quarta-feira, 25 de abril de 2012

Corrida D. Estefânia - Um evento a favor da civilização . Este artigo de opinião foi publicado há três anos e permanece actual . No dia de Hoje dia 25 de Abril ao invés de em "Nome da Rosa" o chamaremos em "Nome das crianças portuguesas"


























http://www.xistarca.pt/pt-PT/eventos.aspx?cntx=a122069b-1674-42bc-85ca-dd3697306df5

Inscreve-te  na coluna ao lado!



Ou hoje 25 de Abril, em nome das crianças portuguesas!   





















EM NOME DA ROSA , EM DEFESA DO HOSPITAL PEDIÁTRICO DE LISBOA ”
[Pedro Paulo Machado Alves Mendes, 12-05-2009] | 3 comentários



Nota prévia:  Este texto é o reflexo fiel de conclusões de uma experiência vivencial que se iniciou há três  anos , quando factos obrigaram a levantar os olhos da actividade clínica em procura das causas das sombras que ameaçavam a dignidade do seu exercício. È uma opinião estritamente pessoal e não reflecte ou representa as posições dos outros membros da Plataforma Cívica , para os quais que a deslocalização  a desarticulação do Hospital Pediatrico , alheias a uma carta hospitalar dos cuidados materno infantis , deve-se apenas a  opções conjunturais dos governos ou políticos deste o daquele  grande partido.  O texto foi escrito na anterior legislatura já depois da demissão de Correia de Campos.
 Mudamos de governo , mas tudo indica de que  a dependência e sub serviência a poderes não escrutinados pensamos que se agravou.
 A necessária racionalização e gestão e melhoramento do nosso SNS esta a ser utilizada como  argumento para destrui-lo As  parcerias privadas interessadas em eliminar   aquilo a que chamam a concorrência do sector publico e a lucrar com os seus destroços , dominam  o leme dos acontecimentos . 
 Todas as  informações que  aqui veiculo foram colhidas na NET.  Conclui-se   felizmente assim  de que a circulação de informação ligada a globalização trouxe forças e   ferramentas para combater os seus aspectos nefastos.  
Faço assim  minhas as palavras  um profissional amigo que manifestou a opinião de que a  :Google é hoje  o melhor amigo do Homem..."
E em declaração de interesses informo de nem eu nem a Manu estamos  filiados  em nenhuma força partidária ou organização secreta. 
Assinam: Manu ( a menina que sabia ouvir )e o seu seguidor  e admirador  Pedro Paulo Mendes



“EM NOME DA ROSA , EM DEFESA DO HOSPITAL PEDIÁTRICO DE LISBOA ”

A saúde das nossas mães e crianças é um bem demasiado precioso para o deixarmos à mercê exclusiva da conjuntura e das leis do mercado e lucro.

-“Na resolução dos pequenos acontecimentos talvez encontremos a chave para a solução dos grandes "
Entendemos a destruição do Hospital Pediátrico de Lisboa como um acto contra a civilização, porque é parte das ideias nobres concretizadas que são os jardins que nos resguardam dos activos tóxicos envolventes. São a semente e capital de esperança para outras conjunturas não obscurecidas pela ideologia, que agora subiu ao palco, que acredita que a fé no lucro e interesse pessoal são o motor da alma.
O reconhecimento dos direitos e especificidade psico -social e biológica da infância foi uma conquista da civilização e da humanidade de origem recente com inicio na Revolução Francesa.
Considero “conquistas da civilização “ as que se saldaram na institucionalização pelos poder legislativo e executivo de estádios de consciência colectiva que libertam o homem na sociedade como sujeito agente e ou passivo do aviltamento da dominação por pulsões arcaicas egoístas. 
“Maior “ considera-se esta conquista se o restabelecimento do direito contra o arbítrio injusto teve por objecto seres que pela circunstancia não tenham meios de reivindica-los , no nosso caso, a criança. O correspondente avanço desta conquista nos cuidados de saúde correspondeu aos Hospitais Pediátricos . O primeiro destes Hospitais nasceu em Paris em 1788, “Les Enfants Maladies , Necker“ e é hoje uma referência mundial.
Entre nós este progresso de civilização correspondeu à H. D. Estefânia.
-Não existem conquistas definitivas , nem dentro, nem fora de nós, mas apenas um equilíbrio frágil a gerir com ponderação
A história recente é a prova e lição nenhuma das conquistas que separaram a humanidade da barbárie abjecta é definitiva. Paradoxalmente é dos países ditos desenvolvidos e precursores que surgem os ataques mais graves.
Hoje , nos E.U.A. os Hospitais Pediátricos estão a ser recuperados ou construídos de novo e são o padrão mundial da excelência em cuidados hospitalares terciários infantis.
Nos planos em vigor para o futuro o Hospital de Todos o Santos, em Chelas, não haverá Hospital Pediátrico individualizado.
-Inspiração para a acção : O choque mobilizador . A luta contra um retrocesso centenário, crianças a serem estudadas em espaços comuns com os adultos. 
Se são os espíritos que povoam os lugares, ou se é a sua ideia substanciada na sua obra que intervém na mente não o saberemos.
O facto é que o ideal desinteressado de protecção e tratamento da infância em ambiente próprio naquele hospital histórico transmitiu-nos um apelo irrecusável que se traduz na nossa convicção e empenho conjunto na defesa desta causa
. Nós os profissionais não envolvidos no processo só tomámos consciência das suas implicações posteriormente. No meu caso, foi quando se propôs a possibilidade o atendimento de crianças conjuntamente e em serviços técnicos preparados e ocupados por adultos, o Hospital de São José. Retornava-se 130 anos na história que querem agora apagar à força.
-Os Abaixo assinados tiveram o apoio inequívoco dos portugueses mas ainda sem frutos palpáveis 
Divulgamos dois abaixo-assinados; um abaixo-assinado solicitando intervenção ao Presidente da República com 78.000 assinaturas e o outro recente com 5000 assinaturas agora endereçadas à Assembleia da República que também mobilizou a sociedade civil. É sintomatico que apesar da simpatia a causa  demonstrada pelos endereçados a sua incapacidade ou submissão aos poderes instalados não levou a nenhuma acção institucional.
-Os responsáveis : Serão as parcerias privadas quem de facto governa o pais e todos os outros os nossos eleitos actores secundários ?
No inicio julgava que o processo resultava apenas de uma política gestionária representada por Correia de Campos.
-O Plano funcional do hospital de todos os Santos, um projecto em privado feito à medida dos interesses das parcerias privadas.? 
A possibilidade de consulta do plano funcional foi permitida exclusivamente através de consulta presencial, em horário de trabalho, e no local do Conselho de Administração do Hospital e sujeito a identificação obrigatória. (assumindo-se assim, a sua fragilidade e o medo da critica profissional).
Vários médicos e profissionais, não se intimidaram e apesar dos limites impostos tal como fiz na qualidade de profissional da saúde estudaram-no e criticaram-no (Ver Blog).
Trata-se de um plano para um Hospital Generalista Tecnológico, em que o capítulo da Pediatria consta com apêndice de ultima hora. Na capa a chancela da multinacional  daIntersalus.
Através do motor de pesquisa da Google, verifica-se que o responsável desta multinacional em Portugal é o Dr. Telmo Valido, que no seu currículo se prestigia como membro do Compromisso Portugal e do Grupo de Boston. Outros sim, sabemos que os médicos e pediatras portugueses foram alienados da sua elaboração quando melhor que ninguém saberiam das necessidades hospitalares.
-Coincidências? Mera influência Ideologica? 
Engenheiro Pedro Dias Alves ( membro de Compromisso Portugal) responsável directo máximo pelo Plano e escolha do projeto arquitetônica foi nomeado pelo Ministro da Economia Dr. Manuel Pinho ( Membro do Compromisso Portugal) .
Engenheiro Pedro Dias Alves, antes exerceu gestão pelo grupo Mello Saúde no Amadora Sintra – Fernando da Fonseca.
Foi na gestão daquele grupo do Hospital F.Da.Fonseca, Amadora-Sintra , que o Estado português diz-se lesado em 75,000.000 de Euros por problemas, entre outros de dupla contabilização de actos médicos.
O Estado não foi ressarcido e o grupo Mello em processo com contornos inverteu o ônus da culpa, incluindo os funcionários do Ministério que corajosamente denunciaram a falcatrua como culpados. Este processo subversivo do estado de direito culminou com a demissão da Dra. Manuela Lima. A actual Ministra foi também injustamente argüida
Na Internet (onde recolhi estes elementos) constam várias denuncias escolhi a Dra. Helena Roseta publicada na Visão de 31 /10/2002 , em todos os aspectos exemplar pela clareza ( valerá a pena lê-lo na integra, esta na Google) “..A Administração Regional de Saúde, presidida por Manuela Lima e a quem competia controlar a gestão privada do hospital, demitiu-se em bloco depois de um relatório muito crítico, encomendado pela ministra Manuela Arcanjo e apresentado ao seu sucessor, Correia de Campos. Foi este relatório que deu origem ao trabalho da Inspeção Geral de Finanças. E o absurdo é este: Manuela Lima, além de se ter demitido, foiprocessada pela empresa José Mello Saúde. E agora, tanto quanto se sabe, nem sequer terá apoio oficial do Estado para se defender em tribunal, quando foi em defesa do Estado que se expôs....” 

Uma mancha indelével ainda não ressarcida terá sido lançada sobre o estado de direito. Os acusadores substituem-se agora as vítimas e assumem os cargos de poder e ditam as regras da Pediatria Portuguesa. E dizem eles que não há dinheiro para o Hospital Pediátrico… Nós, os contribuintes lesados dizemos ; dos 75.milhões , 50 milhões já sobejavam para construir o Hospital das crianças de Lisboa.
O novo poder assume-se sem complexos : Os anteriormente acusados sentem-se a vontade e dão as suas razões em publico
O Engenheiro Pedro Dias Alves, a 26 de Fevereiro de 2009 no colóquio da Ordem dos Médicos , “ Tertúlias do Alto” , deu voz alta à defesa do Grupo Mello Saúde no processo acima citado. Manuel Pizarro o contradisse ( oxalá não esteja tudo perdido)
Penso que teria sido mais inteligente da sua parte remeter-se ao silencio visto que até esta data era o responsável por um concurso em que o supracitado grupo será parte interessada.
Diz-se que Engenheiro Pedro Dias Alves demitiu-se , mas ainda em funções excluiu o único projecto da Mota–Engil que contemplaria o Hospital Pediátrico individualizado em Chelas.. Esta empresa impugnou , o concurso .porque se admite injustamente excluída e diz-se pelo seu projecto prever a existência de um edifício Pediátrico em oposição ao edifício Monobloco Tecnológico proposto pelo Engenheiro Pedro Dias Alves e João Weimans.
. Solicito assim que a Comissão de Saúde , a quem entregamos o abaixo assinado analise a providencia da impugnação . È obvio que a nossa citação da empresa Mota- Engil resume-se a estes factos.
-Haverá outras explicações menos plausíveis que o acordo com estes métodos e projecto redutor para a passividade da Ministra e outros funcionários ?
Se verdadeira é estranha a noticia de o Ministério da Saúde permitir que apesar da impugnação o processo de escolha entre as duas candidaturas restantes prossiga?
O elogio público da Ministra Dra. Ana Jorge ao Engenheiro Pedro Dias Alves e o facto de não dar procedimento a impugnação surge incompreensível e indagamo-nos da qualidade “ da força aos argumentos “ dos que realmente parecem governar o país e será um inquietante exemplo das causas do medo que infiltram e corroem a democracia portuguesa.
-Que relação do compromisso Portugal com estes factos, para além do facto do protagonismodos seus membros? Nada sei , Nada afirmo . Como eu façam uma pesquisa ao seu Site e os cargos no aparelho de estado e administração publica .
Em sua representação numa entrevista Carrapatoso afirmou:
Propostas concretas para o País são o que se pretende. Obviamente que "podemos influenciar pessoas que têm ou terão responsabilidade políticas", aquiesceu (www.portalexecutivo.com)
No que diz respeito ao Hospital Pediátrico o texto ali indicado como orientador do programa do compromisso Portugal James Gwartney, THE SIZE AND FUNCTIONS OF GOVERNMENT AND ECONOMIC GROWT é claro: “Goods like food, housing, medical service, and child care fall in to this category. There is no reason to expect that governments will either allocate or provide such goods more efficiently than the market sector…”
Assumem assim friamente e sem qualquer pudor que assistência a criança deve ficar sobre a alçada do lucro e leis do mercado.
Terão todo o direito de pensarem desta ou doutra forma. O problema residirá no facto se ao invés de apenas “influenciarem “ infiltrarem -se no estado e Principais Partidos e Empresas Publicas utilizando-os para sua esfera de utilização privada.

Epilogo

A luta por um Hospital Pediátrico para Lisboa confunde-se com a luta contra um retrocesso civilizacional. A responsabilidade principal estará indirectamente relacionada com os grupos financeiros de ideologia ultraliberal que estarão a subverter em seu proveito as instituições democráticas e organismos ministeriais governando o país à margem da legalidade eleitoral e dos programas dos partidos em quem votamos.
Admito enganar-me na leitura e interpretação dos factos, não excluo coincidências, mas estou convicto das inter relações e não me demito da sua publicação.
Ao agirmos assim, enquanto é tempo talvez ainda modifiquemos o curso dos acontecimentos.
Agradeço o apoio e máxima divulgação: È na compreensão das causas e resolução dos pequenos problemas que encontraremos a ponta do Iceberg e a linha condutora para a solução dos grandes "

Lx. 2009-05-10
Assume e responsabiliza-se pelas afirmações acima proferidas assumindo de forma autocrítica erros de apreciação fundamentados.

Pedro Paulo Machado Alves Mendes
Médico no Hospital de D. Estefânia



CORRIDA D. ESTEFÂNIA ! TEMOS UMA PALAVRA A DIZER ! JUNTA-TE A ESTA CAUSA !






Caros Amigos
Estamos a chegar aos 1000 inscritos na Corrida-Marcha.
Já se inscreveram?  Os preços da inscrição não aumentaram e mantêm-se os iniciais.
Não se atrasem. Vamos a isso!  Clique na figura da corrida do lado superior  direito e terá acesso ao Site da Xistarca!


A Plataforma Civica de defesa do Hospital Pedíatrico em Lisboa

domingo, 22 de abril de 2012

A problematica de MAC é Identica ao do Hospital D. Estefânia e com mesma solução !!

 H. Estefânia e MAC a mesma causa!  Participa na "Corrida D.Estefânia"



A questão da MAC  é, para além de um problema de saúde, um problema de gestão urbana. O problema do Hospital de Dona Estefânia, é exactamente o mesmo. Também este Hospital atingiu um nível de excelência na saúde infantil em Portugal, nada justificando o facto de ser desactivado. Sendo assim óbvio que a construção do Hospital de Todos os Santos constitui, na realidade,  a essência  desta questão.
Considerando que, acima de tudo, não fará nunca sentido, como agora se prefigura, que hospitais com este perfil desapareçam em favor de um hospital generalista; sendo de senso  elementar que em alternativa que se venham a constituir como unidade materno-infantil com edificado e administração autónomas como acontece no restante mundo civilizado.  Assim como nunca fará sentido, no limite, a sua desarticulação antes da implementação de um Centro Hospitalar Central, como o de Todos os Santos, para onde previsivelmente se transferirão  todas as suas actuais competências. 

http://www.ionline.pt/portugal/alfredo-da-costa-profissionais-disponiveis-mudar-hopital-oriental-lisboa#.T5KUjLaQkPQ.email



sábado, 14 de abril de 2012

Corrida D. Estefânia : Apresentamos a mais jovem atleta aderente a esta iniciativa em defesa do Hospital Pediatrico em Lisboa.


Nós vamos a  corrida D. Estefânia !
A Saúde dos nossos filhos é  um assunto que nos diz respeito !






Queremos ganhar o futuro ! Acompanha-nos !  inscreve-te e participa na "  Corrida D. Estefânia " !







INSCREVA-SE ON LINE:  FAÇA CLIQUE SOBRE A LIGAÇÃO:

domingo, 8 de abril de 2012

Corrida D. Estefânia : Texto de divulgação a Imprensa- Participa !






Defensores de um Hospital para as Crianças em Lisboa promovem festa 
no Dia da Mãe com uma Corrida-Marcha de apoio a Liga de Amigos do HDE.

Apadrinhada por Rosa Mota

A Plataforma Cívica em defesa de um Hospital Pediátrico em  Lisboa   e  a Liga dos Amigos do Hospital D.Estefânia promovem,  uma  corrida organizada pela Xistarca,  em Lisboa no dia 6 de maio, a partir das 10 horas.
Rosa Mota é a madrinha oficial da prova , que decorre na Avenida da Índia e Passeio Marítimo de Belém  e que baptizamos com o nome de “ Corrida D. Estefânia”.
Nesta  data , o  primeiro domingo de Maio,  além de  se comemorar  o Dia da Mãe,  e   divulgar  a  causa de  um novo Hospital Pediátrico em Lisboa,  se promoverá  a  recolha de  fundos para suportar as ações de apoio a crianças tratadas no Hospital desenvolvida pela “Liga dos Amigos do Hospital D. Estefânia”; Associação IPSS, que  ajuda a suprir algumas  necessidades materiais para o  tratamento dos nossos  pequenos doentes e   procura  melhorar as condições de   bem estar dos pais e de trabalho para os profissionais

Este   evento  cívico -desportivo  é   o  culminar um longo caminho  de  acções de  sensibilização  levado as a cabo por   profissionais   e membros da sociedade civil  há  três anos em que se   têm alertado  o público e os órgãos de poder  e decisão   do retrocesso   assistencial e civilizacional   que é  a extinção  em curso  do  único Hospital Pediátrico de Lisboa e agregação futuro Hospital  Geral de Todos os Santos em  Chelas em que se prevê apenas  um  Serviço de Pediatria  sem autonomia com   múltiplas  especialidades  áreas técnicas  cujo  atendimento será em comum entre crianças e adultos.
 Estes objectivos foram abraçados  por múltiplas associações , que além de   presentes,  desenvolverão   actividades próprias . Citamos :  Associação Portuguesa de Doenças do Lisosoma, Associação Amigos dos Queimados, Casa do Gil, CrescerSer, Associação de Médicos Internos do Centro Hospitalar de Lisboa Central, Casa Pia de Lisboa, Associação Nacional de Doentes Artríticos e Reumáticos Infantis, Associação Portuguesa de Pais de Doentes com Hemoglobinopatias e Associação Portuguesa de Famílias Numerosas.
Os participantes podem inscrever-se escolhendo a marcha de 4 quilómetros ou a corrida de 10 quilómetros, havendo ainda espaço para mais atividades lúdicas e de sensibilização. ( retirar pois não será possível organizar)  Conta-se com a presença dos médicos «Palhaços do Nariz Vermelho» e as crianças poderão levar os seus brinquedos a serem tratados no Hospital da Bonecada, enquanto Miguel Dias e o Grupo de Gaitas e Tambores da Casa Pia de Lisboa se encarregarão da animação.


As inscrições podem ser feitas em www.xistarca.pt


quinta-feira, 22 de março de 2012

Qual a relação entre a Destruição de um Hospital Pediatrico alhures e a florestação da orla maritima de Leiria por D. Dinis...Os Pinhais de Leiria... obra que ainda dá frutos .............



Lagoa da Ervideira



Alguns “Ditados e Historias” ensinados  na infância "pelos mais velhos"  marcam-nos de forma indelevel.   Mensagens que   parecem esquecidas …. eis  que em momento oportuno,  surgem a  tona da nossa consciência como força  viva, critica e construtiva .
 Refiro-me  aqui  a uma experiencia pessoal , que versou  “ sobre   a previdência  e a necessidade de acautelar o futuro” , tema  com actualidade obvia . Aconteceu nos  passeios na minha juventude  com meu Tio Henrique. 
 . Este Tio foi  um dos ultimos representantes  de uma    geração professores  primários,  que iam  de bicicleta  para  a escola,  de "Fato e gravata"  e com a sua  velha  pasta  presa ao quadro da Bicicleta . ( No caso Amor,  pequena aldeia do vale do Lis) Era um apaixonado pela história que  para ele  era  viva e  se  plasmava como   segunda realidade perene nos  espaços  historicos  por onde passeamos.

  O seu discurso “sôbre a previdência” discorria    quando dos nossos passeios    pelos pinhais de  Monte Real ou  Lagoa da Ervideira . 


 Dizia ele  que D. Dinis,  seguindo  as pisadas do seu pai  ,  ordenou o   plantio de pinheiros bravos em grande escala  na orla martima da Região Centro,  que perdura aos dias de hoje e agora  conhecido como o “Pinhal de Leiria.”    "O Idealizou  e concretizou como forma  de   proteger a nossa costa  da erosão eolica   e  fornecer materia prima, para a  construção  civil e as  futuras caravelas dos descobrimentos".
Concluia o meu Tio :  Pressente-se, naquela  acção um genio e uma visão  estrategica   para o  desenvolvimento do Pais  aliada a   uma sensibilidade  do do sentido de   ordenação e protecção do territorio  e  da  nossa  paisagem  ….  e Já  lá  vão 750 Anos !  
 Exaltava   D. Dinis,  como  exemplo de uma governação previdente . ( penso que   em oposição a  avareza  tacanha  dos tempos que então  viviamos ). 
Aqueles passeios e exemplo,  surgem nos meus pensamentos,  em confronto  contra  a vacuidade  de  projecto e estratregia  dos governantes que se  sucedem monotonamente ….. Uma contigência de que todos  quereriamos nos libertar,  mas ainda sem alternativas . Confiemos .....
Indagarão  em boa hora , o porque desta conversa  e o  que  terá  a ver o Pinhal de Leiria  com a  destruição de  um  Hospital Pediatrico ?
As associações dos nossos pensamentos nem sempre são lógicas e obvias.
 Neste caso me  veio a mente  como contraponto  do sentimento de indignação   das  curtas  conversas de  rotineiras entre colegas   de passagem   nas entradas e saídas  do  hospital,  entre o  sorver rapido do café expresso da maquina de moedas  . Delas  formou-se  na  sua  recorrência   um sedimento na  memoria,  reforçado pelo  timbre  da voz incorfomado   e o  olhar  vago  e fugidio  com  que proferiam frases soltas ,   e desancoradas ….reflectindo   um   subliminar  mal disfarçado  de magoa pela  destruição do Hospital Pediatrico que presenciamos  como meros  actores passivos....  já há  alguns anos..

Sem esforçar  a memoria  sito ao  alguns daqueles desabafos  :  

 - Na  Alergologia, marcaram-me  as palavras de   desalento de  um antigo Director   que  abandonava as funçoes precocemente,  incorformado  encerramento de um Laboratório  de que fora impusionador,  premiado  Internacionalmente   e iso  apenas  por não se recusarem a  substituir …. uma  Administrativa ! , que acabava de se reformar.
-  Esta    queixa de desinvestimento  é  rotineira e  os nomes dos colegas e Serviços   que as referem se amalgamam   na memoria  indistintos. Serão da   Genetica?,  Fisiatria?, ou  da Nefrologia?,  Doutros? !!!  Referem o   não  contractação de  internos   para a  renovação dos quadros   o que    conduzirá  os  Serviços    " a uma  morte  anunciada ”  .
- A desactivação  leviana da Maternidade Magalhães Coutinho  foi  um  exemplo recente.
 - Outro  paradigmatico desta  visão,  em que  o  ego  se afirma pela contradição impositiva    e não pela  actitude de dialogo e consenso que procuramos respeitando os canais institucionais  ,   foi o de não acontemplarem , como solicitamos de forma fundamentada e por escrito de  um circuito  externo independente   para os adultos   que viriam a    ultilizar equipamentos de TC e RMN, do Hospital Pediatrico . O argumento foi  identico  ; "de que não dispunham de uma administrativa "  ( neste  caso,   ainda mais incompreensivel , , pois tal era barato e técnicamente exequível e não era obvio que fosse necessário mais uma administrativa.
Neste ultimos  assim agirem faltaram a palavra escrita    perante  Organismo  de a Acreditação Internacional ,  que escolheram se submeter em que utilizou-se o Hospital Pediatrico para acreditação como exemplo de qualidade no atendimento infantil.
 ( Referimos que apenas  com esforço se  conseguiu  convence-los   a contemplarem  uma sala  de espera separada  para os doentes adultos , mas a qual negaram o se  acesso pelo exterior independente do interno, pediatrico ).
  Ultrapassam-se  assim  regras elementares de  humanidade, civilidade  e  epidemiologia   . 
De acordo com as consequências  por nos previstas,   tivemos há alguns dias  a  infelicidade de presenciar,  doentes adultos  oncologicos  debilitados, com problemas respiratórios  e tosse ,  serem  forçados a realizar  exames ao Hospital  Pediatrico e  humilhados por  por involuntariamente  serem colocados no  triste papel de   disputar  uma   sala de  espera   que de pertença das  crianças... e a ouvirem   pais  revoltados  a abandonarem a sala com seus filhos ,  por se encontrar apinhada e  insalubre. Caros amigos, não é retórica ! .., são factos e  estamos certos que  estes pais serão  nossas   testemunhas no  de alguem  duvidar destes acontecimentos.....
Em fim ….mero exemplo do que   poderá esperar  as crianças  no Futuro e “moderno”  Hospital de Todos os Santos... Para os que não saibam , no plano funcional  assume-se de  que as salas de espera de crianças e adultos no Serviço de Imagiologia  poderão ser  comuns....Ainda estaremos em tempo de inverter  o curso dos acontecimentos?

 Indaga -se  assim e apenas por  mera curiosidade ,  aos   Srs. Gestores ,   acaso  se  alguma vez questionaram  sobre :

- O milhares de horas de trabalho e dedicação e esforço  incorporadas na  criação   dos   Serviços e equipamentos  que  foram ou correm o risco de ser desactivados?

-Do significado do  inestimavel capital social e cientifico que estes  Seviços representam para a Sociedade do Conhecimento , um  caminho  estratégico desejável  a seguir para um Pais com fracos recursos naturais como o nosso e que não se queira tornar mera coutada de mão de obra barata para multinacionais estrangeiras, como parece pretender-se?

- Do  inquantificavel valor  estes Serviços poupam em gastos em  tempo  de doença  e sofrimeto  humano ? Se já fizeram contas  das horas de trabalho produtivo poupados  na  recuperação bem conduzida de uma doença ortopedica  traumatica ou congenita, ou no diagnostico e tratamente de uma doença alergica?  Ou ainda mais obvio da  prevenção de uma doença genetica?  

-Saberão no mundo civilizado estes serviços são  ligados a          
 investigação e industria e   são  respeitados e acarinhados e      
 inclusive,   fonte de  lucro  e de prestigio para os Hospitais,       
  cidades e paises que os albergam?

Finalizando  faremos    algumas contas de somar  e dividir sobre alguns  gastos das  Parcerias Privadas:  
PÚBLICO DE 3 DE MARÇO
 (Faça duplo clique para ampliar)


A Missão Parcerias, Saude , pagou-se pelos seus serviços , em ajustes directos, a módica quantia de 24 milhões de Euros sem qualquer controlo publico.  Com este dinheiro  criariamos   cerca de 10 laboratórios de investigação na sáude e  ou cientifica ,  em apoio a actividade produttiva , cada um  , com cerca  8  funcionarios , e um periodo de    funcionamento garantido por trinta anos  ( e  que trariam por certo, instimavel  riqueza  ao Pais ……)Sim tratam-se de opções "de como gastar o nosso dinheiro..."


Em conclusão , Amigos , ao lutarmos  pela preservação do Hospital Pediatrico estaremos a  ser previdentes e a  dar  um pequeno contributo  para um  desenvolvimento   sustentável;   e preservação do saber e cultura médica em pediatria. Trata-se  de apenas uma pequena parcela,  mas importante, para preservar  autonomia e desenvolvimento do nosso Pais de ao contrario do que diz tem potencial para ganhar o futuro...(Vide Coimbra , que reiniciou o seu programa de transplantes pediatricos. ) PPM




domingo, 4 de março de 2012

Visita de Médico Residente do Hospital Pediatrico de um "Pais Pobre" ao Serviço de Radiologia do Hospital D. Estefânia ( agora Polo Pediatrico do CHLC)


Quando da sua  recente passagem por Lisboa, em  Congresso ,    J.D.C,  responsável pela formação  de internos  residente no Serviço de Radiologia  do Hospital Pediatrico de Ottawa, amavelmente visitou  o Serviço de Radiologia do Hospital de D.Estefânia  e  transmitiu-nos a  sua experiência em Ressonância Magnética Nuclear em uma area  especifica da patologia digestiva pediatrica. 
Curiosos ,no final da sessão, indagamos : qual  o  equipamento  de RMN  no seu Serviço  e  a sua rentabilização em numero de tempos e  exames ?
A sua resposta foi interessante  e julgamos  útil aos nossos gestores e Ministro da Saúde:

"O Canada é um Pais pobre"
Ottawa tem cerca de 500.000 habitantes.
Não podemos dar-nos ao luxo de desperdiçar dinheiro ( subentende-se  melhor utilizado  noutras areas  como o ensino, investigação, actividades produtivas  ,  por exemplo )  em exames necessariamente caros, resultantes de  equipamentos com alto valor  acrescentado  como por exemplo a RMN e o TC.
Todos estes exames  são encaminhados para o nosso Serviço. 
Temos dois aparelhos de Ressonância Magnética  a trabalhar  continuamente  quase exclusivamente em exames pediatricos.  Esporadicamente realizamos igualmente  exames de neuroradiologia  e  de  ginecologia em adultos "

JDC, amavelmente deixou-nos o seu cartão e disponibilidade para algum esclarecimento relativo ao tema que veio tratar .
Os nossos  gestores  ,   partindo igualmente da premissa  de   Portugal  "ser   um pais pobre"  consideram que não temos   capacidade para manter um Hospital Pediatrico autonomo na nossa capital e  que a rentabilizaçãode equipamentos de RNM e TC. só será possivel  caso  estes estejam  localizados  Hospital Generalista e utilizados por adultos e crianças ( e com  salas de espera eventualmente comuns...)
Assim  a partir de premissas idênticas, os   governantes da maioria dos paises do mundo civilizado optam  diferenciação e desenvolvimento e qualidade no atendimento infantil ,  os outros  os  gestores portugueses ,  justificam opções ultrapassadas  no tempo e  em que forçosamente as crianças serão relegadas para   2º plano  e se perderam competências só possiveis com a especialização. Ou seja  esquecem da relação  de causa e efeito entre especialização, diferenciação e excelência. 
Seria assim  interessante que o  Ministerio da Saúde solicitasse  um estudo   do valor  gasto  em exames auxiliares pediatricos  subsidiados pelo Estado  nos  Hospitais Privados Portugueses,    e que comparesse     com  o montante  dispendido   do Ministério da Saúde  em  Ottawa no seu Hospital Pediatrico autonomo.











Assina : Pedro Paulo Mendes

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

A opção em diluir o Hospital Pediatrico no Hospital Generalista imposta pelas parcerias privadas é contraria aos preceitos elementares da lógica..........







 PROVA  LÓGICA DEDUTIVA DA VANTAGEM DO HOSPITAL PEDIÁTRICO ADMINISTRATIVAMENTE AUTÓNOMO , COMO ELEMENTO DIFERENCIADO, MAS  INTEGRADO NUM CENTRO HOSPITALAR,  É A SEGUIR DEMONSTRADA EM  SEIS ARGUMENTOS DE "AUTORIDADE" E DE   "ANALOGIA " ENUMERADOS POR  ORDEM CRESCENTE  DE  IMPORTÂNCIA E  QUE JULGAMOS  INQUESTIONÁVEIS.





I- ARGUMENTO   DE AUTORIDADE :  
OS PRÓPRIOS   PROFISSIONAIS  QUE  CONHECEM NA   ESSÊNCIA O MODELO GENERALISTA   E MELHOR DO QUE NINGUÉM  SÃO CONHECEDORES DOS SEUS  MÉRITOS E  LIMITAÇÕES , 
 CONSIDERAM  QUE A MELHOR SOLUÇÃO  PARA A ASSISTÊNCIA ESPECIALIZADA DA CRIANÇA É  A DO  HOSPITAL PEDIÁTRICO AUTÓNOMO.



REPRODUZIMOS UMA   CARTA ENVIADA POR UM PEDIATRA DO HOSPITAL DE  MODELO  GENERALISTA DA ÁREA DE LISBOA  JÁ PUBLICADA  NESTE  BLOG EM 2009.


Enviada: qui 16-07-2009 10:45
Inicio de citação
...."Absolutamente de acordo quanto ao facto de se poder atender BEM crianças num Hospital geral. Há exemplos disso por todo o País e, sejamos justos, principalmente os Pediatras tem feito um esforço enorme e continuado de optimização dos espaços, circuitos e essencialmente da forma de cuidar e filosofia dos serviços.
É igualmente verdade que esses esforços são maioritariamente no sentido da maior autonomia possível, quer técnica quer administrativa. Nos grandes Hospitais (HSM, HSJ e HUC) caminha-se ou concretiza-se a maior independência possível da área pediátrica (e não só da Pediatria) que permite o estatuto universitário e as necessidades de centralização da gestão e coerência da função ensino.
Ao hospital pediátrico, como equipamento diferenciado da rede de cuidados à criança, não cabe tratar todas as crianças mas sim tentar estabelecer padrões de excelência no seu tratamento, nomeadamente das situações que necessitam de maior complexidade de actuações. Nesse sentido, e é assim que se passa em todo o Mundo, para além do ambiente pediátrico próprio, tende a apetrechar-se com as tecnologias, as metodologias e os saberes totalmente dedicados a essa pretensão de excelência.
Esse universo técnico-biológico-social-pedagógico só pode ser conseguido desde que todas as especialidades, competências, técnicos e técnicas, administrativos, etc.., tenham uma cultura comum que seja a cola entre as diferenças e a seiva do próprio Hospital. Face às várias fases e momentos críticos do crescimento/desenvolvimento de uma criança e as intervenções a decidir, dialogar com um ORL ou Oftalmologista que observa diariamente 99% de crianças e 1% de adultos é seguramente diferente de dialogar com outro que observa 99% de adultos e 1% de crianças. É para a 1ª hipótese que queremos que a luta pelo Hospital Pediátrico de Lisboa (diria, pelos Hospitais pediátricos do País) se encaminhe.
Para todos os Colegas e cidadãos em geral que, de forma critica ou em apoio total, se têm envolvido neste movimento que é também discussão da organização dos cuidados hospitalares à criança, só temos a endereçar um MUITO OBRIGADO!" 







II- ARGUMENTO   DE AUTORIDADE :  PROFISSIONAIS  QUE EXERCIAM EM HOSPITAL GENERALISTA    OPTARAM PELO HOSPITAL PEDIÁTRICO POR O CONSIDERAREM  MAIS ADEQUADO PARA  EXERCER A SUA ACTIVIDADE PROFISSIONAL NA ÁREA DA PEDIATRIA.
Gostaríamos que o Dr. Fernando  Leal da Costa , indagasse as razões do porque de uma equipa altamente diferenciada  em  Ortopedia  Pediatria  transferiu-se  de um Hospital Generalista conceituado para o Hospital Pediátrico de Lisboa.  
Entre outras razões apuramos  que esta opção corajosa ,   foi a de ali  existir  concentração de massa critica  em toda a  patologia inclusive   complexa  , a  única forma de adquirir experiência e   especialização e atingir  padrões de excelência  de nível  internacional . 
(Opção idêntica foi tomada  na  especialidade de Neuro cirurgia.)


III- ARGUMENTO   DE AUTORIDADE :   95 % DOS PROFISSIONAIS  DO HOSPITAL
 D. ESTEFÂNIA QUE OCORRERAM AS URNAS EM  UMA PESQUISA DE OPINIÃO VOTARAM A FAVOR DA EXISTÊNCIA DE UM NOVO HOSPITAL PEDIÁTRICO PARA LISBOA. 




IV- ARGUMENTO   DE AUTORIDADE :   A SECÇÃO REGIONAL SUL DA ORDEM DOS MÉDICOS CONSIDEROU QUE LISBOA NÃO PODERÁ PERDER O SEU HOSPITAL PEDIÁTRICO.


V-ARGUMENTO DE AUTORIDADE E DE ANALOGIA : O MODELO DOS HOSPITAIS PEDIATRICOS AUTÓNOMOS ESTA CONSAGRADO NO MUNDO CIVILIZADO  E NOVOS HOSPITAIS PEDIATRICOS ESTÃO A SER CONSTRUÍDOS NESTE MOMENTO EM  GRANDES CAPITAIS  EM VÁRIOS CONTINENTES.


VI- ARGUMENTO DE AUTORIDADE E DE ANALOGIA  : ESTE MODELO  FOI O  ESCOLHIDO NAS ZONAS NORTE E CENTRO DE PORTUGAL COMO O MAIS ADEQUADO  PARA O CUMPRIMENTO DA REDE DE CUIDADOS HOSPITALARES PEDIATRICOS.


 CONCLUI-SE ASSIM QUE  :

1-SEGUNDO OS PRECEITOS DA LÓGICA DEDUTIVA  E EM ACÔRDO COM OS SEIS ARGUMENTOS DE AUTORIDADE ACIMA INVOCADOS SERÁ UM CONTRA SENSO  QUE CONSIDERAMOS  COM  CONSEQUÊNCIAS GRAVES QUE OS GESTORES  PERSISTAM   NA  DESARTICULAÇÃO DO HOSPITAL PEDIATRICO DE LISBOA


2-SEGUNDO OS PRECEITOS DA LÓGICA DEDUTIVA  E ACORDO   COM OS   ARGUMENTOS V   E  VI  QUE ESTABELECEM  CRITÉRIOS DE   ANALOGIA COM  QUE SE FAZ  DA MAIORIA DAS CAPITAIS DO MUNDO CIVILIZADO  E DEVERIA PORTANTO  ESTAR A  ACONTECER  EM   LISBOA , È UM CONTRA SENSO  QUE OS GESTORES  ESTEJAM A SEGUIR  UM  CAMINHO  INVERSO  E  A  DESTRUIR O SEU UNICO HOSPITAL PEDIATRICO DA ZONA SUL DO PAIS.

NOTA:
-"Um argumento de autoridade é um argumento baseado na opinião de um especialista. São fundamentais para a progressão do conhecimento, nomeadamente para a Ciência.

Regras a ter em conta para que o argumento de autoridade possa ser considerado um bom argumento:
O especialista invocado deve ser reconhecido com autoridade  no assunto em causa;
Não haver discordâncias significativas entre os especialistas quanto à matéria em discussão;
Não haver outros argumentos mais fortes ou de força igual a favor da conclusão contrária
Os especialistas não terem interesses pessoais na afirmação em causa."
(Estes criterios  são integralmente respeitados nos seis argumentos descritos...)

-"Um argumento por analogia é  aquele em que uma das premissas afirma que duas coisas são semelhantes ,
concluindo que uma delas possui uma certa característica porque é semelhante a outra que tem essa característica. 
No caso Lisboa  deixará de ser semelhante e será um  triste exemplo de retrocesso relativamente as outras capitais do  mundo civlizado ..."
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SEGUE-SE :
ARGUMENTAÇÃO LÓGICA  INDUTIVA   DAS  VANTAGEM DO   HOSPITAL PEDIATRICO AUTONOMO  INTEGRADO NUM CENTRO HOSPITALAR 


sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Reunião da Plataforma com Dr. Fernando Leal da Costa, Secretário de Estado adjunto e da Saúde

Terão os governantes força e coragem para perspectivar
a sua acção
 para alem de interesses conjunturais instalados ? Oxalá sim !                                                                                         
                                
           1º INFORMAÇÃO  :
  Reunião da Plataforma com Dr.  Fernando Leal da Costa, Ilmo Sr. Secretário de Estado adjunto e da Saúde" que decorreu em 2 de Fevereiro de 2012.

O Sr. Ministro da Saúde , Dr. Paulo Macedo delegou no Dr. Fernando Leal da Costa , (1) Secretário adjunto para a saúde  conceder a audiência solicitada pela Plataforma Civica de Defesa do Hospital Pediatrico de Lisboa.
Esta decorreu ontem dia 2 de Fevereiro no Ministerio da Saúde. 
Antes do mais agradecemos a recepção afável e o clima cordial em que decorreu o encontro.
Durante um periodo de cerca de duas horas, houve um dialogo  franco  e informal  em  que se esclareceram as posições mutuas.  ( ver as posições da Plataforma na nota 1 em rodapé)
Haverá que realçar  a convergência de opiniões  no que diz respeito  a necessidade de continuar a existir em Lisboa um Hospital  Terciario Pediatrico .


A questão  que se colocou com mais pertinência e    a qual   respondemos   foi a  justificação da imprescindivel autonomia clinica e espacial  do Hospital Pediatrico relativamente  ao Hospital de Adultos e  a razão porque consideramos o  modelo generalista monobloco  imposto pela parceria privada  como  insatisfatório.

O Sr. Secretário  ouviu  atentamente as nossas criticas sobre o actual projecto  arquitectonico e plano funcional  que ainda não conhece no  pormenor.
 
Reforçou-se no final  deste encontro,    como obvia, a convicção que  as  decisões gravavosas  em curso poderão ser contrariadas na condição   de  alcançar-se  mobilização dos principais interessados em evita-las, ou seja :  Os Pais e Mães da nossas crianças,     os organismos de defesa da infância,   os profissionais de saúde  e a restante  sociedade civil interessada.   
Sem  o contributo activo destes vectores  faltará força animica para que as necessárias transformações se desencadeiem.
Em relação ao Secretário de Estado da Saúde lançamos o desafio :

"Terão os governantes força e coragem para perspectivar
a sua acção
 para alem de interesses conjunturais instalados que
 os  rodeiam  e pressionam ?
Só daqueles  que  assim agirem .   lembrará  a história..
Um  exemplo  entre outros :  o   da Rainha  D.  Estefânia numa obra  já secular !
Os outros....os  que limitaram-se a  serem  meros executores dos interesses
instalados.......
  serão sombras evanescentes
em passagem nestes  tempos cinzentos, mas
   em  objectivo conflito
 com o   nosso futuro como comunidade  ....
O brigar as mulheres Portuguesas a terem os filhos em Espanha e ou  desarticularem  o Hosp. Pediatrico de Lisboa   não quererá dizer  somente  isto ?

 
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Existem valores fundamentais em que
 não podemos delegar a terceiros o exclusivo  poder de   decisão .....tanto mais  quando os  erros na condução das politicas no nosso País por estes interesses ,   são agora obvios e desatrosos.
Uma destes valores   é a saúde das nossas crianças.
Apoia  esta esta causa  , adere e divulga as iniciativas da Plataforma.


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MEMO ENTREGUE PELA PLATAFORMA AO DR.  FERNANDO LEAL DA COSTA

Processo do Hospital Pediátrico de Lisboa e envolvimento dos profissionais da Sociedade Civil e dos seus órgãos representativos (2 Fev 2012)

Há cerca de 4 anos, perante a ameaça do Governo de encerrar o Hospital de Dona Estefânia (HDE) sem o substituir por um novo Hospital Pediátrico em Lisboa, passando as crianças a ser tratadas no futuro Hospital Geral de Todos os Santos (Chelas), em grande parte, em ambientes de adultos e muitas vezes em conjunto com os adultos e por especialistas de adultos, um grupo de médicos e outros profissionais do HDE e de elementos da sociedade civil criaram a Plataforma Cívica para alertar para os perigos que decorreriam do modelo projectado para a qualidade dos cuidados médicos a prestar às crianças, em especial, os cuidados mais diferenciados e dispendiosos.

Desde então vários factos objectivos foram trazidos à evolução e discussão do processo.

1 – A nível internacional, Portugal seria o primeiro país a encerrar o Hospital Pediátrico da sua capital:
- Hospitais Pediátricos em praticamente 100% dos países civilizados (Ex: 209 nos EUA, 21 na Alemanha) e muitos países em desenvolvimento.
- Novos hospitais pediátricos a modernizar-se ou mesmo a construir em todo o mundo, com principal destaque para EUA (EX: Johns Hopkins), França, Reino Unido (Destaque para a recente decisão da Irlanda em construir o Hospital Pediátrico de Dublin), China (Pequim), América do Sul e África (Hospital Nelson Mandela a inaugurar em 2013 para todas as crianças de África) e Austrália. Parte deles integrados em Campus hospitalares e sempre com autonomia própria.
- Na Internet mais de 21.600.000 entradas para a referência New Pediatric Hospital

2 – A nível nacional:
- Inauguração do novo Hospital Pediátrico de Coimbra; No Porto: construção do CHNorte com plano para o novo H.Pediátrico (Substituindo o antigo Hospital MªPia) num campus com a Maternidade Júlio Dinis e o H.StºAntónio e a construção do “Joãozinho” num processo de cada vez maior autonomia do tratamento das crianças do H.São João.
- No H.Santa Maria, o ex-coordenador do SU pediátrico publicou a sua opinião sobre a necessidade da separação da pediatria do hospital geral para um hospital pediátrico em campus.
- Encerramento da maternidade do Hospital de Dona Estefânia no ultimo dia antes das eleições de Junho, sem justificação. Apesar de ter sido considerada pela ACSS, já em 2011, como a Maternidade “de Excelência”, esta continua sem reabrir. Também o próprio HDE foi igualmente considerado nessa análise, com a classificação máxima entre os hospitais que tratam crianças.
- Centenas de profissionais manifestaram-se no átrio do Hospital contra o encerramento da maternidade e o desmembramento em curso já no actual HDE. O impacto mediático e politico dessa acção foi bastante evidente.
- Cerca de 95.000 pessoas assinaram as petições a favor da criação de um novo hospital dedicado às crianças em Lisboa, quando encerrasse o actual Hospital de Dona Estefânia.
- Em votação secreta, 96,1% dos profissionais consideraram que o hospital pediátrico era o ideal para tratamento das crianças gravemente doentes.
- Nos últimos meses, com a adesão da Liga dos Amigos do HDE à causa do hospital pediátrico de Lisboa, realizaram-se eventos de solidariedade e apoio e no primeiro semestre de 2012 iremos realizar várias manifestações publicas, uma delas de significativo impacto populacional e mediático

3 - A nível político foram aprovadas vários documentos sobre a construção de um novo hospital pediátrico em Lisboa:
- Em todos eles o PSD (e o CDS) tiveram papel de relevo quer na sua promoção, quer na sua votação, para além do apoio explicito no terreno à rejeição do modelo do futuro hospital de Todos os Santos tal como está, sem autonomia do hospital pediátrico.
- AML: aprovadas 3 moções exigindo a construção desse equipamento autónomo dos adultos. A última Moção foi aprovada em 13 de Dezembro de 2011, também por unanimidade dos partidos da AML (incluindo PSD, CDS e PS), solicitando que no PDM seja consignado um espaço para a construção de um novo hospital Pediátrico autónomo junto ao futuro Hospital de Todos os Santos. – Assembleias de Freguesia de Lisboa aprovaram também, com o PSD, Moções do mesmo teor.
- Comissão Saúde da AR (Presidida pelo PSD): aprovado por unanimidade o relatório rejeitando a opção de extinção do Hospital Pediátrico em Lisboa. Esse documento teve como redactor um Deputado do PSD.
- Conferência da Deputada Teresa Caeiro no próprio Hospital de Dona Estefânia, rejeitando o modelo do Govern0o anterior e defendendo expressa e documentalmente a manutenção de um Hospital pediátrico autónomo em Lisboa.
- Segunda audição da Ministra da Saúde já em 2011, promovida pelo PSD, com criticas de todos os partidos (excepto o do Governo) às acções de desmantelamento do Hospital Materno-Infantil de Dona Estefânia iniciadas pelo Ministro anterior.
- Nos anos anteriores, todos os partidos (excepto o do Governo) expressaram no plenário da Assembleia da Republica a sua discordância quanto ao encerramento do Hospital Pediátrico em Lisboa sem o substituir por outro que, de acordo com padrões de acreditação internacionais, salvaguardasse a independência técnica e de espaços e circuitos entre crianças e adultos, tendo o PSD, então na oposição, declarado solenemente na AR que “se fosse Governo corrigiria de imediato esse erro”.
- Já neste mês de Dezembro de 2011, representantes parlamentares do PS reconheceram a pertinência dos argumentos que a Plataforma foi sucessivamente trazendo ao debate e alteraram a sua posição. Neste momento, o PS, além de manifestar, tal como os outros partidos já contactados na AR, o seu apoio ao princípio de um novo Hospital Pediátrico autónomo, está a preparar uma iniciativa politica da AR nesse sentido.
- De forma expressa e documentada, manifestaram-se no mesmo sentido instituições como a Ordem dos Médicos (Secção Sul), Instituto de Apoio à Criança, Sociedade Portuguesa de Pediatria, inúmeras figuras de grande relevo público e médico, etc.

4 – A nível da análise e gestão politico-financeira do processo
- A ACSS publicou dados em que o custo médio do tratamento dos doentes nos hospitais pediátricos especializados de Coimbra e de Lisboa (H.Dona Estefânia) são muito inferiores aos dos Hospitais gerais centrais com serviços de Pediatria (HStªMaria, HSºJoão) de modelo semelhante ao do futuro HTodos os Santos.
- Os estudos documentam que a junção de um hospital geral diferenciado com um hospital pediátrico, mantendo-se o modelo de financiamento por GDHs e os índices de case mix, leva á perda de milhões de euros de financiamento anual da nova estrutura hospitalar com implicações directas nos equipamentos e, obviamente na qualidade dos cuidados praticados.
- o Arq.Souto Moura, responsável pelo desenho do futuro HTodos os Santos veio declarar que, face às alterações que lhe foram introduzidas entretanto, (Leia-se Ensino e Pediatria), o projecto era “uma vergonha nacional” (Boletim A Estefânia Nº12 da Plataforma).
- O actual Governo anunciou inicialmente a revisão de todas as PPP, com especial enfoque em 4 delas em que se incluía o HTodos os Santos na versão actual que não contempla um Hospital Pediátrico autónomo. A análise das PPP realizada por cada vez mais economistas, aponta no sentido de uma desastrosa solução financeira para o Estado actual e para as próximas décadas.
- Posteriormente, o actual Ministro anunciou na AR que não haveria construção do H.Central do Algarve e HTodos os Santos.
- Os administradores hospitalares do CHLC, publicaram nos semanários Sol e Expresso cartas abertas (não sabemos se com conhecimento da Tutela), dando uma versão contabilística parcial dos custos da decisão defendendo a construção do HTodos os Santos, mas sem referência aos prejuízos resultantes do retrocesso civilizacional, médico e científico que dai adviriam para o tratamento das crianças e as suas necessidades e características próprias. Neste momento, é já evidente que esses prejuízos também já afectam os adultos a quem o hospital inicialmente se dirigia. Enfim, também não clarificando qual o papel na estrutura de custos das rendas fictícias que os Hospitais deverão ao próprio Estado a partir de 2012, nem o diferencial entre os juros pagos pelo empréstimo pela PPP, nem a derrapagem inevitável do processo, nem outras contrapartidas do contrato assinado com o Estado e que não é público.
- Mais recentemente, o Ministro da Saúde declarou na Comissão de Saúde que o HTodos os Santos iria ser construído.

- O sistema de desmantelamento do hospital materno-infantil de Dona Estefânia e do modelo de um futuro hospital pediátrico autónomo em Lisboa, iniciado há cerca de 4 anos, tem provocado inúmeros constrangimentos na dinâmica interna do hospital, num processo que vai muito para além da racionalidade de aproveitamento dos meios.

- A Plataforma Cívica, independente do modelo de construção e exploração do futuro HTodos os Santos e da necessária transparência que deve terá a metodologia de escolha e contratualização, considera que estas opções não deverão prejudicar o futuro da assistência hospitalar pediátrica de Lisboa e da zona sul como agora se configura. Assim, mantendo-se disponível para colaborar na procura de uma melhor solução, não prescinde de contribuir para o esclarecimento das consequências de uma decisão política errada e precipitada por pressões que se adivinham enormes mas de discutível legitimidade do ponto de vista dos superiores interesses das crianças portuguesas. 


Nota 1:

Nota Bibliografica do Dr. Fernando Leal da Costa :  entre os cargos públicos que exerceu destacam-se o de subdirector-geral de Saúde, entre Setembro de 2001 e Junho de 2002, e o de coordenador nacional para as Doenças Oncológicas, integrando o Alto-Comissariado para a Saúde, de Agosto de 2005 a Março de 2006.