sábado, 16 de julho de 2016

Hospital D. Estefânia fez no Dia 17 de Julho os seus 139 Anos ! O ùnico Hosptal Pediátrico da Zona Sul do País conseguirá sobreviver a actual conjuntura?!!!Dependerá de nós todos!




Conseguirá o Hospital D. Estefânia resistir  as forças que planeiam  a sua extinção. ? 

Nesta efeméride , marco  fundamental na evolução dos cuidados médicos  diferenciados  prestados as  crianças portuguesas,  reeditaremos  dois textos publicados  anteriormente  no Blog. 
O primeiro de autoria  do Dr. José Pedro Vieira ,  Neuro pediatra no Hospital D. Estefânia   e reporta-se  sobre  a origem dos  hospitais  pediatricos . O  outro de   Françoise S. Ramalho , da Universidade de Paris ,  que  investigou a  História da criação  do Hospital D. Estefânia.  Trata-se de um  artigo extenso,  e de publicamos a sua introdução  e  o endereço na NET , mas  de que aconselhamos aos interessados a  leitura na integra, pois ilustra  as vicissitudes  que enfrentaram  os que  naquela altura defenderam o progresso enfrentando obstáculos semelhantes aos de hoje.

Chamamos ainda atenção para o merito  trabalho de  preservação do nosso  património Histórico que tem sido realizado  Nucleo Museologico do Hospital D. Estefânia,  pois.... historia  cultura e identidade confundem-se.....

E finalmente  não podemos deixar de voltar  a  chamar atenção para a recente  extinção do gabinete de Comunicação , retirando-lhe assim  qualquer direito a uma voz propria e votando-o ao   desinvestimento. Este ato consistiu em   mais um passo no sentido da sua programada extinção  e que se desenvolve a revelia manifesta da sociedade  portuguesa  e dos seus  organismos representativos.




domingo, 8 de fevereiro de 2009

FAZ SENTIDO MANTER OS HOSPITAIS PEDIATRICOS ?


A evolução das políticas dirigidas para a saúde materno infantil percorreu um longo caminho.
Na Antiguidade as crianças eram olhadas como seres imperfeitos num estado de transição para a idade adulta e não tinham nenhum estatuto de protecção pela sociedade. Pelo contrário o abandono das crianças era frequente. As crianças doentes ou com defeitos congénitos eram abandonadas ou mesmo sacrificadas.
Na Idade Média as crianças não eram igualmente objecto de qualquer espécie de atenção ou protecção pela sociedade. A elevada mortalidade nestas épocas afectava grandemente as crianças e a mortalidade infantil rondava os 50%.
As crianças abandonadas por falecimento dos pais, por doença ou deformidade congénita, proveniência de uma relação ilegítima ou de prostituição ou simplesmente de famílias pobres e muito numerosas estiveram até ao século XVII sob a protecção da Igreja em geral em circunstâncias de asilo bastante precárias
A separação entre a Igreja e o Estado, a partir da Revolução Francesa, esteve na origem da criação das primeiras Instituições Públicas destinadas a acolher crianças abandonadas. Surgiu então pela primeira vez a necessidade de criar uma politica de saúde materno-infantil. Primordialmente esta politica não era ainda virada para a criança (como um individuo com entidade própria e com direitos) mas apenas significava o reconhecimento de que as epidemias e uma alta taxa de morbilidade e mortalidade constituíam um problema de saúde pública. A epidemiologia desta época assentava antes pelo contrário nos conceitos de que a fragilidade e a vulnerabilidade das crianças provenientes de um meio ambiente sem adequadas condições sanitárias e um meio familiar defeituoso nos princípios morais necessitava de uma intervenção educativa e de correcção desempenhada pelo Estado capaz de permitir uma evolução para um adulto responsável e integrado na sociedade.
Entre os séculos XIX e XX deu-se uma mudança significativa quanto a esta visão «sanitarista» ou «higienista», que ocorreu em paralelo com movimentos de contestação social e de exigências crescentes dos cidadãos. As pessoas em geral e mesmo a ideologia dominante passaram a considerar os males sociais como a resultante de condições de vida inadequadas e o Estado teria o dever de suprir as necessidades e garantir a observação dos direitos dos seus elementos mais desfavorecidos. 
Na sua origem os Hospitais foram Instituições Religiosas, com fins caritativos, recolhendo os pobres, sem alojamento e os enfermos. A prática da Medicina nestes locais era também de natureza caritativa, embora tivesse um componente académico. 
No século XIX foram criados os primeiros Hospitais Pediátricos com o propósito de retirar as crianças doentes de um ambiente promíscuo de coabitação com os adultos. 
Embora os conceitos epidemiológicos de saúde materno-infantil venham do século XVIII a Pediatria como um ramo individualizado da Medicina só se estabeleceu mais tarde, nos finais do século XIX, em paralelo com a criação de Hospitais pediátricos.
Os Hospitais Pediátricos foram criados nos finais do século XIX em todas as grandes cidades do Mundo Ocidental e para além desta função social em muitos casos desempenharam um importante papel na aquisição de novos conhecimentos em Pediatria.
Os avanços da Medicina no século XX desencadearam, nas Sociedades industrializadas, um extraordinário declínio de todos os indicadores de mortalidade e um considerável prolongamento na expectativa de vida das pessoas. 
Os gastos com os Sistemas de Saúde cresceram exponencialmente e os Hospitais Pediátricos são agora fortemente visados nas tentativas de conter esses custos porque são considerados como um dos elementos dos Sistemas de Saúde geradores de maiores gastos.
Por outro lado estes Hospitais, pelas características peculiares de serem locais de atendimento e de prestação de cuidados de Saúde exclusivamente destinados ás crianças, conquistaram uma posição de preferência junto dos cidadãos e deram contributos relevantes para a evolução da Pediatria.
O Hospital de Dona Estefânia data de 1877 e representa para a nossa História do século XIX uma experiência civilizacional e um reconhecimento precoce da necessidade de acompanhar a experiência e o pensamento dos países mais desenvolvidos.
A verdade é que nenhum País desenvolvido deu como terminada a sua experiência com Hospitais Pediátricos nem é evidente sequer que haja uma tendência para a sua extinção. A extinção do Hospital de Dona Estefânia, o único Hospital Pediátrico de Lisboa, representa uma verdadeira excepção no panorama das sociedades ocidentais e é um claro indicador da escassa consistência e da fragilidade do nosso desenvolvimento económico, cultural e, em geral, civilizacional. 
Conseguirá o Hospital de Dona Estefânia resistir à ameaça de extinção???

Artigo enviado para publicação

Dr. José Pedro Vieira





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Bienfaisance royale et crise hospitalière : « l’impossible » création d’un hôpital pour enfants à Lisbonne (1858-1878)"


enquadra historicamente a construção do Hospital D. Estefânia". Aconselhamos a lê-lo na integra.



Initialement conçu pour l’enfance malade, l’hôpital Estefânia de Lisbonne ouvre en 1878, vingt ans après sa fondation, comme établissement pour patients adultes. La création compliquée de cet établissement couvre une période particulièrement riche de l’histoire hospitalière portugaise. Dans un pays marqué par une progressive laïcisation de l’assistance et à une époque où les pouvoirs publics manifestent un intérêt croissant pour les questions de protection de l’enfance, des arguments moraux et sanitaires militent en faveur de l’hospitalisation séparée des plus jeunes. Mais la crise hospitalière que connaît alors la capitale portugaise (manque de lits, vétusté des structures, mélange des pathologies) engage tout un débat sur la taille, l’emplacement et la conception des hôpitaux. Si l’urgence des besoins empêche la création d’un établissement exclusivement pédiatrique, l’ouverture d’un service réservé aux enfants dans l’hôpital Estefânia marque néanmoins le début de l’hospitalisation infantile au Portugal.




Auteur
Françoise Salaün Ramalho[*]
[*] Historienne, membre du CRESC, UFR LSHS, Université de Paris...
Si l’on s’interroge sur les motifs qui ont incité la reine Estefânia à fonder un hôpital pour enfants à Lisbonne, force est de tenir compte, en premier lieu, de sa générosité envers les pauvres et les établissements de bienfaisance, qualité signalée par ses biographes [24]
[24] Cf. notamment Estephania rainha de Portugal : vida...
suite
." Mais il importe aussi de souligner une culture et une sensibilité propres à son pays d’origine. L’Allemagne n’était pas restée étrangère au mouvement européen de création d’hôpitaux pour enfants. Après Paris et son hôpital des Enfants-Malades fondé en 1802, les principales villes européennes s’étaient dotées de structures de ce type et Estefânia ne pouvait ignorer l’existence des hôpitaux d’enfants de Berlin (1843) ou de Munich (1846). Par ailleurs l’implication d’une épouse de souverain dans un projet de cette nature ne constitue pas un cas isolé en Europe. À Paris, à la même époque, l’impératrice Eugénie inspire la création d’un second hôpital pour enfants, situé dans un quartier ouvrier de l’est de la capitale. L’établissement de 425 lits est inauguré en mars 1854 par le couple impérial sous le nom d’hôpital Sainte-Eugénie "
En 1880, l’hôpital Saint-Eugénie est rebaptisé hôpital...
suite


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Constantino Sakellarides dixit :

 “não há nada que seja defensável para a manutenção das PPP. Não se percebe como empresas do outro lado do mundo (China, Brasil ou EUA), cujo interesse é retirar dinheiro, têm maior sensibilidade do que o Estado para defender o SNS”. 

Sim !  nunca desistiremos   de defender a  saude das nossas mães e crianças que são  por demais para depender de interesses mercantis nacionais ou internacionais 
 Julgamos que não será abusivo considerar que  o Dr Luís Filipe Pereira, antigo Ministro da Saúde de Durão Barroso,   ( notas  1 e 2 ) e  que foi responsável pela reformulação do 2º  Plano Funcional do futuro Hospital de Lisboa Oriental  (  o 1º foi anulado por irregularidades ....? ) , representa interesses por certo  "diversos"  ,  que nada terão haver  como os das  nossas crianças e que sem duvida  os Profissionais ligados Pediatria,  estariam mais aptos a represntar ! 




Nota 1 :


Luís Filipe Pereira tem uma carreira extensa, trabalhando em atividades públicas e na iniciativa privada. Foi ministro da Saúde em dois governos consecutivos do PSD, o de Durão Barroso e o de Pedro Santana Lopes. Antes, foi secretário de Estado da Energia, no governo de Cavaco Silva.
Esteve ligado durante vários anos ao Grupo Mello, tendo inclusive sido presidente da Efacec e da CUF. Passou por várias outras empresas, incluindo a EDP e a Quimigal. 
Depois da saída de Silva Peneda, o Conselho Económico e Social "é o órgão constitucional de consulta e concertação no domínio económico e social.

Nota 2- 

Hollande considera moralmente inaceitavel a prestação de Serviços de Durão Barroso, para a Goldman -Sachs
https://www.dinheirovivo.pt/banca/agora-hollande-durao-barroso-no-goldman-sachs-moralmente-inaceitavel/




quinta-feira, 23 de junho de 2016

O Ministro da Saúde declarou que no Hospital Oriental será respeitada a Autonomia Pediatrica - - Aguardemos com expectativa a discussão Publica do seu Plano Funcional .



"Não existe maior prova da pertinência  das nossas propostas  quando estas   transformam-se em linguagem transversal e comum  da sociedade e nomeadamente dos seus  orgãos Institucionais e oficiais,   os únicos  que dispõe dos meios e legitimidade  para implementa-las . A "Autonomia do Hospital Pediatrico"   tem sido uma das  bandeiras dos Profissionais D. Estefânia e da Plataforma Cívica ....Aguardemos assim a sua concretização no futuro imediato  "

"Hospital Oriental de Lisboa terá 825 camas e autonomia pediátrica"

http://rr.sapo.pt/noticia/57244/hospital_oriental_de_lisboa_tera_825_camas_e_autonomia_pediatrica?utm_source=rss






http://rr.sapo.pt/noticia/57244/hospital_oriental_de_lisboa_tera_825_camas_e_autonomia_pediatrica?utm_source=rss



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Quem  definirá as novas  regras ? : 

A voz da experiência de C. Sakeallarides, ou o capital financeiro que lucra com a saúde?


Devemos prestar  atenção   as declarações de Constantino Sakelarides , que tem um saber de experiência feito.
 As suas afirmações  vem de encontro  as conclusões que  chegamos e temos afirmado neste Blog : 

Constantino Sakellarides dixit :

 “não há nada que seja defensável para a manutenção das PPP. Não se percebe como empresas do outro lado do mundo (China, Brasil ou EUA), cujo interesse é retirar dinheiro, têm maior sensibilidade do que o Estado para defender o SNS”.


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 Um Projecto que já se encontra  " em cima da mesa "   ou    mera  hipotese  de uma  das possiveis soluções ?



"Desafios para a Reforma Hospitalar Mónica Almiñana Riqué | Presidente da Administração do Departamento de Saúde Valencia La Fe, Conselleria de Sanitat de la Generalitat Valenciana Comentador: Jorge Simões | Presidente do Conselho de Administração da Entidade Reguladora da Saúde""



No Fórum   promovido pelo Ministério da Saúde no dia 21 de Junho de 2016 com o tema " Os Hospitais, Reforma do Serviço Nacional de Saúde  " coube ao Dr. Jorge Simões, responsável  pela " Missão Parcerias Saúde" no Ministèrio  (  de acordo com o projecto neoliberal do Professor Correia de Campos, alias  como considerou o Dr. António Arnaut) ) comentar  a apresentação da Presidente do Departamento de Sáude de Valência La Fé.  
A sua exposição centrou-se na caracterização do novo " Hospital de Valência  La Fé" : 







 Será este o  modelo pretendido pretendido pelas PPP para construção do Novo Hospital?

 O Professor Jorge Abreu Simões, encarregado de missão da Estrutura Parcerias Saúde,  no Ministério de Correia de   Campos, na sua intervenção vincou a sua admiração e concordância com  as orientações defendidas  pelo Professor Correia de Campos. 

Abaixo,  o Link "uma história infantil" publicada no Blog sôbre o importante papel reservado pelo então Ministro da Saúde , Professor Correia de Campos , ao  Dr. Jorge Abreu Simões,  na   "Reforma Hospitalar" em curso. 

http://campanhapelohde.blogspot.pt/search?q=+Duas+hist%C3%B3rias+em+simultaneo+:+uma+da+aventura+de+um+casal+de+pardalinhos+e+outra+das+Parcerias+Publico+Privadas+para+a+Sa%C3%BAde









domingo, 12 de junho de 2016

UM PROJECTO AO QUAL NOS DEVEMOS ASSOCIAR ! No ultimo 1 de Junho , Dia da Criança , o Hospital D. Estefânia recebeu a promessa do Ministério da Saúde do empenho e atenção para a necessária requalificação dos seus Serviço de Urgência, Cirurgia de de Ambulatóro e da Pedopsiquiatria.


Investir na saúde 

é investir no  desenvolvimento social e económico"
Dr. Paulo Freitas
-Entrevista Revista  OM -32 nº 168


                                
 UM PROJETO QUE DEVEMOS APOIAR !  È URGENTE   DAR MAIS  DIGNIDADE AO ATENDIMENTO NA URGÊNCIA  NO   HOSPITAL PEDIÁTRICO  DE LISBOA  ! 
Se foi incompreensível  o encerramento da Maternidade, ainda  o é  mais   o  abandono à  que  as suas instalações estão     agora votadas.  Aguardamos  assim a  sua  urgente requalificação e  reutilização entre outros fins  para realojar a  Urgência Pediatrica . 





HDE Centro de Referência Oncologia  Pediatrica da Zona Sul.  Um estatuto incompatível  comas condições atuais de atendimento em várias valências.  
  




È de todos conhecido o desinvestimento  à que o   Hospital Pediátrico de Lisboa tem sido votado. As  melhorias  de que tem beneficiado  devem-se grande parte ao  Mecenato,  e mesmo  estas estão neste momento comprometidas devido ao encerramento  do seu Gabinete de Comunicação .  
O  "interessado",  encerramento da Maternidade Magalhães Coutinho ,  reconhecido Centro de Excelência em detrimento da Maternidade Alfredo da Costa, (ao invés da sua articulação num único Centro Materno Infantil de referência para Zona Sul ),  deixou agora  devoluto o Edifício da Maternidade M. Coutinho 
( nota1)
As instalações  da Maternidade , apesar de  encontrarem-se  em optimo estado,  estão agora  votadas  ao abandono  enquanto , no edifício contiguo  , apenas  a  algumas dezenas de metros,    os nossos profissionais,  são obrigados a atender   e a  observar as  crianças   que necessitam  de  tratamento urgente num  espaço indigno do  seu exercício por esta  degradado e desadaptado. 
Atendendo a este  pressuposto irrecusável ,  a Direção Clínica do HDE representada pelo  Dr. Gonçalo Cordeiro Ferreira  e secundado pela Dra. Micaela Serelha e apoiados pelos restantes Coordenadores de  Área   deram a conhecer   ao   Ministério  e Ministro da Saúde, Dr. Adalberto  Campos Fernandes  , Conselho de Administração do CHLC e outras Personalidades   entre as quais salientamos a  do Diretor Geral de Saúde, Dr.  Francisco  George   a importância do projeto do aproveitamento  e requalificação da antiga  Maternidade com vista à   uma  reinstalação condigna dos Serviços  de Urgência, Cirurgia do Ambulatório e Pedopsiquiatria.  

Trata-se de um   projeto estruturante   e que se perspetiva  na concretização da  Rede de Referenciação  Materno Infantil da Zona Sul do Pais,  de que o Hospital H. D. Estefânia continua a ser  uma Instituição   incontornável  e  basilar. . 
Ao invés do inaceitável abandono daquele espaço, à concretização de  um projeto que todos devemos apoiar.....
Para alem  da  presença do Ministro da Saúde, Dr. Adalberto Fernandes   e de muitas outras personalidades salienta-se a de


O Ministro da Saúde Dr. Adalberto Fernandes e a  Administradora do CHLC Dra. Ana Escoval.
O Corpo Clínico fez-se representar apoiando  o projeto. 


Temos como  exemplo a  atitude  das crianças que recebemos . Para alem do presente sombrio vemos  o futuro com cores otimistas .




O Sr. Arquiteto a  informar  o projeto ao Ministro da Saúde e Assistência

Passear pelos corredores D. Estefânia é testemunhar  as benfeitorias do mecenato e por outro lado a omissão  dos organismos governamentais nos últimos anos,


A Carta dos Direitos da Criança Hospitalizada.
Indagamos quais os  gestores já se aperceberam das suas implicações? 



Ao contrário do que se faz  noutros países  e a revelia do legislado internacionalmente  a    " Gestão eficaz"  não deve ser compreendida " como  mistura de crianças com adultos nas Especialidades Transversais ( Imagiologia,  Otorrinolaringologia  de urgência etc...)








Ressalva  a  bem da verdade:
Ouviu-se  falar  do antigo Hospital de Todos os Santos e de risco sísmico que incorrem os antigos hospitais . São assuntos sérios que merecem abordagem fundamentada.  
Não nos esqueçamos  que o atual projeto do futuro " Hospital de  todos os Santos" ( agora de "Lisboa Oriental" )  na sua atual configuração foi provavelmente  concebido com o fim de reduzir a atual oferta Hospitalar  Publica em 1200 camas em favor dos Grupos Financeiros ligados a saúde  e da PPP  que pretendem  . construi-lo . Trata-se de projeto ideologicamente redutor. ( não tivesse o  responsável  pela escolha do seu Plano Funcional , sido  nomeado por Manuel Pinho Ministro das Finanças  e que por sua vez  a agora  diz que  foi para o governo por indicação de Ricardo Salgado/ Grupo BES   em troco  de uma reforma milionária..  Indagamos que  favores dele esperava o   antigo proprietário do H. da  Luz e da PPP do Hospital de Loures ??.!!!!! )
Não esqueçamos ainda  que o Vale de Chelas, o  lugar escolhido para a sua futura  implantação é de risco sísmico elevado ( ver PDM de Lisboa  e  Link de artigo no Blog ) .....exatamente  ao contrário  do que se deu a entender   pois  a  atual localização dos antigos  Hospitais  de Lisboa Central na   Colina na  Santana  se implantam na generalidade  num solo  geologicamente que  é  mais estável,   pois é  constituido   por arenitos consolidados.





Ver artigo no Blog:
A colina de Santana onde se implanta o hospital D. Estefânia corresponde "a lingueta amarela" entre a Av. da Liberdade , a Ocidente e a Av. Almirante Reis localizada a  Oriente,  onde se implanta  a Quinta da Boa Vista  assinalada a vermelho.


http://campanhapelohde.blogspot.pt/2012/01/apenas-indagamos-quais-condicionantes.html






Nota1 -  Quando dizemos  "interessado" o fazemos baseados em factos.  

Na alinea XXI do relatório técnico para a Reforma Hospitalar  lê-se:

. "Reformulação da rede da Área Metropolitana de Lisboa como uma prioridade absoluta, dada a abertura ocorrida do novo Hospital de Cascais, a abertura a breve trecho de uma nova unidade hospitalar em Loures (Janeiro 2012) e de uma nova unidade em Vila Franca de Xira (2013);
Com 3 novos hospitais a servir a região não pode deixar de haver uma correcção da oferta existente. Em consequência é proposta a Integração plena e imediata da Maternidade Alfredo da Costa e do Hospital Curry Cabral no Centro Hospitalar de Lisboa Central (CHLC) que procederá à racionalização da sua oferta, dos seus recursos físicos, técnicos e humanos, em consequência da abertura, no futuro próximo, do novo Hospital de Loures"




O Hospital de Loures é um Hospital com gestão clinica privada ( antes BES e agora da China). Neste caso o principio da " Livre Escolha do Cidadão não foi tido em conta " Tratou-se   assim de uma acção puramente mercantilista em favor dos Hospitais privados  e  que não teve em conta o papel especifico daquelas instituições na rede de cuidados materno infantis  diferenciados e que não cabe aos Hospitais  Distritais.
A desarticulação recente das equipas de Medicina do Hospital Curry Cabral, terá haver com os  mesmos   pressupostos .  



"Transparency must be understood as a form of the empowerment of the citizens, allowing them to intervene in political life"

domingo, 5 de junho de 2016

Moção apresentada pelos "Verdes" aprovada na Camâra Municipal de Lisboa no dia 10 de Maio de 2016 ( 3ª Moção aprovadas na CML em favor do Hospital Pediatrico !)



Assunto: AML - Deliberações da Assembleia Municipal de Lisboa realizada no dia 10 de maio de 2016 -Plataforma CDHPLx

À
Plataforma Cívica de Defesa do Hospital Pediátrico de Lisboa


A Assembleia Municipal de Lisboa, na sua sessão realizada no dia 10 de maio p.p., deliberou e aprovou  o documento que abaixo se discrimina.
Mais se informa que para consultar o documento, na integra, deverá aceder ao sitio da AML, no endereço  indicado abaixo da parte deliberativa.
Recomendação nº2 /106 – “Hospital Pediátrico autónomo em Lisboa” (PEV)
Aprovada por Maioria

Teor da Deliberação:
A Assembleia deliberou (Recomendar à CML que):
“1 - Pugne pela defesa de um hospital pediátrico autónomo em Lisboa, dotado dos meios humanos e materiais necessários ao seu bom funcionamento.
2 - Diligencie junto do Governo no sentido de salvaguardar a existência de um hospital pediátrico autónomo em Lisboa nas suas valências clínica e funcional.
Mais delibera:
3 - Dar conhecimento da presente recomendação ao Ministério da Saúde, aos Grupos Parlamentares da Assembleia da República, à Plataforma Cívica em Defesa do Hospital Pediátrico de Lisboa e à Liga dos Amigos do Hospital Dona Estefânia.”




Com os melhores cumprimentos,


A Presidente


Helena Roseta




Recomendação 02/106 (PEV) - Hospital Pediátrico autónomo em Lisboa
10-05-2016
Agendada: 106ª reunião, 10 de maio de 2016
Debatida e votada: 10 de maio de 2016
Resultado da Votação: Aprovada por Maioria com a seguinte votação: Favor: PCP/ BE/ CDS-PP/ PEV/ MPT/ PAN/ 6 IND – Abstenção: PS/ PSD/ PNPN
Passou a Deliberação: 
Publicação em BM:
Recomendação
O Hospital de Dona Estefânia, fundado em 1877, resultou de uma iniciativa da Rainha Dona Estefânia de possibilitar um ambiente apropriado ao acompanhamento clínico especializado de crianças. Até à fundação deste hospital, as crianças eram tratadas juntamente com adultos em espaços comuns, não existindo um ambiente com as especificidades necessárias ao seu tratamento e à sua recuperação.
Importa referir que, na altura da construção do Hospital Dona Estefânia, este equipamento foi considerado um dos melhores do mundo, tendo elevado, a nível internacional, o nome de Portugal quanto a cuidados de saúde infantis, além de ser considerado o berço da pediatria portuguesa.
A existência de um serviço de medicina pediátrica, de que fazem parte os hospitais pediátricos e outros serviços e cuidados especializados, tem contribuído para a diminuição da taxa de mortalidade infantil em Portugal, tendo este índice atingido níveis exemplares, dos mais baixos do mundo.
A realidade mostra-nos que a construção de novos hospitais pediátricos tem sido uma opção continuada em diversos países, particularmente nos países mais desenvolvidos, sendo determinantes para o combate aos índices de mortalidade infantil e para a melhoria dos indicadores de saúde infantil.
Daqui se intui que os critérios que devem nortear as políticas de saúde não podem residir em questões meramente economicistas, sem ter em conta a prestação de cuidados de saúde de qualidade aos utentes, sobretudo quando se trata de crianças.
Recentemente, muito se tem falado na eventual reestruturação do hospital pediátrico, sem se possibilitar um real acompanhamento e escrutínio por parte da população interessada, pelo que é importante que a Assembleia Municipal de Lisboa se possa pronunciar em defesa da existência de um hospital pediátrico que assegure a preservação do capital humano, científico e médico acumulado pelo Hospital de Dona Estefânia.
De acordo com a experiência actual, o modelo ideal de organização deve garantir um elevado grau de especialidade, num hospital pediátrico autónomo do ponto de vista técnico e administrativo, sem prejuízo dos necessários protocolos de cooperação e articulação para partilha de equipamentos, técnicos e tecnologias não diferenciados. A diferenciação é, assim, uma questão fundamental para a eficácia de um serviço hospitalar pediátrico, daí a necessidade de assegurar a autonomia funcional, técnica e administrativa de um hospital dedicado às crianças.
Neste contexto, considerando que a construção do Hospital Oriental de Lisboa não deve justificar nem significar o fim da existência de um hospital pediátrico autónomo em Lisboa, uma vez que, de acordo com o próprio corpo clínico, é fundamental garantir um espaço e um ambiente pediátricos diferenciados, além de que isso significaria que Portugal seria o primeiro país a encerrar um hospital pediátrico na sua capital. Daqui resultaria não se conseguir garantir às crianças um espaço próprio com ambiente hospitalar adequado, acabando por haver uma diluição dos cuidados pediátricos na rede geral de cuidados de saúde;
Considerando que a saúde, o bem-estar e o interesse das crianças devem ser assegurados num espaço próprio, devendo um hospital pediátrico constituir uma referência nacional e internacional no que respeita aos cuidados médicos prestados às crianças e ao envolvimento dos pais e familiares;
Considerando ainda que vários profissionais e cidadãos defendem e justificam a existência de um hospital pediátrico autónomo, não prescindindo desse equipamento, tendo a Plataforma Cívica em Defesa do Hospital Pediátrico de Lisboa promovido, no passado dia 30 de Abril, uma corrida/caminhada em sua defesa, sensibilizando e mobilizando os cidadãos relativamente a esta matéria.
Neste sentido, a Assembleia Municipal de Lisboa delibera, na sequência da presente proposta dos eleitos do Partido Ecologista “Os Verdes”, recomendar à Câmara Municipal de Lisboa que:
1 - Pugne pela defesa de um hospital pediátrico autónomo em Lisboa, dotado dos meios humanos e materiais necessários ao seu bom funcionamento.
2 - Diligencie junto do Governo no sentido de salvaguardar a existência de um hospital pediátrico autónomo em Lisboa nas suas valências clínica e funcional.
Mais delibera:
3 - Dar conhecimento da presente recomendação ao Ministério da Saúde, aos Grupos Parlamentares da Assembleia da República, à Plataforma Cívica em Defesa do Hospital Pediátrico de Lisboa e à Liga dos Amigos do Hospital Dona Estefânia.
Assembleia Municipal de Lisboa, 10 de Maio de 2016
O Grupo Municipal de “Os Verdes”
Cláudia Madeira J. L. Sobreda Antunes


segunda-feira, 30 de maio de 2016

"A Petição Publica que reuniu 80.000 assinaturas foi destinada , não à um Presidente da Republica "em particular", igualmente não foi destinada "a qualquer um" Presidente da Republica" , mas apenas aquele que tenha sensibilidade, isenção , e sentido dos interesses da Comunidade, para não se submeter aos interesses financeiros ligados a saúde e disposto a defender o Hospital Pediatrico de Lisboa!"



..............Hoje de 1 de Junho de 2016,   Dia da Criança . ...Esperavamos a visita do Presidente da Republica no Hospital D. Estefânia  que infelizmente  não se concretizou por motivos familiares . O desafio que  lançamos permanece contudo válido............na préxima  postagem faremos uma analise desta  reunião em que o Governo esteve representado pelo Sr.   Ministro da Saúde........




Transcrevemos na Integra o Abaixo Assinado endereçado no ano de 2008 a  Presidência  da Republica  e  que  permanece  pleno de actualidade .

Estamos certos que  este merecerá a devida atenção do   actual Presidente  da Republica ,  Professor Marcelo Rebelo de Sousa

Deixamos mais uma vez claro que apesar de defensores do  actual património do Hospital D. Estefânia  ,  não nos move o apego as sua velhas paredes,  mas sim ideia nobre e progressista  que as construiu .  

Ou seja pugnamos , que  como nas outras capitais europeias ,  Lisboa continue a ter seu Hospital Pediátrico  autónomo ,   e que  se possível  estabeleça  relação da proximidade e de cooperação  com um Centro Hospitalar.  Caso por razão de custos  ( argumento moralmente indefensável no contexto do dinheiro já  gasto para salvar a banca corrupta) , preferimos  permanecer neste prestigiado  espaço. 

Neste sentido  consideramos imprescindível  que se interrompa de imediato  a descaracterização e destruição  em curso do Hospital D. Estefânia  tanto mais incompreensível pois respeita os desígnios de um Plano Funcional  que  foi  anulado por ilegalidades e que formatava em aberto conflito de  interesses da assistência hospitalar diferenciada das crianças portuguesas. ...Não fossem os seus  organizadores quem são: Manuel Pinho, Eng. Pedro Dias  Alves etc.......Não tivesse o Ex Presidente da Republica, ao receber a petição sugerido que fossemos ter com o Eng. Pedro Dias Alves para " ver se ainda era possivel fazer alguma coisa" e ao que este respondeu o obvio: que aquela era uma decisão politica....




"Excelentíssimo
Sr. Presidente da República Portuguesa,


Nós, abaixo assinados:
• Pais e mães das crianças de Portugal;
• Amigos das crianças de todo o mundo, que há várias gerações o Hospital de Dona Estefânia carinhosamente acolhe;
• E todos os que com sua acção dão continuidade ao trabalho de gerações de funcionários administrativos, técnicos, médicos e enfermeiros, que elegeram como razão principal das suas vidas a dedicação à saúde e ao conforto das crianças que neste hospital confiantemente os procuram;

Vimos por meio deste Abaixo-assinado solicitar a V. Ex.ª que, como representante da Nação Portuguesa, se digne diligenciar no sentido de salvaguardar uma das suas conquistas mais belas, progressivas e de elevado cunho moral e humanitário, que se alcançou em 1877:
- O reconhecimento da especificidade da infância, no que concerne ao direito de tratamento em ambiente próprio e protegido. Princípio que foi materializado há 130 anos, quando da construção de um Hospital Infantil na cidade de Lisboa : - O Hospital de Dona Estefânia.

Este hospital foi fruto da concretização de um sonho da Rainha Dona Estefânia:
-Propiciar às crianças portuguesas de então (e também às vindouras) ambiente apropriado ao seu tratamento de saúde. Até esta época, as crianças em Portugal eram internadas em enfermarias comuns, juntamente com os adultos, não usufruindo por isso das especificidades de ambiente físico e humano, que sabemos tão necessárias à recuperação da sua saúde física, emocional e espiritual. Ficando, para além disso, expostas a uma realidade que muitas vezes actuava como um golpe violento na sua já frágil constituição.

O Hospital de Dona Estefânia foi construído em local privilegiado, dentro de concepção arquitectónica arrojada, com recursos provenientes da doação de bens pessoais, numa época de grande penúria da nação. Tornou-se um exemplo vivo de que não é a pobreza de bens materiais, mas sim a de espírito, que contraria o progresso. Já na altura da sua construção foi considerado um melhores do mundo, tendo elevado o nome de Portugal no cenário mundial de cuidados de Saúde Infantil.

Este Hospital, que se orgulha de ser o berço da pediatria portuguesa, com 130 anos de existência, esteve sempre à altura do anseio de quem o sonhou. Desenvolveu-se, e tem sido, durante todo este longo tempo, espaço privilegiado de actuação de insignes mestres da medicina, alguns deles tendo alcançado renome mundial.

Ampliou também a dimensão da sua vocação com o atendimento à Mãe e à Maternidade. Especializou-se em cada um desses novos campos de atendimento, sempre cônscio da sua mútua complementaridade e de acordo com o princípio segundo o qual “sem mãe saudável, não há criança saudável”.
O Hospital de Dona Estefânia, além da sua actuação social directa evidente, constitui-se também como património nacional (físico e humano) responsável pelo acumulo e transmissão de conhecimentos de valor incalculável, na área da Saúde Materno-infantil.

Este Hospital, que surgiu da visão de um espírito nobre e avançado no seu tempo, foi acolhido no coração do nosso povo e por ele reconhecido como um património não alienável da mãe e da criança. A sua identidade, que se funde com a da própria Nação, ora representada por Vossa Excelência, está agora a ser ameaçada por uma gradativa diluição no Centro Hospitalar de Lisboa Central e, a seu tempo, no futuro Hospital de Todos os Santos sem qualquer enquadramento em uma rede de cuidados de saúde materno – infantis a nível nacional que urge criar. Havendo ainda indefinição, ou falta de transparência, quanto ao destino a que seria votado o atual espaço físico (património nacional) do Hospital de D. Estefânia.

Sr. Presidente trata-se da defesa de um Hospital Moderno.
Moderno no espírito que o criou há 130 anos e moderno na sua contemporaneidade de corpo tecnologicamente diferenciado com múltiplas sub-especializações, e que não se coaduna com os planos em execução que reduzem-no a um conjunto de Serviços integrados em um Hospital Geral.

Sr. Presidente da República Portuguesa; nós, abaixo assinados, reiteramos à Vossa Excelência o pedido de uma urgente intervenção em favor desta causa de dimensão nacional:


-Salvaguardar e apoiar institucionalmente, de forma incondicional, a manutenção e o desenvolvimento do Hospital de Dona Estefânia! "

Subscrevem :

-80.000 assinaturas que subscreveram a 1ª Petição e já foram  entregues em sede da Presidência da Republica


-8 mil assinaturas do 2ª abaixo assinado entregues na Assembleia da Republica 

-O apoio de 95% dos  funcionários do Hospital D. Estefânia  que em voto secreto apoiaram a posição da Plataforma Cívica na Defesa de um Hospital Pediátrico Autónomo em Lisboa.


"Ser ou não Ser ,  eis a questão"........