o Sol)
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Out 11 - Hospital vendido por 11 milhões comprado por 21 milhões minutos depois

Por José Carlos Silva, às 15:52

"A Estamo, sociedade responsável pela compra e venda de imóveis do Estado, alienou em Novembro de 2004 os terrenos do antigo Hospital de Arroios – um imóvel já muito degradado, em Lisboa – por 11,2 milhões de euros, a duas empresas do grupo Fibeira. No mesmo notário e imediatamente a seguir, o terreno localizado na avenida Almirante Reis foi revendido por 21 milhões de euros a uma sociedade imobiliária espanhola (a Reyal Urbis).

Quatro dias antes destas operações, a Câmara de Lisboa aprovara a construção de habitação e comércio no terreno do antigo hospital quando este ainda era propriedade da Estamo. Este facto poderia explicar a diferença de valores, mas, mesmo assim, o preço pago pelos espanhóis levantou dúvidas à Inspecção-Geral de Finanças (IGF). Segundo este organismo, que investigou o caso em Junho de 2010, o valor de 21 milhões de euros «ultrapassou largamente, em cerca de 48%, o valor máximo de mercado disponível para a zona» naquele momento – lê-se no relatório da IGF a que o SOL teve acesso.



Corrupção e fraude fiscal, entre outros



O actual presidente da Estamo, Francisco Cal, nega peremptoriamente a possibilidade de ter havido pagamento de ‘luvas’, mas o valor sobre-avaliado pago pela Reyal Urbis levantou suspeitas, tendo a Direcção-Geral de Contribuições e Impostos (DGCI) enviado toda a documentação para o Departamento de Investigação e Acção (DIAP) de Lisboa.



No departamento liderado por Maria José Morgado estão agora a ser investigadas suspeitas de corrupção, fraude fiscal, branqueamento de capitais e peculato.

Ao que o SOL apurou, Ondas Fernandes, administrador da Estamo responsável pelas vendas de imóveis, foi constituído arguido. Ondas Fernandes confirma que foi a Polícia Judiciária quem o constituiu arguido aquando da realização de buscas, mas acrescenta: «Não tendo sido validada a minha constituição de arguido pelo Ministério Público (MP) nos dez dias subsequentes, considero que, neste momento, já não estou nessa condição», afirmou. Contudo, o facto de o MP ainda não ter ouvido Ondas Fernandes não significa que ele não seja arguido."






domingo, 13 de novembro de 2011

Estefânia - Boletim nº 12 - Texto na integra.


No 12 – Outubro de 2011
“Pedras no  caminho?   Guardo  todas.    Um  dia irei  construir um  castelo”
   Fernando Pessoa
Maria José Nogueira Pinto (1952-2011) O seu desaparecimento é uma grande perda para a defesa das crianças de Lisboa.
A Dra Maria José Nogueira Pinto fica na nossa memória colectiva como uma mulher de causas e uma politica cuja frontalidade não raramente balançou o status do politicamente correcto. Uma das que causas que abraçou nos últimos anos foi a da defesa das crianças de
Lisboa e, após o encerramento do actual Hospital de Dona Estefânia, a construção de um novo hospital pediátrico que impedisse a promiscuidade técnica e física entre crianças e adultos tal como programada para o futuro hospital geral de Todos os Santos. Já numa fase muito avançada da sua doença e em evidente debilidade física, mas com todo o entusiasmo intelectual de quem luta por aquilo em que acredita, esteve no programa de Mário Crespo de 30/5/2011 onde denunciou a irracionalidade dessa situação e defendeu com enorme clareza a separação de crianças e adultos doentes num futuro hospital de Lisboa. Esta entrevista viria a ser a última da sua vida e ela sabia-o. Transcrevemos o discurso directo da sua intervenção: “Trago hoje aqui um tema que volto a introduzir porque agora tomou aspectos acintosos. A Ministra da Saúde decidiu encerrar a Maternidade do Hospital de Dona Estefânia e como não podia encerrar a 1 de Junho, Dia da Criança, porque ficava um bocado esquisito, também não pode ser no dia 5 porque não pode o Governo andar a dizer que é defensor do serviço de saúde e depois mandar encerrar uma maternidade sem nenhuma das razões pela quais encerrou as anteriores maternidades, sem nenhuma razão técnica, sem razão de espécie nenhuma, decidiu então encerrar no dia 7 de Junho. Significa que durante a campanha ouvimos o PS dizer como defende o SNS (Cont.pág.2).
Hospital de Todos os Santos “É uma vergonha nacional” diz o Arq. Souto Moura (Responsável pelo projecto)
Em entrevista ao Público (Março 2011) após ganhar o Pritzker 2011, o maior prémio a que um arquitecto pode aspirar, Eduardo Souto de Moura (SM) referiu-se ao projecto do futuro Hospital Geral de Todos os Santos, de que é responsável.
As sua posição é a que Plataforma Cívica vem defendendo desde sempre.
Público: O Hospital de Todos os Santos vai avançar? SM: Gostava de fazer, se me derem mais terreno. Aquilo não cabe. É uma vergonha nacional.
SM: Não. Desde o concurso nunca mais se soube de nada. Aquilo não cabe. Se for operado ao apêndice, abre a janela do seu quarto e está em cima do trânsito. Não cabe na cabeça de ninguém.
Público: Aumentar a área do terreno é uma condição? SM: Cada fase que faço, reduzo e ponho um piso. Sempre que recomeço o projecto, acrescento (em altura). Qualquer dia é um arranha-céus. ... Nestas coisas é como nos estádios, é preciso perceber.
Maternidade do Dona Estefânia, considerada “de Excelência máxima” - contínua fechada
A Maternidade do Hospital Dona Estefânia foi fechada pela anterior Ministra da Saúde, sem qualquer fundamento técnico, um dia antes das eleições que derrubaram a polémica governante. (Cont.pág.2)
Liga de Amigos do Hospital de Dona Estefânia e Plataforma Cívica unidos em Jantar de recolha de fundos a favor da Liga – 6 de Dezembro 2011
A Liga do Hospital vive grandes dificuldades para apoiar crianças queimadas ou com necessidades absoluta de alimentos especiais ou próteses. Inscreva- se neste jantar a realizar num hotel de Lisboa. Fique atento à informação. Ajude a Liga a ajudar !!!
Publico: Está em estudo prévio?
MaJosé Nogueira Pinto: uma grande perda (Cont.)
Hospital para Crianças Nelson Mandela
Significa que durante a campanha ouvimos o PS dizer como defende o SNS e depois, no dia 7, imediatamente a e depois, no dia 7, imediatamente a seguir, ouviremos uma outra coisa de uma Ministra que está em gestão. Eu acho que estes governos de Sócrates foram uma grande escola de cinismo e eu acho que é uma pena que Ana Jorge, que é uma pediatra e ao que dizem, uma boa pediatra, que sabe perfeitamente que isto é um erro, como aliás é um erro ir incluir o HDE no Hospital de Todos os Santos sem separar as águas entre aquilo que é, não uma saúde de adultos em ponto pequeno mas uma saúde de crianças e uma saúde de adultos e portanto, não pode criar espaços de promiscuidade que vão diminuir toda a qualidade do tratamento dessas crianças. Sabendo tudo isto, depois de inúmeras perguntas que lhe dirigi na Comissão de Saúde, ter escamoteado a plano funcional do Hospital de Todos os santos até ao final, ficamos agora a saber que o futuro do Hospital de Dona Estefânia, sendo que o Porto e Coimbra têm hospitais pediátricos, ( sendo que todas as capitais europeias têm hospitais pediátricos, á excepção de uma no Norte), Lisboa vai ficar privada de um hospital pediátrico com grande qualidade e experiência, que acumula muito conhecimento e investigação e agora, como se não bastasse, bruscamente é encerrada a maternidade. É altura para percebermos os verdadeiros actos de malvadez gravosos para Lisboa, para as crianças e para as parturientes”.
Num continente onde 390 milhões de crianças vivem em pobreza e com elevada mortalidade infantil, Nelson Mandela disse “Um hospital especializado dedicado ás crianças será uma demonstração credível do empenho dos líderes africanos em colocar os direitos das crianças na primeira linha – nada menos que isso será suficiente.
A Nelson`s Mandela Children Fund está a angariar fundos para um hospital de alta tecnologia destinado a todas as crianças de África a abrir já em 2013. Quem quiser contribuir podem fazê-lo em www.nelsonmandelachildrenshospital.org .
Em Portugal, contra toda a evolução científica e civilizacional e elementar respeito pelas crianças, fecham-se hospitais pediátricos e pretende-se voltar a cuidar das crianças doentes em hospitais e ambientes de adultos. O Hospital Pediátrico de Dona Estefânia será eliminado por plano da anterior Ministra da Saúde e as crianças de Lisboa passarão a ser tratadas com os adultos no futuro hospital de Todos os Santos, caso o novo Governo não anular essa lamentável e infundada decisão, como o PSD prometeu na Assembleia da República. Quem diria que a forma como se começa a olhar para o futuro das crianças em África ainda poderia ser exemplo a mostrar a alguns, poucos, políticos portugueses?
Maternidade Dr Alfredo da Costa (MAC) – O fecho será um erro!! Instituições com mais de um século ao serviço do país e dos portugueses não se
encerram, reformam-se! Anuncia-se que a maior e mais antiga maternidade (MAC) do país irá simplesmente fechar. Portugal, com baixíssima natalidade, não é suficientemente rico para, por exemplo, continuar a pagar fortunas a privados e alienar o knowhow em áreas chave como a reprodução medicamente assistida (RMA). A reforma inteligente da MAC deveria torná-la no Centro Nacional de RMA com clínica, formação e investigação aplicada. Sem haver quem pense nele, mal vai o
futuro meu país! Mário Coelho, Pediatra
Maternidade do Dona Estefânia: a “Excelência máxima” contínua fechada (Cont. pág.1)
A ACSS, responsável pelo Sistema Nacional de Avaliação em Saúde, com base em indicadores de excelência e qualidade clínica, acabou de classificar a Maternidade do Dona Estefânia com o nível de “Excelência III”, o máximo possível. Como dizia Maria José Nogueira Pinto, só um acto de malvadez poderia encerrar uma unidade do SNS que garante condições excelentes para grávidas e recém-nascidos da sua área de influência, realiza número ideal de partos para uma maternidade moderna e está associada ao centro de referência para o nascimento de bebés que necessitam de intervenções cirúrgicas urgentes e muito complexas e do posterior tratamento intensivo. Esperamos que, como veiculado na imprensa, a maternidade possa reabrir em breve, o Governo reponha o bom senso e, com inteligência, devolva às grávidas e crianças portugueses esta unidade de desempenho ímpar do nosso SNS.
Envie opiniões para: estefania.boletim@gmail.com ; Documentos e informações em: www.campanhapelohde.blogspot.com
Ligue-se a esta causa no facebook: Defesa Hospital Crianças Lisboa
Ficha Técnica: Edição da Plataforma em Defesa do Património do Hospital de Dona Estefânia e de um novo Hospital Pediátrico para Lisboa;
Coordenador de edição: Mário Coelho; Distribuição gratuita em papel e via Internet.
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quarta-feira, 3 de agosto de 2011

O futuro do SNS e por maioria de razão do Hospital Pediatrico de Lisboa depende do conhecimento das diversas visões politicas para o SNS . Analisa-las e traçar novos caminhos é o que se propõe o livro "CRIAÇÃO DE UM NOVO CONTRATO SOCIAL DA SAÚDE"

Definir os futuros caminhos  para o SNS  é imprescindível .
Constantino  Sakellarides da-nos  um contributo fundamental  com sua obra " Novo Contrato Social da Saúde, Incluir as Pessoas"
Pensamos  que a nossa campanha em Defesa do Hospital do Hospital Pediátrico de Lisboa  terá maiores possibilidades de sucesso se contextualizada e integrada neste  objectivo comum de reformar  o SNS sem destruir os seus pressupostos iniciais
Este livro escrito em linguagem acessível contribue para este  desiderato.
Para alem do valor próprio da obra, salientamos o magnifico Prefacio  de Maria Belem Roseira  que sintetiza magistralmente este  enquadramento e que por esta razão ,  digitalizamos em anexo ( duplo clique para ampliar e ler).

PPMAM











sábado, 30 de julho de 2011

Artigo da Revista Visão de 14 de Julho / Alertamos a agravante em Portugal de os grupos financeiros responsáveis pela PPPs para a construção do futuro HTS e seus aliados, poderem vir a estar objectivamente relacionados com a destruição do Hospital Pediátrico de Lisboa.

Revista Visão / 14 de Julho de 2011/ Página 18


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Allyson Pollock  : "As PPPs na Saúde foram uma catástrofe no Reino Unido"

Professora de Saúde Pública na Universidade de Londres tem investigado as Parcerias Público Privadas no seu país Veio a Lisboa falar sobre isso a convite da Associação dos Economistas da Saúde que festeja 25 anos por Emilia Caetano.
Que consequências tiveram as Parcerias Público Privadas PPPs na Saúde
Há que vê las como parte de uma política de privatização No Reino Unido traduziram se de início em privatizar os terrenos os edifícios e os serviços de apoio da lavandaria à cozinha contratando trabalhadores de fora Não ousaram então tocarnos médicos e enfermeiros porque tinham sindicatos fortes A maior consequência foi a mudança de relação entre os cidadãos e os seus serviços Outra foram os custos, Os custos AS PPPs têm custos altíssimos decorrentes da ida para o mercado desde a faturação ao
pagamento das administrações e das equipas enormes que as duas partes Governo e privados têm de contratar advogados consultores e contabilistas quer antes do contrato quer quando surgem problemas
O Governo diz que transfere o risco do setor público para o privado Mas esse risco tem um valor fixado pelo mercado O público tem de pagar as altas taxas de juro resultantes desse risco mais o retorno que
os acionistas exigem E é muito difícil avaliar o sistema pela falta de transparência
Porquê nem o Governo nem o setor privado querem que o público saiba bem o que se passa
Portanto os contratos são feitos com uma cláusula de sigilo comercial A empresa contratante alega que se não for assim perderá a sua capacidade de negociação Este sistema sai mais caro do que o SNS Absolutamente O Governo recorre ao capital de risco e aos bancos quando se pedisse os empréstimos diretamente arranjava muito mais baratos Este sistema não faz sentido nem do ponto de vista económico nem de justiça Em termos puros de saúde a experiência também não foi boa Foi uma catástrofe Quando se vai para o mercado as pessoas que não têm acesso ao sistema tornam se invisíveis Nos EUA há 71 milhões de pessoas sem acesso ou com acesso limitado à saúde. Tornaram se invisíveis para o sistema porque o mercado só se interessa por quem pode pagar Então cortam se os serviços aos que não têm voz
O que foi cortado no seu país ?
Os maiores cortes foram no apoio aos idosos nos cuidados continuados no tratamento dos doentes psiquiátricos e dos crónicos. Muitos deles foram transferidos para serviços da comunidade ou locais e
têm de pagar mais do seu bolso. Há hoje 450 mil pessoas que dantes estariam cobertas pelo SNS e que deixaram de estar Hoje temos alguns hospitais de alta tecnologia mas essas pessoas foram deixadas para trás ,O SNS só com dinheiro público ainda é viável É uma decisão política ter um SNS e assumir quanto se quer gastar. E claro que se pode sustentar,  o nosso foi criado quando o país estava falido em 1948 a seguir à II Guerra Mundial Hoje invoca se um argumento que é um mito o do envelhecimento da população É verdade que se vive mais mas a maioria de nós só precisa de cuidados frequentes numa fase mais tardia da vida Há só que ajustar o sistema a essa mudança
Mas os fármacos e as novas tecnologias são caríssimos......
Esse sim é um problema real O Governo decidiu não controlar esses custos por razões comerciais e não de saúde .Temos demasiadas drogas novas para benefícios demasiado reduzidos e não precisamos da maioria O Governo devia fazer um inquérito rigoroso aos medicamentos e às tecnologias para decidir o que manter.
O que acha da lei que David Cameron levou recentemente ao parlamento
O objetivo é desmantelar o SNS Acaba com o dever do Governo de fornecer serviços de saúde a todos Será possível privatizar mais e mais depressa A lei ainda não aprovada prevê fontes de financiamento alternativas e põe os utentes a pagar mais. Cria um sistema muito parecido com o Americano.