domingo, 29 de março de 2009

O que declarou a Ilma. Administradora do Centro Hospitalar ao "Expresso" 28/03/2009.





Para alguns tudo se no final se resumirá apenas ao dinheiro....e o põe acima de todas as coisas..

..Nós ao contrário e acompanhando o mundo civilizado ,temos um ordem de valores inversa...a criança estará sempre em primeiro lugar......








EM DEFESA DA MODERNIDADE, VERDADE CIENTIFICA E DOS SUPERIORES INTERESSES DA CRIANÇA.

( em resposta a entrevista da Dra. Teresa Sustelo ao Jornal Expresso em 28 de Março de 2008)



Dra. Teresa Sustelo rejeita em entrevista ao Jornal Expresso em 28 de Março de 2008, a reivindicação da Petição de “um novo Hospital Pediátrico para Lisboa”, afirmando que;

“ o hospital pediátrico individualizado esta contra o mais moderno que esta a fazer no mundo” ainda que os “Hospitais do futuro vão ser multi disciplinares com biólogos e até matemáticos e concentrados ao invés de unidades especialidades e isoladas




A PLATAFORMA QUE ORGANIZOU E JÁ ENTREGOU A ASSEMBLEIA DA REPUBLICA A PETIÇÃO ( VER AO LADO)CONSIDERA SUA OBRIGAÇÃO ESCLARECER PUBLICAMENTE O QUE CONSIDERA DE EQUIVOCO NESTA DECLARAÇÃO.


Faz assim saber que :


Os Hospitais modernos do mundo actual , sejam estes Pediátricos ou Generalistas , já se dedicam a investigação e ensino e assim obrigatoriamente integram equipas multi disciplinares que incluem físicos , matemáticos e biólogos.

Citamos como exemplo desta prática , o São João, do Porto, Hospital Generalista, de que todos ouvimos referencias de suas investigações e projectos em várias áreas de como portugueses temos razão de nos orgulhar.

O próprio Hospital D. Estefânia já teve alguns Serviços de referência e com prémio internacional. Citamos o exemplo de um laboratório de imuno alergogia ( que segundo dizem palavras de um seu ex-Director , encerrou já na actual administração do centro hospitalar pelo não provimento de uma funcionaria imprescindível ao seu funcionamento....!!!??)

Com vista a esclarecer todos que nos lêem , por uns momentos os convidamos que nos acompanhem e assim esqueçamos este nosso presente tão cheio de palavras e interrogações. Deitemos um breve olhar ao “futuro” . Sim ao futuro que passa ao nosso lado, à que se refere a Dra. Teresa Sustelo

Façamos um pesquisa na Google , ( dizem que esta é agora considerada o melhor amigo do homem, afirmação com o que concordamos pois entendemos que " A Verdade , Informação e Conhecimento" são a chaves da emancipação do homem).

Fazer futurologia em Portugal é mais fácil e cómodo do que em outros lugares . Basta olharmos o que se faz actualmente nos países mais avançados , pois infelizmente estão há 20 anos do nosso horizonte. Tão longe que explicará que alguns já não conseguirão entreve-lo ( "handicap" este sempre menor do que se fossem aqueles "cegos" que não querem ver, ou mais grave se fruto de pressões democraticamente ilícitas )
Se o dizemos é porque apesar das nossas divergências fundamentais estas afirmações surgem incompatíveis com o domínio da matéria que reconhecemos em outras entrevistas à Dr. Teresa Sustelo.



Iniciemos a nossa pesquisa. Comecemos pelo titulo : Hospital Necker-Enfants malades, http://www.necker.fr/ Esta pesquisa não é inocente. Escolhemos propositadamente o mais antigo Hospital Pediátrico do Mundo, fundado em Paris em 1778 .

Esperaríamos segundo a tese da Dr. Teresa Sustelo , encontra-lo em vias de encerramento como apenas mera referencia histórica pois estaria contra “contra tudo o que de mais moderno se faz no mundo”.

Ao contrario daquele pressuposto sombrio , de imediato surgem seleccionados 35.600 títulos , a maioria com a área da investigação cientifica de que é uma das principais referencias no mundo moderno em pediatria e não só. Envolve mais de mil especialistas em todas as áreas ( incluindo biólogos e matemáticos…. ).

Afinal não estão não só a destruí-lo mas ainda a melhora-lo e substitui-lo por outro ultra moderno, um Hospital Pediátrico com 400 camas, a finalizar em 2013 . Notamos que respeitam e se orgulham da sua história e conservam o seu nome .

Sugerimos assim que visitem o site www.nouveau-necker.aphp.fr e como nós se regozijem pois comprovam que existem ainda governos sensatos e se preocupam com as suas crianças.



Mas o que se passará por outros lados !!?


Já agora e depois de convencemos-nos do óptimo estado de saúde do Hospital mais antigo do mundo , vamos dar mais um passeio pela Google e ver o que se passa por outros lados. .

Alarguemos assim a pesquisa. em inglês , com o titulo mais genérico “ News Chidren’s Hospitals . Adicionemos a opção de “imagens”, para ver e crer..

Talvez sintam como nós, emoção contida pelas dezenas de fotografias dos lindos e coloridos novos hospitais pediátricos que estão a ser construídos neste exacto momento por todo o mundo .

Comprovem !Vejam e acreditem ! 26.600.000 títulos !.

Escolhamos um titulo “ ao calhas “: Queensland, Royal Childrens’ Hospital”, 2008.

No Site do novo Hospital encontramos a pergunta :
"Porque um novo Hospital Pediátrico”
Presumimos ali formulada para informação os leitores , ainda não esclarecidos .
Ea eles, assim respondem:



“estamos a construir o futuro das nossas crianças !“

…..Quando mais os nossos serviços pediátricos se tornam altamente especializados mais os benefícios de um serviço unificado….

…...Os saberes clínicos especializados serão concentrados e a duplicação de recursos evitada resultando em melhores serviços para as crianças e sua famílias.

……Crianças com c. congénitas serão dirigidas para um Hospital Terciário o que é consistente com o de melhor na pratica mundial. ……Este hospital tratará adolescentes e jovens até a idade dos 18 anos.

……Este hospital estará na proximidade de um Hospital de Adultos e de uma maternidade



Estes argumentos são idênticos ao que defende a nossa Plataforma pois são verdades universais .

Invictam-nos de saudosistas e antiquados., mas estranhamente somos nós e não os nosso detractores que estamos em total consonância com o outro mundo , o tal mundo moderno que corre, infelizmente tão longe, mas mesmo ao nosso lado.



Em conclusão:

A Plataforma considera que as afirmação da Dra.. Teresa Sustelo configura equívocos graves que tem o direito de esclarecer :

- Desconhece do que de mais modernos se esta a fazer no mundo em matéria de cuidados terciários em matéria de Saúde Materno infantil

-Confunde uma pratica comum já há muitos anos em todos os hospitais modernos sejam os Pediátricos exemplares como o “Hôpital Necker-Enfants malades “ ou Generalistas como o São João do Porto em que se conjuga a investigação multiinterdisplinar , como apanágio dos hospitais generalistas, quando esta é hoje uma característica de todos os hospitais centrais ou terciarios modernos sejam pediátricos ou generalistas.

- Não será ainda conceptualmente correcto colocar esta qualidade de investigação , como um adjectivo distintivo e de prestigio e de propaganda do futuro hospital de todos os Santos, pois trata-se de pratica generalizada no mundo moderno há bem mais que vinte anos.

-Esquece-se ainda que o que esta em causa é a investigação em Pediatrica e esta implica concentração de meios e massa critica em único hospital pediátrico da zona sul através de redes de referenciação nacionais.

-Que dar meios para a investigação implica a divisão de trabalho e competências e centros de excelência entre Lisboa, Porto e Coimbra no tratamento de doenças especificas e complexas e que se não fizermos destruiremos também ai a nossa capacidade e independência perante os centros estrangeiros e da vizinha Espanha.

-Que se não o fizermos perderemos credibilidade perante os povos de lingua portuguesa com quem temos relações culturais e economicas e que o intercambio no saber médico é um dos aspectos imprescindiveis nesta inter relação. ( como já o faz o Hospital Pedaitrico de Coimbra com o de Luanda )

-E que o investimento na saúde das nossas mães crianças é um bem precioso demais para ser moeda de troca nos tostões que a pareceria privada pensa ganhar com a imposição deste plano redutor.

-Confunde “Modernidade” em construções hospitalares , com o “Modelo Tecnológico Monobloco” hoje considerado desumanizado de que actual plano funcional do futuro Hospital de Todos os Santos é exemplo e já esta ultrapassado há cerca de vinte anos.

Em conclusão a Dra.. Teresa Sustelo argumenta com conceitos estranhos a realidade de toda a pratica do que se faz no actual mundo civilizado.

Gostaríamos que a suas afirmações resultassem apenas um equivoco de interpretação jornalística e não da deficiente informação dos arquitectos e tutores responsaveis pelas parecerias do projecto do futuro hospital de Todos os Santos. . Caso não seja assim agradecemos que nos enviem as suas fontes que as de imediato as publicaremos e nos autocriticaremos.







...SÃO CONTRA O QUE DE MAIS MODERNO SE ESTA A FAZER NO MUNDO....OS HOSPITAIS DO FUTURO VÃO SER MUTIDISPLINARES...COM BIOLOGOS E MATEMATICOS...

Apresentamos alguns exemplos de imagens de Hospitais Pediatricos que estão a ser construidos em todo o mundo
De facto o mundo anda as avessas do nosso Ministerio da Saúde......
Propomos assim que a Administração do Centro Hospitalar notifique a Google por transmitir informação desactualizada.




Nos paises desenvolvidos, as crianças são o melhor investimento.
Eis os Hospitais Pediatricos que estão a ser construidos ou projectados neste momento
..


















Outro exemplo :

ORoyal Children’s Hospital

Value $946 million (Net Present Value June 2007)
Status Contract Let
Department or agency Department of Human Services, Royal Children’s Hospital
Private sector partner Children's Health Partnership consortium, comprising Babcock & Brown as sponsors, Bovis Lend Lease as builder, Spotless Group as facilities manager and architects Billard Leece, Bates Smart and HKS (US).
Description The new Royal Children’s Hospital project is the largest hospital redevelopment undertaken by the State Government of Victoria. The outcomes of the project will have a major impact on the quality of tertiary health services to be delivered to children in both metropolitan Melbourne and rural/regional Victoria.

On 21 November 2007 the Premier announced that the Children's Health Partnership would design, build, finance and maintain the hospital for a 25-year period, as well as provide a significant range of extra facilities to benefit sick children, their families and hospital staff.

The new hospital will be built immediately to the west of the existing site on Flemington Road in Parkville. The Research Precinct Building and the Front Entry Building will be retained.

The new RCH will:
have capacity to treat an additional 35,000 patients each year;
provide over 2000 carpark and more than 500 bicycle spaces;
provide more accommodation and other facilities for parents;
have more play areas, better park access and expanded childcare facilities;
include state of the art research and education facilities and;
include a range of shops and services for staff, patients, families, carers and visitors.
The new hospital will open in 2011. Following the relocation, much of the old site will be demolished and reinstated as parkland.

All health services will continue to be publicly operated in accordance with government policy that core services should be provided directly by the government.
Downloads Royal Children's Hospital Project Summary - February 2008
Contact information Royal Children's Hospital project team
Phone: 1300 1 NEW RCH (1300 1 639 724)
Email: info@newrch.vic.gov.au
Related information The new Royal Children's Hospital
Download the Contract T0607018
Ministerio da Saúde de Victória , Autralia , também estará assim desactualizado.

Não quereriamos tanto, contentariamo-nos com um Hospital Pediatrico de 50 milhões de euros, o suficiente para a nossa pequena dimensão e mesmo assim com um custo bastante inferior aos 75 milhões de euros em que o Estado se sentiu defraudado pela gestão da parceria privada no Amadora Sintra e que obrigou o Sr. Primeiro Ministro à exclui-las da Gestão Clinica dos Hospitais Publicos .
Parcerias estas ainda incomprenssivelmente com tanta influência no destino da Pediatria Portuguesa que se cruzam com o actual, mas antiquado plano funcional do Hospital de todos os Santos


Post- scriptum
Resposta do Professor Gentil Martins , aquela entrevista publicada no numero seguinte do Expresso:

Moção que interessa a todos as Portugueses não considerada pelo espartilho da lógica de grupo partidário !





Para todos que conhecem a composição da Plataforma sabem que mais plural impossível!
Será assim inaceitável a rejeição em bloco pelos dois grandes partidos ligados a governação de uma moção apresentada na Assembleia Municipal, por outro, se se preocuparem com a justiça e correcção elementar da mesma.
E óbvio que nos grupos parlamentares daqueles dois partidos existem Pais, Mães e Avós. Indagamos-lhes :
por que será que votaram contra a sua dignidade e a justiça tão elementar ???! Terão ainda coragem de olhar "olhos nos olhos" dos seu pequenos familiares ou das crianças com que cruzarem na rua???
Não acreditamos, julgamos que seria estatisticamente impossivel termos elegido um grupo de deputados totalmente homogeneo e sem espirito critico e com resposta uniforme.
Temos assim ainda esperança que fizeram displicientemente sem o devido conhecimento da causa e por já estarem cansados devido uma ordem de trabalhos demasiado longa. De qualquer forma agradecemos ao PCP e Verdes ter tomado esta iniciativa, mas estamos confiantes que os outros partidos reconsiderem esta tomada de posição,



Recomendação rejeitada

RECOMENDAÇÃO


Em Junho de 2008 a Assembleia aprovou uma Recomendação, apresentada pelo Partido Ecologista Os Verdes, onde se pedia ao Governo que analisasse a situação criada pela decisão de extinguir o Hospital de Dona Estefânia e sua substituição por um serviço de pediatria no futuro Hospital de Todos os Santos.

Esta resolução do Governo tem merecido o repúdio de profissionais da Pediatria e de milhares de cidadãos, consubstanciado numa petição com 76.000 assinaturas em 2008, que foi entregue e ignorada pelos responsáveis pela situação, bem como na formação de uma “Plataforma em Defesa do Património do Hospital de Dona Estefânia e de um Novo Hospital Pediátrico para Lisboa”.

O encerramento do Hospital Dona Estefânia, considerado “O Berço da Pediatria Portuguesa” implica que Lisboa perca o seu único hospital pediátrico, com graves prejuízos para as crianças, e é considerado um retrocesso civilizacional único em capitais da Europa e do mundo desenvolvido, segundo os especialistas nesta áreas.

A substituição deste hospital por um serviço de pediatria no Hospital de Todos os Santos, ao misturar crianças e adultos, não garante àquelas o espaço adequado à sua especificidade, com utilização de equipamentos de adultos, contrariando assim a evolução dos padrões de assistência à criança defendidos nos países desenvolvidos.

Neste contexto, o Grupo Municipal do PCP propõe que a Assembleia Municipal de Lisboa, reunida em 24 de Março de 2009, delibere:

1- Reiterar junto do Governo que analise a decisão de encerramento do Hospital de Dona Estefânia.
2- Recomendar à Câmara uma tomada de posição sobre esta matéria, que, a concretizar-se, dará a ideia de uma capital que está a regredir nos cuidados à criança.
3- Dar conhecimento desta Recomendação ao Governo e à Assembleia da República.

Pelo Grupo Municipal do PCP

O Deputado Municipal

- António Modesto Navarro -

HOSPITAL DE TODOS OS SANTOS - CONCURSO IMPUGNADO !


















OXALÁ ESTA IMPUGNAÇÃO VENHA A RESULTAR NA APROVAÇÃO DE UM NOVO PROJECTO ARQUITECTONICO QUE COMTEMPLE UM HOSPITAL PEDIATRICO INDIVUDUALIZADO !
UM PROJECTO ELABORADO PARA SERVIR O DOENTE E NÃO APENAS A RENTABILIDADE DAS PARCERIAS COMO O ANTERIOR.
É NECESSÁRIA A MOBILIZAÇÃO DE INFLUÊNCIA DE TODOS PARA APROVEITARMOS ESTA OPORTUNIDADE !
SOLICITEMOS SE POSSIVEL QUE AS RAZÕES DA IMPUGNAÇÃO SEJAM DIVULGADAS .
EM PRIMEIRA E ULTIMA INSTANCIA TRATA-SE DA APLICAÇÃO DE DINHEIRO DOS NOSSOS IMPOSTOS QUE NÃO DEVE SER DECIDIDA APENAS DOS ARRANJOS ENTRE GABINETES DE GESTORES , FIRMAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL E GRUPOS FINANCEIROS !A ENTIDADES LIGADAS A SAUDE DA CRIANÇA TEM ALGUMA COISA A DIZER!

sexta-feira, 27 de março de 2009

Baseamos as nossas criticas em factos ! Os nossos opositores deviam fazer o mesmo ! Se existe , divulguem "Novo Plano Funcional do HTS"


" Amplie e leia : "define-se como hospital de dia cirúrgico , boxes polivalentes, adultos e pediatricas "


A REALIDADE DOS FACTOS:

Desde o momento em que iniciamos a denuncia da destruição do Hospital Pediátrico os nossos opositores (honestamente e cumprindo o papel que lhes incumbiram ) nas entrevistas aos meios de comunicação social (que só acontecem devido a nossa campanha) objectivamente desacreditam-nos afirmando que o que o projecto em curso contempla um espaço físico pediátrico com total individualidade da diversas especialidades pediatricas sejam transversais ou horizontais.
Em fim se dizem o "mesmíssimo" que nós.. indagará o leigo :porque então aqueles da tal plataforma , fazem tanto barulho..devem querer é protagonismo....( de que já nos tem acusado...)
Tornando tudo ainda mais confuso para o publico, ..apresentam ao mesmo tempo nas entrevistas argumentos contrarios a existência de hospitais pediatricos.
Indaga-se assim se querem esclarecer os factos , ou apenas confundir a opinião publica.....
Admitindo que não seja esta a sua intenção consciente ,estes zelosos defensores oficiosos objectivamente colocam os defensores do hospital pediatrico na situação delicada de boateiros detractores da verdadeira realidade do factos....
Não sustentam contudo estas afirmações em qualquer documento escrito ou publico oficialmente divulgado pelas entidades responsáveis.( que por certo esperamos que pelo menos eles tenham acesso) .... Foi assim na ultima entrevista da Antena 1.
O Plano Funcional do futuro Hospital de todos Santos teve uma divulgação incompreensivelmente restrita e é esta ausência a informação democratica que permite esta confusão relativamente ao esclarecimento de um assunto de interesse publico.Segundo ouvimos dizer o justificartam para não se gastar papel ! Venham o exemplo da actitude contraria no Centro Materno Infantil do Norte!
Nós da Plataforma apesar de todos os limites restritivos impostos a consulta e acesso do Plano funcional (esteve guardado numa sala do Conselho de Administração, visitavel apenas no horário de trabalho e sujeito a identificação dos interessados) em defesa do interesse da criança, fomos analisa-lo.
E foi nesta analise que baseamos nossas criticas e posições, conhecidas e divulgadas no Blog e Boletins.

Neste momento podemos provar documentalmente o que afirmamos pois um leitor anónimo , enviou-nos fotografias do Plano Funcional original que não existe nenhuma outra versão conhecida e portanto é o que esta em curso.
Esta fotografias com má qualidade técnica podem ser melhor analisadas se ampliadas.
Consideramos contudo insustentável que um processo que se quereria transparente, chegue ao publico de uma forma semi clandestina como se tratasse de qualquer projecto secreto.




FINALMENTE EIS AQUI A ÚNICA MAQUETA DO FUTURO HOSPITAL CONHECIDA,TRATA-SE E UM BLOCO DE CIMENTO ENGRAVATADO E PINTADO DE AZUL......
DESAFIAMOS, A MOSTRAREM OS PROJECTOS DAS OUTRAS, A QUE DIZEM EXISTIR COM A QUAL NOS DES AUTORIZAM E O NOVO PLANO FUNCIONAL CORRESPONDENTE ....
TALVEZ ASSIM NOS ENTENDÊSSEMOS E DÉSSEMOS POR FIM E JUSTIFICADA A ARDUA CAMPANHA EM PROL DA CRIANÇA QUE TRAVAMOS ...

quinta-feira, 26 de março de 2009

Hoje 26 de março na Antena 1 às 13H:30

Hoje na Antena 1 , ás 13h30 ( durante 20 minutos ), debate entre o Professor António Gentil Martins e Gonçalo Cordeiro Ferreira sobre Hospitais Pediatricos.
Divulguem

domingo, 22 de março de 2009

Entregamos o Abaixo Assinado na Assembleia da Republica.



Na ultima 4ª Feira, dia 18 a Plataforma de Defesa do Hospital D. Estefânia entregou o abaixo assinado na Assembleia da Republica na pessoa do seu Presidente o do Dr. Jaime Gama.
Fomos cordialmente recebidos e foi-nos possível transmitir as nossas preocupações e interpretação dos factos e razões.
Fomos ouvidos com atenção e solicitados vários esclarecimentos .
Informou-nos que a Petição seria enviada a Comissão de Saúde e agendada como de direito discussão em Plenário.
Solicitamos brevidade ( face ao interesse das Parcerias em abreviar a discussão, pois à estas interessa uma politica de facto consumado devido a proximidade das eleições.....) .
Agradecemos ao Exmo Presidente da Assembleia da Republica , Dr. Jaime Gama toda a sua simpatia e interesse.


Nota:


Informa-se que continuamos com a recolha de assinaturas quer através da Internet quer presenciais.
È essencial o apoio activo de todos nesta fase delicada e nomeadamente a divulgação e publicitação do processo.




Denunciemos todas as tentativas de atropelo à uma decisão que não deveria ser "de gabinete " mas sim tomada em consciência e ponderada em conjunto com quem mais de direito : Os representantes de Instituições de Apoio ou Profissionais de Saúde da criança!



Agradecemos todos os orgãos de impressa escrita e falada que divulgaram este processo ! ( Radio Renascença, TSF, Diário de Noticias, Revista Visão entre muitos outros.

sábado, 14 de março de 2009

A Nova Petição dirigida a Assembleia da Republica vai ser entregue no dia 18 de Março.


















NA PRÓXIMA 4ª FEIRA DIA 18 DE MARÇO , ÀS 11 HORAS" A PLATAFORMA DE DEFESA DO PATRIMÓNIO DO HOSPITAL DE D. ESTEFÂNIA E DE UM NOVO HOSPITAL PEDIÁTRICO PARA LISBOA, EM REPRESENTAÇÃO DE TODOS AQUELES QUE SER IDENTIFICAM COM ESTE PROJECTO, ENTREGARÁ NA ASSEMBLEIA DA REPUBLICA A NOVA PETIÇÃO.
AGRADECEMOS A TODOS OS PROFISSIONAIS QUE NOS AJUDARAM A RECOLHER AS ASSINATURAS NECESSÁRIAS E PODERÃO ESTAR CERTOS QUE PROCURAREMOS SER DIGNOS DA CONFIANÇA DEPOSITADA.

INFORMA-SE DE FORMA RESUMIDA PARA OS QUE DESCONHECEM, OS OBJECTIVOS DESTA PLATAFORMA :

O que é um Hospital Pediátrico

Os Hospitais pediátricos definem-se na época moderna como um equipamento de saúde diferenciado (terciario) da comunidade que pertence a rede de cuidados materno-infantis, e são instituições próprias e caracteristicas e existentes nas grandes cidades do mundo desenvolvido actual.
Ali se centralizam os meios humanos e recursos técnicos especializados necessários ao diagnostico e tratamento de algumas patologias complexas e graves da criança ,que permitem-se a existir devido a existencia de “massa critica “ que o justifique em termos de investimento. (massa critica quer dizer "um numero significativo de crianças doenças que acorrem a instituição")
Para alem dos moradores o Hospital Pediátrico atende crianças provenientes das redes de referência das unidades saúde periféricas e nomeadamente dos Hospitais Distritais.
A presença desta "massa critica" e corpo especializado permitem que estes hospitais se constituam em centro de investigação, ensino e formação pré e pós graduada.
É igualmente deles que dependem a criação de algoritmos normativos no tratamento de doenças e patologias com implicações na saúde publica e o tratamento nas doenças da crianças para os outros médicos e hospitais.
O valor e resultados e benefícios da sua acção para a comunidade medem-se assim não pelos gastos imediatos, mas pelos imensuráveis benefícios futuros na prevenção, na investigação, no tratamento .
Apesar de desapoiado pelos poderes constituídos e evidente degradação das instalações o Hospital D. Estefânia tem sido um exemplo deste modelo e por ter sido bem sucedido é amado pelas populações.

Porque o Hospital de Todos os Santos não serve os interesses da criança ?

No Hospital de Todos os Santos deixa de existir Hospital Pediátrico e passará a existir apenas um departamento de pediatria partilhando as crianças e adultos múltiplos Serviços transversais com os adultos.
Neste Hospital as crianças serão entregues a profissionais e equipamentos preparados primariamente para adultos e assim não pode estender a sua acção a pediatria diferenciada especializada nem cumprir nenhum dos desígnios de qualidade global a assistência a criança
Trata-se de um Hospital Generalista com uma concepção do tratamento da criança limitada ao campo assistencial e absolutamente alheia a uma concepção estratégica de Hospital terciário , integrado em rede de Serviços de Saúde Materno Infantil, com capacidade de formação especifica em pediatria e privilegiando um ambiente pediátrico.
Não poderia deixar de ser assim , pois da sua concepção estiveram afastados os médicos pediatras e foi apenas concebido por gestores preocupados com a diminuição de custos de forma a alcançar melhor rentabilização .Resta indagar em beneficio de quem ?.

O que defendemos ? Um novo Hospital Pediátrico para Lisboa e o Patrimônio do actual Hospital D. Estefânia.





ASSIM ESTAMOS CONVICTOS QUE OS SENHORES DEPUTADOS ESTARÃO DE ACÔRDO COM AS PALAVRAS COM QUE O DR. MARIO COELHO NA QUALIDADE DE REPRESENTANTE DA PLATAFORMA CIVICA ENCERROU O RECENTE FÓRUM SÔBRE OS HOSPITAIS PEDIATRICOS :

"NADA TEM MAIS SIGNIFICADO PARA AS FAMILIAS E O SUCESSO COLECTIVO DE UM POVO QUE A SAÚDE DAS SUAS CRIANÇAS"

TEXTO EM DEFESA DOS HOSPITAIS PEDIATRICOS EM INGLES


Em atenção aos responsáveis do actual plano funcional do HTS, transcevemos um texto em lingua Inglesa.
`E da Associação Norte Americana de defesa dos Hospitais Pediatricos (Site esta indicado ao lado do Blog, NACHRI)
O fazemos de forma que lhes seja mais facil compreender que existem na America outras preocupações com a Saúde para alem da dos Bancos e Seguradoras.
Nesta America defendem como nós os Hospitais Pediatricos Diferenciados.



All Children Need Children's Hospitals - Introduction


All children need hospitals focused solely on their unique needs.
You’ve heard the saying countless times: Children are not small adults. Children are unique individuals with their own specialized needs.

This is never more apparent than when a child needs health care, whether it’s a highly specialized surgical procedure, a simple treatment for an early childhood infection, an immunization or such preventive care as nutritional counseling.

Children are different. And they need different health care that focuses on their unique needs, involves their parents from start to finish and is provided in places designed to be kid-sized and child friendly. Because they’re growing and developing, children’s health care needs are constantly changing. They require extra time, extra monitoring, specialized medications, and caregivers with the skills and compassion to understand the needs of children. For example, hospitalized children under age 2 require 45 percent more routine nursing care.

That’s why all children need children’s hospitals. Whether freestanding acute care hospitals, freestanding specialty and rehabilitation hospitals, or hospitals organized within larger medical centers, children’s hospitals provide quality medical care, every day, to children all over the country. They are the backbone of the nation’s pediatric health care infrastructure. Children’s hospitals represent less than 5 percent of all hospitals in the United States, but they are critical resources to shaping the health of all of the nation’s children. By combining compassionate, personalized care with the world’s most innovative technology, children’s hospitals devote themselves to making sick children healthy and transforming health care for all children for the better.

Children’s hospitals are regional centers for children’s health, meeting the health care needs of children from distant rural areas to the streets of suburban America and inner city neighborhoods. Because they draw children from all over the region, children’s hospitals treat the majority of children with chronic conditions or congenital abnormalities present from birth, such as heart disease.

Children’s hospitals are also vital centers of education in pediatric medicine, training the next generation of pediatricians and family practice physicians, nurses, social workers, dentists and others who will care for tomorrow’s children. And as centers of cutting-edge research in children’s health, these unique hospitals are responsible for lifesaving discoveries such as vaccines, gene therapies and specialized surgical techniques that not only benefit children, but adults as well.

We don’t like to think that children in America are vulnerable, but they are. They represent the largest segment of the population living in poverty. They are medically and economically vulnerable and vulnerable to loss of insurance. More than half of our children live in low income or poor families, and nearly 38 percent rely on publicly financed health coverage or are uninsured. And because they represent less than 11 percent of all personal health care spending, they have little clout in the marketplace compared to adults.

Children’s hospitals protect this unique population. They are dedicated to ensuring that every child has access to high quality, cost effective, primary, preventive and specialty care services tailored to fit their needs. Although few in number, they provide a disproportionately large share of the nation’s clinical care, health professions training and research aimed at producing the best possible medical outcomes — and that benefits all children.

This report provides a snapshot of how children’s hospitals together with their national trade association the National Association of Children’s Hospitals and Related Institutions achieve their four-fold mission of clinical care, education, research and advocacy. It also highlights critical challenges facing children’s hospitals today — challenges that NACHRI is striving to address and that should be of concern to everyone who wants to make sure children’s hospitals are there for their children and for all children.

sexta-feira, 6 de março de 2009

Estivemos presentes na Comemoração do Aniversário dos 150 anos da Rainha D. Estefânia !

NOTA INFORMATIVA:

A CÂMARA DE LISBOA REALIZOU NO DIA 4 DE MARÇO NO "PALÁCIO BEAU SÉJOUR " EM BENFICA , UMA SESSÃO SOLENE DE COMEMORAÇÃO DOS 150 ANOS DA RAINHA DE D.ESTEFÂNIA.
A PLATAFORMA DE DEFESA DO HOSPITAL, COMO NÃO PODERIA DEIXAR DE SER, ESTEVE PRESENTE E DISTRIBUIU, O COMUNICADO QUE ABAIXO TRANSCREVEMOS NA INTEGRA.
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NÃO DESTRUAM O SONHO DA RAINHA D.ESTEFÂNIA !

Há 150 anos, a Rainha Dona Estefânia, monarca culta e sensível, recém-casada com D.Pedro V, sonhou construir em Lisboa um Hospital só para crianças. Desejava que estas fossem tratadas em ambiente apropriado e não em conjunto com adultos enfermos, como até então acontecia. Nesse tempo, já havia quem considerasse um desperdício, ter um hospital dedicado às crianças. Por isso, a Rainha ofereceu o seu dote para que a obra se concretizasse, tendo falecido pouco depois. A ideia foi continuada pelo Rei que deu o terreno da Casa Real e contou com a contribuição financeira dos comerciantes de Lisboa para a construção do Hospital de Dona Estefânia. Desde então, manteve-se como uma referência na saúde das crianças cumprindo a sua missão de hospital pediátrico.
Contrariando a história e a abertura de novos hospitais pediátricos no mundo desenvolvido, Lisboa vê anunciada a extinção do Hospital de Dona Estefânia e o retorno ao modelo de tratamento das suas crianças misturadas com os adultos, para se obterem irrisórias reduções no custo do futuro Hospital geral Todos os Santos a criar em Chelas.
Pediatras e outros médicos ligados à saúde das crianças não se conformam com a situação, pugnam pela construção de um hospital pediátrico moderno em Lisboa, para o que continuam a apelar à reflexão do poder político. Para tal, iniciaram o movimento cívico “Plataforma em Defesa do Património do Hospital de Dona Estefânia e de um Novo Hospital Pediátrico para Lisboa”.
Mais de 76.000 cidadãos assinaram uma petição apelando ao poder politico para que Lisboa não fique sem o seu hospital pediátrico. Até hoje nada se modificou. Uma nova petição, agora dirigida à Câmara Municipal de Lisboa e à Assembleia da Republica foi colocada na Internet e listas em papel. Entre os milhares de apoiantes que já a assinaram, figuram os seguintes cidadãos:

Armando Leandro Luís Vilas Boas
Ana Maria Borja Santos Manuela Eanes
Barbara Guimarães Carrilho Margarida Pinto Correia
Dulce Rocha Maria da Glória Garcia
Fernanda Freitas Maria João Seixas
Gentil Martins Mercedes Balsemão
Henrique Carmona da Mota Paula Costa
José Manuel Pavão Teresa Costa Macedo

Não permita que retirem a Lisboa o seu Hospital de Crianças!
Apoie esta causa e assine a petição em www.petitiononline.com/18772008

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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

A Campanha ganha a cidade! Não permitiremos que seja a lógica da parceria privada a ditar o horizonte da Assist. Hosp. Pediatrica especializada !


A Plataforma em defesa do Hospital Pediátrico para Lisboa tem multiplicado as iniciativas de divulgação da sua campanha:

Salientamos a importante entrevista do Professor António Gentil Martins a SIC Notícias , orientada pelo Jornalista Mário Crespo, que tem originado inumeros apoios a nossa causa e de Sectores mais diversos.
Trata-se de uma luta de todos os Portugueses , independente do seu credo religioso ou filiação politico-partidária . Aderir é dever cívico!
.
Salientamos o Apoio unanime e explicito de várias Juntas de Frequesia de Lisboa!

Circulam para alem de vários Boletins " A Estefânia " , comunicados de iniciativa de membros da
Plataforma. Optamos assim pela diversificação da divulgação. Todos os simpatizantes do movimento podem e devem faze-lo.

Publicamos um dos comunicados em divulgação e que poderá ser copiado e distribuído por quem quiser nos apoiar :



Pais e Mães ! Amigos das Crianças de Portugal !
Lisboetas !

Não permitamos que retirem a Lisboa o seu Hospital de Crianças !



Não nos iludamos! São só simpáticas na aparência as palavras dos responsáveis, mas o facto é que o Ministério da Saúde, na continuidade da politica do Dr. Correia de Campos, pretende substituir um Hospital para Crianças (o Hospital de D. Estefânia) por um simples Serviço para Crianças num novo Hospital para Adultos (o futuro Hospital de Todos os Santos, em Chelas.)
No projecto actual, as Crianças repartirão múltiplos espaços, circuitos, técnicos e aparelhos com os Adultos (Bloco Operatório, Anestesia, Radiologia, Laboratório, Cuidados Intensivos, Queimados, Medicina Física e Reabilitação). E até hoje, para além de palavras que o vento pode levar no fim das eleições, nenhum documento oficial conhecido afirmou o contrário.
Defendemos que as crianças de Lisboa e Zona Sul do Pais devem continuar a ter direito a um espaço próprio, com ambiente adequado e construído e organizado de forma a propiciar o respeito integral pelas suas particularidades físicas e psicológicas.
Embora nos seja dito que no novo Hospital, se fará "tudo o que for possível" para separar as Crianças dos Adultos, tal é altamente improvável concretizar-se, pois apenas um Hospital Pediátrico individualizado é a forma de o garantir.
Predominará nos executores uma lógica puramente gestionária e isto explica-se por se tratar de um plano a custos controlados pelas parcerias económicas simultaneamente interessadas em ganhar com o projecto de arquitectura, construção civil e futura contratualização dos serviços de apoio.
Tudo parece assim orientar-se no sentido do máximo para alguns e do mínimo para a criança
O tempo urge, esta grave decisão, que está em fase final de implementação, será tomada já em Abril próximo.
Se assim acontecer, ficar-se-á perante uma situação de "facto consumado", eventualmente irreversível.
Lisboa ficará assim privada do seu Hospital Pediátrico e torna-se numa capital de excepção no mundo dito civilizado.
Ao invés de convergirmos, caminhamos em sentido contrário ao das capitais de quase todo o mundo e em particular das da Europa, onde dizemos nos integrar.
Temos a convicção que o poder político só será sensível à mobilização activa da Sociedade Civil (de todos nós!)
Cidadãos!
Ajudem-nos, antes que as crianças portuguesas venham a sofrer as drásticas consequências de um erro histórico, que lhes reduzirá as possibilidades de uma assistência humana e técnica mais diferenciada, essencial e que faz a diferença de uma sociedade civilizada.
Apelamos mesmo que já tenham assinado o antigo, divulguem e novamente assinem este novo abaixo-assinado .
www.PetitionOnline.com/18772008
http://campanhapelohde.blogspot.com/

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Boletim nº 5-Nova Petição! Assina e Divulga!Esgota-se o tempo em defesa do Hospital Pediatrico! A parceria impõe à Força um hospital generalista !



FAZ SENTIDO MANTER OS HOSPITAIS PEDIATRICOS ?

A evolução das políticas dirigidas para a saúde materno infantil percorreu um longo caminho.
Na Antiguidade as crianças eram olhadas como seres imperfeitos num estado de transição para a idade adulta e não tinham nenhum estatuto de protecção pela sociedade. Pelo contrário o abandono das crianças era frequente. As crianças doentes ou com defeitos congénitos eram abandonadas ou mesmo sacrificadas.
Na Idade Média as crianças não eram igualmente objecto de qualquer espécie de atenção ou protecção pela sociedade. A elevada mortalidade nestas épocas afectava grandemente as crianças e a mortalidade infantil rondava os 50%.
As crianças abandonadas por falecimento dos pais, por doença ou deformidade congénita, proveniência de uma relação ilegítima ou de prostituição ou simplesmente de famílias pobres e muito numerosas estiveram até ao século XVII sob a protecção da Igreja em geral em circunstâncias de asilo bastante precárias
A separação entre a Igreja e o Estado, a partir da Revolução Francesa, esteve na origem da criação das primeiras Instituições Públicas destinadas a acolher crianças abandonadas. Surgiu então pela primeira vez a necessidade de criar uma politica de saúde materno-infantil. Primordialmente esta politica não era ainda virada para a criança (como um individuo com entidade própria e com direitos) mas apenas significava o reconhecimento de que as epidemias e uma alta taxa de morbilidade e mortalidade constituíam um problema de saúde pública. A epidemiologia desta época assentava antes pelo contrário nos conceitos de que a fragilidade e a vulnerabilidade das crianças provenientes de um meio ambiente sem adequadas condições sanitárias e um meio familiar defeituoso nos princípios morais necessitava de uma intervenção educativa e de correcção desempenhada pelo Estado capaz de permitir uma evolução para um adulto responsável e integrado na sociedade.
Entre os séculos XIX e XX deu-se uma mudança significativa quanto a esta visão «sanitarista» ou «higienista», que ocorreu em paralelo com movimentos de contestação social e de exigências crescentes dos cidadãos. As pessoas em geral e mesmo a ideologia dominante passaram a considerar os males sociais como a resultante de condições de vida inadequadas e o Estado teria o dever de suprir as necessidades e garantir a observação dos direitos dos seus elementos mais desfavorecidos.
Na sua origem os Hospitais foram Instituições Religiosas, com fins caritativos, recolhendo os pobres, sem alojamento e os enfermos. A prática da Medicina nestes locais era também de natureza caritativa, embora tivesse um componente académico.
No século XIX foram criados os primeiros Hospitais Pediátricos com o propósito de retirar as crianças doentes de um ambiente promíscuo de coabitação com os adultos.
Embora os conceitos epidemiológicos de saúde materno-infantil venham do século XVIII a Pediatria como um ramo individualizado da Medicina só se estabeleceu mais tarde, nos finais do século XIX, em paralelo com a criação de Hospitais pediátricos.
Os Hospitais Pediátricos foram criados nos finais do século XIX em todas as grandes cidades do Mundo Ocidental e para além desta função social em muitos casos desempenharam um importante papel na aquisição de novos conhecimentos em Pediatria.
Os avanços da Medicina no século XX desencadearam, nas Sociedades industrializadas, um extraordinário declínio de todos os indicadores de mortalidade e um considerável prolongamento na expectativa de vida das pessoas.
Os gastos com os Sistemas de Saúde cresceram exponencialmente e os Hospitais Pediátricos são agora fortemente visados nas tentativas de conter esses custos porque são considerados como um dos elementos dos Sistemas de Saúde geradores de maiores gastos.
Por outro lado estes Hospitais, pelas características peculiares de serem locais de atendimento e de prestação de cuidados de Saúde exclusivamente destinados ás crianças, conquistaram uma posição de preferência junto dos cidadãos e deram contributos relevantes para a evolução da Pediatria.
O Hospital de Dona Estefânia data de 1877 e representa para a nossa História do século XIX uma experiência civilizacional e um reconhecimento precoce da necessidade de acompanhar a experiência e o pensamento dos países mais desenvolvidos.
A verdade é que nenhum País desenvolvido deu como terminada a sua experiência com Hospitais Pediátricos nem é evidente sequer que haja uma tendência para a sua extinção. A extinção do Hospital de Dona Estefânia, o único Hospital Pediátrico de Lisboa, representa uma verdadeira excepção no panorama das sociedades ocidentais e é um claro indicador da escassa consistência e da fragilidade do nosso desenvolvimento económico, cultural e, em geral, civilizacional.
Conseguirá o Hospital de Dona Estefânia resistir à ameaça de extinção???

Artigo enviado para publicação

Dr. José Pedro Vieira
Agradecemos este valioso contributo.









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sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Carta dos Médicos Ingleses aos Colegas Canadianos, um reflexo tardio do que o estão aqui a impor.Lá foram aguas passadas e ruinosas!



Mas por cá, apesar de atrasadas , e a más horas, iniciaram por destruir o Hospital Pediátrico de Lisboa .....

Recebemos a carta que abaixo transcrevemos na integra. Data de 2005 , e faz uma analise critica do que acontece( eu) no S.N.S na Inglaterra. Fala de interesses "estrangeiros". Quais ? Não nos esqueçamos que estávamos no auge da era do ultra liberalismo , responsável pela gravíssima recessão mundial que agora vivemos. O que dizem os Representantes dos Médicos Graduados Ingleses do lá passado desde há quase 20 anos, surge-nos com contornos idênticos do que só agora esta acontecer em Portugal ( e naquilo que nos interessa, estranhamente parece reflectir-se na integra o Plano Funcional do futuro HTS e que é responsável pela diluição e descaracterização sistematizada do único Hospital Pediátrico de Lisboa!)
Interessa assim indagar se a entidade entidade responsabilizada pelo actual plano funcional é estrangeira , e se sim , se naturalmente , desconhecedora da nossa realidade , porque alienou os médicos pediatras e profissionais de saúde portugueses arrogantemente prescindido da sua opinião.
Julgamos que como cidadãos, profissionais de saúde, eleitores, etc, temos o direito e dever de saber quem são os seus responsáveis em Portugal, quem os critérios de quem os contactou e contratou etc...etc....
Analise este texto fundamental feito de experiência, emita sua opinião , concorde , discorde e o divulgue !


(le français suit l'anglais)
OPEN LETTER TO THE CMA FROM BRITISH DOCTORS
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Dr. Ruth Collins-Nakai, MD
President-elect, Canadian Medical Association
c/o CMA Convention headquarters
Shaw Conference Centre, Salon 4
9797 Jasper Avenue
Edmonton AB T5J 1N9
Canada
BY FAX (780) 442-0728
(Original to follow by post)

Dear Dr. Collins-Nakai and colleagues,
We are writing this open letter to Canadian doctors as representatives from the Canadian medical profession gather at the general meeting of the Canadian Medical Association. We understand that delegates to the meeting will participate in a critical debate tomorrow about privatisation of public health care.
Those in favour of privatisation often point to Britain as an example of how the private sector can “save” public health care. We are writing, as British doctors, to share what we have learned firsthand about the dangers of private sector involvement in health care, in the hopes that our colleagues in Canada can learn from our country’s mistakes and reject private care and other market-style policies.
The British National Health Service (NHS), one of the earliest and most-studied publicly funded health systems in the world, has been under increasing threat from privatisation for some time.
Similar but more recent systems in other countries are now being subjected to the same pressures to privatise.
The NHS has suffered from decades of underfunding relative to other developed countries. As a result, despite its inherent efficiency (before the imposition of market-based policies, administrative costs were less than 6%), critics were able to point to long waiting lists and ageing hospitals.
To its credit, the current government has finally recognised the underlying problem and announced that spending will rise annually until it reaches the European average by 2008. Indeed, the annual health budget is already double that of 1997. So far so good. But although there have been some improvements, mainly in elective surgery, doctors and the public are puzzled that despite the extra funding there are still shortages in other parts of the service, with hospitals having to close beds and whole units to avoid financial deficit.
The answer to this puzzle is that much of the additional money is being diverted from its proper purpose – that is, providing front-line care – by the government’s other policies. Presented to the public as “modernisation,” these include payment by results, Private Finance Initiatives (PFI), competing providers, and the “patient choice” agenda.
Firstly, the money is going into private profit. Short-term improvements in easily counted and politically important areas like waiting lists are being achieved by expensive deals with the private
sector. These include not only using spare capacity in existing private facilities, but now the
establishment of “independent sector treatment centres” (ISTCs), often owned and staffed by foreign commercial concerns.
These ISTCs are offered long-term contracts with guaranteed income – at costs up to 40% higher than the NHS. They “cherry pick” the simple cases and have little responsibility for complications or followup. Their clinical governance arrangements are currently unclear and there are already concerns about the quality of care in ISTCs.
The removal of much elective surgery from the NHS is putting training in some specialities at risk.
Because fewer of the low-risk cases are being seen in NHS hospitals, young surgeons are no longer getting the training they need. In addition, the concentration on short-term episodic care is diverting attention and funds from the majority of patients, whose needs are for the longer-term management of chronic disease or disability.
The concept was initially “sold” as a short-term measure to tackle the backlog until the NHS was able to take on all its commitments but it is now clear that the government intends the growing private sector to remain and compete with the publicly provided NHS, frequently on an unfair basis.
The resulting “contestability” is seen by the government as producing a “creative discomfort” which will improve the service.
There is no evidence to support this assumption. There is, however, mounting evidence of the problems it is causing. Yet, the government has said that it is quite prepared to see units and even entire hospitals close under the new competitive regime.
We believe that you have already experienced PFI (known in Canada as P3s or public private partnerships) for hospital construction. This is another example of governments choosing quick, politically useful results without concern for the long-term consequences. Inevitably PFI hospitals are more expensive, as borrowing is at a higher rate and there has to be profit for the shareholders.
As a result, our first hospitals were too small. Now, although PFI hospitals must be at least as large as those they replace, many defects are appearing and the repayments – the first charge on the hospital’s budget – are causing financial problems. It is difficult to find anyone in the UK now prepared to support PFI except those in government and those set to profit from it.
Secondly, both financial resources and staff time are being wasted on the bureaucracy inherent in trying to run a competitive market system.
The Conservative government introduced “competition” in the early 1990s, and as a result
administrative costs doubled. The key feature was the splitting of the service into “purchasers” and “providers.” While in opposition, the Labour Party opposed the market and PFI. But after gaining power in 1997, they retained both PFI and the artificial separation in which one part of the service (the “purchaser”) has to buy services from the other (the “provider”) which markets and sells them.
This purchaser/provider split is the absolutely crucial factor.
Without it a market cannot operate, but with it, the service is wide open to privatisation, as we are now seeing.
The hospital service, split into separate semi-independent “Trusts” with boards of directors under the Conservatives, is now to be even more autonomous, as “Foundation Trusts” enter the market with the power to borrow money and sell assets. To repay money borrowed, they will need to attract patients from outside their normal area. As all hospitals are scheduled to become Foundations within the next few years, there will be a very unstable competitive situation with the government accepting that some hospitals may be forced to close. Foundation Trusts will no longer be responsible to Parliament but to an independent regulator – interestingly, exactly the system which governs our now-privatised railways, telephone, gas, electricity and water industries.
“Payment by results” means that every item of treatment will be marketed, sold and billed for. The public sector will find it hard to compete with the private sector on this basis as the latter does not have to provide expensive emergency and intensive care. The private sector is also not responsible for teaching and training, the costs of which have not been factored into the tariffs.
The government rhetoric is that we must have a diversity of providers, which it justifies as
promoting choice. But the public has demonstrated that its first priority is a good local hospital,
without the need to “shop around.” It is the system of local hospitals that is now in jeopardy.
This is indeed privatisation – in fact if not yet in name – although some have suggested that
commercialisation is a better description, as even those parts which remain in the public sector are being forced to act like commercial enterprises. These reforms are driven by ideology and there is as yet no evidence that a competitive market improves outcomes in health care.
There is much more we could say. It is important to insist that any new and controversial system is piloted and independently evaluated before, rather than after, its general introduction and that the longer-term effects are fully considered.
Beware the recurrent reorganisations which we have suffered over the years, which have damaged the morale of both clinicians and managers whilst totally bewildering patients and harming care. The most cost-effective system is the simplest – an organisation with a budget to provide services for the people of its area and democratically accountable to them.
In closing, do not be persuaded that any improvements in the NHS are due to the government reforms. The reality is that vastly increased expenditure has produced only modest results precisely because of privatisation and commercialisation’s negative effects.
We welcome any opportunity to further share our experiences and research with you, and hope this letter can initiate a meaningful dialogue and exchange about these critical issues.
Yours sincerely,
(Original signed by)
PETER FISHER
President
NHS Consultants’ Association
JACKY DAVIS
Consultant Radiologist
NHSCA Executive Committee
c.c. Editor, Canadian Medical Association Journal





.........................................
NATIONAL HEALTH SERVICE
CONSULTANTS' ASSOCIATION
Hill House
Banbury
Oxon. OX17 1QH
Tel. and Fax: 01295 750407
E-mail: nhsca@pop3.poptel.org.uk
Dre Ruth Collins-Nakai
Présidente élue, Association médicale canadienne
a/s Bureau de congrès de l’AMC
Centre des congrès Shaw, Salon 4
9797, avenue Jasper
Edmonton (Alberta) T5J 1N9
Canada
Par télécopieur : (780) 442-0728
(Original par la poste)
Le 15 août 2005
Docteure Collins-Nakai et collègues,
Nous écrivons cette lettre ouverte aux médecins canadiens au moment où les représentants de la profession médicale canadienne sont réunis à l’occasion de l’assemblée générale de l’Association
médicale canadienne. Selon ce que nous avons appris, les délégués à cette rencontre participeront demain à un débat extrêmement important sur la privatisation du système public des soins de santé.
Lorsqu’il est question de démontrer comment le secteur privé peut « sauver » le système public des soins de santé, les partisans de la privatisation citent souvent l’exemple de l’Angleterre. Nous sommes des médecins britanniques et nous vous écrivons aujourd’hui afin de partager ce que notre expérience directe nous a appris sur les dangers de la participation du secteur privé aux soins de santé. Notre espoir est que nos collègues du Canada seront en mesure d’apprendre des erreurs commises par notre pays et qu’ils rejetteront les soins de santé privés et autres politiques basées sur les lois du marché.
Le National Health Service d’Angleterre (Service national de la santé, NHS), un système public de soins de santé parmi les plus anciens et les plus étudiés est, depuis un certain temps, soumis à d’importantes menaces de privatisation. Dans d’autres pays, des systèmes similaires, quoique plus récents, sont aussi sujets à d’intenses pressions en faveur de la privatisation.
Depuis des décennies, le NHS souffre de sous-financement en comparaison aux autres pays
développés. En conséquence, malgré son efficacité reconnue (avant l’imposition de politiques basées sur les lois du marché, ses coûts administratifs étaient de moins de 6 %), ses détracteurs ont dénoncé ses longues listes d’attente et ses hôpitaux vieillissants.
Il faut constater que le gouvernement actuel a finalement reconnu le problème de base du système et a annoncé que le financement annuel sera majoré chaque année jusqu’en 2008, soit jusqu’à ce qu’il rejoigne la moyenne européenne. En effet, le budget de la santé a déjà doublé par rapport à son niveau de 1997. C’est un bon début. Même si la situation s’améliore, particulièrement dans le cas des interventions chirurgicales non urgentes, les médecins et le public ne comprennent pas pourquoi, malgré l’augmentation du financement, d’importantes lacunes demeurent dans d’autres secteurs de ce service. Ainsi, les hôpitaux sont forcés de fermer des lits et des services entiers pour éviter un déficit.
La solution est simple; la plus grande partie des nouveaux fonds investis est détournée de sa fonction
première – assurer les soins de première ligne – sous l’effet des autres politiques gouvernementales.
Présentées au public comme une « modernisation », ces politiques sont : le paiement en fonction des résultats, les Initiatives de financement privé (PFI), les soumissions en régime de concurrence et le programme du « choix du patient ».
D’abord, l’argent va aux profits du secteur privé. Des améliorations à court terme facilement mesurables et politiquement rentables dans des secteurs comme les listes d’attente sont obtenues grâce à des ententes dispendieuses avec le secteur privé. Ces ententes comprennent non seulement l’utilisation des ressources disponibles dans les établissements privés existants, mais elles vont maintenant jusqu’à la création d’Independent sector treatment centres (Centres de traitement indépendants, ISTC), qui souvent, sont des entreprises dont le personnel et la propriété dépendent d’intérêts étrangers.
Ces ISTC se voient offrir des contrats à long terme leur assurant un revenu garanti – à des coûts pouvant dépasser ceux du NHS de 40 %. Ces centres choisissent les cas les plus légers et n’assument aucune responsabilité pour ce qui est des complications et du suivi. Les ententes portant sur les politiques de gestion des services cliniques ne sont pas claires et des inquiétudes ont déjà été soulevées quant à la qualité des soins dispensés dans les ISTC.
La diminution du nombre d’interventions chirurgicales non urgentes dans le réseau du NHS fait en sorte que la formation est menacée dans certaines spécialités. Parce que les cas légers vus dans les hôpitaux du NHS ne cessent de diminuer, les jeunes chirurgiens n’ont plus accès à la formation dont ils ont besoin. De plus, la concentration des ressources sur les soins de courte durée résulte en un financement qui ne sert plus aux besoins de la majorité des patients, soit le traitement à long terme de maladies chroniques et de handicaps.
Le concept avait initialement été vendu comme une mesure à court terme destinée à rattraper l’accumulation de cas, le temps que le NHS soit en mesure de respecter l’ensemble de ses engagements. Mais il est maintenant clair que l’intention du gouvernement est que le secteur privé en croissance demeure en place et qu’il entre en concurrence avec le NHS, souvent sur des bases tout à fait inéquitables. La « contestabilité » qui en découle est perçue par le gouvernement comme étant une source « d’inconfort créatif » qui suscite l’amélioration des services. Aucune preuve n’existe en
soutien à cette théorie. Par contre, les problèmes entraînés par cette façon de faire sont de mieux en mieux documentés et les preuves ne cessent d’augmenter. Pourtant, le gouvernement a déclaré qu’il était prêt à faire face aux fermetures de services et même d’hôpitaux entiers qui pourraient être provoquées par ce nouveau régime de concurrence.
Nous croyons que vous avez déjà fait l’expérience des PFI (connus au Canada sous le nom de PPP
ou partenariats public-privé) pour la construction d’hôpitaux. Il s’agit d’un autre exemple de gouvernement qui choisit les retombées politiques rapides sans égard aux conséquences à long terme. Il est inévitable que le coût des hôpitaux PFI soit plus élevé car les coûts d’emprunt sont supérieurs à ceux du secteur public et que les actionnaires doivent toucher des profits. Résultat, nos premiers hôpitaux étaient trop petits. Maintenant, malgré le fait que les hôpitaux PFI doivent être aussi grands que ceux qu’ils remplacent, plusieurs défauts de construction font surface et le remboursement – l’élément le plus important des budgets des hôpitaux – cause des problèmes financiers. Au Royaume-Uni, il est devenu pratiquement impossible de trouver une seule personne qui soit en faveur des hôpitaux PFI, à l’exception des gens qui sont au gouvernement et des entrepreneurs qui sont à la recherche de profits. Ensuite, les ressources financières et le précieux temps du personnel sont perdus par la faute de la bureaucratie, nécessaire à la gestion de ce marché en régime de concurrence. Le gouvernement conservateur a introduit la concurrence au début des années 90, qui a eu pour effet le doublement des coûts administratifs. L’élément principal en était la division du service entre « acheteurs » et « fournisseurs ». Lorsqu’il était dans l’opposition, le parti Travailliste s’était opposé aux lois du marché et aux PFI. Mais suite à son élection en 1997, il a adopté le concept des PFI et celui de la séparation artificielle par laquelle une partie du service (l’acheteur) doit acheter des services à l’autre
(le fournisseur) qui met en marché et vend ces services. Cette division entre « acheteur » et
« fournisseur » constitue un élément absolument fondamental. Sans elle, le marché est incapable de fonctionner et grâce à elle, la porte est grande ouverte à la privatisation, comme nous le constatons maintenant.
Le service hospitalier qui, sous les conservateurs, a été divisé en fiducies semi-indépendantes avec conseils d’administration est maintenant appelé à devenir encore plus autonome, alors que des « Fondations de fiducies » possédant le pouvoir d’emprunter et de vendre des actifs feront leur entrée sur le marché. Pour rembourser l’argent, elles devront attirer des patients de l’extérieur de leur
secteur normal d’activités. Comme tous les hôpitaux doivent devenir des « fondations » au cours des cinq prochaines années, le régime de concurrence sera déstabilisé et le gouvernement devra accepter des fermetures d’hôpitaux. Les « Fondations de fiducies » ne seront plus responsables devant le parlement mais plutôt devant un organisme de contrôle indépendant. Il est très intéressant de constater qu’il s’agit exactement du même système qui aujourd’hui, régit les systèmes privatisés de train, de téléphone, de gaz, d’électricité et d’eau.
Le « paiement en fonction des résultats » signifie que tous les éléments d’un traitement seront mis en marché, vendus et facturés. Le secteur public aura beaucoup de difficultés à faire compétition au secteur privé dans ces conditions, parce que ce dernier n’a pas à assurer les services les plus dispendieux comme l’urgence et les soins intensifs. De plus, le secteur privé n’est pas responsable de l’enseignement et de la formation, deux éléments dont on ne tient pas compte dans la tarification.
La rhétorique gouvernementale est qu’il doit y avoir une diversification des fournisseurs au nom du droit au choix. Mais le public a amplement démontré que son premier choix est d’avoir un bon hôpital local et de ne pas avoir à « magasiner les services ». C’est le système des hôpitaux locaux dont l’existence est maintenant menacée.
Il s’agit effectivement de privatisation, même si son utilisation n’est pas encore commune. De fait, certaines personnes suggèrent que commercialisation serait une description plus juste, parce que même les éléments qui demeurent au sein du secteur public sont forcés d’agir comme des entreprises commerciales. Ces réformes sont menées strictement sur une base idéologique et il n’y a aucune preuve que le régime de concurrence améliore la prestation des soins de santé.
Nous pourrions vous parler de bien d’autres choses. Mais le plus important est d’insister que tout système, nouveau et controversé, soit essayé et évalué de façon indépendante avant – et non pas après – son implantation et que ses effets à long terme soient pris en considération.
Méfiez-vous des réorganisations récurrentes que nous avons connues au cours des dernières années; elles ont eu un effet dévastateur sur le moral des cliniciens et des gestionnaires, elles ont désorienté les patients et ont grandement détérioré les soins. Le système le plus efficace et le plus rentable est le plus simple – une organisation dotée d’un budget devant servir à dispenser des services aux gens de sa région et ayant le devoir démocratique de leur rendre des comptes.
En conclusion, ne vous laissez pas convaincre que les améliorations apportées au NHS sont dues aux réformes gouvernementales. La réalité est que l’augmentation énorme des dépenses n’a produit que des résultats modestes, précisément en raison des effets négatifs de la privatisation et de la commercialisation.
C’est avec plaisir que nous profiterons de toutes les occasions qui nous seront offertes de partager plus à fond notre expérience et nos recherches avec vous. Nous souhaitons que cette lettre aura pour effet de susciter un dialogue et un échange constructifs sur ces enjeux extrêmement importants.
Sincèrement,
(Original signé par)
PETER FISHER
Président
Association des consultants du NHS
JACKY DAVIS
Radiologue Consultante
Comité exécutif du NHSCA
C.C. Rédacteur en chef, Journal de l’Association médicale canadienne
..............................................
ASSOCIATION DES CONSULTANTS DU
SERVICE NATIONAL DE SANTÉ
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sábado, 10 de janeiro de 2009

A população de Lisboa através dos seus representantes movimenta-se na Defesa do Hospital Pediatrico !

Trechos de uma Moção que nos foi enviada e circula por entre as Juntas de Freguesia de Lisboa e já aprovada por unanimidade na Ajuda e em Santo Estevão.

A SAÚDE É UM DIREITO NÃO É UM NEGÓCIO!


Considerando que o Governo, decidiu encerrar os Hospitais dos Capuchos, S. José, Desterro, Santa Marta e Dona Estefânia, que no seu conjunto têm 2.000 camas, substituindo-os por o Hospital de Todos os Santos a ser construído em Chelas e que irá ter somente 800 camas, agravando profundamente o acesso dos habitantes da nossa Cidade aos serviços de saúde de proximidade, pondo em risco, muitas vezes por isso, a vida de muitas pessoas;

Considerando que com esta medida, as populações de 18 Freguesias da Cidade Lisboa, que vai desde a Baixa, a Alfama, à Encosta do Castelo até ao Alto Pina, Penha de França e Graça, para ir a um Hospital, terão de se deslocar até à Freguesia de Marvila;

.........
Considerando que todas as pessoas moradoras nessas Freguesias que irão ser afectadas, principalmente as mais idosas, que normalmente têm muito baixos rendimentos, suportarão maiores despesas com a deslocação ao Hospital de Todos os Santos, contribuindo esta medida para criar ainda mais dificuldades a quem já muito as tem;

Considerando que o futuro encerramento do Hospital Dona Estefânia, considerado “O Berço da Pediatria Portuguesa”, está desde 1877, data da sua fundação, ao serviço da mulher e da criança, e que é um Hospital com Acreditação Internacional “Health Quality Service”, tem merecido uma forte contestação não só das classes profissionais ligadas à Saúde como também da população em geral, que já subscreveu uma petição com mais de 76.000 assinaturas;

Considerando que esta forte contestação popular prende-se com o facto de não se poder aceitar que seja encerrado o único Hospital Pediátrico especializado de Lisboa e de toda a zona Sul do País, sendo criado em sua substituição um serviço de Pediatria num espaço do Hospital de Todos os Santos, cuja construção foi projectada fisicamente para servir a população adulta;

Considerando que com o encerramento do Hospital Dona Estefânia, deixa de haver na Cidade de Lisboa um Hospital Pediátrico, o que contraria a evolução dos padrões da assistência à criança a nível dos Países Desenvolvidos e que com esta medida Portugal e a sua Capital passam a adoptar conceitos no que se refere à assistência à criança próprios do 3º Mundo;


1 – Rejeitar a forma como o Governo conduziu todo o Processo do possível encerramento dos Hospitais constantes nos considerandos desta Moção, que irão ainda tornar mais difícil o acesso às Unidades Hospitalares de Saúde à População de Lisboa;

2 – Opor-se ao encerramento do Hospital Dona Estefânia, por considerar que esta medida irá piorar os padrões de assistência à criança, actualmente existentes e que irá dar de Portugal e de Lisboa, a ideia da Capital de um País que está a regredir no que se refere aos modernos conceitos sanitários de assistência à criança de um País Desenvolvido;

...................
3 – Enviar esta Moção a todas as 18 Juntas de Freguesia cujas Populações são afectadas, à Câmara Municipal de Lisboa, à Assembleia Municipal de Lisboa, Primeiro Ministro, Ministra da Saúde, Presidente da Assembleia da República, todos os Grupos Parlamentares da Assembleia da República, Hospital Dona Estefânia, Plataforma de Defesa do Património do Hospital Dona Estefânia e Órgãos da Comunicação Social.


, 15 de Dezembro de 2008



Com os melhores cumprimentos,



A Presidente da
Assembleia de Freguesia de

M.I.H.L.F.

Este é o teor de outras moções que nos chegaram de forças partidarias distintas . Muito lhes agradecemos mas não as identificamos pois esta luta deverá envolver todos os cidadãos e forças partidarias.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Sobre o Concurso para o futuro Hospital de Todos os Santos - Ler com atenção ! Tudo igual à dantes! Planos alheios as palavras Criança e Pediatria !

ARTIGO I
"Hospital de Todos os Santos em concurso até início de Abril"

A apresentação do projecto do Hospital de Todos os Santos esteve a cargo de João Wemans, responsável pela Estrutura de Missão Parcerias.Saúde, e de Pedro Dias Alves, que preside à Comissão de Acompanhamento que está a preparar o dossier respeitante ao lançamento do concurso para esta nova unidade hospitalar.
Conforme salientou João Wemans, os elementos apresentados "estão ainda sujeitos à validação final pelos ministros das Finanças e da Saúde". Contudo, é certo que o "investimento total é de 450 milhões de euros, sendo o da construção superior a 200 milhões de euros".
O objectivo, "é obter um edifício de qualidade indiscutível, de referência, porque se for apenas razoável não cumprirá as metas", explicou, acrescentando que "o preço, esse sim, deverá ser razoável".

Prazos mais curtos para apreciação

O futuro Hospital de Todos os Santos é o primeiro da segunda fase das parcerias entre o Estado e o sector privado para a construção de unidades de saúde, a ser lançado a concurso público, o que deverá ocorrer, o mais tardar, no início do próximo mês de Abril. O segundo empreendimento, desta fase, a implementar será o Hospital Central do Algarve, estando o respectivo concurso agendado para Julho ou Agosto deste ano, anunciou João Wemans.
O processo dos concursos respeitantes às parcerias para a saúde "foi totalmente reformulado para esta segunda fase", procurando "corrigir os elevados custos de transacção e a excessiva complexidade e morosidade". Assim, explicou aquele responsável, a escolha dos concorrentes terá que ser feita num prazo máximo de seis meses, enquanto a duração global do processo concursal não poderá ultrapassar os 22 meses.
O novo modelo de contratação, referiu, "foi desenvolvido pelo Instituto Superior Técnico", sendo que a selecção dos estudos prévios das propostas será feita tendo por base os necessários requisitos de qualificação e um projecto preliminar de solução arquitectónica. Seguir-se-á uma nova fase de avaliação, da qual resultarão três concorrentes "que serão convidados, então, a desenvolver as suas propostas e, por fim, os dois melhores irão apresentar o chamado BAFO - Best and Final Offer, ou seja, a melhor oferta final".
Conforme destacou João Wemans, este novo modelo "permite libertar mais depressa os concorrentes que não são seleccionados, para que possam direccionar as suas sinergias para outros projectos".
Para Pedro Dias Alves, "só uma parceria muito eficiente pode reduzir os prazos e obter um produto final que seja uma referência, tal como se deseja".

Projecto com muitos desafios

O Hospital de Todos os Santos vai substituir cinco das actuais unidades que se situam no centro de Lisboa e ficará localizado num terreno com cerca de 14 ha, "no prolongamento da Avenida Estados Unidos da América, sensivelmente nas traseiras da Zona J de Chelas, pré-definido para uso hospitalar desde 1980", lembrou Pedro Dias Alves.
O primeiro desafio deste empreendimento é o facto dele ocupar "duas parcelas de terreno separadas por uma avenida", considerando que se prevêem "cerca de 150.000 m2 de área bruta de construção, sem parqueamento, e de mais de 200.000 m2, com o estacionamento".
Em matéria de engenharia de estruturas, e segundo este responsável, "são muitos os desafios que se colocam, como o pretendermos construir salas de operações com 80 m2 que não podem ter pilares ao meio, ou o termos de encontrar um local para o heliporto, que seja facilmente acessível às Urgências, sem prejudicar a acessibilidade deste serviço a partir de outros pontos". A estes desafios acrescem ainda os relacionados com os factos desta unidade ir ter "800 camas para internamento, de todos os quartos serem individuais, de integrar a vertente de ensino, de ser um hospital totalmente informatizado, com altos padrões de habitabilidade e conforto e um elevado grau de flexibilidade e adaptação futura", o que implica ponderar a evolução que a medicina terá e não apenas as alterações populacionais. Refira- -se que, em caso de catástrofe ou de epidemia, o hospital está preparado para albergar mais 200 camas.
De igual forma, "queremos minimizar o impacte ambiental durante todas as fases, desde a construção até ao final do período de exploração", acrescentou Pedro Dias Alves.
O contrato a celebrar respeita à gestão do edifício hospitalar (excluindo a clínica) "e envolve a concepção, o projecto, a construção, o equipamento hospitalar (não médico) e administrativo, o financiamento e a manutenção, incluindo os serviços de gestão energética e os utilities e o estacionamento".
O parceiro privado que vencer o concurso irá também assegurar a prestação dos chamados Serviços de Apoio, "como a alimentação, lavandaria, esterilização, limpeza, gestão de resíduos, serviços comerciais, segurança e controlo de infestação", entre outros.
No que respeita à gestão do edifício, Pedro Dias Alves referiu que o contrato tem um prazo de 30 anos, enquanto para os serviços de apoio é de dez anos, "três de construção e sete após a abertura do hospital".
A construção deverá ser feita em 36 meses, "sendo que os dois últimos meses referem-se à chamada fase de certificação e de instalação dos serviços transferidos dos outros hospitais".

Pagamentos
e correcção de preços

Já no que concerne à comparticipação financeira do Estado, Pedro Dias Alves referiu que esta se inicia "ao fim de três anos", ou seja, depois de terminada a construção e traduzir-se-á numa remuneração mensal de base, estabelecida de acordo com o edifício e os serviços prestados.
O contrato prevê também a possibilidade de se executarem correcções de preço decorrentes de variações de volume.
Exemplificando, Pedro Dias Alves referiu que "partimos do princípio que o hospital tem 800 camas e uma média de ocupação de 640 por dia", um número que terá oscilações e que "em Agosto poderá ser apenas de 500, mas já no pico do Inverno atingir as 800". No primeiro caso, "trata-se de um intervalo da ordem dos cinco por cento que não é sujeito a correcção porque é assumido como o risco natural, ao contrário do que sucederá se esse intervalo for de 15 por cento".
Já no que respeita ao prazo para apresentação das candidaturas iniciais, Pedro Dias Alves esclareceu que ele "dura dois meses e nelas incluem-se a documentação de candidatura e a proposta preliminar de solução arquitectónica", com a memória descritiva da organização dos serviços de apoio, "ou seja, pretendemos que o concorrente explique como propõe organizar estes serviços". A solução pretendida "refere-se sobretudo à funcionalidade e não a um projecto de especialidades, o que seria impossível num espaço de tempo tão curto".

Capacidade técnica é o principal requisito

Já a fase de "selecção das candidaturas tem um prazo de três meses e o principal critério de admissão é o dos concorrentes terem capacidade para executar uma obra que se pretende da maior qualidade", quer a nível técnico, quer financeiro. Para tal, "deverão ter executado um edifício de utilização pública nos últimos sete anos e registado capitais próprios de 25 milhões de euros nos últimos três anos", concretizou Pedro Dias Alves, acrescentando que o técnico responsável pelo projecto terá que ser licenciado em arquitectura "há pelo menos dez anos".
A fase de elaboração detalhada das propostas "tem um prazo de cinco meses e a sua selecção, para a qual o preço terá um peso de 35 por cento e a qualidade de 65 por cento, durará um máximo de três meses". Segue-se, então, um período de negociação com os três finalistas, do qual resultará "o BAFO, etapa durante a qual se acorda aquilo que nós consideramos que pode ser melhorado e em que o privado nos apresenta também melhores soluções". As propostas reformuladas serão, depois, sujeitas a uma última avaliação e "ao 21º mês teremos a proposta de adjudicação".
Pedro Dias Alves referiu ainda a possibilidade dos segundo e terceiro classificados poderem receber um prémio de compensação, embora diferenciado, "uma hipótese ainda em estudo, que a legislação já prevê mas que é pouco habitual ainda em Portugal". Contudo, "esta proposta terá que ser sujeita à aprovação da tutela".

Uma unidade funcional

O futuro Hospital de Todos os Santos vai ser construído numa zona de malha urbana não consolidada e classificada como de risco sísmico alto-médio.
O Hospital será constituído por 19 áreas funcionais, repartidas por quatro grupos distintos: assistencial, de suporte clínico, de apoio geral e de ensino e investigação.
Numa perspectiva alargada, o Programa Funcional do hospital destaca alguns aspectos aos quais deve ser dada particular atenção na elaboração da solução arquitectónica e do projecto. Entre eles, destaca-se a necessidade da arquitectura minimizar o impacte ambiental do empreendimento ao longo de todo o seu ciclo de vida, desde o início da construção, passando pela utilização até ao fim do ciclo de vida útil. Para tal, deverão ser utilizadas soluções ecológicas na construção e apostar nas fontes renováveis de energia, bem como na racionalização dos consumos durante a exploração.
O edifício deverá ser concebido para ser flexível, comportando as adaptações necessárias às oscilações da procura e às mudanças no modelo de cuidados. Segundo o Programa Funcional, as tendências apontam para uma diminuição das necessidades de internamento, enquanto se estima um aumento na assistência ambulatória, ou seja, consulta externa, hospital de dia e cirurgia de ambulatório. Deste modo, a flexibilidade deverá assentar num projecto modular e estandardizado dos espaços, considerando os processos e não os departamentos e seguindo um modelo de arquitectura no qual as áreas de previsível crescimento sejam projectadas como grandes zonas, divididas com separações modulares móveis.
Refira-se que o Programa Funcional foi elaborado de forma a garantir que o edifício projectado responda à procura esperada no ano 2025.

Objectivos de conforto e habitabilidade

Os níveis de habitabilidade e conforto são também objecto de particular atenção. O Programa destaca a necessidade de assegurar a existência, em todos os espaços, de luz directa ou de segunda luz, incluindo os quartos de internamento e de isolamento, os postos de cuidados críticos e de hospital de dia, os gabinetes de consulta, as áreas de trabalho de enfermagem e administrativas e as salas de espera.
Os acessos são outra vertente fundamental num edifício hospitalar, pelo que deverão ser criadas acessibilidades separadas para Entrada Geral, Consultas Externas, Urgências, Pessoal e Fornecedores. O mesmo princípio de separação deve ser aplicado nos percursos internos para os diferentes utilizadores do Hospital, dando especial atenção à acessibilidade e circulação de pessoas com restrições de mobilidade. Igualmente importante é a separação entre circuitos técnicos e de utentes, com a adequada disposição das cozinhas e das áreas de eliminação e tratamento de resíduos, entre outras.

Integrar o ensino

Os espaços assistenciais do Hospital de Todos os Santos foram dimensionados tendo em conta a valência de ensino e investigação: os gabinetes de consultas e as salas de operações, por exemplo, incluem um espaço suplementar para minimizar a interferência da presença dos alunos no acto clínico.
As actividades de ensino devem ser integradas no funcionamento do hospital, embora considerando que requerem condições de habitabilidade, segurança e conforto específicas, inserindo-se num ambiente físico próprio. A título indicativo, refira-se que o Hospital deverá ter uma afluência de 800 a 1.000 alunos por dia.
Ao nível dos espaços clínicos propriamente ditos, a concepção dos quartos deverá valorizar aspectos como o isolamento acústico e o facto do utente permanecer deitado uma grande parte do tempo, ganhando particular importância a arquitectura do desenho do tecto e da iluminação.
Já a concepção das diferentes unidades terá que considerar as especificidades inerentes ao fim a que se destinam. O Programa Funcional refere, por exemplo, que a Unidade de Psiquiatria deverá localizar-se no rés-do-chão e dispor de um acesso directo a um pátio ou a um jardim exterior. Os vidros serão todos de segurança e a abertura das janelas deve ser totalmente controlável e regulável.
As superfícies a utilizar nesta Unidade não deverão permitir a auto-lesão. Nas instalações sanitárias dos utentes, os duches terão que ser fixos.

Estacionamento diferenciado

Quanto ao estacionamento, o Programa Funcional considera um coeficiente viatura/ /cama de 2,5, situando-se numa zona próxima aos acessos e desenvolvendo-se, sempre que possível, uma ligação às áreas de acesso interno.
Preferencialmente, o parqueamento à superfície deverá ser reservado a ambulâncias e veículos de estacionamento temporário e devidamente autorizados. No que respeita às ambulâncias, será criada uma zona específica com capacidade para um mínimo de seis veículos em estadia permanente e uma zona de descarga protegida próxima da entrada da Urgência Geral. A concepção de circuitos diferenciados deverá evitar eventuais interferências de veículos particulares nas deslocações e manobras das ambulâncias.

Atenção especial às Urgências

As Urgências de Adultos deverão ocupar uma área com 2.430 m2 e existirão seis salas de espera, das quais uma pediátrica (os espaços de pediatria, embora transversais aos serviços, terão um tratamento específico).
O átrio de entrada das Urgências terá 200 m2 e deverá ser amplo e estar preparado com as instalações técnicas necessárias para situações de catástrofe ou epidemia. Para além dos espaços para os utentes, o serviço incluirá ainda uma área técnica (salas de tratamentos, exames e de observação intensiva, etc.), uma de logística (para macas e cadeiras de rodas, o armazém geral, entre outros), uma de pessoal (gabinetes de trabalho, salas de reuniões, quarto para o médico de serviço, etc.) e uma para familiares e visitas.

Não permitamos que interesses financeiros eventualmente bancários privem as crianças de Lisboa do seu Hospital Pediátrico !







Hipótese : Serão o "O plano funcional e o projecto arquitectónico" do futuro Hospital de Todos os Santos , feitos sob medida e em interesse de alguns ?!!!!!






Os responsáveis pelo plano funcional do Hospital de Todos os Santos, Os Engenheiros responsáveis pelo plano funcional e aprcerias, defendem um plano funcional encomendado à uma empresa multinacional, "Intersalus". Não sabemos da metodologia de sua escolha!
Que se saiba nenhum deles é médico, nenhum deles profissional de saúde e nomeadamente ligado a saúde infantil.
Um é arquitecto o outro igualmente gestor(este último antes do seu actual cargo exerceu funções no Amadora Sintra quando ainda em gestão privada).

Os princípios éticos definidos como orientadores no Plano de Saúde do S.N.S. referente a pediatria na Inglaterra ( ver artigo no Blog) são explícitos:

"As construções hospitalares devem ser concebidas para servir e se adaptar as necessidades das pessoas e populações e não para servir estruturas (por outras palavras :eventuais projectos comerciais lucrativos) "

Este principio não foi respeitado, pois caso sim este plano funcional teria nascido de uma interacção criadora entre a sociedade civil e médicos e os gabinetes de arquitectura proponentes.

Torna-se assim plausível a possibilidade de ter sido um plano funcional feito apenas a medida de interesses gestionarios e financeiros de que a criança é
Ou seja um projecto que contemple um edifício pediátrico individualizado , ( apesar de integrado no conjunto do Centro Hospitalar) .

Voltamos assim a alertar que o único projecto arquitectónico em concurso que interessa a Pediatria e crianças portuguesas, e que sabemos contemplar um edifício individualizado, estaria a ser desconsiderado.

FINALIZANDO :

INSTAMOS AOS CONCORRENTES QUE NO SEU PROJECTO CONTEMPLEM UMA TORRE PEDIATRICA ISOLADA DEVEM PUBLICITA-LO DE FORMA A QUE O APOIEMOS E AJUDEMOS A DEFENDE-LO.

FICARÍAMOS GRATOS SE JORNALISMO DE INVESTIGAÇÃO E OS GABINETES DE ARQUITECTURA CONCORRENTES QUE SE APRESENTAM AO PROJECTO ESTEJAM ATENTOS A EVENTUAIS IRREGULARIDADES PROCESSUAIS E QUE NOMEADAMENTE QUE INDICIEM QUE PROJECTO O CONSIDERADO COMO VENCEDOR RESULTASSE DE REGRAS PRÉ CONHECIDAS E CONCEBIDAS.

ALERTAMOS MAIS UMA VEZ PARA O RECONHECIDO RISCO SÍSMICO DO LOCAL DE IMPLANTAÇÃO DO HOSPITAL DE TODOS OS SANTOS EM CHELAS E ASSIM DE SER OBRIGATÓRIO QUE A AVALIAÇÃO DA SUA MINORAÇÃO NOS DIVERSOS PROJECTOS RESULTE DA APRECIAÇÃO DE ORGANISMOS OFICIAIS E PERSONALIDADES INDEPENDENTES A COMISSÃO DE ESCOLHA .



AGUARDAMOS QUE O MINISTÉRIO DA SAÚDE CONVIDE AS PERSONALIDADES REPRESENTATIVAS DA PEDIATRIA PORTUGUESA, ASSOCIAÇÕES DE PAIS E DE DEFESA DA CRIANÇA A PRONUNCIAR SOBRE OS PROJECTOS ARQUITECTÓNICOS CONCORRENTES, POIS É A NÓS QUE ELES DIZEM RESPEITO!

Conclusão :
Não pomos e nunca poríamos em causa o "Bom Nome" destes dois Senhores, mas a sua persistência em defenfender um Hospital Generalista, sem respeito integral pela especificidade da criança , com argumento de rentabilização máxima de quadros, espaços e equipamentos, indica que temos pontos de vista opostos. Se fala-lhes tão alto a rentabilização de espaços, sejam coerentes : comecem por aplica-lo na propria casa e cedam-na aos vizinhos nos momentos que a não utilizam! Aluguem os quartos dos vossos filhos quando ausentes , e se por excesso de procura durmam por turnos ou deles separados por biombos .
Em fim permitam utilização comunitária do vosso equipamento de alto valor acrescentado ( automóveis , casas de férias etc...)
Para quem não o saiba esta é a essência e filosofia que preside este "maravilhoso Plano Funcional" do futuro Hospital de Todos Santos, (só que provavelmente não será para os filhos e netos utilizarem , estes irão para algum Pais desenvolvido com Hospital Pediatrico dedicado)
Assiste-nos assim o direito, não só em nome da sã concorrência e transparência das leis do mercado, e defesa da correcta aplicação dos nossos impostos mas principalmente dos superiores interesses da crianças alertar aos Pais e Mães de Lisboa e Portugal para os interesses que pretenderiam desapossar os seus filhos do seu Hospital Pediátrico !


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Nota :
Agradecemos que se disponham de informações concretas que nos informem .
Vivemos em democracia e julgamos que as informações sobre os planos de saúde para as crianças portuguesas devem ser do conhecimento de todos!

Estranhamos a grande pressa em aprovar este projecto...Um projecto que nasce aparentemente desligado dos profissionais portugueses ligados a dedesa dos interesses da Criança e da Pediatria Portuguesa e nomeadamente de personalidades da antiga comissão médica que emitiram o seu parecer.
O curriculum especifico e competência dos autores do plano , pelo que sabemos das pesquisas na Net, atem-se a gestão , a finança e a construção civil.
As condicionantes do projecto como leem já estão pré - estabelecidas, de acordo, o antigo plano funcional que os profissionais do hospital criticaram , a Ministra e o Conselho de Gestão do Centro Hospitalar afirmaram publicamente ultrapassado e em reformulação!