domingo, 8 de janeiro de 2017

NO ANO DE 2017 , FAZEMOS VOTOS DE QUE O MINISTERIO DA SAUDE , AO CONTRARIO DOS ANTERIORES COLOQUE "NO CENTRO DO SISTEMA" OS INTERESSES DA POPULAÇÃO E CRIANÇAS DE LISBOA E NÃO OS DOS GRUPOS FINANCEIROS E MULTINACIONAIS QUE LUCRAM COM A SAÚDE

A actual  Reforma Hospitalar foi programada de forma a satisfazer os  interesses dos grupos grandes  grupos financeiros ligados a sáude  e  assim  com pressupostos  opostos  daqueles   que propagandeiam os seus idealizadores.

Alguns dos seus   representantes  no  aparelho de Estado,  foram ou estão a ser investigados  em alegados processos de alta corrupção. Citemos o antigo Ministro da Saúde ,  Arlindo de Carvalho,  ex gestor do  Grupo Mello ,  e mais  recentemente o presidente da ARS de Lisboa o Dr. Luís   Cunha Ribeiro  um  convicto da defensor  actual reforma Hospitalar.
As quantias em causa nos  processos em que estão  envolvidos   atingem  quase  os 200 milhões de euros (!!!!)  e que sobejaria  para construir um Novo Hospital Pediátrico em  Lisboa............

Ao concluir-se o  processo em curso, o Serviço Nacional de Saúde, será  transformado em um "Sistema Nacional de Saúde"  em que uma  parte  significativa  dos nossos  impostos serão   desperdiçados no financiamento dos lucros dos Hospitais Privados.   O que sobejarás será destinado aos  cidadãos humildes e aos doentes rejeitados pelos Hospitais privados , que esgotados os seus seguros   já   não tem  meios para custear  o seu tratamento, (  como infelizmente já estamos a presenciar.)

Concluído  o  plano neoliberal  em curso , Lisboa  ficará  equiparada a uma das  províncias secundárias da Ibéria ( alias  as multinacionais  já concentram as suas  sedes em Madrid e Barcelona  )  e será desapossada da  dignidade  das outras Capitais  Europeias de ter um   Hospital Pediátrico autónomo
.
Sublinhamos que Madrid e Barcelona  continuaram a ter os seus Hospitais Pediatricos .

O projecto para o futuro  Hospital de Todos os Santos /Chelas   (de autoria do gabinete  de arquitetura  sediado na Catalunha " Pincarq "   / em que Souto Moura  é  um parceiro secundário )    refletirá  provavelmente  os  conceitos modernos  da construção Hospitalar  ,  mas não deixa de se configurar   como um projecto  standard,  pré formatado  de tipo  Distrital  de acordo com os interesses da futura PPP e  dos grupos privados que operam na área de Lisboa.    http://pinearq.es/p/134/node/441.
Salientamos  que o referido gabinete  de arquitetura  tem ganho   muitos dos  projetos para a  construção do novos Hospitais Portugueses.

Contrapomos ao atual  modelo   ,  como  é de  norma nas Capitais dos países civilizados,   o que foi adotado no   Centro Hospitalar de " Valle de Hebron" em  Barcelona   e que em baixo  publicamos  a  fotografia .  

Destacamos nesta foto   a  da Torre Cilíndrica ,  que corresponde  ao Hospital Pediátrico Autónomo  de Barcelona ,   que faz parte daquele  Centro Hospitalar  ,  e que é uma instituição  de  referência pediatrica ao  nível  mundial).

http://www.vhebron.net/
.



Hospital de Pediatrico autonomo no Centro Hospitalar do Vale de Hebron em Barcelona.
Lisboa capital de Portugal  será equiparada a uma cidade de provincia da Ibéria.
Vista de conjunto do Hospital do Vale Hebron
em que a torre cilindrica corresponde ao Hospital Pediatrico Autonomo
e




Seguem -se exemplos de são os grupos financeiros que lucram com a saúde e não os cidadãos,    que estão no  " Centro do Sistema"   nos  planos dos gestores responsáveis pela  atual Reforma
Hospitalar de Lisboa Central


No anterior concurso o responsável pela escolha do projecto do futuro Hospital de Chelas
esteve previamente ligado ao grupo Mello como gestor do Hospital Amadora Sintra em que existiu um diferendo com o Estado Portugues ,  sobre o desvio de 45 milhões de euros......



"o âmbito de uma política de gestão e rotação de quadros, o conselho de administração da José de Mello Saúde decidiu convidar Pedro Dias Alves e Alberto Santos António para assumirem novos desafios no processo de desenvolvimento estratégico da área da saúde do Grupo José de Mello, o que implicou que deixassem de exercer funções na administração executiva do Hospital Amadora Sintra.


Pouco tempo  depois surge a sua nomeação:...........


Despacho n.º 9622/2009 A comissão de avaliação de propostas do concurso de parceria público -privada relativo ao Hospital de Todos os Santos foi nomeada pelo despacho dos Ministros de Estado e das Finanças e da Saúde n.º 10926 -B/2008, publicado no Diário da República, 2.ª série, n.º 73, 1.º suplemento, de 14 de Abril de 2008, tendo sido nomeado coordenador da mesma o licenciado Pedro Dias Alves, consultor da Estrutura de Missão Parcerias.Saúde. 



xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx

Neste exerto artigo do Professor Correia de Campos, ex  funcioanario do Banco Mundial ,   consideramos  em um artigo na revista " Analise Social "  explicita  com o clareza os seus pontos de vista e  esconde a sua simpatia propondo a  generalização  a Gestão Privada dos Hospitais Públicos.


"António Correia de Campos*            Análise Social, vol. XXXVI (161), 2001, 1079-1104

Finalmente, também se não conhecem desenvolvimentos da competição
gerida dentro do sector público e entre este e o privado. Continuando a existir
apenas um grupo privado a quem foi concessionada a gestão de um hospital,
não se criaram condições para a diversificação do mercado nem se concederam
novas concessões sob concurso público, apesar de terem sido inaugurados
vários hospitais novos."



O Grupo privado à que se refere Correia de Campos no texto abaixo  foi o do Grupo Mello no Hospital Amadora Sintra e sublinhe-se e  que consta  não defendeu os funcionários  do M.S,  que  denunciaram sobrefacturação  e o  alegado desvio de milhões de Euros.

xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx


Neste novo  ano de 2017 , desafiamos  ao Ministerio da Saúde   que a  que recoloque  os cidadãos no centro do Sistema,  defendendo   um Serviço Nacional de Saúde Publico e  que se oponha firmemente a  destruição do  Hospital Pediatrico em Lisboa.

sábado, 10 de dezembro de 2016

Informação: Resumo da Reunião da Plataforma Civica com o Sr. Secretario de Saúde Dr. José Miguel Boquinhas





 Histórico :

  A informação de que abaixo damos conta , decorreu na  sequência da  ultima Reunião da Plataforma Cívica   de Defesa do Hospital Pediátrico  de Lisboa com  novo Ministro da Saúde ,  Dr.  Adalberto Fernandes,  e em que   este mostrou-se  sensível as   nossas preocupações , e  se dispôs  a   voltar a  nos  receber  quando surgissem   novos desenvolvimentos no processo.

A plataforma considerou  que este pressuposto se concretizou   após a  declaração  do  Ministério, em que  definiu como   prioritária  a construção  do Hospital de Lisboa Oriental , e isto porque  dependerá da   concepção da nova unidade Hospitalar   não só  o  futuro do Hospital D. Estefânia mas dos cuidados terciários Materno Infantis  da Zona Sul do Pais. 
Solicitamos então nova audiência, no que fomos  atendidos

Esta  segunda  reunião decorreu no passado dia 21 de Novembro.  Desta vez,  fomos ouvidos  pelo ilmo.  Sr. Secretario de Estado da  Saúde , Dr. José Miguel  Boquinhas.

Em representação da Plataforma Cívica estiveram  presentes  o  Professor Dr. António  Gentil Martins, o Dr. Mário Coelho e o Dr. Pedro Paulo Mendes

O dialogo decorreu   uma forma afável e  informal e   os  intervenientes expressaram   as suas  opiniões e interrogações de forma  franca e  viva,  algumas  vezes emotiva , mas  sempre num clima afável. 

Agradecemos a   simpatia e  a cordialidade, que tem sido a  regra,  quando  recebidos pelo Ministério.

A  súmula  que se segue, não consiste numa acta,  mas apenas uma  tentativa de  sistematização do conteúdo das duvidas e  opiniões expressas pelos  membros da Plataforma Cívica durante a nossa audiência  ao  Sr. Secretario de Estado.  Incorre-se   assim na possibilidade de algum subjetivismo e ressalvando-se que os diversos membros da Plataforma, sendo unânimes na defesa do Hospital Pedíatrico, tem visões diversas sobre as causas do  actual impasse. 
Algumas das considerações abaixo desenvolvidas foram apenas afloradas  na reunião, isto devido aos limites temporais do encontro  e que aqui desenvolvemos, outras refletem opiniões e interpretações  individuais.


Súmula: 
    
Indagamos ao Representante do  Ministério  se foi dada a devida atenção aos pressupostos abaixo expostos e qual a sua posição sobre os mesmos: 


 -  de que  se  o futuro Hospital de  Lisboa  Oriental  , é   apresentado   como peça essencial da  reforma hospitalar ,  e que deverá  substituir  capacidade de resposta dos  cinco antigos Hospitais Civis de Lisboa , agora englobados no atual Centro Hospitalar de Lisboa Central

-  o facto de o  projeto  actual   contemplar   870 camas, este numero  corresponderá  a  cerca de  metade da oferta dos atuais Hospitais  que é de mais 1600 camas ,  o que   mesmo e   apesar de um aumento da oferta  de 200 camas  relativa ao projeto do  primeiro  concurso, ( que contemplava apenas   600 camas!!!)n este numero  continua a ser   redutor  relativamente a oferta publica actual e  indagamos  como pretendem resolve-lo sem prejuízo do SNS.  

- de que  o projecto  de uma Instituição Hospitalar deve surgir   enquadrado na resposta especifica as necessidades  populações  de um  determinado espaço administrativo ,  e assim  contemplar  graus crescentes de especialização consoante a abrangência da  área de  resposta e concentração de patologias complexas. 

- de  que no se  refere a Lisboa, Capital do Pais,   as unidades  existentes,  deverão  agrupar os Centros  Referência em  Cuidados Terciários  do  do Sul do Pais e Ilhas, incluindo o  Materno Infantil. 
(Somos obrigados a reafirmar  esta realidade  óbvia, pois hoje,  ela  esta em conflito com a lógica dominante, de alguns  mentores da actual  reforma hospitalar que é desestruturante  do SNS , pois põe aos mesmo nivel o SNS e as  grandes unidades de gestão  privada,  cuja motivação é do lucro ,  e que  só nos casos limite enviam os seus doentes para  os outros  centros e quando o fazem dão preferência aos Hospitais Privados do mesmo grupo financeiro.

- de  que estas  unidades" Terciárias Publicas "  , estejam elas ou não integradas em   Centros Hospitalares, devem comportar  obrigatoriamente   funções de ensino universitário e investigação. (incluindo as diferenciadas no atendimento  Materno Infantil)

  - que  é a   concentração de massa critica (  numero de casos no  atendimento de  patologias mais raras ou complexas)  nestes Centros de referência que  determina a  experiência  e eficácia para no seu tratamento  e assim a criação de protocolos  que resultam igualmente  em  menores custos no seu tratamento , incluindo a   diferenciação materno Materno Infantil.  

- de que  actual projecto,  surge divorciado de estudos publicados ou por publicar   sobre  as necessidades de resposta das  especialidades  dos  atuais hospitais e respectivas consultas , e inclusive  na    resposta na   urgência   médico  cirúrgica ,  capacidade de  internamento, consultas externas e dos Serviços transversais  etc. , incluindo a   diferenciação materno Materno Infantil. (nota1) 

 - de que tendo-se  em conta que o  atendimento Materno infantil diferenciado ,tem uma abordagem especifica na organização dos cuidados de Saúde  e que o unico  projecto  de reforma hospitalar  publicado (PARCH)  e que tem  servido de referência é  omisso   sobre legislação e projectos e  estudos elaborados nesta área.

- de que nas diversas   redes   hospitalares nacionais  ,  constam  naturalmente os Centros de Referencia nas diversas áreas e que os Hospitais Pediátricos são parte integrante e  estão presentes nos grandes centros administrativos e  populacionais de todo o mundo civilizado,   cabendo-lhes  as missões acima explicitadas e de que Portugal o  Hospital D. Estefânia é um dos exemplos.


- e que assim em todo o mundo civilizado existem e se constroem novos Hospitais Pediátricos em que o exemplo mais recente é o  que esta a ser construído no Centro Histórico de  Dublin na Irlanda .

 - se o Ministério terá consciência de que este projecto é  redutor do SNS  e resultará  a médio prazo  num inestimável  prejuízo  nos cuidados de saúde na área Materno Infantil   e que ao contrário do que implicitamente  consideram  os  ideólogos do actual projecto ( Professor Correia de Campos  por exemplo )    este papel nunca poderá   ser satisfeito pelos novos hospitais privados ( construídos ou  em construção) e que com esta falácia mal assumida, sub repticia  e não fundamentada , auto justifica a decapitação da oferta do SNS em Lisboa. 

- se acaso  tiveram em  conta as cerca  de 80.000 subscritores   e várias moções aprovadas por diversos órgãos de soberania e partidos  contra o encerramento do Hospital Pediátrico de Lisboa e que desta forma a  opinião publica deve obrigatoriamente ser  tida em conta , e que em   caso contrario,  torna-se num mero exercício de demagogia a sua afirmação recorrente nos diversos documentos do Ministério e nos manuais da actual reforma hospitalar de que " os cidadãos devem estar no centro do sistema"

Na sequência do exposto a  Plataforma reiterou  ao Sr. Ministro :

-  que não só  se opõe mas ainda   considera lesiva  e anti civilizacional a filosofia  de qualquer   projecto ,  em  que  depois consumada  a  liquidação curso actual  do Hospital D. Estefânia  e que os seus restos venham a constituir o  Serviço de Pediatria de um futuro de tipo distrital que é como  realmente se tem configurado os projetos do futuro Hospital de Lisboa Oriental. 

-  que em   alternativa propõe,  como é de consenso   Internacional ,   de que em  Lisboa,  Capital  do Pais e Centro de referencia da  Zona Sul do Pais e Ilhas ,  deverá ser obrigatoriamente contemplada   a  construção de um novo  Hospital Pediátrico,  autónomo  , preferencialmente  enquadrado num Centro Hospitalar .

- que   atendendo  em conta as dificuldades que o Pais atravessa devido ao   actual  contexto económico , que   projecto e construção  de um  futuro Centro Hospitalar   poderá   evoluir de  forma faseada e  que  tempo deferido,  e quando  for possível seja   construído  um novo Hospital Pediátrico   autónomo , permanecendo até lá   em actividade o actual Hospital D. Estefânia  ( após alguns melhoramentos imprescindíveis). 

- Que  devem ser publicados e  devidamente fundamentados os estudos   sobre os custos de manutenção dos atuais hospitais e  com que pretendem justificar o seu encerramento e venda para  especulação imobiliária quando se trata de um Património Publico de  valor não apenas  monetário mas histórico, cultural, identitário.  

-Alguns destes Hospitais ( o Curry Cabral por exemplo)   deverão  continuar em funcionamento após a construção do novo hospital  de forma a não decapitar a oferta publica  e as necessidade de cobertura  e serviços a população de algumas áreas de referência do actual Centro Hospitalar e 
assim  contribuindo para não despovoar  o Centro Histórico de Lisboa,  reflectindo, este abandono uma  atitude inculta que caminha  em contra corrente ao que é a pratica nas grandes capitais da Europeias. 

-Que o Plano Funcional  de futuro Hospital Oriental  deve ser  publicado  , em tempo útil  de forma a permitir a discussão pelos profissionais ( ao contrario  do  anterior, anulado  e que que continha erros crassos em múltiplas áreas  ). Julgamos que os profissionais estarão  mais habilitados  que o Dr. Luís Filipe Pereira, Gestor Bancário encarregado pelo anterior governo para reformular o  projecto anterior. 

-Que  ao contrario do concurso anterior,   no próximo, devem ser rigorosamente respeitados   o preceitos éticos e legais que obrigam  ausência de  conflitos de interesses  e que nomeadamente nos processos de seleção das propostas ,  não  estejam  outra vez ,  representados os grupos financeiros ligados   saúde  e de os contratos  alem de publicados não podem contemplar  "clausulas secretas",  ( como  constam em outros contratos das PPP)

-Que se façam respeitar  as diversas alíneas da Acreditação Internacional com  que  Hospital D. Estefânia se comprometeu,  nomeadamente no que se refere a independência completa entre os circuitos de adultos e crianças.

-Que cesse de imediato  a descaracterização em curso do Hospital D. Estefânia  e que   nomeadamente se mantenham individualizadas as diversas especialidades e sub especialidades  pediátricas , inclusive nos Serviços Transversais , de forma a que as crianças  não sejam atendidas em ambientes de adultos ou  que adultos sejam atendidos em ambientes pediátricos , como    se pretendeu  configurar.

- Não deixando de continuar a  considerar lesiva a desactivação da Maternidade    Magalhães Godinho,  Centro de Excelência  no seguimento das gravidez de  risco , após  criar-se  um falso conflito com a Maternidade Alfredo da Costa , que depois de esta medida  premeditada com vista a  favorecer o Hospital de Loures,   em gestão privada, e sem ter em conta os  níveis de especialização distintos e complementares e não excluisivos,  solicitamos   que   pelo menos  se  dê   sequência celére as obras de requalificação do seu edificio agora abandonado,   com o objetivo  de  reestruturação da  urgência que se exerce em condições deploraveis  assim como a  criação a do centro de  cirurgia ambulatória e novo   internamento em pedopsiquiatria. 

-Que seja reaberto o  Centro de Comunicação do Hospital D. Estefânia ,  que foi o  responsável ,através  da mobilização do  mecenato em favor da infância  pela maior parte das reformas sectoriais e renovação de equipamentos.  Com este acto  é o próprio Hospital Pediátrico , que  atingem asfixiado-o procurando  transforma-lo  numa estrutura amorfa e sem voz.  

-Que devem  ser respeitadas,   tidas  em conta e não ostensivamente  omitidas  como até agora,   as  diversas manifestações de repudio publico  ao encerramento do Hospital Pediátrico de Lisboa (  em que salienta-se  um abaixo assinado com 80000 assinaturas  e as várias moções aprovadas na Assembleia da Republica e Assembleia Municipal de Lisboa.

Resposta do  Sr. Secretario de Estado as posições da plataforma: 

Como  anteriormente o Sr. Ministro ,  o  Sr.  Secretario de Estado em termos genéricos  concordou  com a existência de um Hospital Pediátrico e  anotou os argumentos  expostos pelos diversos membros da Plataforma com vista a analisa-los.
 Informou-nos  contudo  que  iria intervir junto da ARS de Lisboa no sentido de poder melhor se inteirar e responder as nossas duvidas e anseios. 
Ressalvou que a configuração  do actual  projecto do futuro HTO ,  estariam limitadas pelo acordado com o  financiamento do Banco  Europeu de investimento  e a  PPP  que vier a ganhar o concurso.  


Em Conclusão a   Plataforma  considera  de   que o Ministério deve  responder antes de tudo  aos interesses das crianças  Portuguesa ( os Parceiros Públicos)  que o elegeram  e não  aos  interesses financeiros  ( privados das PPP)  .....Nota 2

 No fim da reunião , ao despedirmo-nos   , foi entregue pelo Dr. Mário Coelho um pequeno dossier com o Historial do processo de luta contra o encerramento do Hospital Pediátrico de Lisboa.

Voltamos a agradecer a simpatia do Sr. Secretário de Estado o Dr. José Miguel Boquinhas e aguardemos o desenrolar dos acontecimentos. 


Resumo e interpretação da reunião  da  responsabilidade exclusiva  de Pedro Paulo Machado Alves  Mendes 


Nota 1\
Rede de Referencia Materno-Infantil foi aprovada por Despacho Ministerial, de 26 de Abril de 2001

Nota.2 
.......... que já agora tenha em conta  de que o Dr. Luis Cunha Ribeiro, responsável pelo ARS de Lisboa nos últimos anos  ,  e que é um grande defensor da construção do futuro Hospital de Todos os Santos e das PPP( ver artigo no Blog quando dos debates sobre a Colina de Santana ,  esta agora a  contas com a justiça devido a suspeita  alta corrupção   e que assim  consideramos que ele e os elementos da  sua equipa  que estão no Ministério,  não serão  os melhores  interlocutores,  com vista a defender os interesses das crianças portuguesas, pois o desvio de   100 milhões de Euros em  que  alegadamente acusado em participar , em beneficio da Octafarma no negocio do plasma , daria para construir um novo Hospital Pediatrico em Lisboa.
http://campanhapelohde.blogspot.pt/2014/03/a-pressa-e-iniimiga-da-perfeicao-ou.html

Nota 3 :
Luis Cunha Ribeiro
Cunha Ribeiro foi nomeado para o INEM pelo Governo PSD/CDS chefiado por Durão Barroso, em 2003, e ficou nesse cargo até 2008. Neste ano, a meio do primeiro do mandato do primeiro Governo de José Sócrates (PS), regressou ao Hospital de São João, mas foi simultaneamente nomeado consultor do Ministério da Saúde, assim se mantendo até 2011. A seguir, foi nomeado por novo Governo PSD/CDS, liderado por Passos Coelho, para presidir à ARS de Lisboa.

TÓPICOS

domingo, 6 de novembro de 2016

Informação e convite da Liga dos Amigos do Hospital D. Estefânia:


Divulgamos a seguinte informação da Liga dos Amigos do Hospital D. Estefânia que circula na Internet:






Caros Amigos 

A Liga dos Amigos do Hospital Dona Estefânia foi convidada a estar presente, juntamente com mais 4 instituições, no ensaio geral solidário, promovido pela Companhia Nacional de Bailado, no dia 7 de Dezembro, às 21h, no Teatro Camões (ao lado do Oceanário).
Cada 12€ (ou mais) dá direito a um convite para assistir ao bailado e os fundos revertem, na totalidade, para a Liga. 
Sendo que temos menos de um mês para vender 200 bilhetes, a ajuda de todos é de extrema importância.

Os donativos podem ser feitos por transferência bancária (comprovativo a ser enviado para ligadosamigoshde@gmail.com) ou presencialmente na Instalacoes da Liga, às terças e quintas, das 9h às 12h. Os bilhetes serão enviados posteriormente por e-mail.

Conto com a vossa participação para passar a palavra aos vossos familiares e amigos. 

É um evento que poderá trazer um encaixe financeiro importante, o que os permitirá chegar a um maior número de serviços/utentes.

Muito obrigada e conto com a vossa presença.


Ana Rita Coelho 

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

AFECTOS E HOSPITAL PEDIÁTRICO - OUTRAS PERPECTIVAS






Na Inglaterra . França, Irlanda como em todo o mundo civilizado os governantes seja qual for a  sua " cor politica "  tem afecto  e apoiam  "os seus" Hospitais Pediatricos...Em Portugal ..........

https://webcache.googleusercontent.com/search?q=cache:Irq9rHiSlewJ:https://en.wikipedia.org/wiki/Great_Ormond_Street_Hospital+&cd=1&hl=pt-PT&ct=clnk&gl=pt







AFECTOS  E HOSPITAL PEDIÁTRICO -  OUTRAS PERPECTIVAS


Introdução:

 Os afetos  formam-se na nossa   psique  após   experiências intensas  que ocorrem quando  da  nossa   interação social com  outros  seres vivos , forças naturais , paisagens  objetos  ou entidades  abstratas.
Apesar de o uso comum  ter desalojado  a palavra afeto  das  vivências  antipáticas ou negativas ,  retomaremos aqui o seu significado  etimológico, abstrato, do latim , com origem no verbo  “afetar”  ou seja : “aquilo  tem a capacidade de    nos impressionar”.
   Em consequência o   acontecimento primordial  que desencadeou a criação de um afeto  pode ter sido   agradável ou  traumatizante e o “afeto” poderá  assim ter   uma valorização positiva ou negativa.
Na  formação  de um sentimento de  afeto,  a nossa mente, para além da experiência que nos “afetou “ recruta   toda a  nossa  memoria   procedendo a uma  elaborada síntese  cognitiva   psico-sensorial  e que ficará   gravada , sob a forma  de “um  sentimento  / conhecimento”.
Depois de formado " o afecto",  ficará a fazer parte do nosso património cognitivo e influenciará o  comportamento no   futuro.
As características do  afeto ,  dependerão  não só do agente mas também da personalidade e cultura   do individuo passivo . O mesmo acontecimento  poderá condicionar  atitudes diversas em duas pessoas distintas .
A  importância  de que se revestem as algumas impressões afetivas  sobressai na exclamação  frequentemente ouvida após  um  acontecimento marcante  “Nunca mais serei o mesmo!”.
 O  afeto , depois  de formado ”  se transformará numa “entidade com vida quase  própria na nossa psique ” e que  se expressará sob a forma de um comportamento apropriado em  resposta  a uma  experiência  similar.
Querem  "fazer-nos esquecer"  o Hospital Pediatrico de Lisboa.
Encerrraram o seu gabinete de Comunicação.
Nós não nos esqueceremos!



  Podemos assim   voltar a revive-los intelectualmente  recordando apenas  as suas circunstâncias,  clarificando-se  assim  o significado  outra frase  da uso comum : .”Recordar é viver….” ou numa forma mais poética  a estrofe de  Fernando Pessoa “Era outra vez agora”




Em síntese os  “afetos” depois de criados , ficam  a   fazer  parte do  nosso ser, constituindo aquilo que  António Damásio denominou “a nossa   inteligência emocional”   e  que  como ele documentou em estudos de imagem,  tem um suporte  orgânico neuro sináptico com  mapeamento em áreas especificas do nosso cérebro







Afecto e razão não são dissociaves!

Em nós, os  humanos , a manifestação afetuosa  é mais rica e complexa do que   que a simples   expressão das emoções,  primárias ,comuns  a maioria dos  mamíferos. (nota)
Desta forma “o  afeto”  e o “ conhecimento” entrelaçam-se dialecticamente  no  pretérito no  presente e no  futuro,  e são a  essência da evolução  da humanidade e quiçá da própria vida pois toda ela tem um substrato inteligente.
Consideramos assim   artificial  qualquer  demérito que se  atribuía aos defensores  de afetos nomeadamente  acusa-los de serem reféns   “passado” .
Os afetos  para alem das expressões  emocionais habituais  traduzem-se  em todos os  outros   códigos  de comunicação  que a    humanidade criou durante a sua evolução , tais   como a    musica,  a literatura , teatro, opera  e pintura, etc……
Charles Chaplin no
Cinema Mudo  registrou para
a posteridade  "os afectos" que
marcaram  toda
uma época.

Os grandes  artistas,  substanciam  os seus afetos e os da comunidade nas suas  obras e  assim  se   transformam (ram )  nos    expoentes identitários e  culturais  das civilizações  do passado e atuais,  conferindo-lhes  uma projeção intemporal.



" O afecto de Bethoven por Elisa  imortalizado  sobre a forma de percepto musical

https://www.youtube.com/watch?v=LQTTFUtMSvQ
Gilles Deleuse  batizou os  afeitos  sublimados  na  forma artística, de  “perceptos” e que  constituem o registo  artístico dos afeitos de uma época e ou civilização e   que  são a sua  memoria tangível.

Os afectos estão incorporados  e fazem parte na nossa  cultura e língua. O  vocabulário,  é de uma certa forma uma herança simbólica da historia  cultural afetiva das nações e comunidades   em que nos inserimos.

 Seria interessante  se pudéssemos acompanhar numa viagem no tempo a origem e impregnação de conteúdo  da palavra “ saudade” e assim tomar plena consciência o significado da  intensa  carga afetiva e dramática que carrega…
.Somos um povo de viajantes e  emigrantes forçados que deixaram,   entes queridos em continentes distantes.  Ei-los que partem , velhos e novos ….( meu País , meu País) https://www.youtube.com/watch?v=qhKz7FA9Ev
https://www.youtube.com/watch?v=A1Mc-Obm2Y8


Os afectos  não são assim uma névoa pueril incoerente  e   ridicularizável    que   paira  no ar desligada  da realidade.
...ou serem
manipulados e falsificados
 serem utilizados para nos
formatarem e servir os
interesses dos grupos
financeiros....

Os afectos podem   mobilizam-nos  em defesa dos
direitos sociais das nossas crianças ...






Os afectospossuem  uma densidade não mensurável    e não é raro  estarem impregnados  de uma força anímica   avassaladora , seja esta entrópica ou ao inverso organizadora  e criadora.
A manifestação individual e social dos afectos e perceptos informa-nos do grau de civilidade  de um povo.
Da  sua importância resulta que os  afeitos podem  ser os    catalisadores  da mobilização do individuo e uma comunidade para ação construtiva ou em sentido inverso , a sua manipulação e sublimação fazem  parte de uma  estratégia para a  sua dominação .

 Esta manipulação é tangível no nosso dia a dia no  banal marketing que induz ao consumo  através de informações subliminares  abusivas e estranhas ao objeto , até as altamente elaboradas , por Serviços de Inteligência,   e utilizadas nas campanhas eleitorais , e invasões militares etc…. ,  que tem por fim a  desidentificação  e dissolução de valores  com vista a  subjugação do individuo e comunidades  para  que  o controlo dos media contribui  hoje  de forma decisiva.
Um critério  para  avaliar a “bondade” da utilização afeitos  é analisar se  são socialmente  úteis   e construtivos ,  ou ao  contrario,  vinculados a   grupos  de interesse corporativos em detrimento  da comunidade.
Feita esta longa  mas necessária introdução, estaremos  mais aptos para avaliar a  dinâmica afeitos que envolvem o processo  Hospital Pediátrico de Lisboa.

“Os afetos” e o Hospital Pediátrico de Lisboa

Desde que  iniciamos   da Campanha em Defesa do Hospital Pediátrico de Lisboa,  ouve-se   afirmar  com “condescendência ”  que   motivação em defesa do Hospital Pediátrico de Lisboa / Hospital D. Estefânia,   “é de natureza afetiva” .
Aos olhos  benévolos dos promotores da atual reforma hospitalar  estaríamos   reféns do   passado  e em oposição  ao “progresso” que o futuro Hospital Generalista de Chelas representará.

A  sua argumentação seria compreensível caso  pretendessem construir,  como propusemos ,ao lado daquele  ,  um novo Hospital Pediátrico, mas infelizmente não é o caso . Insistem num hospital de Distrital, equiparando Lisboa, capital do Pais, a capital de um distrito  de Espanha ( Valência por exemplo).


Sim porque Barcelona tem o seu Hospital Pediatrico e  ao contrário do que em Lisboa
os circuitos entre os adultos e crianças são respeitados......

Estes atores  não entendem  o  afeto   que a  comunidade   e as  famílias votam aos Hospitais Pediátricos, (alguns dos quais  com mais de um século de existência)  que  se consolidou   numa  interação emocional  intensa, trans geracional ,quando,  deles,  foram obrigados a se  socorrer para    tratamento   dos seus filhos e familiares,  a comedidas   por  doenças graves .

 È o  conjunto destes afeitos sociais materializado nas suas  Instituições de que    se forma o  tecido identitário e cultural que une  as  comunidades e a sua cultura.
Destruir estes laços  é fragilizar e destruir e dominar  estas as comunidades, e  é  o que consideramos ser o final objetivo das políticas  globalização orientadas pelo FMI, Goldman Sachs, Banco Mundial, etc em favor das multinacionais.
O grau de civilidade e cultura  e “inteligência emocional “ de um Povo  ou comunidade  reflete-se no envolvimento   afeto que dedica  as crianças infância através das suas políticas estratégicas.

As crianças" em primeiro lugar" um principio de que os mentores da actual reforma hospitalar estarão  alheios ?!!!!

Como paradigma , salientamos a Grã Bretanha que   elevou os  Hospitais  Pediátricos  a ribalta no   palco mundial que foi  a  “abertura dos jogos olímpicos de 2012 “.
 O cartão  de visitas  que os Britanicos   orgulhosamente  ofereceram  ao mundo   equiparando-os “a uma preciosa Joia da Corôa “ ,  foi a  homenagem coreografada  ao seu Hospital Pediátrico :  “ O Hospital  Sick Children Hospital -  London”
O reconhecimento  da importância  dos Hospitais Pediátricos repetiu-se  de  forma mais modesta  mas não com  menor valor simbólico  na   abertura nos actuais  dos Jogos olímpicos do Rio de Janeiro em a  Dra.  Rosa  Celia  Pimentel , impulsionadora na criação do   “ Hospital Pediátrico da Criança Cardíaca do Rio  de Janeiro ,” foi enaltecida com o  privilegio de conduzir  a   Bandeira Olímpica”!
O que mostra o reconhecimento universal  da sua importância mesmo em países onde a desigualdade   e a falta de direitos sociais  são notórias.
 Em Portugal o que acontece ?!!!



Brilha  o lado  inverso, cinzento e triste da medalha…...
Os media subjugados   compactuam  num silencio ensurdecedor, com os órgãos do poder submissos a interesses financeiros ligados a saúde, envolvidos na atual reforma hospitalar ,  em que uma das  consequências  colaterais   é destruição do Hospital D. Estefânia, cumprindo o  projeto redutor e interesseiro das PPP no futuro Hospital Oriental e os projetos imobiliários com venda de património histórico dos antigos Hospitais da Colina de Santana e apropriação de  valências e camas pelos Hospitais Privados. (Nota )
A modernização,  de  que beneficiou Instituição Hospitalar   Londrina, conservando as suas linha originais,  contrasta com  o  abandono e  desqualificação vergonhosa a  que o  único Hospital Pediátrico da Zona Sul de Portugal  esta intencionalmente  votado.

Este abandono e desconsideração  é o espelho e da qualidade  de algumas “elites” com responsabilidades nos governos e Ministérios que tem se sucedido nos últimos trinta anos e que depois de cumprirem os desígnios  das multinacionais e instituições financeiras  tem emprego milionário  garantido nos seus cargos de gestão ou Universidades Americanas .
Citamos Manuel Pinho, ministro das Finanças ,  ligado ao BES que nomeou os responsaveis pela escolha do Hospital Oriental de Lisboa

Manuel Pinho está a 'adorar' viver em Nova Iorque - Saposol.sapo.pt/.../manuel-pinho-esta-a-adorar-viver-em-nova-iorque24 set. 2010 ... nesta universidade, manuel pinho começou este mês a leccionar uma ... gosto muito de estar em nova iorque. os norte-americanos têm uma ...

Novo Hospital Pediatrico de Coimbra
Felizmente em   Portugal, nem tudo é negro e viscoso, e subterrâneo.  Existem vozes, faróis  ,  que  corajosamente  se opõe iluminando  o caminho para a saída   este pântano.  Queremos enaltecer  exaltar a  coragem  e determinação da população de   Coimbra e dos seus representantes , que souberam  lutar  e  construir  o seu novo Hospital Pediátrico.

 Quais as    causas objetivas que  poderão   justificar   a  insensibilidade dos principais atores da atual reforma hospitalar ?

Todas as alterações no articulado legislativo , nos últimos trinta anos  e  que regem   o Serviço Nacional de Saúde,  desenvolveram  sobre a bandeira da sua privatização com argumento da  maior eficácia da gestão privada/empresarial , e assim   são  fruto  de uma estratégia  bem sucedida  que   destitui  a prestação dos cuidados de saúde da sua componente humanista  ,  transformando-a numa relação meramente  mercantil   e tem como o objetivo ultimo na  criação de um Mercado de Saúde de acordo com o paradigma importado dos EUA através do Banco Mundial ,   como alias assumem-no  , honestamente  alguns  mestres  impulsionadores e seguidores que de lá vieram formados

Com este  propósito as Direções Clínicas  dos hospitais tem sido gradativamente desapossadas  de qualquer  poder executivo  , cabendo aos novos  “ Gestores” formados  em Escolas de Saúde Publica  como os   pressupostos   ideológicos   neoliberais incumbidos da  a implementação destas regras. (Nota 1)  “Plano de Ações prioritárias  (PAPRCH de Lx 2006 )” .  
Estes gestores  na sua  generalidade ,  estão ideologicamente   comprometidos  e alinhados  na luta contra a ideia “de Serviço Publico”  pois consideram  em acordo com a  falácia  neoliberal,  de  que estes se  opõe  ao  “Principio da Liberdade e leis da concorrência  “ e  que  confundem com  leis do lucro e  Mercado  que são deificadas.  

O fanatismo  irracional com que  abraçam a sua causa exemplifica-se  quando se  calaram e assim implicitamente consentiram  acções corruptas dos  grupos financeiros que  depauperaram  o erário publico de que citamos como exemplo o Minsiterio do Prof. Correia de Campos que  não apoiou os funcionarios que denunciaram os alegados  desvios do Grupo Mello no Hospital do.  Amadora Sintra e que foram alvo de um processo com inversão do onus da culpa. 
Não é por acaso que os   teóricos  da atual reforma  ao invés de  “Serviço” Nacional de Saúde, o denominaram  de  “Sistema” Nacional de Saúde.

Estes  gestores  são por formação   “ cegos afetivos “   relativamente dimensão humanista e de solidariedade  que  deve impregnar toda    a ação médica individual e Hospitalar, hoje em  dissolução.

Esta  nova classe de gestores   não é  capaz  de  compreender a  interação  emocional  e os laços que se criam ao   ser-se    corresponsável   no tratamento  de  outro ser diminuído pela doença  ou em risco de vida  e que  deposita nos profissionais hospitalares a  sua confiança  e esperança. ( nota 1)
 No caso especifico da pediatria  são desconhecedores    especificidade   psico fisiobiologia  e patológica  especifica da criança, a sua fragilidade natural, e  a sua suscetibilidade a ambientes estranhos e que com  outros muitos fatores,  justificaram a criação de Hospitais Pediátricos nos grandes centros populacionais ( Hospitais Centrais) e obrigam a  diferenciação de circuitos nos centros populacionais  intermédios ( Hospitais Distritais)

Diz o ditado e a sabedoria popular…o que os olhos não veem o coração não sente. …
Estes “novos senhores” consideram,  assim “natural”  que um Hospital Pediátrico seja por hora desidentificado e depois  aniquilado numa estrutura amorfa e indiferenciada e formatada para a rentabilidade máxima ,de que é exemplo o grotesco do  Plano Funcional inicialmente  proposto para o futuro Hospital de Todos os Santos, e  que felizmente  denunciamos e   oportunamente e  felizmente foi  anulado .
Ressalvamos  que não nos move qualquer antipatia pessoal contra os Gestores em Geral,  mas  apenas   a  ideologia dos  formatados na escola do  Banco Mundial que  conscientemente  ou inconscientemente defendem os lobies dos grandes grupos financeiros ligados a saúde em franca  oposição  do Serviço Publico, que consideram um concorrente desleal. 
Novos Hospitais Pediatricos foram construidos  em todo o mundo
Nos Hospitais Pediatricos as especialidade
Transversais os profissionais e equipamentos são dedicados a pediatria. 
Os Hospitais Pediatricos mobilizam solidariedade Social. 
Seria injusto  e sectário  reporta-mo-nos exclusivamente aos novos gestores, ,   pois  muitos médicos  e profissionais de saúde deixam-se  igualmente seduzir pelo metal  e esquecem os princípios éticos,  transformam-se em intermediários  nestes projetos ligados as   multinacionais.
Como  exemplo recordo  o  desabafo  entristecido de um Cirurgião Pediátrico do HDE  que acompanhou  1º Plano Funcional do Hospital (então ainda do H.  todos os Santos)  e que se referia  o  Pediatra (!!!!?)  de origem Catalã  ,  coo-responsável pelo projeto,   como  absolutamente  insensível  ( cego)  a especificidade pediátrica.
Obviamente que consideramos imprescindíveis os  gestores / administradores  hospitalares preocupados com a excelência do  Serviço Publico e que se  articulem na  ação   com  o corpo clínico .( e felizmente ainda os temos ainda em Portugal , veja-se  o exemplo o Hospital São João no Porto)
Fique igualmente claro que não só não  nos opomos mas apoiamos a Medicina privada não dominada ao grupos financeiros e coexista com os Serviços Públicos numa relação de complementaridade, o que é cada vez mais raro.

A manipulação dos afetos
Qualquer  individual  ou colectivo,  vinculado  a  um  projecto de natureza social    procura  recrutar    o apoio e mobilização da sociedade / opinião publica , desenvolvendo   um articulado  argumentativo  eventualmente  coerente ,  alicerçado na lógica da  realidade  histórica ou  cientifica mas igualmente   em místicas culturais , religiosas, nacionalistas , raciais  enraizadas culturalmente.
Estas lógicas, adotadas muitas  vezes de forma inconsciente  são meras  ferramentas  e  que  não  devem ser avaliadas em abstrato.
Não é indiferente que se utilize um argumento religioso ou de étnico   para defender a nossa comunidade que esta a ser colonizada  ou o de  utiliza-lo como premissa de superioridade do invasor  para  impor-se e conquistar esta mesma comunidade. (Nota)
Desta maneira  , com maior ou menor grau de  sinceridade os protagonistas  em qualquer ação publica , inconscientemente ou não , utilizam ou “manipulam”  argumentos de ordem afetiva .
Os implementadores  da  atual reforma hospitalar de Lisboa Central  procuram  identificar -se  com a nossa epoca aurea quinhentista, assumindo-se como   continuadores da obra projetada por  de D. João II e concluída por D. Manuel ,  em  que  projectou-se e construiu-se o antigo os Hospital de Todos os Santos . Estes soberanos  foram os responsáveis pela   1ª grande Reforma Hospitalar que existiu  em Portugal e quiçá na Europa .  A então  nova  unidade hospitalar veio a centralizar toda a assistência hospitalar dispersa e fragmentada  pelo  Sul do Pais .
Aquela reforma e Hospital   refletem    o alto  grau de  civilização que  então tínhamos alcançado.
Os engenheiros e gestores , responsáveis pela atual reforma Hospitalar ,  ao   irmanarem  equipararem o H. de Chelas ao da epopeia  quinhentista,  de que   todos os portugueses  devem se  orgulhar , tem por objetivo  a legitimação  do seu projeto e a  mobilização  da  opinião publica. 
Recordamos que  antigo  Hospital  de Todos os Santos  com cerca  de 100 camas , cuja construção se iniciou em 1500  e que  serviu   durante  200 anos até ser  destruído  e consumido pelo terremoto de 1755  e o fogo que se lhe seguiu.
Como já  informamos em  outros artigos no Blogue   o efeito destrutivo do terremoto agravou-se devido  características geológicas  aluvionares  do solo da “Baixa de Lisboa”  propicio  a efeitos de “sitio” e liquefação, e  que por  estranha e coincidência são   idênticos ao da  Quinta da Boa Vista em Chelas  onde querem agora  construir  que viria a ser  o seu  homónimo  e " brilhante"   sucessor. 


Os doentes  daquele  do que antes  fora um  imponente e magnifico  Hospital ,     completamente destruído pelo fogo e terramoto, tiveram que acomodar-se na rua   até serem  transferidos para o vizinho   Convento de Santo Antão, localizado na  Colina de Santana,  implantado num solo com geologia   mais estável  de arenitos consolidados  e  que assim  sobrevivera com menos  danos ao terremoto. Esta Instituição Religiosa ,depois de adaptada  foi  batizada de Hospital de São José e  que   persiste em funções  até aos dias de hoje. 


Com  a evolução do conhecimento medico , nas capitais  mundo civilizado, com a extensão gradativa dos cuidados de saúde a maiores sectores da população, a partir dos meados do século XIX,   se  diferenciaram  novas  especialidades,  justificadas pelas características próprias  das sua patologias, numero de doentes, e grupo etário  e sexo e desta forma  justificando a existência de unidades hospitalares dedicadas .

São estas especialidades  : a Pediatria, Ginecologia Obstetrícia , Infecto Contagiosas ,  e a Doença Mental.

Estas  novas unidades ,  arquitetural e administrativamente autónomas, encontram-se mais ou menos integradas em   Centros Hospitalares.   Esta  arquitetura organizacional persiste  no mundo civilizado até aos dias de hoje.
Em Lisboa as unidades Hospitalares correspondentes foram o   Hospital D. Estefânia , maternidade Alfredo da Costa, Hospital Miguel Bombarda e o Curry Cabral.
Decorre deste facto que equiparar   a inovadora   centralização de unidades de saúde fragmentadas  que se alcançou com a criação  do antigo Hospital de Todos os Santos na época quinhentista  com  a diluição , desidentificação  e destruição  de um legado Hospitalar  centenário numa  única unidade  hospitalar  generalista, inicialmente projetada  com apenas 550 camas em substituição as 2200 existentes ( agora dizem que o novo Hospital terá cerca  de 853  camas)  não  é fundamentada nem historicamente nem cientificamente e corresponderá a uma mera  manipulação propagandista desvinculadas da verdade histórica. 
Para alem da equiparação abusiva e não fundamentada existem contudo   duas semelhanças  verdadeiras entre o atual projeto e o quinhentista e que são omitidas no discurso oficial:

1ª -  o facto de o antigo e projecto do actual  serem   implantados em áreas geológicas  de alto risco de destruição no  caso de sismos e que no actual  agrava-se devido    ao facto de Quinta da Bela Vista comportar o “maior risco de vertente”  da área  de Lisboa.!





2ª -  a outra semelhança,  grave tem haver com transferência dos nossos centros de decisão  para o estrangeiro que se  seguiu  a época  Manuelina  com a dominação espanhola . Sim poucas dezenas de anos depois de inagurado o H. Real de Todos os Santos eramos um protetorado de Espanha!
Atualmente, pelas mãos destes mesmos gestores,  que se  apresentam  enganosamente como  os representantes modernos  do período Manuelino , são na realidade a guarda avançada da  grande finança nacional e  internacional ligada a exploração lucrativa da  saúde  e os responsáveis pela destruição do nosso SNS que hoje em parte já  esta controlado por Multinacionais. 


Dono do 
Hospital da Luz e Fidelidade detido - Sapo
sol.sapo.pt/artigo/.../dono-do-hospital-da-luz-e-fidelidade-detido‎
11 dez. 2015 ... Dono do Hospital da Luz e Fidelidade detido ... O presidente da Fosun foi dado como incontactável…….



Venda dos HPP à Amil rende 86 milhões à CGD - Empresas - Jornal ...www.jornaldenegocios.pt/.../venda_dos_hpp_agrave_amil_rende_86_ milhotildees_agrave_cgd.html‎
A venda do negócio de saúde concentrado nos Hospitais Privados de Portugal ( HPP) aos brasileiros da Amil, formalmente anunciada esta ... como os hospitais dos Lusíadas (Lisboa) e de Albufeira, além do Hospital de Cascais, que é ... O grupo comprador, que entretanto foi adquirido pela norte-americana UnitedHealth
, ...

A eles respondemos : 



Lisboa ainda  é a Capital de Portugal e não à de um dos Municípios  da Iberia globalizada com sede administrativa em Barcelona. 

Lisboa  não prescinde do  seu Hospital Pediatrico !
Hospital Pediatrico de Madrid
No  Hospital Pediatrico de  Barcelona e  ao contrário do que em Lisboa
os circuitos entre os adultos e crianças são respeitados...... A RM é  de campo aberto  e adaptada a Pediatria
Em Lisboa a revelia do exigido nos processos de creditação  internacional os circuitos diferenciados entre  e crianças    e adultos   nas especialidades transversais , já  não são respeitados.....


Hospital Pediatrico de Barcelona
Hospital Pediatrico na India 


Hospital Pediatricode Cincinati EUA



Hospitais Pediatricos um direito das crianças em todo o mundo.....

Assina : Pedro Paulo M. A.Mendes - Médico Radiologista no Hospital D. Estefânia