terça-feira, 24 de agosto de 2010

Este é o espirito e disposição da população em geral: Uma Manifestação Publica em Defesa do Hospital Pediatrico!



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Eis mensagem de uma apoiante e que reflecte o nosso espirito e indignação:

"Parece impossivel que os politicos deste país não se preocupem com o que verdadeiramente interessa na "nossa casa" ou seja, a maneira como tratamos os mais frageis e os doentes, as instalaçoes fisicas e humanas que temos para os receber. A criança nao é um adulto em ponto pequeno, assim como o velho não é uma criança crescida.Temos que ter espaços e tecnicos adequados para cada grupo especifico e temos que ter gente capaz de se informar e ser competente. Claro que isto tambem começa por nós, e realmente ninguem participa nem colabora nestas campanhas, como a da luta pela manutençao de um hospital pediatrico em Lisboa.Fazem-se tantas manifestaçoes... vamos fazer uma bem grande em apoio das nossas crianças e dos nossos profissionais de saúde interessados mesmo na saúde? vamos?"
Por B.F em As Crianças de Portugal agradecem ao "Jornal das N... em 21-08-2010



Estamos de acordo com esta apoiante e agradecemos o estimulo . É obvio que se torna necessário ( devido a ausência de respostas do Ministério da Saúde ) que passemos para outras formas de acção para divulgar as razões que nos assistem .

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

As Crianças de Portugal agradecem ao "Jornal das Nove" da "SIC" quebrar o bloqueio informativo que legitima a destruição do Hosp. Pediatrico de Lisboa

A pressão sobre os meios de comunicação para não divulgar a luta contra a Destruição do Hospital Pediátrico de Lisboa é óbvia e torna-se inaceitável quando se trata de uma causa de inegável interesse publico!



Há que louvar os meios de comunicação e jornalistas que fogem ao cerco:

A SIC através do Jornal das Nove de Mário Crespo, foge a regra! A sociedade Civil agradece
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Ontem dia 18 de Agosto , no "Jornal das Nove", pela 2ª vez o Jornalista Mário Crespo entrevistou o Professor Gentil Martins em representação da Plataforma Cívica.
Esta entrevista permitiu a divulgação e esclarecimento da nossa luta contra a extinção do Hospital Pediátrico de Lisboa.
Julgamos que é obrigação de órgãos de informação cumprir o seu papel cívico divulgando os anseios das forças vivas da sociedade e não comportarem-se como meros veículos transmissores das versões oficiais, publicitando-as ou e no presente caso dos grandes grupos económicos pouco interessados e ignorantes na protecção e saúde das nossas crianças. Em fim indagamos com algum exagero se já " não vivemos num pais com regime denominado por alguns como de "ditaduras modernas"
A SIC , neste caso particular fugiu a regra e foi exemplar. (Não nos cabe por desconhecimento generalizar , ou publicitar que a insenção seja a norma da emissora ou dos seus jornalistas)
Agradecemos assim outra vez ao Jornalista Mário Crespo esta segunda oportunidade que nos deu e saudá-lo neste acto pela dignificação o Jornalismo infelizmente muitas vezes opaco e servil aos interesses económicos e do poder.
Agradecemos ao Professor Gentil Martins, pela clareza irrefutável com defendeu as posições da plataforma e por maioria de razão os interesses das nossas crianças!
Oxalá que esta atitude da SIC não continue ser a excepção, mas transforme-se em regra.
Uma sociedade com meios de comunicação condicionados é uma sociedade morta e manipulada, dominada e escravizada ( mesmo que por acaso venha a ter pão, vinho e futebol numa vesão mais civilizada do que em "Roma Antiqua")
No presente caso a actitude dos poderes politico e económico é altamente criticavel pois procuram ocultar por todos os meios, bloqueando a informação e escondendo de que esta a privar Lisboa e a Região Sul do Pais de um equipamento de saúde imprescindivel as suas crianças .Agem assim pois por certo tem (má)consciencia de que se os visados tivessem conhecimento das consequencias do acto, nunca o permitiriam....


Assina : Jornalista Manu e subscreve PPM

EFEMÉRIDE DE ARTIGO PUBLICADO HÁ DOIS ANOS NESTE BLOG E QUE MANTEM ACTUALIDADE SOBRE AS RAZÕES DA NOSSA LUTA.

Estas considerações sugiram como repto de um artigo da Revista da Sociedade Portuguesa de Pediatria abaixo transcrito publicados no Verão de 2008.
Os argumentos ali expostos mantem plena actualidade e assim os voltamos a publicar Reiteramos as nossas opiniões de então para esclarecer aqueles que só agora tomaram conhecimento deste processo .

Abaixo transcreve-se o apontamento do Site da "Sociedade Portuguesa de Pediatria" e que se reporta ao problema essencial :

Transcrição do texto :NewsletterNome E-mail Notícias
O Hospital de Dona Estefânia completa 131 anos no dia 17 de Julho de 2008
O processo de extinção do único Hospital Pediátrico de Lisboa e Sul do País tem levantado alguma polémica.
"Numa altura em que se discute o futuro da pediatria em Portugal, vale a pena reflectir sobre este caso em particular e sobre o papel dos hospitais pediátricos polivalentes em geral.


Aceitando o repto e como membro da Plataforma Civica que se constitui em defesa do património do Hospital D. Estefânia e de um novo Hospital Pediatrico para Lisboa tecerei algumas considerações sobre tema proposto no artigo em epigrafe ou seja :

"Vale a pena reflectir sobre este caso em particular e sobre o papel dos hospitais pediátricos polivalentes em geral"
Respondendo a esta indagação dizemos:

A razão desta campanha, justifica-se para alem do pressuposto fundamental de que "as crianças têm direito a um espaço e ambiente adequados à sua especificidade", considerarmos que a existência de Hospitais Pediatricos Especializados são um factor de garantia na qualidade da formação e consequente reprodução de quadros profissionais especializados em pediatria necessarios nos diversos patamares assistenciais na rede de cuidados infantis e inclusive nos Hospitais Distritais . .
O facto de nos Hospitais Centrais polivalentes os equipamentos e especialidades serem participados em comum com os adultos limita a expectativa de desenvolvimento e aperfeiçoamento profissional pediátrico . Esta consideração não implica qualquer juízo sobre excelência dos seus profissionais e reporta-se as consequências e limitações organizativas do modelo polivalente.
Pensamos assim, que foi a concentração casuística de patologias complexas em hospitais terciários infantis que permitiu a acumulação de experiência para que a maioria seja tratada no nosso Pais e não no estrangeiro.
Foi no Hospital D. Estefânia que se desenvolveu a Cirurgia Pediatrica (e mais recentemente outras sub especializações), que veio a ser exercida noutros centros, de renome nacional e internacional.
Na mesma linha de pensamento os Hospitais pediatricos justificam-se pela necessidade de concentrar a casuística de todas as patologias que, pela morbilidade e efeitos na saúde pública, obriguem à criação de "Guide Lines" verticais, que assegurem cuidados adequados baseados nas redes de acompanhamento consistentes de casos referenciados após primeiras consultas ( nefrologia e nefro urologia são um exemplo vivo , na prevenção da doença renal cronica ou das suas complicações com consequências gravíssimas para a criança família e economia em erário publico como neste e noutros campos se faz no HDE)
Estes Centros, que concentraram o saber pediátrico, constituem também espaços de diálogo, formação continua e actualização, não só dos nossos profissionais, mas também dos congéneres de língua portuguesa, de que todos já são exemplo, mas de que sublinhámos Coimbra através da Tele medicina em colaboração com Hospital Pediátrico de Luanda.
Não tenhamos dúvidas que, se não assumirmos este papel, outros países em nosso desprestigio o farão.
Lembramos assim aos políticos que os laços culturais e económicos se concretizam muito mais na prática humanismo do que na retórica dos banquetes e que o capital dos Hospitais Pediatricos não pode ser desbaratado por razões conjecturais e interesses da parcerias privadas , que na sua visão puramente gestionaria e economicista não se apercebem que com a destruição deste equipamento de Serviço Publico comprometerá a sua própria viabilidade pois corta pela raiz a reprodução e desenvolvimento do saber médico pediatrico.

Finalizando, referimos ainda como valor acrescentado dos Hospitais pediatricos, o facto de serem :

- Pólos geradores de afecto transversal a todos os grupos e classes sociais que dele indistintamente usufruem
- Um factor de coesão e identidade nacional (assente em valores mais consistentes e menos perenes que o futebol )
- O estabelecimento de laços com países de língua portuguesa que perduraram no futuro.
- Prestígio e sinal de civilidade das cidades que os acarinham ( no caso Lisboa )


Esclarecemos que não temos uma perspectiva isolacionista relativamente aos Hospitais de Adultos pois, ao assumimos a necessária independência e autonomia do hospital pediátrico, compreendemos como imprescindível a colaboração inter pares, quer em todas as situações clínico assistenciais com implicação multi disciplinar quer na complementaridade da troca de saberes e formação especializada, aliada a alguma poupança em economia de escala.

Consideramos não coerentes as opiniões que hiper valorizam experiências pessoais em unidades em hospitais polivalentes centrais ou distritais contrapondo-as aos erros de gestão e opções passadas eventualmente graves do Hospital D. Estefânia, pois não são de todo equiparáveis níveis assistenciais completamente distintos e não se justifica com os erros de gestão estratégicos do passado ou insuficiências no presente a destruição de um modelo e de um conceito imprescindíveis na rede dos cuidados de saúde materno - infantil de qualquer país desenvolvido.
Assim, por validas que estas experiências tenham sido, não podemos esquecer que só foram possíveis devido á existência do conceito e modelo de Hospital Pediátrico e que contribuíram ou vieram a permitir a sua formação como profissionais destes hospitais.
- De outra forma o consideramos relativamente aos Hospitais Centrais Mono bloco da década de 1950 em que os Serviços de Pediatria perdem-se nas prioridades e especialidades dos adultos e cuja concepção arquitectónico e administrativa tem implícita uma visão mais tecnocrática e desumanizada do acto médico pediátrico que dependerá mais da circunstancia e esforço os profissionais dedicados a pediatria pois estão desprovidos do apoio de personalidade representativa administrativa autónoma.

Uma entre outras conclusões....
Do acima exposto julgamos licito concluir que : A luta do Hospital D. Estefânia pelo conceito de " Hospital Pediátrico especializado", de que é precursor, deve ser entendida como do interesse da Pediatria Portuguesa e não como um problema localizado e do exclusivo domínio dos profissionais daquela instituição centenária .

Uma Ideia ao ar ......
Indagamos se não seria mutuamente digno e licito ponderar se o espaço do actual HDE,( que deverá continuar obrigatoriamente relacionado com a Pediatria, como serviços continuados e sede de organizações de defesa da criança , ) não poderia vir a ser local de uma das sedes da Sociedade Portuguesa de Pediatria , pois foi que ali se idealizou e nasceu.



Idenfica-se agora como o autor: Pedro Paulo Machado Alves Mendes.
Trata-se de uma exposição de cunho pessoal mas que penso reflectir em parte as posições da Plataforma de que honrosamente sou membro.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Solicitamos entrevistas ao vários candidatos a Bastonários da Ordem dos Médicos : O Dr. Jaime Mendes acedeu ao convite e apoia-nos inequivocamente !

"Uma entrevista memorável"

Agradecemos a entrevista concedida que foi muito proveitosa . Não nos esqueçamos que o Dr. Jaime Teixeira Mendes é Cirurgião Pediátrico e assim mais do que ninguém esta sensibilizado para as nossas razões e argumentos. Nesta reunião igualmente este presente o Professor Doutor Carlos Silva Mendes criador da M.A.O.M de cujo site retiramos o artigo abaixo publicado. ( para le-los, ampliar com duplo clique ou ir ao Site)

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

O HOSPITAL PEDIATRICO E "CONTAS DE SOMAR E DIVIDIR" , INSPIRADAS NOS TELE JORNAIS DO DIA 5 DE AGOSTO DE 2010.

Faça duplo clique sobre a imagem para amplia-la









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1ª CONTA : DIVIDIR ( POR TODOS OS PREJUÍZOS E OS LUCROS APENAS POR ALGUNS)

4.000.000.000 DE EUROS ( GASTOS DOS NOSSOS IMPOSTOS QUANDO DA NACIONALIZAÇÃO DOS PREJUÍZOS FRAUDULENTOS DO BPN )

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-------------------------DIVIDIDOS POR----------------------
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40.000.000 de EUROS ( PREÇO DE UM HOSPITAL PEDIÁTRICO )




= 100 HOSPITAIS PEDIATRICOS
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INDAGAMOS ASSIM SE :
-COMO CONTRIBUENTE CONSIDERA MORAL QUE POSSAM ARGUMENTAR COM DIFICULDADES ECONÓMICAS PARA PRIVAR LISBOA DE UM HOSPITAL PEDIÁTRICO ?
- COMO CIDADÃO CONSIDERA MORAL QUE O NOSSO ESTADO DÊ A ESPECULAÇÃO FINANCEIRA 4.000.000.000 DE EUROS DOS NOSSOS IMPOSTOS E CURVE-SE AOS PROJECTOS DA PARCERIAS PRIVADAS QUE EM APENAS SEU INTERESSE (E LUCROS FUTUROS), SE OPÕE QUE LISBOA TENHA O SEU HOSPITAL PEDIATRICO?!!!


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2ªCONTA DE DIVIDIR ( PARTILHAR EXPONTANEAMENTE POR TODOS O QUE SE TEM A MAIS)

















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NOS ESTADOS UNIDOS , BILL GATES E CERCA DE OUTROS 40 MILIONÁRIOS DECIDIRAM DOAR 50% DAS SUAS FORTUNAS A FAVOR DE CAUSAS SOCIAIS.
(NA DEVIDA PROPORÇÃO ASSIM TAMBÉM AGIRAM NO PASSADO OS COMERCIANTES DE LISBOA, FINANCIANDO A CONSTRUÇÃO DO HOSPITAL D. ESTEFÂNIA)

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INDAGAMOS AOS ACTUAIS MAGNATES DO PAIS , GRUPOS FINANCEIROS LIGADOS A SAÚDE , RESPONSÁVEIS PELAS PARCERIAS PRIVADAS E AS FAMILIAS QUE NELES SE REPRESENTAM SE NÃO ESTARIAM DISPOSTAS A DAR 10% DAS SUAS FORTUNAS EM FAVOR DE UMA ASSISTÊNCIA HOSPITALAR CONDIGNA AS CRIANÇAS DE LISBOA .

CHAMAMOS AINDA ATENÇÃO QUE A INICIATIVA FILANTROPICA SUPRA CITADA, PARTIU DE BILL GATTES, UM EMPRESÁRIO DIGNO DESTE NOME POIS É CRIADOR DE RIQUEZA E INOVAÇÃO E NÃO APENAS DA OBTENÇÃO LUCROS DE BENS NÃO TRANSACIONÁVEIS ISENTOS DE RISCOS E PAGOS COM NOSSOS SALÁRIOS E IMPOSTOS( COMO A SAÚDE....)

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3ª CONTA : PARTIDARIZAÇÃO DOS ORGÃOS DE JUSTIÇA À MAIS...... E .......JUSTIÇA À MENOS ..........O QUE TAMBÉM TEM HAVER COM O HOSPITAL PEDIATRICO.....POIS UM PAIS EM QUE DÁ TUDO A ESPECULAÇÃO FINANCEIRA E PRIVA AS SUAS CRIANÇAS DE UMA ASSISTÊNCIA HOSPITALAR ESPECIALIZADA CONDIGNA CONFIGURA-SE COMO INJUSTO.....E CEGO ....
AO FUTURO..:ÀS SUAS CRIANÇAS.....

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Transcrição na integra da Moção Aprovada na Assembleia Municipal de Lisboa em Defesa do Hospital Pediatrico !


Moção nº 1 - Aprovada por Unanimidade na Sessão Ordinária da Assembleia Municipal de Lisboa realizada em 29 de Junho de 2010.



MOÇÃO

HOSPITAL PEDIÁTRICO DE LISBOA


O Hospital Dona Estefânia, o maior hospital pediátrico de Portugal, data de 1860, mandado construir por D. Pedro V em homenagem à sua falecida mulher que, durante a sua vida e na época em que as epidemias de cólera e febre amarela alastravam por Lisboa, ofereceu o seu dote de casamento para que fosse criada uma enfermaria distinta, separando as crianças dos adultos, manifestando sempre a intenção de construir um hospital dedicado exclusivamente a crianças pobres e enfermas. Assim, o Rei funda o Hospital da Bemposta e, mais tarde, o povo encarrega-se de prestar homenagem à Rainha, baptizando-o com o nome de Hospital de Dona Estefânia.

O Hospital respondia, assim, às necessidades cada vez mais reconhecidas de cuidados dirigidos apenas a crianças, com pessoal qualificado e equipamentos adequados ao trabalho.

Nos últimos anos e durante a reestruturação do sector da Saúde, o Governo incluiu o hospital pediátrico no actual Centro Hospitalar de Lisboa Central, prevendo o fecho do Hospital de Dona Estefânia e criando uma ala de Pediatria no futuro Hospital Oriental de Lisboa (Todos os Santos), decisão essa assumida pelo Ministério da Saúde como “via única” quando, simultaneamente, se contraria essa tendência com a recente conclusão do Hospital Pediátrico de Coimbra e um Centro Materno-Infantil no Porto.

A decisão de inserir a actividade do hospital pediátrico num serviço hospitalar tem merecido a contestação de reconhecidos profissionais de saúde pediátrica, de vários quadrantes políticos e da opinião pública nomeadamente com a assinatura de quase 100.000 cidadãos de uma petição contra o encerramento do Hospital Dona Estefânia.

Consideramos que a prestação de cuidados diferenciados às crianças doentes, especialmente nos casos mais graves, é uma prioridade dos sistemas de saúde do mundo desenvolvido, tendência que é seguida em vários países da Europa e do Mundo.

Assim, entende-se como essencial e estratégico para o futuro das nossas crianças a existência de um Hospital Pediátrico que, mesmo não funcionando no actual espaço, poderá vir a ser construído em local diverso, nomeadamente junto ao futuro Hospital Oriental de Lisboa.

Por outro lado, é essencial que as instalações ocupadas actualmente pelo Hospital de Dona Estefânia continuem ligadas à criança e à sua condição, fazendo jus à História e dando resposta a necessidades reais, nomeadamente serviços de apoio à integração social das crianças, planeamento familiar, cuidados paliativos, entre muitas outras opções.

Face ao exposto e porque a Assembleia Municipal de Lisboa não pode deixar de se manifestar sobre matéria de planeamento tão importante para a cidade de Lisboa e para o futuro das crianças, torna-se imperioso:

1. Afirmar a necessidade de garantir a existência de um Hospital Pediátrico Autónomo em Lisboa, em detrimento da sua inclusão num serviço do futuro Hospital Oriental de Lisboa (Todos os Santos), seja por via de construção nova seja por reabilitação do Hospital Dona Estefânia.

2. Solicitar ao Governo que, em qualquer caso, mantenha o edifício do Hospital e a designação de Dona Estefânia como património da Cidade, da criança, da sua dignidade e condição, com possibilidade de aí se instalarem instituições e equipamentos de apoio e defesa da criança, nomeadamente na doença crónica ou exigindo reabilitação prolongada.

Lisboa, 28 de Junho de 2010


Os Deputados Municipais do PSD, PCP, CDS, BE, PPM, MPT, PEV e Independentes

sábado, 17 de julho de 2010

domingo, 11 de julho de 2010

Secção Regional Sul da Ordem dos Médicos Apoia (por unanimidade) Hospital Pediatrico de Lisboa



Mais um passo decisivo na luta em defesa do património do Hospital de D. Estefânia de um Novo Hospital Pediatrico para Lisboa:

Após reunião de esclarecimento com a Plataforma Civica , no passado dia 30 de Junho de 2010 o Conselho Regional Sul da Ordem dos Médicos reuniu-se e aprovou por unanimidade o seu Apoio a Reeinvidicação contra o encerramento e a favor de um novo Hospital Pediatrico para Lisboa!
Ouçam os orgãos de soberânia! Ouçam a população! Ouçam os profissionais ! Ouçam a Secção Regional Sul Ordem dos Médicos!

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Afinal a Sra. Ministra também reconhece que os Hospitais Pediatricos devem existir !Jornal Público de 31-07-2010

Declaração da Sra. Ministra ; " Um Hospital Pediátrico ao lado de um Hospital Geral, seria a o ideal"


Palavras de ontem.... Façamos votos para que ainda sejam as de hoje....



Inquirida perante a Comissão de Saúde da Assembleia da Republica , que esta em absoluto desacordo com a destruição do Hospital Pediátrico de Lisboa, a Sra. Ministra da Saúde, Dra. Ana Jorge, reconheceu publicamente que a existência de Hospitais Pediatricos como a melhor solução no atendimento especializado da criança!
Congratula - mo -nos! aguardamos assim a correcção do erro gravíssimo que herdou inadvertidamente do anterior Ministério!
Recusamos ainda o argumento económico e técnico com quer justificar a acção em sentido contrário e em desfavor da saúde da criança quando este não foi considerado para salvar instituições e interesses privados que orçaram em dezenas vezes o preço de um novo Hospital Pediátrico! E surge que o argumento é apenas em favor das parcerias privadas primeiras responsáveis pela actual conjuntura que avançaram cegamente nos seus projectos em desrespeito pela opinião dos profissionais.
Notamos ainda a unanimidade de todos os Partidos na Comissão de Saúde da Assembleia da Republica em favor da luta dos profissionais do Hospital D. Estefânia ( como não poderia deixar de ser, inclusive do P.S., partido à que agradecemos a criação do S.N.S )
As crianças de Lisboa exigem ao menos igualdade de tratamento !
Que se cumpra de imediato a moção aprovada por unanimidade pela Assembleia Municipal de Lisboa que em Sessão Plenária no dia 29-06-2010 , rejeitou em bloco a extinção do Hospital Pediátrico de Lisboa ! ( ver noticia no Blog)




Jornal Público 31-07-2010






Tranquilize-mo-nos!
Pelas declarações de ontem da Sra. Ministra, compreendemos agora que Coimbra mantem e ganha um novo Hospital Pediatrico, para alem da admirável determinação dos seus cidadãos) , pelo facto de a Sra. Ministra, concordar na necessidade e importância dos Hospitais Pediatricos! . Naturalmente aceitamos e louvamos que eventuais compromissos eleitorais devem ser cumpridos.
O "Bom Senso" e os cidadãos de Lisboa chamam apenas atenção que não se justifica a existência de "dois pesos e duas medidas"!

quarta-feira, 30 de junho de 2010

29 de Junho de 2010 - Vitória Histórica ! Assembleia Municipal de Lisboa vota por unanimidade o seu apoio: Um Novo Hospital Pediatrico para Lisboa!

Jornal Público 31-07-2010













Na sequência de anteriores iniciativas dos outros grupos parlamentares o CDS- PP e CIDADÃOS POR LISBOA propuseram uma moção de apoio a construção de um Novo Hospital Pediátrico para Lisboa. Esta moção obteve o apoio da totalidade dos grupos parlamentares e deputados independentes com acento na Assembleia Municipal de Lisboa.
Trata-se de uma reenvindicação que não tem haver com ideologias, partidos ou grupos sociais organizados sejam estes religiosos ou de intervenção e cidadânia . Trata-se de uma reevindicação por si só óbvia e só não a entende a ignorância ou o interesse lucrativo cego.
O argumento da existência de "Problemas Técnicos e Económicos " para a sua invibialização dos defensores do actual Hospital Generalista de Chelas , consiste na assumpção da sua incapacidade e ausência de visão e ou submissão a valores imediatos. A eles, recordamos que as sociedades e nações que se baseiam em princípios e se projectam no futuro, as dificuldades técnicas ou económicas com que se deparam , são assumidas, "não como o destino" mas como um desafio a superar.
Assim o procedeu a Nação Portuguesa no Passado, quando em época de grande penúria se solidarizou para construir o Hospital de D. Estefânia, um dos primeiros Hospitais Pediatricos do Mundo Civilizado!
Obrigado Assembleia Municipal de Lisboa ! Sentimo-nos orgulhosos por vos ter como nossos representantes!




domingo, 13 de junho de 2010

Os Jornais de Lisboa " DESTAK " ... (ão ) a luta contra a extinção do Hospital Pediátrico!

Os três maiores Jornais de distribuição gratuita em Lisboa desde o inicio da campanha tem divulgado a luta dos profissionais do Hospital D.Estefânia por um Novo Hospital Pediatrico para Lisboa.
Desta vez coube ao " Jornal DestaK"
Os Lisboetas agradecem !

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Esclarecimento sôbre s Carta enviada ao Sr. Deputado do PEV da A.R. - José Luís Ferreira , pelo Ministério da Saúde sobre o Hospital de Chelas





















RESPOSTA À PERGUNTA Nº 759/Xi/1ª DE 5 DE JANEIRO DE 2010 , DO SENHOR DEPUTADO JOSÉ LUIs FERREIRA DO PEV , ENVIADA AO MINISTRO DOS ASSUNTOS PARLAMENTARES PELO GABINETE DA SENHORA MINISTRA DA SAÚDE

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Publicamos a seguir a resposta enviada pelo Ministério da Saúde ao pedido de esclarecimento sobre o destino do Hospital Pediátrico de Lisboa, solicitado pela Assembleia da República por iniciativa do Partido Ecologista “Os Verdes”. Agradecemos mais esta iniciativa. Desejamos manifestar aqui o nosso agradecimento, através daquele partido, a todos os Srs. Deputados e Partidos da Assembleia da República que nos têm apoiado. Não será demais dizer que são a imensa maioria.
Sobre esta carta, cumpre informar que o seu conteúdo está em contradição com o que entendemos ser a realidade , o que procuraremos demonstrar a seguir.
Sublinhamos que a presente resposta adquire importância particular , pois que entreabre portas que nos podem conduzir por meandros obscuros e que urge
clarificar, pois que podem traduzir, objectivamente, o questionamento do Estado de direito em Portugal.



“ A TRANSFERÊNCIA DO H. D. ESTEFÂNIA ( HDE )…..FOI DECIDIDA SOBRE CRITERIOS TECNICOS , SUSTENTADOS POR UM PROFUNDO DEBATE INTERNO , COM A PARTICIPAÇÃO DOS PROFISSIONAIS DO CENTRO HOSPITALAR DE LISBOA CENTRAL , EPE. “

-Indagamos quais “ os critérios técnicos” ??!!! A decisão foi tomada ultima hora pelo então Ministro Dr. Correia de Campos e não constava não constava dos planos iniciais da reorganização de Lisboa Central, ( medida esta idêntica , a outras apressadas como o fecho de urgências sem alternativas e que obrigaram a sua demissão...).
È preciso reafirmar que ostensivamente se ignorou a posição da então Comissão Médica do HDE . ( ver documentação no Blog)
- Ao contrário do que informa o Ministério , os profissionais e os Directores de Serviço do HDE (que não estiveram presentes enquanto tais, não foram chamados a dar qualquer parecer sobre o plano funcional ou projectos arquitectónicos .
-O “profundo debate”, envolvendo os profissionais sobre o Plano Funcional deveu-se apenas ao esforço da Plataforma de Defesa do Hospital Pediátrico, aos seus 9 Boletins " A Estefânia " , ao Forum sobre hospitais pediátricos que organizou, com representação do Porto e Coimbra, além dois "abaixo- assinados" que reuniram cerca de 90.000 assinaturas . Qualquer um destes abaixo assinados recebeu apoio formal do Presidente da Republica e Comissão de Saúde da Assembleia da Republica.
Não será demais afirmar que realizamos uma votação interna em que 94% dos profissionais em contradição com a actual opção votaram a favor da existência de Un Hospital Pediatrico Autonomo!
Não fosse este empenho e tudo se teria se passado na sombra dos gabinetes. .
A única informação divulgada acerca dos Plano Funcionais foi sobre o primeiro deles , da autoria da Multinacional Intersalus, o qual esteve aberto à consulta presencial na antiga sala do Conselho de Administração do HDE, tendo sido apenas divulgado em circular informativa. Este plano, por razões desconhecidas ( processuais???) , foi retirado de circulação . Desconhecemos a existência de algum concurso para a sua escolha e qual a relação daquela empresa com o Ministério da Saúde . Uma pesquisa no Google relaciona a "InterSalus" com um dos grupos financeiros geralmente ligados à saúde. O mais importante não será contudo a sua origem, mas sim o alheamento da sua elaboração relativamente aos profissionais do Hospital de D. Estefânia e entidades ligadas à criança ( ao contrário do que sucedeu no Porto e em Coimbra ).
O segundo Plano Funcional, e actualmente em vigor, foi posteriormente publicado no site do Ministério da Saúde com a menção de “provisório", é praticamente uma cópia do anterior; pensamos no entanto que, devido eventualmente às nossas criticas , este último se apresenta mais cuidado no que diz respeito ao que se entende por individualização dos circuitos e espaços pediátricos, os quais são insistentemente referidos. Esta preocupação meritória afigura-se-nos contudo apenas formal, pois que, para os seus promotores, o "ambiente pediátrico" se resume a “boxes polivalentes, com divisórias amovíveis e algumas sanitas infantis..." Publicamos no Blog uma critica ao de resposnabilidade da InterSalus que se aplica perfeitamente ao “2º”.
Por outro lado, verificamos que este “2º” Plano Funcional não esteve igualmente aberto à expressão da opinião dos profissionais.
È o único documento e qualquer afirmação sobre o futuro Hospital que não parta das suas premissas é desprovida de fundamentação objectiva.
O Plano Funcional do futuro, Antes Hospital de Chelas, publicado no site do Ministério da Saúde, apesar de melhorado relativamente ao anterior, está desde logo condicionado por uma perspectiva redutora puramente gestionária, de rentabilização de espaços, equipamentos e profissionais, reflectindo uma óptica puramente mercantil da saúde. Enferma de espírito estreitamente empresarial - desligado de qualquer sensibilidade social e de qualquer visão estratégica relativa a uma carta nacional de cuidados de saúde em pediatria – a que se apõe demagogicamente o rótulo da “modernidade”. Sim, será talvez o que de mais moderno existe, mas provavelmente na cartilha da rentabilidade máxima segundo a filosofia dos hospitais privados...
Afirma-se assim explicitamente, no Plano Funcional vigente, que, com vista a uma máxima rentabilização, grande parte dos equipamentos, profissionais e especialidades serão partilhados entre adultos e crianças. O que igualmente se aplica aos gabinetes e equipamentos de todos os Serviços Transversais ( radiologia, otorrinolaringologia, odontologia, blocos cirúrgicos, etc.)
A economia de recursos publicos e na saúde faz parte dos objectivos aceites por qualquer grupo profissional como um critério do boa gestão, mas desde que aquela não subverta critérios universalmente aceites, segundo os quais a existência de hospitais pediátricos terciários nos grandes centros urbanos se deve pautar por padrões de excelência no âmbito dos cuidados de saúde infantil.
O Hospital de Chelas, caso se venha a concretizar de acordo com o actual programa, será eventualmente um projecto tecnologicamente avançado e moderno. Poderá segundo uma optica tecnocrática ser formalmente atractivo e dotado de facilidades de ensino e investigação modernas . Constituirá uma provável réplica adaptada de outros hospitais construídos por uma multinacional experimentada e ligada ao sector financeiro da saúde ... Mas... fundamentalmente, será a triste memória e símbolo de um retrocesso civilizacional de 100 anos na assistência especializada da criança, particularmente na cidade de Lisboa.

Em conclusão : Não existiu um debate interno . Existe obvia contradição óbvia entre o que consta do Plano Funcional conhecido e o que é afirmado nesta carta de resposta à A.R. pelo Ministério, na qual se propugna a existência de áreas e equipamentos dedicados a pediatria e a todas as sub -especilidades pediátricas, tal como reivindicamos).
Oxalá assim fosse...; mas , desculpem-nos, não temos razões para acreditar em palavras.... Publiquem os vossos planos; não é um favor que nos fazem, é antes um direito que nos assiste como profissionais preocupados com a qualidade do futuro da assistência dos nossos pequenos doentes.



O CONCURSO PÚBLICO INTERNACIONAL PARA CONSTRUÇÃO DO NOVO HOSPITAL DE LISBOA ORIENTAL ENCONTRA-SE A DECORRER , ESTANDO PARA BREVE O ÍNICIO DA FASE DE NEGOCIAÇÃO COM OS DOIS CONCORRENTES SELECCIONADOS, ESTIANDO-SE A ENTRADA DE FUNCIONAMENTO DA NOVA UNIDADE PARA O ANO DE 2013.

Desde o início da nossa luta que enfrentamos opositores sem palavra escrita ou publicada. Por entre a espuma superficial do seu discurso flexível e de circunstância, pretensamente alheio à realidade e aos factos palpáveis, o que surge objectivamente é o propósito de desmantelamento implacável do Hospital Pediátrico de Lisboa; na realidade, teatralizam e procuram convencer a plateia frequentemente desprevenida de que nada se passa ou passará de preocupante.
Afirmam, como sendo seus, o desejo e as certezas subjectivas de que por certo os projectos arquitectónicos em estudo serão os melhores. Mas estes, na realidade e com sua conivência, permanecem como objectos desconhecidos dos profissionais e do público. Foram simplesmente elaborados no circuito fechado das parcerias que irão lucrar com a sua execução.
Exceptuam-se obviamente os profissionais que fazem parte da equipa hospitalar. Nestes, incluem-se alguns dos 4% que votaram contra num conjunto de 96 % do profissionais de D. Estefânia que voltaram a favor de um hospital pediátrico autónomo. Como o Ministério afirma , os profissionais do D. Estefânia estão divididos. Sim, é verdade ....; mas o que se não diz é que o numerador desta fracção que os apoia é o ínfimo centesimal.
Soubemos que um dos três projectos , o único que contemplaria uma torre pediátrica independente e autónoma, foi excluído pelo representante da parceria privada no Ministério sem se entender qual a razão. Correu um processo de impugnação judicial, pela empresa preterida, e nada se sabe . Foi determinado pelo Ministério que apesar da impugnação tudo seguiria da mesma forma. Estranho (se é verdade , e é o que parece); o acusado responsável seria o juíz em causa própria e nada se poderia fazer em contrário ...Quem são e de onde provirá a força destes Senhores, é uma questão que não poderá permanecer sem resposta.
Sabe-se agora que, só depois de seleccionados os dois projectos que vão a concurso final , o responsável da parceria privada se demitiu. Caberá agora aos responsáveis pela Gestão do CHLC aprovar o que já deixaram escolhido.
Dizem que tratou-se de um “concurso público e internacional” . Desconhecemos em absoluto se os aspectos processuais que regem os concursos públicos e internacionais foram cumpridos.
Podemos afirmar contudo que se foram públicos foram pouco publicitados nos Jornais Diários. Se estivermos em erro agradecemos provas esclarecedoras , que publicaremos….
Quanto aos projectos arquitectónicos seleccionados para concurso final , foram eles escolhidos por arquitectos gestores igualmente responsáveis pelo plano funcional. Há que esclarecer que os principais responsáveis foram nomeados em representação das "Parcerias Privadas"; fazendo juz ao seu estatuto , tinham no passado servido em um dos grupos privados de saúde no Hospital Fernando da Fonseca (o mesmo grupo com relações com a Intersalus)
Sem embargo da sua pertinência, não nos cabe no entanto aquilatar sobre incompatibilidades e sobre a vinculação actual daqueles gestores com outros grupos financeiros (HPP) Para Lisboa apenas existe um Plano Funcional escrito, sendo que este apenas contempla a especificidade pediátrica nos limites estritos da concepção espartilhada de um hospital generalista , como aliás claramente se assume.
Não existem assim fundamentos documentais e o que se afirma na carta, poderá tratar-se apenas de um mero exercício de retórica.
Importa referir que o secretismo, a exclusão e a ausência de consulta e participação dos profissionais não se verificou em Coimbra e no Porto.
Lá os profissionais e utentes foram chamados a participar..... Daí que os resultados estejam à vista ; ao contrário de Lisboa, aquelas duas cidades mantêm e terão novos Hospitais Pediátricos.

Acreditamos que Lisboa ainda estará a tempo de o conseguir!



“Sabendo-se que este Hospital foi criado de Raiz para receber crianças, segundo um desejo da Rainha Dona Estefânia , esta a trabalhar numa solução que permita manter as actuais infra- estruturas ligadas a criança”


O Hospital de D. Estefânia foi e é uma ideia; e é o espaço físico e territorial imóvel, onde esta se concretizou. Trata-se de duas vertentes interligadas mas que não se confundem obrigatoriamente. Uma é a ideia de Hospital Pediatrico ;a outra a sua materialização num espaço fisico imobiliario ( no caso os actuais 10 Hectares doados por D. Pedro IV, para a sua construção em 1864). O que estamos a perder não é um espaço de terreno, mas uma Ideia concretizada e um símbolo de civilização, como reconhecimento da especificidade e dos direitos da criança em todas as suas dimensões.
Alguns profissionais deixam-se intimidar pelos ataques dos nossos opositores, que afirmam que defender o Hospital de D. Estefânia é anacrónico e ridículo, assimilando-o a um pueril arcaísmo reaccionário. O nome de Dona Estefânia representa de facto a ideia de Hospital Pediátrico autónomo, que não se projecta obrigatoriamente no seu espaço imóvel actual e poderá inclusivamente localizar-se noutro espaço ou noutro terreno; nesta conformidade o defendemos em Chelas , num campus hospitalar mas com identidade própria. Os países mais ricos e com maiores recursos têm alguns dos seus hospitais pediátricos completamente individualizados, pois que neles conseguem concentrar todas as especialidades e técnicas necessárias ao seu funcionamento. Portugal, com menos meios, recorrerá naturalmente a circuitos de complementaridade com os hospitais de adultos .
Ao aceitarmos e defendermos esta mudança, não nos sentimos em contradição ao considerar que o edifício e o terreno do actual hospital pediátrico devem continuar a fazer parte do património da história da cidade de Lisboa , albergando, como pertença da criança, serviços de rectaguarda , doentes crónicos, recuperação, etc. Assim procedem os povos cultos que não desprezam a sua história e mantêm os seus edifícios como referências históricas, pois têm a consciência de que estas constituem o cimento da unidade afectiva e cultural dos diversos sectores da população na sua diversidade. Assim, aqui e sem tibiezas, consideramos, se não cínica , por certo ignorante a imputação de saudosismo, habilmente manipulada para nos ridicularizar. Estas acusações, penso , virão daqueles que, conhecedores de que parte da nossa elite será provinciana e influenciável , se aproveitam da sua ingenuidade, e seguem propagandeando a "modernidade" do seu projecto; .....mas com o canto do olho interesseiro e enviesado para o apetecível espaço imobiliário pertença das crianças de Lisboa; pretendem ignorar que o que está em causa é a destruição do Hospital Pediátrico, destruição com qual pactuam, mas.... dando-se ares do contrário.
Amigos, a submissão de um Estado e de uma nação a interesses estranhos passa pela descaracterização e destruição da sua memória e dos seus afectos ! O Hospital de D.Estefânia é uma memória e um afecto que só nos honra ! Não nos subjuguemos a esta propaganda, defendamo-lo !
Oxalá seja verdade que, de acordo com o declarado na já referida carta pelo Ministério da Saúde, o espaço do actual HDE continue vinculado à criança.
Congratular-nos-emos com o Ministério da Saúde se assim for , mas aguardamos que tal esteja exarado em escrito .....para então crermos de facto.
O nosso objectivo, contudo, não é apenas o de preservar o Património do Hospital de D. Estefânia; é, sim, fundamentalmente, o de projectar e materializar esta ideia plena de modernidade que floresce no mundo civilizado, na construção de um novo Hospital Pediátrico para Lisboa.
Ajudem-nos a decidir este jogo em favor das crianças !






AMPLIAR PARA LER OS TEXTOS:

O Unico Plano Funcional publicado mas nunca discutido pelos profissionais do HDE. Proximamente publicaremos algumas das suas paginas mais elucidativas em corrobação do que acima afirmamos .
Mas ....caso exista outro plano que o publiquem.
" Para os Gestores e Arquitectos do Plano Funcional o "Ambiente Pediatrico" resume-se a boxes polivalentes separados por divisórias moviveis com sanitas infantis. Confirmem , ampliem e leiam os textos digitalizados ....
















Assinam: Manu e "Este o Faria" ( membros e jornalistas da "Arquinha")
Subscreve pela redacção : Pedro Paulo Mendes

Nota 1- A pequisa na Net Liga a InterSalus ao Grupo Mello Saúde: Portuguese hospital PPP shows signs of stalling - [ Traduzir esta página ]
Escala Loures consortium - led by José de Mello-Saúde ... WS Atkins, Intersalus and noLimits Consulting are providing technical advice to the authority, ...
www.ijonline.com/genv2/Secured/DisplayArticle.aspx?articleid=52326.







Nota 2 :
No texto escrito por "Manu", fica-se em duvida sobre o que são Parcerias Privadas e o que é Ministério da Saúde. Esta duvida é licita. Em Portugal as duas entidades parecem confundir parcialmente nos ultimos cinco governos.
Esta contaminação será a causa destas decisões dubias e substituem a salutar simbiose , mutuamente benefica entre o estado e os parceiros economicos, por uma relação que não se compadece do "hospedeiro" , no caso das crianças e Lisboa de disporem direito de um H. Terciario Pediatrico como referem os padrões de excelência internacionais.
Somos a favor de Parecerias Privadas dentro de regras que se beneficie ambas as partes, em que não se interfira com saúde das crianças de Portugal como é o caso.
Para um melhor esclarecimento sobre a problematica da parcerias privadas em Portugal , aconselhamos ler o corajoso artigo de opiniao da então Deputada Helena Roseta na Revista Visão de 31 /10/2002. Aquele pequeno texto reporta-se aos acontecimentos graves que se passaram H. Fernando da Fonseca- Amadora Sintra quando da sua Gestão privada do Grupo Mello , (onde exercia profissionalmente o arquitecto- gestor responsável agora pelo actual plano funcional do Hospital de Chelas) . Os factos referem-se à diferendo nas contas de 75.000.000 de Euros e tal não esta resolvido como recentemente afirmou publicamente o Secretario de Sáude, Dr. Pizarro .
Julgamos que o Dr. Marinho Pinto encontraria neste processo sobejo material didactico.
È um artigo fundamental . È inquietante e ultrapassa o melhor do publicado em ficção sobre organizações mafiosas. Revelará uma insuspeita realidade de chantagem acobertada pela " justiça" que se concretizou com a imputação a funcionários honestos e diligentes no Ministerio da Saúde . O referimos apenas pelas possiveis coincidências pois vários actores cruzam-se entre o passado e os acontecimentos agora dissertados. Estranhamos que a voz corajosa de Helena Roseta não tenha tido ecos.... Estranhamos ainda que afirmem que só voltaram atrás no casos de uma decisão politica, quando não se dispõem a ouvir aqueles com quem os nomeou no passado para a acção governativa!
No Jornal de Negocios, surgiram vários artigos sobre a temática das relações das Parcerias Privadas com o Estado . Entre êles numa entrevista , de um alto responsável pelo Tribunal de Contas que assume a impreparação do Estado para lidar e controlar os contratos pois as suas gestões foram treinadas nos meios financeiros e o resultado esta a vista.
Nem o Banco de Portugal o conseguiu!
Ajudem-nos a decidir este jogo em favor das crianças !

domingo, 30 de maio de 2010

NO DIA 1 JUNHO , DIA DA CRIANÇA, APOIA A NOSSA LUTA EM FAVOR DE UM NOVO HOSPITAL PEDIATRICO PARA LISBOA E DO PATRIMÓNIO DO HOSPITAL D. ESTEFÂNIA!

A PLATAFORMA DE DEFESA DO HOSPITAL PEDIATRICO DE LISBOA NO DIA MUNDIAL DA CRIANÇA DESENVOLVE UMA ACÇÃO DE SENSIBILIZAÇÃO.

AJUDA-NOS! AO RECEBERES ESTE MAIL DIVULGA-O !







" APELO: Por favor, envie este e-mail aos seus contactos e clique aqui
para dirigir uma mensagem aos responsáveis políticos de Portugal. Depois só terá de clicar em "enviar".

Não custa nada e as crianças agradecem o seu empenho nesta causa!!!


Caros Amigos, cidadãos e cidadãs,

As crianças de Lisboa e do Sul do País não podem ficar sem um Hospital Pediátrico autónomo e tecnologicamente evoluído.

O Ministério da Saúde pretende que as crianças que hoje acorrem ao Hospital de Dona Estefânia passem a ser tratadas num "Hospital Geral de Adultos".

Isto representa um retrocesso técnico, ético e civilizacional sem paralelo no Mundo.

Os Responsáveis do País e de Lisboa devem evitar este erro, exigindo a construção de um novo Hospital para as Crianças de Lisboa e Sul do País,
perto do futuro hospital geral de adultos (Hospital de Todos os Santos-Marvila/Chelas), mas totalmente pediátrico, autónomo e servido por profissionais
inteiramente dedicados à criança doente, ao contrário do que pretende o Ministério.

Alertamos também para que não se sacrifique o actual espaço do Hospital Dona Estefânia aos interesses imobiliários mas que este se mantenha dedicado à criança
e às instituições que a apoiam, conforme o desejo da Rainha fundadora que há 150 anos o doou à Cidade.

Alguns políticos terminarão os mandatos, mas os seus erros continuarão a penalizar as crianças doentes de hoje e das futuras gerações.

Nós, cidadãos, pais, avós, familiares, âmago da sociedade civil, não desistiremos desta causa:
"A defesa intransigente dos superiores interesses da criança"


A Plataforma Cívica em Defesa de um Novo Hospital Pediátrico para Lisboa "

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Boletim nº 9 - Informação sobre as posições dos Partidos e Forças Politicas na A. da Republica e Municipal

Quem são as forças minoritarias que se opõe a opinião publica? Por quem serão apoiadas? Os interesses dos grupos economicos estarão acima dos da Saúde das nossas crianças ?





Posição dos Partidos e Forças Politicas.


Movimento / Partido Político Assembleia da
República (AR) Assembleia Municipal de Lisboa (AML)
CDS - PP Apoio Apoio
PSD Apoio Apoio
PPM nr Apoio
PS Pediu reunião à MS* Pediu reunião à MS*
PCP Apoio Apoio
PEV Apoio Apoio
BE Apoio Apoio
Cidadãos por Lisboa nr Apoio
Partido da Terra nr Apoio




Quadro: Forças políticas e seu apoio à construção de um Novo Hospital Pediátrico em Lisboa (Ver texto)


nr: força política não representada na AR;
MS:Ministra da Saúde; * Sem resultados conhecidos

A prestação de cuidados diferenciados às crianças doentes, especialmente aos casos mais graves, é uma prioridade dos sistemas de saúde do mundo desenvolvido e tem o seu expoente máximo nos Hospitais Pediátricos em que instalações, equipamentos e profissionais estão totalmente dedicados à criança e aos seus problemas, peculiaridades e doenças específicas. Com raras excepções, só países do 3º Mundo não têm hospitais pediátricos e, em cada ano, projectam-se, remodelam-se ou inauguram-se novos hospitais pediátricos por todo o globo. Tal acontece também entre nós com os exemplos da próxima abertura do novo Hospital Pediátrico de Coimbra e a concretização, a breve prazo, de novas instituições no Porto também dedicadas à criança. Em Portugal, o Ministério da Saúde (MS) insiste em extinguir o Hospital de Dona Estefânia, um dos mais antigos da Europa e o único hospital pediátrico especializado de Lisboa e zona sul do País. Pretende passar as crianças para as enfermarias do futuro hospital de Todos os Santos (Junto à Zona J de Chelas), onde estas serão frequentemente misturadas com os adultos doentes, nomeadamente em áreas de exames complementares, blocos cirúrgicos, circuitos de tratamento, etc..
É um caso único em nações consideradas civilizadas, o encerramento do Hospital Pediátrico da Capital passando as crianças a ser assistidas num hospital geral.
Lisboa e a zona sul (mas também as Regiões Autónomas, e os PALOPs) precisam de um novo Hospital Pediátrico e não de uma enfermaria ou ala de um hospital geral onde as crianças durmam para depois serem frequentemente tratadas em áreas e por técnicos treinados na medicina de adultos.
Por outro lado, é importante que o espaço e instalações do actual Hospital de Dona Estefânia continuem ligados à criança e à sua condição e não sucumbam aos interesses imobiliários nesta zona do centro de Lisboa.
É com estas motivações que existe a “Plataforma Cívica em Defesa do Património do Hospital de Dona Estefânia e de um Novo Hospital Pediátrico para Lisboa” e se têm manifestado instituições, partidos políticos, organizações da sociedade civil, figuras públicas respeitadas, 96% dos profissionais do Hospital e dezenas de milhares de cidadãos anónimos.
Numa Democracia saudável, os votos legitimam os nossos representantes e a nomeação dos governantes, mas a manifestação da sensibilidade, vontade e bom senso da sociedade civil e das suas organizações joga um papel de fundamental importância nas decisões, nomeadamente nas que têm profundas e duradouras consequências na vida colectiva. A extinção ou a manutenção de um Hospital Pediátrico na Capital do País é uma decisão paradigmática do interesse colectivo. Ela vai ter consequências em todo o Século XXI, afectando as crianças actuais, as de várias gerações vindouras e a formação de milhares de novos profissionais a especializar nesta área de cuidados.
Sendo uma decisão política, para além dos contactos com múltiplas organizações, personalidades e instituições de referência, nos últimos meses voltámos a reunir com todos os partidos e movimentos representados na Assembleia da Republica e na Câmara Municipal de Lisboa. O quadro inicial (Pág.1) reflecte as posições de apoio a esta causa e a concordância com um Novo Hospital Pediátrico para Lisboa, autónomo (embora construído próximo) do futuro hospital de geral de adultos-Chelas.
Perante a repetida e esmagadora opinião de apoio expressa pela maioria das forças políticas representadas da AR e AML, também já manifesta na anterior legislatura, assim como perante a posição da Comissão Parlamentar de Saúde, como entende o Ministério da Saúde (MS) o funcionamento da Democracia e os interesses da criança neste caso específico
O MS simplesmente não responde aos nossos repetidos pedidos de audiência, não cumpre as promessas de nos ouvir sobre este estranho processo, ignora a posição dos profissionais do Hospital e as quase 100.000 assinaturas das petições dirigidas aos órgãos do poder, não responde aos pedidos oficiais de partidos da AR para envio de documentos e programa do futuro hospital geral de Chelas, ignora a posição da Comissão Parlamentar de Saúde, não dá qualquer justificação ou resposta através dos Deputados do Partido Socialista que tentam promover os contactos com o MS sobre o hospital das crianças de Lisboa, não reconhece a sua posição minoritária nesta decisão. Em vez de reflectir sobre tudo isto, o MS contínua a promover e acelerar a actividade dos gestores que neste momento estão em fase de negociação das contrapartidas com as duas parcerias público-privadas seleccionadas para a construção do novo hospital de Chelas, sabendo-se que o modelo pré-aprovado não contempla a construção de um Hospital Pediátrico autónomo como seria lógico, razoável e desejável.
Que conceito de Democracia e de interesse público está subjacente a este comportamento do Ministério da Saúde? Que mais têm de fazer as famílias das crianças, os profissionais, a sociedade cívil e todas as forças políticas (incluindo várias sectores e personalidades do PS) para que o superior interesse das crianças se sobreponha a lógicas e interesses que ninguém entende, a modelos ultrapassados no tempo e ao mais profundo desprezo pelos cidadãos deste país e pelos seus anseios e opiniões fundamentadas?
Com meios escassos, continuaremos a divulgar a causa das crianças, a esclarecer, a sensibilizar os decisores e a tentar manter a questão na opinião pública. Esperemos que, um dia, o Ministério da Saúde aceite que ninguém é infalível e altere radicalmente a sua posição actual.
A defesa da causa das crianças de Lisboa na Internet
A Internet tem sido um dos veículos privilegiados de divulgação das opiniões em defesa de um novo Hospital Pediátrico em Lisboa que substitua o encerramento do Hospital de Dona Estefânia nos próximos 3 a 4 anos. Esse veiculo tem tentado contornar a insuficiente divulgação da nossa causa pelos média tradicionais, nomeadamente através de listas de discussão no facebook e de vários Blogs que nos apoiam. De entre eles, destacamos um que nos tem acompanhado desde sempre e vai registando a evolução do movimento:
www.campanhapelohde.blogspot.com


Divulgue esta causa e a campanha de cidadania na Net !

Envie a sua opinião para: estefania.boletim@gmail.com