domingo, 21 de novembro de 2010

Artigo de opinião :Informação detalhada sobre a histórias da P.P.P. para construção de Novos Hospitais




Trata-se de um a opinião colhida na Net sobre as P.P.P.. A publicamos por ser relativamente exaustiva e dizer indirectamente respeito ao Hospital Pediatrico.
Existiram outras interpretações , enviem-nos que as publicaremos.

Parcerias Público-Privadas
Breve cronologia das Parcerias Público-Privadas (PPP)


Em 2000, a ex-ministra da Saúde do segundo Governo de Guterres, Manuela Arcanjo, anuncia o lançamento, para 2001, de concursos internacionais para a construção dos hospitais de Vila Franca de Xira, Loures e Cascais, em sistema de gestão privada. O processo das PPP, arranca, contudo, em 2001, com o Ministro da Saúde Correia de Campos, ainda durante o Governo de António Guterres. A primeira vaga de unidades de saúde é anunciada em Julho, e contempla os hospitais de Cascais, Braga, Vila Franca de Xira (hospitais de substituição) e Loures e Sintra (novos hospitais). Neste mesmo ano é publicada a Resolução do Conselho de Ministros n.º 162/2001, de 27 de Setembro, que cria, «na dependência do Ministro da Saúde e a funcionar junto do Instituto de Gestão Informática e Financeira da Saúde (IGIF), uma estrutura de missão com a finalidade de executar a estratégia de promoção de formas inovadoras de gestão no âmbito do SNS (…) nomeadamente através da criação de parcerias público-públicas e público-privadas». Essa estrutura ganhou a nomenclatura de «Parcerias.Saúde».

Em 2002, Correia de Campos apresenta, a pouco mais de 15 dias das eleições legislativas, o programa do Governo sobre os modelos de parcerias público privadas que serão aplicadas aos cinco hospitais – Cascais, Loures, Braga, Sintra e Vila franca de Xira. Estes hospitais estariam, a seu ver, a funcionar em 2007. Segundo este governante, a continuidade do modelo de PPP português estaria garantida, quer estivesse o PS ou o PSD no Governo, uma vez que ambos contemplavam esta forma de gestão no seu Programa. Em Maio, o Governo de Durão Barroso, que entretanto havia tomado posse, constituído pelo Partido Social-Democrata e pelo Partido Popular, confirma a primeira vaga de unidades de saúde. Com a publicação do Decreto-Lei n.º 185/2002, de 20 de Agosto, posteriormente alterado pelo Decreto-Lei n.º 86/2003, de 26 de Abril e pelo Decreto-Lei 18/2008, de 29 de Janeiro, é definido o «regime jurídico das parcerias em saúde com gestão e financiamentos privados». Três dias após a publicação deste diploma, é emitido o Despacho n.º 19 946, de 23 de Agosto, do Ministério da Saúde, que constitui os grupos de coordenação interdepartamental para o lançamento de parcerias na área regional do Norte (GCI/PPP Norte), do Centro (GCI/PPP Centro), de Lisboa e Vale do Tejo (GCI/PPP Lisboa e Vale do Tejo), do Alentejo (GCI/PPP Alentejo) e do Algarve (GCI/PPP Algarve).
Nos dias 11 e 12 de Dezembro são formalmente apresentadas as bases do modelo de parcerias e define-se uma segunda vaga de unidades hospitalares, constituída pelos Hospitais de Évora, Vila Nova de Gaia, Póvoa de Varzim/Vila do Conde, Algarve e Guarda. Luís Filipe Pereira, então Ministro da Saúde, promete abrir todos os concursos na sua legislatura. A Estrutura de Missão Parcerias.Saúde (EMPS) previa lançar, até finais de 2006, 10 concursos (2 a 3 por ano), sendo que estipulava que, nesta data, quatro já estariam em construção – Loures, Cascais, Vila Franca e Sintra. Previa-se que o primeiro concurso fosse lançado ainda em 2002.
Em 2003 é publicado o Decreto-Lei n.º 86/2003, de 26 de Abril, mais tarde alterado pelo Decreto-Lei n.º 141/2006, de 27 de Julho, que «define normas especiais aplicáveis às parcerias público-privadas». São igualmente publicados dois Decretos Regulamentares. O Decreto Regulamentar n.º 10/2003, de 28 de Abril, aprova «as condições gerais dos procedimentos prévios à celebração dos contratos de gestão para o estabelecimento de parcerias em saúde», sendo que o seu artigo 4.º prevê que este diploma seja «revisto no prazo máximo de dois anos a contar da data da sua entrada em vigor». O Decreto Regulamentar n.º 14/2003, de 30 de Junho, estipula, por sua vez, «o caderno de encargos tipo dos contratos de gestão que envolvam as actividades de concepção, construção, financiamento, conservação e exploração de estabelecimentos hospitalares com responsabilidade pelas prestações de saúde». Em Outubro deste ano é lançado o primeiro concurso no âmbito das PPP, relativo ao Hospital de Loures. O mesmo viria a ser extinto, em 2006, por inúmeras irregularidades nos procedimentos e falta de transparência do processo.
Jorge Abreu Simões, encarregado de missão da Estrutura Parcerias.Saúde, afirma, em 2004, que a «entrada em funcionamento dos novos hospitais observar-se-á a partir do início de 2008» e que «todos os 10 novos hospitais deverão estar em fase operacional até ao fim de 2010». Segundo este responsável, «será no período de 2008-2009 que os utentes irão ter os primeiros contactos com os novos serviços hospitalares» e «será igualmente um tempo de novas oportunidades para os profissionais de saúde».
Em Setembro de 2004, é lançado o concurso do Hospital de Cascais. O Programa do XVII Governo Constitucional para a legislatura 2005-2009 prevê «rever o modelo de das parcerias público-privadas (PPP), sem prejuízo de compromisso contratual assegurando a transparência e o interesse público nos processos já em curso».

Correia de Campos anuncia, em 2005, o início dos processos para a construção de quatro hospitais – Loures, Cascais, Braga e Vila Franca de Xira, e defende que a decisão relativa à construção de dez hospitais, suportada por Luís Filipe Pereira, foi tomada «sem estudo de sustentação conhecido». O Ministro da Saúde informa ainda que «não se encontrou justificação para a não inclusão» na lista de unidades de saúde a construir em regime de PPP do Hospital de Todos os Santos em Lisboa e de um hospital na margem sul. O ano de 2005 é igualmente marcado pelo lançamento do concurso para o Hospital de Braga e para o Hospital de Vila Franca de Xira.

Entre 2005 e 2006, a Estrutura de Missão Parcerias.Saúde gasta 10,2 milhões de euros, 8,4 dos quais em estudos. Com a publicação do Despacho n.º 12 891/2006, de 31 de Maio de 2006, do Ministério da Saúde, foi definida a hierarquização de prioridades dos investimentos no sector hospitalar para o período 2006-2009. É determinado que «os investimentos nos hospitais de segunda vaga de PPP (Parceria Público Privado) serão implementados no tempo segundo a ordem proposta no estudo técnico referido [estudo técnico que envolveu a participação das entidades competentes do Ministério da Saúde e que foi sujeito a ampla discussão pública]:
1.º, Hospital de Todos os Santos;
2.º, Hospital de Faro;
3.º, Hospital do Seixal,
4.º, Hospital de Évora;
5.º Hospital de Vila Nova de Gaia;
6.º Hospital de Póvoa do Varzim/ Vila do Conde».

Em 2007 é lançado o segundo concurso para o Hospital de Loures. Durante a discussão do Orçamento de Estado para 2008, torna-se flagrante a disparidade entre os custos orçamentados nesta sede pelo Governo, no que concerne às quatro PPP, e os custos imputáveis ao Estado inicialmente previstos nos concursos. No que concerne ao concurso de Braga, a disparidade é de 499,4 milhões de euros.

A 22 de Fevereiro de 2008, é assinado o contrato de gestão do Hospital de Cascais, entre a ARSLVT, na qualidade de representante do Estado Português, e as empresas HPP – Parcerias Saúde, SA e TDHOSP – Gestão de Edifício Hospitalar, SA. O Tribunal de Contas, através do Acórdão n.º 96/08, de 15 de Julho, recusa o visto a este contrato, alegando que «foi distorcido o mecanismo de aperfeiçoamento e melhoramento das propostas por se ter verificado um conjunto de alterações a elementos essenciais no negócio jurídico, em desrespeito pelos requisitos presentes no caderno de Encargos e em manifesta violação dos princípios fundamentais que pautam a contratação pública». A 10 de Setembro é apresentada, por uma comissão nomeada para o efeito, a reformulação do contrato. O mesmo é assinado em 8 de Outubro de 2008. Ainda em 2008, a Ministra da Saúde, Ana Jorge, vem anunciar que apenas Cascais, Vila Franca de Xira, Loures e Braga terão gestão privada e que «a avaliação sobre a gestão clínica nos novos hospitais será feita caso a caso». José Sócrates vem confirmar esta decisão, declarando que «as parcerias público-privadas são úteis para a construção: a gestão hospitalar deve permanecer pública» e que a experiência «mostra que é difícil ao Estado acompanhar e assegurar o cumprimento integral dos contratos e a plena salvaguarda do interesse público em todas as situações». Sócrates justifica manter a concessão privada nos quatro concursos «para não perder mais tempo». José Sócrates anuncia ainda que a gestão do Hospital Amadora-Sintra volta para as mãos do Estado a partir de 2009. Em 2008, são lançados os concursos para o Hospital de Todos os Santos (10 Abril) e para o Hospital do Algarve (30 Abril).
Em sessão de 17 de Abril de 2008, o Plenário da 2ª Sessão do Tribunal de Contas, «considerando a importância das consequências negativas que as derrapagens ocorridas ao longo do processo adjudicatório do Programa Português de PPP da Saúde (…) têm para o erário público e para a disponibilidade aos utentes de bens de interesse público, deliberou pela constituição de uma equipa de projecto e de auditoria, interdepartamental e interdisciplinar, com o objectivo de desenvolver um análise à Gestão do Programa supra citado». Neste ano é ainda publicado o Decreto-Lei n.º 234/2008, de 2 de Dezembro, que, prevê a extinção da Estrutura de Missão Parcerias Saúde, criada pela Resolução do Conselho de Ministros n.º 162/2001, de 16 de Novembro, cujo prazo de vigência havia sido prorrogado pela Resolução do Conselho de Ministros n.º 102/2004, de 1 de Julho, e fixa, igualmente, a forma de extinção da mesma.

Já em Abril de 2009, são conhecidos os resultados do Relatório n.º 15/2009 AUDIT – Auditoria ao Programa de Parcerias Público Privadas de Saúde, da autoria do Tribunal de Contas, cujo relator é o Dr. Carlos Moreno. Neste documento, o Tribunal de Contas (TC) tece profundas críticas aos processos de constituição de PPP em curso na área da saúde. Este órgão evoca, em primeiro lugar, que, após sete anos da criação da Estrutura de Missão Parcerias.Saúde e cinco anos após o lançamento do primeiro concurso, nenhum hospital está construído. O TC lembra ainda que, dos 10 concursos inicialmente previstos, não existia nenhum projecto definitivamente contratado até à data de encerramento dos trabalhos da auditoria, em 16 de Outubro de 2008. No Relatório podemos ler que «nenhum dos objectivos de contratação inicialmente definidos foi até agora atingido» e que «nenhuma das vantagens que se poderiam obter com o lançamento em vaga foram alcançadas». Uma das justificações para a derrapagem verificada em todos os processos de PPP passa pela decisão de implementar «um modelo de parceria complexo e sem paralelo no campo internacional, no âmbito de um Ministério que não possuía qualquer experiência prévia em PPP».
O TC considera, em última análise, que o Estado foi «ineficaz» na gestão destes processos.

Até finais de 2009, estariam em funcionamento, segundo as previsões iniciais, os Hospitais de Braga, Guarda, Vila Franca de Xira, Sintra, Cascais, Loures, Algarve e Évora. No que concerne ao distrito de Lisboa, entrariam em funcionamento 4 novas unidades hospitalares, sendo duas unidades de substituição (Cascais e Vila Franca de Xira) e as restantes duas unidades representando novos hospitais (Loures e Sintra).

O fracasso do modelo de PPP na área da saúde

Quem espera, desespera. Este provérbio é bastante adequado para retratar o estado de alma das populações de Braga, Vila Franca de Xira, Loures, Cascais e Sintra, para onde está prometida a construção de hospitais, em regime de PPP, desde 2001.
A população de Braga espera há mais de 20 anos para ter um novo hospital. O Contrato de Gestão assinado com o consórcio liderado pelo Grupo de José de Mello Saúde, em Fevereiro de 2009, continua a suscitar dúvidas ao TC. As consecutivas derrapagens têm agravado as contas públicas e implicam um obstáculo à acessibilidade, por parte dos utentes, a um bem público. Prevê-se a conclusão da obra em 2011. No entanto, a população de Braga já desconfia das previsões de quem governa.
Em Vila Franca de Xira, as desconformidades físicas das instalações do Hospital Reynaldo dos Santos são amplamente reconhecidas, nomeadamente pela própria Chefe de Gabinete da Ministra da Saúde. José Sócrates anunciou a construção do novo hospital como promessa do seu partido. Contudo, em vésperas de eleições legislativas, a população continua a ser confrontada com as péssimas condições deste equipamento. A maternidade chegou a estar fechada por risco de desmoronamento. O final da obra está marcado para 2012 não havendo qualquer garantia do cumprimento desta data.
Desde 1920 que a população de Loures reivindica um hospital para esta região. O primeiro concurso foi aberto em 2003, mas logo foi extinto em 2006, pelo Ministro Correia de Campos, devido à suspeita de falta de transparência no processo de escolha dos concorrentes.

No que concerne à construção de um hospital em Sintra, contemplado na primeira vaga de unidades de saúde a construir, ainda em 2001, verificamos um mar de contradições. No 5.º relatório de Acompanhamento elaborado pela EMPS, em 31 de Dezembro de 2006, esta estrutura clarifica que o contrato de gestão do Hospital Amadora-Sintra, cujo termo estava previsto para 31 de Dezembro de 2008, não seria renovado, e que se procederia a um novo concurso para a celebração de contrato de gestão que contemplasse a construção e gestão de uma extensão em Sintra. Em Janeiro de 2007, o então Ministro da Saúde, Correia de Campos, anunciou que o novo hospital de Sintra entraria em funcionamento em 2009. Em reunião do Conselho de Ministros, de 31 de Julho de 2008, é aprovado o diploma que estipula a transformação do Hospital do Professor Doutor Fernando da Fonseca (Hospital Amadora-Sintra) criado pelo Decreto-Lei n.º 382/91, de 9 de Outubro, em Entidade Pública Empresarial (EPE). Entretanto, a actual Ministra da Saúde, Ana Jorge, veio anunciar, em Março do corrente ano, que estão agora a estudar a construção de um hospital em Sintra, reconhecendo que a unidade de Amadora-Sintra «é insuficiente para abranger a população dos dois concelhos».

O quinto hospital anunciado para a primeira vaga é aquele cujo processo se apresenta mais adiantado, mas também ele envolvido em polémica. Na sequência do Concurso Público n.º 02/2004, a HPP Saúde – Parceria Cascais SA, assumiu, desde o dia 1 de Janeiro de 2009, a gestão do Hospital de Cascais.
O contrato entre a HPP e o Estado chegou a ser alvo de chumbo por parte do Tribunal de Contas (TC). A decisão do TC baseou-se, nomeadamente, no facto de existir «uma alteração do perfil assistencial, no que toca à prestação de cuidados continuados, à assistência a doentes infectados com VIH/Sida e à eliminação da produção em hospital de dia médico em oncologia, relativamente ao previsto no caderno de encargos».
O TC considerou, inclusive, que se verificavam «condições não só menos vantajosas como também mais gravosas» para o Estado. Posteriormente, após a sua reformulação, este contrato acabou por merecer aprovação do TC, apesar de apenas abranger o acompanhamento dos doentes oncológicos actualmente seguidos em Cascais, prevendo a transferência de novos casos para Lisboa. A PPP de Cascais já levou o Estado, inclusive, a recorrer a Tribunal Arbitral devido ao custo com medicamentos oncológicos. Mais uma vez, o contrato de gestão revelou-se pouco transparente e, mais uma vez, o Estado saiu lesado.
O TC também veio contestar a não contabilização de todos os custos públicos e a não avaliação das consequências do projecto na reorganização da capacidade hospitalar. Recentemente, foram também denunciados procedimentos manifestamente nebulosos, por parte da administração do Hospital de Cascais. Os utentes atendidos nesta unidade que necessitam de exames complementares estão a ser enviados para o Hospital dos Lusíadas, também pertencente à HPP, o que constitui uma manifesta promiscuidade entre o sector público e o sector privado. O recurso ao outsourcing no Serviço de Patologia Clínica levanta novas suspeitas, nomeadamente sobre a manutenção da qualidade dos serviços prestados e sobre a situação dos profissionais deste sector, deixando também adivinhar o recurso ao outsourcing noutras áreas.

Os processos de constituição de PPP’s para os chamados hospitais de segunda vaga - Hospital de Todos os Santos, Hospital de Faro, Hospital do Seixal, Hospital de Évora, Hospital de Vila Nova de Gaia e Hospital de Póvoa do Varzim/ Vila do Conde - estão, igualmente, envoltos em polémica, devido à sua morosidade.
No Seixal, não obstante ser largamente reconhecida a insuficiência da resposta do Hospital Garcia da Orta e a necessidade da construção de um novo hospital, a hierarquização de prioridades dos investimentos no sector hospitalar para o período 2006-2009, prevista pelo Despacho n.º 12 891/2006, de 31 de Maio de 2006, do Ministério da saúde, não tem vindo a ser cumprida, em detrimento dos interesses da população desta região.
No que respeita ao Hospital de Faro, a falta de espaço nas urgências e as más condições do equipamento de saúde têm sido amplamente denunciadas, tendo, inclusive, motivado um pedido de demissão em bloco de 19 chefes de serviço. Apesar do Ministro Correia de Campos ter desdramatizado a situação, a realidade atesta a severidade da situação. O tecto falso da sala de triagem chegou mesmo a colapsar, já em 2009, ferindo três doentes.
Segundo José Sócrates, a derrapagem deste processo de PPP é facilmente justificável: «os hospitais não se compram nos supermercados, há um longo processo de planeamento antes de lançar um concurso».

A gestão privada nas unidades de saúde é extremamente lesiva para o interesse público. Assim nos prova a experiência. Tal como afirma o actual Primeiro-Ministro, José Sócrates, a salvaguarda do interesse público não está acautelada neste modelo. O Estado e os utentes, e todos os contribuintes, saíram lesados da gestão privada do Hospital Amadora-Sintra, e estão já a sofrer as consequências do contrato firmado com a HPP Saúde – Parceria Cascais SA, no caso da gestão do Hospital de Cascais.

Não obstante as evidentes fragilidades deste modelo e as consequências profundamente nefastas para todos os cidadãos, o Primeiro-Ministro anunciou que os contratos do Hospital de Cascais, Vila Franca de Xira, Loures e Braga contemplarão a gestão privada.

Ana Jorge adiantou ainda que «a avaliação sobre a gestão clínica nos novos hospitais será feita caso a caso». Sócrates foi mais longe, garantindo que, se daqui a dez anos o PS estiver no Governo, «denuncia esses contratos [contratos de gestão privada]».

O que se tem passado, ao longo dos últimos anos, é suficientemente grave para excluir a gestão privada dos contratos de PPP. Será maior o prejuízo da sua manutenção que as consequências da sua rescisão.

Assim, nos termos regimentais e constitucionais, a Assembleia da República, reunida em plenário, resolve recomendar ao Governo:
- a exclusão do regime de gestão privada do modelo de Parcerias-Público-Privadas (PPP) adoptado em Portugal, recusando novos contratos que contemplem esta forma de gestão e denunciando os contratos entretanto subscritos.
A. Rodrigues

domingo, 14 de novembro de 2010

Projectos de que pagaremos a factura, escolhidos no segredo dos gabinetes....Os gestores, construtores e parcerias é que sabem de saúde das crianças!

O Jornal de Negócios de 12 de Novembro de 2010 noticia que o PS e o PSD haviam anteriormente acautelado , apesar da restrições do PEC a construção do futuro Hospital de Todos os Santos. Notamos que representantes do PSD na Assembleia da Republica expressaram sempre total apoio a existência de um Hospital Pediatrico Autonomo no futuro complexo Hospitalar de Lisboa Oriental.
Esta assim agora na hora de cumprir a sua palavra pois são parte integrante do grupo de decisório.

Para ampliar fazer duplo clique sobre a imagem


domingo, 7 de novembro de 2010

Apenas os Hospitais Pediatricos dedicados reunem as condições optimas para desenvolver pesquisa avançada em pediatrica.



È uma regra que os grandes avanços no tratamento em Pediatria estão indisoluvelmente ligados a médicos e equipas que trabalham em Hospitais Pediatricos.
Em anterior artigo , discorremos sobre do papel de relevo mundial Hospital Pediatrico de Paris " Necker ", o mais antigo do mundo , na investigação cientifica de ponta em pediatria.
Não resistimos agora divulgar o referente ao Hospital Pediatrico de St. Mary onde trabalha o Dr. Dror Paley cuja equipa hoje e a precussora na definição de regras no tratamento da patologia ortopedica dos membros inferiores. Indagamos ainda : se não fosse assim o porque o Hospital D. Estefânia teve a honra de acolher, proveniente de um Hospital Central uma das melhores equipas ortopedicas do País ?
Só um Hospital Pediatrico Autonomo (com uma relação de proximidade com um de adultos )alia a presença das duas componentes essenciais para a criação de conhecimento em pediatria : concentração de massa critica e dedicação exclusiva a criança , qualidades que reune a equipa do Dr. Paley

Os factos desmentem aqueles que dizem que haverá beneficio para a criança com a dissolução em curso do Hospital Pediatrico num informe "mega conglomerado Hospitalar em Marvila" visando o lucro das parcerias privadas.
Sublinhamos ainda que no recente processo de Creditação do Centro Hospitalar optou-se numa primeira fase Hospital de D.Estefânia , beneficiando as outras unidades do trabalho prévio ao processo destruição da sua identidade em curso. Colheram -se os frutos de quando HDE era ainda um Hospital Pediatrico Autonomo....Factos são factos......Pena é que os actuais gestores não retirarem as devidas conclusões....
A "Ciencia" que nos espera esta a vista no Hospital de Cascais que agora acolhe o engenheiro Gestor P.D. A, responsável pela escolha do actual plano funcional....

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Hoje 21 de Outubro o Candidato da CDU a Presidência da Republica , Francisco Lopes nos recebeu. Anteriormente já nos havia recebido Fernando Nobre



A Plataforma solicitou entrevistas aos Candidatos a Presidência da Republica. Anteriormente nos recebeu Dr. Fernando Nobree hoje nos recebeu o candidato da CDU , Francisco Lopes.
As entrevistas foram muito proficuas e amigaveis. O apoio a nossa causa foi absoluto.
Realçou-se a epoca cinzenta em vivemos em a optica redutora de todos os valores a gestão lucrativa que se impõe subterraneamente e inclusive aos direitos da crianças, hipotecando-se assim o futuro.... mas..... o que importa não baixar os braços.....pois sempre na história a razão por impor-se .....
Os profissionais do Hospital de D.Estefânia foram felicitados pela sua persistência.
Nós também lhes agradecemos não só por nos terem recebido amigavelmente , mas pelo apoio e encorajamento explicito manifestado.
Nota: Aguardamos ainda as respostas aos pedidos de entrevista envidados aos outros Candidatos a Presidência da Republica a que enviamos igualmente pedidos de entrevista ( um deles já informou que terá prazer em nos receber, aguardando-se agendamento)

domingo, 17 de outubro de 2010

Comunicado da Secção Regional Sul em favor do Hospital Pediatrico de Lisboa




"

Conselho Regional do Sul

Comunicado


Hospital Pediátrico de Lisboa


Uma das importantes conquistas da civilização foi reconhecer que as crianças têm necessidades próprias, que devem ser respeitadas, incluindo a nível de cuidados de saúde. Isso reflectiu-se em cuidados médicos diferenciados em ambiente adequado ao grupo etário, de modo a diminuir o sofrimento e contribuir para a adaptação ao quadro de doença, aguda ou crónica, e hospitalizações, por vezes necessárias.
Ninguém neste país consideraria aceitável outro procedimento.

O Hospital Pediátrico de Lisboa será deslocado para o futuro Hospital Oriental de Lisboa.
Tem havido desde há mais de 2 anos um movimento de profissionais do Hospital Pediátrico e cidadãos empenhados na protecção dos direitos das crianças a continuarem a ser tratadas em ambiente próprio. Aceitando a deslocação do hospital
para perto do hospital de adultos (o que permitirá que um espaço magnífico, actualmente ocupado na Estefânia, seja utilizado pela população da cidade de Lisboa), exige-se apenas que haja demarcação física entre população adulta e pediátrica, e que
o espaço pediátrico tenha características adequadas à sua função, com ambiente, tecnologia e profissionais com formação orientados para o tratamento de crianças e adolescentes.
Este grupo de profissionais e cidadãos recolheram perto de 100 mil assinaturas. Neste sentido, foram recebidos pelos grupos parlamentares, tendo apoio da maioria deles e tiveram moção aprovada por unanimidade na Assembleia Municipal de Lisboa.

O Conselho Regional Sul da Ordem dos Médicos concorda com a defesa dum Hospital Pediátrico em Lisboa, embora construído no recinto do Hospital Oriental, mas mantendo autonomia física e de cuidados. A proximidade permitirá utilizar tecnologia
mais dispendiosa e menos acessível, em tempos próprios para crianças, com apoio de pessoal formado para prestar cuidados pediátricos.

Numa altura em que os países desenvolvidos caminham para esta diferenciação, não compreende o Conselho Regional Sul que o conceito duma rainha portuguesa do século XIX, inovador para a época, regrida agora para conceitos de terceiro mundo,
pelo que declara todo o apoio aos médicos do Hospital Pediátrico de Lisboa, a todos quantos se envolveram na sua continuação noutro espaço, mas essencialmente declara todo o apoio a tratamento e acompanhamento adequados, segundo as normas
científicas, éticas e civilizacionais, a todas as crianças.


Lisboa, 8 de Outubro de 2010
Conselho Regional do Sul da Ordem dos Médicos "

domingo, 3 de outubro de 2010

O modelo proposto pelo " Grupo Técnico para Reforma e Organização interna dos Hospitais" contraria os pressupostos do Plano Funcional actual




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De que lado está a Sra. Ministra ?

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O Plano Funcional em vigor do Futuro Hospital de Todos os Santos foi elaborado na optica do lucro pelas Parcerias Publico Privadas ( que de reprentação publica não tiveram nada) obedece aos principio "do caso", "do numero" de um modo de produção preferencialmente dedicado as doenças agudas. A planta arquitectonica reflectira´ este "principio" com coincidência entre as areas de adultos e crianças sempre que tal se afigure lucrativo.
O documento referido acima foi elaborado dentro do próprio , Ministério da Saúde por uma comissão especialmente nomeada em que estão envolvidas competências reconhecidas.
A questão que assim colocamos a Sra. Ministra será simples : Como poderá permitir a aprovação dos actuais projectos do HTS, se tudo indica que estarão em frontal oposição a nova politica do Ministério que este documento representa.

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Nota:Voltaremos a analisar este documento com que na generalidade concordamos e que estará igualmente em contradição com a actual organização administrativa que privou o Hospital Pediatrico da autonomia perante o Hospital de Adultos estando os interesses das crianças subalternizados ao seu entender.

domingo, 26 de setembro de 2010

MAIS UMA OPINIÃO A FAVOR DE UM HOSPITAL PEDIATRICO AUTONOMO - "BLOG IV REPUBLICA"

Crianças serão adultos
em ponto pequeno?




"Existem Economistas que são mais e melhores Economistas que os outros, pois antes dos numeros veem os seres humanos e não transformam os seres humanos em meros numeros nos seus lucros"
Para estes ultimos as crianças, seres ainda não produtivos, não estão no horizonte dos seus projectos......

A especialização é a unica forma de adquirir progressivamente eficácia na abordagem integrada do complexo , do fragil do impressionavel que esta ainda fase em formação e desenvolvimento. Os Hospitais Pediatricos são o seu corolário imprescindivel na assistência hospitalar especializada. Centram toda a sua actividade , energia e afectividade na criança e por esta razão são eficazes no seu tratamento e assim amados pelas populações que lhes confia os seus filhos.

Neste sentido vai a opinião de que abaixo transcrevemos alguns trechos, de autoria do Economista Dr. Pinho Cardão Transcritos do Blog : 4 Republica.



"Economista Dr. Pinho Cardão.


QUINTA-FEIRA, AGOSTO DE 2010
Em defesa do Hospital da Estefânia
"Ouvi hoje, na SIC, o Prof. Gentil Martins a combater a decisão do Governo de integrar o Hospital da Estefânia no novo Hospital de Todos os Santos, a erguer em Lisboa.
O Hospital da Estefânia é um hospital de excelência no domínio da sua especialidade, a pediatria. Nomeadamente o Serviço de Neonatologia e a Unidade de Cuidados Intensivos Neonatais constituem serviços de ponta em Portugal e no mundo.
Dotada de um corpo técnico, médico e de enfermagem muito especializado e competente e devidamente equipada, aliás muito à custa de donativos da Gulbenkian e de entidades particulares, esta Unidade, imbuída do mais alto sentido de serviço e de profissionalismo, opera verdadeiros milagres médicos. Sei-o, por experiência própria. E sabem-no muitos portugueses que, como crianças ou pais, ou avós passaram por este Hospital."
" É que a integração pura e simples dos serviços de pediatria num espaço gigantesco, sujeito a regras de funcionamento genéricas e comuns, fará necessariamente perder a autonomia, a leveza, a identidade, a cultura que fazem da Estefânia um caso de excelência no domínio hospitalar."
Os hospitais pediátricos têm características próprias e devem permanecer autónomos, pela simples razão de que a medicina não é só uma questão de técnica e as crianças não são adultos em escala reduzida, dizia, creio, o Prof. Gentil Martins.
Da minha experiência de gestão noutros domínios, também sei que a integração de unidades especializadas em grandes unidades por razões tecnocráticas só traz desvantagens. Acarreta entropias, desfaz a boa cultura dos serviços, traz desmotivação, dificulta a gestão, encarece o funcionamento. No fim, acaba por liquidar o que era específico e bom, em nome de generalizações de regras, normas e conceitos. O que não é consentível, nomeadamente em medicina.
Tendo sempre na boca a defesa do Serviço Nacional de Saúde, o Governo vem fazendo tudo para o desmantelar. Agora, através da destruição do corpo e da alma e do espírito de serviço de uma das suas melhores Unidades, o Hospital da Estefânia. Aqui, o meu sentido grito de indignação.
posted by Pinho Cardão @ 10:30 4 comments

Comments

At 11:41, Margarida Corrêa de Aguiar said...
Caro Dr. Pinho Cardão
Conheço por experiência própria a qualidade do trabalho do Hospital D. Estefânia.
Também ouvi a entrevista do Prof. Gentil Martins e tenho acompanhado este assunto, em particular desde o ano passado, quando tive um contacto directo com os serviços do Hospital.
É incompreensível que estando a maioria dos médicos pediatras do Hospital D. Estefânia contra a integração num mega hospital e tendo os partidos com assento na Assembleia da República manifestado oposição à decisão que o Governo teime em a levar por diante. Acresce o facto de países bem mais à frente que Portugal em matéria de organização e gestão hospitalar e de qualidade dos cuidados de saúde prestados optarem por hospitais pediátricos autónomos dos outros.
O Prof. Gentil Martins disse uma coisa que toda a gente percebe e sabe, é que o relacionamento com as crianças, os afectos e as emoções têm outra escala, têm uma dimensão muito própria que não pode ser ignorada.
Sinceramente, basta de falsas economias e de mega projectos. Por uma vez reconheçamos e preservemos o que de melhor temos.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

A Camâra de Lisboa aprova Moçao inclusão no Plano Director Municipal proposta da existência de Hospital Pediátrico !




http://aeiou.expresso.pt/lisboa-assembleia-municipal-defende-novo-hospital-pediatrico-na-capital=f604959

"Texto publicado no Expresso"
Lusa
20:59 Terça feira, 21 de Setembro de 2010
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Lisboa, 21 set (Lusa) - A Assembleia Municipal de Lisboa aprovou hoje, por unanimidade, uma moção a defender a criação de um novo hospital pediátrico na capital, caso seja inviável a manutenção do Dona Estefânia.

Na moção, apresentada inicialmente pelos deputados independentes e subscrita por diversas forças políticas, os deputados, ao proporem uma construção de raiz, sugerem igualmente a anulação da intervenção já tornada pública de incorporar os serviços atualmente no Dona Estefânia no novo Hospital de Todos-os-Santos.

Os deputados solicitam igualmente à Câmara de Lisboa que, em sede de revisão do Plano Diretor Municipal (PDM), disponibilize um terreno para a construção do novo hospital pediátrico."

Palavras-chave Saúde
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MOÇÃO APROVADA NA INTEGRA:


ASSEMBLEIA MUNICIPAL DE LISBOA
DEPUTADOS INDEPENDENTES


MOÇÃO

Por um novo Hospital Pediátrico de Lisboa


Considerando a intenção expressa pelo Governo de encerrar a breve prazo o Hospital Pediátrico de Lisboa (Hospital de Dona Estefânia) e de incorporar os seus serviços e valências no futuro Hospital de Todos-os-Santos, a construir na zona oriental da cidade e que será necessariamente um hospital de adultos;
Considerando que esta decisão do Governo se nos afigura como discricionária em relação às crianças da área de Lisboa, porque contrária não só à praxis internacional, como à política do Ministério da Saúde para as regiões de Coimbra e do Porto, uma vez que para estes casos o Governo optou por avançar com a construção de hospitais pediátricos de raiz, estando para breve, inclusive, a inauguração do novo Hospital Pediátrico de Coimbra;
Considerando as variadíssimas manifestações de apoio de especialistas e de simples cidadãos, pela construção de raiz de um hospital pediátrico de Lisboa e, portanto, contra a integração dos serviços de pediatria no futuro Hospital de Todos-os-Santos; apoios que se traduziram, entre outros, em petições dirigidas à Presidência da República e à Assembleia da República, com cerca de 76.000 e 6.000 assinaturas, respectivamente; a Comissão de Saúde da AR, a totalidade das Juntas de Freguesia de Lisboa; a esmagadora maioria dos profissionais do Hospital de Dona Estefânia, e a sessão Sul da Ordem dos Médicos;

Considerando, finalmente, a aprovação por esta Assembleia Municipal, por unanimidade, da Recomendação apelando à construção de um novo Hospital Pediátrico autónomo em Lisboa;

ASSEMBLEIA MUNICIPAL DE LISBOA
DEPUTADOS INDEPENDENTES

Os abaixo-assinados deputados independentes eleitos pelas listas do Partido Socialista propõem à Assembleia Municipal de Lisboa que delibere recomendar ao Governo, designadamente ao Ministério da Saúde, que:

1. À semelhança de Coimbra e do Porto, se decida pela criação de um novo hospital pediátrico autónomo em Lisboa, anulando assim a intenção já tornada pública de incorporar estes serviços no novo Hospital de Todos-os-Santos.

2. Nesse sentido, solicite à Câmara Municipal de Lisboa, em sede de revisão de PDM, a disponibilização de um terreno para a construção do novo Hospital Pediátrico de Lisboa.




Lisboa, 13 de Setembro de 2010.

Os Deputados Independentes

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Encontro com a Sra. Ministra da Saúde, Dra. Ana Jorge dia 13 de Setembro de 2010 com "A Plataforma de Defesa do Hospital Pediatrico" de Lisboa




Esta postagem reflecte uma percepção subjectiva e individual do ocorrido na reunião da Sra. Ministra com a Plataforma Cívica de Defensores do Hospital Pediátrico de Lisboa . Procurará levantar o véu das razões prováveis da sua conivência ou apenas passividade para com este crime civilizacional .

Tratando-se de um Blog dedicado a criança denominaremos esta postagem por:

"O LOBO E A CRIANÇA"( ingenuo mas adaptado aos factos)


Resumo do essencial ocorrido na reunião:

A entrevista, muito cordial,e que muito agradecemos foi por outra parte muito pobre ( ou mesmo nula) em resultados práticos e resumiu-se as declarações da Sra. Ministra, "

-"de que, julgo que não será possível alterar o concurso com as parcerias publico- privadas....pois tal envolveria tempo e muito dinheiro "
"

- Comprometo-me , apenas : depois de aprovado o projecto arquitectónico, de procurar melhorar os aspectos menos favoráveis a vertente pediátrica.... Antes de finalizado o concurso nada poderei fazer.....

-O Sr. 1º Ministro aquiesceu em que o espaço do Hospital . Estefânia permaneça ao Serviço da Criança,,,,mas....nada "esta no papel" ( por outras palavras amigavelmente informou-nos que nada estará ainda garantido....)
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(
Haverá que exaltar como positivo da reunião , o facto de a Sra. Ministra nos ter recebido gentilmente . Salientamos ainda as intervenções dos membros da plataforma que de forma brilhante e inquestionável provaram as nossas razões ( que a Sra., Ministra nunca contestou e ouviu atenta e silenciosamente).
Refiro-me as intervenções dos : Professor Gentil Martins , Dr. Mário Coelho e Dra. Ilda Matta)
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1ª pagina Jornal de Negócios

Quem melhor sabe dos que factos que um Juiz ex membro do Tribunal de Contas , o Dr. Eduardo Moreno? O que sabe ele para afirmar que " face a Banca e parcerias- publico privadas o estado perde sempre?!!!!
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Algumas considerações sobre à primeira afirmação da Sra. Ministra

Os factos que justificam as nossas reservas e de que a Sra. Ministra é profundamente conhecedora

Como temos insistentemente afirmado neste Blog, (sem qualquer contraditório) que o Concurso para a construção do futuro Hospital de Todos os Santos, Marvila, terá características dubias e a sua isenção poderá ser questionavel e isto porque o principal responsável e decisor dos dois projectos escolhidos , tem e teve relações profissionais com os grupos financeiros ligados a saúde, e que acreditamos presentes no concurso. Poderá ser assim um circuito aparentemente vicioso. Notamos que todo este processo tem sido rodeado de absoluto e absurdo secretismo com desprezo absoluto pela opinião técnica dos profissionais do HDE. O único Pediatra que consta que deram ouvidos pertence a Multinacional Espanhola, que tem sociedade de um dos grupos financeiros ligados ao projecto arquitetonico . È triste, mas serão as multi-nacionais , os gestores afectos e os seus médicos consultores é que decidem o fim do Hospital Pediatrico de Lisboa ....Então Sra. Ministra, qual será o seu papel???
Os dois projectos arquitetonicos seleccionados para o concurso final, foram escolhidos por um gestor arquitecto que esteve ligado ao Grupo Mello quando do contencioso com a gestão privada do Amadora Sintra e agora aos HPP ( Hospital de Cascais) . A aparente coincidência entre individuos que transitam entre os dois grupos exercendo funções de chefia é interessante e seria de indagar se não uniriam outro tipo de relações.
Em conclusão: apesar de terem colaborado nas alegadas irregularidades da gestão clínica do Grupo Mello no Amadora Sintra, é nomeado por Manuel Pinho quando Ministro das finanças, com responsável pelas parcerias publico privada e escolha do plano funcional e selecção dos dois projectos arquitectónicos do futuro Hospital de Todos os Santos .
O Estado de direito poderá estar em causa pois comprometido intrinsicamente com os interesses dos grandes grupos privados ligados a saúde em detrimento da assistência diferenciada a criança.

Sra. Ministra , não é possível , nem credível pelo cargo de responsabilidade que ocupa, não estar ao par destes factos. Notamos ainda que paradoxalmente elogiou publicamente o Engenheiro P.D.A. "pelos serviços prestados", quando do lançamento da "primeira pedra" do futuro Hospital de todos os Santos.....
Gostaríamos de saber as razões que levaram-na a reconhecer publicamente as qualidades do Engenheiro P.D.A. se:
a sua oposição ao Hospital Pediatrico Autonomo ou os seus "méritos" no exercício de suas antigas funções de Gestor do Grupo Mello no Amadora Sintra , que resultou processo em que também foi envolvida como vitima.
Esclarecemos que ainda não haverá muito tempo o Secretário de Estado da Saúde , Manuel Pizarro, relembrou os "montantes elevados" em que o estado foi eventualmente lesado e tratando-se assim de uma questão ainda em aberto.

A inter-relação de parte das personalidades neste enredo é do dominio publico . Ainda apenas há alguns escassos dias estiveram com a Sra. Ministra na adjudicação do Hospital de Loures ao Grupo Mello.

Finalmente, Sra. Ministra, haverá que clarificar que se não agiu , não o foi por não estar informada pois ainda na na nossa primeira reunião , há dois anos foram-lhe transmitidas as nossas reticências e criticas ao plano funcional do H.T.S. de autoria da InterSalus . Disse-nos então que iria averiguar. Nunca houve qualquer resposta ou atitude correctiva sobre o referido plano . Remeteu-se, como agora , ao silêncio( que pensamos conformado e não conivente)

Da nossa parte que fique contudo bem claro, não nos move nenhuma motivação ideológica e não nos teriamos preocupado com as "parcerias publico - privadas" e a pesquisar os meandros deste processo , caso não fosse esta, a responsável pela destruição do Hospital Pediatrico de Lisboa.
Notamos ainda que os dois grandes partidos do poder são cooresponsáveis na implementação das parcerias - publico privadas na saúde, mas é ao ex Ministro Correia de Campos que cabem as culpas por esta decisão de ultima hora , arbitraria e não fundamentada de destruir o Hospital Pediatrico de Lisboa.


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"Um aparte em honra de quem a merece""Ou uma visão menos otmista sôbre as "Parcerias Publico Privadas , partilhada por forças diversas no espectro politico ",

:Num pais de meias palavras , golpes baixos e instrumentalização da justiça pelas elites politicas dominantes , faça-se honra aqueles que introduzem um pouco de ar puro, aqueles quem ainda tem espinha dorsal... sejam estes de esquerda ou de direita
Desta forma , não partilhando de muitos dos seus pontos de vista nomeadamente o seu pessimismo , o não acreditar na capacidade dos portugueses e no valor fundamental do trabalho na solução da crise, e aceitar como solução a intervenção estrangeira , Medina Carreira, merece um aplauso pela defesa corajosa e sem tibiezas dos seus pontos de vista de que é protagonista no Programa "Plano Inclinado" de Mário Crespo na SIC..


O que se diz sobre as Parcerias - Publico privadas no programa " O Plano Inclinado":

O fiscalista Dr. Medina Carreira e o Economista João Duque , dão razão ao Juiz jubilado do Tribunal de Contas Dr. Eduardo Moreno pois por várias vezes no programa , "Plano inclinado", da SIC, de Mário Crespo, afirmaram com frontalidade que as" Parcerias Privadas" em Portugal "servem principalmente os interesses de três banqueiros, dois construtores, e alguns políticos .
Trata-se assim não de uma posição ideológica de direita ou esquerda pois é comum a pensamentos politicos diversos.
"http://sic.sapo.pt/online/video/informacao/plano-inclinado/2010/5/parcerias-publico-privadas-10-05-2010-123310.htm".
E já agora anotem outra afirmação do economista , João Duque naquele programa; "A festa das parcerias publico privadas custará ao pais 21,000,000000 de euros a Portugal pagos em deferido pelos nossos filhos" ( e ... dizemos nós , acrescido do crime de terem roubado a Lisboa o seu Hospital Pediátrico.)

Em conclusão "Parcerias privadas só são viaveis num Pais com um Estado moralmente forte e eficaz e controlado pelos cidadãos e Assembleia da Republica e em que exista maioria de empresários , que não se perspectivem como simples subsidiarios dos impostos e ou defensores do "estado mínimo " que não lhes ponha obstaculos.
Portugal decididamente infelizmente ainda não preencherá estes dois criterios , mas acreditamos saberá dar a volta!

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Um segundo "aparte" sobre "relações e cumplicidades"
"Relações apenas casuais ou de comunidade de interesses e ideologia?"

-Recentemente, no lançamento de outra "Primeira Pedra", á do futuro Hospital de Loures estiveram presentes este mesmo conjunto de personalidades e o grupo Mello que ganhou o concurso do referido projecto ( ora ganhas tu, ora ganho eu..?
Indagamos assim: estará a Sra. Ministra ingénua e inocente da eventual relação causal subjacente de interesses e identidade idelógica que une estas personagens?.Terão um compromisso com os eleitores ou com a alta finança ligada ao negocio da saúde ?

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Algumas considerações sobre à segunda e terceira afirmações da Sra. Ministra

"Depois de finalizado o concurso proponho-me a sugerir alterações que benificiem a autonomia Pediatrica":
A Sra. Ministra afirmou na Reunião com a Plataforma, que se comprometerá , depois de aprovado o plano arquitectónico , modificar os seus em projectos em beneficio da criança é pueril ou pouco racional e isto porque os projectos das parcerias serão eventualmente simples copias de outros projectos hospitalares da multinacional a que pertencem e não passíveis de modificação.( Só assim se compreende a recusa e sua renitência em altera-los pois deixariam de dar o lucro fácil de um projecto pré fabricado em serie e módulos racionalizados a serviço do do lucro maximo .... e um Hospital Pediatrico definitivamente não dará lucro ( filosofia do plano Funcional actual)
E mais , é absolutamente ilógico , por obviamente impraticável, modificar um projecto depois aprovado a custos controlados....

Em relação à sua terceira afirmação , a Sra. Ministra, como tem consciência do facto de nada estar definitivamente decidido , ao menos nos ajude a que o espaço do Actual Hospital D. Estefânia não entre na especulação imobiliaria e continue como Património de pertença da Criança . Em fim que intervenha para que tal seja seja oficializado em Diário da Republica.

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Concluindo

A entrevista com a Sra. Ministra teve contudo um grande mérito pois a sua franqueza obrigou a todos a olhar de frente os verdadeiros responsáveis pela destruição do Hospital Pediátrico de Lisboa .
... Obvio que será mais fácil e "conveniente" fazer-se de cego e não olhar de frente e denunciar os poderosos....

Sra. Ministra somos defensores de crianças .. mas não totalmente ingénuos ... com o devido respeito, agradecendo a cordialidade com que nos recebeu e ouviu..... mas estamos definitivamente em campos opostos nesta disputa civilizacional e não vamos baixar as armas..


Assina : Jornalista Manu. (Subscreve e coo responsabiliza-se Pedro Paulo Mendes.
Nota: apesar de todas as afirmações terem sido recolhidas de órgão de informação oficiosos idóneos , trata-se de uma interpretação pessoal das relações lógicas entre factos coligidos .
Rectificaremos os erros e assim agradecemos e publicaremos qualquer correcção.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

O Hospital D.Estefânia: " O Fruto de uma Arvore Generosa( civilização) e que pertence a todas crianças do mundo!



Para os que não sabem, antes que fosse elaborada legislação expressa os Hospital D. Estefânia foi um precursor e transformou-se num " Hospital sem Fumo" .
Tal foi fruto do trabalho de uma Comissão que entre outras normas de actuação estabeleceu como filosofia que a campanha só seria vitoriosa se ganhasse raízes e fosse assumida pela maioria dos trabalhadores do Hospital. O fizemos na Assunção consciente que todos compreenderiam do paradoxo inaceitável que era fumar num Hospital Pediátrico.

Esta filosofia levou a que previligiassemos e procurássemos o apoio e integração dos funcionários, que se quisessem juntar a nós.

O desenho acima foi de autoria e cedido para a campanha por de uma Auxiliar de Acção Médica do nosso Hospital.
Alguns o criticaram pela obvia simplicidade da forma.
Nós da "Comissão Hospital Sem Fumo" pelo contrario o assumimos como um dos Símbolos da Campanha , pelo conceito que a sua autora nele quis transmitir :

"O Hospital Pediátrico de Lisboa ( no caso ainda o Hospital de D.Estefânia) é um fruto de uma arvore generosa ( que se chama civilização) e que pertence a todas a crianças do Mundo"



Aqueles que nos leem questionaram com razão;:

"- o que tem haver tal facto com a Campanha actual contra a destruição do Hospital Pediatrico ?!!!


A resposta que nos ocorre, é simples :

Esta campanha , não pertence , a qualquer um nós , ( por mais importante e imprescindivel que seja o seu empenho individual)
Não poderá ser igualmente reivindicado por nenhuma organização cívica, religião , partido ou ideologia politica !
Outrossim todos são bem vindos a nela colaborar individualmente, seja na Plataforma ou por outros meios que entenderem ( somos contra alguns Monopólios...)
Trata-se de acarinhar e fazer vingar uma "Árvore e os seus Frutos" imprecindivel na Assistência Pediatrica especializada de Lisboa .
Assim , a apenas as crianças que desejam um Hospital para si " é que podem assumir , sentido de pertença ou os direitos sobre os almejados frutos desta luta" que esperamos com sucesso
Este foi e é o espirito inicial deste Blog onde se iniciou a campanha contra a destruição do Hospital Pediátrico de Lisboa.!


Comentario enviado a esta Postagem de um (a) apoiante:

"Realmente TODOS temos a ver... O nosso primeiro ministro, SR Engenheiro José Sócrates, até disse, na cerimonia oficial de lançamento da obra do novo Hospital de Vila Franca de Xira, que o governo está muito empenhado na construçao de novos hospitais, e dentre eles mencionou com enfase o Hospital Pediátrico de Coimbra. Fiquei confusa. As crianças de Coimbra são diferentes das outras? Será porque só em Coimbra há o "Portugal dos Pequeninos"? Então e as outras crianças, nomeadamente as da capital do país, não tem direito a ter um hospital adaptado e especializado só para elas? com um ambiente próprio, com gente formada para o efeito, e tudo o que possa ser mais adequado para tratar os seus problemas de saúde?Ou será justo "enfiá-las num "apartamento" dentro de um condominio denominado "novo" Hospital de Todos os Santos? Se è novo, então sigam as mais modernas tendencias de qualidade em saúde, por favor. Toda a gente tem o direito de falar, as crianças são o futuro de "toda a gente". Mais...
O Hospital D.Estefânia: " O Fruto de uma Arvore G... em 30-08-2010"

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Este é o espirito e disposição da população em geral: Uma Manifestação Publica em Defesa do Hospital Pediatrico!



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Eis mensagem de uma apoiante e que reflecte o nosso espirito e indignação:

"Parece impossivel que os politicos deste país não se preocupem com o que verdadeiramente interessa na "nossa casa" ou seja, a maneira como tratamos os mais frageis e os doentes, as instalaçoes fisicas e humanas que temos para os receber. A criança nao é um adulto em ponto pequeno, assim como o velho não é uma criança crescida.Temos que ter espaços e tecnicos adequados para cada grupo especifico e temos que ter gente capaz de se informar e ser competente. Claro que isto tambem começa por nós, e realmente ninguem participa nem colabora nestas campanhas, como a da luta pela manutençao de um hospital pediatrico em Lisboa.Fazem-se tantas manifestaçoes... vamos fazer uma bem grande em apoio das nossas crianças e dos nossos profissionais de saúde interessados mesmo na saúde? vamos?"
Por B.F em As Crianças de Portugal agradecem ao "Jornal das N... em 21-08-2010



Estamos de acordo com esta apoiante e agradecemos o estimulo . É obvio que se torna necessário ( devido a ausência de respostas do Ministério da Saúde ) que passemos para outras formas de acção para divulgar as razões que nos assistem .

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

As Crianças de Portugal agradecem ao "Jornal das Nove" da "SIC" quebrar o bloqueio informativo que legitima a destruição do Hosp. Pediatrico de Lisboa

A pressão sobre os meios de comunicação para não divulgar a luta contra a Destruição do Hospital Pediátrico de Lisboa é óbvia e torna-se inaceitável quando se trata de uma causa de inegável interesse publico!



Há que louvar os meios de comunicação e jornalistas que fogem ao cerco:

A SIC através do Jornal das Nove de Mário Crespo, foge a regra! A sociedade Civil agradece
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Ontem dia 18 de Agosto , no "Jornal das Nove", pela 2ª vez o Jornalista Mário Crespo entrevistou o Professor Gentil Martins em representação da Plataforma Cívica.
Esta entrevista permitiu a divulgação e esclarecimento da nossa luta contra a extinção do Hospital Pediátrico de Lisboa.
Julgamos que é obrigação de órgãos de informação cumprir o seu papel cívico divulgando os anseios das forças vivas da sociedade e não comportarem-se como meros veículos transmissores das versões oficiais, publicitando-as ou e no presente caso dos grandes grupos económicos pouco interessados e ignorantes na protecção e saúde das nossas crianças. Em fim indagamos com algum exagero se já " não vivemos num pais com regime denominado por alguns como de "ditaduras modernas"
A SIC , neste caso particular fugiu a regra e foi exemplar. (Não nos cabe por desconhecimento generalizar , ou publicitar que a insenção seja a norma da emissora ou dos seus jornalistas)
Agradecemos assim outra vez ao Jornalista Mário Crespo esta segunda oportunidade que nos deu e saudá-lo neste acto pela dignificação o Jornalismo infelizmente muitas vezes opaco e servil aos interesses económicos e do poder.
Agradecemos ao Professor Gentil Martins, pela clareza irrefutável com defendeu as posições da plataforma e por maioria de razão os interesses das nossas crianças!
Oxalá que esta atitude da SIC não continue ser a excepção, mas transforme-se em regra.
Uma sociedade com meios de comunicação condicionados é uma sociedade morta e manipulada, dominada e escravizada ( mesmo que por acaso venha a ter pão, vinho e futebol numa vesão mais civilizada do que em "Roma Antiqua")
No presente caso a actitude dos poderes politico e económico é altamente criticavel pois procuram ocultar por todos os meios, bloqueando a informação e escondendo de que esta a privar Lisboa e a Região Sul do Pais de um equipamento de saúde imprescindivel as suas crianças .Agem assim pois por certo tem (má)consciencia de que se os visados tivessem conhecimento das consequencias do acto, nunca o permitiriam....


Assina : Jornalista Manu e subscreve PPM

EFEMÉRIDE DE ARTIGO PUBLICADO HÁ DOIS ANOS NESTE BLOG E QUE MANTEM ACTUALIDADE SOBRE AS RAZÕES DA NOSSA LUTA.

Estas considerações sugiram como repto de um artigo da Revista da Sociedade Portuguesa de Pediatria abaixo transcrito publicados no Verão de 2008.
Os argumentos ali expostos mantem plena actualidade e assim os voltamos a publicar Reiteramos as nossas opiniões de então para esclarecer aqueles que só agora tomaram conhecimento deste processo .

Abaixo transcreve-se o apontamento do Site da "Sociedade Portuguesa de Pediatria" e que se reporta ao problema essencial :

Transcrição do texto :NewsletterNome E-mail Notícias
O Hospital de Dona Estefânia completa 131 anos no dia 17 de Julho de 2008
O processo de extinção do único Hospital Pediátrico de Lisboa e Sul do País tem levantado alguma polémica.
"Numa altura em que se discute o futuro da pediatria em Portugal, vale a pena reflectir sobre este caso em particular e sobre o papel dos hospitais pediátricos polivalentes em geral.


Aceitando o repto e como membro da Plataforma Civica que se constitui em defesa do património do Hospital D. Estefânia e de um novo Hospital Pediatrico para Lisboa tecerei algumas considerações sobre tema proposto no artigo em epigrafe ou seja :

"Vale a pena reflectir sobre este caso em particular e sobre o papel dos hospitais pediátricos polivalentes em geral"
Respondendo a esta indagação dizemos:

A razão desta campanha, justifica-se para alem do pressuposto fundamental de que "as crianças têm direito a um espaço e ambiente adequados à sua especificidade", considerarmos que a existência de Hospitais Pediatricos Especializados são um factor de garantia na qualidade da formação e consequente reprodução de quadros profissionais especializados em pediatria necessarios nos diversos patamares assistenciais na rede de cuidados infantis e inclusive nos Hospitais Distritais . .
O facto de nos Hospitais Centrais polivalentes os equipamentos e especialidades serem participados em comum com os adultos limita a expectativa de desenvolvimento e aperfeiçoamento profissional pediátrico . Esta consideração não implica qualquer juízo sobre excelência dos seus profissionais e reporta-se as consequências e limitações organizativas do modelo polivalente.
Pensamos assim, que foi a concentração casuística de patologias complexas em hospitais terciários infantis que permitiu a acumulação de experiência para que a maioria seja tratada no nosso Pais e não no estrangeiro.
Foi no Hospital D. Estefânia que se desenvolveu a Cirurgia Pediatrica (e mais recentemente outras sub especializações), que veio a ser exercida noutros centros, de renome nacional e internacional.
Na mesma linha de pensamento os Hospitais pediatricos justificam-se pela necessidade de concentrar a casuística de todas as patologias que, pela morbilidade e efeitos na saúde pública, obriguem à criação de "Guide Lines" verticais, que assegurem cuidados adequados baseados nas redes de acompanhamento consistentes de casos referenciados após primeiras consultas ( nefrologia e nefro urologia são um exemplo vivo , na prevenção da doença renal cronica ou das suas complicações com consequências gravíssimas para a criança família e economia em erário publico como neste e noutros campos se faz no HDE)
Estes Centros, que concentraram o saber pediátrico, constituem também espaços de diálogo, formação continua e actualização, não só dos nossos profissionais, mas também dos congéneres de língua portuguesa, de que todos já são exemplo, mas de que sublinhámos Coimbra através da Tele medicina em colaboração com Hospital Pediátrico de Luanda.
Não tenhamos dúvidas que, se não assumirmos este papel, outros países em nosso desprestigio o farão.
Lembramos assim aos políticos que os laços culturais e económicos se concretizam muito mais na prática humanismo do que na retórica dos banquetes e que o capital dos Hospitais Pediatricos não pode ser desbaratado por razões conjecturais e interesses da parcerias privadas , que na sua visão puramente gestionaria e economicista não se apercebem que com a destruição deste equipamento de Serviço Publico comprometerá a sua própria viabilidade pois corta pela raiz a reprodução e desenvolvimento do saber médico pediatrico.

Finalizando, referimos ainda como valor acrescentado dos Hospitais pediatricos, o facto de serem :

- Pólos geradores de afecto transversal a todos os grupos e classes sociais que dele indistintamente usufruem
- Um factor de coesão e identidade nacional (assente em valores mais consistentes e menos perenes que o futebol )
- O estabelecimento de laços com países de língua portuguesa que perduraram no futuro.
- Prestígio e sinal de civilidade das cidades que os acarinham ( no caso Lisboa )


Esclarecemos que não temos uma perspectiva isolacionista relativamente aos Hospitais de Adultos pois, ao assumimos a necessária independência e autonomia do hospital pediátrico, compreendemos como imprescindível a colaboração inter pares, quer em todas as situações clínico assistenciais com implicação multi disciplinar quer na complementaridade da troca de saberes e formação especializada, aliada a alguma poupança em economia de escala.

Consideramos não coerentes as opiniões que hiper valorizam experiências pessoais em unidades em hospitais polivalentes centrais ou distritais contrapondo-as aos erros de gestão e opções passadas eventualmente graves do Hospital D. Estefânia, pois não são de todo equiparáveis níveis assistenciais completamente distintos e não se justifica com os erros de gestão estratégicos do passado ou insuficiências no presente a destruição de um modelo e de um conceito imprescindíveis na rede dos cuidados de saúde materno - infantil de qualquer país desenvolvido.
Assim, por validas que estas experiências tenham sido, não podemos esquecer que só foram possíveis devido á existência do conceito e modelo de Hospital Pediátrico e que contribuíram ou vieram a permitir a sua formação como profissionais destes hospitais.
- De outra forma o consideramos relativamente aos Hospitais Centrais Mono bloco da década de 1950 em que os Serviços de Pediatria perdem-se nas prioridades e especialidades dos adultos e cuja concepção arquitectónico e administrativa tem implícita uma visão mais tecnocrática e desumanizada do acto médico pediátrico que dependerá mais da circunstancia e esforço os profissionais dedicados a pediatria pois estão desprovidos do apoio de personalidade representativa administrativa autónoma.

Uma entre outras conclusões....
Do acima exposto julgamos licito concluir que : A luta do Hospital D. Estefânia pelo conceito de " Hospital Pediátrico especializado", de que é precursor, deve ser entendida como do interesse da Pediatria Portuguesa e não como um problema localizado e do exclusivo domínio dos profissionais daquela instituição centenária .

Uma Ideia ao ar ......
Indagamos se não seria mutuamente digno e licito ponderar se o espaço do actual HDE,( que deverá continuar obrigatoriamente relacionado com a Pediatria, como serviços continuados e sede de organizações de defesa da criança , ) não poderia vir a ser local de uma das sedes da Sociedade Portuguesa de Pediatria , pois foi que ali se idealizou e nasceu.



Idenfica-se agora como o autor: Pedro Paulo Machado Alves Mendes.
Trata-se de uma exposição de cunho pessoal mas que penso reflectir em parte as posições da Plataforma de que honrosamente sou membro.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Solicitamos entrevistas ao vários candidatos a Bastonários da Ordem dos Médicos : O Dr. Jaime Mendes acedeu ao convite e apoia-nos inequivocamente !

"Uma entrevista memorável"

Agradecemos a entrevista concedida que foi muito proveitosa . Não nos esqueçamos que o Dr. Jaime Teixeira Mendes é Cirurgião Pediátrico e assim mais do que ninguém esta sensibilizado para as nossas razões e argumentos. Nesta reunião igualmente este presente o Professor Doutor Carlos Silva Mendes criador da M.A.O.M de cujo site retiramos o artigo abaixo publicado. ( para le-los, ampliar com duplo clique ou ir ao Site)

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

O HOSPITAL PEDIATRICO E "CONTAS DE SOMAR E DIVIDIR" , INSPIRADAS NOS TELE JORNAIS DO DIA 5 DE AGOSTO DE 2010.

Faça duplo clique sobre a imagem para amplia-la









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1ª CONTA : DIVIDIR ( POR TODOS OS PREJUÍZOS E OS LUCROS APENAS POR ALGUNS)

4.000.000.000 DE EUROS ( GASTOS DOS NOSSOS IMPOSTOS QUANDO DA NACIONALIZAÇÃO DOS PREJUÍZOS FRAUDULENTOS DO BPN )

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-------------------------DIVIDIDOS POR----------------------
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40.000.000 de EUROS ( PREÇO DE UM HOSPITAL PEDIÁTRICO )




= 100 HOSPITAIS PEDIATRICOS
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INDAGAMOS ASSIM SE :
-COMO CONTRIBUENTE CONSIDERA MORAL QUE POSSAM ARGUMENTAR COM DIFICULDADES ECONÓMICAS PARA PRIVAR LISBOA DE UM HOSPITAL PEDIÁTRICO ?
- COMO CIDADÃO CONSIDERA MORAL QUE O NOSSO ESTADO DÊ A ESPECULAÇÃO FINANCEIRA 4.000.000.000 DE EUROS DOS NOSSOS IMPOSTOS E CURVE-SE AOS PROJECTOS DA PARCERIAS PRIVADAS QUE EM APENAS SEU INTERESSE (E LUCROS FUTUROS), SE OPÕE QUE LISBOA TENHA O SEU HOSPITAL PEDIATRICO?!!!


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2ªCONTA DE DIVIDIR ( PARTILHAR EXPONTANEAMENTE POR TODOS O QUE SE TEM A MAIS)

















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NOS ESTADOS UNIDOS , BILL GATES E CERCA DE OUTROS 40 MILIONÁRIOS DECIDIRAM DOAR 50% DAS SUAS FORTUNAS A FAVOR DE CAUSAS SOCIAIS.
(NA DEVIDA PROPORÇÃO ASSIM TAMBÉM AGIRAM NO PASSADO OS COMERCIANTES DE LISBOA, FINANCIANDO A CONSTRUÇÃO DO HOSPITAL D. ESTEFÂNIA)

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INDAGAMOS AOS ACTUAIS MAGNATES DO PAIS , GRUPOS FINANCEIROS LIGADOS A SAÚDE , RESPONSÁVEIS PELAS PARCERIAS PRIVADAS E AS FAMILIAS QUE NELES SE REPRESENTAM SE NÃO ESTARIAM DISPOSTAS A DAR 10% DAS SUAS FORTUNAS EM FAVOR DE UMA ASSISTÊNCIA HOSPITALAR CONDIGNA AS CRIANÇAS DE LISBOA .

CHAMAMOS AINDA ATENÇÃO QUE A INICIATIVA FILANTROPICA SUPRA CITADA, PARTIU DE BILL GATTES, UM EMPRESÁRIO DIGNO DESTE NOME POIS É CRIADOR DE RIQUEZA E INOVAÇÃO E NÃO APENAS DA OBTENÇÃO LUCROS DE BENS NÃO TRANSACIONÁVEIS ISENTOS DE RISCOS E PAGOS COM NOSSOS SALÁRIOS E IMPOSTOS( COMO A SAÚDE....)

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3ª CONTA : PARTIDARIZAÇÃO DOS ORGÃOS DE JUSTIÇA À MAIS...... E .......JUSTIÇA À MENOS ..........O QUE TAMBÉM TEM HAVER COM O HOSPITAL PEDIATRICO.....POIS UM PAIS EM QUE DÁ TUDO A ESPECULAÇÃO FINANCEIRA E PRIVA AS SUAS CRIANÇAS DE UMA ASSISTÊNCIA HOSPITALAR ESPECIALIZADA CONDIGNA CONFIGURA-SE COMO INJUSTO.....E CEGO ....
AO FUTURO..:ÀS SUAS CRIANÇAS.....