Domingo, 22 de Janeiro de 2012

Analise da PPP na saúde. Um estudo oportuno e que de encontro aquilo de longa data alertamos neste BLOG

Publicamos esta analise que nos chegou sobre as Parcerias Publico Privadas na saúde . O fazemos  pois  contem revelações  sobre o futuro Hospital de Todos os Santos .
Chamamos atenção particular a alinea  "Sobre o  Conflito de Interesses"  e  que terá sido uma constante naquele  projecto ..... e  o que  obrigatóriamente obrigaria a uma  investigação pelos dos orgãos de soberania ( isto pressumpondo-se a sua isenção)
Neste  BLOG  desde há muito chamamos atenção para estes factos
Não sendo nosso objectivo ou  competência denunciar " Conflitos de Interesses  " ,  e tal cabendo  aos organismos  policiais e judiciais competentes , neste caso  em que o "conflito de interesses em causa ", atenta  contra   assistência especializada  das nossas crianças ", torna-se um imperativo  etico esclarece-los....
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Análise de Bruno Maia, médico, sobre as parcerias público-privadas no sector da saúde, efectuada para a Iniciativa para uma Auditoria Cidadã à Dívida Pública
As Parcerias Público-Privadas no sector da Saúde - Bruno Maia
2012-01-19 20:38

Dos 50 mil milhões de euros de gastos plurianuais previstos com as PPP’s em Portugal, 8 mil milhões pertencem ao sector da saúde. Só em 2011 foram gastos 228 milhões de euros, mais 32,5% do que em 2010. Os gastos públicos vão aumentar significativamente nos próximos 10 anos e só terminarão no ano de 2042. A distribuição do risco entre o Estado e o consórcio privado é extenso e complexo e podem-se concluir dois factos imediatos: em primeiro lugar o parceiro privado não assume NENHUM risco isoladamente, sendo sempre partilhado com o Estado; em segundo lugar, os riscos com maior impacto e probabilidade de ocorrência são assumidos inteiramente pelo Estado!!  Os riscos financeiros são assumidos na totalidade pelo Estado. Em termos práticos, a entidade privada fica salvaguardada das oscilações da economia real e mantém a sua renda anual, proveniente dos dinheiros públicos, blindada às variações que se poderão registar nos mercados nos próximos anos.
As parcerias público-privadas na saúde são um negócio ruinoso para o Estado e uma renda fixa milionária para os consórcios privados. Elas são responsáveis por 30 anos de dinheiros públicos entregues aos grupos privados. As próximas gerações estão condenadas a pagar mais de 8 mil milhões de euros, na melhor das estimativas.
1.Introdução
As actuais parcerias público-privadas (PPP) na área da saúde foram inicialmente anunciadas em 2001, num projecto que previa a construção de 10 novos hospitais, alguns de substituição, outros a construir de raiz. Numa primeira vaga seriam construídos o Hospital de Cascais, Braga, Loures, Vila Franca de Xira e posteriormente os Hospitais de Lisboa Oriental, Faro, Seixal, Évora, Vila Nova de Gaia e Povos do Varzim/Vila do Conde. O planeamento incluía a atribuição de concessões a grupos privados para a construção e manutenção dos novos edifícios e para a gestão clínica das novas unidades, dividas em 2 concessões distintas, em alguns casos à mesma entidade privada.
Mas nesta matéria o Estado tinha já uma experiência prévia de gestão privada em hospitais públicos. Em 1996 a gestão clínica do Hospital Amadora-Sintra era entregue ao Grupo Mello Saúde. Essa experiência viria a terminar em 2008 pela mão do então primeiro-ministro José Sócrates. Na base desta decisão estavam divergências entre a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT) e o referido grupo privado no acerto de contas, conferência de facturas e apuramento dos encargos ocorridos, nomeadamente entre os anos de 2002 e 2006. Nestas divergências incluíam-se acusações da ARSLVT àquela entidade gestora de facturar e exigir ao Estado o pagamento de Exames Complementares de Diagnóstico e receitas que nunca teriam existido. O processo chegou a ser auditado pelo Tribunal de Contas e o Grupo Mello multado, tendo depois interposto recurso. Curiosamente é o mesmo primeiro-ministro que termina o contrato de concessão no Hospital Amadora-Sintra, que atribui a gestão do novo Hospital de Braga e de Vila Franca de Xira exactamente ao mesmo grupo privado.
Segundo o Tribunal de Contas, os encargos plurianuais das PPP, em 2009, ascendiam aos 50 mil milhões de euros. Ainda assim ficavam de fora desta previsão muitos dos encargos públicos que são assumidos como objecto de contabilidade em diferentes agrupamentos de despesa e também todos os agravamentos de despesa que advirão da renegociação de contractos que, até à data, aconteceu em praticamente todas as concessões.
Já em 2010 o encargo daquele ano com as PPP era de 1.127,7 milhões de euros, um acréscimo de 19% face ao previsto inicialmente. Estes aumentos nos gastos públicos com PPP’s têm sempre tendência a aumentar, não só pela sempre presente renegociação dos contactos mas também pela exigência de reequilíbrio financeiro. Sempre que o Estado procede a uma modificação unilateral no contracto (o que acontece com muita frequência, em virtude de os “negociadores” da Entidade Pública, aquando da assinatura do contracto, não terem previsto todas as condicionantes futuras), os parceiros privados exigem um processo de reequilíbrio financeiro para garantir a manutenção das condições de lucro inicialmente contratualizadas, que é assegurado com dinheiro público.
Para além disso o Estado tem assumido nos contractos de concessões riscos comerciais e financeiros, como suportar o aumento das taxas de juro, dos spreads ou dos honorários, risco elevado em tempos de crise, com o parceiro privado a ficar isento desses mesmos riscos. Paralelamente é o próprio banco financiador que exige ao Estado que assuma esses riscos sob pena de não conceder o crédito necessário.
Todos estes pressupostos aplicados a todas as PPP’s são válidos nas concessões feitas na área da saúde. Contudo, na saúde observou-se, nas últimas parcerias assinadas, a introdução do comparador público, também conhecido como CPC e que permite justificar a existência da concessão como sendo mais barata do que aquilo que seria o investimento directo do Estado na infra-estrutura. O problema deste comparador, para além do facto de só ter sido introduzido há bem pouco tempo nas PPP’s, é que ele está sujeito a manipulação por parte dos organismos avaliadores, como refere Carlos Moreno juiz jubilado do Tribunal de Contas. Ao mesmo tempo após a atribuição da concessão, as frequentes renegociações do contracto com o parceiro privado podem desvirtuar este mecanismo de controlo, uma vez que os custos podem subir, ultrapassando o valor de CPC inicial.
2. PPP’s na saúde
2.1.Dados gerais
Dos 50 mil milhões de euros de gastos plurianuais previstos com as PPP’s em Portugal, 8 mil milhões pertencem ao sector da saúde. Só neste ano de 2011 vão ser gastos 228 milhões de euros, mais 32,5% do que em 2010. Os gastos públicos vão aumentar significativamente nos próximos 10 anos e só terminarão no ano de 2042. A própria ACSS (Administração Central dos Serviços de Saúde) publicou no seu site um gráfico com a previsão desses gastos:

Estes valores não passam, contudo, de estimativas de custo baseadas no valor acordado nos contractos iniciais e ignoram os efeitos dos riscos assumidos pelo Estado, da renegociação dos contractos ou das exigências de reequilíbrio financeiro. Como exemplo, as duas PPP’s na saúde que estão já em marcha (Hospital de Cascais e Hospital de Braga) foram sujeitas a ajustamentos nos contractos no mesmo mês em que estes tinham sido assinados, que exigiram ao componente público gastos acrescidos que ascendiam, no caso do Hospital de Cascais, a 80 milhões de euros.
Estas estimativas são ainda insuficientes porque, tal como se referia na introdução, não estimam custos paralelos ou custos indirectos assumidos pela Entidade Pública e contabilizados no Orçamento de Estado ou na Conta Geral do Estado em parcelas distintas das PPP’s (pareceres e consultorias, por exemplo).
O quadro seguinte lista as estimativas de custos iniciais para as parcerias já em marcha na área da saúde.


Hospital
Estimativa em milhões de euros
Braga
800
Cascais
400
Loures
594
Vila Franca de Xira
434
Lisboa Oriental (Todos os Santos)*
377
Algarve*
250

* As concessões relativas ao Hospital Oriental de Lisboa e Algarve são concessões únicas de construção e manutenção do edifício não incluindo a gestão clínica daquelas unidades.
2.2. Gastos com pareceres e consultorias
A partir do anúncio das novas PPP’s em saúde em 2001, o governo da altura decidiu criar uma estrutura de missão “Parcerias em Saúde”, que seria a Entidade Pública responsável pelos concursos para a concessão e acompanhamento dos contractos assinados com os parceiros privados. Só nos anos de 2005/2006 foram gastos 858 mil euros em despesas com pessoal para essa estrutura. Não obstante a sua existência, o Estado contratou empresas privadas de consultoria e encomendou estudos e pareceres sobre as PPP’s na saúde, tendo gasto até à data 20 milhões de euros neste capítulo.
2.3. A partilha do risco
De acordo com a auditoria que o tribunal de contas realizou em 2009 às PPP’s, a distribuição do risco entre o Estado e o consórcio privado é extenso e complexo. Nos anexos deste artigo encontram-se definidos para as 4 PPP’s em curso na saúde o tipo de risco, a probabilidade de ocorrência, o impacto e quem detém esse risco. A fonte das tabelas é a própria ACSS. Pela sua análise podem-se concluir dois factos imediatos: em primeiro lugar o parceiro privado não assume NENHUM risco isoladamente, sendo sempre partilhado com o Estado, em muitos casos em percentagens muito desiguais com prejuízo para o Estado; em segundo lugar, os riscos com maior impacto e probabilidade de ocorrência são assumidos inteiramente pelo Estado!!
Os riscos financeiros, são os únicos descritos com probabilidade de ocorrência elevada (destacados a vermelho), prendem-se sobretudo com a inflação e a revisão dos preços e é assumido na totalidade pelo Estado. Em termos práticos, a entidade privada fica salvaguardada das oscilações da economia real e mantém a sua renda anual, proveniente dos dinheiros públicos, blindada às variações que se poderão registar nos mercados nos próximos anos.
2.4. A concorrência
Um dos graves prejuízos para o Estado têm sido, como já foi referido, a renegociação dos contractos das PPP’s. Ora se aquando de um concurso público, o consórcio privado o ganho com base num valor-oferta, renegociá-lo à posteriori é desvirtuar o concurso público prévio e é desrespeitar as regras de competitividade e transparência e constitui tratamento “especial” e favorecimento por parte do Estado ao consórcio ganhador. Quem perde é o próprio Estado porque assim deixa cair a oportunidade de baixar os preços de custo em matéria de concurso e igualdade concorrência. Tal situação foi o que sucedeu no Hospital de Cascais e no Hospital de Braga, conforme se descreve mais à frente.
2.5. Hospital de Braga
O novo Hospital de Braga, que iniciou o seu funcionamento este ano, é uma parceria entre o Estado e o Grupo Mello. A Escala Braga, empresa deste grupo privado, é a responsável pela construção e manutenção do novo edifício hospitalar e também pela gestão clínica da unidade durante os próximos 10 anos. No total previsto inicialmente o Estado gastará 794 milhões de euros e pagará juros de 12 a 15 por cento. O contracto implica o pagamento deste montante até 2039 e o estado assumirá vários tipos de risco da PPP, entre os quais o risco de inflação dos preços referência pagos por cada acto cuidador prestado e da sua revisão.
Para além da história passada deste grupo económico e das várias acusações que lhe foram feitas pela ARSLVT de manipulação de contas e fraude na gestão do Hospital Amadora-Sintra, o Grupo Mello, com pouco mais de um ano de presença em Braga foi já multado por duas vezes, a primeira no contexto de ocultação de informação ao Estado, no valor de 273 mil euros e a segunda vez por transferência indevida de doentes para hospitais do Porto, no valor de 545 mil euros.
2.6. Hospital de Cascais
O Hospital de Cascais foi a primeira PPP a funcionar na área da saúde. Foi inaugurado o ano passado e resulta de um contracto de concessão entre o Estado e o grupo Hospitais Privados de Portugal (HPP) da Caixa Geral de Depósitos. O contracto prevê, da parte do Estado, um investimento inicial de 73 milhões de euros referentes à construção que foi contratualizada com a empresa Teixeira Duarte.
Logo após a assinatura do contracto de concessão, este teve de ser imediatamente renegociado uma vez que a entidade privada recusou-se a arcar com as despesas relativas aos medicamentos dos tratamentos oncológicos. O Tribunal Constitucional chegou inclusive a chumbar este contracto, aprovando-o posteriormente após renegociado. Essa renegociação custou mais 21 milhões de euros ao Estado. O contracto está em vigor até 2038.
Desde a chegada da concessão que o número de camas nesta unidade de saúde foi cortado e encontra-se permanentemente em sobrelotação. Existem queixas em tribunal de vários dos profissionais de saúde de não pagamento de horas extra. Para além disso, a administração HPP fechou o laboratório de análises clínicas do hospital e realizou umoutsourcing com o serviço de Patologia Clínica do Hospital dos Lusíadas, unidade privada gerida pelo mesmo grupo HPP, num claro e manifesto conflito de interesses. Esteoutsourcing implica que o Estado esteja a pagar ao grupo HPP no hospital de Cascais exames complementares que o grupo HPP do hospital de Cascais compra ao grupo HPP do hospital dos Lusíadas.
2.7. Restantes parcerias
O Hospital de Loures, que se espera abrir em Janeiro de 2012, é uma parceria do Estado com o grupo BES. A abertura do primeiro concurso foi anulada por irregularidades no processo. O contracto vigente durará até 2042. Em Vila Franca de Xira a concessão foi atribuída, mais uma vez, ao Grupo Mello Saúde, que já se encontra neste momento na gestão clínica daquela unidade e que construirá o novo edifício que custará 76 milhões de euros ao estado. Já o novo Hospital Oriental de Lisboa será uma PPP apenas para a sua construção, mantendo-se a sua gestão clínica na esfera do Estado. A empresa vencedora do consórcio é a Teixeira Duarte e o início da sua construção aguarda autorização governamental. Já o Hospital de Faro, também uma PPP apenas para a construção e manutenção do edifício, ainda não encontrou consórcio vencedor porque todas as propostas apresentadas são valores acima do comparador público.
2.8. O papel dos governantes
As PPP’s e todo o seu processo ao longo dos últimos 10 anos são uma evidência forte de corrupção, promiscuidade e conflitos de interesses entre o Estado e os grupos privados, com benefício para os últimos. São vários os concedentes públicos do passado que são hoje administradores de grupos privados. Em muitos casos é a mesma pessoa que atribui uma concessão a um grupo privado e que depois vai liderar essa concessão nessa entidade. Na saúde destacamos dois: Luís Filipe Pereira, foi sempre administrador do grupo Mello Saúde só o tendo interrompido durante 3 anos para ser ministro da saúde do governo de Durão Barroso, tendo sido nessa fase o responsável pelas PPP’s na área da saúde que mais tarde atribuíam ao grupo Mello dois hospitais públicos. Pedro Dias Alves, começou por ser administrador do Hospital Amadora-Sintra pelo Grupo Mello para depois ser o responsável público pela avaliação das propostas de PPP’s para o Hospital de Lisboa Oriental e Algarve. Actualmente é administrador dos HPP.
3. Conclusão
As parcerias público-privadas na saúde são um negócio ruinoso para o Estado e uma renda fixa milionária para os consórcios privados. Elas são responsáveis por 30 anos de dinheiros públicos entregues aos grupos privados, a risco quase zero, que comprometem orçamentos futuros e vinculam os próximos governos, até depois de 2040, a gastos anuais elevadíssimos. As próximas gerações estão condenadas a pagar mais de 8 mil milhões de euros, na melhor das estimativas
Elas são também exemplos de má gestão dos dinheiros públicos e de promiscuidade e corrupção entre sector público e sector privado. A assunção do risco financeiro pelo Estado assumirá proporções catastróficas à medida que os juros da dívida aumentam e o Estado Português não se consegue financiar.




Apenas indagamos: Quais condicionantes a respeitar ao construir um Hosp. Central em uma zona com as caracteristicas geeologicas o Vale de Chelas


Os trágicos acontecimentos no Japão ,  e a persistência em rejeitarem a  perspectiva de uma construção modular que contemple um polo materno - infantil diferenciado e a automono ao lado do futuro HTS no Vale de Chelas,  obrigam-nos a recolocar as duvidas  que aqui já expressamos há mais de dois anos e nas quais voltamos agora a insistir.

Tratam-se de duvidas que preferíamos e pensamos despropositadas e desnecessárias formular, mas que o contexto geológico instável e a ausência  de informação publica e opacidade  que caracterizou implementação deste projecto , ( órgãos de soberania , profissionais e publico ignorados e a ausência de espaços institucionais alternativos de discussão , nos obrigam a fazê-lo publicamente.

Afirmamos  contudo plena consciencia de que o problema principal não são os sismos geológicos ,  raros e hipotéticos e com que a humanidade convive desde sempre , mas sim outros "sismos" criados por politicas insensatas de que é paradigmatica a destruição do único Hospital Pediátrico de Lisboa.
João Wemans e Pedro Dias Alves , engenheiros gestores , responsáveis pelas parcerias privadas na escolha do único Plano Funcional , discussão e aprovação de autoria da multi nacional Intersalus , confirmam no Site da AECOPS que : "O futuro Hospital de Todos os Santos vai ser construído numa zona de malha urbana não consolidada e classificada como de risco sísmico alto-médio"

Agradeceríamos assim ser informados sobre: :

- Quais os pareceres da Protecção Civil , Laboratório se Engenharia Civil sobre a escolha do local e tipo de construção do Novo Hospital de Todos os Santos?
-Terão tido em conta os estudos geológicos sobre a composição do subsolo subjacente e os "os efeitos de sitio" que na área em causa estão potenciados pela possibilidade de liquefação ( aconselhamos consultar excelente trabalho da Sra. Doutora Isabel Maria Figueiredo Lopes de livre acesso na Net, "Avaliação das condições geológicas e geotécnicas para a caracterização do risco sísmico aplicação à colina do Castelo de S. Jorge).
-Se  consultaram  os seus estudos que implicações práticas retiraram das informações contidas naquela tese , na pagina 146, em que detalhadamente se analisou a geologia da "Quinta da Bela Vista e estabeleceu um percentagem de agua no solo aluvionar de cerca de 13%. Que significado terá este valor na maior ou menor possibilidade de liquefacção?
-Se não seria  mais equilibrada uma construção  modular em que coexistam , no mesmo centro Hospitalar para alem do Hospital do Hospital de Todos os Santos,  o Hospital Pediatrico , evitando a construção em altura que julgamos com maior risco e dificultando os acessos em caso de  hipotetica necessidade ?

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- Se em posse do projecto para  novo  PDM  em discussão para  Lisboa na "Carta de Vulneralibilidade Sismica dos Solos, que classifica a área do Vale de Chelas nos três últimos graus mais graves de risco ( medio, alto e muito alto) terão apenas se limitado a constatar e aceitar o local de implantação para a construção de um equipamento hospitalar estratégico.?
E em caso contrario, se concordaram e tenham considerado que as dificuldades técnicas seriam superaveis, como tudo indica , quais os criterios técnicos que exigiram nos planos de construção de forma a que os edificios venham mais provavelmente a resistir e assim poder prestar assistência as populações quando de cataclismos sismicos?


- Independente dos interesses das  parcerias privadas que estiveram em disputa, e da outra que afastaram (sem saber-se o porque ), todo um processo que alias decorreu apenas nos gabinetes, questionamos se optaram por uma construção em altura (como dizem que foi a escolha final do Ministério ) e que por estas caracteristicas teria um risco acrescido de danos sismicos e porque rejeitaram uma opção  horizontal  e modular como propomos  e que outros dizem com menor risco com melhor acessibilidade e facilidade  de evacuação no caso de catastrofe.

-Em qualquer das duas hipoteses, gostariamos que fosse divulgada a fundamentação justificativa na memória descritiva dos projectos com os pressupostos acima mencionados.
Obviamente admitimos a priori competência dos decisores e que assim tenham exigido a todos os concorrentes que incorporassem nos seus projectos as caracteristicas anti-sismicas necessárias e obrigatórias no que diz respeito a area em causa, mas como contribuintes, utilizadores e profissionais gostariamos que fossem publicos , (como por exemplo  no Site do  projecto do novo Hospital Pediatrico de Dublin, na  Irlanda )  dissipando duvidas e   acessiveis a   uma critica construtiva.

-Em sumula : queremos saber, que medidas tomaram para evitar a repetição dos erros, então justificados pela ausência de conhecimentos que agravaram os acontecimentos tragicos que na manhã 1 de Novembro de 1755 destruiram o antigo Hospital de Todos os Santos e que inspirou o nome e o projecto monobloco do vosso futuro Hospital Oriental  e  o porque  de rejeitaram uma opção modular contemplando um Hospital Pediatrico Autonomo ?



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Descrição do Padre João Bauptista de Castro , no 5º volume do Mappa de Portugal editada em 1758, sobre os acontecimentos trágicos que destruiram o antigo Hospital de Todos os Santos ( que prestou durante cerca de 200 anos serviços ao pais)



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Concluimos, aguardando urgente resposta sobre as duvidas expostas e que todos os esclarecimentos serão benvindos e informando que estes  serão publicados na integra.
O nosso objectivo é apenas que nos tranquilizem e esclareçam divulgando a sociedade civil , como julgamos ser de vossa obrigação, os projectos e pareceres técnicos que justificaram as vossas opções.
Tal facto contudo não nos impedirá de continuar a lutar contra a destruição o unico Hospital Pediatrico de Lisboa e que obviamente aceitaremos que seja construido onde fosse melhor considerado , nomeadamente na Quinta da Boa Vista em Chelas ......  desde  respeitadas as orientações da Organização Mundial de Saúde abaixo explicitadas.......


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Vale de Chelas: risco sismico  identico ao de onde se implanta o o Hospital D. Estefânia.


Autora : Jornalista Manu/ Ilustração Pedro Paulo Mendes

Quinta-feira, 12 de Janeiro de 2012

BOLETIM " A ESTEFÂNIA " Nº 13 -Analise do Plano Funcional do Hospital de Todos os Santos -( Contra os factos.... não há biombos que resistam.....)

Actual Plano Funcional do futuro  Hospital de Todos os Santos:
Um projecto ambiguo e sem principios éticos ?!!!...
Que interesses representa? Porque em Portugal os projectos pagos pelos contribuintes  não são públicos?
Porque são nomeados  antigos  gestores ligados aos Hospitais privados para  escolherem os projectos  prescindindo da consulta das equipas médicas ?
Poderemos chamar isto uma "parceria" ou apenas  relação interesseira   com os  bens  publicos,  como  tem sido activamente   denunciado por amplos os sectores da sociedade portuguesa.? ( ver entre outros, artigos do insuspeito  Jornal de Negócios  sobre as PPP) 


Biombos,  são como os sofismas..
Meras mascaras.; quando  utilizados para encobrir uma
realidade  de promiscuidade não aceitável...
Será assim no HTS......?

Forçar a adaptação de  espaços e equipas
em um  projecto  para que não
foram concebidas não
será criar monstros
arquitectonicos ambiguos ?
Não serão estes factos que indignaram    o Arq.  Souto Moura   quando se referiu a  deturpação  do seu projecto ???!!!!


Afirmamos "sem principios éticos " pois no futuro  HTS a delimitação de espaços entre crianças e adultos não deriva de um  principio ético a preservar,   mas que  dependerá , segundo o plano funcional  apenas da sua eventual  "rentabilidade".  
HDEHDEHDEHDEHDEHDEHDEHDEHDEHDEHDEHDEHDEHDEHDE

 Introdução:

Publicamos a seguir  em versão digitalizada  a analise  critica do Plano Funcional do futuro Hospital de Todos os Santos, de responsabilidade  da Plataforma de Defesa do Hospital Pediatrico.
Não restam duvidas ao ler o artigo no Boletim nº 13   de que  ao contrário do que dizem os  gestores responsáveis, de que se trata de um "Plano de um Hospital Generalista de tipo Distrital , que agora querem  adaptar  à força,   a uma  realidade complexa e  exigivel  num Centro Hospitalar Terciario da Capital  do País, em que se exigiria um centro materno infantil diferenciados,   mas  para o  qual  não fora projectado.
 Por outras palavras querem encaixar os restos do  Hospital Pediatrico de Lisboa entre outros na "Rua da Betesga...." e mais interessante justificando esta opção redutora como de  "inspiração moderna."..
Compreendemos assim  que   sempre tenham  mantido quase  oculto este plano   Plano Funcional .... pois.....quanto à  factos não há argumentos.... e o que  provará  que  seus idealizadores e defensores teriam consciência de que  este  não seria resistiria a uma analise critica dos profissionais , técnicos e  da  população interessada..
Concluindo, o   "proclamado ambiente pediatrico"  do futuro HTS será  um sofisma e    resume-se ( infelizmente )a " biombos moviveis " como  é   irrefutavelemente e detalhadamente  demonstrados no  Boletim nº 13 , que  a seguir segue transcrito  na integra .
Ainda vamos a  tempo de alterar este erro!
Lê e divulga!




O HOSPITAL DOS  BIOMBOS ?!!!!


Não permitiremos ! Ainda estamos a tempo de alterar estes planos!


 Nota :Obviamente publicaremos as opiniões que não se reveem analise do Plano Funcional

Segunda-feira, 9 de Janeiro de 2012

Magalhães Coutinho e Alfredo da Costa uma História ainda recente que vale a pena conhecer.

A diferenciação e autonomia da assistência materno infantil hospitalar nas grandes cidades   correspondeu a  uma evolução  não só assistencial mas civilizacional  e hoje é uma regra consolidada nos centros hospitalares terciarios das grandes capitais.
Portugal  também  seguiu esteo caminho.
 Mas....neste momento volta-se atrás......
Estão  a encerrar o Hospital Pediatrico autonomo de Lisboa ( Hospital D. Estefânia ) e a  primeira  Maternidade de Portugal ( Magalhães Coutinho)
Segue-se digitalizada um resumo da História da Maternidades Magalhães , Coutinho e Alfredo da Costa que um apoiante nos enviou com pedido de publicação.

Valerá a pena ler, pensar e agir enquanto é tempo....È muito dificil contruir...È muito facil destruir...
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Vale a pena ler!

Domingo, 25 de Dezembro de 2011

Saúde - Para muitos, encerrar o D.Estefânia seria um erro - RTP Noticias, Vídeo

Saúde - Para muitos, encerrar o D.Estefânia seria um erro - RTP Noticias, Vídeo




Artigo de Opinião
A PLATAFORMA DÁ BOAS FESTAS AO SR.  MINISTRO DA SAÚDE

O Sr. Ministro da Saúde , Paulo Macedo, hoje dia 25 de Dezembro de 2011 visitou o Hospital Pediátrico de Lisboa . Saudamos a sua iniciativa.
A Plataforma de Defesa do Hospital Pediatríco esteve presente.
Agradecemos ao Sr. Ministro ter  dado particular atenção e ouvido  amavelmente os representantes da Plataforma. Agradecemos a RTP a entrevista realizada ao Professor Gentil Martins. ( Ver o  Vídeo no topo da pagina )
.A escolha do Hospital D. Estefânia  pelo Sr. Ministro reflecte o  seu interesse pelas crianças e o prestigio alcançado por esta instituição centenária . Chamamos atenção  que  apesar deste reconhecimento unanime,  este Hospital de referência  e com acreditação internacional  esta  a ser incomprensivelmente desactivado e diluído,  por hora no Centro Hospitalar de Lisboa Central , e  no futuro  o que dele restar ,  se resumirá  a um incaracteristico  e residual  Serviço  de Pediatria no   Hospital de Todos os Santos.

....Não   existirá então  Hospital Pediátrico  em Lisboa que possa ser visitado na altura do Natal .......

Nada ouvimos dizer o Sr. Ministro  em concreto  sobre o que pensa do  destino a dar a este espaço que é património da Mãe e da criança e  garantir que não será  uma mera moeda de troca na especulação imobiliária. ( ver  noticia no Blog do "SOL" sobre o sucedido ao antigo Hospital de Arroios)

 Dizia o antigo  Ministro Correia de Campos,  "que um  Hospital não são suas paredes mas sim equipas que nele trabalham."  Pensamos  tratar-se de um argumento  sem substância e genérico caso isolado de um  contexto  e demonstrará  falta de informação técnica e  histórica  sôbre a  organização dos Hospitais
Se  de facto as equipas são o fundamental , é  óbvio que as paredes e arquitectura hospitalar moderna e o seu  equipamento  coexistem  e  se adaptam e servem os fins  a  que se destinam  em processo dialetico que  cria a individualidade e faculta os meios para as equipas se desenvolverem. Ou seja é imprescidivel que um arquitecto e equipa  que  planeiem  um Hospital e o seu plano funcional consultem e tenham em conta  as equipas /  especialidades e   população que servirá em acordo com o definido,
(no caso hospital terciario projectado no contexto da  rede de cuidados materno infantis especializados para o Sul do  País)

Existem hoje  no mundo civilizado arquitectos especializados na construção de Hospitais Pediátricos assim como nos Hospitais Gerais .
A arquitectura Hospitalar não é indiferente aos conhecimentos técnico - científicos de uma epóca.
O Hosp. Curry Cabral é um exemplo da arquitectura multi pavilhonar resultante das descobertas de Pasteur.
Santa Maria e São João são exemplo dos mega Hospitais Monobloco  Tecnológicos que surgiram em  meados do seculo passado e de  que o futuro HTS , será mais um exemplo.
Será interessante deter-mo-nos momentaneamente  sobre   este  paradoxo e indagar ...quem serão os saudosistas , nós que propomos unidades modulares interligadas e geriveis  ou os defensores do mega hospital tecnológico,  num conceito já ultrapassado ?!!!
Os Hospitais Pediatricos, surgiram  na idade moderna e coincidem com o avanço civilizacional que consagrou  os direitos da criança e a  sua especificidade psico fisológica. As suas equipas, arquitectura e meios técnicos não são dissociaveis e coincidem nos seus objectivos.
Negar esta evidência como temos ouvido de gestores em cargos direcção será  "no minimo"  estranho....
Negar que "forma e conteudo e finalidade" são indissociaveis, contraria toda   evidência e a  razão .

Seria assim  fundamental que  o Sr.  Ministro saber das razões do  seu colega , o  actual Ministro da Saúde da Irlanda ,  que apesar da  crise financeira  anunciou recentemente  a construção   de raiz um Novo Hospital Pediátrico em Dublin. Quem diz Irlanda , diz Inglaterra, Autralia, Africa do Sul , América  etc. Citamos a Irlanda por estar nas mesmas condições financeiras que Portugal e este ser um argumento dos nossos opositores.

O Sr. Ministro deverá  basear  as sua decisões  nas diversas opiniões em jogo e  não apenas   em informações e conhecimento  transmitidos por  antigos ministros  que demonstraram  manifesta falta de sensibilidade e capacidade  em efectuar reformas ou de  antigos  gestores do  Hospital A. Sintra quando em gestão privada  e que depois  foram nomeados  responsáveis pelas PPP  e organizaram o concurso   e escolheram o actual projecto do actual HTS : Para estes ultimos o ideal de  arquitectura hospitalar  na essência pode se comparar a   um " mealheiro "  em que nem o doente nem os profissionais possam dar um passo que não traga lucro a parceria privada.

Trata-se de um sonho "do(e)urado" de gestores  desvinculados da realidade , pois não é conciliável uma prestação especializada   em qualquer área de saber pediatrico e a indiferenciação  e promiscuidade proposta a  quase todos os níveis do actual projecto do HTS .( ver  Plano Funcional)
 Referimos que o seu apego irracional ao actual projecto se deverá  possivelmente ao facto de  H. T.S. construido com fundos do Banco de Investimento Europeu  emprestados a juros residuais a  PPP , ....mas que cobrarão  aos contribuentes portugueses  um valor  em dividendos dez vezes maior ..
Caso não seja assim agradecemos que  divulguem o contracto de exploração que nos retractaremos e  desculparemos.
Gostariamos igualmente de saber ainda se foi  plenamente salvaguardada a inexistência de conflito de interesses entre o publico e o privado em todo este processo.....Pois de privado houve muito e de publico muito pouco....




Em fim existem duas partes interessadas neste processo  por razões  muito diversas é necessário ouvi-las para que  se decida  em consciência.

 As duas propostas em oposição  se resumem  do nosso ponto de vista e  de forma simplificada  :

- Lisboa necessita de   Hospital Pediátrico terciario autonomo e  especializado  com dimensões  adequadas  a população que servirá  e dotado de todos os meios tecnicos e humanos  para  dar  resposta as exigencias mais  complexas das crianças doentes do  Sul  do Pais .

- A outra , que entendemos subjacente a  perspectiva dos actuais gestores  que   resume-se    a desarticular e diluir o que resta  dos antigos Hospitais de Lisboa" de forma a encaixa- los a força  num  projecto   formatado  e redutor para  servir  aos   interesses  das PPP.

O amadorismo e ausência de poderação e pressa em criar factos consumados  caracteristicas   das decisões  tomada pelo anterior Ministério  (e que foram causa do seu afastamento ) são obvias  e explicam  a desaquação já a nascença do projecto :
O Hospital D. Estefânia não fazia parte inicialmente do futuro Centro Hospitalar  e foi  lá integrado em  decisão de ultima hora....Assim como também o serão  a Maternidade Alfredo da Costa e o Hospital de Curry Cabral.... e mais .. se houvessem  ....Quem o diz não somos apenas nós , informem-se  das considerações do  Arquitecto responsável pelo projeto ao " Jornal Publico " devido a querem obriga-lo a fazer reformulações em um projecto coerente para lá integrar o que não estava  previsto inicialmente.

 Seria mais inteligente e menos controversa uma solução que servisse as populações  e a  PPP  e   que ao contrario desta  que não só não   contrariasse a  história e caracteristicas das instituições que agora  engloba mas principalmente  que respondesse as  necessidades de organização da futura  rede hospitalar de cuidados pediatrícos da zona Sul do Pais. O projecto poderia ser faseado. Por hora o HTS e a seguir o Centro Materno Infantil.

As  Maternidade  Magalhães Coutinho   (1931)e  Alfredo  da Costa , (1932)  o H.  D. Estefânia tem  origem  histórica diversa  e  são de de construção  posterior as do  Hospital de Sâo José , Desterro e Capuchos e Sta  Marta. Haverá que referir que a Maternidade Magalhães Coutinho foi a 1º Maternidade Portuguesa.( ler informação histórica na próxima postagem )
O Hospital dos Capuchos, Sta Marta, Desterro e São José,  foram  antigos conventos  adaptados que  vieram  em emergência  substituir    ao antigo  Hospital de Todos os Santos,  totalmente destruído pelo  terremoto e fogo em 1755 e cumpriram de forma exemplar a sua missão. 
Saliente-se entretanto  que o novo Hospital , homonimo do antigo e  que quer homenagear,  será construido numa zona de risco sismico, médio alto e  assim julgamos que um  projecto modular seria técnicamente mais equilibrado na prevenção para das suas hipoteticas consequências como será obrigatório ponderar..
 Indague-se o que dizem os técnicos especializados  do LNEC e Protecção Civil e confirmem  se não será assim.
Compreende-se que se queira rememorar o antigo Hospital  de Todos os Santos, que veio no seculo XVI à unificar e dar coerência a serviços assistênciais fragmentados,  não se compreende é que queiram de forma demagógica e sub repticia  fazerem  esquecer o Hospital Pediatrico de D. Estefânia e as  Magalhães Coutinho   e  Alfredo da Costa,  que foram e são ainda simbolos de modernidade e não já apenas um marco de glória  perdido no passado como foi o antigo HTS.
Os Hospitais ; D.Estefânia e Maternidade Magalhães Coutinho e  Alfredo da Costa surgiram no curso  processo de modernização.  com vista a eliminar  a promiscuidade  então  existentes  entre adultos  e crianças  e condições desumanas da ala de maternidade no  antigo  Hospital São José .
Finalmente a que referir que  Sr. Ministro impressionou-se com a destreza e grau de especialização dos nossos cirurgiões nomeadamente no que diz respeito a cirurgias complexas nos recem nascidos considerando-as  em termos figurativos  com toda propriedade "um milagre" impensavel há 100 anos.
Diz o ditado : "Deus quer ; o Homem Pensa e a Obra nasce". No caso presente ,   sem questionar  e confessando que  sentindo-nos orgulhosos do indiscutível mérito dos nossos cirurgiões,  consideramos que "este milagre ou obra "  na sua essência deve-se aos "Hospitais Pediatricos"  que permitiram concentração de massa critica e criação de equipas  exclusivamente dedicadas a criança.
Caso não acreditem comprovem  e pesquisem :  a maior parte dos trabalhos e desenvolvimento técnico  cientifico em Pediatria tem origem em   Equipas que nasceram e se desenvolveram nos Hospitais Pediátricos. Estes Hospitais são fonte de prestigio e receitas dos paises que os acarinham......
Compreendemos  contudo ( mas não aceitamos)  que  gestores que criaram e sustentam  as suas convicções em estudos originários  gabinetes assépticos de instituições financeiras  internacionais,   terão dificuldade em compreender estes factos....

Em conclusão :
Propomos ,na sequência destes considerandos ,    que no  Campus  Hospitalar de  Lisboa Oriental se construa  para alem do Novo Hospital de Todos os Santos,  um novo  Centro  Materno Infantil  que inclua  as Maternidades  Magalhães Coutinho , Alfredo da Costa e  o Hospital  Pediatrico de D. Estefânia, como aliás é norma internacional para os Hospitais Centrais  e este é o modelo aprovado em Coimbra e no Porto.  De acordo com o aprovado em vários orgãos de soberania deve ser reservado o terreno desde já  e assumindo-se tratar-se de um projecto assumido.


Finalmente alertamos a todos que partilham das mesmas  preocupações  que estamos conscientes  de que a satisfação destas legitmas  pretensões   dependerá principalmente do esforço e empenhamento de todos os profissionais e pais das crianças ... sim  pois do outro lado da balança estão em causa interesses poderosos e insensíveis  a quem os  governos tem dificuldade em contrariar e ultimamente tem-se  mesmo submetido...Sim ...são poderosos ... mas não invencíveis....
Oxalá o novo Ministério tenha uma palavra nova a transmitir-nos...


Assina : Pedro Paulo Mendes

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Segue-se resumo da  informação aos Jornalistas sobre a Luta pelo Hospital Pediátrico entregue aos Jornalista pela Plataforma Civíca


"Processo de Extinção do Hospital Pediátrico de Lisboa e de resistência da Sociedade Civil e dos seus órgãos representativos (25 Dez 2011)"



Há cerca de 3 anos, perante a ameaça do Governo de encerrar o Hospital de Dona Estefânia (HDE) sem o substituir por um novo Hospital Pediátrico em Lisboa, passando as crianças a ser tratadas no futuro Hospital Geral de Todos os Santos (Chelas), em grande parte, em ambientes de adultos e muitas vezes em conjunto com os adultos e por especialistas de adultos, um grupo de médicos e outros profissionais do HDE e elementos da sociedade civil criaram a Plataforma Cívica para alertar para os perigos nos cuidados médicos a prestar às crianças.

Desde então vários factos objectivos foram trazidos à evolução e discussão do processo.



1 – A nível internacional, Portugal seria o primeiro país a encerrar o Hospital Pediátrico da sua capital:

- Hospitais Pediátricos em praticamente 100% dos países civilizados (Ex: 209 nos EUA, 21 na Alemanha) e muitos países em desenvolvimento.

- Novos hospitais pediátricos a construir ou modernizar em todo o mundo, com principal destaque para EUA, França. Reino Unido (Destaque para a recente decisão da Irlanda em construir o Hospital Pediátrico de Dublin), América do Sul e África (Ex:Hospital Nelson Mandela a inaugurar em 2013 para todas as crianças de África)

- Na Internet mais de 600.000.000 entradas para a referência New Pediatric Hospital



2 – A nível nacional:

- Inauguração do novo Hospital Pediátrico de Coimbra; No Porto: construção do CHNorte com plano para o novo H.Pediátrico (Substituindo o antigo Hospital MªPia) num campus com a Maternidade Júlio Dinis e o H.StºAntónio e a construção do “Joãozinho” num processo de cada vez maior autonomia do tratamento das crianças do H.São João.

- Encerramento da maternidade do Hospital de Dona Estefânia no ultimo dia antes das eleições de Junho, sem justificação. Apesar de ter sido considerada pela ACSS, já em 2011, como a Maternidade “de Excelência”, esta continua sem reabrir. Também o próprio HDE foi igualmente considerado nessa análise, com a classificação máxima entre os hospitais que tratam crianças.

- Cerca de 90.000 pessoas assinaram as petições a favor da criação de um novo hospital dedicado às crianças em Lisboa, quando encerrasse o actual Hospital de Dona Estefânia.

- Em votação secreta, 96,1% dos profissionais consideraram que o hospital pediátrico era o ideal para tratamento das crianças gravemente doentes.

- Centenas de profissionais manifestaram-se no átrio do Hospital contra o encerramento da maternidade e o desmembramento em curso já no actual HDE.



3 - A nível político foram aprovadas vários documentos sobre a construção de um novo hospital pediátrico em Lisboa:

- AML: aprovadas 3 moções exigindo a construção desse equipamento autónomo dos adultos. A última Moção foi aprovada em 13 de Dezembro de 2011, também por unanimidade dos partidos da AML (incluindo PSD, CDS e PS), solicitando que no PDM seja consignado um espaço para a construção de um novo hospital Pediátrico autónomo junto ao futuro Hospital de Todos os Santos.

- Comissão Saúde da AR (Presidida pelo PSD): aprovado por unanimidade o relatório rejeitando a opção de extinção do Hospital Pediátrico em Lisboa. Segunda audição da Ministra da saúde já em 2011 com criticas de todos os partidos (excepto o do Governo) às acções de desmantelamento do Hospital Materno-Infantil de Dona Estefânia iniciadas pelo Ministro anterior.

- Nos anos anteriores, todos os partidos (excepto o do Governo) expressaram no plenário da Assembleia da Republica a sua discordância quanto ao encerramento do Hospital Pediátrico em Lisboa sem o substituir por outro que, de acordo com padrões de acreditação internacionais, salvaguardasse a independência de espaços e circuitos entre crianças e adultos, tendo o PSD, então na oposição, declarado solenemente na AR que “se fosse Governo corrigiria de imediato esse erro”.

- Já neste mês de Dezembro de 2011, representantes parlamentares do PS reconheceram a pertinência dos argumentos que a Plataforma foi sucessivamente trazendo ao debate e alteraram a sua posição. Neste momento, o PS, além de manifestar, tal como os outros partidos já contactados na AR, o seu apoio ao princípio de um novo Hospital Pediátrico autónomo, está a preparar uma iniciativa politica da AR nesse sentido.

- Juntas de Freguesia de Lisboa aprovaram também Moções do mesmo teor.

- De forma expressa e documentada, manifestaram-se no mesmo sentido instituições como a Ordem dos Médicos (Secção Sul), Instituto de Apoio à Criança, Sociedade Portuguesa de Pediatria, inúmeras figuras de grande relevo público e médico, etc.

- O Arq.Souto Moura, responsável pelo desenho do futuro HTodos os Santos veio declarar que, face às alterações que lhe foram introduzidas entretanto, (Leia-se Ensino e Pediatria), o projecto era “uma vergonha nacional” (Boletim A Estefânia Nº12 da Plataforma).



4 – A nível da análise e gestão politico-financeira do processo

- A ACSS publicou dados em que o custo médio do tratamento dos doentes nos hospitais pediátricos especializados de Coimbra e de Lisboa (H.Dona Estefânia) são muito inferiores aos dos Hospitais gerais centrais com serviços de Pediatria (HStªMaria, HSºJoão) de modelo semelhante ao do futuro HTodos os Santos.

- O actual Governo anunciou inicialmente a revisão de todas as PPP, com especial enfoque em 4 delas em que se incluía o HTodos os Santos na versão actual que não contempla um Hospital Pediátrico autónomo.

- Posteriormente, o actual Ministro anunciou na AR que não haveria construção do H.Central do Algarve e H . Todos os Santos.

- Os administradores hospitalares do CHLC, publicaram nos semanários Sol e Expresso cartas abertas (não sabemos se com conhecimento da Tutela), dando uma versão contabilística parcial dos custos da decisão defendendo a construção do HTodos os Santos, mas sem referência aos prejuízos resultantes do retrocesso civilizacional, médico e científico que dai adviriam para o tratamento das crianças e as suas necessidades e características próprias, neste momento, também já para os adultos. Enfim, também não clarificando qual o papel na estrutura de custos das rendas fictícias que os Hospitais deverão ao próprio Estado a partir de 2012, nem o diferencial entre os juros pagos pelo empréstimo pela PPP, nem outras contra partidas do contrato assinado com o Estado e que não é público.

- A Plataforma Cívica, independente do modelo de construção e exploração do futuro HTodos os Santos e da obrigatória transparência na metodologia de escolha e contratualização, considera que estas opções não deverão prejudicar o futuro da assistência hospitalar pediátrica de Lisboa e da zona sul como agora se configura. Assim, não prescinde de contribuir para o esclarecimento das consequências de uma decisão errada e precipitada por pressões que se adivinham enormes mas de discutível legitimidade do ponto de vista dos superiores interesses das crianças portuguesas, tal como antes com outros responsáveis políticos, aguarda uma entrevista com o Secretário de Estado Adjunto da Saúde para quem o Ministro da Saúde remeteu os nossos pedidos de audiência.



Contactos: Mário Coelho (TLM 913450989; coelhom@sapo.pt), António Gentil Martins (TLM 939555162, agentilmartins@netcabo.pt), Pedro Mendes (TML 967006022, pedrpaulmend@netcabo.pt)



Quarta-feira, 14 de Dezembro de 2011

Moção aprovada por unanimidade pela Camâra Municipal de Lisboa em 13/12/2011



TEXTO NA INTEGRA DA PROPOSTA APRESENTADA PELO GRUPO MUNICIPAL DO PPM E  APROVADA POR UNANIMIDADE POR TODAS AS FORÇAS PARTIDARIAS COM
ASSENTO NA  ASSEMBLEIA MUNICIPAL DE LISBOA.




MOÇÃO 
TERRENO PARA CONSTRUÇÃO DE UM NOVO
HOSPITAL PEDIÁTRICO

Considerando a intenção do governo de encerrar o único Hospital Pediátrico de Lisboa (Hospital Dona Estefânia), e inserir as suas valências no futuro Hospital de Todos-os-Santos juntamente com adultos, sabendo que de antemão que esta junção vai diminuir drasticamente a qualidade dos tratamentos realizados às crianças.


Considerando que todas as capitais Europeias têm Hospitais pediátricos, que até mesmo no nosso país, Porto e Coimbra, têm Hospitais dedicados exclusivamente a crianças.


Considerando as declarações feitas ao jornal o Público, pelo Arquiteto Souto Moura, (responsável pelo projecto do novo Hospital de Todos os Santos), após ganhar o prémio Pritzker 2011, afirmando que é uma vergonha nacional o que pretendem fazer. E que sempre que recomeça o projecto tem de acrescentar em altura.


Considerando que na discussão pública do PDM foi proposto por vários cidadãos a reserva de um terreno, junto ao futuro Hospital de Todos os Santos, para construção de um novo Hospital Pediátrico, e que o executivo da Câmara Municipal de Lisboa rejeitou.


Considerando as várias Moções e recomendações aprovadas por unanimidade nesta assembleia referentes a este assunto e tendo em conta a necessidade de um espaço para construção de um novo Hospital Pediátrico em Lisboa, que deverá ser edificado de acordo com os padrões modernos internacionais exigíveis, a Assembleia Municipal  delibera que:


1- Que na sede de discusão do PDM de Lisboa, seja exigido um espaço de terreno
necessário e autónomo para a construção de um novo Hospital Pediátrico em
Lisboa junto ao futuro Hospital de Todos os Santos.






2- Enviar esta moção a:


- Ao Exmo. Senhor Presidente da República, Dr. Anibal Cavaco Silva


- Ao Exmo. Senhor 1º Ministro Dr. Pedro Passos Coelho


-Ao Exmo. Senhor Ministro da Saúde, Dr. Paulo Macedo




- Todo o executivo camarário.


- A todos os Partidos com assento parlamentar




Lisboa, 13 de Dezembro de 2011




Subscrita e aprovada por unanimidade  por todas as forças partidarias e  cidadãos independentes  na Assembleia Municipal de Lisboa !






Segunda-feira, 12 de Dezembro de 2011

Portugal "não tem nada à ver com a Irlanda"....(pensamos infelizmente..)





Há alguns meses, pouco antes de Portugal solicitar apoio financeiro ao FMI e BCE ouviamos alguns  do nossos governantes e comentadores  politicos  afirmarem convictos e  com ar de meninos bem comportados   " nada  temos à ver com a Irlanda, somos muito diferentes " ...... somos  melhores.....
Dizemos-lhes  nós  agora : Temos muita  pena de não termos nada  à ver com a Irlanda ! 
 Recentemente  em plena crise o Ministro Irlandes em conferência de imprensa expressamente convocada  informou  ao Pais que: 
 " Sentia-se feliz de finalmente  poder dar uma boa noticia aos seus compatriotas em contraponto as más notícias sobre as medidas de austeridade. Esta boa nova,  era a de  que   Dublin em substituição dos três (!!!!)  Hospitais Pediatricos que agora possui   ganharia   um novo Hospital Pediátrico dotado de todas as técnicas e especialidades ,  garantindo um melhor atendimento a população infantil." 
(Caso duvidem visitem  o Site do novo Hospital, em rodapé e  comprovem...)

 Como ali podem constatar o Plano Funcional e o Projecto   de Arquitectura  do novo Hospital de Dublin  são de acesso publico com todos os documentos de  pormenor.
Infelizmente e ao contrário da Irlanda , em Portugal, tudo o que diz respeito ao Novo Hospital de Todos os Santos foi e é opaco , passou-se nos gabinetes  dos gestores  e  da parceria privada.   
Em  fim em Portugal  vivemos numa  democracia de baixa densidade e clientelar.  
Mas não nos conformemos e digamos  alto e a  bom som aqueles em que confiamos o nosso voto : 
Corrijam o vosso erro enquanto é tempo!   Sigam o exemplo da  Irlanda ... 
São as atitudes em tempo de dificuldades que definem  o caracter dos politicos e governantes.....
Parabens  aos Irlandeses!
Quanto a nós resta a esperança...  de quem luta  e não desespera diz o ditado....  sempre alcança.... 
Felizmente temos tido a prova que em todos os quadrantes partidarios existem  pessoas de bom senso.... é pena estarem afastados dos organismos de decisão.... ultima   prova desta solidariedade inequivoca  esta na Moção aprovada pela Assembleia Municipal de Lisboa  no ultimo dia 13 de Dezembro de 2011em reunião plenária reiterou unanime o apoio a nossa causa.!

The New Children’s Hospital
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New Children’s Hospital
Enhancing quality care for Ireland's children and young people is the primary driver for developing the new Children's Hospital of Ireland. It is universally accepted within the paediatric healthcare community that the sickest children, requiring access to highly specialist professionals, equipment and facilities, need to be accommodated in one children's hospital and there is unanimous agreement that there is an urgent need for capital investment in children's healthcare infrastructure in Dublin.
The Children's Hospital of Ireland will also include an ambulatory and urgent care centre at Tallaght which will provide out-patient, day-care and emergency care services primarily for families in the south- side of the city.
An independent review of the project to build the new Children's Hospital of Ireland on the site of the new Mater Campus was commissioned by the Minister for Health, Dr James Reilly TD. The Independent Review team unanimously and unequivocally recommended the immediate implementation of plans to consolidate the current Dublin inpatient acute care paediatric unit into a single National Paediatric Hospital located on the Mater site.
Following endorsement of the report of the Independent Review team by the Minister for Health the Development Board made an application for planning. This application currently sits with An Bord Pleanála. For details of the application see www.newchildrenshospitalplanningapplication.ie
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Delivery of New Children’s Hospital of Ireland will bring benefits to Ireland
http://www.newchildrenshospital.ie/ Página 1 de 2Children’s Hospital of Ireland - enhancing quality care for Ireland's children 11/12/12 22:36
17 October 2011
The oral hearing into the development of the New Children’s Hospital today, 17th October, heard of the world-class hospital that will facilitate excellence in the delivery of clinical services, including teaching and research, at Eccles Street.
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New Children's Hospital of Ireland submits planning application to An Bord Pleanála
20 July 2011
The Development Board for the new Children’s Hospital of Ireland project is today, Wednesday 20th July 2011, submitting a planning application to An Bord Pleanála for the development of a new children’s hospital at the Mater Hospital campus, Eccles St.
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New children's hospital welcomes Minister's announcement to proceed to planning
06 July 2011
The Development Board welcomes the announcement today, 6th July, by the Minister for Health James Reilly of the timely completion of the review of the new Children’s Hospital of Ireland project and the confirmation of the Mater site
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Quinta-feira, 8 de Dezembro de 2011

Jantar dia 6 de Dezembro - Angariação de fundos para as actividades da Liga do Hospital D. Estefânia : Um evento de sucesso !


Adquira na Sede da Liga a T- Shirt para apoio as nossas crianças
( na sede da Liga de Amigos do Hospital D. Estefânia )
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Como foi amplamente divulgado , realizou-se no Dia 6 de Dezembro de 2011 um jantar/ convivio com vista a angariar fundos para as actividades da Liga de Amigos do Hospital D. Estefânia em favor das crianças internadas.....Foi um sucesso ! Não só pela ampla participação com a  lotação  da Sala  do Hotel praticamente esgotada, mas principalmente pelo convivio agradavel e fraterno de todos os  que se preocupam com o presente e futuro da  assistência hospitalar diferenciada de  nossas crianças.




                                        
      Vários grupos e individualidades artisticas profissionais e amadoras enriqueceram  solidariamente o convivio . Seguem-se algumas fotos ilustrativas do evento


Quadro oferecido para  Leilão em favor de Liga
Várias personalidades  entre os quais salientamos a presença de  deputados da Camâra Municipal de Lisboa de vários quadrantes partidarios.