quarta-feira, 14 de agosto de 2013

OS PROFISSIONAIS DO CENTRO HOSPITALAR UNEM-SE EM DEFESA DO PATRíMONIO HISTÓRICO CIENTIFICO , CULTURAL E URBANO CIDADE DE LISBOA ( JORNAL PÚBLICO - VITOR SERRÃO)


Quando há 5 anos  iniciamos a nossa luta em defesa  de um Hospital Pediátrico para Lisboa e do Património do Hospital de D. Estefânia como de pertença da mãe , da criança, obtivemos o   apoio maciço da população que se manifestou com 80.000 assinaturas endereçadas ao Presidente da Republica ..(1). não se manifestou   apoio activo   das restantes unidades que constituem  o Centro Hospitalar.
    A existência  nos grandes centros populacionais de Hospitais  Pediatricos  Terciários  autónomos  geralmente  integrados em "Centros Hospitalares" com que estabelecem  relações  complementares   é hoje  um conceito adquirido no mundo civilizado.
    A evolução histórica do antigos Hospitais Civis de Lisboa foi  ela própria um exemplo desta evolução conceptual  e é do interesse  comum aos profissionais e população  de que  o futuro Hospital de Todos os Santos não se resuma" em mais um" Hospital Generalista de tipo Distrital de acordo com o actual projecto  redutor  e interesseiro da PPP,  mas sim num "Centro Hospitalar" com unidades Materno e Infantil diferenciadas.
    Em relação ao actual Património edificado e espaço físico do  actual Centro Hospitalar , desde sempre alertamos para  os interesses especulativos e financeiros  envolvidos e na sua ausência de sensibilidade   e que contam com a  conivência de parte de poder politico para sua actuação arbitraria de " factos consumados". Interviemos com um abaixo assinado junto a Câmara Municipal de Lisboa  quando da discussão do PDM e  foi-nos garantido que aquele espaço seria dedicado a "equipamentos" e não a construção de condomínios.
Não poderíamos assim deixar de estar inteira e activamente   solidários  com o actual processo de critica aos projectos de arquitectura  da "Colina de Santana "que como é a regra neste processo   tem sido  tratado em "privado"  e com "privados" de que os munícipes e profissionais foram alijados.
Propomos aqui  que este movimento critica se alargue ao  Plano Funcional e ao Projecto Arquitectura " do  Futuro Hospital de Todos os Santos"no sentido de que venha a respeitar o legado e diferenciação das diversas unidades Hospitalares que o compõe e nomeadamente o Hospital D. Estefânia e a Maternidade Alfredo da Costa.
*1- Infelizmente sem os resultados que se esperariam  por razões pouco claras.
Assina:  Pedro Mendes - Médico Radiologista HDE



Seguem-se a documentação do processo em cursona integra :


Pela Reprovação Global do projeto de Loteamento Hospital Miguel Bombarda – nº 14/URB/2013, em  Consulta e Discussão Pública de 1 a 31 de Julho, assim como dos projectos de Loteamento para os Hospitais de S. José, Sta Marta e Capuchos.

Por pequeno aviso publicado num jornal, soubemos que iriam para consulta e discussão pública entre 1 e 12 de Julho no edifício do Campo Grande, 1F, quatro Projectos de Loteamento (venda mais facilitada, por lote) para os Hospitais Miguel Bombarda, S. José, Sta Marta e Capuchos, que deram entrada na Câmara Municipal de Lisboa em meados de Junho, para aprovação.
Após denúncia do espaço de tempo ser curto, o prazo foi alargado até dia 31 e adiada a decisão da CML para depois das eleições autárquicas. Assim, há que exigir de todos os partidos e candidatos, uma posição clara sobre estes chamados Loteamentos, nomeadamente a sua REPROVAÇÃO.
Pela quantidade e importância de edifícios que os projectos prevêm demolir ou transformar, estamos desde logo em presença de uma das maiores intervenções urbanísticas de sempre realizadas na zona histórica de Lisboa. Os projectos foram apresentados pela Estamo, empresa do Ministério das Finanças, que há uns anos “comprou” esses hospitais, pedindo empréstimos cujo montante serviu para encapotar o défice da Saúde …
Descrevemos a seguir as principais intervenções contidas nesses projectosl:
- Hospital Miguel Bombarda
 Seria mantido e restaurado o Pavilhão de Segurança e o pequeno Laboratório /Morgue, destinado a fins culturais não especificados (não se refere o singular Museu aberto, único na Península …); também mantido o outro pequeno edifício classificado, de Interesse Publico, o Balneário D. Maria II.
O Edifício Principal, o notável e histórico Convento da Congregação da Missão, de S. Vicente de Paulo (1720-1740), que resistiu sem danos ao terramoto de 1755, onde se instalou em 1848 o primeiro hospital psiquiátrico do país, e que se conserva na quase totalidade sem alterações (ao contrário do que afirma em sucessivos erros históricos grosseiros o dito projecto, ignorando dezenas de documentos e as plantas de 1835 existentes no Arquivo Militar) será destinado a Hotel, com parque subterrâneo e demolição dos interiores, à excepção das fachadas, da Igreja, do salão nobre e do gabinete onde o Prof. Miguel Bombarda foi assassinado em 1910, sendo integrado no Hotel o já referido Balneário …
Todos os outros edifícios seriam totalmente demolidos, apesar do seu excepcional valor histórico e arquitectónico, apesar de todo o Hospital ser Zona Especial de Proteção (Portaria nº 1176/2010 de 24 de Dezembro) e apesar de ter sido proposta a sua classificação em Março último, em Candidatura apresentada à Direção Geral do Património, sustentada em investigação irrefutável, subscrita pelas prestigiadas Sociedades de Psiquiatria, de Neurologia, de Arte Terapia, de Arte Outsider, pela Congregação da Missão, e pelos dois mais distintos historiadores de arte, Prof. Raquel Henriques da Silva e Prof. Vítor Serrão.
Assim, as demolições seriam quase totais, abrangendo os interiores históricos do Convento (que resistiu ao terramoto mas não resistiria ao vandalismo que assola Lisboa), o Edifício de Enfermarias em poste telefónico (de 1885-1894), dos primeiros do mundo, de um piso baseado em Esquirol e de racionalismo pré modernista, rodeado de jardins, do arquitecto José Maria Nepomuceno, o Edifício de Enfermarias em U (de 1900), vanguardista dos primeiros em betão, a Cozinha (de 1904), com tecto futurista em ferro, o enorme, elegante e raríssimo Telheiro, para o Passeio dos Doentes (1894), e até o poço e o tanque da Quinta de Rilhafoles, anteriores ao convento, com cerca de 500 anos, etc.
O Balneário, inaugurado pela rainha D. Maria II em 1853, considerado na época e ainda hoje o melhor da Europa, que conserva grande parte dos equipamentos … integrado num reles Hotel sem identidade … que conterá também o gabinete do Prof. Bombarda, o mais significativo testemunho material da implantação da República, e constituirá também uma infâmia para a Congregação da Missão de S. Vicente de Paulo e para a Família Vicentina
O que se pretende é escandaloso, representa um Grave Atentado contra a Cultura Portuguesa e Europeia, destruindo edifícios de excepcional valor histórico e arquitectónico, em termos nacionais e internacionais, e apagando a Memória, da religiosidade, da Ciência e das suas inovações e mestres (Miguel Bombarda, Júlio de Matos, Sobral Cid, António Flores, Barahona Fernandes, Almeida Amaral ou Eduardo Cortesão), e da vivência dos Doentes Mentais e da sua criatividade artística e sofrimento.
E para quê ??  Para um Hotel sem identidade, para 4 lotes/prédios paralelos, outro prédio duplo junto à Gomes Freire, com  seis torres de 8 pisos (que depois subirão para 12, como é costume …), num condomínio desenquadrado e hostil à zona, por onde será rasgada uma incrível e perigosa Rua para viaturas, em zig zag com 6 curvas, 2 delas em cotovelo, que passará por baixo de 4 prédios e irá do Conde Redondo até à Gomes Freire … um pavor !
O que propomos ? Dizer Não à destruição da Cultura e da Identidade de Lisboa, e criar no belo espaço e edifícios do ex Hospital Miguel Bombarda, praticamente sem obras, um Pólo Cultural de excelência, revitalizador da zona e da cidade, dinâmico e sustentável, aberto aos moradores, atração para turistas e visitantes (com retoma do eléctrico Martim Moniz-Gomes Freire), que inclua um Museu alargado dedicado à Arte de Doentes e de Autodidactas de todo o país, e à História da Psiquiatria e das Ciências da Mente, desde logo com os integrais arquivos médico e forense do Hospital, dos melhores da Europa, as coleções de arte e de fotografia, com mais de 12000 exemplares (dos artistas Jaime Fernandes, José Gomes, Valentim, do poeta Ângelo de Lima, e de tantos outros), um Centro de Investigação, amplas exposições permanente (uma delas dedicada à Congregação da Missão) e temporárias, conferências e workshops, um Ateliê de artes plásticas, Galeria (para venda de peças), Loja e Café,  espectáculos de música, teatro e bailado, etc
No Hospital de S. José, memória do Hospital de Todos-os-Santos e símbolo da Medicina Portuguesa, não se indica o destino do notável edifício, ex Colégio dos Jesuítas (deveria ser um Museu da Saúde), dois novos prédios de 6 pisos prejudicam a vista do Colégio/Hospital, e tapam o Torreão de Sant’Ana, o maior da muralha Fernandina, de 1383. E sem justificação é demolido o notável edifício do Instituto de Medicina Legal, do arq. Leonel Gaia. No Hospital dos Capuchos só o estritamente classificado é mantido, e eleva-se um silo de estacionamento no horizonte da Igreja. E  no Hospital de Sta Marta com a sua bela Igreja e Claustros, onde o nosso Nobel Egas Moniz inventou a angiografia e a leucotomia,  instala-se outro Hotel, quando pelo local turístico e beleza só faz sentido um Museu, como o da Música ou das artes indo-portuguesas. Em tudo, querem esquecer a História e destruir Património.
Sem prejuízo de outras ações, apelamos aos cidadãos consciente para exercerem os seus direitos na Discussão, sem medo, e a solicitaram ao Sr. Presidente da Câmara de Lisboa, a REPROVAÇÃO destes projectos, que terá de ser efectuada em separado por Hospital e em impresso ou termos específicos.

                              Comissão para a Salvaguarda do Património

Lisboa 12/7/2013                 contactar  933220913 / 217585085 / reginacarr@hotmail.com




Exma Ministra das Finanças
Doutora Maria Luís Albuquerque

Foram apresentados pela Estamo (empresa do Ministério das Finanças), no passado mês de Junho, na Câmara Municipal de Lisboa, para aprovação, quatro Projetos de Loteamento dos Hospitais de S. José, de Sta Marta, dos Capuchos e Miguel Bombarda, localizados na  secular Colina de Sant’Ana.
Os subscritores desta carta consideram esses Projetos um Gravíssimo Atentado ao Património Histórico, Cultural e Arquitectónico de Portugal e da Europa, altamente lesivos da Memória da religiosidade, da assistência hospitalar, da medicina, de mestres da ciência e da vivência dos doentes, além de prejudicarem o desenvolvimento económico do país a curto e longo prazo, afectando irremediavelmente o Turismo Cultural, com a ilusão de se obterem umas receitas fáceis, e, por esses motivos, de Superior Interesse Nacional, solicitam a Vossa Excelência, Senhora Ministra das Finanças, o Cancelamento Imediato daqueles quatro Projetos de Loteamento.
Seria redundante especificar nesta carta o Excepcional Valor Patrimonial destes quatro Hospitais, tornado público por prestigiadas entidades e por historiadores especializados.
Salientamos, no entanto, algumas das graves omissões, erros e soluções contidas em todos esses projetos.
As omissóes e erros grosseiros verificam-se logo nas memórias justificativas que servem de base às soluções definidas: omite-se por completo a história da assistência hospitalar nos quatro hospitais, que consequentemente não é considerada a de maior influência no país; não foram realizados quaisquer estudos  sobre as dezenas de edifícios hospitalares a demolir, incluindo com rigor as suas finalidades integradas, datação, autoria, arquitectura, valor estético, etc, e cuja importância patrimonial não foi portanto estabelecida; não foram consideradas condicionantes obrigatórias, como, por exemplo, do PDM (bem descritas nos documentos do ICOMOS), ignoram ou erram as zonas especiais de proteção de edifícios classificados, dentro ou fora dos hospitais, etc.
Assim, partindo de bases erradas ou sem justificações, obrigatórias em projetos desta dimensão, as soluções definidas nas memórias descritivas incluem finalidades de reutilização vagas ou até altamente ofensivas do património classificado, e contemplam demolições generalizadas e largas dezenas de novas construções (e em altura), em todos os espaços adjacentes aos estritamente classificados. Essas construções desintegradas, contrariando as recomendações da UNESCO, sobrepoem-se, em volumetria e áreas de implantação, aos imóveis classificados, desvirtuando de modo acentuado a sua leitura e identidade, e mesmo impedindo o livre acesso de visitantes aos magníficos edifícios classificados ou a classificar, incluindo património azulejar e clínico de sítio, além de afetarem séria e irreversivelmente o sistema de vistas da extraordinária paisagem urbana de Lisboa, de enorme importância cultural e económica.
A título de exemplo, podemos referir, para os quatro Hospitais:
- Hospital de S. José: o projeto somente aponta para a cedência à CML do edififício principal classificado (continuador do Hospital de Todos-os-Santos, de 1492, cujo modelo renascentista de funcionamento se disseminou no país e além-mar, do Japão ao Brasil), sem apontar para a instalação de um Museu da Saúde, exibindo o acervo que tem sido recolhido e inventariado; os lotes cercam esse vasto edifício e, do lado poente, elevam-se três andares acima dele, adulterando a soberba vista desde o Castelo, e tapando o grande Torreão de Sant’Ana (de 1383) da muralha fernandina, monumento nacional.
- Hospital de Sta Marta: além de se construirem prédios em altura no declive da colina e na travessa, aqui prejudicando os moradores, o edifício conventual, com valiosíssima azulejaria, e Igreja, átrio e claustro belíssimos, e onde o nosso único Nobel da Medicina Egaz Moniz inventou a angiografia e a leucotomia, seria transformado em Hotel (?!), uma finalidade ofensiva deste património histórico-científico e arquitectónico-artístico;  a mais sustentável e lógica reutilização, nesse local de Lisboa onde circulam dezenas de milhares de turistas diariamente, será abrir o espaço aos visitantes e aí instalar um Museu (único na zona), dedicado a um dos muitos notáveis acervos ou temáticas sem divulgação (música, lusofonia, artes luso-asiáticas, etc)
- Hospital dos Capuchos: um pequeno núcleo do convento seria completamente cercado de construção nova, incluindo o pátio da cisterna e relógio quinhentista ao centro, também adulterado na sua bela proporção, com demolição integral dos edifícios e construção nova de maior volumetria e implantação; nada é definido sobre a reutilização das partes classificadas, e ao palácio Mello, com raríssima azulejaria barroca alusiva à música, é adossada nova construção, desfigurando-o.
Hospital Miguel Bombarda (único dos 4 hospitais com classificações em apreciação, e Museu aberto, com proposta de alargamento): para o primeiro e mais influente hospital psiquiátrico português, o projeto engana-se na zona especial de proteção (não de 50m mas que abrange todo o recinto hospitalar) dos edifícios classificados,  Balneário D. Maria II (1853) e Pavilhão de Segurança (1896); também oculta a Candidatura apresentada em Março de 2013 à Direção Geral do Património, para Classificação de diversos edifícios (com irrefutável Memória Justificativa), subscrita pelas prestigiadas Sociedades Portuguesas de Psiquiatria, de Neurologia, de Arte Terapia e de Arte Outsider, além da Congregação da Missão, e da Prof. Raquel Henriques da Silva e do Prof. Vítor Serrão.  
O projeto preconiza a demolição integral dos edifícios a classificar, de excepcional valor, entre eles o edifício das Enfermarias em “poste telefónico (1885-1894, primeiro do mundo), e as Enfermarias em U (1900, das primeiras em betão armado), e a instalação com demolição dos interiores, de um Hotel (?!), de fins lucrativos, na Casa-Mãe da Congregação da Missão, de S. Vicente de Paulo, uma ofensa à religiosidade, à história da assistência e à memória dos doentes, e onde, escandalosamente, ficará integrado o Balneário, considerado o melhor da Europa, e o gabinete onde o Prof. Miguel Bombarda foi assassinado em 1910; em erro grosseiro considera o edifício conventual como construído em grande parte após a fundação do hospital em 1848, ocultando a documentação e as plantas de 1835, que provam que este convento do séc. XVIII, não só foi dos poucos que resistiu ao terramoto, como conserva a maioria das fachadas e interiores originais.
Rejeita a finalidade proposta desde 2010 por ilustres personalidades, de alargamento do actual Museu para um Pólo Cultural de Arte de Doentes e de Neurociências, integrando raras e numerosas coleções de pintura de doentes e de autodidatas de todo o país, e o integral arquivo, único no país e raro em termos europeus, sustentável financeiramente e fomentador do turismo cultural, proposta que conta com o apoio e intercâmbio do Museu de L’Art Brut de Lausanne, o melhor e maior do mundo nesta categoria de arte.
Quanto a construções novas, este projeto atinge um terrível e perigoso delírio, com seis torres de 8/12 andares na zona mais alta da cidade, visíveis do Castelo, Graça e S. Pedro de Alcântara, e uma nova Rua com seis apertadas curvas, em desnível, passaria por baixo das torres, desde o Conde Redondo à Gomes Freire.
Agradecendo a atenção de Vossa Excelência para o solicitado Cancelamento Imediato,
somos, com os melhores cumprimentos
Lisboa, 22 Julho 2013
os abaixo-assinados, nas folhas seguintes

Com conhecimento a: Presidente da República, Primeiro Ministro, Ministro da Saúde, Troika, Presidente CML, media
Contactos e esclarecimentos – Comissão para a Salvaguarda do Património, reginacarr@hotmail.com, 933220913, 217585085     













sábado, 6 de julho de 2013

Hospital de Todos os Santos um imbróglio insanável que reflecte os conflitos de interesses e atropelos em que esta envolvida a classe politica que nos " governa"





Sr. Ministro....antes dos interesses dos grupos financeiros  esta  o das crianças de Portugal. Não se esqueça que Lisboa não pode perder o seu Hospital Pedaitrico !





- Noticia do Sol 26/06/2013 - : Concurso para futuro Hospital de Todos os Santos é ilegal





O concurso público para o futuro Hospital de Todos os Santos, projecto já aprovado pela troika, tem afinal ilegalidades e deve ser anulado.

Esta é, apurou o SOL, a principal conclusão do relatório da comissão de peritos nomeados pelos ministérios da Saúde e das Finanças, presidida por Luís Filipe Pereira, que nos próximos dias deverá entregar ao Governo o documento com a análise à viabilidade deste projecto.

Para os especialistas, não há dúvidas: o concurso, lançado em Abril de 2008, que seleccionou o consórcio liderado pela Soares da Costa para a construção do novo hospital em Parceria Público Privada (PPP) não é legal, pois, a meio do processo, foi alterado o seu custo público comparável (CPC) – ou seja, a estimativa do preço global do projecto para o período da PPP, caso este fosse desenvolvido pelo sector público em moldes tradicionais, tomando-se como referência o custo de exploração dos melhores hospitais portugueses.

A decisão de mudar este valor foi tomada pela ex-ministra Ana Jorge que, na fase final do concurso (já com apenas dois concorrentes em disputa), o subiu de 377 milhões para 430 milhões de euros. Ou seja, as propostas tornaram-se mais caras, aumentando consequentemente o valor a pagar anualmente pelo Estado ao parceiro privado.


Chumbo certo do TC

Segundo fonte ligada ao processo, este facto levaria a que o concurso «nunca tivesse luz verde do Tribunal de Contas» (TC), que teria de aprovar a adjudicação do concurso ao consórcio Salveo – Novos Hospitais, que inclui a Soares da Costa, a MSF e a Alves Ribeiro, e que foi o melhor classificado no concurso.

Aliás, os especialistas terão tido conhecimento de um relatório do TC (nunca tornado público) no qual os relatores adiantam que o concurso para o novo hospital tem irregularidades que o tornam impossível de sobreviver, uma opinião partilhada por todos os juristas contactados pela comissão. «Uma PPP nunca pode ter um CPC superior ao fixado, pois significa que fica mais caro do que se fosse do Estado» – explica ao SOL fonte conhecedora do processo.

Este novo hospital na zona Oriental de Lisboa – com um investimento total de 600 milhões de euros – é uma das prioridades de Paulo Macedo, que conseguiu luz verde da troika para o contemplar no Orçamento do Estado de 2013.

O objectivo do ministro da Saúde era recuperar o processo interrompido em Novembro de 2010 por ordem da troika, adjudicar o projecto aos vencedores (o que ainda não tinha sido feito) e começar as obras o mais rapidamente possível para que a unidade de saúde pudesse abrir portas em 2016 – objectivo que com este relatório sofre um sério revés.

No entanto, no documento final, a comissão conclui também que é importante construir a nova unidade na zona oriental de Lisboa. «Para que possa ser realmente construído o mais rápido possível, é melhor voltar já à estaca zero. Caso contrário, ficar-se-ia anos e anos em tribunais porque o concurso seria legitimamente impugnado» – esclarece a já referida fonte, admitindo que, por ter de se começar tudo de novo, a abertura do hospital poderá sofrer um atraso significativo.


Criticas à garantia pedida pelo BEI

Outra das questões levantadas no relatório da comissão é o facto de o Banco Europeu de Investimento (BEI), que iria financiar a outra parte do projecto (cerca de 300 milhões), querer agora uma garantia do Governo português. Uma situação que para os peritos não faz sentido, pois implica que o risco passe para as mãos do Estado, o que «não é suposto» numa PPP.

O Governo terá agora de decidir o que quer fazer, caso mantenha a ideia de construir o hospital: ou lança um novo concurso público ou avança sozinho, sem recurso a privados. Esta solução é defendida por muitos profissionais do sector, por as PPP levantarem actualmente muita polémica.

Esta possibilidade de o hospital ser construído com recurso apenas a verbas públicas já terá sido, aliás, falada com os elementos da troika. O argumento usado pelo Governo é o de que o Estado perde cerca de 48 milhões de euros por ano com a dispersão de serviços hospitalares, o que acabaria com este novo projecto. O Hospital de Todos os Santos, recorde-se, pretende substituir seis velhos hospitais: São José, Capuchos, Santa Marta, Estefânia, Curry Cabral e Maternidade Alfredo da Costa, cujas obras de manutenção e conservação, custarão 417,1 milhões de euros. Além disso, todos os anos, alega o ministro da Saúde, são pagos sete milhões de euros em rendas à Estamo (empresa do grupo Parpública, que gere a compra e venda de imóveis estatais), pois o Estado vendeu a esta sociedade os terrenos do São José, Capuchos e Santa Marta e ainda metade da área do Curry Cabral. Segundo as estimativas do Executivo, o retorno do investimento deveria chegar em apenas cinco ou seis anos.

Os responsáveis do Ministério da Saúde apresentaram ainda aos elementos da troika vários estudos, entre os quais o relatório do Grupo Técnico para a Reforma Hospitalar, segundo o qual o hospital paga-se a si próprio.
Publicada no Semanario : SOL



  

Nota da Redacção :
Quanto a nós indagamos : 
Algum de nós votou ou ouviu falar nos programas eleitorais dos partidos que nos tem governado ,  na  criação e alienação do património publico a uma empresa fictícia  " Pars Publica" . Será  aceitável que depois da venda ilegal do ponto do direito democrático façam chantagem com os   alugueis especulativos  do que era  nosso e foi   vendido  sem o nosso acordo ?!!!!! Já agora seria interessante saber à que partidos pertencem os propietarios  e ou  os  gestores  das sociedades  de advogados , imobiliárias, grupos ,  sociedades de turismo, construtoras,  e grupos financeiros ligados a saúde envolvidos neste projecto e a  quem   financiaram  nas eleições legislativas ?
Finalmente chama-se  atenção  que neste e noutros  documento fala-se só  dinheiro.....e nada mesmo nada de direito dos  doentes a uma assistência digna , o enquadramento dos Hospitais  Pediatricos na  rede hospitalar  ou apenas como justificam  a  destruição em curso do Hospital Pediátrico de Lisboa. 

terça-feira, 7 de maio de 2013

2ª Corrida D. Estefânia foi um sucesso ! -Fotos e diaporamas




A 2ª Corrida D. Estefânia  foi um sucesso! 

Sim foi um sucesso a colaboração e participação de dezenas de pessoas e organizações.  Deixamos aqui  um agradecimento a todos que se associaram a esta causa da crianças de Lisboa......





:







O  Professor.... um rosto e  uma idéia que se confundem! O Hospital Pediatrio a que as crianlas de Lisboa tem direito!
O empenho e capacidade de organização  do Mario e Cristina....  pilares deste sucesso.....
.E já agora  Patrocinio dos "CAFÉS DELTA"  e JUNTA DE FREGUESIA DE ALCANTARA  sem os  quais  este evento não teria  sido possivel...

João Baião - O Padrinho da Corrida- Deu a " Cara "  o "Coração"  . Alem da Divulgação no seu programa foi o autor do  nosso Cartaz...

Como em 2012 a Organização da XISTARCA decorreu sem grandes percalços....
João Semedo   vestiu a camisola das crianças de Lisboa.   
Carlos Lopes- Correu pelo direito das crianças de Lisboa e  assim pelo futuro de   Portugal

Ana Gaspar e Miguel Graça dos Cidadãos por Lisboa  em representação de  Helena Roseta um apoio com que temos contado desde a primeira Hora. 




Simonetta Afonso Não estando presente divulgou a nossa causa na Assembleia Municipal 





IDP ( Instituto de Defesa da Democracia Portuguesa) é  parte  integrande desta causa....
ASBHP --Uma expereriência de colaboração exemplar. Não temos palavras



Bolhas de sabão ... também são precisas......

As várias  Associações presentes....... 





Manuela Viola - Uma Fotografa desde sempre presente....



Entre muitos outros  animadores ....Os senhores palhaços......











Seguem-se os endereços dos videos (faça duplo clique sôbre os
endereços)








www.ammamagazine.com


http://ptradical.com/index.php?pag=artigo&ref=6954






quarta-feira, 1 de maio de 2013

" vicissitudes que respeitam aos aspectos procedimentais" no concurso do futuro HTS





Jornal Tempo Medicina

Hospital de Todos os Santos
Grupo de trabalho estuda viabilidade

Um despacho assinado pelos secretários de Estado das Finanças e da Saúde, com data de 24 de Dezembro findo, mas publicado hoje em Diário da República (com o número 188/2013) cria um grupo de trabalho ao qual compete, em face da avaliação sobre o procedimento de concurso relativo à parceria do novo Hospital de Todos os Santos (Hospital Oriental de Lisboa), «analisar e ponderar todos os factos e circuntâncias ocorridos no âmbito deste procedimento», desde o lançamento do respectivo concurso, e «apresentar conclusão sobre a viabilidade (e em que termos) da prossecução do projecto».
O projecto de parceria do novo hospital foi lançado em Abril de 2008 e está interrompido desde Novembro de 2010, tornando-se necessário, de acordo com o referido despacho, aferir se estão reunidas as condições para ser retomado o procedimento de concurso, tendo presente que, desde o seu lançamento, já decorreram mais de quatro anos, e ocorreram «determinadas vicissitudes que respeitam aos aspectos procedimentais, bem como às condições financeiras associadas a este projecto que necessitam de análise».
Assim, o grupo de trabalho irá «analisar e avaliar os riscos jurídicos decorrentes das vicissitudes verificadas no procedimento de concurso desde a emissão do relatório final pela comissão de avaliação e o possível impacto no âmbito de uma eventual decisão de adjudicação, tendo em conta, entre outras questões que o grupo de trabalho entenda relevantes, a alteração do Custo Público Comparável (CCP), a exigência do BEI de prestação de fiança pelo Estado e a alteração das circunstâncias no que se refere às condições financeiras das propostas finais apresentadas pelos agrupamentos concorrentes; e analisar a viabilidade financeira e comportabilidade orçamental do projecto».

O grupo é constituído por um representante a designar pelo Gabinete do Secretário de Estado da Saúde, a quem compete coordenar os trabalhos; e por representantes do Gabinete Secretário de Estado das Finanças; da Administração Central do Sistema de Saúde, I.P.; da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo; e do Centro Hospitalar de Lisboa Central.

As conclusões do estudo «sobre a existência de condições para a prossecução do projecto de construção do Hospital de Oriental de Lisboa e eventuais medidas a implementar para esse efeito» devem ser apresentadas no prazo máximo de 60 dias a contar da data do despacho

(http://dre.pt/pdf2sdip/2013/01/004000000/0051500516.pdf).

João Paulo de Oliveira, em 7 de Janeiro de 2013

( Texto em  itálicos da redacção )




Comentário e indagação:

Indagamos aos membros desta comissão qual o seu entendimento por "vicissitudes" . Por outras palavras  se não estariam   a  se referir a eventuais : conflitos de interesses dos engenheiros gestores responsáveis pela escolha , exclusão de concorrentes sem justificação conhecida , adjudicações directas com valores de custo questionáveis,   alheamento dos profissionais na elaboração do plano, inclusão precipitada e forçada do Hospital D. Estefânia  em um projecto  inicialmente vocacionado para adultos etc. etc.....Caso se confirmassem estes eventuais atropelos a  factura  será   apresentada  e paga com suor dos portugueses com juros especulativos.   O mínimo que se exigiria  é que fossemos  informados da realidade que se ensombra 
sobre o véu de palavras pouco explicitas como "vicissitudes" .  È inaceitável que todos  contractos que dizem respeito a Serviços Publicos não sejam igualmente do domínio publico . Admitimos obviamente que tudo terá se passado dentro dos canones  da legalidade formal ..... mas mesmo   nesta circunstância consideramos arbitraria e inaceitavel a destruição em curso do único Hospital Pediatrico de Lisboa. Infelizmente na epoca em que vivemos quem manda no mundo actual são os grupos financeiros e  no caso ligados a saúde  para quem o futuro HTS significa "dinheiro em caixa" como renda garantida por  dezenas de anos, os interesses das crianças  portuguesas correm o serio risco de passar para 2º Plano. 



Sinónimo de vicissitude:
 alternativadesgostofluxoinfelicidadeinfortúniorevésrevês e variação


Assina Manu - Responsabiliza-se Pedro Paulo Mendes
Sócio  - " Transparência e Integridade" 



Ver entre outras  entrevista de Paulo Morais sobre as PPP de que esta não é mais do que um  exemplo. Assuma-se o facto de o Engenheiro Responsável pelo projecto do HTS previamente ter estado ligado a um grupo privado de saúde . Basta procurar na Net com o nome do autor

Opinião da Associação Transparência e Integridade sobre as PPP:
Citação.
"As Parcerias Público-Privadas (PPP) têm sido em Portugal uma das fontes mais opacas e problemáticas de despesa pública. Todos os anos, o Estado português gasta milhões de euros do nosso dinheiro em pagamentos a grupos económicos privados a quem concessionou serviços públicos essenciais – das estradas aos hospitais, passando por infraestruturas ferroviárias, serviços de limpeza urbana e até sistemas de segurança pública.

Apesar de as PPP terem hoje um peso importantíssimo na estrutura de despesas do Estado, continuamos sem saber como estes contratos foram negociados e o que se esconde atrás das complexas fórmulas de remuneração. A regra parece ser a do lucro assegurado para o parceiro privado, com o prejuízo a cair do lado do Estado. O desastre é de tal ordem, aliás, que as autoridades judiciárias estão a investigar vários destes contratos por suspeitas de corrupção e o próprio Parlamento criou uma Comissão de Inquérito às PPP, cujos trabalhos estão já próximo do fim."   Fim de citação










domingo, 21 de abril de 2013

2ª CORRIDA D. ESTEFÂNIA NO FACEBOOK - DIVULGA- INSCREVE-TE -




Caros amigos
é já dentro de 15 dias a 2ª Corrida / Caminhada Dona Estefânia - Dia da Mãe.
Inscrevam-se e peço-vos para partilharem com os vossos amigos e contactos a página oficial da corrida disponível em https://www.facebook.com/corridaestefania .
- cliquem sobre o endereço para visitar a página
- cliquem "Gosto"
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domingo, 14 de abril de 2013

2ª Corrida D. Estefânia - Dia 5 de Maio 2013 - Divulga, apoia, participa! - VAMOS GANHAR O FUTURO !


Para te inscreveres  "on-line" basta  faz duplo clique com o botão do rato sobre as legendas em azul  dos cartazes de divulgação  que se seguem ou na 1ª figura ao lado e acederás  aos sites da XISTARCA E ASBIHP .   Obrigado !




WWW.XISTARCA.PT
CORRIDA D. ESTEFÂNIA 2013 - DIA 5 DE MAIO - INSCREVE-TE
Clica sobre as letras  as letras em azul e inscreve-te
Clica duas vezes sobre as letras abaixo e increve-te
Também podes te inscrever na ASBIHP - Apoia participando neste evento a " Associação de Doentes com Spina Bifida e Hidrocefalia de Portugal"

Ao participares neste evento  estarás  a contribuir para que as  crianças portuguesas tenham uma assistência especializada condigna e  com os padrões europeus e do mundo civilizado. Ajudarás a alertar  para que as decisões dos governos no campo da saúde  sejam  claras e não  contaminadas por   interesses particulares / conflitos de interesses obvias no presente processo. Contribuirás  desta forma no esforço  para que  se inverta o actual processo de destruição do Hospital Pediátrico de Lisboa -  D. Estefânia  com a sua descaracterização  e  integração  como um  mero serviço entre os de adultos no Hospital Generalista de Todos os Santos  que foi projectado  medida do interesse da Parcerias Publico .Privadas. Não se trata de estar  de acordo ou não  com o modelo ds PPP mas de dar alguma substância ao interesse publico  neste caso  mais importante pois trata-se do  futuro das nossas crianças.