quinta-feira, 31 de Dezembro de 2009
UM BOM ANO DE 2010 PARA AS CRIANÇAS DE LISBOA SIGNIFICA NÃO PERDEREM O SEU HOSPITAL PEDIATRICO! BOM ANO PARA AS CRIANÇAS DE LISBOA!
domingo, 20 de Dezembro de 2009
2009 chega ao fim ! Em 2010 : A OPINIÃO PUBLICA EXIGE O FIM DA DESTRUIÇÃO DO HOSPITAL PEDIATRICO DE LISBOA !
sábado, 19 de Dezembro de 2009
CAVACO SILVA : Importância decisiva aos incentivos a natalidade ...Sim....mas e o apoio prometido ao Hospital Pediatrico de Lisboa ???


Inicio de citação :
"Cavaco Silva sublinha "importância decisiva" de incentivos à natalidade e adverte que país "sem crianças é país sem futuro"
19 de Dezembro de 2009, 13:41
Lisboa, 19 Dez (Lusa)- O Presidente da República manifestou hoje "grande preocupação pelo inverno demográfico" que Portugal atravessa, sublinhando que "um país sem crianças é um país sem futuro" e alertando para a "importância decisiva" dos apoios à natalidade e à protecção dos mais jovens.
"Se não existem crianças avançamos rapidamente para um envelhecimento da população e todos sabemos que a consequência de um rápido envelhecimento da população é o baixo crescimento económico e uma grande dificuldade em satisfazer os apoios sociais aos mais idosos", afirmou Cavaco Silva.
O chefe de Estado, que falava durante uma visita à Associação de Pais e Amigos das Crianças do Hospital São Francisco Xavier, "Os Francisquinhos", vincou que a questão da baixa taxa de natalidade "é tão importante" que a referiu na mensagem de Ano Novo em 2008."
Fim de citação
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Sim....acreditamos que o Sr. Presidente se preocupe com a natalidade... mas agradecemos que tal se manifeste em actos práticos.
Solicitamos que nos apoie não apenas formalmente mas o demonstre sendo a voz dos 85.000 portugueses que acreditando na influência dos orgãos de soberania , endereçaram-lhes duas petições em defesa de um novo do Hospital Pediatrico para Lisboa e defesa do Património do actual Hospital de D. Estefânia.... mas sem ainda quaisquer resultados práticos.....Sim há que saber optar....Ainda não perdemos a esperança.....compreendemos que não disponha de poder executivo...mas confortaria-nos ouvir publicamente a sua voz!...Assina
Pedro Paulo Mendes
terça-feira, 8 de Dezembro de 2009
Na 4ª Feira 9/12/2009 a Plataforma será recebida pela 3ª vez na Assembleia da Republica. Divulga !

Subject: Defesa Hospital Pediátrico de Lisboa na AR
Caros amigos
sensiveis à causa das crianças de Lisboa e contrários a destruição do seu Hospital Pediátrico que o Estado quer levar a cabo contrariando tudo que que se faz nos países civilizados e retrocedendo décadas nos Direitos elementares das crianças doentes.
A Ptataforma Cívica em Defesa do Património do Hospital de Dona Estefânia e de um Novo Hospital Pediátrico para Lisboa (Próximo do futuro Hospital geral de Todos os Santos-Chelas), representando mais de 96% dos profissionais do Hospital, continua na sua acção de sensibilização dos decisores politicos para a dimensão do erro que se pretende cometer e se manteria, no minimo, por cerca de 1 século.
Assim, seremos recebidos na Assembleia da Républica no dia 9 de Dezembro:
- 11.00: Grupo Parlamentar do PCP
- 16.00: Grupo Parlamentar do PS
- 18.00: Grupo Parlamentar do BE
Já na ultima semana fomos recebidos na Assembleia Municipal de Lisboa pelo Partido Ecologista Os Verdes e recebemos o apoio inequívoco do Movimento Partido da Terra
Falem com os vossos amigos. Divulguem a vossa sensibilidade através da NET.
Alertem a consciência dos profissionais de imprensa que melhor escrutinem a actividade do estado nestas matérias.
Não deixem esquecer esta causa das crianças de Lisboa.
A Plataforma Cívica
terça-feira, 1 de Dezembro de 2009
Agenda de Trabalhos da Plataforma pela Defesa do Hospital Pediatrico.Participa!


XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX
- De imediato a Comissão enviou a carta em anexo aos Partidos com Representação Parlamentar na Assembleia da Republica e Municipal de Lisboa, Ordem dos Médicos e Ministra da Saúde , informando dos Resultados do Inquerito aos Profissionais de D. Estefânia e solicitando uma entrevista com urgência com vista a revisão dos planos não fundamentados , tomados unicamente com o conhecimento das parcerias privadas e contrários a opinião dos profissionais qualificados do Hospital.
-Em inicio de Janeiro serão realizadas reuniões alargadas com os Profissionais , que desde sempre nos tem apoiado ( mas aberto a todos os outros que queiram participar ) .
Nestas reuniões auscultaremos opiniões e estabeleceremos novas formas da acção, que serão oportunamente divulgadas.
- Desde já estamos a reunir com grupos da Sociedade Civil interessados na Saúde infantil e Defesa do Património do Hospital de D. Estefânia, auscultando sua opinião e definição de acções conjuntas a desenvolver.
Faça duplo clique sobre a imagem para amplia-la.
sexta-feira, 20 de Novembro de 2009
terça-feira, 3 de Novembro de 2009
CRONICA EM IMAGENS : Um mundo que os nossos gestores dizem ultrapassado.... Sonho? Mundos paralelos com lógicas inversas em rota de colisão?
Em Outubro passado , no Congresso em Paris da SFR , as sessões em Ortopedia Infantil versando sobre o " estado da arte naquela sub especialidade " anotei que alguns dos preletores eram do Hospital "Robert Debré - Necker".
Conhecendo-o apenas do mundo virtual da" Net " e duvidoso da sua realidade devido as informações de responsaveis do Centro Hospitalar de Lisboa Central que baniram os Hospitais Pediatricos do Mundo Moderno, no final da tarde deste mesmo dia , resolvi indagar da localização daquele mundo fabular.
Segui como indicado pela linha 13,( a mais longa de Paris com 23 Kilometros ) até a estação de "Metro Duroc" e dei por mim na "Rue de Sévres".
Ao sair do Metro defrontei ...... quarteirão inteiro fechado com tapumes informativos do Novo Hospital Pediatrico que ali se contruia...com enormes gruas a trabalhar a olhos vistos ...Sim ...Novo....mas....conservando e respeitando o nome , tradição e experiência do antigo....
O quateirão em que se ergue a nova construção foi desapropriado por valores milionarios. Gastou-se uma fortuna " apenas " para contruir um Novo Hospital Pediatrico ao lado do outro...O mais antigo do mundo...nascido em 1724 e considerado um ex-Librix , orgulho de uma cidade, uma memoria colectiva que interessa conservar no espaço e no conteudo .... Aquele que em se hoje produz ciencia "de ponta" em todos os dominios das especialidades e sub especialidades pediatricas .....
Em fim ... outros mundos, mas que afinal existem e dão razão aos Profissionais do Hospital D. Estefânia......... nem tudo gira ao contrario em Portugal e o bom senso existe ... só que infelizmente não estará onde que devia estar....em fim fabulas existem sim mas no mundo silencio da gestão e interesses das parcerias privadas
" Informação na recepção do Hospital Necker "
Pour mieux vous accueillir, l’hôpital Necker se modernise
Un nouveau bâtiment ultra-moderne se construit pour rassembler les équipes pédiatriques, de maternité et de néonatalogie des hôpitaux Necker et Saint-Vincent-de-Paul et de l’Institut de puériculture de Paris.
Avec 400 lits et berceaux, 20 salles d’opérations, 60 salles de consultations externes et 1 plateau d’imagerie de haute spécialité, il sera dimensionné pour accueillir chaque année 70000 urgences pédiatriques, 30000 hospitalisations et 160 000 consultations. Bénéficiant des technologies de pointe et des installations hôtelières les plus performantes, toutes les disciplines médicochirurgicales seront rassemblées pour offrir des soins coordonnées en un lieu unique, confortable pour les patients et leur entourage.
Au coeur de l’hôpital, le Carré Necker, bâtiment classé, témoignage de l’architecture hospitalière du 19° siècle, sera rénové pour accueillir des consultations, les équipes mobiles de l’hôpital, des espaces de vie et de rencontre pour les familles, les associations, et les services administratifs.
Le long de la rue de Sèvres, près du carrefour Lecourbe, une nouvelle construction accueillera un espace ressource pour les enfants atteints de maladies chroniques et leurs proches. Ouvert aux familles, aux associations ainsi qu’aux professionnels du soin hospitaliers ou libéraux, il a pour but de faciliter l’orientation, les conseils aux familles, la coordination entre les différents acteurs, et de développer les actions de prévention.
Nous construisons un nouvel environnement pour mieux soigner.
Durant cette période, toutes les équipes de Necker font leur maximum pour que vous soyez peu importunés par les travaux. Voici quelques conseils pour mieux supporter la gêne occasionnée ......
domingo, 25 de Outubro de 2009
Senhores Lideres Partidarios ! Invertam esta ordem que nos envergonha! Apoiem a nossa causa! Defendam o Hospital Pediatrico que querem tirar a Lisboa!

Lideres Partidários ! Deputados ! Voltem ao contrário esta pagina obliqua e irracional !
Provem que as eleições não são só palavras ao vento !
Defendam o Património do Hospital de D. Estefânia que é o de Portugal ! ( ver artigo anterior)
Aprovem a revelia de interesses redutores gestionarios a criação de uma Novo Hospital Pediátrico para Lisboa !
Ouçam os profissionais de D. Estefânia !
Respeitem o parecer favorável da Comissão de Saúde da anterior Assembleia da Republica em estiveram representados todos os Partidos! Indaguem da opinião do Presidente da Republica à quem foram endereçadas 80.000 assinaturas ! Respeitem os Pais e crianças de Portugal que apoiaram o abaixo assinado.
sexta-feira, 18 de Setembro de 2009
RESULTADO DA VOTAÇÃO... ! OS PROFISSIONAIS DA D. ESTEFÂNIA , AFIRMAM A SUA OPINIÃO EM DEFESA DO HOSPITAL PEDIATRICO ! 96% A FAVOR! 3,4% CONTRA !
Grupos Profissionais NºProfissionais
Hosp.Pediátrico
(por excesso*) Votantes
(** % por defeito)
Médicos 220 113 – 51,3%
Enfermeiros 375 196 – 52,2%
Técnicos Diagn. e Terapêutica 106 74 – 69,8%
Assistentes Operacionais 296 135 – 45,6%
Técnicos Superiores Saúde 19 9 – 47,3%
Técnicos Superiores 15 10 – 66,6%
Assistentes Técnicos 117 60 – 51,2%
Docentes, Informáticos, outros 10 6 – 60%
Pessoal pré-carreira 82 18 – 21,9%
Pessoal Dirigente 4 0
TOTAIS 1244* 621 – 50 %**
EXISTEM IDEIAS NOBRES QUE DEPOIS DE CONCRETIZADAS CORRESPONDEM AVANÇOS CIVILIZACIONAIS QUE NÃO PODEM SER DESTRUIDOS POR OPINIÕES E OU INTERESSES CONJUNTURAIS À MARGEM DO HUMANISMO E DOS INTERESSES DA CRIANÇA.
UMA DESTAS IDÉIAS É O MODELO ASSISTENCIAL PEDIATRICO TERCIARIO, SUBSTANCIADO NO HOSPITAL PEDIATRICO !
OS PROFISSIONAIS DESTE HOSPITAL DEVEM SER OUVIDOS !


VITÓRIA INQUESTIONAVEL DA OPÇÃO DE UM NOVO HOSPITAL PEDIATRICO PARA LISBOA E REJEIÇÃO DO MODELO MONOBLOCO GENERALISTA IMPOSTO PELAS PARCERIAS PRIVADAS, DESCONHECEDORAS DAS NECESSIDADES DA ASSISTÊNCIA PEDIATRICA.
quinta-feira, 17 de Setembro de 2009
CONTAGEM PÚBLICA DOS VOTOS - DIVULGA - COMPARECE
AMANHÃ 6ª FEIRA DIA 18 DE SETEMBRO
ÀS 9 HORAS
NA BIBLIOTECA strong>
(NÃO FOI POSSÍVEL SER NA SALA DE CONFERÊNCIAS)
ÀS 9 HORAS
NA BIBLIOTECA strong>
(NÃO FOI POSSÍVEL SER NA SALA DE CONFERÊNCIAS)
INFORMAÇÃO INQUERITO PROFISSIONAIS - PRIMEIRO DIA DE VOTAÇÃO - 17 DE SETEMBRO

PREVIAMENTE A INSTALAÇÃO DAS MESAS DE VOTO , ATRAVÉS DE CARTA ENVIADA POR FAX AO PRESIDENTE DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO DO CENTRO HOSPITALAR, ESCREVEMOS CARTA ( EM ANEXO) DA NOSSA IMEDIATA DISPONIBILIDADE PARA CORRIGIR ERRO DE INFORMAÇÃO REPORTADO NO BOLETIM Nº 7 DAS AFIRMAÇÕES DA DIRECTORA DO CENTRO AO JORNAL EXPRESSO, E QUE SEGUNDO NOS COMUNICOU CONTINHA AFIRMAÇÕES INCORRECTAMENTE ATRIBUÍDAS PELA JORNALISTA À DRA. TERESA SUSTELO, FACTO QUE OBVIAMENTE DESCONHECÍAMOS.
FACE INFORMAÇÃO VEICULADA POR COMUNICADO E AFIXADA JUNTO AS URNAS , NÃO SE JUSTIFICARIA PROTELAR A VOTAÇÃO.
EXCERTO DA CARTA POR NÓS ENVIADA ANTES DA INSTALAÇÃO DA MESAS DE VOTO:
Ilma Dra.Teresa Sustelo
Presidente do Conselho de Administração do CHLC, EPE"
Saudações cordiais
Agradecemos o esclarecimento prestado sobre a sua entrevista fornecida ao Jornal Expresso e que corrigiremos já no nosso próximo Boletim, que editaremos em breve, com os resultados do inquérito.
Solicitamos se possível , nos envie o desmentido correcção da referida noticia , que por certo foi enviada por Vossa Excelência ao Jornal Expresso, para que a anexemos ao esclarecimento que publicaremos.
Tomamos a liberdade de não desmarcar o inquérito, pois o que esta em causa nesta pesquisa de opinião aos funcionários não são os 15 ou 45 milhões de euros, atribuídos pela especulação imobiliária a este espaço , que não é negociável e a que nos oporemos intransigente mente , atitude de principio que julgamos assim partilhar com Vossa Excelência e a assim a plena razão do seu desmentido mas sim e exclusivamente ao fim de um modelo de assistência hospitalar diferenciada em pediatria no Sul do Pais, em que por certo nos dará razão e compreenderá.
Divulgaremos contudo este o seu esclarecimento e nossa resposta, junto das urnas de voto......... . Assina pela Comissão....
As mesas de voto foram constituídas por elementos não envolvidos no processo, colaboradores da capelânia.
A participação na votação ao inquérito foi maçiva, decorrendo em ambiente cívico, participativo e agradável. Em estimativa pensa-se que cerca de 500 funcionários votaram neste primeiro dia. Felicitamos pois apenas a participação por si constituiu uma vitória sejam quais forem os resultados da escolha.
Informa-se que a contagem dos votos será publica, e decorrerá na manhã de 6º Feira dia 18 na Sala de Conferências às ( dependendendo ainda da autorização e caso não autorizado informaremos a alternativa)
segunda-feira, 14 de Setembro de 2009
NAS PRÓXIMAS 4ª E 5ª FEIRAS , DIAS 16 E 17 DE SETEMBRO , PENSE NO MELHOR PARA A CRIANÇA ! PARTICIPA! O VOTO É SECRETO !
segunda-feira, 7 de Setembro de 2009
Será que estes acontecimentos terão haver com gestões afastadas daqueles que enfrentam os problemas reais ?

SOL - Edição nº156 - 4 de setembro de 2009
GRIPE A
MÉDICOS DO D. ESEFÂNIA ESTÃO NO LIMIAR DA EXAUSTÃO FÍSICA
NOTICIAS DO JORNAL SOL DESTA SEMANA.
Gripe A H1N1
Sobrecarga do pessoal clínico existe, mas atendimento não tem sido prejudicado - D.Estefânia
04 SET 09 O Hospital D. Estefânia admite uma sobrecarga de trabalho dos clínicos seniores devido aos procedimentos obrigatórios na triagem da gripe A, mas garante que nunca esteve em causa o atendimento das outras urgências que recorrem a esta unidade pediátrica
Gripe A (H1N1)
Ministra da Saúde não vai intervir no Hospital D. Estefânia
04 SET 09 A ministra da Saúde garantiu hoje que «não irá intervir» na gestão do Hospital D. Estefânia, a propósito de uma carta dos chefes clínicos a denunciar excesso de trabalho dos médicos provocado pela gripe A (H1N1)
Gripe A
Médicos do D. Estefânia estão no ‘limiar da exaustão física’
Por Margarida Davim
03 SET 09 Os chefes clínicos do Hospital D. Estefânia enviaram uma carta à ministra da Saúde denunciando o excesso de trabalho dos médicos provocado pela gripe A. E alertam para uma situação à beira do colapso que põe em causa a segurança do atendimento dos doentes, avança a edição do SOL desta sexta-feira
Terão estes factos alguma relação com diluição e dissolução do Hospital Pediatrico no Centro Hospitalar resultando desaparecimento dos seus orgãos de Gestão Clinicos Pediatricos autonomos ( agora deslocalizados e um hospital de adultos ??? ).
No interesse da criança agradecemos opiniões esclarecedoras.
domingo, 6 de Setembro de 2009
PARTICIPA, DIVULGA, VOTA ! DÁ TUA OPINIÃO DO QUE É MELHOR PARA A SAÚDE DAS CRIANÇAS DE LISBOA! UM HOSPITAL GENERALISTA OU UM HOSPITAL PEDIATRICO !


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A PLATAFORMA DE DEFESA DO HOSPITAL PEDIATRICO, VAI REALIZAR UM INQUERITO SOBRE O QUE PENSAM OS PROFISSIONAIS DO HOSPITAL D. ESTEFÂNIA SOBRE A EXTINÇÃO DO HOSPITAL PEDIATRICO DE LISBOA. NOS DIAS 16 E 17 DE SETEMBRO ( 4ª E 5ª FEIRA ) 8.30 - 18 HORAS
URNAS DE VOTO - ENTRADA FRONTAL DO HOSPITAL - CORREDOR LATERAL JUNTO A CAPELA - CORREDOR DO BAR REFEITÓRIO.
ANOS DE EXPERIÊNCIA E VIVÊNCIA AO SERVIÇO DA CRIANÇA E A SUA COMPARAÇÃO COM A ACTUAL EM QUE ASSISTIMOS A DILUIÇÃO DE UM DOS MAIS ANTIGOS HOSPITAIS PEDIATRICOS DO MUNDO NO CENTRO HOSPITALAR INCARACTERISTICO, É O EXEMPLO DO FUTURO QUE NOS ESPERA .
ESTA EXPERIÊNCIA DA-NOS DIREITO A UMA OPINIÃO !
È DEVER DE TODOS OS PROFISSIONAIS MANIFESTA-LA!
A FAVOR OU CONTRA : VOTA ! DIVULGA ! PARTICIPA !
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PARA LER , DUPLO CLIQUE EM CIMA DA PAGINA.


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NOTA DA REDACÇÃO :

OBVIAMENTE NÃO IDENTIFICAMOS A OPINIÃO DO PARTIDO SOCIALISTA COM A DO SEU DEPUTADO DR. RIBEIRO GONÇALVES.
AO CONTRARIO CONSIDERAMOS QUE ELA ESTA EM ABSOLUTA CONTRADIÇÃO COM TODOS O PRINCIPIOS DEFENDIDOS PELO PARTIDO SOCIALISTA ANTERIORMENTE A ACTUAL LEGISLATURA.
NÃO PODEMOS ASSIM AQUI DEIXAR DE HOMENAGEAR O IDEALIZADOR DO NOSSO SERVIÇO DE SAÚDE, ANTÓNIO ARNAUT QUE POR CERTO ESTARÁ EM DESACORDO COM ESTA MEDIDA ANTI CIVILIZACIONAL.
NOTAMOS AINDA POR INCOMPREESSIVEL, A CONTRADIÇÃO ENTRE AS DECLARAÇÕES DO DEPUTADO RIBEIRO GONÇALVES DO COM AS DA COMISSÃO DE RELATORA DA ASSEMBLEIA DA REPUBLICA, EM QUE ESTEVE PRESENTE UMA DEPUTADA DO SEU PARTIDO E QUE É PRESIDIDA PELA ANTIGA MINISTRA DA SAÚDE IGUALMENTE PELO PARTIDO SOCIALISTA A DR. M. BELÉM ROSEIRA E QUE REPUDIOU A DESTRUIÇÃO DO HOSPITAL PEDIATRICO.
ESTAMOS ASSIM CERTOS DE QUE ESTE ERRO GRAVE CONJUNTURAL E QUE É CONTRA NATURA A TODA ANTERIOR PRATICA DO PARTIDO SOCIALISTA E AINDA AGORA DOS SEUS MEMBROS MAIS PRESTIGIADOS SERÁ POR CERTO EM BREVE RECTIFICADO.
ASSINA : PEDRO PAULO MENDES
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Como anunciado, a Plataforma Cívica vai lançar um inquérito de opinião aos profissionais do Hospital de Dona Estefânia sobre a melhor forma de assistência hospitalar diferenciada às crianças doentes: Hospital Pediátrico ou Hospital Geral? O Inquérito é anónimo, depositado em urna e será conduzido por entidades independentes - Capelania e o Serviço de Voluntariado.
A Maternidade, pelas suas características, não participa no inquérito. Dos resultados obtidos será feita divulgação aos profissionais envolvidos, aos órgãos do Centro Hospitalar, ao Ministério da Saúde, às principais instituições políticas e de comunicação social interessadas na saúde da Criança.
O texto do inquérito é o seguinte:
_________________________________________________________________________________________________________
Com base na minha experiência profissional de …….. anos, considero que a forma mais adequada de
assistência hospitalar diferenciada à criança doente se deve fazer em um:
(marque X a sua opção)
A - Hospital tecnologicamente moderno, com autonomia técnica e edifício também autónomo dotado de Ambiente Pediátrico com todos os profissionais e equipamentos exclusivamente dedicados às crianças
– um HOSPITAL PEDIÁTRICO.*
ou
B - Hospital tecnologicamente moderno, em edifício comum às crianças e adultos, com a Pediatria integrada como um dos serviços do hospital, com múltiplos profissionais, espaços e equipamentos partilhados por crianças e adultos
– um HOSPITAL GERAL.
* Embora com o Hospital Pediátrico construído próximo do Hospital Geral de Adultos para apoio mútuo em
situações de excepção.
Foram aprovadas por todos os Partidos as conclusões do Relatório da Comissão de Saúde da AR sobre a 2ª Petição pública a favor da construção de um novo Hospital Pediátrico em Lisboa. O relatório faz a clara defesa dos pontos de vista da Plataforma Cívica sobre a necessidade de Lisboa vir a ter um novo Hospital Pediátrico autónomo (Relatório da Comissão de Saúde em www.campanhapelohde.blogspot.com).
Em 23 de Julho, o Relatório foi a Plenário da AR e todos os Partidos, excepto a bancada do PS, defenderam a construção de um novo Hospital Pediátrico em Lisboa com autonomia e criticaram a intenção do Governo de integrar este num serviço do futuro hospital geral a construir em Chelas. Estas e outras intervenções de protagonistas, referimos em “Momentos que marcam um processo”, a seguir:
A integração do Hospital de Dona Estefânia no Centro Hospitalar só se fará se os profissionais assim o desejarem. Está em estudo um novo Hospital Pediátrico em Chelas (Cidade Hospitalar)
Dr Correia de Campos – Ministro da Saúde – Abril 2006
Os hospitais pediátricos devem estar integrados em hospitais gerais DrªAna Jorge – Ministra da Saúde - Novembro 2008
Não há qualquer problema em alterar o espaço para que seja construído um novo Hospital Pediátrico em Lisboa junto ao Hospital geral de Todos os Santos. Basta que a Administração do Centro Hospitalar o proponha.
Ana Sara Brito
Vereadora da CML
16 de Março 2009
Obviamente que a construção de um Hospital Pediátrico auto-suficiente é a solução ideal, mas é uma situação impraticável nas condições demográficas e financeiras do País.
Director da Área de Pediatria Médica - 26 de Março 2009
Entrevista à RDP
Queremos que as crianças tenham uma privacidade absoluta, mas o espaço não será fisicamente separado. Caso a opção seja a imobiliária, a venda do Hospital de Dona Estefânia pode render ao Estado entre 15 e 17 milhões de Euros.
Presidente do CA do Centro Hospitalar de Lisboa Central
28 de Março 2009 -
Entrevista ao Jornal Expresso
Os problemas económicos, embora respeitáveis, nem sempre se podem (ou sobretudo se devem) sobrepor às soluções técnica, humana e socialmente mais correctas e justas.
Relatório da Comissão de Saúde da AR
Julho de 2009
A reclamação dos peticionários é mais que fundamentada. É um erro grave considerar que as crianças são adultos em miniatura.
Dr João Semedo
Deputado do BE-Plenário da AR 23/07/2009
É evidente que precisamos ter, ao nível dos cuidados de saúde infantil, uma especialização que não se compadece com a integração em hospitais gerais. Tal como acontece em Coimbra, também em Lisboa é necessário um Hospital Pediátrico autónomo.
Dr Bernardino Soares
Deputado do PCP-Plenário da AR 23/07/2009
Revemo-nos absolutamente na Petição.
DrªTeresa Caeiro
Deputada do CDS-PP-Plenário da AR 23/07/200
É um erro histórico gravíssimo a integração da unidade pediátrica de Dona Estefânia no futuro Hospital de Todos os Santos e a não construção de um Hospital Pediátrico autónomo. O PSD tudo fará em Outubro para corrigir o erro em que o Governo teimosamente insiste.
Dr Carlos Miranda
Deputado do PSD-Plenário da AR 23/07/2009
A maioria das crianças deste País é tratada em hospitais distritais (Gerais). A autonomia dos cuidados de pediatria é uma realidade nos hospitais distritais e centrais e não é por isso que as crianças não são bem tratadas. No futuro Hospital, as crianças terão espaço próprio e sempre que tenham uma situação de maior gravidade irão ser tratadas no hospital de adultos e não há nenhum problema nisso.
Dr Ribeiro Gonçalves
Deputado do PS-Plenário da AR 23/07/2009
O nome e símbolo do Hospital de Dona Estefânia foram retirados também dos documentos de alta do Serviço de Urgência porque passou a haver só um hospital, o Centro Hospitalar.
Responsável pelo Ser.Urgência Sessão no Hospital Julho 2009
Envie-nos as suas opiniões para o
e-mail: estefania.boletim@gmail.com
Inquérito aos profissionais do
Hospital Pediátrico de Dona Estefânia
Grupo profissional: Médico ; Enfermeiro ; Técnico superior ; Dirigente
Técnico Super Saúde ; Técnico Diagnóstico e Terapêutica ; Assistente Técnico
Assistente operacional ; Informático ; Docente ; Outro
INQUERITO AOS PROFISSIONAIS DO HOSPITAL D. ESTEFÂNIA
***
Com base na minha experiência profissional de …….. anos, considero que a forma mais adequada de assistência hospitalar diferenciada à criança doente se deve fazer em um:
(marque X a sua opção)
A - Hospital tecnologicamente moderno, com autonomia técnica e em edifício autónomo dotado de Ambiente Pediátrico com todos os profissionais e equipamentos exclusivamente dedicados às crianças
– um HOSPITAL PEDIÁTRICO.*
ou
B - Hospital tecnologicamente moderno, em edifício comum às crianças e adultos, com a Pediatria integrada como um dos serviços do hospital geral, com múltiplos profissionais, espaços e equipamentos partilhados por crianças e adultos
– um HOSPITAL GERAL.
* Embora estando o Hospital Pediátrico construído próximo do Hospital Geral de Adultos para apoio mútuo em situações de excepção.
PS-1: Por favor, não assine, não se identifique no boletim de voto.
PS-2: Dobre em 4 e introduza na urna fechada.
segunda-feira, 27 de Julho de 2009
quinta-feira, 23 de Julho de 2009
Aprender com o que há de exemplar na America ! Texto apócrifo de ficção cientifica do século XVIII.
Texto apócrifo de ficção cientifica enviado para publicação. Como estamos em pré férias e existe pouco material de divulgação, apesar de polemico aquiescemos .
Trata-se de um manuscrito de se afirma dos meados do seculo XVIII, prévio ao terramoto de 1755 (aquele que destruiu o antigo Hospital de Todos os Santos e que se talvez não fosse um edificio monobloco, idêntico o projecto actual e localizado numa zona de risco sismico elevado , muito mais provavelmente teria sobrevivido aos incendios fatais, infelizmente irmãos gemeos cataclismicos, de todos os grandes terramotos.
O autor do texto por certo desconhecia o futuro advento da revolução francesa. ( aquela que reconheceu os direitos de liberdade e cidadania e criou condições civilizacionais que permitiram a construção do primeiro Hospital Pediatrico do mundo e que hoje é um ex libris de Paris e um dos padrões mundias de excelência no tratamento da criança)

inicio de citação de excerto do texto enviado :
......Afirmar-se que na América os Currículos dos Candidatos para o concurso de preenchimento de vagas ou diferenciação nas carreiras , serão públicos e aferiveis por todos. Aqui esta a América exemplar.
No que diz respeito a discriminação do acesso a saúde consoante o poder económico de um cidadão e beneficio exclusivo das Seguradoras a América já não é um exemplo... Os Americanos assim expressaram-no claramente nas ultimas eleições......
Não seria mal se alguns dos nossos seguidores da América, que se acomodam nos ministérios e partidos não o fossem apenas de forma egoista e interesseira admiradores da mentalidade subjacente a finança especulativa.
Seria mais coerente com os ideais de progresso que dizem partilhar , que não fechassem os olhos ao que América terá de melhor : A objectividade na avaliação dos critérios de mérito e o investimento produtivo, um sentido comunitário e um sistema de justiça eficaz e rápido.
Tal proposição seria a unica que traria progresso ao Pais.
A arregimentação dos quadros do Serviço Publico, pela filiação partidária ou ao grupo económico interessado em partilhar o "bolo" dos nossos impostos deveria ser exemplarmente punida..
Concursos para construções de obras publicas e hospitais e parcerias de exploração em que partes interessadas poderiam estar representadas , devido ao seu alinhamento no passado recente com alguns deles , levariam a investigações minuciosas.. duvidas não resolvidas sobre desvio de fundos e duplas facturações na gestão de fundos publicos não permitiriam que os faltosos fossem até prova da sua possível inocencia nomeados para cargos públicos .Seria porventura considerada associação criminosa a inversão do onus da culpa. Na America o processo foi rapido e exemplar; 100 anos de prisão e por cá...veremos ......
Invoca-se assim o exemplo da América em interesse próprio, "só para Inglês ver"... Esgrimem-se argumentos propaganticos abstractos de modernidade , para justificar a destruição do Hospital Pediátrico (quando nesta América em que se dizem rever ... eles são florescentes e acarinhados...)
. Em fim a modernidade são palavras, a prática e mentalidades são medievais ....

Sim referimos-nos também a pratica comum dos concursos recentes e antigos com júris constituídos por critérios "desconhecidos" , mas que todos "conhecem " a priori quem serão os seleccionados e inclusive a sua ordem na grelha classificativa (o que retirará a dignidade seleccionados, mesmo que se providos por mérito) .
(......Reservam-se ao outros candidatos o papel de meros figurantes, "bobos da corte", que ainda se querem bem comportados .... )
A dedicação e diferenciação em pediatria ou a outra área conquistada com anos de sacrificio, que só poderia interessar a ciência e criança são alheios a visão burocrática...ou subjectivismos pré estabelecidos apostados em redes de comando servientes mas ignorantes e insensiveis a especificidade pediatrica.
Fim de citação do texto enviado
NOTA DO REDATOR :.
O principio do sucesso é não desistir !

A similitude deste texto com a realidade é mera fantasia ou pura coincidência.....Não nos responsabilizamos por quem enfiar o capuz....Mas aos que enfiarem o "capuz", identificando-se como lesados, invocamos que a sua desistência e em nada ajudará a causa da saúde da criança! Recordem-se que quando iniciamos a luta não imaginariamos que as portas dos orgãos de soberania se abririam !
Existe outra nação que se saberá fazer ouvir!

Assina : Pedro Paulo Mendes ( em representação de " Este o Faria" e Jornalista Manu ) pela autonomia do Hospital Pediatrico"
Trata-se de um manuscrito de se afirma dos meados do seculo XVIII, prévio ao terramoto de 1755 (aquele que destruiu o antigo Hospital de Todos os Santos e que se talvez não fosse um edificio monobloco, idêntico o projecto actual e localizado numa zona de risco sismico elevado , muito mais provavelmente teria sobrevivido aos incendios fatais, infelizmente irmãos gemeos cataclismicos, de todos os grandes terramotos.
O autor do texto por certo desconhecia o futuro advento da revolução francesa. ( aquela que reconheceu os direitos de liberdade e cidadania e criou condições civilizacionais que permitiram a construção do primeiro Hospital Pediatrico do mundo e que hoje é um ex libris de Paris e um dos padrões mundias de excelência no tratamento da criança)

inicio de citação de excerto do texto enviado :
......Afirmar-se que na América os Currículos dos Candidatos para o concurso de preenchimento de vagas ou diferenciação nas carreiras , serão públicos e aferiveis por todos. Aqui esta a América exemplar.
No que diz respeito a discriminação do acesso a saúde consoante o poder económico de um cidadão e beneficio exclusivo das Seguradoras a América já não é um exemplo... Os Americanos assim expressaram-no claramente nas ultimas eleições......
Não seria mal se alguns dos nossos seguidores da América, que se acomodam nos ministérios e partidos não o fossem apenas de forma egoista e interesseira admiradores da mentalidade subjacente a finança especulativa.
Seria mais coerente com os ideais de progresso que dizem partilhar , que não fechassem os olhos ao que América terá de melhor : A objectividade na avaliação dos critérios de mérito e o investimento produtivo, um sentido comunitário e um sistema de justiça eficaz e rápido.
Tal proposição seria a unica que traria progresso ao Pais.
A arregimentação dos quadros do Serviço Publico, pela filiação partidária ou ao grupo económico interessado em partilhar o "bolo" dos nossos impostos deveria ser exemplarmente punida..
Concursos para construções de obras publicas e hospitais e parcerias de exploração em que partes interessadas poderiam estar representadas , devido ao seu alinhamento no passado recente com alguns deles , levariam a investigações minuciosas.. duvidas não resolvidas sobre desvio de fundos e duplas facturações na gestão de fundos publicos não permitiriam que os faltosos fossem até prova da sua possível inocencia nomeados para cargos públicos .Seria porventura considerada associação criminosa a inversão do onus da culpa. Na America o processo foi rapido e exemplar; 100 anos de prisão e por cá...veremos ......
Invoca-se assim o exemplo da América em interesse próprio, "só para Inglês ver"... Esgrimem-se argumentos propaganticos abstractos de modernidade , para justificar a destruição do Hospital Pediátrico (quando nesta América em que se dizem rever ... eles são florescentes e acarinhados...)
. Em fim a modernidade são palavras, a prática e mentalidades são medievais ....

Sim referimos-nos também a pratica comum dos concursos recentes e antigos com júris constituídos por critérios "desconhecidos" , mas que todos "conhecem " a priori quem serão os seleccionados e inclusive a sua ordem na grelha classificativa (o que retirará a dignidade seleccionados, mesmo que se providos por mérito) .
(......Reservam-se ao outros candidatos o papel de meros figurantes, "bobos da corte", que ainda se querem bem comportados .... )
A dedicação e diferenciação em pediatria ou a outra área conquistada com anos de sacrificio, que só poderia interessar a ciência e criança são alheios a visão burocrática...ou subjectivismos pré estabelecidos apostados em redes de comando servientes mas ignorantes e insensiveis a especificidade pediatrica.
Fim de citação do texto enviado
NOTA DO REDATOR :.
O principio do sucesso é não desistir !

A similitude deste texto com a realidade é mera fantasia ou pura coincidência.....Não nos responsabilizamos por quem enfiar o capuz....Mas aos que enfiarem o "capuz", identificando-se como lesados, invocamos que a sua desistência e em nada ajudará a causa da saúde da criança! Recordem-se que quando iniciamos a luta não imaginariamos que as portas dos orgãos de soberania se abririam !
Existe outra nação que se saberá fazer ouvir!

Assina : Pedro Paulo Mendes ( em representação de " Este o Faria" e Jornalista Manu ) pela autonomia do Hospital Pediatrico"
terça-feira, 21 de Julho de 2009
Quarta Feira Dia 22 a Petição foi discutida na Assembleia da Republica ! Vitória de 3 x1 para as crianças sobre o obscurantismo !


"CRIANÇAS 3"
TÍNHAMOS RAZÕES PARA ESTARMOS CONFIANTES !
A MAIORIA DOS GRUPOS PARLAMENTARES MOSTROU-SE SENSÍVEL AOS ARGUMENTOS EXPOSTOS PELA PLATAFORMA CÍVICA E INCLUSIVE OS APROFUNDARAM !
APOIARAM-NOS NA LUTA PARA QUE LISBOA NÃO SE TRANSFORME NA ÚNICA CAPITAL EUROPEIA DESPROVIDA DE HOSPITAL PEDIÁTRICO !
OBSCURANTISMO : 1
.....APENAS UM DOS GRUPOS PARLAMENTARES EXPRESSOU DESACORDO .
A SUA EXPOSIÇÃO MOSTROU DESCONHECIMENTO ABSOLUTO DA MATÉRIA. A SUPERFICIALIDADE DA SUA ARGUMENTAÇÃO SUGERE NÃO TER-SE DIGNADO A LER O RELATÓRIO DA COMISSÃO DE SAÚDE ENDOSSADO PELA DRA. MARIA DE BELÉM ROSEIRA ILUSTRÍSSIMA DEPUTADA DO SEU PRÓPRIO PARTIDO E CONHECIDA PELA SUA COMPETÊNCIA NA MATERIA. .
A DECÊNCIA E COERÊNCIA DEVERIAM TÊ-O OBRIGADO A LER E FUNDAMENTAR O SEU DESACORDO RELATIVAMENTE AO RELATORIO ENDOSSADO POR COLEGA DE BANCADA.
....CASO UM MÉDICO INTERNO SE PRONUNCIASSE SOBRE UM DOENTE E TERAPÊUTICA A PRESCREVER SEM TER COLHIDO A HISTÓRIA CLÍNICA , AINDA MAIS SE ESTA TIVESSE SIDO ELABORADA POR COLEGA MAIS COMPETENTE , SERIA JUSTAMENTE PROCESSADO POR NEGLIGÊNCIA....
AINDA DE ESTRANHAR O SILÊNCIO DA COMUNICAÇÃO SOCIAL ESTATAL ( FINANCIADA POR NÓS) SOBRE A DISCUSSÃO NA A.R. DA PETIÇÃO ! NOTICIARAM AMPLAMENTE A ESTREIA DO BENFICA....FALOU-SE UM DESASTRE DE UM AUTOCARRO EM ÁFRICA ...RELATARAM DA EVENTUAL CORRUPÇÃO DE UM MINISTRO DA SAÚDE LIGADO A NEGÓCIOS COM A BANCA..( FACTO PARA NÓS INTERESSANTE...). MAS SOBRE AS PETIÇÕES....... OS NOTICIÁRIOS DE TELEVISÃO , COM EXCEPÇÃO DA TVI , IGNORARAM A NOSSA, FUNDAMENTAL PARA OS CUIDADOS DE SAÚDE DAS NOSSAS CRIANÇAS... REFIRAM-SE AMPLAMENTE APENAS A UMA DAS OUTRAS PETIÇÕES : A DA PROPOSTA DOS BOLETINS DE VOTO EM BRAILLE, ( O QUE NA SITUAÇÃO ACTUAL DO PAIS JULGAMOS MUITÍSSIMO PERTINENTE..... )
.E JÁ AGORA NO SEGUIMENTO DA IDEIA ANTERIOR , PROPOMOS QUE AS CRIANÇAS DE PORTUGAL ORGANIZEM UMA NOVA PETIÇÃO.... AGORA SOLICITANDO QUE AOS BOLETINS DE VOTO ESTEJA AGREGADA OBRIGATORIAMENTE DE UMA PÍLULA CONTRA O ESQUECIMENTO ....
LEIAM NO SEGUIMENTO O RELATÓRIO DA COMISSÃO DE SAÚDE QUE FOI DE RESPONSABILIDADE DO DEPUTADO RELATOR ,SR. CARLOS MIRANDA E COO -ASSINADO PELA DRA. MARIA DE BELEM ROSEIRA !
O ANTIGO RESPONSÁVEL PELAS PARCERIAS PRIVADAS DO PLANO FUNCIONAL E ESCOLHA DO PROJECTO ARQUITETONICO DO HOSPITAL DE TODOS OS SANTOS (SR. ENGENHEIRO PEDRO DIAS ALVES, INFORMOU-NOS QUE A DECISÃO DE ALTERAR OS PLANOS, CONTEMPLANDO UM HOSPITAL PEDIÁTRICO, CABERIA EXCLUSIVAMENTE DO ÂMBITO DO PODER POLITICO.( EM CONTRADIÇÃO COM INFORMAÇÕES DISPÚNHAMOS , DE QUE DETERIA O PODER DECISÓRIO EM DETRIMENTO DOS ÓRGÃOS DEMOCRATICOS REPRESENTATIVOS QUE ANTES JÁ HAVIAMOS CONSULTADO.
JULGAMOS QUE ARGUMENTOS POLITICOS MAIS FORTES SERIAM IMPOSSIVEIS.
OBTIVEMOS A SIMPATIA IMPLÍCITA DO SR.PRESIDENTE DA REPUBLICA E JULGAMOS DA MAIORIA DOS GRUPOS PARLAMENTARES REPRESENTADOS NA COMISSÃO DE SAÚDE.
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INICIO DE CITAÇÃO
ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA
COMISSÃO DE SAÚDE
Petição n.º 566/X/4.ª
Deputado Relator: Carlos Miranda)
RELATÓRIO
Da apresentação, requisitos e processo da iniciativa
A presente Petição, à qual foi atribuída o n.º 566/X/4.ª, deu entrada na Assembleia da
República em 19 de Março de 2009, tendo baixado à Comissão de Saúde em 29 de Abril
seguinte.
ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA
2
A Petição foi apresentada pela Plataforma Cívica em Defesa do Património do Hospital de
Dona Estefânia e de um Novo Hospital Pediátrico para Lisboa, sendo subscrita por 4.979
cidadãos.
A Petição reúne os requisitos formais estatuídos no artigo 9.º da Lei n.º 43/90, de 10 de
Agosto, com as alterações introduzidas pelas Leis nºs. 6/93, de 1 de Março, 15/2003, de 4
de Junho, e 45/2007, de 24 de Agosto.
Considerando que, nos termos do n.º 1 do artigo 21.º da Lei n.º 43/90, de 10 de Agosto,
com as alterações introduzidas pelas Leis nºs. 6/93, de 1 de Março, 15/2003, de 4 de Junho,
e 45/2007, de 24 de Agosto, “A audição dos peticionantes é obrigatória sempre que a
petição seja subscrita por mais de 1000 cidadãos”, foi promovida, em 23 de Junho de
2009, a audição do seguinte grupo de peticionários:
- Dr.ª Ana Paula Soudo;
- Prof. António Gentil Martins;
- Dr. José Pedro Vieira;
- Dr. Mário Coelho;
- Dr. Pedro Paulo Mendes;
- Dr.ªTeresa Rocha.
Atento o número de peticionários, a Petição n.º 566/X/4.ª carece, de acordo com o disposto
na alínea a) do n.º 1 do artigo 24.º da Lei n.º 43/90, de 10 de Agosto, com as alterações
introduzidas pelas Leis nºs. 6/93, de 1 de Março, 15/2003, de 4 de Junho, e 45/2007, de 24
de Agosto, de ser apreciada em Plenário da Assembleia da República.
ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA
3
Do objecto da iniciativa
Os peticionários solicitam a construção de um Novo Hospital Pediátrico para Lisboa,
considerando que a transformação do Hospital D. Estefânia num simples serviço de
pediatria do futuro Hospital integrado no Serviço Nacional de Saúde, a construir em
Lisboa, na zona de Chelas, se baseia, segundo os mesmos, em argumentos inaceitáveis,
além de que, sustentam ainda os peticionários, a referida intenção do Governo constitui um
erro grave do qual várias gerações irão sofrer as consequências.
Na audição que teve lugar na Comissão de Saúde, no passado dia 23 de Junho, os
peticionários aduziram numerosos e fundamentados argumentos em defesa da sua
pretensão, deles sendo de destacar os seguintes (que foram, aliás, objecto de pertinente
transcrição nas actas da Comissão):
O Prof. Gentil Martins “defende a existência de um novo hospital pediátrico em
Lisboa, com completa autonomia técnica, administrativa e financeira, após o
desaparecimento do Hospital Pediátrico D. Estefânia, porque deve haver
separação total entre adultos e crianças doentes, visto a criança ter
necessidades próprias e muito específicas”;
O Prof. Gentil Martins lembrou que “todos os países desenvolvidos têm
hospitais pediátricos”;
“O peticionário Dr. Mário Coelho fez um relato sobre os hospitais pediátricos
em termos internacionais, enunciando as razões porque, em seu entender, as
crianças têm que ser tratadas em hospitais próprios, designadamente a grande
diferenciação tecnológica que levou a esta tendência de especialização e a não
tratar crianças em ambiente de adultos, o que do ponto de vista médico aumenta
as dificuldades de diagnóstico em várias especialidades”;
O Dr. Mário Coelho realçou, também, que, “se há condições e razões para que
exista hospital pediátrico em Coimbra e Porto, porque não em Lisboa”?
ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA
4
O Dr. Mário Coelho “Enfatizou, ainda, que considera esta uma questão
civilizacional e que, de acordo com o Plano do novo hospital, que veio a
público, não irá haver separação física entre os blocos para adultos e
crianças”;
Os restantes peticionários acentuaram, também, “esta necessidade de
diferenciação”, além de “que os governantes não têm entendido a especificidade
da pediatria, que não houve consulta pública para o Plano do novo hospital, o
que poderia ter permitido a participação dos profissionais na discussão da
matéria, que a opção por um hospital com crianças e adultos tem por base a
redução de custos e que assim se perderá capacidade em termos de
concentração de massa crítica”.
Os argumentos dos peticionários, unidos sob o Leitmotiv Não recusem a Lisboa um
hospital para crianças, são então, fundamentalmente, os seguintes:
Justifica-se a manutenção, em Lisboa, de um hospital exclusivamente vocacionado
para a prestação de cuidados pediátricos;
O acolhimento, o tratamento (prestação de cuidados de saúde especializados), a
realização de exames e a própria estada de recém-nascidos, crianças e adolescentes
em meio hospitalar devem ser assegurados com total separação física relativamente
a espaços similares destinados a adultos;
A cidade de Lisboa deve continuar a dispor de um Hospital Pediátrico que, não só
observe a separação referida no ponto anterior, como se caracterize por dispor de
autonomia técnica e gestionária (maxime autonomia administrativa e financeira) e,
bem assim, de um número suficiente de profissionais de saúde dotados de
competências técnicas, formação e experiência em pediatria, de modo a permitir
que os cuidados a prestar aos menores sejam exclusiva ou principalmente
assegurados por esses mesmos profissionais;
O Governo vai extinguir um hospital pediátrico, quando a tendência, nos países
mais desenvolvidos, é, pelo contrário, a de construir mais hospitais pediátricos;
ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA
5
O critério governamental que determinou a extinção do Hospital de Dona Estefânia
e a inclusão dos serviços diferenciados de pediatria da capital do País num hospital
geral é puramente economicista;
Um hospital pediátrico deve localizar-se na proximidade de um hospital de
referência (Central) para adultos.
Como se acaba de observar, os peticionários não pretendem a simples continuidade do
Hospital Dona Estefânia.
Admitem o seu encerramento, mas, em troca, preconizam a criação de um novo Hospital
Pediátrico em Lisboa, exclusivamente destinado a cuidados pediátricos e localizado,
desejavelmente, na proximidade de hospitais gerais para adultos tecnologicamente
diferenciados.
Aliás, ainda a 17 de Março de 2009, o Prof. Gentil Martins disse não ser contra o
encerramento do Hospital de Dona Estefânia, considerando que “o seu isolamento” e falta
de proximidade a um hospital de adultos não é bom, até porque “há serviços de uma
unidade de adultos aos quais um hospital pediátrico tem de recorrer”, razão pela qual
defendeu que se transfira a unidade de crianças para próximo de um hospital para adultos.
Note-se que a Petição n.º 566/X surgiu na sequência de uma outra, lançada
temporariamente na Internet, e entregue na Presidência da República no final de 2008, mas
que acabou por não ter a sequência que os peticionários originariamente pretendiam.
A referida Petição tinha por objecto a defesa do Hospital de Dona Estefânia e da
assistência às crianças em novas condições técnicas e de humanização, adequadas à sua
condição e especificidades, tendo recolhido mais de 76 mil assinaturas.
ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA
6
Este facto deve ser realçado, na medida em que demonstra, inequivocamente, a existência
de um generalizado sentimento na população contrário ao desaparecimento de um hospital
pediátrico especializado nas regiões de Lisboa e do Sul do País.
Aliás, a Plataforma Cívica em Defesa do Património do Hospital de Dona Estefânia e de
um Novo Hospital Pediátrico para Lisboa invocou, então, diversos argumentos que, pela
importância da informação e dos esclarecimentos que prestam, importa transcrever:
“Os Hospitais pediátricos definem-se na época moderna como um equipamento de
saúde diferenciado (terciário) da comunidade que pertence a rede de cuidados
materno-infantis, e são instituições próprias e características e existentes nas
grandes cidades do mundo desenvolvido actual. Ali se centralizam os meios
humanos e recursos técnicos especializados necessários ao diagnóstico e
tratamento de algumas patologias complexas e graves da criança, que permitem-se
a existir devido a existência de “massa crítica” que o justifique em termos de
investimento. (massa critica quer dizer "um numero significativo de crianças
doenças que acorrem a instituição”). Para alem dos moradores o Hospital
Pediátrico atende crianças provenientes das redes de referência das unidades
saúde periféricas e nomeadamente dos Hospitais Distritais. A presença desta
"massa critica" e corpo especializado permitem que estes hospitais se constituam
em centro de investigação, ensino e formação pré e pós graduada. É igualmente
deles que dependem a criação de algoritmos normativos no tratamento de doenças
e patologias com implicações na saúde pública e o tratamento nas doenças das
crianças para os outros médicos e hospitais. O valor e resultados e benefícios da
sua acção para a comunidade medem-se assim não pelos gastos imediatos, mas
pelos imensuráveis benefícios futuros na prevenção, na investigação, no
tratamento. Apesar de desapoiado pelos poderes constituídos e evidente
degradação das instalações o Hospital D. Estefânia tem sido um exemplo deste
modelo e por ter sido bem sucedido é amado pelas populações.”
ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA
7
O futuro Hospital integrado no Serviço Nacional de Saúde, a construir em Lisboa,
na zona de Chelas, não serve os interesses da criança porque nele “deixa de existir
Hospital Pediátrico e passará a existir apenas um departamento de pediatria
partilhando as crianças e adultos múltiplos Serviços transversais com os adultos.
Neste Hospital as crianças serão entregues a profissionais e equipamentos
preparados primariamente para adultos e assim não pode estender a sua acção a
pediatria diferenciada especializada nem cumprir nenhum dos desígnios de
qualidade global a assistência a criança. Trata-se de um Hospital Generalista com
uma concepção do tratamento da criança limitada ao campo assistencial e
absolutamente alheia a uma concepção estratégica de Hospital terciário, integrado
em rede de Serviços de Saúde Materno Infantil, com capacidade de formação
especifica em pediatria e privilegiando um ambiente pediátrico. Não poderia
deixar de ser assim, pois da sua concepção estiveram afastados os médicos
pediatras e foi apenas concebido por gestores preocupados com a diminuição de
custos de forma a alcançar melhor rentabilização.”
Entre os já aludidos 76 mil subscritores dessa Petição, figuraram diversos cidadãos de
renome na sociedade portuguesa, de entre os quais se destacam os seguintes:
Armando Leandro
Luís Vilas Boas;
Ana Maria Borja Santos
Manuela Eanes;
Barbara Guimarães Carrilho
Margarida Pinto Correia;
Dulce Rocha;
Maria da Glória Garcia;
Fernanda Freitas;
Maria João Seixas;
Gentil Martins;
Mercedes Balsemão;
ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA
8
José Manuel Pavão.
Comentário
i) Generalidades
De acordo com as estimativas anuais do Instituto Nacional de Estatística, a população
residente no nas regiões de Lisboa e vale do Tejo, Alentejo e Algarve, com idade inferior a
18 anos, era, em 2006, a seguinte:
Região Universo Número
Lisboa e Vale do Tejo Total 669.302
0 a 14 anos 559.954
15 a 17 anos 109.348
Alentejo Total 82.218
0 a 14 anos 67.035
15 a 17 anos 15.183
Algarve Total 76.164
0 a 14 anos 63.351
15 a 17 anos 12.813
Total geral 827.684
Significa isto que as regiões meridionais de Portugal continental têm uma população alvo
de cuidados pediátricos que ascende cerca de 830 mil potenciais utentes, ou seja, perto de
um milhão de pessoas.
No que se refere à mortalidade infantil em Portugal continental, a mesma caiu, de 1991
para 2006, de 10,7‰ para 3,3‰, sendo que a taxa de mortalidade neonatal foi reduzida de
ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA
9
6,9‰ para 2,1‰ e a taxa de mortalidade dos 1 aos 4 anos, de 0,78 para 0,24 por 1000
habitantes.
Refira-se, finalmente, que a mortalidade abaixo dos 5 anos foi de 82,7 por 100 000
habitantes.
Não cabendo nesta sede proceder a um levantamento dos dados gerais sobre a prestação de
cuidados de saúde pediátricos em Portugal, importa, pelo menos, reter o facto de que os
episódios nas urgências dos Serviços de Pediatria têm aumentado nos últimos anos de
forma consistente.
Com efeito, em 2004 verificaram-se 783.649 episódios, em 2005, 872.330 em 2005, e, em
2006, 1.163.569, ou seja, em apenas dois anos os episódios nas urgências dos serviços de
pediatria dos hospitais nacionais aumentaram mais de 30%.
ii) Sobre os serviços de pediatria
Os serviços de pediatria não podem nunca ser considerados como apenas uma
especialidade médica integrada no Sistema de Saúde.
Com efeito, os destinatários dos cuidados pediátricos – sejam eles recém-nascidos,
crianças ou adolescentes – não são nem podem ser considerados como quaisquer outros
utentes dos serviços de saúde, designadamente adultos.
Nas palavras sábias do Prof. Gentil Martins, as crianças não são adultos em ponto
pequeno.
São pessoas, seres humanos que carecem de cuidados e atenções especiais que considerem
a sua fragilidade e particulares necessidades, o seu desenvolvimento social, o estádio da
ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA
10
sua maturidade, equilíbrio psicológico, capacidade de compreensão do meio e especial
vulnerabilidade.
Qualquer política de saúde que não se enquadre nos princípios e valores que se acabam de
referir é desumana, violadora dos sagrados direitos da Criança e um retrocesso
civilizacional insuportável para qualquer Pessoa que se paute por valores humanistas e de
solidariedade e seja formada nos imortais princípios do respeito pelos direitos do Homem e
da Criança.
Deve, pois, a reflexão que ora se intenta proceder, ter especial atenção nos documentos
internacionais e nacionais que têm sido elaborados neste domínio e que, sendo
comummente aceites, devem nortear a tomada das pertinentes medidas governamentais.
Desde logo, cumpre referir a EACH - European Association for Children in Hospital
(Associação Europeia para Crianças em Hospital), que constitui uma organização
internacional empenhada em assegurar o bem estar das crianças antes, durante e após a
estada em estabelecimentos hospitalares (a EACH integra presentemente 18 associações de
países Europeus e do Japão).
A EACH adoptou em 1988 uma Carta dos Direitos da Criança em Hospital, da qual se
transcrevem alguns artigos que apresentam uma especial incidência sobre o objecto do
presente Relatório.
No seu artigo 6.º, a Carta prescreve que “As crianças devem ser tratadas conjuntamente
com outras crianças que têm as mesmas necessidades de desenvolvimento e não devem ser
admitidas em enfermarias (wards) de adultos.”
Segundo a EACH, este princípio inclui (embora não esteja limitado) as áreas de descanso,
diversão e zonas onde se realizam actividades comuns, exigindo também separação de
quartos e de actividades de acordo com a idade e sexo, bem como a realização de especiais
ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA
11
esforços para assegurar acomodação separada para adolescentes (incluindo no que se refere
a infra-estruturas).
A EACH considera, ainda, na interpretação que faz do referido artigo, que a prestação de
cuidados de saúde a crianças nas mesmas enfermarias de adultos não é aceitável, donde
decorre que as crianças não devem ser admitidas em espaços destinados a adultos, e viceversa,
o que abrange zonas de recepção, urgência, cirurgia, hospital de dia, bem como
zonas de exame e de terapia.
O artigo 7.º da Carta da EACH estabelece que “As crianças devem ter total oportunidade
para brincar, ter actividade recreativa e educativa adequadas à sua idade e condição e
devem estar num ambiente concebido, mobilado, equipado e constituído por um corpo de
pessoas apropriados para ir ao encontro das suas necessidades.”
Naturalmente, defende a EACH, tal regra aplica-se também aos espaços e a outras áreas
onde as crianças são tratadas e examinadas, os quais devem:
• Dispor de materiais adaptados para as crianças brincarem;
• Assegurar períodos de tempo adequados para as crianças brincarem, 7 dias por
semana;
• Providenciar pelas capacidades de todos os grupos etários tratados nas instalações;
• Estimular actividades criativas por todas as crianças;
• Possibilitar a continuidade do nível de educação já alcançado pelas crianças.
A EACH preconiza, outrossim, que os hospitais devem dispor de pessoal suficientemente
adequado e qualificado para satisfazer as necessidades das crianças no que se refere às suas
necessidades recreativas e educativas, devendo também todo o pessoal que está em
contacto com as crianças perceber essas suas necessidades.
ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA
12
O artigo 8.º da Carta estatui que “As crianças devem ser tratadas por pessoal cujo treino e
competência técnica lhes permita responder às suas necessidades de desenvolvimento
psicológico, físico e emocional, bem como das respectivas famílias.”
Isto significa, ainda de acordo com a EACH, que os hospitais e outros serviços de saúde
que admitem crianças devem assegurar que estas são examinadas, tratadas e cuidadas por
pessoal com conhecimentos educacionais e experiência específicos em pediatria.
No caso de a criança precisar de ser tratada por pessoal não pediátrico, esse tratamento
apenas pode ser efectuado em cooperação com pessoal dotado de conhecimentos e treino
específicos em pediatria.
Finalmente, o artigo 10.º estatui que “As crianças devem ser tratadas com tacto e
compreensão e a sua privacidade deve ser sempre respeitada”.
Tal inclui, ainda segundo a EACH, que:
• À criança seja reconhecido o direito a ser criança;
• Seja considerada a dignidade, visão, necessidades individualidade e estado de
desenvolvimento da criança;
• Seja criada uma atmosfera amigável e confiável em torno da criança;
• As crenças religiosas e herança cultural da criança e da respectiva família sejam
tidas em consideração.
O respeito pela privacidade da criança deve ser permanentemente assegurado e inclui, de
acordo com o referido artigo:
• Protecção contra exposição física;
• Protecção contra tratamentos e comportamentos que diminuam o respeito próprio
da criança ou a façam sentir-se humilhada ou ridícula;
• O direito a retirar-se para estar sozinha;
• O direito a poder contactar, de forma privada, com o pessoal hospitalar;
ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA
13
• O direito a estar com os membros mais próximos da família e amigos de forma
imperturbada.
Esta Carta dos Direitos da Criança Hospitalizada, elaborada pela Associação Europeia
para Crianças em Hospital, é, não só uma referência internacional, mas também um
documento de inegável importância para os decisores políticos, em todos os aspectos que
concernem à relação dos menores com o meio hospitalar.
Qualquer reforma organizativa que neste domínio se pretenda promover não pode, pois,
deixar de ter especial atenção para a necessidade de evitar, a todo o custo, não só o
contacto entre crianças e adultos doentes em meio hospitalar, como a forte conveniência de
àquela não serem, na medida do possível, prestados cuidados de saúde por parte de
profissionais não possuidores de competências, formação e experiência em pediatria.
Resulta pois evidente que a ratio da referida Carta, pela extensão dos direitos que
reconhece às crianças e pela compreensão que propugna em relação à sua condição e
especiais necessidades, dificilmente se compadece com qualquer lógica de partilha de
espaços, ou mesmo de edifícios, entre estas e os doentes adultos (v.g. artigo 7.º, na parte
que se refere à obrigação de se assegurarem períodos de tempo adequados para as crianças
brincarem, 7 dias por semana).
Por, em certa medida, concretizar a Carta da Criança Hospitalizada, a que nos temos vindo
a referir, parece igualmente revestir interesse transcrever uma parte de um documento de
trabalho, elaborado pela Comissão Nacional de Saúde da Criança e Adolescente, a Carta
Hospitalar de Pediatria, no qual se traçam algumas linhas orientadoras da concepção de
serviços hospitalares para crianças e adolescentes, centrados na família e na garantia da
segurança e qualidade dos cuidados prestados.
ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA
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“3. Objectivos de um Serviço de Pediatria
Prestar cuidados hospitalares eficientes, seguros e apropriados à criança e
adolescente e à família, por profissionais qualificados com conhecimentos e
desempenho em pediatria/saúde infantil. Privilegiar sempre o atendimento em
ambulatório. Ser um espaço amigo da criança e do adolescente.
4. Orientações gerais para um Serviço de Pediatria Hospitalar
4.1 Atendimento até aos 18 anos de idade.
4.2 Urgência Pediátrica integrada no Serviço ou Departamento de Pediatria.
4.2.1 Prestação de todos os cuidados, médicos ou cirúrgicos, em ambiente
pediátrico
4.2.2 Unidade de Internamento de Curta Duração (UICD) junto à urgência, de
modo a evitar que a criança ou o adolescente seja penalizado com
internamentos prolongados. Justifica-se sempre que haja necessidade de
internamento hospitalar por um período mínimo de 12h e máximo de 36h,
devendo ser equiparada a Unidade de Cuidados Intermédios para efeitos de
equipamento e financiamento.
4.3 Consulta externa destinada a crianças e adolescentes, em espaço próprio e
ambiente pediátrico.
4.4 Internamento de todas as crianças e adolescentes até aos 18 anos num
serviço de pediatria seja a patologia, médica ou cirúrgica. Dos 15 aos 18 anos, o
adolescente poderá optar por um serviço de adultos.
4.4.1 Condições de internamento adequadas às crianças e adolescentes, com
espaços próprios, zonas de brincar para as crianças e salas de estar para os
adolescentes.
4.4.2 Condições para a permanência de um acompanhante durante 24h.
4.4.3 Refeições com menus agradáveis e adequados aos diferentes grupos
etários.
4.4.4 Educador de infância/animador permanente, envolvido também na
informação às crianças e acompanhantes no âmbito do trabalho de equipe
multidisciplinar
ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA
15
4.4.5 Professor do ensino básico em tempo parcial.
4.4.6 Relatório na alta que deve ser discutido e entregue aos pais e
adolescente e enviado a todos os profissionais continuadores dos cuidados de
saúde.
4.5 Hospital de Dia Pediátrico (HDP) conforme documento da CNSCA
4.5.1 Deve ser previsto HDP Médico e/ou Médico-Cirúrgico
4.6 Auditoria interna periódica das condições de segurança das instalações e
equipamentos.
4.7 Formação especializada e contínua de todos os profissionais que trabalham
com crianças e adolescentes.
4.8 Avaliação periódica do grau de satisfação dos pais e adolescentes.”
Também este documento partilha da preocupação de se evitar o contacto entre crianças e
adultos doentes e, bem assim, preconiza, claramente, que àquelas seja facultado um
ambiente inteiramente construído em seu redor.
Dito de outro modo, a criança deve ser verdadeiramente o centro de toda a actividade
hospitalar na medida em que esta àquela se dirija.
iii) O Hospital de Dona Estefânia
O primeiro hospital pediátrico, Dispensary for Sick Children, foi construído em Londres no
ano de 1769.
No século seguinte, em 1877, a Rainha Dona Estefânia fez edificar em Portugal um
hospital também exclusivamente destinado ao atendimento e tratamento de crianças, o qual
tomou o seu nome.
ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA
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O Hospital de Dona Estefânia é muito justamente considerado “O Berço da Pediatria
Portuguesa”, quer por ter sido o primeiro estabelecimento hospitalar português
exclusivamente destinado à prestação de cuidados de saúde especializados a menores, quer
por aí se ter desde o início, desenvolvido importantes progressos técnicos e científicos da
pediatria portuguesa.
Na altura da sua criação, o Hospital de Dona Estefânia foi considerado um dos melhores
hospitais do Mundo, tendo elevado, a nível internacional, o nome de Portugal quanto a
cuidados de saúde infantis.
Até à criação do Hospital de Dona Estefânia, as crianças eram tratadas em espaços
comuns, juntamente com adultos, não usufruindo de um ambiente com as especificidades
necessárias ao seu tratamento e à sua recuperação.
Aquele foi, pois, o primeiro Hospital exclusivamente destinado a prestar cuidados de saúde
a recém-nascidos, crianças e adolescentes, pois já então as pessoas mais progressivas e o
conhecimento científico preconizavam que os menores fossem objecto da prestação de
cuidados de saúde especializados em ambiente apropriado e não em conjunto com adultos
também doentes.
Um texto da autoria do Dr. José Pedro Vieira escalpeliza bem o desenvolvimento da
medicina pediátrica e, em particular, a situação do Hospital de Dona Estefânia, razão pela
qual se permite ainda o signatário do presente Relatório proceder à respectiva transcrição
integral:
“A evolução das políticas dirigidas para a saúde materno infantil percorreu um
longo caminho.
Na Antiguidade as crianças eram olhadas como seres imperfeitos num estado de
transição para a idade adulta e não tinham nenhum estatuto de protecção pela
sociedade. Pelo contrário o abandono das crianças era frequente. As crianças
doentes ou com defeitos congénitos eram abandonadas ou mesmo sacrificadas.
ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA
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Na Idade Média as crianças não eram igualmente objecto de qualquer espécie de
atenção ou protecção pela sociedade. A elevada mortalidade nestas épocas afectava
grandemente as crianças e a mortalidade infantil rondava os 50%.
As crianças abandonadas por falecimento dos pais, por doença ou deformidade
congénita, proveniência de uma relação ilegítima ou de prostituição ou
simplesmente de famílias pobres e muito numerosas estiveram até ao século XVII
sob a protecção da Igreja em geral em circunstâncias de asilo bastante precárias.
A separação entre a Igreja e o Estado, a partir da Revolução Francesa, esteve na
origem da criação das primeiras Instituições Públicas destinadas a acolher crianças
abandonadas. Surgiu então pela primeira vez a necessidade de criar uma politica de
saúde materno-infantil. Primordialmente esta politica não era ainda virada para a
criança (como um individuo com entidade própria e com direitos) mas apenas
significava o reconhecimento de que as epidemias e uma alta taxa de morbilidade e
mortalidade constituíam um problema de saúde pública. A epidemiologia desta
época assentava antes pelo contrário nos conceitos de que a fragilidade e a
vulnerabilidade das crianças provenientes de um meio ambiente sem adequadas
condições sanitárias e um meio familiar defeituoso nos princípios morais
necessitava de uma intervenção educativa e de correcção desempenhada pelo
Estado capaz de permitir uma evolução para um adulto responsável e integrado na
sociedade.
Entre os séculos XIX e XX deu-se uma mudança significativa quanto a esta visão
«sanitarista» ou «higienista», que ocorreu em paralelo com movimentos de
contestação social e de exigências crescentes dos cidadãos. As pessoas em geral e
mesmo a ideologia dominante passaram a considerar os males sociais como a
resultante de condições de vida inadequadas e o Estado teria o dever de suprir as
necessidades e garantir a observação dos direitos dos seus elementos mais
desfavorecidos.
Na sua origem os Hospitais foram Instituições Religiosas, com fins caritativos,
recolhendo os pobres, sem alojamento e os enfermos. A prática da Medicina nestes
ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA
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locais era também de natureza caritativa, embora tivesse um componente
académico.
No século XIX foram criados os primeiros Hospitais Pediátricos com o propósito de
retirar as crianças doentes de um ambiente promíscuo de coabitação com os adultos.
Embora os conceitos epidemiológicos de saúde materno-infantil venham do século
XVIII a Pediatria como um ramo individualizado da Medicina só se estabeleceu
mais tarde, nos finais do século XIX, em paralelo com a criação de Hospitais
pediátricos.
Os Hospitais Pediátricos foram criados nos finais do século XIX em todas as
grandes cidades do Mundo Ocidental e para além desta função social em muitos
casos desempenharam um importante papel na aquisição de novos conhecimentos
em Pediatria.
Os avanços da Medicina no século XX desencadearam, nas Sociedades
industrializadas, um extraordinário declínio de todos os indicadores de mortalidade
e um considerável prolongamento na expectativa de vida das pessoas.
Os gastos com os Sistemas de Saúde cresceram exponencialmente e os Hospitais
Pediátricos são agora fortemente visados nas tentativas de conter esses custos
porque são considerados como um dos elementos dos Sistemas de Saúde geradores
de maiores gastos.
Por outro lado estes Hospitais, pelas características peculiares de serem locais de
atendimento e de prestação de cuidados de Saúde exclusivamente destinados ás
crianças, conquistaram uma posição de preferência junto dos cidadãos e deram
contributos relevantes para a evolução da Pediatria.
O Hospital de Dona Estefânia data de 1877 e representa para a nossa História do
século XIX uma experiência civilizacional e um reconhecimento precoce da
necessidade de acompanhar a experiência e o pensamento dos países mais
desenvolvidos.
A verdade é que nenhum País desenvolvido deu como terminada a sua experiência
com Hospitais Pediátricos nem é evidente sequer que haja uma tendência para a sua
extinção. A extinção do Hospital de Dona Estefânia, o único Hospital Pediátrico de
ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA
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Lisboa, representa uma verdadeira excepção no panorama das sociedades
ocidentais e é um claro indicador da escassa consistência e da fragilidade do nosso
desenvolvimento económico, cultural e, em geral, civilizacional.
Conseguirá o Hospital de Dona Estefânia resistir à ameaça de extinção???”
Actualmente, o Hospital de Dona Estefânia é um hospital central, especializado no
atendimento materno-infantil, sendo a unidade de referência em pediatria para a zona sul
do País e ilhas.
O Hospital de Dona Estefânia integra o Grupo dos Hospitais Civis de Lisboa, o qual é
composto, nos termos da Portaria n.º 201/96, de 5 de Junho, pelos seguintes
estabelecimentos hospitalares:
- Hospital de São José;
- Hospital de Santo António dos Capuchos;
- Hospital de Curry Cabral;
- Hospital de D. Estefânia;
- Maternidade Dr. Alfredo da Costa;
- Hospital de Santa Marta;
- Hospital do Desterro.
De acordo com a respectiva informação institucional, o Hospital de Dona Estefânia
prossegue a seguinte missão:
1. Prestar cuidados de saúde diferenciados e de elevada qualidade à Criança e à
Mulher.
2. Assegurar a formação pré-graduada e pós-graduada de acordo com padrões da
mais elevada qualidade e promover a investigação.
3. Desenvolver formas de ligação do Hospital com a Comunidade facilitando a
acessibilidade aos seus recursos e o desenvolvimento de complementaridades e
parcerias no interesse dos doentes.
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4. Intervir na Sociedade na promoção e defesa dos direitos da Criança e da
Mulher.
5. Participar em redes e projectos internacionais na área da Criança e da Mulher,
nomeadamente nos domínios científicos.
A actividade do Hospital de Dona Estefânia desenvolve-se através das seguintes áreas
assistenciais:
Serviços Clínicos:
Os Serviços Clínicos encontram-se organizados em Departamentos, Serviços e
Unidades, integrando Urgência, Internamento, Consultas Externas e Hospital de
Dia.
Departamento Urgência e Emergência (DUE)
Urgência de Pediatria
UCIP - Unidade Cuidados Intensivos Pediátricos
UCIN - Unidade Cuidados Intensivos de Neonatologia
Departamento de Medicina
Serviço 1 – Medicina
1-1 Pediatria
1-2 Unidade de 1.ª Infância
Medicina Geral
Pneumologia
Endocrinologia
Unidade de Gastrenterologia / UCA
1-4 Unidade de Hematologia / Unidade de Adolescentes
Unidade Infecciologia
Serviço 2 – Medicina
2-2Pediatria
Nefrologia
Hemodiálise
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Serviço de Imunoalergologia
Serviço de Neurologia
Serviço de Genética
Doenças Metabólicas
Consulta da criança viajante
Consulta de Oftalmologia
Consulta Pré-Natal
Departamento de Cirurgia
Serviço de Cirurgia Geral
Queimados
Plástica e Reconstrutiva
Urologia
Serviço de Ortotraumatologia
Serviço de Otorrinolaringologia
Serviço de Ginecologia e Obstetrícia
Departamento de Pedopsiquiatria
Localizados na cerca do HDE:
Serviço de Internamento
Equipa Ligação
Urgência - "acesso pela Urgência Pediátrica"
Localizados no exterior:
Equipa da Av. 24 de Julho
Clínica Encarnação
Unidade de 1.ª infância
Parque da Saúde
Clínica da Juventude
Hospital de Dia
Outros Serviços Clínicos
Hospital de Dia
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Consulta Externa
Medicina Física e Reabilitação
Serviços de Apoio Clínico
Patologia Clínica
Imagiologia
Imunohemoterapia
Serviço de Anestesia
Bloco Operatório Central
Técnicas Neurológicas – EEG
Técnicas de ORL
Técnicas Pneumológicas
Esterilização
Serviços Farmacêuticos
Serviço Social
Ainda de acordo com a informação institucional do Hospital de Dona Estefânia, a evolução
do respectivo movimento assistencial, entre o ano 2000 e o primeiro semestre de 2003, foi
a seguinte:
ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA
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Não obstante ter-se revelado infrutífera a recolha de dados mais recentes sobre o
movimento assistencial do Hospital de Dona Estefânia, o quadro reproduzido supra
permite, ainda assim, concluir pela existência de uma ligeira tendência de aumento das
consultas externas (perto de 120 mil/ano) e de uma expressiva tendência de aumento dos
episódios de urgência (de cerca de 66 mil, em 2000, para 77 mil, em 2002).
A relevância da actividade clínica do Hospital de Dona Estefânia foi sempre reconhecida
por sucessivas altas autoridades do Estado, como suficientemente o atestam os seguintes
recentes exemplos que, sendo protagonizados pelo actual Chefe do Estado, bem como pelo
seu antecessor, bem justificam uma menção expressa no presente Relatório.
Em 2002, o então Presidente da República, Jorge Sampaio, concedeu ao Hospital de Dona
Estefânia a Ordem do Mérito e referiu-se-lhe, no discurso proferido por ocasião da
atribuição dessa condecoração, como “prestigiada instituição”.
Mais tarde, o actual Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, logo no início do seu
mandato presidencial, entendeu dever visitar o Hospital de Dona Estefânia, justificando a
escolha dessa unidade de saúde no facto de a considerar “um bom exemplo” do que se faz
no país na área da saúde pediátrica.
Nessa ocasião, o Supremo Magistrado da Nação referiu, ainda, que “Não há muito tempo,
em resultado do internamento de familiares, visitei várias vezes este hospital, estive aqui
muitas horas e tive oportunidade de testemunhar a qualidade dos cuidados, o carinho e o
apoio que os profissionais desta casa davam aos doentes. Por isso, como Presidente da
República, entendi vir aqui para manifestar o meu agradecimento e o meu estímulo”.
Não surpreende, pois, que, na sequência do desenvolvimento de um processo para
Melhoria da Qualidade, iniciado em 2000, o Hospital de Dona Estefânia detenha, desde
2004, a Acreditação Internacional “Health Quality Service”.
ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA
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iv) O futuro “Hospital Pediátrico” do Sul do País
Em 2007, o actual Governo decidiu encerrar os Hospitais dos Capuchos, de S. José, do
Desterro, de Santa Marta e de Dona Estefânia, os quais, no seu conjunto, têm cerca de 2
mil camas, substituindo esses estabelecimentos hospitalares pelo futuro Hospital a
construir em Lisboa, na zona de Chelas, o qual irá ter, segundo a informação disponível,
pouco menos de 800 camas.
A venda dos edifícios actuais permitirá ao executivo, segundo dados divulgados na
comunicação social, obter um lucro de entre € 153 milhões a € 176 milhões, conforme os
respectivos usos continuem a ser, ou não, orientados para os cuidados de saúde.
Neste contexto, o valor do Hospital de Dona Estefânia foi calculado entre € 45 milhões e €
52 milhões.
É certo que, à semelhança do que sucedido com a generalidade dos novos hospitais a
construir no âmbito do Serviço Nacional de Saúde, em regime de Parceria Público-Privada,
pouco se tem sabido relativamente ao processo de concepção, construção e entrada em
funcionamento do futuro Hospital geral do Serviço Nacional de Saúde a construir em
Lisboa, na zona de Chelas.
O Governo previa, em Março de 2009, que, em Abril seguinte, tivessem sido escolhidos
entres três ante-projectos para o novo hospital e, bem assim, que a adjudicação seja
efectuada em Setembro de 2009, desconhecendo-se se tais metas são actualmente ainda
sustentadas pelo executivo.
ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA
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De referir, finalmente, que se prevê que o futuro Hospital de Lisboa, a construir na zona de
Chelas, absorva, não só os já referidos cinco hospitais, incluindo o Hospital de Dona
Estefânia, como 47% da actividade do Hospital Curry Cabral e 31% da Maternidade
Alfredo da Costa.
A extinção do Hospital de Dona Estefânia, caso não seja compensada pela construção de
um novo Hospital Pediátrico em Lisboa, implicará que, a partir de 2012 (a manter-se a data
prevista), cerca de 650 mil a 830 menores das regiões de Lisboa e vale do Tejo, do
Alentejo e do Algarve deixem de ter um Hospital a eles exclusivamente dedicado e passem
a ser assistidas em conjunto – mesmo que com alguma privacidade – com os adultos no
futuro Hospital de Chelas ou nos hospitais gerais que servem a generalidade da população
do Sul do País.
A não existir um edifício pediátrico autónomo, adultos e crianças doentes não terão uma
garantia absoluta de que uns e outros nunca possam ser colocados na contingência de terem
de partilhar espaços, circuitos, técnicos e aparelhos na nova unidade hospitalar.
São disso exemplo os seguintes serviços: blocos operatórios, anestesia, radiologia,
cuidados intensivos, queimados, medicina física e reabilitação.
Do mesmo modo, a verificar-se a circunstância descrita supra, também não pode o
Governo – enquanto tutela – e as próprias direcções hospitalares, tanto clínica como de
administração, garantir que os profissionais de saúde não sejam colocados perante o dever
ou a necessidade de terem de prestar, indiscriminada e sucessivamente, cuidados de saúde
a adultos e a crianças, situação que reputamos claramente negativa e indesejável.
E quem assumirá, por exemplo, a responsabilidade de uma anestesia erradamente aplicada,
quando o médico anestesista tenha tido de efectuar uma anestesia a um idoso ou um adulto
ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA
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com peso de 80 kg e, logo depois, a um recém-nascido, porventura mesmo prematuro, cujo
peso não exceda 2 ou 3 kgs.?
Independentemente das responsabilidades que a um tal caso concretamente possam caber,
desde já não pode o signatário delas ilibar o poder político que, agora, não cuide de evitar
que tais situações possam ocorrer. O aviso está feito e não poderá nunca ser ignorado pelo
actual Governo.
Por outro lado, e não menos relevante, o não reconhecimento de autonomia gestionária e,
bem assim, de autonomia administrativa e financeira, à futura unidade pediátrica da cidade
de Lisboa, pode por seriamente em causa a prevalência da criança na decisão dos agentes
administrativos competentes.
Com efeito, a autonomia administrativa e financeira permite à entidade dela detentora ter
personalidade jurídica, poder ser titular ou adquirente de adquirir património (próprio), ter
autonomia de tesouraria e receitas próprias e poder aceder a crédito, além de deter maior
liberdade contratual.
Ora, a integração institucional dos serviços pediátricos nas regiões de Lisboa e vale do
Tejo, Alentejo e Algarve, em hospitais gerais – como sucederá no caso de a extinção do
Hospital de Dona Estefânia não dar lugar à criação de um novo Hospital Pediátrico em
Lisboa – poderá, com probabilidade não despicienda, secundarizar a importância dos
recém-nascidos, das crianças e dos adolescentes no contexto do universo total dos utentes
servidos por esses hospitais gerais.
Com efeito, já se referiu supra que o universo de pessoas menores de idade nessas regiões
atinge cerca de 800 mil indivíduos, enquanto o universo total da população residente é, no
mesmo espaço, de cerca de 4 milhões e 400 mil pessoas, ou seja, aqueles representam um
número inferior a 20% do total.
ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA
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Consequentemente, os agentes responsáveis pela gestão e direcção hospitalares não
poderão deixar de fazer reflectir nas suas decisões – designadamente em matéria de
contratação e afectação de pessoal, aquisição de equipamentos e de medicamentos e gestão
de espaços, os destinatários maioritários dessas mesmas decisões, o mesmo é dizer, darão,
tendencial e compreensivilmente, prioridade às necessidades da população adulta, com
necessário prejuízo para os interesses e necessidades dos utentes menores de idade.
O que acaba de se afirmar pode suscitar desacordo e mesmo viva rejeição.
Mas nem por isso deixa de ter fundamento, principalmente se considerarmos a escassez de
recursos financeiros com que as administrações hospitalares públicas se debatem
quotidianamente, para mais numa época de crise financeira e económica como é aquela em
que Portugal se encontra mergulhado.
Parece, assim, que a decisão de extinguir o Hospital de Dona Estefânia, sem cuidar de
construir um novo Hospital Pediátrico na cidade de Lisboa – a capital do País –, poderá
não concorrer para a melhoria da acessibilidade dos menores aos cuidados de saúde e
apresenta, mesmo, um risco sério de atentar contra a especificidade das próprias crianças.
De facto, em matéria de cuidados pediátricos diferenciados, as crianças têm de ser
consideradas como um todo, de forma autónoma e, principalmente, como verdadeiro
centro dos cuidados de saúde.
Ao signatário afigura-se, pois, que a inexistência de, sequer, uma unidade
institucionalmente autónoma de cuidados de saúde pediátricos diferenciados, na cidade de
Lisboa, poderá agravar significativamente o acesso dos utentes aos cuidados e serviços de
saúde especializados, designadamente nas regiões de Lisboa e vale do Tejo, do Alentejo e
mesmo do Algarve.
ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA
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Tal significa, de resto, que, a ser concretizada a intenção do executivo, a cidade de Lisboa
e toda a região Sul do País deixaram de dispor de idênticas condições às existentes nas
regiões Norte e Centro, as quais continuarão a dispor de Hospitais Pediátricos nas cidades
do Porto e de Coimbra.
A não construção de um novo Hospital Pediátrico em Lisboa contrariará ainda,
flagrantemente, toda a evolução registada nos países desenvolvidos no que se refere aos
padrões da assistência aos recém-nascidos, às crianças e aos adolescentes.
O Governo imporá, assim, a Portugal conceitos próprios do 3.º Mundo, no que se refere à
assistência pediátrica à criança.
A este respeito, importa ter presente o levantamento que a Plataforma Cívica em Defesa do
Património do Hospital de Dona Estefânia e de um Novo Hospital Pediátrico para Lisboa
oportunamente compulsou informação sobre os países com e sem hospitais pediátricos
identificados:
Pela importância desse levantamento elencam-se, infra, os países com e sem hospitais
pediátricos identificados, nos seguintes termos:
Países sem hospitais pediátricos identificados: Andorra, Antiqua e Barbuda,
Argélia, Bahamas, Barbados, Barém, Belise, Benim, Botswana, Butão, Cabo-Verde,
Camarões, Catar, Cazaquistão, Chade, Chipre, Comoros, Costa do Marfim, Djibuiti,
Eritreia, Estónia, Fidji, Gambia, Gana, Grenada, Guiné, Guiné-Bissau, Guiné
Equatorial, Honduras, Iémen, Ilhas Marshall, Ilhas Salomão, Kiribati, Laos, Lesoto,
Malásia, Malawi, Maldivas, Malta, Maurícias, Micronésia, Moçambique, Namíbia,
Nauru, Oman, Palau, Papua Nova- Guiné, Quirguistão, Republica Centro Africana,
Republica Democrática do Congo, Santa Lúcia, São Marino, São Tomé e Príncipe,
São Vicente e Granadinas, Serra Leoa, Sheycheles, Síria, São Cristóvão e Nevis,
ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA
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Somália, Suazilândia, Suriname, Tailândia, Tajiquistão, Timor Leste, Tonga,
Turquemenistão, Tuvalu, Usbequistão, Vanuatu, Zâmbia, Zimbabwe.
Países com hospitais pediátricos identificados: Países da União Europeia
(Alemanha, Áustria, Bélgica, Dinamarca, Eslováquia, Eslovénia, Espanha, Finlândia,
França, Grécia, Hungria, Holanda, Irlanda, Itália, Letónia, Lituânia, Luxemburgo,
Polónia, Portugal, Reino Unido, Republica Checa, Suécia,), países candidatos à CE
(Croácia, Turquia), África do Sul, Albânia, Argentina, Arménia, Austrália, Brasil,
Burundi, Canadá, Chile, China, Cuba, Egipto, EUA, Índia, Indonésia, Israel,
Marrocos, México, Nova Zelândia, Panamá, Peru, Porto Rico, República
Dominicana, Roménia, Rússia, Suiça, Tunísia, Ucrânia, Uruguai, Venezuela,
Afeganistão, Angola, Arábia Saudita, Azerbeijão, Bangladesh, Bielorrússia, Bolívia,
Bósnia, Burkina Faso, Cambodja, Colômbia, Congo, Coreia do Norte, Coreia do Sul,
Costa Rica, El Salvador, Equador, Etiópia, Gabão, Geórgia, Haiti, Hong-Kong, Irão,
Iraque, Jamaica, Japão, Jordânia, Líbano, Libéria, Líbia, Macedónia, Madagáscar,
Mali, México, Moldávia, Myanmar, Nepal, Nicarágua, Nigéria, Paquistão, Paraguai,
Quénia, Ruanda, Samoa Ocidental, Senegal, Singapura, Sudão, Tanzânia, Togo,
Trindade e Tobago, Uganda, Vietname.
Neste enquadramento, o signatário, enquanto relator da presente Petição e, bem assim,
imbuído da mais ardente preocupação para com o bem estar das crianças em meio
hospitalar, entendeu dever endereçar à Senhora Ministra da Saúde, através desta Comissão
parlamentar, um conjunto de questões que, em seu entender, carecem de tão ponderada
quanto cabal resposta, as quais, pela relevância que apresentam, são objecto de integral
transcrição:
1. O concurso público lançado para o projecto de arquitectura do futuro Hospital
de Todos-os-Santos prevê, no respectivo caderno de encargos, a construção de
um edifício autónomo para o atendimento aos recém-nascidos, crianças e
adolescentes ou, pelo contrário, a sua inclusão física no edifício destinado a
utentes adultos?
ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA
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2. O modelo que o Ministério da Saúde seleccionou para o atendimento aos recémnascidos,
crianças e adolescentes no futuro Hospital de Todos-os-Santos prevê a
respectiva autonomia física e funcional, ou, pelo contrário, a sua integração no
hospital geral principal?
3. Ponderou alguma vez o Governo – ou foi ponderado pelo Conselho de
Administração do Centro Hospitalar de Lisboa Central –, a construção de um
novo Hospital Pediátrico para Lisboa em espaço contíguo ou próximo ao de
outro hospital geral e, designadamente ao reservado para o futuro Hospital de
Todos-os-Santos?
4. Foi a Câmara Municipal de Lisboa alguma vez contactada pelos serviços
competentes do Ministério da Saúde, designadamente pelo Conselho de
Administração do Centro Hospitalar de Lisboa Central, com vista a inquirir a
sua disponibilidade para, no caso de os terrenos actualmente reservados para a
construção do futuro Hospital de Todos-os-Santos se revelarem insuficientes
para incluir a edificação de um novo Hospital Pediátrico para Lisboa em
espaço contíguo ou próximo ao reservado para aquele, ceder ou alienar um
novo espaço para a construção do referido Hospital Pediátrico?
5. Admite o Governo a possibilidade do atendimento ao recém-nascido, à criança
e ao adolescente no futuro Hospital de Todos-os-Santos ser dotado de total
autonomia, não só em termos de localização, como também de autonomia do
ponto de vista técnico, administrativo e financeiro, ou seja, de constituir um
hospital pediátrico fisicamente separado do hospital geral embora associados
num campus sanitário comum que permita partilhar alguns equipamentos
comuns e serviços de apoio não-clínico?
6. Pode o Governo garantir que, no futuro Hospital de Todos-os-Santos, no caso
de a respectiva comissão de ética hospitalar ser incumbida de se pronunciar
sobre a situação ou os tratamentos clínicos a aplicar a doentes menores de
idade, terá apenas ou maioritariamente a participação de profissionais de saúde
possuidores de habilitações e formação comprovadamente ligadas à saúde e à
condição da criança?
ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA
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7. Entende ou não o Ministério da Saúde que a criança tem características muito
próprias e específicas (não sendo apenas um adulto em ponto pequeno) e que
em casos de grande relevância social o problema do custo inicial de construção
deverá ser secundarizado face aos valores maiores em causa?
8. Pode o Governo garantir que, no futuro Hospital de Todos-os-Santos, no caso
de a respectiva comissão de farmácia e terapêutica ser incumbida de se
pronunciar sobre medicamentos a administrar a recém-nascidos, crianças
adolescentes, terá apenas ou maioritariamente a participação de médicos e
farmacêuticos possuidores de habilitações e formação comprovadamente
ligadas à saúde e à condição da criança?
9. Pode o Governo garantir que, no futuro Hospital de Todos-os-Santos, só em
casos absolutamente excepcionais sem alternativa na área pediátrica, os utentes
menores de idade serão observados e objecto de tratamentos de saúde
determinados por médicos e outros profissionais de saúde cujo treino e
formação não seja predominante ligado à criança?
10. Pode o Governo garantir que, no futuro Hospital de Todos-os-Santos, em caso
consultas programas, em internamento ou em urgência com necessidade de
observação por especialidades verticais (ex: ORL, Oftalmologia que num
hospital geral atendem indiferentemente todas as idades) as crianças serão
tratadas por profissionais com treino e formação especificamente dedicada a
este grupo etário e em circuitos, salas de espera e salas de tratamento
independentes dos adultos?
11. Pode o Governo reconfirmar que, tal como está inscrito no único plano
funcional conhecido para o futuro Hospital de Todos-os-Santos, as crianças
com perturbações mentais e comportamentais graves voltarão a ser internadas
em conjunto com adultos portadores de doença mental ao contrário do que se
passa hoje no Hospital pediátrico de Lisboa?
12. Pode o Governo informar qual o cut off que considera critico para que, em cada
técnica médica, as crianças possam ser tratadas com equipamentos próprios e
por profissionais com treino e formação especifica neste grupo etário?
ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA
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13. Pode o Governo informar qual o modelo, nacional ou estrangeiro, que serviu de
base à decisão de encerramento do Hospital Pediátrico da Capital e a
integração dos cuidados pediátricos especializados num Hospital Geral não
universitário como o futuro Hospital Geral de Todos os Santos?
14. Pode o Governo informar esta Comissão sobre os seus conceitos de Serviço de
Pediatria e de Hospital Pediátrico?
15. Pode o Governo informar-nos quais as razões para que seja brevemente
inaugurado o novo Hospital Pediátrico de Coimbra (200.000 crianças em
referência), hospital público, e, em Lisboa (650.000 crianças em referência),
não esteja programado um Hospital Pediátrico em substituição do actual?
Não tendo o Governo ainda respondido ao ofício da Comissão, no qual se solicitava
resposta às questões elencadas supra, e considerando que as matérias naquele referidas
foram objecto de duas perguntas à Senhora Ministra da Saúde, na Assembleia da
República, por parte de Deputados do Grupo Parlamentar do Partido Social Democrata, a
26 de Junho de 2009 e, mais tarde, a 2 de Julho seguinte, entende-se dever transcrever,
infra, as respostas que o Governo entendeu prestar a propósito do novo Hospital Pediátrico
de Lisboa:
Na Sessão Plenária da Assembleia da República, de 26 de Junho, a Senhora Deputada
Regina Bastos, do PSD, questionou a Senhora Ministra da Saúde, nos termos seguintes:
Lisboa, capital de Portugal, dispõe há cerca de 150 anos de um Hospital Pediátrico,
o Hospital de Dona Estefânia, exclusivamente destinado a prestar cuidados de saúde
a recém-nascidos, crianças e adolescentes.
A extinção desse Hospital, prevista pelo actual Governo para 2012, implicará que
cerca de 650 mil crianças da região de Lisboa e do Sul do País deixem de ter o seu
Hospital dedicado e passem a ser assistidas em conjunto – mesmo que o Governo
propale que com alguma privacidade – com os adultos no futuro Hospital de Todosos-
Santos.
ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA
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Adultos e crianças doentes vão ai partilhar espaços e os profissionais de saúde não
deixarão de tratar indiscriminadamente idosos e depois bebés de semanas e meses,
por vezes mesmo prematuros.
Isto é inconcebível e inaceitável.
Se a proposta governamental for por diante, Portugal será dos poucos países
desenvolvidos a não ter um Hospital pediátrico autónomo.
O pior de tudo isto é que as razões do Governo são puramente economicistas.
É uma decisão contra a saúde das crianças, contra a especificidade das próprias
crianças que, como muito bem afirmou o Professor Gentil Martins, não são adultos
em ponto pequeno.
Têm uma especificidade que obriga quem delas trata a olhá-las como um todo, de
forma autónoma e como verdadeiro centro dos cuidados de saúde.
É por isso que nunca estranhámos a intenção do anterior Ministro da saúde, em
extinguir o Hospital de Dona Estefânia e transferir as crianças para um hospital de
adultos.
Mas de si, Senhora Ministra, que é uma médica pediatra, esperávamos que nestes
dois anos tivesse posto termo a essa ideia errada do seu antecessor.
Não o fez e está a três meses do termo do seu mandato, pelo que tem hoje,
provavelmente, uma das últimas ocasiões de admitir perante o País mais esse erro
do seu Governo.
Pergunto-lhe, pois, Senhora Ministra:
Concorda com a existência, em Lisboa, de um Hospital Pediátrico autónomo, à
semelhança do que sucede em todos os países civilizados?
Ponderou alguma vez o Governo construir um novo Hospital Pediátrico para Lisboa
em espaço contíguo ou próximo ao de outro hospital geral?
Caso não concorde com a existência de hospitais vocacionados para crianças,
entende que o futuro Hospital de Todos-os-Santos deve prever a construção de um
edifício autónomo para o atendimento aos recém-nascidos, crianças e adolescentes
ou, pelo contrário, deve incluir esse atendimento nas instalações físicas do edifício
destinado a utentes adultos?
ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA
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Admite o Governo a possibilidade do atendimento ao recém-nascido, à criança e ao
adolescente no futuro Hospital de Todos-os-Santos ser dotado de total autonomia,
não só em termos de localização, como também de autonomia do ponto de vista
técnico, administrativo e financeiro, ou seja, de constituir um hospital pediátrico
fisicamente separado do hospital geral embora associados num campus sanitário
comum que permita partilhar alguns equipamentos comuns e serviços de apoio nãoclínico?
Pode o Governo garantir que, no futuro Hospital de Todos-os-Santos, só em casos
absolutamente excepcionais sem alternativa na área pediátrica, os utentes menores
de idade serão observados e objecto de tratamentos de saúde determinados por
médicos e outros profissionais de saúde cujo treino e formação não seja
predominante ligado à criança?
Pode o Governo informar qual o modelo, nacional ou estrangeiro, que serviu de
base à decisão de encerramento do Hospital Pediátrico da Capital e a integração
dos cuidados pediátricos especializados num Hospital Geral não universitário como
o futuro Hospital Geral de Todos os Santos?
Pode o Governo finalmente informar-nos quais as razões para que seja brevemente
inaugurado o novo Hospital Pediátrico de Coimbra, que tem 200.000 crianças em
referência, e, em Lisboa, que tem mais do triplo de crianças em referência, não
esteja programado um Hospital Pediátrico, em substituição do Hospital de Dona
Estefânia?
Em resposta, o Senhor Secretário de Estado Adjunto da Ministra da Saúde afirmou o
seguinte:
“A Senhora deputada diz que esta decisão, a decisão sobre o Hospital Pediátrico de
Lisboa, se insere na senda de encerramentos. Nada mais falso. A decisão de fazer
um novo Hospital em Lisboa, um Hospital novo, tecnologicamente adequado, que
substitua um conjunto de hospitais que foram muito importantes para a população
portuguesa mas que não têm condições, de facto, de serem recuperados. Aquilo que
ninguém nos perdoaria era se deixasse-mos o Hospital Pediátrico de fora desta
ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA
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oportunidade. E aquilo que naturalmente tem de ser garantido é que as crianças
tenham espaços próprios, naturalmente, para serem recebidas, observadas e
tratadas, mas têm também que beneficiar de todo o apetrechamento tecnológico que
vai ser possível ter no novo Hospital de Todos-os-Santos.”
Em face da economia empregue pelo Senhor Secretário de Estado Adjunto da Ministra da
Saúde, na resposta ao Grupo Parlamentar do PSD, o signatário entendeu dever colocar à
Senhora Ministra da Saúde novamente as questões referendes à criação de um novo
Hospital Pediátrico, na cidade de Lisboa, por ocasião da audição desta governante na
Comissão de Saúde, em reunião realizada no passado dia 1 de Julho.
Em resposta às questões colocadas pelo signatário, a Senhora Ministra da Saúde disse o
seguinte:
“Quanto à outra questão que pôs e que já tinha sido objecto de intervenção, sobre o
novo Hospital Pediátrico, ou o novo Serviço de Pediatria ou Hospital Pediátrico,
como lhe queira chamar, integrando-se de facto no Hospital de Todos-os-Santos, é
de facto um assunto que me é caro, primeiro porque sou pediatra e depois porque fiz
toda a minha formação na pediatria no Hospital de Dona Estefânia e porque optei
em determinada altura, e por opção ir para um Hospital geral com serviço de
pediatria.
Eu fazia parte do quadro permanente do Hospital de Dona Estefânia e optei,
exactamente, por ir para outro local de trabalho.
E isto tinha a ver com aquilo que é conhecido e sabido hoje da prática pediátrica, a
vantagem principalmente porque os programas de pediatria se colocam hoje se
colocam em doenças agudas e em doenças crónicas. Felizmente para a saúde dos
Portugueses e das nossas crianças, aquilo que era a prática e a necessidade em
pediatria, no tempo em que comecei a minha formação, hoje não existe.
Existem sim, de facto, doenças muito agudas que precisam de cuidados intensivos e
de grande tecnologia, quer no início da vida, quer no final, e que isso se faz muito
ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA
36
melhor tendo em atenção, fundamentalmente, a nossa dimensão de País integrado
em hospitais gerais.
Quando a própria Comissão que ouviu e que eu conheço obviamente muito bem,
visitei alguns hospitais pediátricos, sempre me interessei muito pelo planeamento na
área da pediatria, mesmo antes de estar nesta posição no Ministério da Saúde, a
dimensão que têm os hospitais que são de como comparação apontado por essa
comissão, nós teríamos um único hospital pediátrico para a nossa população, dado
que a prevalência de muitas das patologias, se nós tivéssemos um hospital único em
todo o País para a nossa população de 10 milhões, com a nossa população
pediátrica, aí sim, teríamos um hospital pediátrico com todas as valências para
poder atender todas as especificidades. Ora, isto não é defensável, não é bom para
as crianças, nem para as famílias.
Portanto, aquilo que neste momento existe, como sabemos, em Lisboa existe um
serviço de pediatria no Hospital de Santa Maria com uma diferenciação e qualidade
idêntica ao do Hospital de Dona Estefânia.
Por razões históricas e nunca foi posto em causa e estão divididas algumas das
especialidades e da diferenciação e portanto esta é a perspectiva que muitas das
áreas e do tratamento das doenças que se pode fazer melhorando e modernizando o
atendimento à criança que tinha sido feita no Hospital de Dona Estefânia, poder
transpor para um hospital integrado, beneficiando sim as áreas de grande
tecnologia.
A partilha dos espaços obviamente que uma boa gestão de recursos nunca poderá
por em causa que as áreas da pediatria terão de ser partilhadas com os adultos,
quer do ponto de vista técnico porque exige que os profissionais, não só os médicos
mas também são todos os outros técnicos, nomeadamente o grupo de enfermagem
porque há especificidades muito próprias e devem estar localizadas no serviço de
pediatria. Manda a boa gestão que nós não possamos fazer a rotação dos
profissionais, porque, de facto, a integração de um profissional de enfermagem para
trabalhar em pediatria, principalmente nestas áreas de grande especificidade leva
no mínimo 6 meses. Antes disso não temos capacidade de uma grande autonomia e
ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA
37
por isso é, obviamente, um princípio da boa gestão dos hospitais que isso assim faz,
também não só em relação à criança, mas como todo o atendimento à família e à
família que acompanha a criança, os espaços têm de ser próprios para a criança, as
salas de espera têm de ser separadas, não só para proteger a própria criança e é um
direito da criança que isso seja cumprido, mas também de todos os outros utentes do
Hospital e isso está contemplado e não poderá nunca neste momento, no século XXI,
ser posto em causa neste espaço. E por isso estas medidas estarão de facto
contempladas.
Depois, a partilha do bloco operatório, Senhor Deputado, isto é uma questão técnica
e nunca houve nenhum problema tratar uma criança ou operar uma criança num
bloco operatório que pode tratar à segunda-feira ou à terça-feira adultos e à quartafeira
e quinta-feira crianças. As técnicas são as mesmas e pode analisar obviamente
aquilo que são os resultados de muitos destes hospitais e compará-los aquilo que é a
eficiência do bloco operatório do Hospital de Dona Estefânia e aquilo que é a
eficiência dos hospitais tratados por cirurgiões pediátricos noutros locais. Se for
comparar e falar não põe em causa nem o tratamento das crianças nem a
capacidade de intervenção, portanto isso é um falso problema e obviamente que eu
entendo e sou capaz de compreender os meus colegas médicos e outros profissionais
que trabalham no hospital pediátrico e obviamente que integrados num hospital
geral terão de ser confrontados com outra realidade e têm de defender, obviamente,
aquilo que é a criança e as suas condições, mas isso significa que a integração num
grande hospital de grande tecnologia, nós nos vamos permitir tratar melhor essas
crianças. Um exemplo poderá ser o serviço de cardiologia, que é um serviço de
cardiologia médico-cirúrgica que está há muito, penso que desde sempre, tanto
quanto eu conheço desde o seu início, está localizado no Hospital de santa Marta,
nunca esteve no Hospital de Dona Estefânia porque nunca houve condições para
que ele lá estivesse e porque, exactamente, a patologia nessa área precisa, não só de
tecnologia dos adultos como da experiência partilhada entre os profissionais que
tratam crianças com os outros colegas que tratam de adultos e assim nós temos tido
o bom resultado que Portugal conseguiu e que foi com a integração no Hospital e
ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA
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que, isso sim, poderá ser melhor se a área pediátrica estiver integrada, obviamente
em espaços próprios e preservados para a criança e poder ser.
Obviamente que aquilo que foi durante muito tempo sentido, que tem a ver com o
espaço da criança, é, de facto, algo que hoje em dia face a estes conceitos não fazem
sentido, nós temos que defender as crianças e aquilo que é necessário para o seu
tratamento e o atendimento das famílias e isso está contemplado, obviamente no
programa funcional.
Obviamente que o programa há muito foi definido e não está em discussão neste
momento, porque não se pode fazer e dar todo o desenvolvimento do hospital que
está já em projecto de arquitectura e o programa funcional é a primeira fase antes
de começar a fazer, aliás como sabem, portanto, já está de facto ultrapassada a fase
da discussão do programa funcional e que os profissionais foram ouvidos, os seus
representantes, quando foi, exactamente, elaborado em programa funcional, mas
houve algumas dificuldades na fase inicial disso, porque houve uma recusa,
exactamente, desses colegas ou dessa equipa que no início, porque não queriam
sequer ouvir falar que o hospital deixaria de estar ali naquele centro que se chama
Lar de Dona Estefânia ou Rua Jacinta Marto, por, sequer, a possibilidade de
discutir a sua mudança e isso não leva nem cria as facilidades de criar uma equipa
de podermos construir um melhor hospital. Simplesmente, quando chegaram à
conclusão de que esse processo estava ultrapassado, então sim, vieram às mesas das
negociações, portanto é lamentável que os profissionais que são de grande
qualidade do ponto de vista técnico e humano, mas que não foram na altura capazes
de perceber que as crianças beneficiariam muito com o seu empenho na discussão
de um novo espaço para a pediatria colocado naquilo que é a integração no
Hospital de Todos-os-Santos. De facto, isto é, não houve benefício com isso, eu
entendo muito bem todas essas preocupações como pode calcular, tem sido mais de
30 anos da minha vida pessoal e profissional dedicada às áreas da criança e, até,
dos aspectos da humanização e muito fiz nessa área ao longo dos meus últimos 20
anos e lutei, exactamente, pelas condições da criança como talvez poucos
profissionais na área da pediatria para lutar pelas condições de atendimento das
ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA
39
crianças nos hospitais e não só e, portanto, penso que é de louvar essa preocupação
mas elas estão obviamente muito…”
Como facilmente se pode concluir, o Governo respondeu de forma muito insatisfatória às
questões que lhe foram por duas vezes colocadas por Deputados à Assembleia da
República, facto que indicia ter havido manifesta ligeireza na tomada das decisões do
actual Governo em matéria de organização da rede de cuidados hospitalares pediátricos,
além de suscitar sérias e fundadas dúvidas acerca da doutrina conceptual do executivo em
matéria de prestação de cuidados de saúde pediátricos diferenciados.
As dúvidas e reservas expressadas supra são, de resto, fortemente reforçadas pela
circunstância inaudita de o Governo ter determinado o encerramento do único Hospital
Pediátrico especializado de Lisboa e de toda a zona Sul do País, e consequente criação de
um serviço de Pediatria num espaço do futuro Hospital de Chelas – hospital para adultos –
sem que na sua base exista qualquer estudo técnico que fundamente e sustente o acerto de
tão inédita opção governamental.
Assim, considerando todos os factos e razões que se acabaram de expor, o signatário
considera ter o indeclinável dever de manifestar a sua frontal oposição aos pressupostos e
ao modo de como o Governo decidiu não manter um Hospital Pediátrico nas regiões de
Lisboa e vale do Tejo, do Alentejo e do Algarve, assim impedindo que cerca de 800 mil
menores – recém-nascidos, crianças e adolescentes – possam continuar a ter acesso a
cuidados de saúde hospitalares a eles exclusivamente dirigidos.
ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA
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PARECER
Assim, a Comissão de Saúde é de parecer:
1. Que, nos termos da alínea a) do n.º 1 do artigo 24.º da Lei n.º 43/90, de 10 de
Agosto, com as alterações introduzidas pelas Leis nºs. 6/93, de 1 de Março,
15/2003, de 4 de Junho, e 45/2007, de 24 de Agosto, a Petição n.º 566/X/2.ª seja
objecto de apreciação em Plenário da Assembleia da República;
2. Que, nos termos do n.º 2 do artigo 24.º da Lei n.º 43/90, de 10 de Agosto, a
Petição n.º 566/X seja enviada a Sua Excelência, o Presidente da Assembleia da
República, para efeitos de agendamento da apreciação a que se refere o ponto
anterior, acompanhada do presente Relatório e da Nota Técnica dos serviços da
Comissão;
3. Que, nos termos legais aplicáveis, o presente relatório seja levado ao
conhecimento dos representantes dos peticionários;
4. Que o presente relatório seja levado ao conhecimento do Governo, através da
Senhora Ministra da Saúde.
Palácio de S. Bento, 7 de Julho de 2009
O Deputado Relator, A Presidente da Comissão,
(Carlos Miranda) (Maria de Belém Roseira)
quinta-feira, 16 de Julho de 2009
COMO NÃO PODIA DEIXAR DE SER .....MUITOS PEDIATRAS EXERCENDO NOS HOSPITAIS CENTRAIS GENERALISTAS ESTÃO SOLIDARIOS !

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Chegam-nos muitas cartas de apoio.
Algumas consideramos muito importantes, são as dos Pediatras ou Especialistas que como nós estão no activo e dedicam o seu dia a dia as crianças, mas que trabalham não no Hospitais Pediátricos mas sim nos grandes Hospitais Centrais - Universitários ( de que è paradigma do futuro Hospital de Todos os Santos ).
São Profissionais com alta competência e que melhor do que ninguém poderiam defender as teses dos actuais gestores e Ministério herdadas do Dr. Correia de Campos (e que afirma contra todas as evidências que os " Hospitais Pediátricos estão ultrapassados....), mas estes Pediatras ,não só estão em desacordo com as teses dos actuais gestores mas...... apoiam-nos activamente!
Transcreveremos,sequencialmente algumas destas cartas mais importantes.
Inciamos pela se segue pois foi-nos particularmente sensível grata e que queremos partilhar convosco :
Enviada: qui 16-07-2009 10:45
Assunto: FW: Fw: Fw: RELATÓRIO DA ASSEMB.REPUBLICSOBRE O HOSPITAL PEDIÁTRICO DE LISBOA
Subject: Re: Fw: Fw: RELATÓRIO DA ASSEMB.REPUBLIC SOBRE O HOSPITAL PEDIÁTRICO DE LISBOA
Inicio de citação
...."Absolutamente de acordo quanto ao facto de se poder atender BEM crianças num Hospital geral. Há exemplos disso por todo o País e, sejamos justos, principalmente os Pediatras tem feito um esforço enorme e continuado de optimização dos espaços, circuitos e essencialmente da forma de cuidar e filosofia dos serviços.
É igualmente verdade que esses esforços são maioritariamente no sentido da maior autonomia possível, quer técnica quer administrativa. Nos grandes Hospitais (HSM, HSJ e HUC) caminha-se ou concretiza-se a maior independência possível da área pediátrica (e não só da Pediatria) que permite o estatuto universitário e as necessidades de centralização da gestão e coerência da função ensino.
Ao hospital pediátrico, como equipamento diferenciado da rede de cuidados à criança, não cabe tratar todas as crianças mas sim tentar estabelecer padrões de excelência no seu tratamento, nomeadamente das situações que necessitam de maior complexidade de actuações. Nesse sentido, e é assim que se passa em todo o Mundo, para além do ambiente pediátrico próprio, tende a apetrechar-se com as tecnologias, as metodologias e os saberes totalmente dedicados a essa pretensão de excelência.
Esse universo técnico-biológico-social-pedagógico só pode ser conseguido desde que todas as especialidades, competências, técnicos e técnicas, administrativos, etc.., tenham uma cultura comum que seja a cola entre as diferenças e a seiva do próprio Hospital. Face às várias fases e momentos críticos do crescimento/desenvolvimento de uma criança e as intervenções a decidir, dialogar com um ORL ou Oftalmologista que observa diariamente 99% de crianças e 1% de adultos é seguramente diferente de dialogar com outro que observa 99% de adultos e 1% de crianças. É para a 1ª hipótese que queremos que a luta pelo Hospital Pediátrico de Lisboa (diria, pelos Hospitais pediátricos do País) se encaminhe.
Para todos os Colegas e cidadãos em geral que, de forma critica ou em apoio total, se têm envolvido neste movimento que é também discussão da organização dos cuidados hospitalares à criança, só temos a endereçar um MUITO OBRIGADO!"
Fim de citação
.....
(Anonimizamos pois foi-nos enviada a titulo de incentivo pessoal.)
Muitos Pediatras dos Hospitais Centrais expressam o seu apoio a nossa luta.
Não poderia deixar de assim ser pois trata-se de uma luta pela modernidade e excelência no atendimento da criança. A nossa luta não tem nada à ver com a defesa corporativa de interesses ou com afectividades resultantes de experiências subjectivas.
Trata-se apenas de uma luta em defesa da existência padrões de excelência no tratamento da criança !
O actual exemplo do Hospital de São João do Porto, com criação do "Joãozito" é prova incontornável deste reconhecimento.

Senhores Gestores do Centro Hospitalar! Não se curvem aos interesses das parcerias privadas ! Ouçam os profissionais dedicados a criança !
domingo, 12 de Julho de 2009
Crianças e Adultos em disputa pelos mesmos espaços de diagnostico e consulta.
AS CRIANÇAS EM DISPUTA DE CUIDADOS DE DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO COM OS ADULTOS !
O MUNDO CINZENTO DA RENTABILIZAÇÃO E GESTÃO DE ESPAÇOS E DINHEIROS !

Chegam-nos queixas de profissionais e inclusive de Coordenadores de Área de que as crianças são desprovidas de prioridade e em competição com os adultos nos Serviços Transversais do Centro Hospitalar.
Não se trata obviamente de uma atitude intencional dos gestores, mas "apenas" da inevitável descaracterização e destruição do Hospital Pediátrico que corre a " "bom ritmo " e de acordo com o cronograma aprovado.
Profissionais antes em duvida sobre a modernidade da propososta ,estão agora esclarecidos sobre o peso dos argumentos práticos em desfavor da criança da perda da autonomia tcnico e administrativa em curso com diluição do Hospital Pediatrico.
Seria interessante que ser cumprisse uma promessa à tempos feita pelos responsáveis do Centro e se marcasse uma reunião plenária com os profissionais do Hospital D. Estefânia, para auscultassem as suas opiniões !!!!

Sim ! divergimos das actuais opções, pois :
Como para FERNANDO PESSOA "AS CRIANÇAS SÃO O MELHOR QUE EXISTE DO MUNDO"
A BEM DA CRIANÇA : EXIJAMOS QUE AGORA E NO FUTURO O HOSPITAL PEDIATRICO TENHA AUTONOMIA TÉCNICA E ADMINISTRATIVA !
O MUNDO CINZENTO DA RENTABILIZAÇÃO E GESTÃO DE ESPAÇOS E DINHEIROS !

Chegam-nos queixas de profissionais e inclusive de Coordenadores de Área de que as crianças são desprovidas de prioridade e em competição com os adultos nos Serviços Transversais do Centro Hospitalar.
Não se trata obviamente de uma atitude intencional dos gestores, mas "apenas" da inevitável descaracterização e destruição do Hospital Pediátrico que corre a " "bom ritmo " e de acordo com o cronograma aprovado.
Profissionais antes em duvida sobre a modernidade da propososta ,estão agora esclarecidos sobre o peso dos argumentos práticos em desfavor da criança da perda da autonomia tcnico e administrativa em curso com diluição do Hospital Pediatrico.
Seria interessante que ser cumprisse uma promessa à tempos feita pelos responsáveis do Centro e se marcasse uma reunião plenária com os profissionais do Hospital D. Estefânia, para auscultassem as suas opiniões !!!!

Sim ! divergimos das actuais opções, pois :
Como para FERNANDO PESSOA "AS CRIANÇAS SÃO O MELHOR QUE EXISTE DO MUNDO"

A BEM DA CRIANÇA : EXIJAMOS QUE AGORA E NO FUTURO O HOSPITAL PEDIATRICO TENHA AUTONOMIA TÉCNICA E ADMINISTRATIVA !
sábado, 4 de Julho de 2009
Nome do Futuro Hospital de Todos os Santos alvo de contestação judicial e providência cautelar !

Um projecto muito contestado...
...Inicialmente elaborado apenas com opinião das "Parcerias privadas "senhoras e rainhas do projecto ... e preocupadas apenas com a rentabilidade ....Foi contestado e alvo de impugnação por uma da firmas construtoras que se considerou prejudicada pela inexplicavel exclusão do seu projecto .......e agora com uma providência cautelar pela utilização indevida do seu nome....
.........e o mais importante : Contestado por 80.000 Portugueses em dois Abaixo Assinados sucessivos...... repudio obvio pois retrocede 100 anos no modelo de Assistência Hospitalar diferenciada a criança !...
Da nossa parte , não teriamos nada contra o nome de " Todos os Santos",.. desde que fosse respeitada á verdade histórica e se cumprissem alguns quesitos fundamentais.
A saber:
1ª -
O Hospital D. Estefânia não teve nada a ver na sua origem com antigo Hospital de Todos os Santos . Aquele foi destruído após incêndio pelo Terremoto de 1789.
O Hospital Pediatrico foi um projecto moderno que correspondeu a um avanço civilizacional , pois até a data da sua construção não se respeitava a especificidade Pediatria e as crianças eram tratadas em promiscuidade com os adultos.
2ª - Que se não continuasse na senda de diluição do Hospital Pediátrico no novo mega projecto. Tratasse de um acto arbitrario e impensado "de ultima hora" pois não constava dos planos iniciais.
3ª - Que numa perspectiva de modernidade se criasse um novo Hospital Pediátrico para Lisboa com relações de proximidade.
4ª - Que o actual espaço do Hospital de D.Estefânia continue ao Serviço da mãe e criança e não entre no circuito de especulação imobiliária
Talvez seja o momento de voltar atrás neste caminho precipitado e contestado e iniciar de imediato um novo, mais consentâneo com a verdade histórica e necessidade dos cuidados hospitalares pediatricos diferenciados à que as crianças do Sul do Pais também tem direito! .
Voltem atrás que ainda é tempo !
DIARIO DE NOTICIAS , HOJE
Hospital de Lisboa não pode chamar-se Todos-os-Santos
ANA TOMÁS RIBEIROHoje
O Tribunal de Comércio de Lisboa deu razão a uma providência cautelar pedida pela clínica privada de Todos-os-Santos. O Estado está agora sujeito a pagar multa de cada vez que usar o nome
O Estado não vai poder usar o no-me de Todos-os-Santos para o novo mega-hospital de Lisboa, a construir em terrenos do Parque da Bela Vista, até 2012 (ver caixa). Pelo menos por enquanto. E se o fizer pagará uma multa de 500 euros por cada dia que utilizar aquela designação em qualquer documento ou meio de divulgação. É isto mesmo que determina uma sentença do Tribunal de Comércio de Lisboa de 16 de Junho, que vem dar razão à providência cautelar interposta pela clínica privada de Todos-os-Santos, que não quer ver o seu nome confundido com o do hospital.
A clínica de cirurgia plástica reconstrutiva e estética, criada em em 1973 pelo médico Baptista Fernandes, em Lisboa, pediu a cessação imediata do uso da designação "sob qualquer forma, em todos os documentos e/ou meios de divulgação em que a mesma já tenha sido utilizada pelo Estado". E requereu ao tribunal "a fixação de uma sanção pecuniária compulsória de valor não inferior a 500 euros, a ser paga pelo Ministério da Saúde, por cada dia de atraso no cumprimento da intimação" .
Uma receita que reverterá em 50% para os cofres do Ministério da Justiça e em 50% para a clínica em questão, explicou ao DN o responsável do escritório de advogados que interpôs a providência cautelar, Luís Morais Cardoso.
A clínica considerou que o Estado, ao usar o mesmo nome para o hospital, estaria a violar os seus direitos de propriedade industrial, bem como a potenciar a concorrência desleal.
Nos documentos da sentença, a que o DN teve acesso, a clínica alega ser titular da denominação social, marca, insígnia, nome de estabelecimento e marca comunitária e exercer a actividade há mais de 30 anos.
O Ministério da Saúde, por seu lado, defende-se dizendo que a clínica é uma unidade privada de saúde, enquanto o hospital é uma unidade integrada no Serviço Nacional de Saúde, para a prestação "tendencialmente" gratuita de cuidados de saúde a todos os cidadãos. Pelo que considera não existir entre as duas entidades "qualquer relação de concorrência", lê-se no documento.
O Tribunal do Comércio de Lisboa acabou por dar razão à clínica. E pa- ra essa decisão foi de- terminante o facto de aquela entidade ser titular do registo da insígnia e nome de estabelecimento, como uma marca. Os titulares do direito de uma marca podem "impedir terceiros de usarem, sem o seu consentimento, sinal igual ou semelhante em produtos ou serviços idênticos", de acordo com as regras do Código da Propriedade Industrial. Ora o tribunal considerou que os sinais são idênticos e confundíveis e que essas "semelhanças são susceptíveis de induzir em erro o consumidor médio".
Em declarações ao DN, José Baptista Fernandes, um dos donos e responsáveis da Clínica de Todos-os-Santos, mostrou-se satisfeito com a decisão do tribunal e diz que vai avançar com uma acção no prazo de 30 dias, "eventualmente pedindo uma indemnização ao Estado. Porque estas coisas têm danos".
O responsável da clínica explicou que só avançaram com o pedido de providência cautelar "depois de várias tentativas falhadas de chegarem a um acordo sobre o nome com o Ministério da Saúde". Tentativas que se iniciaram ainda com Correia de Campos como ministro da Saúde, que "não nos queria nem ouvir", disse ao DN José Baptista Fernandes.
Contactado pelo DN, o Ministério da Saúde confirmou ter conhecimento da decisão do tribunal. E fonte oficial garante que o assunto "está a ser analisado no sentido de vir a ser tomada uma decisão". Para já não há mais comentários , nem mesmo sobre se o Governo vai deixar de usar o nome, ou se vai recorrer da decisão.
O jurista Luís Morais Cardoso sublinhou que "se o Estado não cumprir a providência cautelar, não só paga a multa como poderá incorrer em crime". E adianta que se o Governo decidir meter recurso da decisão esse não terá "efeito suspensivo", ou seja, a providência cautelar, embora seja uma medida provisória, mantém-se em vigor até nova decisão do tribunal.
Tags: Portugal, Sul
Projecto do Hospital de Todos os Santos - "Mega Hospital Monobloco , Tecnológico da decada de 50 do século passado"
domingo, 28 de Junho de 2009
No Novo Fardamento do Centro Hospitalar esta excuida a identidade Pediatrica.!
A aniquilação do Hospital Pediátrico de Lisboa prossegue a bom Ritmo .
No novo fardamento consta apenas o símbolo do Centro Hospitalar . Uma identidade centenária ao Serviço da Criança é abafada por símbolo amorfo de um Centro hospitalar , inespecifico que poderia se chamar ALFA ou BETA.
Trata-se se uma inaceitável alteração da verdade histórica, à de incluir o Hospital de D. Estefânia no Hospital de Todos os Santos. Aquele foi extinto pelo terremoto de 1789, e os seus restos foram acomodados nos Hospitais Civis . O Hospital de D. Estefânia nasceu pujante quase um século depois. Vivemos como bons vizinhos HCL e assim devemos continuar agora e no futuro Hospital de Todos os Santos! Não aceitemos projectos redutores que tem significado para as parcerias mas nenhum para a criança!
Exijamos o respeito pela nossa identidade quer na forma quer no conteúdo!
Exijamos o respeito pela cultura e o que de moderno se pratica no mundo civilizado que acarinham e desenvolvem os seus Hospitais Pediatricos! Sigamos o exemplo de Coimbra e Porto!
TENHA SEMPRE CORAGEM DE DIZER O QUE PENSA !
Reunião da Plataforma com a "Comissão de Saúde da Assembleia da Republica"

Conforme o noticiado no Boletim nº 6 " A Estefânia " a Plataforma de Defesa do Hospital Pediátrico foi recebida pela Comissão da Assembleia da Republica .
A reunião foi orientada pelo Ilmo. Deputado Relator nomeado Dr.Carlos Miranda. Estiveram representados membros de todos os grupos parlamentares
A reunião decorreu em clima de dialogo agradável e construtivo e participado . Os Senhores deputados mostraram grande interesse em compreender as nossas razões.
A síntese das duvidas colocadas ao Deputado Relator Dr.Carlos Miranda e a ser entregue a Presidente da Comissão de Saúde M.I. Deputada Maria de Belém Roseira e depois a Ministra da Saúde solicitando esclarecimentos sobre o plano funcional do H.T.S. foram :
1. O concurso público lançado para o projecto de arquitectura do futuro Hospital de Todos-os-Santos prevê, no respectivo caderno de encargos, a construção de um edifício autónomo para o atendimento aos recém-nascidos, crianças e adolescentes ou, pelo contrário, a sua inclusão física no edifício destinado a utentes adultos?
2. O modelo que o Ministério da Saúde seleccionou para o atendimento aos recém-nascidos, crianças e adolescentes no futuro Hospital de Todos-os-Santos prevê a respectiva autonomia física e funcional, ou, pelo contrário, a sua integração no hospital geral principal?
3. Ponderou alguma vez o Governo – ou foi ponderado pelo Conselho de Administração do Centro Hospitalar de Lisboa Central –, a construção de um novo Hospital Pediátrico para Lisboa em espaço contíguo ou próximo ao de outro hospital geral e, designadamente ao reservado para o futuro Hospital de Todos-os-Santos?
4. Foi a Câmara Municipal de Lisboa alguma vez contactada pelos serviços competentes do Ministério da Saúde, designadamente pelo Conselho de Administração do Centro Hospitalar de Lisboa Central, com vista a inquirir a sua disponibilidade para, no caso de os terrenos actualmente reservados para a construção do futuro Hospital de Todos-os-Santos se revelarem insuficientes para incluir a edificação de um novo Hospital Pediátrico para Lisboa em espaço contíguo ou próximo ao reservado para aquele, ceder ou alienar um novo espaço para a construção do referido Hospital Pediátrico?
5. Admite o Governo a possibilidade do atendimento ao recém-nascido, à criança e ao adolescente no futuro Hospital de Todos-os-Santos ser dotado de “total autonomia, não só em termos de localização, como também de autonomia do ponto de vista técnico, administrativo e financeiro”, ou seja, de constituir um hospital pediátrico fisicamente separado do hospital geral embora associados num campus sanitário comum que permita partilhar alguns equipamentos comuns e serviços de apoio não-clínico?*
6. Pode o Governo garantir que, no futuro Hospital de Todos-os-Santos, no caso de a respectiva comissão de ética hospitalar ser incumbida de se pronunciar sobre a situação ou os tratamentos clínicos a aplicar a doentes menores de idade, terá apenas ou maioritariamente a participação de profissionais de saúde possuidores de habilitações e formação comprovadamente ligadas à saúde e à condição da criança?
7. Entende ou não o Ministério da Saúde que a criança tem características muito próprias e específicas ( não sendo apenas um adulto em ponto pequeno ) e que em casos de grande relevância social o problema dos custo inicial de construção deverá ser secundarizado face aos valores maiores em causa?
8. Pode o Governo garantir que, no futuro Hospital de Todos-os-Santos, no caso de a respectiva comissão de farmácia e terapêutica ser incumbida de se pronunciar sobre medicamentos a administrar a recém-nascidos, crianças adolescentes, terá apenas ou maioritariamente a participação de médicos e farmacêuticos possuidores de habilitações e formação comprovadamente ligadas à saúde e à condição da criança?
9. Pode o Governo garantir que, no futuro Hospital de Todos-os-Santos, só em casos absolutamente excepcionais sem alternativa na área pediátrica, os utentes menores de idade serão observados e objecto de tratamentos de saúde determinados por médicos e outros profissionais de saúde cujo treino e formação não seja predominante ligado à criança?
10. Pode o Governo garantir que, no futuro Hospital de Todos-os-Santos, em caso consultas programas, em internamento ou em urgência com necessidade de observação por especialidades verticais (ex: ORL, Oftalmologia que num hospital geral atendem indiferentemente todas as idades) as crianças serão tratadas por profissionais com treino e formação especificamente dedicada a este grupo etário e em circuitos, salas de espera e salas de tratamento independentes dos adultos?
11. Pode o Governo reconfirmar que, tal como está inscrito no único plano funcional conhecido para futuro Hospital de Todos-os-Santos, as crianças com perturbações mentais e comportamentais graves voltarão a ser internadas em conjunto com adultos portadores de doença mental ao contrário do que se passa hoje no Hospital pediátrico de Lisboa?
12. Pode o Governo informar quais o cut off que considera critico para que, em cada técnica médica, as crianças possam ser tratadas com equipamentos próprios e por profissionais com treino e formação especifica neste grupo etário?
13. Pode o Governo informar qual o modelo, nacional ou estrangeiro, que serviu de base à decisão de encerramento do Hospital Pediátrico da Capital e a integração dos cuidados pediátricos especializados num Hospital Geral não universitário como o futuro Hospital Geral de Todos os Santos?**
14. Pode o Governo informar esta Comissão sobre os seus conceitos de Serviço de Pediatria e de Hospital Pediátrico?
15. Pode o Governo informar-nos quais as razões para que seja brevemente inaugurado o novo Hospital Pediátrico de Coimbra (200.000 crianças em referência), hospital público, e em Lisboa (650.000 crianças em referência) não esteja programado um Hospital Pediátrico em substituição do actual?
Pela Plataforma estiverão representados:
Dra. Ana Paula Soudo
Prof. António Gentil Martins
Dr. José Pedro Vieira
Dr, Mário Coelho
Dr. Pedro Paulo Mendes
Dra.Teresa Rocha
Convidada da plataforma :
Dra. Teresa Neto
Os porta vozes nomeados pela Plataforma foram: :
Professor António Gentil Martins
Dr. Mário Coelho
sexta-feira, 19 de Junho de 2009
quinta-feira, 28 de Maio de 2009
HAVERÁ ESPERANÇA ?

PUBLICAMOS ALGUNS EXCERTOS DO DISCURSO DA DRA.MARIA DE BELÉM EM 2005, QUANDO AINDA CANDIDATA PELO P.S.
ELEITA PELA ACTUAL MAIORIA É A RESPONSÁVEL PELA COMISSÃO DE SAÚDE NA ASSEMLEIA DA REPUBLICA QUE IRÁ RECEBER A PLATAFORMA DE DEFESA DO HOSPITAL DE UM NOVO HOSPITAL PEDIATRICO PARA LISBOA, E DO PATRIMÓNIO DO HOSPITAL D. ESTEFÂNIA, NO DIA 23 DE JUNHO DE 2009 ÀS 14;30 HORAS.
JULGAMOS QUE HÁ RAZÕES PARA ESPERANÇA !
JORNAL O PUBLICO
Legislativas de 20 Fevereiro 2005
Criado sexta-feira, 4 de Fevereiro de 2005 Última actualização quarta-feira, 2 de Março de 2005
"No final de uma visita ao Hospital D. Estefânia, a actual deputada e candidata número três do PS pelo círculo de Lisboa considerou que os "aspectos negativos" suplantam os positivos no que se refere à alteração do modelo de gestão das unidades de saúde públicas"
"A ex-governante salientou ainda que, em saúde, "produtividade pode não ser sinónimo de qualidade", pelo que, neste domínio, é desaconselhável "uma mera gestão nos mesmos termos em que são actividades produtivas normais".
Na visita ao hospital pediátrico, Maria de Belém chamou a atenção para o que considerou serem outras "incongruências no discurso do actual Governo" em matéria de saúde, exemplificando com o facto de esta unidade ter merecido uma das piores classificações "em termos de indicadores de eficiência", na mesma altura em que recebia "acreditação de uma organização internacional altamente prestigiada".
"Tudo isto tem que ser visto na sua especificidade e complexidade. A saúde não é só indicadores de gestão. São, sobretudo, indicadores de qualidade, sendo que a gestão é um instrumento para que os cuidados de saúde sejam cada vez melhores", reiterou."
terça-feira, 26 de Maio de 2009
Correcção de erro de informação sobre divulgação do Plano Funcional do futuro Hospital de todos os Santos.

Fui agora informado por um colega que estava em erro ao afirmar que o Plano Funcional do futuro Hospital de todos os Santos teve a sua divulgação limitada a observação presencial , pois é possivel a sua consulta no "Portal Saúde" .
Esclareço o que considero a verdade dos factos:
Durante quatro meses teve de acordo com o afirmado a possibilidade de consulta apenas presencial ( entre 30 de Outubro de 2007 e 21 de Fevereiro de 2008 nos Conselhos de Administração dos Hospitais do Centro).
Com podem confirmar esta com a Chancela da Intersalus, não era considerada " provisório"
Soube só agora que em 21 de Fevereiro de 2008 foi posta uma disposição uma versão em PDF , digital no Portal Saúde.

Esta versão, com o carimbo de" provisório" surgiu assim posteriormente a nossa critica e dela não tive conhecimento . Ao agora consulta-la tem um apresentação formal diversa á que me refiro, do de consulta apenas presencial.
De qualquer forma e apesar de na altura em que consultei o plano estarmos em verdade , agora depois da divulgação em PDF , coloquei-me erro relativamente as afirmações do secretismo pois já será publico e deixaram de ser verdadeiras.
Tais duvidas penso se explicarem pela existencia de dois planos funcionais formalmente distintos:
- Um mais restrito com Chancela da Intersalus , que nos referimos e que vigorou até 21 de Fevereiro de 2008
-e um mais recente publico do Ministério da Saúde que justifica a presente declaração e que esta desde aquela data disponivel em versão PDF no Portal Saúde.
Assim aqui reconheço publicamente tal facto e desculpo-me perante os então visados que deixaram dedesde 21 de Fevereiro de 2008 merecer qualquer critica de divulgação restrita do plano funcional a consulta presencial.
Pedro Paulo Machado Alves Mendes
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SAUDAMOS A CAMPANHA DO "JOÃOZINHO "!


Cidadãos Portuenses ! Administradores Hospitalares , Empresários e Imprensa escrita do Norte! Parabéns !
A população de Lisboa e do Sul do Pais, felicita-os !
A Vossa atitude è um sinal de que existe hipotese de futuro para Portugal! È a prova de que o Porto hoje como no passado ainda é a reserva ética de onde parte esperança!
Agradecemos o contributo exemplar que trazem com Vossa atitude para a nossa luta em Defesa de um Hospital Pediatrico para Lisboa!
Talvez com o Vosso exemplo e iniciativa , os actuais responsáveis pelo Plano Funcional,se sintam com argumentos e ânimo para rever o anterior, alheio a opinião do corpo profissional pediatrico , da população de Lisboa.
O único obice constrangedor é de que o "nosso" Estado não financia o vosso projecto, de interesse nacional, que orça em 14 milhões de euros mas cobre os gastos da gestão especulativa bancária que orçam em cem vezes mais...... Opções que que dizem respeito aos nossos impostos e que assim pensamos deveriam merecer discussão publica mais alargada.....
Subscreve Pedro Paulo Machado Alves Mendes ,artigo assinado pela jornalista "Manu" em representação da "Associação a Arquinha" , http://www.ojoaozinho.com
sábado, 16 de Maio de 2009
Agendada para o dia 17 de Junho apreciação da Petição na Assembleia da Republica
No dia 17 de junho às 11 Horas será apreciada na Assembleia da Republica a petição em favor de um novo Hospital Pediatrico para Lisboa e da defesa do Património do actual Hospital D. Estefânia. ( inclusive o seu nome).
È fundamental o apoio de todos.
È fundamental o apoio de todos.
domingo, 19 de Abril de 2009
Ainda os Hospitais Pediatricos - Artigo da Dra Teresa Neto
domingo, 29 de Março de 2009
O que declarou a Ilma. Administradora do Centro Hospitalar ao "Expresso" 28/03/2009.

Para alguns tudo se no final se resumirá apenas ao dinheiro....e o põe acima de todas as coisas..

..Nós ao contrário e acompanhando o mundo civilizado ,temos um ordem de valores inversa...a criança estará sempre em primeiro lugar......

EM DEFESA DA MODERNIDADE, VERDADE CIENTIFICA E DOS SUPERIORES INTERESSES DA CRIANÇA.
( em resposta a entrevista da Dra. Teresa Sustelo ao Jornal Expresso em 28 de Março de 2008)
Dra. Teresa Sustelo rejeita em entrevista ao Jornal Expresso em 28 de Março de 2008, a reivindicação da Petição de “um novo Hospital Pediátrico para Lisboa”, afirmando que;
“ o hospital pediátrico individualizado esta contra o mais moderno que esta a fazer no mundo” ainda que os “Hospitais do futuro vão ser multi disciplinares com biólogos e até matemáticos e concentrados ao invés de unidades especialidades e isoladas”
A PLATAFORMA QUE ORGANIZOU E JÁ ENTREGOU A ASSEMBLEIA DA REPUBLICA A PETIÇÃO ( VER AO LADO)CONSIDERA SUA OBRIGAÇÃO ESCLARECER PUBLICAMENTE O QUE CONSIDERA DE EQUIVOCO NESTA DECLARAÇÃO.
Faz assim saber que :
Os Hospitais modernos do mundo actual , sejam estes Pediátricos ou Generalistas , já se dedicam a investigação e ensino e assim obrigatoriamente integram equipas multi disciplinares que incluem físicos , matemáticos e biólogos.
Citamos como exemplo desta prática , o São João, do Porto, Hospital Generalista, de que todos ouvimos referencias de suas investigações e projectos em várias áreas de como portugueses temos razão de nos orgulhar.
O próprio Hospital D. Estefânia já teve alguns Serviços de referência e com prémio internacional. Citamos o exemplo de um laboratório de imuno alergogia ( que segundo dizem palavras de um seu ex-Director , encerrou já na actual administração do centro hospitalar pelo não provimento de uma funcionaria imprescindível ao seu funcionamento....!!!??)
Com vista a esclarecer todos que nos lêem , por uns momentos os convidamos que nos acompanhem e assim esqueçamos este nosso presente tão cheio de palavras e interrogações. Deitemos um breve olhar ao “futuro” . Sim ao futuro que passa ao nosso lado, à que se refere a Dra. Teresa Sustelo
Façamos um pesquisa na Google , ( dizem que esta é agora considerada o melhor amigo do homem, afirmação com o que concordamos pois entendemos que " A Verdade , Informação e Conhecimento" são a chaves da emancipação do homem).
Fazer futurologia em Portugal é mais fácil e cómodo do que em outros lugares . Basta olharmos o que se faz actualmente nos países mais avançados , pois infelizmente estão há 20 anos do nosso horizonte. Tão longe que explicará que alguns já não conseguirão entreve-lo ( "handicap" este sempre menor do que se fossem aqueles "cegos" que não querem ver, ou mais grave se fruto de pressões democraticamente ilícitas )
Se o dizemos é porque apesar das nossas divergências fundamentais estas afirmações surgem incompatíveis com o domínio da matéria que reconhecemos em outras entrevistas à Dr. Teresa Sustelo.
Iniciemos a nossa pesquisa. Comecemos pelo titulo : Hospital Necker-Enfants malades, http://www.necker.fr/ Esta pesquisa não é inocente. Escolhemos propositadamente o mais antigo Hospital Pediátrico do Mundo, fundado em Paris em 1778 .
Esperaríamos segundo a tese da Dr. Teresa Sustelo , encontra-lo em vias de encerramento como apenas mera referencia histórica pois estaria contra “contra tudo o que de mais moderno se faz no mundo”.
Ao contrario daquele pressuposto sombrio , de imediato surgem seleccionados 35.600 títulos , a maioria com a área da investigação cientifica de que é uma das principais referencias no mundo moderno em pediatria e não só. Envolve mais de mil especialistas em todas as áreas ( incluindo biólogos e matemáticos…. ).
Afinal não estão não só a destruí-lo mas ainda a melhora-lo e substitui-lo por outro ultra moderno, um Hospital Pediátrico com 400 camas, a finalizar em 2013 . Notamos que respeitam e se orgulham da sua história e conservam o seu nome .
Sugerimos assim que visitem o site www.nouveau-necker.aphp.fr e como nós se regozijem pois comprovam que existem ainda governos sensatos e se preocupam com as suas crianças.
Mas o que se passará por outros lados !!?
Já agora e depois de convencemos-nos do óptimo estado de saúde do Hospital mais antigo do mundo , vamos dar mais um passeio pela Google e ver o que se passa por outros lados. .
Alarguemos assim a pesquisa. em inglês , com o titulo mais genérico “ News Chidren’s Hospitals . Adicionemos a opção de “imagens”, para ver e crer..
Talvez sintam como nós, emoção contida pelas dezenas de fotografias dos lindos e coloridos novos hospitais pediátricos que estão a ser construídos neste exacto momento por todo o mundo .
Comprovem !Vejam e acreditem ! 26.600.000 títulos !.
Escolhamos um titulo “ ao calhas “: Queensland, Royal Childrens’ Hospital”, 2008.
No Site do novo Hospital encontramos a pergunta :
"Porque um novo Hospital Pediátrico”
Presumimos ali formulada para informação os leitores , ainda não esclarecidos .
Ea eles, assim respondem:
“estamos a construir o futuro das nossas crianças !“
…..Quando mais os nossos serviços pediátricos se tornam altamente especializados mais os benefícios de um serviço unificado….
…...Os saberes clínicos especializados serão concentrados e a duplicação de recursos evitada resultando em melhores serviços para as crianças e sua famílias.
……Crianças com c. congénitas serão dirigidas para um Hospital Terciário o que é consistente com o de melhor na pratica mundial. ……Este hospital tratará adolescentes e jovens até a idade dos 18 anos.
……Este hospital estará na proximidade de um Hospital de Adultos e de uma maternidade
Estes argumentos são idênticos ao que defende a nossa Plataforma pois são verdades universais .
Invictam-nos de saudosistas e antiquados., mas estranhamente somos nós e não os nosso detractores que estamos em total consonância com o outro mundo , o tal mundo moderno que corre, infelizmente tão longe, mas mesmo ao nosso lado.
Em conclusão:
A Plataforma considera que as afirmação da Dra.. Teresa Sustelo configura equívocos graves que tem o direito de esclarecer :
- Desconhece do que de mais modernos se esta a fazer no mundo em matéria de cuidados terciários em matéria de Saúde Materno infantil
-Confunde uma pratica comum já há muitos anos em todos os hospitais modernos sejam os Pediátricos exemplares como o “Hôpital Necker-Enfants malades “ ou Generalistas como o São João do Porto em que se conjuga a investigação multiinterdisplinar , como apanágio dos hospitais generalistas, quando esta é hoje uma característica de todos os hospitais centrais ou terciarios modernos sejam pediátricos ou generalistas.
- Não será ainda conceptualmente correcto colocar esta qualidade de investigação , como um adjectivo distintivo e de prestigio e de propaganda do futuro hospital de todos os Santos, pois trata-se de pratica generalizada no mundo moderno há bem mais que vinte anos.
-Esquece-se ainda que o que esta em causa é a investigação em Pediatrica e esta implica concentração de meios e massa critica em único hospital pediátrico da zona sul através de redes de referenciação nacionais.
-Que dar meios para a investigação implica a divisão de trabalho e competências e centros de excelência entre Lisboa, Porto e Coimbra no tratamento de doenças especificas e complexas e que se não fizermos destruiremos também ai a nossa capacidade e independência perante os centros estrangeiros e da vizinha Espanha.
-Que se não o fizermos perderemos credibilidade perante os povos de lingua portuguesa com quem temos relações culturais e economicas e que o intercambio no saber médico é um dos aspectos imprescindiveis nesta inter relação. ( como já o faz o Hospital Pedaitrico de Coimbra com o de Luanda )
-E que o investimento na saúde das nossas mães crianças é um bem precioso demais para ser moeda de troca nos tostões que a pareceria privada pensa ganhar com a imposição deste plano redutor.
-Confunde “Modernidade” em construções hospitalares , com o “Modelo Tecnológico Monobloco” hoje considerado desumanizado de que actual plano funcional do futuro Hospital de Todos os Santos é exemplo e já esta ultrapassado há cerca de vinte anos.
Em conclusão a Dra.. Teresa Sustelo argumenta com conceitos estranhos a realidade de toda a pratica do que se faz no actual mundo civilizado.
Gostaríamos que a suas afirmações resultassem apenas um equivoco de interpretação jornalística e não da deficiente informação dos arquitectos e tutores responsaveis pelas parecerias do projecto do futuro hospital de Todos os Santos. . Caso não seja assim agradecemos que nos enviem as suas fontes que as de imediato as publicaremos e nos autocriticaremos.
...SÃO CONTRA O QUE DE MAIS MODERNO SE ESTA A FAZER NO MUNDO....OS HOSPITAIS DO FUTURO VÃO SER MUTIDISPLINARES...COM BIOLOGOS E MATEMATICOS...
Apresentamos alguns exemplos de imagens de Hospitais Pediatricos que estão a ser construidos em todo o mundo
De facto o mundo anda as avessas do nosso Ministerio da Saúde......
Propomos assim que a Administração do Centro Hospitalar notifique a Google por transmitir informação desactualizada.
Nos paises desenvolvidos, as crianças são o melhor investimento.
Eis os Hospitais Pediatricos que estão a ser construidos ou projectados neste momento..











Outro exemplo :
ORoyal Children’s Hospital
Value $946 million (Net Present Value June 2007)
Status Contract Let
Department or agency Department of Human Services, Royal Children’s Hospital
Private sector partner Children's Health Partnership consortium, comprising Babcock & Brown as sponsors, Bovis Lend Lease as builder, Spotless Group as facilities manager and architects Billard Leece, Bates Smart and HKS (US).
Description The new Royal Children’s Hospital project is the largest hospital redevelopment undertaken by the State Government of Victoria. The outcomes of the project will have a major impact on the quality of tertiary health services to be delivered to children in both metropolitan Melbourne and rural/regional Victoria.
On 21 November 2007 the Premier announced that the Children's Health Partnership would design, build, finance and maintain the hospital for a 25-year period, as well as provide a significant range of extra facilities to benefit sick children, their families and hospital staff.
The new hospital will be built immediately to the west of the existing site on Flemington Road in Parkville. The Research Precinct Building and the Front Entry Building will be retained.
The new RCH will:
have capacity to treat an additional 35,000 patients each year;
provide over 2000 carpark and more than 500 bicycle spaces;
provide more accommodation and other facilities for parents;
have more play areas, better park access and expanded childcare facilities;
include state of the art research and education facilities and;
include a range of shops and services for staff, patients, families, carers and visitors.
The new hospital will open in 2011. Following the relocation, much of the old site will be demolished and reinstated as parkland.
All health services will continue to be publicly operated in accordance with government policy that core services should be provided directly by the government.
Downloads Royal Children's Hospital Project Summary - February 2008
Contact information Royal Children's Hospital project team
Phone: 1300 1 NEW RCH (1300 1 639 724)
Email: info@newrch.vic.gov.au
Related information The new Royal Children's Hospital
Download the Contract T0607018
Ministerio da Saúde de Victória , Autralia , também estará assim desactualizado.
Não quereriamos tanto, contentariamo-nos com um Hospital Pediatrico de 50 milhões de euros, o suficiente para a nossa pequena dimensão e mesmo assim com um custo bastante inferior aos 75 milhões de euros em que o Estado se sentiu defraudado pela gestão da parceria privada no Amadora Sintra e que obrigou o Sr. Primeiro Ministro à exclui-las da Gestão Clinica dos Hospitais Publicos .
Parcerias estas ainda incomprenssivelmente com tanta influência no destino da Pediatria Portuguesa que se cruzam com o actual, mas antiquado plano funcional do Hospital de todos os Santos
Post- scriptum
Resposta do Professor Gentil Martins , aquela entrevista publicada no numero seguinte do Expresso:
Moção que interessa a todos as Portugueses não considerada pelo espartilho da lógica de grupo partidário !


Para todos que conhecem a composição da Plataforma sabem que mais plural impossível!
Será assim inaceitável a rejeição em bloco pelos dois grandes partidos ligados a governação de uma moção apresentada na Assembleia Municipal, por outro, se se preocuparem com a justiça e correcção elementar da mesma.
E óbvio que nos grupos parlamentares daqueles dois partidos existem Pais, Mães e Avós. Indagamos-lhes :
por que será que votaram contra a sua dignidade e a justiça tão elementar ???! Terão ainda coragem de olhar "olhos nos olhos" dos seu pequenos familiares ou das crianças com que cruzarem na rua???
Não acreditamos, julgamos que seria estatisticamente impossivel termos elegido um grupo de deputados totalmente homogeneo e sem espirito critico e com resposta uniforme.
Temos assim ainda esperança que fizeram displicientemente sem o devido conhecimento da causa e por já estarem cansados devido uma ordem de trabalhos demasiado longa. De qualquer forma agradecemos ao PCP e Verdes ter tomado esta iniciativa, mas estamos confiantes que os outros partidos reconsiderem esta tomada de posição,
Recomendação rejeitada
RECOMENDAÇÃO
Em Junho de 2008 a Assembleia aprovou uma Recomendação, apresentada pelo Partido Ecologista Os Verdes, onde se pedia ao Governo que analisasse a situação criada pela decisão de extinguir o Hospital de Dona Estefânia e sua substituição por um serviço de pediatria no futuro Hospital de Todos os Santos.
Esta resolução do Governo tem merecido o repúdio de profissionais da Pediatria e de milhares de cidadãos, consubstanciado numa petição com 76.000 assinaturas em 2008, que foi entregue e ignorada pelos responsáveis pela situação, bem como na formação de uma “Plataforma em Defesa do Património do Hospital de Dona Estefânia e de um Novo Hospital Pediátrico para Lisboa”.
O encerramento do Hospital Dona Estefânia, considerado “O Berço da Pediatria Portuguesa” implica que Lisboa perca o seu único hospital pediátrico, com graves prejuízos para as crianças, e é considerado um retrocesso civilizacional único em capitais da Europa e do mundo desenvolvido, segundo os especialistas nesta áreas.
A substituição deste hospital por um serviço de pediatria no Hospital de Todos os Santos, ao misturar crianças e adultos, não garante àquelas o espaço adequado à sua especificidade, com utilização de equipamentos de adultos, contrariando assim a evolução dos padrões de assistência à criança defendidos nos países desenvolvidos.
Neste contexto, o Grupo Municipal do PCP propõe que a Assembleia Municipal de Lisboa, reunida em 24 de Março de 2009, delibere:
1- Reiterar junto do Governo que analise a decisão de encerramento do Hospital de Dona Estefânia.
2- Recomendar à Câmara uma tomada de posição sobre esta matéria, que, a concretizar-se, dará a ideia de uma capital que está a regredir nos cuidados à criança.
3- Dar conhecimento desta Recomendação ao Governo e à Assembleia da República.
Pelo Grupo Municipal do PCP
O Deputado Municipal
- António Modesto Navarro -
HOSPITAL DE TODOS OS SANTOS - CONCURSO IMPUGNADO !

OXALÁ ESTA IMPUGNAÇÃO VENHA A RESULTAR NA APROVAÇÃO DE UM NOVO PROJECTO ARQUITECTONICO QUE COMTEMPLE UM HOSPITAL PEDIATRICO INDIVUDUALIZADO !
UM PROJECTO ELABORADO PARA SERVIR O DOENTE E NÃO APENAS A RENTABILIDADE DAS PARCERIAS COMO O ANTERIOR.
É NECESSÁRIA A MOBILIZAÇÃO DE INFLUÊNCIA DE TODOS PARA APROVEITARMOS ESTA OPORTUNIDADE !
SOLICITEMOS SE POSSIVEL QUE AS RAZÕES DA IMPUGNAÇÃO SEJAM DIVULGADAS .
EM PRIMEIRA E ULTIMA INSTANCIA TRATA-SE DA APLICAÇÃO DE DINHEIRO DOS NOSSOS IMPOSTOS QUE NÃO DEVE SER DECIDIDA APENAS DOS ARRANJOS ENTRE GABINETES DE GESTORES , FIRMAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL E GRUPOS FINANCEIROS !A ENTIDADES LIGADAS A SAUDE DA CRIANÇA TEM ALGUMA COISA A DIZER!
sexta-feira, 27 de Março de 2009
Baseamos as nossas criticas em factos ! Os nossos opositores deviam fazer o mesmo ! Se existe , divulguem "Novo Plano Funcional do HTS"
" Amplie e leia : "define-se como hospital de dia cirúrgico , boxes polivalentes, adultos e pediatricas "
A REALIDADE DOS FACTOS:
Desde o momento em que iniciamos a denuncia da destruição do Hospital Pediátrico os nossos opositores (honestamente e cumprindo o papel que lhes incumbiram ) nas entrevistas aos meios de comunicação social (que só acontecem devido a nossa campanha) objectivamente desacreditam-nos afirmando que o que o projecto em curso contempla um espaço físico pediátrico com total individualidade da diversas especialidades pediatricas sejam transversais ou horizontais.
Em fim se dizem o "mesmíssimo" que nós.. indagará o leigo :porque então aqueles da tal plataforma , fazem tanto barulho..devem querer é protagonismo....( de que já nos tem acusado...)
Tornando tudo ainda mais confuso para o publico, ..apresentam ao mesmo tempo nas entrevistas argumentos contrarios a existência de hospitais pediatricos.
Indaga-se assim se querem esclarecer os factos , ou apenas confundir a opinião publica.....
Admitindo que não seja esta a sua intenção consciente ,estes zelosos defensores oficiosos objectivamente colocam os defensores do hospital pediatrico na situação delicada de boateiros detractores da verdadeira realidade do factos....
Não sustentam contudo estas afirmações em qualquer documento escrito ou publico oficialmente divulgado pelas entidades responsáveis.( que por certo esperamos que pelo menos eles tenham acesso) .... Foi assim na ultima entrevista da Antena 1.
O Plano Funcional do futuro Hospital de todos Santos teve uma divulgação incompreensivelmente restrita e é esta ausência a informação democratica que permite esta confusão relativamente ao esclarecimento de um assunto de interesse publico.Segundo ouvimos dizer o justificartam para não se gastar papel ! Venham o exemplo da actitude contraria no Centro Materno Infantil do Norte!
Nós da Plataforma apesar de todos os limites restritivos impostos a consulta e acesso do Plano funcional (esteve guardado numa sala do Conselho de Administração, visitavel apenas no horário de trabalho e sujeito a identificação dos interessados) em defesa do interesse da criança, fomos analisa-lo.
E foi nesta analise que baseamos nossas criticas e posições, conhecidas e divulgadas no Blog e Boletins.
Neste momento podemos provar documentalmente o que afirmamos pois um leitor anónimo , enviou-nos fotografias do Plano Funcional original que não existe nenhuma outra versão conhecida e portanto é o que esta em curso.
Esta fotografias com má qualidade técnica podem ser melhor analisadas se ampliadas.
Consideramos contudo insustentável que um processo que se quereria transparente, chegue ao publico de uma forma semi clandestina como se tratasse de qualquer projecto secreto.
FINALMENTE EIS AQUI A ÚNICA MAQUETA DO FUTURO HOSPITAL CONHECIDA,TRATA-SE E UM BLOCO DE CIMENTO ENGRAVATADO E PINTADO DE AZUL......
DESAFIAMOS, A MOSTRAREM OS PROJECTOS DAS OUTRAS, A QUE DIZEM EXISTIR COM A QUAL NOS DES AUTORIZAM E O NOVO PLANO FUNCIONAL CORRESPONDENTE ....
TALVEZ ASSIM NOS ENTENDÊSSEMOS E DÉSSEMOS POR FIM E JUSTIFICADA A ARDUA CAMPANHA EM PROL DA CRIANÇA QUE TRAVAMOS ...
quinta-feira, 26 de Março de 2009
Hoje 26 de março na Antena 1 às 13H:30
Hoje na Antena 1 , ás 13h30 ( durante 20 minutos ), debate entre o Professor António Gentil Martins e Gonçalo Cordeiro Ferreira sobre Hospitais Pediatricos.
Divulguem
Divulguem
domingo, 22 de Março de 2009
Entregamos o Abaixo Assinado na Assembleia da Republica.

Na ultima 4ª Feira, dia 18 a Plataforma de Defesa do Hospital D. Estefânia entregou o abaixo assinado na Assembleia da Republica na pessoa do seu Presidente o do Dr. Jaime Gama.
Fomos cordialmente recebidos e foi-nos possível transmitir as nossas preocupações e interpretação dos factos e razões.
Fomos ouvidos com atenção e solicitados vários esclarecimentos .
Informou-nos que a Petição seria enviada a Comissão de Saúde e agendada como de direito discussão em Plenário.
Solicitamos brevidade ( face ao interesse das Parcerias em abreviar a discussão, pois à estas interessa uma politica de facto consumado devido a proximidade das eleições.....) .
Agradecemos ao Exmo Presidente da Assembleia da Republica , Dr. Jaime Gama toda a sua simpatia e interesse.
Nota:
Informa-se que continuamos com a recolha de assinaturas quer através da Internet quer presenciais.
È essencial o apoio activo de todos nesta fase delicada e nomeadamente a divulgação e publicitação do processo.
Denunciemos todas as tentativas de atropelo à uma decisão que não deveria ser "de gabinete " mas sim tomada em consciência e ponderada em conjunto com quem mais de direito : Os representantes de Instituições de Apoio ou Profissionais de Saúde da criança!
Agradecemos todos os orgãos de impressa escrita e falada que divulgaram este processo ! ( Radio Renascença, TSF, Diário de Noticias, Revista Visão entre muitos outros.
sábado, 14 de Março de 2009
A Nova Petição dirigida a Assembleia da Republica vai ser entregue no dia 18 de Março.

NA PRÓXIMA 4ª FEIRA DIA 18 DE MARÇO , ÀS 11 HORAS" A PLATAFORMA DE DEFESA DO PATRIMÓNIO DO HOSPITAL DE D. ESTEFÂNIA E DE UM NOVO HOSPITAL PEDIÁTRICO PARA LISBOA, EM REPRESENTAÇÃO DE TODOS AQUELES QUE SER IDENTIFICAM COM ESTE PROJECTO, ENTREGARÁ NA ASSEMBLEIA DA REPUBLICA A NOVA PETIÇÃO.
AGRADECEMOS A TODOS OS PROFISSIONAIS QUE NOS AJUDARAM A RECOLHER AS ASSINATURAS NECESSÁRIAS E PODERÃO ESTAR CERTOS QUE PROCURAREMOS SER DIGNOS DA CONFIANÇA DEPOSITADA.
INFORMA-SE DE FORMA RESUMIDA PARA OS QUE DESCONHECEM, OS OBJECTIVOS DESTA PLATAFORMA :
O que é um Hospital Pediátrico
Os Hospitais pediátricos definem-se na época moderna como um equipamento de saúde diferenciado (terciario) da comunidade que pertence a rede de cuidados materno-infantis, e são instituições próprias e caracteristicas e existentes nas grandes cidades do mundo desenvolvido actual.
Ali se centralizam os meios humanos e recursos técnicos especializados necessários ao diagnostico e tratamento de algumas patologias complexas e graves da criança ,que permitem-se a existir devido a existencia de “massa critica “ que o justifique em termos de investimento. (massa critica quer dizer "um numero significativo de crianças doenças que acorrem a instituição")
Para alem dos moradores o Hospital Pediátrico atende crianças provenientes das redes de referência das unidades saúde periféricas e nomeadamente dos Hospitais Distritais.
A presença desta "massa critica" e corpo especializado permitem que estes hospitais se constituam em centro de investigação, ensino e formação pré e pós graduada.
É igualmente deles que dependem a criação de algoritmos normativos no tratamento de doenças e patologias com implicações na saúde publica e o tratamento nas doenças da crianças para os outros médicos e hospitais.
O valor e resultados e benefícios da sua acção para a comunidade medem-se assim não pelos gastos imediatos, mas pelos imensuráveis benefícios futuros na prevenção, na investigação, no tratamento .
Apesar de desapoiado pelos poderes constituídos e evidente degradação das instalações o Hospital D. Estefânia tem sido um exemplo deste modelo e por ter sido bem sucedido é amado pelas populações.
Porque o Hospital de Todos os Santos não serve os interesses da criança ?
No Hospital de Todos os Santos deixa de existir Hospital Pediátrico e passará a existir apenas um departamento de pediatria partilhando as crianças e adultos múltiplos Serviços transversais com os adultos.
Neste Hospital as crianças serão entregues a profissionais e equipamentos preparados primariamente para adultos e assim não pode estender a sua acção a pediatria diferenciada especializada nem cumprir nenhum dos desígnios de qualidade global a assistência a criança
Trata-se de um Hospital Generalista com uma concepção do tratamento da criança limitada ao campo assistencial e absolutamente alheia a uma concepção estratégica de Hospital terciário , integrado em rede de Serviços de Saúde Materno Infantil, com capacidade de formação especifica em pediatria e privilegiando um ambiente pediátrico.
Não poderia deixar de ser assim , pois da sua concepção estiveram afastados os médicos pediatras e foi apenas concebido por gestores preocupados com a diminuição de custos de forma a alcançar melhor rentabilização .Resta indagar em beneficio de quem ?.
O que defendemos ? Um novo Hospital Pediátrico para Lisboa e o Patrimônio do actual Hospital D. Estefânia.

ASSIM ESTAMOS CONVICTOS QUE OS SENHORES DEPUTADOS ESTARÃO DE ACÔRDO COM AS PALAVRAS COM QUE O DR. MARIO COELHO NA QUALIDADE DE REPRESENTANTE DA PLATAFORMA CIVICA ENCERROU O RECENTE FÓRUM SÔBRE OS HOSPITAIS PEDIATRICOS :
"NADA TEM MAIS SIGNIFICADO PARA AS FAMILIAS E O SUCESSO COLECTIVO DE UM POVO QUE A SAÚDE DAS SUAS CRIANÇAS"
TEXTO EM DEFESA DOS HOSPITAIS PEDIATRICOS EM INGLES
Em atenção aos responsáveis do actual plano funcional do HTS, transcevemos um texto em lingua Inglesa.
`E da Associação Norte Americana de defesa dos Hospitais Pediatricos (Site esta indicado ao lado do Blog, NACHRI)
O fazemos de forma que lhes seja mais facil compreender que existem na America outras preocupações com a Saúde para alem da dos Bancos e Seguradoras.
Nesta America defendem como nós os Hospitais Pediatricos Diferenciados.
All Children Need Children's Hospitals - Introduction
All children need hospitals focused solely on their unique needs.
You’ve heard the saying countless times: Children are not small adults. Children are unique individuals with their own specialized needs.
This is never more apparent than when a child needs health care, whether it’s a highly specialized surgical procedure, a simple treatment for an early childhood infection, an immunization or such preventive care as nutritional counseling.
Children are different. And they need different health care that focuses on their unique needs, involves their parents from start to finish and is provided in places designed to be kid-sized and child friendly. Because they’re growing and developing, children’s health care needs are constantly changing. They require extra time, extra monitoring, specialized medications, and caregivers with the skills and compassion to understand the needs of children. For example, hospitalized children under age 2 require 45 percent more routine nursing care.
That’s why all children need children’s hospitals. Whether freestanding acute care hospitals, freestanding specialty and rehabilitation hospitals, or hospitals organized within larger medical centers, children’s hospitals provide quality medical care, every day, to children all over the country. They are the backbone of the nation’s pediatric health care infrastructure. Children’s hospitals represent less than 5 percent of all hospitals in the United States, but they are critical resources to shaping the health of all of the nation’s children. By combining compassionate, personalized care with the world’s most innovative technology, children’s hospitals devote themselves to making sick children healthy and transforming health care for all children for the better.
Children’s hospitals are regional centers for children’s health, meeting the health care needs of children from distant rural areas to the streets of suburban America and inner city neighborhoods. Because they draw children from all over the region, children’s hospitals treat the majority of children with chronic conditions or congenital abnormalities present from birth, such as heart disease.
Children’s hospitals are also vital centers of education in pediatric medicine, training the next generation of pediatricians and family practice physicians, nurses, social workers, dentists and others who will care for tomorrow’s children. And as centers of cutting-edge research in children’s health, these unique hospitals are responsible for lifesaving discoveries such as vaccines, gene therapies and specialized surgical techniques that not only benefit children, but adults as well.
We don’t like to think that children in America are vulnerable, but they are. They represent the largest segment of the population living in poverty. They are medically and economically vulnerable and vulnerable to loss of insurance. More than half of our children live in low income or poor families, and nearly 38 percent rely on publicly financed health coverage or are uninsured. And because they represent less than 11 percent of all personal health care spending, they have little clout in the marketplace compared to adults.
Children’s hospitals protect this unique population. They are dedicated to ensuring that every child has access to high quality, cost effective, primary, preventive and specialty care services tailored to fit their needs. Although few in number, they provide a disproportionately large share of the nation’s clinical care, health professions training and research aimed at producing the best possible medical outcomes — and that benefits all children.
This report provides a snapshot of how children’s hospitals together with their national trade association the National Association of Children’s Hospitals and Related Institutions achieve their four-fold mission of clinical care, education, research and advocacy. It also highlights critical challenges facing children’s hospitals today — challenges that NACHRI is striving to address and that should be of concern to everyone who wants to make sure children’s hospitals are there for their children and for all children.
sexta-feira, 6 de Março de 2009
Estivemos presentes na Comemoração do Aniversário dos 150 anos da Rainha D. Estefânia !
NOTA INFORMATIVA:
A CÂMARA DE LISBOA REALIZOU NO DIA 4 DE MARÇO NO "PALÁCIO BEAU SÉJOUR " EM BENFICA , UMA SESSÃO SOLENE DE COMEMORAÇÃO DOS 150 ANOS DA RAINHA DE D.ESTEFÂNIA.
A PLATAFORMA DE DEFESA DO HOSPITAL, COMO NÃO PODERIA DEIXAR DE SER, ESTEVE PRESENTE E DISTRIBUIU, O COMUNICADO QUE ABAIXO TRANSCREVEMOS NA INTEGRA.
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NÃO DESTRUAM O SONHO DA RAINHA D.ESTEFÂNIA !
Há 150 anos, a Rainha Dona Estefânia, monarca culta e sensível, recém-casada com D.Pedro V, sonhou construir em Lisboa um Hospital só para crianças. Desejava que estas fossem tratadas em ambiente apropriado e não em conjunto com adultos enfermos, como até então acontecia. Nesse tempo, já havia quem considerasse um desperdício, ter um hospital dedicado às crianças. Por isso, a Rainha ofereceu o seu dote para que a obra se concretizasse, tendo falecido pouco depois. A ideia foi continuada pelo Rei que deu o terreno da Casa Real e contou com a contribuição financeira dos comerciantes de Lisboa para a construção do Hospital de Dona Estefânia. Desde então, manteve-se como uma referência na saúde das crianças cumprindo a sua missão de hospital pediátrico.
Contrariando a história e a abertura de novos hospitais pediátricos no mundo desenvolvido, Lisboa vê anunciada a extinção do Hospital de Dona Estefânia e o retorno ao modelo de tratamento das suas crianças misturadas com os adultos, para se obterem irrisórias reduções no custo do futuro Hospital geral Todos os Santos a criar em Chelas.
Pediatras e outros médicos ligados à saúde das crianças não se conformam com a situação, pugnam pela construção de um hospital pediátrico moderno em Lisboa, para o que continuam a apelar à reflexão do poder político. Para tal, iniciaram o movimento cívico “Plataforma em Defesa do Património do Hospital de Dona Estefânia e de um Novo Hospital Pediátrico para Lisboa”.
Mais de 76.000 cidadãos assinaram uma petição apelando ao poder politico para que Lisboa não fique sem o seu hospital pediátrico. Até hoje nada se modificou. Uma nova petição, agora dirigida à Câmara Municipal de Lisboa e à Assembleia da Republica foi colocada na Internet e listas em papel. Entre os milhares de apoiantes que já a assinaram, figuram os seguintes cidadãos:
Armando Leandro Luís Vilas Boas
Ana Maria Borja Santos Manuela Eanes
Barbara Guimarães Carrilho Margarida Pinto Correia
Dulce Rocha Maria da Glória Garcia
Fernanda Freitas Maria João Seixas
Gentil Martins Mercedes Balsemão
Henrique Carmona da Mota Paula Costa
José Manuel Pavão Teresa Costa Macedo
Não permita que retirem a Lisboa o seu Hospital de Crianças!
Apoie esta causa e assine a petição em www.petitiononline.com/18772008
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A CÂMARA DE LISBOA REALIZOU NO DIA 4 DE MARÇO NO "PALÁCIO BEAU SÉJOUR " EM BENFICA , UMA SESSÃO SOLENE DE COMEMORAÇÃO DOS 150 ANOS DA RAINHA DE D.ESTEFÂNIA.
A PLATAFORMA DE DEFESA DO HOSPITAL, COMO NÃO PODERIA DEIXAR DE SER, ESTEVE PRESENTE E DISTRIBUIU, O COMUNICADO QUE ABAIXO TRANSCREVEMOS NA INTEGRA.
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NÃO DESTRUAM O SONHO DA RAINHA D.ESTEFÂNIA !
Há 150 anos, a Rainha Dona Estefânia, monarca culta e sensível, recém-casada com D.Pedro V, sonhou construir em Lisboa um Hospital só para crianças. Desejava que estas fossem tratadas em ambiente apropriado e não em conjunto com adultos enfermos, como até então acontecia. Nesse tempo, já havia quem considerasse um desperdício, ter um hospital dedicado às crianças. Por isso, a Rainha ofereceu o seu dote para que a obra se concretizasse, tendo falecido pouco depois. A ideia foi continuada pelo Rei que deu o terreno da Casa Real e contou com a contribuição financeira dos comerciantes de Lisboa para a construção do Hospital de Dona Estefânia. Desde então, manteve-se como uma referência na saúde das crianças cumprindo a sua missão de hospital pediátrico.
Contrariando a história e a abertura de novos hospitais pediátricos no mundo desenvolvido, Lisboa vê anunciada a extinção do Hospital de Dona Estefânia e o retorno ao modelo de tratamento das suas crianças misturadas com os adultos, para se obterem irrisórias reduções no custo do futuro Hospital geral Todos os Santos a criar em Chelas.
Pediatras e outros médicos ligados à saúde das crianças não se conformam com a situação, pugnam pela construção de um hospital pediátrico moderno em Lisboa, para o que continuam a apelar à reflexão do poder político. Para tal, iniciaram o movimento cívico “Plataforma em Defesa do Património do Hospital de Dona Estefânia e de um Novo Hospital Pediátrico para Lisboa”.
Mais de 76.000 cidadãos assinaram uma petição apelando ao poder politico para que Lisboa não fique sem o seu hospital pediátrico. Até hoje nada se modificou. Uma nova petição, agora dirigida à Câmara Municipal de Lisboa e à Assembleia da Republica foi colocada na Internet e listas em papel. Entre os milhares de apoiantes que já a assinaram, figuram os seguintes cidadãos:
Armando Leandro Luís Vilas Boas
Ana Maria Borja Santos Manuela Eanes
Barbara Guimarães Carrilho Margarida Pinto Correia
Dulce Rocha Maria da Glória Garcia
Fernanda Freitas Maria João Seixas
Gentil Martins Mercedes Balsemão
Henrique Carmona da Mota Paula Costa
José Manuel Pavão Teresa Costa Macedo
Não permita que retirem a Lisboa o seu Hospital de Crianças!
Apoie esta causa e assine a petição em www.petitiononline.com/18772008
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quinta-feira, 19 de Fevereiro de 2009
A Campanha ganha a cidade! Não permitiremos que seja a lógica da parceria privada a ditar o horizonte da Assist. Hosp. Pediatrica especializada !

A Plataforma em defesa do Hospital Pediátrico para Lisboa tem multiplicado as iniciativas de divulgação da sua campanha:
Salientamos a importante entrevista do Professor António Gentil Martins a SIC Notícias , orientada pelo Jornalista Mário Crespo, que tem originado inumeros apoios a nossa causa e de Sectores mais diversos.
Trata-se de uma luta de todos os Portugueses , independente do seu credo religioso ou filiação politico-partidária . Aderir é dever cívico!.
Salientamos o Apoio unanime e explicito de várias Juntas de Frequesia de Lisboa!
Circulam para alem de vários Boletins " A Estefânia " , comunicados de iniciativa de membros da
Plataforma. Optamos assim pela diversificação da divulgação. Todos os simpatizantes do movimento podem e devem faze-lo.
Publicamos um dos comunicados em divulgação e que poderá ser copiado e distribuído por quem quiser nos apoiar :
Pais e Mães ! Amigos das Crianças de Portugal !
Lisboetas !
Não permitamos que retirem a Lisboa o seu Hospital de Crianças !
Não nos iludamos! São só simpáticas na aparência as palavras dos responsáveis, mas o facto é que o Ministério da Saúde, na continuidade da politica do Dr. Correia de Campos, pretende substituir um Hospital para Crianças (o Hospital de D. Estefânia) por um simples Serviço para Crianças num novo Hospital para Adultos (o futuro Hospital de Todos os Santos, em Chelas.)
No projecto actual, as Crianças repartirão múltiplos espaços, circuitos, técnicos e aparelhos com os Adultos (Bloco Operatório, Anestesia, Radiologia, Laboratório, Cuidados Intensivos, Queimados, Medicina Física e Reabilitação). E até hoje, para além de palavras que o vento pode levar no fim das eleições, nenhum documento oficial conhecido afirmou o contrário.
Defendemos que as crianças de Lisboa e Zona Sul do Pais devem continuar a ter direito a um espaço próprio, com ambiente adequado e construído e organizado de forma a propiciar o respeito integral pelas suas particularidades físicas e psicológicas.
Embora nos seja dito que no novo Hospital, se fará "tudo o que for possível" para separar as Crianças dos Adultos, tal é altamente improvável concretizar-se, pois apenas um Hospital Pediátrico individualizado é a forma de o garantir.
Predominará nos executores uma lógica puramente gestionária e isto explica-se por se tratar de um plano a custos controlados pelas parcerias económicas simultaneamente interessadas em ganhar com o projecto de arquitectura, construção civil e futura contratualização dos serviços de apoio.
Tudo parece assim orientar-se no sentido do máximo para alguns e do mínimo para a criança
O tempo urge, esta grave decisão, que está em fase final de implementação, será tomada já em Abril próximo.
Se assim acontecer, ficar-se-á perante uma situação de "facto consumado", eventualmente irreversível.
Lisboa ficará assim privada do seu Hospital Pediátrico e torna-se numa capital de excepção no mundo dito civilizado.
Ao invés de convergirmos, caminhamos em sentido contrário ao das capitais de quase todo o mundo e em particular das da Europa, onde dizemos nos integrar.
Temos a convicção que o poder político só será sensível à mobilização activa da Sociedade Civil (de todos nós!)
Cidadãos!
Ajudem-nos, antes que as crianças portuguesas venham a sofrer as drásticas consequências de um erro histórico, que lhes reduzirá as possibilidades de uma assistência humana e técnica mais diferenciada, essencial e que faz a diferença de uma sociedade civilizada.
Apelamos mesmo que já tenham assinado o antigo, divulguem e novamente assinem este novo abaixo-assinado .
www.PetitionOnline.com/18772008
http://campanhapelohde.blogspot.com/
domingo, 8 de Fevereiro de 2009
Boletim nº 5-Nova Petição! Assina e Divulga!Esgota-se o tempo em defesa do Hospital Pediatrico! A parceria impõe à Força um hospital generalista !
FAZ SENTIDO MANTER OS HOSPITAIS PEDIATRICOS ?
A evolução das políticas dirigidas para a saúde materno infantil percorreu um longo caminho.
Na Antiguidade as crianças eram olhadas como seres imperfeitos num estado de transição para a idade adulta e não tinham nenhum estatuto de protecção pela sociedade. Pelo contrário o abandono das crianças era frequente. As crianças doentes ou com defeitos congénitos eram abandonadas ou mesmo sacrificadas.
Na Idade Média as crianças não eram igualmente objecto de qualquer espécie de atenção ou protecção pela sociedade. A elevada mortalidade nestas épocas afectava grandemente as crianças e a mortalidade infantil rondava os 50%.
As crianças abandonadas por falecimento dos pais, por doença ou deformidade congénita, proveniência de uma relação ilegítima ou de prostituição ou simplesmente de famílias pobres e muito numerosas estiveram até ao século XVII sob a protecção da Igreja em geral em circunstâncias de asilo bastante precárias
A separação entre a Igreja e o Estado, a partir da Revolução Francesa, esteve na origem da criação das primeiras Instituições Públicas destinadas a acolher crianças abandonadas. Surgiu então pela primeira vez a necessidade de criar uma politica de saúde materno-infantil. Primordialmente esta politica não era ainda virada para a criança (como um individuo com entidade própria e com direitos) mas apenas significava o reconhecimento de que as epidemias e uma alta taxa de morbilidade e mortalidade constituíam um problema de saúde pública. A epidemiologia desta época assentava antes pelo contrário nos conceitos de que a fragilidade e a vulnerabilidade das crianças provenientes de um meio ambiente sem adequadas condições sanitárias e um meio familiar defeituoso nos princípios morais necessitava de uma intervenção educativa e de correcção desempenhada pelo Estado capaz de permitir uma evolução para um adulto responsável e integrado na sociedade.
Entre os séculos XIX e XX deu-se uma mudança significativa quanto a esta visão «sanitarista» ou «higienista», que ocorreu em paralelo com movimentos de contestação social e de exigências crescentes dos cidadãos. As pessoas em geral e mesmo a ideologia dominante passaram a considerar os males sociais como a resultante de condições de vida inadequadas e o Estado teria o dever de suprir as necessidades e garantir a observação dos direitos dos seus elementos mais desfavorecidos.
Na sua origem os Hospitais foram Instituições Religiosas, com fins caritativos, recolhendo os pobres, sem alojamento e os enfermos. A prática da Medicina nestes locais era também de natureza caritativa, embora tivesse um componente académico.
No século XIX foram criados os primeiros Hospitais Pediátricos com o propósito de retirar as crianças doentes de um ambiente promíscuo de coabitação com os adultos.
Embora os conceitos epidemiológicos de saúde materno-infantil venham do século XVIII a Pediatria como um ramo individualizado da Medicina só se estabeleceu mais tarde, nos finais do século XIX, em paralelo com a criação de Hospitais pediátricos.
Os Hospitais Pediátricos foram criados nos finais do século XIX em todas as grandes cidades do Mundo Ocidental e para além desta função social em muitos casos desempenharam um importante papel na aquisição de novos conhecimentos em Pediatria.
Os avanços da Medicina no século XX desencadearam, nas Sociedades industrializadas, um extraordinário declínio de todos os indicadores de mortalidade e um considerável prolongamento na expectativa de vida das pessoas.
Os gastos com os Sistemas de Saúde cresceram exponencialmente e os Hospitais Pediátricos são agora fortemente visados nas tentativas de conter esses custos porque são considerados como um dos elementos dos Sistemas de Saúde geradores de maiores gastos.
Por outro lado estes Hospitais, pelas características peculiares de serem locais de atendimento e de prestação de cuidados de Saúde exclusivamente destinados ás crianças, conquistaram uma posição de preferência junto dos cidadãos e deram contributos relevantes para a evolução da Pediatria.
O Hospital de Dona Estefânia data de 1877 e representa para a nossa História do século XIX uma experiência civilizacional e um reconhecimento precoce da necessidade de acompanhar a experiência e o pensamento dos países mais desenvolvidos.
A verdade é que nenhum País desenvolvido deu como terminada a sua experiência com Hospitais Pediátricos nem é evidente sequer que haja uma tendência para a sua extinção. A extinção do Hospital de Dona Estefânia, o único Hospital Pediátrico de Lisboa, representa uma verdadeira excepção no panorama das sociedades ocidentais e é um claro indicador da escassa consistência e da fragilidade do nosso desenvolvimento económico, cultural e, em geral, civilizacional.
Conseguirá o Hospital de Dona Estefânia resistir à ameaça de extinção???
Artigo enviado para publicação
Dr. José Pedro Vieira
Agradecemos este valioso contributo.
.
Na Antiguidade as crianças eram olhadas como seres imperfeitos num estado de transição para a idade adulta e não tinham nenhum estatuto de protecção pela sociedade. Pelo contrário o abandono das crianças era frequente. As crianças doentes ou com defeitos congénitos eram abandonadas ou mesmo sacrificadas.
Na Idade Média as crianças não eram igualmente objecto de qualquer espécie de atenção ou protecção pela sociedade. A elevada mortalidade nestas épocas afectava grandemente as crianças e a mortalidade infantil rondava os 50%.
As crianças abandonadas por falecimento dos pais, por doença ou deformidade congénita, proveniência de uma relação ilegítima ou de prostituição ou simplesmente de famílias pobres e muito numerosas estiveram até ao século XVII sob a protecção da Igreja em geral em circunstâncias de asilo bastante precárias
A separação entre a Igreja e o Estado, a partir da Revolução Francesa, esteve na origem da criação das primeiras Instituições Públicas destinadas a acolher crianças abandonadas. Surgiu então pela primeira vez a necessidade de criar uma politica de saúde materno-infantil. Primordialmente esta politica não era ainda virada para a criança (como um individuo com entidade própria e com direitos) mas apenas significava o reconhecimento de que as epidemias e uma alta taxa de morbilidade e mortalidade constituíam um problema de saúde pública. A epidemiologia desta época assentava antes pelo contrário nos conceitos de que a fragilidade e a vulnerabilidade das crianças provenientes de um meio ambiente sem adequadas condições sanitárias e um meio familiar defeituoso nos princípios morais necessitava de uma intervenção educativa e de correcção desempenhada pelo Estado capaz de permitir uma evolução para um adulto responsável e integrado na sociedade.
Entre os séculos XIX e XX deu-se uma mudança significativa quanto a esta visão «sanitarista» ou «higienista», que ocorreu em paralelo com movimentos de contestação social e de exigências crescentes dos cidadãos. As pessoas em geral e mesmo a ideologia dominante passaram a considerar os males sociais como a resultante de condições de vida inadequadas e o Estado teria o dever de suprir as necessidades e garantir a observação dos direitos dos seus elementos mais desfavorecidos.
Na sua origem os Hospitais foram Instituições Religiosas, com fins caritativos, recolhendo os pobres, sem alojamento e os enfermos. A prática da Medicina nestes locais era também de natureza caritativa, embora tivesse um componente académico.
No século XIX foram criados os primeiros Hospitais Pediátricos com o propósito de retirar as crianças doentes de um ambiente promíscuo de coabitação com os adultos.
Embora os conceitos epidemiológicos de saúde materno-infantil venham do século XVIII a Pediatria como um ramo individualizado da Medicina só se estabeleceu mais tarde, nos finais do século XIX, em paralelo com a criação de Hospitais pediátricos.
Os Hospitais Pediátricos foram criados nos finais do século XIX em todas as grandes cidades do Mundo Ocidental e para além desta função social em muitos casos desempenharam um importante papel na aquisição de novos conhecimentos em Pediatria.
Os avanços da Medicina no século XX desencadearam, nas Sociedades industrializadas, um extraordinário declínio de todos os indicadores de mortalidade e um considerável prolongamento na expectativa de vida das pessoas.
Os gastos com os Sistemas de Saúde cresceram exponencialmente e os Hospitais Pediátricos são agora fortemente visados nas tentativas de conter esses custos porque são considerados como um dos elementos dos Sistemas de Saúde geradores de maiores gastos.
Por outro lado estes Hospitais, pelas características peculiares de serem locais de atendimento e de prestação de cuidados de Saúde exclusivamente destinados ás crianças, conquistaram uma posição de preferência junto dos cidadãos e deram contributos relevantes para a evolução da Pediatria.
O Hospital de Dona Estefânia data de 1877 e representa para a nossa História do século XIX uma experiência civilizacional e um reconhecimento precoce da necessidade de acompanhar a experiência e o pensamento dos países mais desenvolvidos.
A verdade é que nenhum País desenvolvido deu como terminada a sua experiência com Hospitais Pediátricos nem é evidente sequer que haja uma tendência para a sua extinção. A extinção do Hospital de Dona Estefânia, o único Hospital Pediátrico de Lisboa, representa uma verdadeira excepção no panorama das sociedades ocidentais e é um claro indicador da escassa consistência e da fragilidade do nosso desenvolvimento económico, cultural e, em geral, civilizacional.
Conseguirá o Hospital de Dona Estefânia resistir à ameaça de extinção???
Artigo enviado para publicação
Dr. José Pedro Vieira
Agradecemos este valioso contributo.
.
sexta-feira, 16 de Janeiro de 2009
Carta dos Médicos Ingleses aos Colegas Canadianos, um reflexo tardio do que o estão aqui a impor.Lá foram aguas passadas e ruinosas!

Mas por cá, apesar de atrasadas , e a más horas, iniciaram por destruir o Hospital Pediátrico de Lisboa .....
Recebemos a carta que abaixo transcrevemos na integra. Data de 2005 , e faz uma analise critica do que acontece( eu) no S.N.S na Inglaterra. Fala de interesses "estrangeiros". Quais ? Não nos esqueçamos que estávamos no auge da era do ultra liberalismo , responsável pela gravíssima recessão mundial que agora vivemos. O que dizem os Representantes dos Médicos Graduados Ingleses do lá passado desde há quase 20 anos, surge-nos com contornos idênticos do que só agora esta acontecer em Portugal ( e naquilo que nos interessa, estranhamente parece reflectir-se na integra o Plano Funcional do futuro HTS e que é responsável pela diluição e descaracterização sistematizada do único Hospital Pediátrico de Lisboa!)
Interessa assim indagar se a entidade entidade responsabilizada pelo actual plano funcional é estrangeira , e se sim , se naturalmente , desconhecedora da nossa realidade , porque alienou os médicos pediatras e profissionais de saúde portugueses arrogantemente prescindido da sua opinião.
Julgamos que como cidadãos, profissionais de saúde, eleitores, etc, temos o direito e dever de saber quem são os seus responsáveis em Portugal, quem os critérios de quem os contactou e contratou etc...etc....
Analise este texto fundamental feito de experiência, emita sua opinião , concorde , discorde e o divulgue !
(le français suit l'anglais)
OPEN LETTER TO THE CMA FROM BRITISH DOCTORS
=================================================
Dr. Ruth Collins-Nakai, MD
President-elect, Canadian Medical Association
c/o CMA Convention headquarters
Shaw Conference Centre, Salon 4
9797 Jasper Avenue
Edmonton AB T5J 1N9
Canada
BY FAX (780) 442-0728
(Original to follow by post)
Dear Dr. Collins-Nakai and colleagues,
We are writing this open letter to Canadian doctors as representatives from the Canadian medical profession gather at the general meeting of the Canadian Medical Association. We understand that delegates to the meeting will participate in a critical debate tomorrow about privatisation of public health care.
Those in favour of privatisation often point to Britain as an example of how the private sector can “save” public health care. We are writing, as British doctors, to share what we have learned firsthand about the dangers of private sector involvement in health care, in the hopes that our colleagues in Canada can learn from our country’s mistakes and reject private care and other market-style policies.
The British National Health Service (NHS), one of the earliest and most-studied publicly funded health systems in the world, has been under increasing threat from privatisation for some time.
Similar but more recent systems in other countries are now being subjected to the same pressures to privatise.
The NHS has suffered from decades of underfunding relative to other developed countries. As a result, despite its inherent efficiency (before the imposition of market-based policies, administrative costs were less than 6%), critics were able to point to long waiting lists and ageing hospitals.
To its credit, the current government has finally recognised the underlying problem and announced that spending will rise annually until it reaches the European average by 2008. Indeed, the annual health budget is already double that of 1997. So far so good. But although there have been some improvements, mainly in elective surgery, doctors and the public are puzzled that despite the extra funding there are still shortages in other parts of the service, with hospitals having to close beds and whole units to avoid financial deficit.
The answer to this puzzle is that much of the additional money is being diverted from its proper purpose – that is, providing front-line care – by the government’s other policies. Presented to the public as “modernisation,” these include payment by results, Private Finance Initiatives (PFI), competing providers, and the “patient choice” agenda.
Firstly, the money is going into private profit. Short-term improvements in easily counted and politically important areas like waiting lists are being achieved by expensive deals with the private
sector. These include not only using spare capacity in existing private facilities, but now the
establishment of “independent sector treatment centres” (ISTCs), often owned and staffed by foreign commercial concerns.
These ISTCs are offered long-term contracts with guaranteed income – at costs up to 40% higher than the NHS. They “cherry pick” the simple cases and have little responsibility for complications or followup. Their clinical governance arrangements are currently unclear and there are already concerns about the quality of care in ISTCs.
The removal of much elective surgery from the NHS is putting training in some specialities at risk.
Because fewer of the low-risk cases are being seen in NHS hospitals, young surgeons are no longer getting the training they need. In addition, the concentration on short-term episodic care is diverting attention and funds from the majority of patients, whose needs are for the longer-term management of chronic disease or disability.
The concept was initially “sold” as a short-term measure to tackle the backlog until the NHS was able to take on all its commitments but it is now clear that the government intends the growing private sector to remain and compete with the publicly provided NHS, frequently on an unfair basis.
The resulting “contestability” is seen by the government as producing a “creative discomfort” which will improve the service.
There is no evidence to support this assumption. There is, however, mounting evidence of the problems it is causing. Yet, the government has said that it is quite prepared to see units and even entire hospitals close under the new competitive regime.
We believe that you have already experienced PFI (known in Canada as P3s or public private partnerships) for hospital construction. This is another example of governments choosing quick, politically useful results without concern for the long-term consequences. Inevitably PFI hospitals are more expensive, as borrowing is at a higher rate and there has to be profit for the shareholders.
As a result, our first hospitals were too small. Now, although PFI hospitals must be at least as large as those they replace, many defects are appearing and the repayments – the first charge on the hospital’s budget – are causing financial problems. It is difficult to find anyone in the UK now prepared to support PFI except those in government and those set to profit from it.
Secondly, both financial resources and staff time are being wasted on the bureaucracy inherent in trying to run a competitive market system.
The Conservative government introduced “competition” in the early 1990s, and as a result
administrative costs doubled. The key feature was the splitting of the service into “purchasers” and “providers.” While in opposition, the Labour Party opposed the market and PFI. But after gaining power in 1997, they retained both PFI and the artificial separation in which one part of the service (the “purchaser”) has to buy services from the other (the “provider”) which markets and sells them.
This purchaser/provider split is the absolutely crucial factor.
Without it a market cannot operate, but with it, the service is wide open to privatisation, as we are now seeing.
The hospital service, split into separate semi-independent “Trusts” with boards of directors under the Conservatives, is now to be even more autonomous, as “Foundation Trusts” enter the market with the power to borrow money and sell assets. To repay money borrowed, they will need to attract patients from outside their normal area. As all hospitals are scheduled to become Foundations within the next few years, there will be a very unstable competitive situation with the government accepting that some hospitals may be forced to close. Foundation Trusts will no longer be responsible to Parliament but to an independent regulator – interestingly, exactly the system which governs our now-privatised railways, telephone, gas, electricity and water industries.
“Payment by results” means that every item of treatment will be marketed, sold and billed for. The public sector will find it hard to compete with the private sector on this basis as the latter does not have to provide expensive emergency and intensive care. The private sector is also not responsible for teaching and training, the costs of which have not been factored into the tariffs.
The government rhetoric is that we must have a diversity of providers, which it justifies as
promoting choice. But the public has demonstrated that its first priority is a good local hospital,
without the need to “shop around.” It is the system of local hospitals that is now in jeopardy.
This is indeed privatisation – in fact if not yet in name – although some have suggested that
commercialisation is a better description, as even those parts which remain in the public sector are being forced to act like commercial enterprises. These reforms are driven by ideology and there is as yet no evidence that a competitive market improves outcomes in health care.
There is much more we could say. It is important to insist that any new and controversial system is piloted and independently evaluated before, rather than after, its general introduction and that the longer-term effects are fully considered.
Beware the recurrent reorganisations which we have suffered over the years, which have damaged the morale of both clinicians and managers whilst totally bewildering patients and harming care. The most cost-effective system is the simplest – an organisation with a budget to provide services for the people of its area and democratically accountable to them.
In closing, do not be persuaded that any improvements in the NHS are due to the government reforms. The reality is that vastly increased expenditure has produced only modest results precisely because of privatisation and commercialisation’s negative effects.
We welcome any opportunity to further share our experiences and research with you, and hope this letter can initiate a meaningful dialogue and exchange about these critical issues.
Yours sincerely,
(Original signed by)
PETER FISHER
President
NHS Consultants’ Association
JACKY DAVIS
Consultant Radiologist
NHSCA Executive Committee
c.c. Editor, Canadian Medical Association Journal

.........................................
NATIONAL HEALTH SERVICE
CONSULTANTS' ASSOCIATION
Hill House
Banbury
Oxon. OX17 1QH
Tel. and Fax: 01295 750407
E-mail: nhsca@pop3.poptel.org.uk
Dre Ruth Collins-Nakai
Présidente élue, Association médicale canadienne
a/s Bureau de congrès de l’AMC
Centre des congrès Shaw, Salon 4
9797, avenue Jasper
Edmonton (Alberta) T5J 1N9
Canada
Par télécopieur : (780) 442-0728
(Original par la poste)
Le 15 août 2005
Docteure Collins-Nakai et collègues,
Nous écrivons cette lettre ouverte aux médecins canadiens au moment où les représentants de la profession médicale canadienne sont réunis à l’occasion de l’assemblée générale de l’Association
médicale canadienne. Selon ce que nous avons appris, les délégués à cette rencontre participeront demain à un débat extrêmement important sur la privatisation du système public des soins de santé.
Lorsqu’il est question de démontrer comment le secteur privé peut « sauver » le système public des soins de santé, les partisans de la privatisation citent souvent l’exemple de l’Angleterre. Nous sommes des médecins britanniques et nous vous écrivons aujourd’hui afin de partager ce que notre expérience directe nous a appris sur les dangers de la participation du secteur privé aux soins de santé. Notre espoir est que nos collègues du Canada seront en mesure d’apprendre des erreurs commises par notre pays et qu’ils rejetteront les soins de santé privés et autres politiques basées sur les lois du marché.
Le National Health Service d’Angleterre (Service national de la santé, NHS), un système public de soins de santé parmi les plus anciens et les plus étudiés est, depuis un certain temps, soumis à d’importantes menaces de privatisation. Dans d’autres pays, des systèmes similaires, quoique plus récents, sont aussi sujets à d’intenses pressions en faveur de la privatisation.
Depuis des décennies, le NHS souffre de sous-financement en comparaison aux autres pays
développés. En conséquence, malgré son efficacité reconnue (avant l’imposition de politiques basées sur les lois du marché, ses coûts administratifs étaient de moins de 6 %), ses détracteurs ont dénoncé ses longues listes d’attente et ses hôpitaux vieillissants.
Il faut constater que le gouvernement actuel a finalement reconnu le problème de base du système et a annoncé que le financement annuel sera majoré chaque année jusqu’en 2008, soit jusqu’à ce qu’il rejoigne la moyenne européenne. En effet, le budget de la santé a déjà doublé par rapport à son niveau de 1997. C’est un bon début. Même si la situation s’améliore, particulièrement dans le cas des interventions chirurgicales non urgentes, les médecins et le public ne comprennent pas pourquoi, malgré l’augmentation du financement, d’importantes lacunes demeurent dans d’autres secteurs de ce service. Ainsi, les hôpitaux sont forcés de fermer des lits et des services entiers pour éviter un déficit.
La solution est simple; la plus grande partie des nouveaux fonds investis est détournée de sa fonction
première – assurer les soins de première ligne – sous l’effet des autres politiques gouvernementales.
Présentées au public comme une « modernisation », ces politiques sont : le paiement en fonction des résultats, les Initiatives de financement privé (PFI), les soumissions en régime de concurrence et le programme du « choix du patient ».
D’abord, l’argent va aux profits du secteur privé. Des améliorations à court terme facilement mesurables et politiquement rentables dans des secteurs comme les listes d’attente sont obtenues grâce à des ententes dispendieuses avec le secteur privé. Ces ententes comprennent non seulement l’utilisation des ressources disponibles dans les établissements privés existants, mais elles vont maintenant jusqu’à la création d’Independent sector treatment centres (Centres de traitement indépendants, ISTC), qui souvent, sont des entreprises dont le personnel et la propriété dépendent d’intérêts étrangers.
Ces ISTC se voient offrir des contrats à long terme leur assurant un revenu garanti – à des coûts pouvant dépasser ceux du NHS de 40 %. Ces centres choisissent les cas les plus légers et n’assument aucune responsabilité pour ce qui est des complications et du suivi. Les ententes portant sur les politiques de gestion des services cliniques ne sont pas claires et des inquiétudes ont déjà été soulevées quant à la qualité des soins dispensés dans les ISTC.
La diminution du nombre d’interventions chirurgicales non urgentes dans le réseau du NHS fait en sorte que la formation est menacée dans certaines spécialités. Parce que les cas légers vus dans les hôpitaux du NHS ne cessent de diminuer, les jeunes chirurgiens n’ont plus accès à la formation dont ils ont besoin. De plus, la concentration des ressources sur les soins de courte durée résulte en un financement qui ne sert plus aux besoins de la majorité des patients, soit le traitement à long terme de maladies chroniques et de handicaps.
Le concept avait initialement été vendu comme une mesure à court terme destinée à rattraper l’accumulation de cas, le temps que le NHS soit en mesure de respecter l’ensemble de ses engagements. Mais il est maintenant clair que l’intention du gouvernement est que le secteur privé en croissance demeure en place et qu’il entre en concurrence avec le NHS, souvent sur des bases tout à fait inéquitables. La « contestabilité » qui en découle est perçue par le gouvernement comme étant une source « d’inconfort créatif » qui suscite l’amélioration des services. Aucune preuve n’existe en
soutien à cette théorie. Par contre, les problèmes entraînés par cette façon de faire sont de mieux en mieux documentés et les preuves ne cessent d’augmenter. Pourtant, le gouvernement a déclaré qu’il était prêt à faire face aux fermetures de services et même d’hôpitaux entiers qui pourraient être provoquées par ce nouveau régime de concurrence.
Nous croyons que vous avez déjà fait l’expérience des PFI (connus au Canada sous le nom de PPP
ou partenariats public-privé) pour la construction d’hôpitaux. Il s’agit d’un autre exemple de gouvernement qui choisit les retombées politiques rapides sans égard aux conséquences à long terme. Il est inévitable que le coût des hôpitaux PFI soit plus élevé car les coûts d’emprunt sont supérieurs à ceux du secteur public et que les actionnaires doivent toucher des profits. Résultat, nos premiers hôpitaux étaient trop petits. Maintenant, malgré le fait que les hôpitaux PFI doivent être aussi grands que ceux qu’ils remplacent, plusieurs défauts de construction font surface et le remboursement – l’élément le plus important des budgets des hôpitaux – cause des problèmes financiers. Au Royaume-Uni, il est devenu pratiquement impossible de trouver une seule personne qui soit en faveur des hôpitaux PFI, à l’exception des gens qui sont au gouvernement et des entrepreneurs qui sont à la recherche de profits. Ensuite, les ressources financières et le précieux temps du personnel sont perdus par la faute de la bureaucratie, nécessaire à la gestion de ce marché en régime de concurrence. Le gouvernement conservateur a introduit la concurrence au début des années 90, qui a eu pour effet le doublement des coûts administratifs. L’élément principal en était la division du service entre « acheteurs » et « fournisseurs ». Lorsqu’il était dans l’opposition, le parti Travailliste s’était opposé aux lois du marché et aux PFI. Mais suite à son élection en 1997, il a adopté le concept des PFI et celui de la séparation artificielle par laquelle une partie du service (l’acheteur) doit acheter des services à l’autre
(le fournisseur) qui met en marché et vend ces services. Cette division entre « acheteur » et
« fournisseur » constitue un élément absolument fondamental. Sans elle, le marché est incapable de fonctionner et grâce à elle, la porte est grande ouverte à la privatisation, comme nous le constatons maintenant.
Le service hospitalier qui, sous les conservateurs, a été divisé en fiducies semi-indépendantes avec conseils d’administration est maintenant appelé à devenir encore plus autonome, alors que des « Fondations de fiducies » possédant le pouvoir d’emprunter et de vendre des actifs feront leur entrée sur le marché. Pour rembourser l’argent, elles devront attirer des patients de l’extérieur de leur
secteur normal d’activités. Comme tous les hôpitaux doivent devenir des « fondations » au cours des cinq prochaines années, le régime de concurrence sera déstabilisé et le gouvernement devra accepter des fermetures d’hôpitaux. Les « Fondations de fiducies » ne seront plus responsables devant le parlement mais plutôt devant un organisme de contrôle indépendant. Il est très intéressant de constater qu’il s’agit exactement du même système qui aujourd’hui, régit les systèmes privatisés de train, de téléphone, de gaz, d’électricité et d’eau.
Le « paiement en fonction des résultats » signifie que tous les éléments d’un traitement seront mis en marché, vendus et facturés. Le secteur public aura beaucoup de difficultés à faire compétition au secteur privé dans ces conditions, parce que ce dernier n’a pas à assurer les services les plus dispendieux comme l’urgence et les soins intensifs. De plus, le secteur privé n’est pas responsable de l’enseignement et de la formation, deux éléments dont on ne tient pas compte dans la tarification.
La rhétorique gouvernementale est qu’il doit y avoir une diversification des fournisseurs au nom du droit au choix. Mais le public a amplement démontré que son premier choix est d’avoir un bon hôpital local et de ne pas avoir à « magasiner les services ». C’est le système des hôpitaux locaux dont l’existence est maintenant menacée.
Il s’agit effectivement de privatisation, même si son utilisation n’est pas encore commune. De fait, certaines personnes suggèrent que commercialisation serait une description plus juste, parce que même les éléments qui demeurent au sein du secteur public sont forcés d’agir comme des entreprises commerciales. Ces réformes sont menées strictement sur une base idéologique et il n’y a aucune preuve que le régime de concurrence améliore la prestation des soins de santé.
Nous pourrions vous parler de bien d’autres choses. Mais le plus important est d’insister que tout système, nouveau et controversé, soit essayé et évalué de façon indépendante avant – et non pas après – son implantation et que ses effets à long terme soient pris en considération.
Méfiez-vous des réorganisations récurrentes que nous avons connues au cours des dernières années; elles ont eu un effet dévastateur sur le moral des cliniciens et des gestionnaires, elles ont désorienté les patients et ont grandement détérioré les soins. Le système le plus efficace et le plus rentable est le plus simple – une organisation dotée d’un budget devant servir à dispenser des services aux gens de sa région et ayant le devoir démocratique de leur rendre des comptes.
En conclusion, ne vous laissez pas convaincre que les améliorations apportées au NHS sont dues aux réformes gouvernementales. La réalité est que l’augmentation énorme des dépenses n’a produit que des résultats modestes, précisément en raison des effets négatifs de la privatisation et de la commercialisation.
C’est avec plaisir que nous profiterons de toutes les occasions qui nous seront offertes de partager plus à fond notre expérience et nos recherches avec vous. Nous souhaitons que cette lettre aura pour effet de susciter un dialogue et un échange constructifs sur ces enjeux extrêmement importants.
Sincèrement,
(Original signé par)
PETER FISHER
Président
Association des consultants du NHS
JACKY DAVIS
Radiologue Consultante
Comité exécutif du NHSCA
C.C. Rédacteur en chef, Journal de l’Association médicale canadienne
..............................................
ASSOCIATION DES CONSULTANTS DU
SERVICE NATIONAL DE SANTÉ
Hill House
Banbury
Oxon. OX17 1QH
Téléphone et télécopieur : 01295 750407

Courriel : nhsca@pop3.poptel.org.uk
sábado, 10 de Janeiro de 2009
A população de Lisboa através dos seus representantes movimenta-se na Defesa do Hospital Pediatrico !
Trechos de uma Moção que nos foi enviada e circula por entre as Juntas de Freguesia de Lisboa e já aprovada por unanimidade na Ajuda e em Santo Estevão.
A SAÚDE É UM DIREITO NÃO É UM NEGÓCIO!
Considerando que o Governo, decidiu encerrar os Hospitais dos Capuchos, S. José, Desterro, Santa Marta e Dona Estefânia, que no seu conjunto têm 2.000 camas, substituindo-os por o Hospital de Todos os Santos a ser construído em Chelas e que irá ter somente 800 camas, agravando profundamente o acesso dos habitantes da nossa Cidade aos serviços de saúde de proximidade, pondo em risco, muitas vezes por isso, a vida de muitas pessoas;
Considerando que com esta medida, as populações de 18 Freguesias da Cidade Lisboa, que vai desde a Baixa, a Alfama, à Encosta do Castelo até ao Alto Pina, Penha de França e Graça, para ir a um Hospital, terão de se deslocar até à Freguesia de Marvila;
.........
Considerando que todas as pessoas moradoras nessas Freguesias que irão ser afectadas, principalmente as mais idosas, que normalmente têm muito baixos rendimentos, suportarão maiores despesas com a deslocação ao Hospital de Todos os Santos, contribuindo esta medida para criar ainda mais dificuldades a quem já muito as tem;
Considerando que o futuro encerramento do Hospital Dona Estefânia, considerado “O Berço da Pediatria Portuguesa”, está desde 1877, data da sua fundação, ao serviço da mulher e da criança, e que é um Hospital com Acreditação Internacional “Health Quality Service”, tem merecido uma forte contestação não só das classes profissionais ligadas à Saúde como também da população em geral, que já subscreveu uma petição com mais de 76.000 assinaturas;
Considerando que esta forte contestação popular prende-se com o facto de não se poder aceitar que seja encerrado o único Hospital Pediátrico especializado de Lisboa e de toda a zona Sul do País, sendo criado em sua substituição um serviço de Pediatria num espaço do Hospital de Todos os Santos, cuja construção foi projectada fisicamente para servir a população adulta;
Considerando que com o encerramento do Hospital Dona Estefânia, deixa de haver na Cidade de Lisboa um Hospital Pediátrico, o que contraria a evolução dos padrões da assistência à criança a nível dos Países Desenvolvidos e que com esta medida Portugal e a sua Capital passam a adoptar conceitos no que se refere à assistência à criança próprios do 3º Mundo;
1 – Rejeitar a forma como o Governo conduziu todo o Processo do possível encerramento dos Hospitais constantes nos considerandos desta Moção, que irão ainda tornar mais difícil o acesso às Unidades Hospitalares de Saúde à População de Lisboa;
2 – Opor-se ao encerramento do Hospital Dona Estefânia, por considerar que esta medida irá piorar os padrões de assistência à criança, actualmente existentes e que irá dar de Portugal e de Lisboa, a ideia da Capital de um País que está a regredir no que se refere aos modernos conceitos sanitários de assistência à criança de um País Desenvolvido;
...................
3 – Enviar esta Moção a todas as 18 Juntas de Freguesia cujas Populações são afectadas, à Câmara Municipal de Lisboa, à Assembleia Municipal de Lisboa, Primeiro Ministro, Ministra da Saúde, Presidente da Assembleia da República, todos os Grupos Parlamentares da Assembleia da República, Hospital Dona Estefânia, Plataforma de Defesa do Património do Hospital Dona Estefânia e Órgãos da Comunicação Social.
, 15 de Dezembro de 2008
Com os melhores cumprimentos,
A Presidente da
Assembleia de Freguesia de
M.I.H.L.F.
Este é o teor de outras moções que nos chegaram de forças partidarias distintas . Muito lhes agradecemos mas não as identificamos pois esta luta deverá envolver todos os cidadãos e forças partidarias.
A SAÚDE É UM DIREITO NÃO É UM NEGÓCIO!
Considerando que o Governo, decidiu encerrar os Hospitais dos Capuchos, S. José, Desterro, Santa Marta e Dona Estefânia, que no seu conjunto têm 2.000 camas, substituindo-os por o Hospital de Todos os Santos a ser construído em Chelas e que irá ter somente 800 camas, agravando profundamente o acesso dos habitantes da nossa Cidade aos serviços de saúde de proximidade, pondo em risco, muitas vezes por isso, a vida de muitas pessoas;
Considerando que com esta medida, as populações de 18 Freguesias da Cidade Lisboa, que vai desde a Baixa, a Alfama, à Encosta do Castelo até ao Alto Pina, Penha de França e Graça, para ir a um Hospital, terão de se deslocar até à Freguesia de Marvila;
.........
Considerando que todas as pessoas moradoras nessas Freguesias que irão ser afectadas, principalmente as mais idosas, que normalmente têm muito baixos rendimentos, suportarão maiores despesas com a deslocação ao Hospital de Todos os Santos, contribuindo esta medida para criar ainda mais dificuldades a quem já muito as tem;
Considerando que o futuro encerramento do Hospital Dona Estefânia, considerado “O Berço da Pediatria Portuguesa”, está desde 1877, data da sua fundação, ao serviço da mulher e da criança, e que é um Hospital com Acreditação Internacional “Health Quality Service”, tem merecido uma forte contestação não só das classes profissionais ligadas à Saúde como também da população em geral, que já subscreveu uma petição com mais de 76.000 assinaturas;
Considerando que esta forte contestação popular prende-se com o facto de não se poder aceitar que seja encerrado o único Hospital Pediátrico especializado de Lisboa e de toda a zona Sul do País, sendo criado em sua substituição um serviço de Pediatria num espaço do Hospital de Todos os Santos, cuja construção foi projectada fisicamente para servir a população adulta;
Considerando que com o encerramento do Hospital Dona Estefânia, deixa de haver na Cidade de Lisboa um Hospital Pediátrico, o que contraria a evolução dos padrões da assistência à criança a nível dos Países Desenvolvidos e que com esta medida Portugal e a sua Capital passam a adoptar conceitos no que se refere à assistência à criança próprios do 3º Mundo;
1 – Rejeitar a forma como o Governo conduziu todo o Processo do possível encerramento dos Hospitais constantes nos considerandos desta Moção, que irão ainda tornar mais difícil o acesso às Unidades Hospitalares de Saúde à População de Lisboa;
2 – Opor-se ao encerramento do Hospital Dona Estefânia, por considerar que esta medida irá piorar os padrões de assistência à criança, actualmente existentes e que irá dar de Portugal e de Lisboa, a ideia da Capital de um País que está a regredir no que se refere aos modernos conceitos sanitários de assistência à criança de um País Desenvolvido;
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3 – Enviar esta Moção a todas as 18 Juntas de Freguesia cujas Populações são afectadas, à Câmara Municipal de Lisboa, à Assembleia Municipal de Lisboa, Primeiro Ministro, Ministra da Saúde, Presidente da Assembleia da República, todos os Grupos Parlamentares da Assembleia da República, Hospital Dona Estefânia, Plataforma de Defesa do Património do Hospital Dona Estefânia e Órgãos da Comunicação Social.
, 15 de Dezembro de 2008
Com os melhores cumprimentos,
A Presidente da
Assembleia de Freguesia de
M.I.H.L.F.
Este é o teor de outras moções que nos chegaram de forças partidarias distintas . Muito lhes agradecemos mas não as identificamos pois esta luta deverá envolver todos os cidadãos e forças partidarias.
sexta-feira, 9 de Janeiro de 2009
Sobre o Concurso para o futuro Hospital de Todos os Santos - Ler com atenção ! Tudo igual à dantes! Planos alheios as palavras Criança e Pediatria !
ARTIGO I
"Hospital de Todos os Santos em concurso até início de Abril"
A apresentação do projecto do Hospital de Todos os Santos esteve a cargo de João Wemans, responsável pela Estrutura de Missão Parcerias.Saúde, e de Pedro Dias Alves, que preside à Comissão de Acompanhamento que está a preparar o dossier respeitante ao lançamento do concurso para esta nova unidade hospitalar.
Conforme salientou João Wemans, os elementos apresentados "estão ainda sujeitos à validação final pelos ministros das Finanças e da Saúde". Contudo, é certo que o "investimento total é de 450 milhões de euros, sendo o da construção superior a 200 milhões de euros".
O objectivo, "é obter um edifício de qualidade indiscutível, de referência, porque se for apenas razoável não cumprirá as metas", explicou, acrescentando que "o preço, esse sim, deverá ser razoável".
Prazos mais curtos para apreciação
O futuro Hospital de Todos os Santos é o primeiro da segunda fase das parcerias entre o Estado e o sector privado para a construção de unidades de saúde, a ser lançado a concurso público, o que deverá ocorrer, o mais tardar, no início do próximo mês de Abril. O segundo empreendimento, desta fase, a implementar será o Hospital Central do Algarve, estando o respectivo concurso agendado para Julho ou Agosto deste ano, anunciou João Wemans.
O processo dos concursos respeitantes às parcerias para a saúde "foi totalmente reformulado para esta segunda fase", procurando "corrigir os elevados custos de transacção e a excessiva complexidade e morosidade". Assim, explicou aquele responsável, a escolha dos concorrentes terá que ser feita num prazo máximo de seis meses, enquanto a duração global do processo concursal não poderá ultrapassar os 22 meses.
O novo modelo de contratação, referiu, "foi desenvolvido pelo Instituto Superior Técnico", sendo que a selecção dos estudos prévios das propostas será feita tendo por base os necessários requisitos de qualificação e um projecto preliminar de solução arquitectónica. Seguir-se-á uma nova fase de avaliação, da qual resultarão três concorrentes "que serão convidados, então, a desenvolver as suas propostas e, por fim, os dois melhores irão apresentar o chamado BAFO - Best and Final Offer, ou seja, a melhor oferta final".
Conforme destacou João Wemans, este novo modelo "permite libertar mais depressa os concorrentes que não são seleccionados, para que possam direccionar as suas sinergias para outros projectos".
Para Pedro Dias Alves, "só uma parceria muito eficiente pode reduzir os prazos e obter um produto final que seja uma referência, tal como se deseja".
Projecto com muitos desafios
O Hospital de Todos os Santos vai substituir cinco das actuais unidades que se situam no centro de Lisboa e ficará localizado num terreno com cerca de 14 ha, "no prolongamento da Avenida Estados Unidos da América, sensivelmente nas traseiras da Zona J de Chelas, pré-definido para uso hospitalar desde 1980", lembrou Pedro Dias Alves.
O primeiro desafio deste empreendimento é o facto dele ocupar "duas parcelas de terreno separadas por uma avenida", considerando que se prevêem "cerca de 150.000 m2 de área bruta de construção, sem parqueamento, e de mais de 200.000 m2, com o estacionamento".
Em matéria de engenharia de estruturas, e segundo este responsável, "são muitos os desafios que se colocam, como o pretendermos construir salas de operações com 80 m2 que não podem ter pilares ao meio, ou o termos de encontrar um local para o heliporto, que seja facilmente acessível às Urgências, sem prejudicar a acessibilidade deste serviço a partir de outros pontos". A estes desafios acrescem ainda os relacionados com os factos desta unidade ir ter "800 camas para internamento, de todos os quartos serem individuais, de integrar a vertente de ensino, de ser um hospital totalmente informatizado, com altos padrões de habitabilidade e conforto e um elevado grau de flexibilidade e adaptação futura", o que implica ponderar a evolução que a medicina terá e não apenas as alterações populacionais. Refira- -se que, em caso de catástrofe ou de epidemia, o hospital está preparado para albergar mais 200 camas.
De igual forma, "queremos minimizar o impacte ambiental durante todas as fases, desde a construção até ao final do período de exploração", acrescentou Pedro Dias Alves.
O contrato a celebrar respeita à gestão do edifício hospitalar (excluindo a clínica) "e envolve a concepção, o projecto, a construção, o equipamento hospitalar (não médico) e administrativo, o financiamento e a manutenção, incluindo os serviços de gestão energética e os utilities e o estacionamento".
O parceiro privado que vencer o concurso irá também assegurar a prestação dos chamados Serviços de Apoio, "como a alimentação, lavandaria, esterilização, limpeza, gestão de resíduos, serviços comerciais, segurança e controlo de infestação", entre outros.
No que respeita à gestão do edifício, Pedro Dias Alves referiu que o contrato tem um prazo de 30 anos, enquanto para os serviços de apoio é de dez anos, "três de construção e sete após a abertura do hospital".
A construção deverá ser feita em 36 meses, "sendo que os dois últimos meses referem-se à chamada fase de certificação e de instalação dos serviços transferidos dos outros hospitais".
Pagamentos
e correcção de preços
Já no que concerne à comparticipação financeira do Estado, Pedro Dias Alves referiu que esta se inicia "ao fim de três anos", ou seja, depois de terminada a construção e traduzir-se-á numa remuneração mensal de base, estabelecida de acordo com o edifício e os serviços prestados.
O contrato prevê também a possibilidade de se executarem correcções de preço decorrentes de variações de volume.
Exemplificando, Pedro Dias Alves referiu que "partimos do princípio que o hospital tem 800 camas e uma média de ocupação de 640 por dia", um número que terá oscilações e que "em Agosto poderá ser apenas de 500, mas já no pico do Inverno atingir as 800". No primeiro caso, "trata-se de um intervalo da ordem dos cinco por cento que não é sujeito a correcção porque é assumido como o risco natural, ao contrário do que sucederá se esse intervalo for de 15 por cento".
Já no que respeita ao prazo para apresentação das candidaturas iniciais, Pedro Dias Alves esclareceu que ele "dura dois meses e nelas incluem-se a documentação de candidatura e a proposta preliminar de solução arquitectónica", com a memória descritiva da organização dos serviços de apoio, "ou seja, pretendemos que o concorrente explique como propõe organizar estes serviços". A solução pretendida "refere-se sobretudo à funcionalidade e não a um projecto de especialidades, o que seria impossível num espaço de tempo tão curto".
Capacidade técnica é o principal requisito
Já a fase de "selecção das candidaturas tem um prazo de três meses e o principal critério de admissão é o dos concorrentes terem capacidade para executar uma obra que se pretende da maior qualidade", quer a nível técnico, quer financeiro. Para tal, "deverão ter executado um edifício de utilização pública nos últimos sete anos e registado capitais próprios de 25 milhões de euros nos últimos três anos", concretizou Pedro Dias Alves, acrescentando que o técnico responsável pelo projecto terá que ser licenciado em arquitectura "há pelo menos dez anos".
A fase de elaboração detalhada das propostas "tem um prazo de cinco meses e a sua selecção, para a qual o preço terá um peso de 35 por cento e a qualidade de 65 por cento, durará um máximo de três meses". Segue-se, então, um período de negociação com os três finalistas, do qual resultará "o BAFO, etapa durante a qual se acorda aquilo que nós consideramos que pode ser melhorado e em que o privado nos apresenta também melhores soluções". As propostas reformuladas serão, depois, sujeitas a uma última avaliação e "ao 21º mês teremos a proposta de adjudicação".
Pedro Dias Alves referiu ainda a possibilidade dos segundo e terceiro classificados poderem receber um prémio de compensação, embora diferenciado, "uma hipótese ainda em estudo, que a legislação já prevê mas que é pouco habitual ainda em Portugal". Contudo, "esta proposta terá que ser sujeita à aprovação da tutela".
Uma unidade funcional
O futuro Hospital de Todos os Santos vai ser construído numa zona de malha urbana não consolidada e classificada como de risco sísmico alto-médio.
O Hospital será constituído por 19 áreas funcionais, repartidas por quatro grupos distintos: assistencial, de suporte clínico, de apoio geral e de ensino e investigação.
Numa perspectiva alargada, o Programa Funcional do hospital destaca alguns aspectos aos quais deve ser dada particular atenção na elaboração da solução arquitectónica e do projecto. Entre eles, destaca-se a necessidade da arquitectura minimizar o impacte ambiental do empreendimento ao longo de todo o seu ciclo de vida, desde o início da construção, passando pela utilização até ao fim do ciclo de vida útil. Para tal, deverão ser utilizadas soluções ecológicas na construção e apostar nas fontes renováveis de energia, bem como na racionalização dos consumos durante a exploração.
O edifício deverá ser concebido para ser flexível, comportando as adaptações necessárias às oscilações da procura e às mudanças no modelo de cuidados. Segundo o Programa Funcional, as tendências apontam para uma diminuição das necessidades de internamento, enquanto se estima um aumento na assistência ambulatória, ou seja, consulta externa, hospital de dia e cirurgia de ambulatório. Deste modo, a flexibilidade deverá assentar num projecto modular e estandardizado dos espaços, considerando os processos e não os departamentos e seguindo um modelo de arquitectura no qual as áreas de previsível crescimento sejam projectadas como grandes zonas, divididas com separações modulares móveis.
Refira-se que o Programa Funcional foi elaborado de forma a garantir que o edifício projectado responda à procura esperada no ano 2025.
Objectivos de conforto e habitabilidade
Os níveis de habitabilidade e conforto são também objecto de particular atenção. O Programa destaca a necessidade de assegurar a existência, em todos os espaços, de luz directa ou de segunda luz, incluindo os quartos de internamento e de isolamento, os postos de cuidados críticos e de hospital de dia, os gabinetes de consulta, as áreas de trabalho de enfermagem e administrativas e as salas de espera.
Os acessos são outra vertente fundamental num edifício hospitalar, pelo que deverão ser criadas acessibilidades separadas para Entrada Geral, Consultas Externas, Urgências, Pessoal e Fornecedores. O mesmo princípio de separação deve ser aplicado nos percursos internos para os diferentes utilizadores do Hospital, dando especial atenção à acessibilidade e circulação de pessoas com restrições de mobilidade. Igualmente importante é a separação entre circuitos técnicos e de utentes, com a adequada disposição das cozinhas e das áreas de eliminação e tratamento de resíduos, entre outras.
Integrar o ensino
Os espaços assistenciais do Hospital de Todos os Santos foram dimensionados tendo em conta a valência de ensino e investigação: os gabinetes de consultas e as salas de operações, por exemplo, incluem um espaço suplementar para minimizar a interferência da presença dos alunos no acto clínico.
As actividades de ensino devem ser integradas no funcionamento do hospital, embora considerando que requerem condições de habitabilidade, segurança e conforto específicas, inserindo-se num ambiente físico próprio. A título indicativo, refira-se que o Hospital deverá ter uma afluência de 800 a 1.000 alunos por dia.
Ao nível dos espaços clínicos propriamente ditos, a concepção dos quartos deverá valorizar aspectos como o isolamento acústico e o facto do utente permanecer deitado uma grande parte do tempo, ganhando particular importância a arquitectura do desenho do tecto e da iluminação.
Já a concepção das diferentes unidades terá que considerar as especificidades inerentes ao fim a que se destinam. O Programa Funcional refere, por exemplo, que a Unidade de Psiquiatria deverá localizar-se no rés-do-chão e dispor de um acesso directo a um pátio ou a um jardim exterior. Os vidros serão todos de segurança e a abertura das janelas deve ser totalmente controlável e regulável.
As superfícies a utilizar nesta Unidade não deverão permitir a auto-lesão. Nas instalações sanitárias dos utentes, os duches terão que ser fixos.
Estacionamento diferenciado
Quanto ao estacionamento, o Programa Funcional considera um coeficiente viatura/ /cama de 2,5, situando-se numa zona próxima aos acessos e desenvolvendo-se, sempre que possível, uma ligação às áreas de acesso interno.
Preferencialmente, o parqueamento à superfície deverá ser reservado a ambulâncias e veículos de estacionamento temporário e devidamente autorizados. No que respeita às ambulâncias, será criada uma zona específica com capacidade para um mínimo de seis veículos em estadia permanente e uma zona de descarga protegida próxima da entrada da Urgência Geral. A concepção de circuitos diferenciados deverá evitar eventuais interferências de veículos particulares nas deslocações e manobras das ambulâncias.
Atenção especial às Urgências
As Urgências de Adultos deverão ocupar uma área com 2.430 m2 e existirão seis salas de espera, das quais uma pediátrica (os espaços de pediatria, embora transversais aos serviços, terão um tratamento específico).
O átrio de entrada das Urgências terá 200 m2 e deverá ser amplo e estar preparado com as instalações técnicas necessárias para situações de catástrofe ou epidemia. Para além dos espaços para os utentes, o serviço incluirá ainda uma área técnica (salas de tratamentos, exames e de observação intensiva, etc.), uma de logística (para macas e cadeiras de rodas, o armazém geral, entre outros), uma de pessoal (gabinetes de trabalho, salas de reuniões, quarto para o médico de serviço, etc.) e uma para familiares e visitas.
Não permitamos que interesses financeiros eventualmente bancários privem as crianças de Lisboa do seu Hospital Pediátrico !

Hipótese : Serão o "O plano funcional e o projecto arquitectónico" do futuro Hospital de Todos os Santos , feitos sob medida e em interesse de alguns ?!!!!!
Os responsáveis pelo plano funcional do Hospital de Todos os Santos, Os Engenheiros responsáveis pelo plano funcional e aprcerias, defendem um plano funcional encomendado à uma empresa multinacional, "Intersalus". Não sabemos da metodologia de sua escolha!
Que se saiba nenhum deles é médico, nenhum deles profissional de saúde e nomeadamente ligado a saúde infantil.
Um é arquitecto o outro igualmente gestor(este último antes do seu actual cargo exerceu funções no Amadora Sintra quando ainda em gestão privada).
Os princípios éticos definidos como orientadores no Plano de Saúde do S.N.S. referente a pediatria na Inglaterra ( ver artigo no Blog) são explícitos:
"As construções hospitalares devem ser concebidas para servir e se adaptar as necessidades das pessoas e populações e não para servir estruturas (por outras palavras :eventuais projectos comerciais lucrativos) "
Este principio não foi respeitado, pois caso sim este plano funcional teria nascido de uma interacção criadora entre a sociedade civil e médicos e os gabinetes de arquitectura proponentes.
Torna-se assim plausível a possibilidade de ter sido um plano funcional feito apenas a medida de interesses gestionarios e financeiros de que a criança é
Ou seja um projecto que contemple um edifício pediátrico individualizado , ( apesar de integrado no conjunto do Centro Hospitalar) .
Voltamos assim a alertar que o único projecto arquitectónico em concurso que interessa a Pediatria e crianças portuguesas, e que sabemos contemplar um edifício individualizado, estaria a ser desconsiderado.
FINALIZANDO :
INSTAMOS AOS CONCORRENTES QUE NO SEU PROJECTO CONTEMPLEM UMA TORRE PEDIATRICA ISOLADA DEVEM PUBLICITA-LO DE FORMA A QUE O APOIEMOS E AJUDEMOS A DEFENDE-LO.
FICARÍAMOS GRATOS SE JORNALISMO DE INVESTIGAÇÃO E OS GABINETES DE ARQUITECTURA CONCORRENTES QUE SE APRESENTAM AO PROJECTO ESTEJAM ATENTOS A EVENTUAIS IRREGULARIDADES PROCESSUAIS E QUE NOMEADAMENTE QUE INDICIEM QUE PROJECTO O CONSIDERADO COMO VENCEDOR RESULTASSE DE REGRAS PRÉ CONHECIDAS E CONCEBIDAS.
ALERTAMOS MAIS UMA VEZ PARA O RECONHECIDO RISCO SÍSMICO DO LOCAL DE IMPLANTAÇÃO DO HOSPITAL DE TODOS OS SANTOS EM CHELAS E ASSIM DE SER OBRIGATÓRIO QUE A AVALIAÇÃO DA SUA MINORAÇÃO NOS DIVERSOS PROJECTOS RESULTE DA APRECIAÇÃO DE ORGANISMOS OFICIAIS E PERSONALIDADES INDEPENDENTES A COMISSÃO DE ESCOLHA .
AGUARDAMOS QUE O MINISTÉRIO DA SAÚDE CONVIDE AS PERSONALIDADES REPRESENTATIVAS DA PEDIATRIA PORTUGUESA, ASSOCIAÇÕES DE PAIS E DE DEFESA DA CRIANÇA A PRONUNCIAR SOBRE OS PROJECTOS ARQUITECTÓNICOS CONCORRENTES, POIS É A NÓS QUE ELES DIZEM RESPEITO!
Conclusão :
Não pomos e nunca poríamos em causa o "Bom Nome" destes dois Senhores, mas a sua persistência em defenfender um Hospital Generalista, sem respeito integral pela especificidade da criança , com argumento de rentabilização máxima de quadros, espaços e equipamentos, indica que temos pontos de vista opostos. Se fala-lhes tão alto a rentabilização de espaços, sejam coerentes : comecem por aplica-lo na propria casa e cedam-na aos vizinhos nos momentos que a não utilizam! Aluguem os quartos dos vossos filhos quando ausentes , e se por excesso de procura durmam por turnos ou deles separados por biombos .
Em fim permitam utilização comunitária do vosso equipamento de alto valor acrescentado ( automóveis , casas de férias etc...)
Para quem não o saiba esta é a essência e filosofia que preside este "maravilhoso Plano Funcional" do futuro Hospital de Todos Santos, (só que provavelmente não será para os filhos e netos utilizarem , estes irão para algum Pais desenvolvido com Hospital Pediatrico dedicado)
Assiste-nos assim o direito, não só em nome da sã concorrência e transparência das leis do mercado, e defesa da correcta aplicação dos nossos impostos mas principalmente dos superiores interesses da crianças alertar aos Pais e Mães de Lisboa e Portugal para os interesses que pretenderiam desapossar os seus filhos do seu Hospital Pediátrico !
APOIA E DIVULGA O NOVO ABAIXO ASSINADO !
Nota : Agradecemos que se disponham de informações concretas que nos informem .
Vivemos em democracia e julgamos que as informações sobre os planos de saúde para as crianças portuguesas devem ser do conhecimento de todos!
Estranhamos a grande pressa em aprovar este projecto...Um projecto que nasce aparentemente desligado dos profissionais portugueses ligados a dedesa dos interesses da Criança e da Pediatria Portuguesa e nomeadamente de personalidades da antiga comissão médica que emitiram o seu parecer.
O curriculum especifico e competência dos autores do plano , pelo que sabemos das pesquisas na Net, atem-se a gestão , a finança e a construção civil.
As condicionantes do projecto como leem já estão pré - estabelecidas, de acordo, o antigo plano funcional que os profissionais do hospital criticaram , a Ministra e o Conselho de Gestão do Centro Hospitalar afirmaram publicamente ultrapassado e em reformulação!
"Hospital de Todos os Santos em concurso até início de Abril"
A apresentação do projecto do Hospital de Todos os Santos esteve a cargo de João Wemans, responsável pela Estrutura de Missão Parcerias.Saúde, e de Pedro Dias Alves, que preside à Comissão de Acompanhamento que está a preparar o dossier respeitante ao lançamento do concurso para esta nova unidade hospitalar.
Conforme salientou João Wemans, os elementos apresentados "estão ainda sujeitos à validação final pelos ministros das Finanças e da Saúde". Contudo, é certo que o "investimento total é de 450 milhões de euros, sendo o da construção superior a 200 milhões de euros".
O objectivo, "é obter um edifício de qualidade indiscutível, de referência, porque se for apenas razoável não cumprirá as metas", explicou, acrescentando que "o preço, esse sim, deverá ser razoável".
Prazos mais curtos para apreciação
O futuro Hospital de Todos os Santos é o primeiro da segunda fase das parcerias entre o Estado e o sector privado para a construção de unidades de saúde, a ser lançado a concurso público, o que deverá ocorrer, o mais tardar, no início do próximo mês de Abril. O segundo empreendimento, desta fase, a implementar será o Hospital Central do Algarve, estando o respectivo concurso agendado para Julho ou Agosto deste ano, anunciou João Wemans.
O processo dos concursos respeitantes às parcerias para a saúde "foi totalmente reformulado para esta segunda fase", procurando "corrigir os elevados custos de transacção e a excessiva complexidade e morosidade". Assim, explicou aquele responsável, a escolha dos concorrentes terá que ser feita num prazo máximo de seis meses, enquanto a duração global do processo concursal não poderá ultrapassar os 22 meses.
O novo modelo de contratação, referiu, "foi desenvolvido pelo Instituto Superior Técnico", sendo que a selecção dos estudos prévios das propostas será feita tendo por base os necessários requisitos de qualificação e um projecto preliminar de solução arquitectónica. Seguir-se-á uma nova fase de avaliação, da qual resultarão três concorrentes "que serão convidados, então, a desenvolver as suas propostas e, por fim, os dois melhores irão apresentar o chamado BAFO - Best and Final Offer, ou seja, a melhor oferta final".
Conforme destacou João Wemans, este novo modelo "permite libertar mais depressa os concorrentes que não são seleccionados, para que possam direccionar as suas sinergias para outros projectos".
Para Pedro Dias Alves, "só uma parceria muito eficiente pode reduzir os prazos e obter um produto final que seja uma referência, tal como se deseja".
Projecto com muitos desafios
O Hospital de Todos os Santos vai substituir cinco das actuais unidades que se situam no centro de Lisboa e ficará localizado num terreno com cerca de 14 ha, "no prolongamento da Avenida Estados Unidos da América, sensivelmente nas traseiras da Zona J de Chelas, pré-definido para uso hospitalar desde 1980", lembrou Pedro Dias Alves.
O primeiro desafio deste empreendimento é o facto dele ocupar "duas parcelas de terreno separadas por uma avenida", considerando que se prevêem "cerca de 150.000 m2 de área bruta de construção, sem parqueamento, e de mais de 200.000 m2, com o estacionamento".
Em matéria de engenharia de estruturas, e segundo este responsável, "são muitos os desafios que se colocam, como o pretendermos construir salas de operações com 80 m2 que não podem ter pilares ao meio, ou o termos de encontrar um local para o heliporto, que seja facilmente acessível às Urgências, sem prejudicar a acessibilidade deste serviço a partir de outros pontos". A estes desafios acrescem ainda os relacionados com os factos desta unidade ir ter "800 camas para internamento, de todos os quartos serem individuais, de integrar a vertente de ensino, de ser um hospital totalmente informatizado, com altos padrões de habitabilidade e conforto e um elevado grau de flexibilidade e adaptação futura", o que implica ponderar a evolução que a medicina terá e não apenas as alterações populacionais. Refira- -se que, em caso de catástrofe ou de epidemia, o hospital está preparado para albergar mais 200 camas.
De igual forma, "queremos minimizar o impacte ambiental durante todas as fases, desde a construção até ao final do período de exploração", acrescentou Pedro Dias Alves.
O contrato a celebrar respeita à gestão do edifício hospitalar (excluindo a clínica) "e envolve a concepção, o projecto, a construção, o equipamento hospitalar (não médico) e administrativo, o financiamento e a manutenção, incluindo os serviços de gestão energética e os utilities e o estacionamento".
O parceiro privado que vencer o concurso irá também assegurar a prestação dos chamados Serviços de Apoio, "como a alimentação, lavandaria, esterilização, limpeza, gestão de resíduos, serviços comerciais, segurança e controlo de infestação", entre outros.
No que respeita à gestão do edifício, Pedro Dias Alves referiu que o contrato tem um prazo de 30 anos, enquanto para os serviços de apoio é de dez anos, "três de construção e sete após a abertura do hospital".
A construção deverá ser feita em 36 meses, "sendo que os dois últimos meses referem-se à chamada fase de certificação e de instalação dos serviços transferidos dos outros hospitais".
Pagamentos
e correcção de preços
Já no que concerne à comparticipação financeira do Estado, Pedro Dias Alves referiu que esta se inicia "ao fim de três anos", ou seja, depois de terminada a construção e traduzir-se-á numa remuneração mensal de base, estabelecida de acordo com o edifício e os serviços prestados.
O contrato prevê também a possibilidade de se executarem correcções de preço decorrentes de variações de volume.
Exemplificando, Pedro Dias Alves referiu que "partimos do princípio que o hospital tem 800 camas e uma média de ocupação de 640 por dia", um número que terá oscilações e que "em Agosto poderá ser apenas de 500, mas já no pico do Inverno atingir as 800". No primeiro caso, "trata-se de um intervalo da ordem dos cinco por cento que não é sujeito a correcção porque é assumido como o risco natural, ao contrário do que sucederá se esse intervalo for de 15 por cento".
Já no que respeita ao prazo para apresentação das candidaturas iniciais, Pedro Dias Alves esclareceu que ele "dura dois meses e nelas incluem-se a documentação de candidatura e a proposta preliminar de solução arquitectónica", com a memória descritiva da organização dos serviços de apoio, "ou seja, pretendemos que o concorrente explique como propõe organizar estes serviços". A solução pretendida "refere-se sobretudo à funcionalidade e não a um projecto de especialidades, o que seria impossível num espaço de tempo tão curto".
Capacidade técnica é o principal requisito
Já a fase de "selecção das candidaturas tem um prazo de três meses e o principal critério de admissão é o dos concorrentes terem capacidade para executar uma obra que se pretende da maior qualidade", quer a nível técnico, quer financeiro. Para tal, "deverão ter executado um edifício de utilização pública nos últimos sete anos e registado capitais próprios de 25 milhões de euros nos últimos três anos", concretizou Pedro Dias Alves, acrescentando que o técnico responsável pelo projecto terá que ser licenciado em arquitectura "há pelo menos dez anos".
A fase de elaboração detalhada das propostas "tem um prazo de cinco meses e a sua selecção, para a qual o preço terá um peso de 35 por cento e a qualidade de 65 por cento, durará um máximo de três meses". Segue-se, então, um período de negociação com os três finalistas, do qual resultará "o BAFO, etapa durante a qual se acorda aquilo que nós consideramos que pode ser melhorado e em que o privado nos apresenta também melhores soluções". As propostas reformuladas serão, depois, sujeitas a uma última avaliação e "ao 21º mês teremos a proposta de adjudicação".
Pedro Dias Alves referiu ainda a possibilidade dos segundo e terceiro classificados poderem receber um prémio de compensação, embora diferenciado, "uma hipótese ainda em estudo, que a legislação já prevê mas que é pouco habitual ainda em Portugal". Contudo, "esta proposta terá que ser sujeita à aprovação da tutela".
Uma unidade funcional
O futuro Hospital de Todos os Santos vai ser construído numa zona de malha urbana não consolidada e classificada como de risco sísmico alto-médio.
O Hospital será constituído por 19 áreas funcionais, repartidas por quatro grupos distintos: assistencial, de suporte clínico, de apoio geral e de ensino e investigação.
Numa perspectiva alargada, o Programa Funcional do hospital destaca alguns aspectos aos quais deve ser dada particular atenção na elaboração da solução arquitectónica e do projecto. Entre eles, destaca-se a necessidade da arquitectura minimizar o impacte ambiental do empreendimento ao longo de todo o seu ciclo de vida, desde o início da construção, passando pela utilização até ao fim do ciclo de vida útil. Para tal, deverão ser utilizadas soluções ecológicas na construção e apostar nas fontes renováveis de energia, bem como na racionalização dos consumos durante a exploração.
O edifício deverá ser concebido para ser flexível, comportando as adaptações necessárias às oscilações da procura e às mudanças no modelo de cuidados. Segundo o Programa Funcional, as tendências apontam para uma diminuição das necessidades de internamento, enquanto se estima um aumento na assistência ambulatória, ou seja, consulta externa, hospital de dia e cirurgia de ambulatório. Deste modo, a flexibilidade deverá assentar num projecto modular e estandardizado dos espaços, considerando os processos e não os departamentos e seguindo um modelo de arquitectura no qual as áreas de previsível crescimento sejam projectadas como grandes zonas, divididas com separações modulares móveis.
Refira-se que o Programa Funcional foi elaborado de forma a garantir que o edifício projectado responda à procura esperada no ano 2025.
Objectivos de conforto e habitabilidade
Os níveis de habitabilidade e conforto são também objecto de particular atenção. O Programa destaca a necessidade de assegurar a existência, em todos os espaços, de luz directa ou de segunda luz, incluindo os quartos de internamento e de isolamento, os postos de cuidados críticos e de hospital de dia, os gabinetes de consulta, as áreas de trabalho de enfermagem e administrativas e as salas de espera.
Os acessos são outra vertente fundamental num edifício hospitalar, pelo que deverão ser criadas acessibilidades separadas para Entrada Geral, Consultas Externas, Urgências, Pessoal e Fornecedores. O mesmo princípio de separação deve ser aplicado nos percursos internos para os diferentes utilizadores do Hospital, dando especial atenção à acessibilidade e circulação de pessoas com restrições de mobilidade. Igualmente importante é a separação entre circuitos técnicos e de utentes, com a adequada disposição das cozinhas e das áreas de eliminação e tratamento de resíduos, entre outras.
Integrar o ensino
Os espaços assistenciais do Hospital de Todos os Santos foram dimensionados tendo em conta a valência de ensino e investigação: os gabinetes de consultas e as salas de operações, por exemplo, incluem um espaço suplementar para minimizar a interferência da presença dos alunos no acto clínico.
As actividades de ensino devem ser integradas no funcionamento do hospital, embora considerando que requerem condições de habitabilidade, segurança e conforto específicas, inserindo-se num ambiente físico próprio. A título indicativo, refira-se que o Hospital deverá ter uma afluência de 800 a 1.000 alunos por dia.
Ao nível dos espaços clínicos propriamente ditos, a concepção dos quartos deverá valorizar aspectos como o isolamento acústico e o facto do utente permanecer deitado uma grande parte do tempo, ganhando particular importância a arquitectura do desenho do tecto e da iluminação.
Já a concepção das diferentes unidades terá que considerar as especificidades inerentes ao fim a que se destinam. O Programa Funcional refere, por exemplo, que a Unidade de Psiquiatria deverá localizar-se no rés-do-chão e dispor de um acesso directo a um pátio ou a um jardim exterior. Os vidros serão todos de segurança e a abertura das janelas deve ser totalmente controlável e regulável.
As superfícies a utilizar nesta Unidade não deverão permitir a auto-lesão. Nas instalações sanitárias dos utentes, os duches terão que ser fixos.
Estacionamento diferenciado
Quanto ao estacionamento, o Programa Funcional considera um coeficiente viatura/ /cama de 2,5, situando-se numa zona próxima aos acessos e desenvolvendo-se, sempre que possível, uma ligação às áreas de acesso interno.
Preferencialmente, o parqueamento à superfície deverá ser reservado a ambulâncias e veículos de estacionamento temporário e devidamente autorizados. No que respeita às ambulâncias, será criada uma zona específica com capacidade para um mínimo de seis veículos em estadia permanente e uma zona de descarga protegida próxima da entrada da Urgência Geral. A concepção de circuitos diferenciados deverá evitar eventuais interferências de veículos particulares nas deslocações e manobras das ambulâncias.
Atenção especial às Urgências
As Urgências de Adultos deverão ocupar uma área com 2.430 m2 e existirão seis salas de espera, das quais uma pediátrica (os espaços de pediatria, embora transversais aos serviços, terão um tratamento específico).
O átrio de entrada das Urgências terá 200 m2 e deverá ser amplo e estar preparado com as instalações técnicas necessárias para situações de catástrofe ou epidemia. Para além dos espaços para os utentes, o serviço incluirá ainda uma área técnica (salas de tratamentos, exames e de observação intensiva, etc.), uma de logística (para macas e cadeiras de rodas, o armazém geral, entre outros), uma de pessoal (gabinetes de trabalho, salas de reuniões, quarto para o médico de serviço, etc.) e uma para familiares e visitas.
Não permitamos que interesses financeiros eventualmente bancários privem as crianças de Lisboa do seu Hospital Pediátrico !

Hipótese : Serão o "O plano funcional e o projecto arquitectónico" do futuro Hospital de Todos os Santos , feitos sob medida e em interesse de alguns ?!!!!!
Os responsáveis pelo plano funcional do Hospital de Todos os Santos, Os Engenheiros responsáveis pelo plano funcional e aprcerias, defendem um plano funcional encomendado à uma empresa multinacional, "Intersalus". Não sabemos da metodologia de sua escolha!
Que se saiba nenhum deles é médico, nenhum deles profissional de saúde e nomeadamente ligado a saúde infantil.
Um é arquitecto o outro igualmente gestor(este último antes do seu actual cargo exerceu funções no Amadora Sintra quando ainda em gestão privada).
Os princípios éticos definidos como orientadores no Plano de Saúde do S.N.S. referente a pediatria na Inglaterra ( ver artigo no Blog) são explícitos:
"As construções hospitalares devem ser concebidas para servir e se adaptar as necessidades das pessoas e populações e não para servir estruturas (por outras palavras :eventuais projectos comerciais lucrativos) "
Este principio não foi respeitado, pois caso sim este plano funcional teria nascido de uma interacção criadora entre a sociedade civil e médicos e os gabinetes de arquitectura proponentes.
Torna-se assim plausível a possibilidade de ter sido um plano funcional feito apenas a medida de interesses gestionarios e financeiros de que a criança é
Ou seja um projecto que contemple um edifício pediátrico individualizado , ( apesar de integrado no conjunto do Centro Hospitalar) .
Voltamos assim a alertar que o único projecto arquitectónico em concurso que interessa a Pediatria e crianças portuguesas, e que sabemos contemplar um edifício individualizado, estaria a ser desconsiderado.
FINALIZANDO :
INSTAMOS AOS CONCORRENTES QUE NO SEU PROJECTO CONTEMPLEM UMA TORRE PEDIATRICA ISOLADA DEVEM PUBLICITA-LO DE FORMA A QUE O APOIEMOS E AJUDEMOS A DEFENDE-LO.
FICARÍAMOS GRATOS SE JORNALISMO DE INVESTIGAÇÃO E OS GABINETES DE ARQUITECTURA CONCORRENTES QUE SE APRESENTAM AO PROJECTO ESTEJAM ATENTOS A EVENTUAIS IRREGULARIDADES PROCESSUAIS E QUE NOMEADAMENTE QUE INDICIEM QUE PROJECTO O CONSIDERADO COMO VENCEDOR RESULTASSE DE REGRAS PRÉ CONHECIDAS E CONCEBIDAS.
ALERTAMOS MAIS UMA VEZ PARA O RECONHECIDO RISCO SÍSMICO DO LOCAL DE IMPLANTAÇÃO DO HOSPITAL DE TODOS OS SANTOS EM CHELAS E ASSIM DE SER OBRIGATÓRIO QUE A AVALIAÇÃO DA SUA MINORAÇÃO NOS DIVERSOS PROJECTOS RESULTE DA APRECIAÇÃO DE ORGANISMOS OFICIAIS E PERSONALIDADES INDEPENDENTES A COMISSÃO DE ESCOLHA .
AGUARDAMOS QUE O MINISTÉRIO DA SAÚDE CONVIDE AS PERSONALIDADES REPRESENTATIVAS DA PEDIATRIA PORTUGUESA, ASSOCIAÇÕES DE PAIS E DE DEFESA DA CRIANÇA A PRONUNCIAR SOBRE OS PROJECTOS ARQUITECTÓNICOS CONCORRENTES, POIS É A NÓS QUE ELES DIZEM RESPEITO!
Conclusão :
Não pomos e nunca poríamos em causa o "Bom Nome" destes dois Senhores, mas a sua persistência em defenfender um Hospital Generalista, sem respeito integral pela especificidade da criança , com argumento de rentabilização máxima de quadros, espaços e equipamentos, indica que temos pontos de vista opostos. Se fala-lhes tão alto a rentabilização de espaços, sejam coerentes : comecem por aplica-lo na propria casa e cedam-na aos vizinhos nos momentos que a não utilizam! Aluguem os quartos dos vossos filhos quando ausentes , e se por excesso de procura durmam por turnos ou deles separados por biombos .
Em fim permitam utilização comunitária do vosso equipamento de alto valor acrescentado ( automóveis , casas de férias etc...)
Para quem não o saiba esta é a essência e filosofia que preside este "maravilhoso Plano Funcional" do futuro Hospital de Todos Santos, (só que provavelmente não será para os filhos e netos utilizarem , estes irão para algum Pais desenvolvido com Hospital Pediatrico dedicado)
Assiste-nos assim o direito, não só em nome da sã concorrência e transparência das leis do mercado, e defesa da correcta aplicação dos nossos impostos mas principalmente dos superiores interesses da crianças alertar aos Pais e Mães de Lisboa e Portugal para os interesses que pretenderiam desapossar os seus filhos do seu Hospital Pediátrico !
APOIA E DIVULGA O NOVO ABAIXO ASSINADO !
Nota : Agradecemos que se disponham de informações concretas que nos informem .
Vivemos em democracia e julgamos que as informações sobre os planos de saúde para as crianças portuguesas devem ser do conhecimento de todos!
Estranhamos a grande pressa em aprovar este projecto...Um projecto que nasce aparentemente desligado dos profissionais portugueses ligados a dedesa dos interesses da Criança e da Pediatria Portuguesa e nomeadamente de personalidades da antiga comissão médica que emitiram o seu parecer.
O curriculum especifico e competência dos autores do plano , pelo que sabemos das pesquisas na Net, atem-se a gestão , a finança e a construção civil.
As condicionantes do projecto como leem já estão pré - estabelecidas, de acordo, o antigo plano funcional que os profissionais do hospital criticaram , a Ministra e o Conselho de Gestão do Centro Hospitalar afirmaram publicamente ultrapassado e em reformulação!
Thomas Jefferson referiu-se a emissão da moeda e infelizmente estamos a comprova-lo. Indaga-se se esta lógica não se aplicará ao sector da saúde!

«Acredito que as instituições bancárias são mais perigosas para as nossas liberdades do que o levantamento de exércitos. Se o povo Americano alguma vez permitir que bancos privados controlem a emissão da sua moeda, primeiro pela inflação, e depois pela deflação, os bancos e as empresas que crescerão à roda dos bancos despojarão o povo de toda a propriedade até os seus filhos acordarem sem abrigo no continente que os seus pais conquistaram.»
Thomas Jefferson, 1802
Palavras insuspeitas e proféticas ! Partem de um defensor da democracia pluralista e da livre iniciativa !
As nossas duvidas tem todo o fundamento ! Se alcançarem destruir o Serviço Nacional de Saúde e nomeadamente o Hospital Pediátrico de Lisboa, e impor a sua lógica de seguros e serviços privados financiados pelo estado (a nossa banca não investe no sector produtivo e parece querer viver à sombra do estado e serviços, como já o assinalou criticamente o anterior Presidente da Republica Dr. Jorge Sampaio) para alem de descapitalizarem o estado de fundos tão necessários para outros fins, imporão um serviço de saúde exclusivamente baseado na lógica do lucro, e em que as crianças já estão a ser as primeiras vitimas!
A destruição do Hospital Pediátrico Publico, seria um exemplo desta lógica implacável. Diz-se da existência de planos para construção de um torre materno-infantil em um Hospital Privado . Construam a sua torre! Mas não impeçam que crianças de Lisboa e Portugal tenham o seu Hospital Pediátrico Publico!
Na saúde e em particular das nossas crianças , deve ser o interesse publico a regular o interesse privado e não o contrario
Divulga o novo Abaixo Assinado em defesa do Património Hospital de D. Estefânia e de um novo Hospital Pediátrico para Lisboa !
Assina : Pedro Paulo Machado Alves Mendes, em representação da Associação a "Arquinha", " E "Este o Faria".
quinta-feira, 27 de Novembro de 2008
Por um Novo Hospital Pediátrico para Lisboa Petition
FAVOR DAS CRIANÇAS DOENTES
- É UMA NOVA PETIÇÃO
DIRIGIDA À ASSEMBLEIA DE REPUBLICA E À CAMARA MUNICIPAL DE LISBOA
"Por um novo Hospital Pediátrico para Lisboa"
http://www.PetitionOnline.com/18772008
Leia o texto, assine e divulgue a contactos de e-mail, colegas e amigos.
Seja solidário com os mais pequenos que ainda não têm voz!
- Caros amigos que acreditam na criança como o maior património do nosso futuro colectivo
- Caros amigos que não aceitam que, com a extinção do Hospital de Dona Estefânia em 2012), as crianças deixem de ter o seu Hospital dedicado e passem a ser assistidas em conjunto com os adultos no futuro Hospital geral de Chelas (Hospital de Todos os Santos)
- Caros simpatizantes da causa de um novo Hospital Pediátrico de Lisboa
Por razões prioritariamente financeiras, as crianças de Lisboa e do Sul do Pais vão perder o seu Hospital Pediátrico (Hospital de Dona Estefânia) e ser encaminhadas para um sector integrado num Hospital geral a construir em Chelas.
Adultos e crianças doentes vão ai partilhar muitos espaços, salas de espera, gabinetes de técnicas e vários profissionais que tratarão indiscriminadamente idosos de longo idade e de seguida bébes de semanas e meses, por vezes muito prematuros.
Contra esta situação, quase 80.000 cidadãos assinaram uma primeira petição dirigida ao Sr Presidente da Républica e também entregue ao Ministério da Saúde. Apesar disso, os projectos continuaram inalterados.
Terão de ser os adultos de hoje a voz das crianças que ainda não nasceram, as que se encontram em gestação e as ainda de tenra idade que irão encontrar um hospital geral com adultos como local onde futuramente serão tratadas se sofrerem de doenças raras ou muito graves ou complexas.
Por favor, assine e divulgue esta petição da melhor forma que puder.
Tentemos mais uma vez sensibilizar os governantes e responsáveis, que felizmente vão inaugurar um novo Hospital Pediátrico para as crianças de Coimbra em 2009, para essa necessidade também em Lisboa.
Um minuto seu agora pode significar muito para as criança doentes de amanhã.
Agradecimentos da
Plataforma Cívica em Defesa do Património do Hospital de Dona Estefânia e de um Novo Hospital Pediátrico em Lisboa
Por um Novo Hospital Pediátrico para Lisboa Petition
- É UMA NOVA PETIÇÃO
DIRIGIDA À ASSEMBLEIA DE REPUBLICA E À CAMARA MUNICIPAL DE LISBOA
"Por um novo Hospital Pediátrico para Lisboa"
http://www.PetitionOnline.com/18772008
Leia o texto, assine e divulgue a contactos de e-mail, colegas e amigos.
Seja solidário com os mais pequenos que ainda não têm voz!
- Caros amigos que acreditam na criança como o maior património do nosso futuro colectivo
- Caros amigos que não aceitam que, com a extinção do Hospital de Dona Estefânia em 2012), as crianças deixem de ter o seu Hospital dedicado e passem a ser assistidas em conjunto com os adultos no futuro Hospital geral de Chelas (Hospital de Todos os Santos)
- Caros simpatizantes da causa de um novo Hospital Pediátrico de Lisboa
Por razões prioritariamente financeiras, as crianças de Lisboa e do Sul do Pais vão perder o seu Hospital Pediátrico (Hospital de Dona Estefânia) e ser encaminhadas para um sector integrado num Hospital geral a construir em Chelas.
Adultos e crianças doentes vão ai partilhar muitos espaços, salas de espera, gabinetes de técnicas e vários profissionais que tratarão indiscriminadamente idosos de longo idade e de seguida bébes de semanas e meses, por vezes muito prematuros.
Contra esta situação, quase 80.000 cidadãos assinaram uma primeira petição dirigida ao Sr Presidente da Républica e também entregue ao Ministério da Saúde. Apesar disso, os projectos continuaram inalterados.
Terão de ser os adultos de hoje a voz das crianças que ainda não nasceram, as que se encontram em gestação e as ainda de tenra idade que irão encontrar um hospital geral com adultos como local onde futuramente serão tratadas se sofrerem de doenças raras ou muito graves ou complexas.
Por favor, assine e divulgue esta petição da melhor forma que puder.
Tentemos mais uma vez sensibilizar os governantes e responsáveis, que felizmente vão inaugurar um novo Hospital Pediátrico para as crianças de Coimbra em 2009, para essa necessidade também em Lisboa.
Um minuto seu agora pode significar muito para as criança doentes de amanhã.
Agradecimentos da
Plataforma Cívica em Defesa do Património do Hospital de Dona Estefânia e de um Novo Hospital Pediátrico em Lisboa
Por um Novo Hospital Pediátrico para Lisboa Petition
domingo, 16 de Novembro de 2008
DIVULGA E COMPARECE DIA 27 DE NOVEMBRO ÀS 12 HORAS , FORUM EM DEFESA DOS HOSPITAIS PEDIATRICOS SALA DE CONFERÊNCIAS H.D.E.

FORUM EM DEFESA DOS
HOSPITAIS PEDIÁTRICOS
SALA de CONFERÊNCIAS - HOSPITAL DONA ESTEFÂNIA
27 Novembro 2008 - 12horas
Oradores: Porto, Coimbra, Lisboa
Debate:
- Lançamento do Movimento “Em defesa dos Hospitais Pediátricos”
- Lançamento de um novo Abaixo-Assinado, agora dirigido à Assembleia da República e à Câmara Municipal de Lisboa
“Os abaixo-assinados defendem a existência de um novo Hospital Pediátrico em Lisboa, moderno em conceitos e em tecnologia, orientado para os superiores interesses da Criança e do Adolescente (assim incluindo a Assistência, o Ensino e a Investigação), com total separação entre Crianças e Adultos doentes.
Ele deve possuir completa autonomia técnica, administrativa e financeira, muito embora com relações privilegiadas com outras estruturas próximas e diferenciadas do Serviço Nacional de Saúde, de que será exemplo o futuro Hospital de Todos os Santos, mas considera-se manifestamente inadequada para a condição da Criança, a Cidade e o País, a programada transformação do actual Hospital Pediátrico de Dona Estefânia num simples serviço de pediatria desse futuro hospital geral de adultos”.
ORGANIZAÇÃO: Plataforma Cívica (Ana Paula Soudo (Fisiatria); António Gentil Martins (Cirurgia Pediátrica); Carlos Azevedo (Capelania); Fátima Alves (Cirurgia Pediátrica); José Pedro Vieira (Neuropediatria); Mário Coelho (Pediatria Médica); Pedro Paulo Mendes (Radiologia); Teresa Rocha (Anestesia)
Contacto e-mail: estefania.boletim@gmail.com
domingo, 2 de Novembro de 2008
: A criação da Associação "A Arquinha" . Fabulação infantil ou realidade ?!!!!


Noticia de Ultima Hora : Constituição da Associação “ A Arquinha”
Imaginação infantil ou realidade ?
Recebemos informação de uma jornalista credenciada que escreve com o pseudonimo de Manu, reportagem sobre uma importante reunião que criou uma nova associação "Arquinha".
A Jornalista , Manu, convidada de honra para da cobertura jornalística a esta reunião, informou-nos ainda que Assembléia decorreu em clima de acalorada discussão mas em que dominou a cordialidade.
A escolha do nome decorreu de duas razões uma mítica outra em contraponto a dos adultos que defende o hospital com o nome de a “ A Arca de Noé” “ .
As duas associações são contudo absolutamente distintas e não se coo responsabilizam pelas diversas acções .
Reportagem da Assembleia constitutiva :
- Em intervenções emocionadas e indignadas justificou-se a criação da nova associação pela necessidade de concentrar esforços em acções imediatas pois chegaram informações seguras , de que novo plano funcional do HTS não contempla o Hospital Pediátrico de Lisboa e que podem estar a ganhar tempo em manobras de diversão.
- Devido a inexistência de resultados concretos do anterior abaixo assinado , a assembléia aprovou por unanimidade apoiar a divulgação de um novo agora endereçado diretamente a todos políticos e partidos com representação na A.R. , agradecendo que expliquem aos eleitores onde estava escrito nos seus programas eleitorais o proposito de destruição de D. Estefânia e ou Hospital Pediátrico de Lisboa e caso não e se em desacordo que exijam responsabilidades.
Foi criada uma comissão para colaborar no projecto e concretização das diversas iniciativas .
-Envidar-se-ão igualmente esforços na união de outras congêneres em defesa do H.Pediátrico.
- Apesar de divergências sobre as funções , constituição e forma de controlo foi decidida a criação do SIDHP ( Serviço de Informações em Defesa do Hospital Pediátrico) A função essencial deste departamento será a de defender a “ A Arquinha” ou os seus membros de qualquer ataque inesperado . Definiu-se que os “ fins não justificam os meios e que a principal forma de obter informações era a utilização do “ jogo das coincidências” .Todos os portugueses e lisboetas poderão participar independente de serem sócios. O jogo consiste em procurar na Net os nomes de todos os intervenientes no processo de construção do actual projecto do H.T.S., quem os Ministros da Saúde elogiaram nos seus discursos, encontrar coincidências nas suas relações e de eventuais interesses e vivências em comum e inclusive se foram alvo de processos judiciais em conjunto e quem custeou a sua defesa quando réus - Deliberou-se ainda o pacto de honra e silencio na protecção de todas as fontes que colaborem com a Arquinha e uma anistia a todos os que tenham colaborado com os destruidores do H. pediátrico mas que estejam sinceramente arrependidos contanto que não tivessem à ver com a ver com a familia dos " homens cinzentos que querem a todo o custo lucrar com a saúde das crianças e dizem que dissimuladamente estarão infiltrados nos organismos dos ministérios.

- Na seqüência da anterior decisão, refere-se uma interessante intervenção com o titulo “ Não há apenas carapaus com o rabo entre as pernas a brincar na praia, quando os tubarões atacam os "carapauzinhos de corrida " em alto mar“.
Informaram com convicção que estavam preparados para engolir os pequenos “pacotes de informação desde que autenticados SIDHP” e caso os tubarões atacassem os membros da Arquinha libertaram "tipo bombas de fragmentação retardada" e com disseminação a distancia.( uma espécie de Kamikazes de informação)
Apesar de aplausos decidiu-se “ Arquinha” só em ultimo caso e desespero de causa absoluto se ponderariam acções radicais deste tipo.
- Finalmente, a relações entre causa e efeito do que acontece em Portugal, ponderou-se a hipótese de enviar uma missão aos EUA, para informar-se junto ao Ex.mo Sr. Obama se pretendia continuar com o mesmo modelo de assistência materno-infantil ou se partilharia de alguma das opiniões de Michael Moore.
Apesar dos pressupostos verdadeiros esta moção foi rejeitada pela assembleia como ingênua pois o critério de alguns dos interessados no actual plano funcional não seria copiar o que há de bom , mas sim copiar ou rejeitar o que há de bom ou mal obedecendo ao criterio de "ganhar o maximo possivel nos novos hospitais ( e num pediatrico que dizem que estão já a construir) e diminuir todos gastos no S.N.S. para capitaliza-los em seu beneficio " mesmo que a custa da saúde das nossas crianças. Decidiu-se por via das duvidas dar-lhes o beneficio da duvida e mostrar em actos a todos que estavam enganados.

Nota do editor:
Felicitamos a criação da “Arquinha “
Agradecemos a Manu a cobertura jornalística desta importante reunião.
Aproveitamos para divulgar uma das mais importantes historias, desta corajosa jornalista ( quando da luta contra os homens cinzentos).divulgada no seu livro “ Manu a menina que sabia ouvir”. (e cujo enredo parece assemelhar-se ao do que estamos a presenciar.....)
A publicação desta reportagem vincula exclusivamente e individualmente Pedro Paulo Mendes ( Ao faze-lo defende a Liberdade de imprensa das crianças e o seu livre Direito Constitucional de Livre Associação e Opinião e e ainda por estar de acordo com a máxima ;
"Na resolução dos pequenos acontecimentos talvez encontremos a chave para a solução dos grandes "
sexta-feira, 17 de Outubro de 2008
Entregamos o Abaixo Assinado mas as manifestações de apoio continuam ! Aguardemos a publicação do " Novo Plano Funcional"
21/03/2002 - LISBOA
76674. Clarisse Maria Trindade Barradas Andrade Por FAVOR...! NÃO FECHEM ESTE HOSPITAL !!! A minha filha também ali esteve internada com um traumatismo craniano e foi especialmente muito bem tratada!!! Como é que é possível fechar um Hospital destes ???! Espero que único hospital de Lisboa que dá garantias às famílias no acompanhamento das suas crianças nunca feche porque o Bom Senso tem que Imperar.
Esta Instituição é fundamental pelos serviços que presta às crianças. É imperativo que Lisboa não perca o único hospital pediátrico que tem. Esta Instituição é fundamental pelos serviços que presta às crianças.
É Muito Importante que este hospital se mantenha a funcionar porque é um dos que tem um Excelente Serviço Boas Instituições deste PAÍS devem ser acarinhadas Lisboa não pode prescindir do único Hospital Pediatrico que tem. as crianças precisam deste hospital que tem características únicas. Tenho esperança que LISBOA não vai perder o precioso e único HOSPITAL PEDIÁTRICO.
76673. Maria Gida Lourenço 5332222 76672. Ana Lúcia Rachon Paulo 76671. Ana Lúcia Rachon Paulo 76670. Maria Eugénia Esteves 6040448
76669. Ana Salvado As
76668. José Francisco 76667. Santana Calisto 76666. Cremilda Teixeira...
A todos que tem apoiado e divulgado a Campanha, saudamos e informamos que foi anunciado em Boletim Informativo do Centro Hospitalar de 2 de Outubro a publicação de um Novo Plano Funcional.
Aguardemos; oxalá não se frustrem expectativas e que este plano não só justifique o seu adjectivo de " NOVO" como, ao contrário do antigo, contemple no futuro espaço do Hospital de Todos os Santos um Hospital Pediátrico Especializado e autónomo de acordo com o modelo do actual Hospital de D. Estefânia.
Aguardemos igualmente a oficialização, por escrito e em lei, de que espaço do actual Hospital continue pertença publica e exclusivamente dedicado à criança e à pediatria, de acordo com os fins para que foi doado.
Caso tal não aconteça não baixaremos os braços !
76674. Clarisse Maria Trindade Barradas Andrade Por FAVOR...! NÃO FECHEM ESTE HOSPITAL !!! A minha filha também ali esteve internada com um traumatismo craniano e foi especialmente muito bem tratada!!! Como é que é possível fechar um Hospital destes ???! Espero que único hospital de Lisboa que dá garantias às famílias no acompanhamento das suas crianças nunca feche porque o Bom Senso tem que Imperar.
Esta Instituição é fundamental pelos serviços que presta às crianças. É imperativo que Lisboa não perca o único hospital pediátrico que tem. Esta Instituição é fundamental pelos serviços que presta às crianças.
É Muito Importante que este hospital se mantenha a funcionar porque é um dos que tem um Excelente Serviço Boas Instituições deste PAÍS devem ser acarinhadas Lisboa não pode prescindir do único Hospital Pediatrico que tem. as crianças precisam deste hospital que tem características únicas. Tenho esperança que LISBOA não vai perder o precioso e único HOSPITAL PEDIÁTRICO.
76673. Maria Gida Lourenço 5332222 76672. Ana Lúcia Rachon Paulo 76671. Ana Lúcia Rachon Paulo 76670. Maria Eugénia Esteves 6040448
76669. Ana Salvado As
76668. José Francisco 76667. Santana Calisto 76666. Cremilda Teixeira...
A todos que tem apoiado e divulgado a Campanha, saudamos e informamos que foi anunciado em Boletim Informativo do Centro Hospitalar de 2 de Outubro a publicação de um Novo Plano Funcional.
Aguardemos; oxalá não se frustrem expectativas e que este plano não só justifique o seu adjectivo de " NOVO" como, ao contrário do antigo, contemple no futuro espaço do Hospital de Todos os Santos um Hospital Pediátrico Especializado e autónomo de acordo com o modelo do actual Hospital de D. Estefânia.
Aguardemos igualmente a oficialização, por escrito e em lei, de que espaço do actual Hospital continue pertença publica e exclusivamente dedicado à criança e à pediatria, de acordo com os fins para que foi doado.
Caso tal não aconteça não baixaremos os braços !
quinta-feira, 16 de Outubro de 2008
A razão dos Hospitais Pediatricos especializados e sua relação com os Hospitais Polivalentes na rede de cuidados terciarios em pediatria

Abaixo transcreve-se o apontamento do Site da "Sociedade Portuguesa de Pediatria" e que se reporta ao problema essencial :
Transcrição do texto :
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O Hospital de Dona Estefânia completa 131 anos no dia 17 de Julho de 2008
O processo de extinção do único Hospital Pediátrico de Lisboa e Sul do País tem levantado alguma polémica.
"Numa altura em que se discute o futuro da pediatria em Portugal, vale a pena reflectir sobre este caso em particular e sobre o papel dos hospitais pediátricos polivalentes em geral. Conheça a posição da Plataforma Cívica de defesa do Património do Hospital de Dona Estefânia e de um Novo Hospital Pediátrico para Lisboa". ( sublinhado nosso )
----------------------------------------------------------------------------------------------
Algumas considerações sobre tema proposto : "Vale a pena reflectir sobre este caso em particular e sobre o papel dos hospitais pediátricos polivalentes em geral"
A razão desta campanha, justifica-se para alem do pressuposto fundamental de que "as crianças têm direito a um espaço e ambiente adequados à sua especificidade", considerarmos que a existência de Hospitais Pediatricos Especializados são um factor de garantia na qualidade da formação e consequente reprodução de quadros profissionais especializados em pediatria necessarios nos diversos patamares assistenciais na rede de cuidados infantis e inclusive nos Hospitais Distritais . .
O facto de nos Hospitais Centrais polivalentes os equipamentos e especialidades serem participados em comum com os adultos limita a expectativa de desenvolvimento e aperfeiçoamento profissional pediátrico . Esta consideração não implica qualquer juízo sobre excelência dos seus profissionais e reporta-se as consequências e limitações organizativas do modelo polivalente.
Pensamos assim, que foi a concentração casuística de patologias complexas em hospitais terciários infantis que permitiu a acumulação de experiência para que a maioria seja tratada no nosso Pais e não no estrangeiro.
Foi no Hospital D. Estefânia que se desenvolveu a Cirurgia Pediatrica (e mais recentemente outras sub especializações), que veio a ser exercida noutros centros, de renome nacional e internacional.
Na mesma linha de pensamento os Hospitais pediatricos justificam-se pela necessidade de concentrar a casuística de todas as patologias que, pela morbilidade e efeitos na saúde pública, obriguem à criação de "Guide Lines" verticais, que assegurem cuidados adequados baseados nas redes de acompanhamento consistentes de casos referenciados após primeiras consultas ( nefrologia e nefro urologia são um exemplo vivo , na prevenção da doença renal cronica ou das suas complicações com consequências gravíssimas para a criança família e economia em erário publico como neste e noutros campos se faz no HDE)
Estes Centros, que concentraram o saber pediátrico, constituem também espaços de diálogo, formação continua e actualização, não só dos nossos profissionais, mas também dos congéneres de língua portuguesa, de que todos já são exemplo, mas de que sublinhámos Coimbra através da Tele medicina em colaboração com Hospital Pediátrico de Luanda.
Não tenhamos dúvidas que, se não assumirmos este papel, outros países em nosso desprestigio o farão.
Lembramos assim aos políticos que os laços culturais e económicos se concretizam muito mais na prática humanismo do que na retórica dos banquetes e que o capital dos Hospitais Pediatricos não pode ser desbaratado por razões conjecturais e interesses da parcerias privadas , que na sua visão puramente gestionaria e economicista não se apercebem que com a destruição deste equipamento de Serviço Publico comprometerá a sua própria viabilidade pois corta pela raiz a reprodução e desenvolvimento do saber médico pediatrico.
Finalizando, referimos ainda como valor acrescentado dos Hospitais pediatricos, o facto de serem :
- Pólos geradores de afecto transversal a todos os grupos e classes sociais que dele indistintamente usufruem
- Um factor de coesão e identidade nacional (assente em valores mais consistentes e menos perenes que o futebol )
- O estabelecimento de laços com países de língua portuguesa que perduraram no futuro.
- Prestígio e sinal de civilidade das cidades que os acarinham ( no caso Lisboa )
Esclarecemos que não temos uma perspectiva isolacionista relativamente aos Hospitais de Adultos pois, ao assumimos a necessária independência e autonomia do hospital pediátrico, compreendemos como imprescindível a colaboração inter pares, quer em todas as situações clínico assistenciais com implicação multi disciplinar quer na complementaridade da troca de saberes e formação especializada, aliada a alguma poupança em economia de escala.
Consideramos não coerentes as opiniões que hiper valorizam experiências pessoais em unidades em hospitais polivalentes centrais ou distritais contrapondo-as aos erros de gestão e opções passadas eventualmente graves do Hospital D. Estefânia, pois não são de todo equiparáveis níveis assistenciais completamente distintos e não se justifica com os erros de gestão estratégicos do passado ou insuficiências no presente a destruição de um modelo e de um conceito imprescindíveis na rede dos cuidados de saúde materno - infantil de qualquer país desenvolvido.
Assim, por validas que estas experiências tenham sido, não podemos esquecer que só foram possíveis devido á existência do conceito e modelo de Hospital Pediátrico e que contribuíram ou vieram a permitir a sua formação como profissionais destes hospitais.
- De outra forma o consideramos relativamente aos Hospitais Centrais Mono bloco da década de 1950 em que os Serviços de Pediatria perdem-se nas prioridades e especialidades dos adultos e cuja concepção arquitectónico e administrativa tem implícita uma visão mais tecnocrática e desumanizada do acto médico pediátrico que dependerá mais da circunstancia e esforço os profissionais dedicados a pediatria pois estão desprovidos do apoio de personalidade representativa administrativa autónoma.
Uma entre outras conclusões....
Do acima exposto julgamos licito concluir que : A luta do Hospital D. Estefânia pelo conceito de " Hospital Pediátrico especializado", de que é precursor, deve ser entendida como do interesse da Pediatria Portuguesa e não como um problema localizado e do exclusivo domínio dos profissionais daquela instituição centenária .
Uma Ideia ao ar ......
Indagamos se não seria mutuamente digno e licito ponderar se o espaço do actual HDE, que deverá continuar obrigatoriamente relacionado com a Pediatria, não poderia vir a ser local de uma das sedes da Sociedade em epigrafe, que ali se idealizou e nasceu .
Nota:
Artigo de opinião , subscrito por um dos membros da Plataforma que se pretende apenas dinamizador de outras opiniões mais fundamentadas que gostaríamos de ouvir e publicar.
domingo, 12 de Outubro de 2008
Valeu ( e valerá sempre....) a pena lutar pelo Hospital D. Estefânia
Valeu a pena lutar !
Sim ! Valeu e valerá a pena lutar pelo Património do Hospital D. Estefânia e por um novo Hospital Pediátrico para Lisboa .
Já decorrem quase 15 meses, desde o início de nossa luta contra o processo de desarticulação do Hospital de D. Estefânia! É inacreditável que isto possa acontecer com um hospital cujo valor singular é amplamente reconhecido pela sua dedicação secular aos cuidados médicos da infância além de suas contribuições passadas e actuais no desenvolvimento da pediatria portuguesa. Os resultados positivos de sua actuação na esfera dos cuidados médicos infantis, foram tacitamente ignorados. Ilação óbvia, ao constatarmos que tanto em Coimbra como no Porto, assume-se a necessidade de Hospitais Pediátricos dos quais este foi o precursor!
A táctica para implementação deste acto irracional , ditado por opções conjunturais e eventual especulação imobiliária , foi o da táctica da surpresa e do acto consumado. Dissolveram os órgãos executivos e consultivos , ignorou-se o parecer da Comissão Médica. ( ver Boletim Estefânia nº 1, publicado no Blogue), contrario a diluição do HDE no Centro Hospitalar. Em síntese menosprezaram o corpo profissional do hospital alienando-o de qualquer prerrogativa consultiva ou decisória real.. Figurativamente disseram "Calem-se!" O Hospital Pediátrico autónomo deixou de existir e queremos poucas conversas.
A reacção não se fez esperar....
Sentimos esta (in)evolução como um golpe seco no nosso animo. Mas nossa reacção não se fez esperar. Os sonhos belos são imprescindíveis, pois tem força anímica própria, e o sonho vivo e forte de D. Estefânia, materializado no Hospital Pediátrico , impeliu-nos a acção:
Criou-se um espaço de discussão na Internet ( Blogue de Defesa do Hospital de D. Estefânia, património da mãe e da criança). Neste espaço trouxemos a luz do dia as incongruências do antigo plano funcional previsto para o futuro H.T.S , plano que ignorava as opiniões do corpo clínico do hospital e que agora é publicamente reconhecido como falido e renegado pelas actuais chefias do C.H.
Surgiu na consciência a importância de quebrar o muro de silencio com que rodearam esta medida impopular e fazer chegar informação a população e aos outros órgãos de soberania. Tomou-se então a iniciativa de um abaixo assinado dirigido ao representante máximo da nação português. A divulgação foi limitada a Internet e alcançou 76.000 assinaturas, obra de todo o corpo profissional e amigos do Hospital que assumiram esta tarefa como sua!
Foi editado o Boletim Estefânia ( já está no 4º numero!) onde divulgamos nossas razões e iniciativas.
Procuramos alertar os órgãos de comunicação para esta problemática.
Divulgamos nossa luta por todos os partidos presentes na Assembleia da Republica e demais personalidades influentes.
Podemos dizer que devido nossa actuação conseguimos expressar nossas intervenções em discurso directo na Assembleia Municipal, fomos cordialmente recebidos e ouvidos pela nova Ministra da Saúde e finalmente pelo Presidente da Republica Portuguesa que nos ouviu com simpatia e aconselhou-nos .
. Assim com a entrega do Abaixo Assinado, encerrou-se um ciclo e retrospectivamente concluímos :
Valeu a pena lutar !
Algumas ilações e lições sobre a obrigação do exercício do direito de cidadania e neste caso particular a defesa do superior interesse da criança
Individualmente fomos colocados sobre duas solicitações ambivalentes mas só aparentemente de sinal contrario. Por um lado o limite sobre nossa expressão livre no local de trabalho, pela nossa obrigação institucional como funcionários públicos e por outro lado a obrigatoriedade de expressa-la imposta por nossa consciência e de utiliza-la na luta, denunciando a destruição do Hospital Pediátrico que considerávamos contra o interesse publico.
1- Esta dualidade deve ser assumida com dignidade sem atentar contra nossa consciência:
Respeitando as obrigações institucionais apesar de discordar de orientações somos obrigados a acata-las e implementa-las. Esta atitude passiva nunca deverá será entendida como um acto de capitulação. Decorre da necessidade de o funcionamento dos Serviços públicos estar preservado de situações de crise conjectural.
Assumir este imperativo não significa contudo, que sejamos sujeitos acríticos e subservientes. A nossa responsabilidade profissional , obriga que paralelamente ao cumprimento das orientações deveremos fazer chegar através canais institucionais a nossa opinião alternativa construtiva sobre medidas que nos pareçam lesivas ao interesse da criança ou ao eficaz funcionamento dos Serviços . Em síntese, só existe uma atitude digna: ao cumprir com as orientações que nos pareçam incorrectas não prescindir do direito de opinião fazendo-a chegar pelos canais institucionais. Esta atitude não implica que lutemos para que os antigos órgão de decisão e consultivos pediátricos sejam reactivados. É a ausência destes canais de comunicação e o atraso nas respostas dos novos interlocutores insensíveis a especificidade Pediátrica que condicionam desalento e frustração e a revolta de muitos profissionais. Este impasse devemos procurar superar criativamente. Assim, seguiremos obedecendo mas de cabeça erguida, responsavelmente criticando e não assumindo a menoridade que nos tentaram impor.
- A obrigação do pleno exercício de cidadania e obrigação de defesa do superior interesse da Criança .
Se a obrigação anterior limita parcialmente o direito de expressão, esta ao contrario nos obriga a exerce-la e desenvolve-la.
O nosso dever de cidadãos actuantes participantes de uma comunidade, obriga-nos , pela nossa consciência, condenar , uma acção contraria ao interesse publico e da nação. Devemos corajosamente manifesta-lo e divulga-lo. Devemos fazer chegar nossa critica construtiva aos órgãos de soberania, capazes de inquirir e ouvir os outros executivos, inteirando-os de nossas razões. Só assim não sentiremos a sensação incomoda da sombra interrogadora sobre nossas consciências, das expectativas frustradas em nós, em detrimento das futuras gerações. Sentimos que o abaixo assinado , o Blogue e agora o Boletim tem sido meios eficazes no exercício deste dever de cidadania. Poderia-se fazer uma leitura inversa e atribuir a nossas acções como um desejo de protagonismo caso a intenção seja minimizar os efeitos e consequências da adopção das medidas que tentam nos impor.
Cumpre salientar que ao encetarmos e divulgarmos nossa luta cada um de nós teve igualmente, um papel fundamental independente de nossas relações interpessoais de amizade ou trabalho.
Conclusão
Não nos sujeitamos aos que nos procuraram vencer através do medo ou indecisão.
Assumimos e lutamos para que nossas expectativas a respeito do Hospital Pediátrico de Lisboa: este não só deve continuar a existir mas ainda o queremos mais moderno e melhor! Lutaremos contra a alienação deste património doado a mãe e criança. Enfim procuraremos não nos escudamos na inacção imposta pela preguiça, covardia e outras justificações individuais! Valeu a pena lutar!
A plataforma que iniciou o movimento é plural e aberta a todos que queiram colaborar. Considera-se contudo que foi e será apenas uma parte deste processo e que individualmente ou com outras formas de organização que todos somos livres de criar ou aderir teremos obrigação de procurar levar a bom porto.
O H.D.E esta de parabéns ! Mas...... ainda não baixaremos os braços ! Novas fases , novos caminhos , eventos e participantes.
Sapere Aude ! ( Kant)
Texto de Opinião
Pedro Paulo Mendes
Sim ! Valeu e valerá a pena lutar pelo Património do Hospital D. Estefânia e por um novo Hospital Pediátrico para Lisboa .
Já decorrem quase 15 meses, desde o início de nossa luta contra o processo de desarticulação do Hospital de D. Estefânia! É inacreditável que isto possa acontecer com um hospital cujo valor singular é amplamente reconhecido pela sua dedicação secular aos cuidados médicos da infância além de suas contribuições passadas e actuais no desenvolvimento da pediatria portuguesa. Os resultados positivos de sua actuação na esfera dos cuidados médicos infantis, foram tacitamente ignorados. Ilação óbvia, ao constatarmos que tanto em Coimbra como no Porto, assume-se a necessidade de Hospitais Pediátricos dos quais este foi o precursor!
A táctica para implementação deste acto irracional , ditado por opções conjunturais e eventual especulação imobiliária , foi o da táctica da surpresa e do acto consumado. Dissolveram os órgãos executivos e consultivos , ignorou-se o parecer da Comissão Médica. ( ver Boletim Estefânia nº 1, publicado no Blogue), contrario a diluição do HDE no Centro Hospitalar. Em síntese menosprezaram o corpo profissional do hospital alienando-o de qualquer prerrogativa consultiva ou decisória real.. Figurativamente disseram "Calem-se!" O Hospital Pediátrico autónomo deixou de existir e queremos poucas conversas.
A reacção não se fez esperar....
Sentimos esta (in)evolução como um golpe seco no nosso animo. Mas nossa reacção não se fez esperar. Os sonhos belos são imprescindíveis, pois tem força anímica própria, e o sonho vivo e forte de D. Estefânia, materializado no Hospital Pediátrico , impeliu-nos a acção:
Criou-se um espaço de discussão na Internet ( Blogue de Defesa do Hospital de D. Estefânia, património da mãe e da criança). Neste espaço trouxemos a luz do dia as incongruências do antigo plano funcional previsto para o futuro H.T.S , plano que ignorava as opiniões do corpo clínico do hospital e que agora é publicamente reconhecido como falido e renegado pelas actuais chefias do C.H.
Surgiu na consciência a importância de quebrar o muro de silencio com que rodearam esta medida impopular e fazer chegar informação a população e aos outros órgãos de soberania. Tomou-se então a iniciativa de um abaixo assinado dirigido ao representante máximo da nação português. A divulgação foi limitada a Internet e alcançou 76.000 assinaturas, obra de todo o corpo profissional e amigos do Hospital que assumiram esta tarefa como sua!
Foi editado o Boletim Estefânia ( já está no 4º numero!) onde divulgamos nossas razões e iniciativas.
Procuramos alertar os órgãos de comunicação para esta problemática.
Divulgamos nossa luta por todos os partidos presentes na Assembleia da Republica e demais personalidades influentes.
Podemos dizer que devido nossa actuação conseguimos expressar nossas intervenções em discurso directo na Assembleia Municipal, fomos cordialmente recebidos e ouvidos pela nova Ministra da Saúde e finalmente pelo Presidente da Republica Portuguesa que nos ouviu com simpatia e aconselhou-nos .
. Assim com a entrega do Abaixo Assinado, encerrou-se um ciclo e retrospectivamente concluímos :
Valeu a pena lutar !
Algumas ilações e lições sobre a obrigação do exercício do direito de cidadania e neste caso particular a defesa do superior interesse da criança
Individualmente fomos colocados sobre duas solicitações ambivalentes mas só aparentemente de sinal contrario. Por um lado o limite sobre nossa expressão livre no local de trabalho, pela nossa obrigação institucional como funcionários públicos e por outro lado a obrigatoriedade de expressa-la imposta por nossa consciência e de utiliza-la na luta, denunciando a destruição do Hospital Pediátrico que considerávamos contra o interesse publico.
1- Esta dualidade deve ser assumida com dignidade sem atentar contra nossa consciência:
Respeitando as obrigações institucionais apesar de discordar de orientações somos obrigados a acata-las e implementa-las. Esta atitude passiva nunca deverá será entendida como um acto de capitulação. Decorre da necessidade de o funcionamento dos Serviços públicos estar preservado de situações de crise conjectural.
Assumir este imperativo não significa contudo, que sejamos sujeitos acríticos e subservientes. A nossa responsabilidade profissional , obriga que paralelamente ao cumprimento das orientações deveremos fazer chegar através canais institucionais a nossa opinião alternativa construtiva sobre medidas que nos pareçam lesivas ao interesse da criança ou ao eficaz funcionamento dos Serviços . Em síntese, só existe uma atitude digna: ao cumprir com as orientações que nos pareçam incorrectas não prescindir do direito de opinião fazendo-a chegar pelos canais institucionais. Esta atitude não implica que lutemos para que os antigos órgão de decisão e consultivos pediátricos sejam reactivados. É a ausência destes canais de comunicação e o atraso nas respostas dos novos interlocutores insensíveis a especificidade Pediátrica que condicionam desalento e frustração e a revolta de muitos profissionais. Este impasse devemos procurar superar criativamente. Assim, seguiremos obedecendo mas de cabeça erguida, responsavelmente criticando e não assumindo a menoridade que nos tentaram impor.
- A obrigação do pleno exercício de cidadania e obrigação de defesa do superior interesse da Criança .
Se a obrigação anterior limita parcialmente o direito de expressão, esta ao contrario nos obriga a exerce-la e desenvolve-la.
O nosso dever de cidadãos actuantes participantes de uma comunidade, obriga-nos , pela nossa consciência, condenar , uma acção contraria ao interesse publico e da nação. Devemos corajosamente manifesta-lo e divulga-lo. Devemos fazer chegar nossa critica construtiva aos órgãos de soberania, capazes de inquirir e ouvir os outros executivos, inteirando-os de nossas razões. Só assim não sentiremos a sensação incomoda da sombra interrogadora sobre nossas consciências, das expectativas frustradas em nós, em detrimento das futuras gerações. Sentimos que o abaixo assinado , o Blogue e agora o Boletim tem sido meios eficazes no exercício deste dever de cidadania. Poderia-se fazer uma leitura inversa e atribuir a nossas acções como um desejo de protagonismo caso a intenção seja minimizar os efeitos e consequências da adopção das medidas que tentam nos impor.
Cumpre salientar que ao encetarmos e divulgarmos nossa luta cada um de nós teve igualmente, um papel fundamental independente de nossas relações interpessoais de amizade ou trabalho.
Conclusão
Não nos sujeitamos aos que nos procuraram vencer através do medo ou indecisão.
Assumimos e lutamos para que nossas expectativas a respeito do Hospital Pediátrico de Lisboa: este não só deve continuar a existir mas ainda o queremos mais moderno e melhor! Lutaremos contra a alienação deste património doado a mãe e criança. Enfim procuraremos não nos escudamos na inacção imposta pela preguiça, covardia e outras justificações individuais! Valeu a pena lutar!
A plataforma que iniciou o movimento é plural e aberta a todos que queiram colaborar. Considera-se contudo que foi e será apenas uma parte deste processo e que individualmente ou com outras formas de organização que todos somos livres de criar ou aderir teremos obrigação de procurar levar a bom porto.
O H.D.E esta de parabéns ! Mas...... ainda não baixaremos os braços ! Novas fases , novos caminhos , eventos e participantes.
Sapere Aude ! ( Kant)
Texto de Opinião
Pedro Paulo Mendes
quinta-feira, 9 de Outubro de 2008
Uma primeira nota informativa sôbre a Audiência com a Presidência da Republica.

Outubro 2008 - 00h30 CORREIO DA MANHÃ
Presidente da República recebe plataforma cívica a favor da construção de hospital pediátrico
Cavaco escuta pediatras
O Presidente da República, Cavaco Silva, recebeu ontem o movimento Plataforma Cívica para escutar os argumentos em defesa da construção em Lisboa de um hospital especializado em Pediatria.
http://www.correiodamanha.pt/noticia.aspx?channelid=F48BA50A-0ED3-4315-AEFA-86EE9B1BEDFF&contentid=3EA63059-40C3-4653-90AE-56BF8AAB3A96( para ler noticia copiar o titulo acima e inscreve-lo no motor de busca )
Agradecemos o facto da Presidência da República ter recebido a Plataforma Cívica em representação de 76.000 portugueses.
Agradecemos a atenção e amabilidade e compreensão com que o Sr. Presidente ouviu os nossos pontos de vista.
Evitando os subjectivismos e interpretações emotivas que naturalmente afloram em assunto desta importância mas que não devem nem podem ter lugar em breve elaboraremos um resumo desta reunião.
A audiência com o Sr. Presidente da Republica Portuguesa foi amplamente noticiada .....
Resultados da pesquisa na Google da Audiência do Presidente Anibal Cavaco Silva a Plataforma de defesa do Hospital D. Estefânia :
"Cavaco Silva recebe Gentil Martins em Belém - 11 horas atrás
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7 Out 2008 ... Cavaco Silva recebe apoiantes de hospital pediátrico.
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5. PUBLICO.PT
7 Out 2008 ... Plataforma Cívica apresenta a Cavaco Silva "razões" a favor da construção de hospital pediátrico. 07.10.2008 - 14h28 Lusa ...
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7 Out 2008 ... Cavaco Silva recebe apoiantes de hospital pediátrico. O Presidente da República recebe hoje elementos de uma Plataforma que está contra a ...
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8. Renascença - Música e Informação Dia a Dia
7 Out 2008 ... Cavaco Silva recebe apoiantes de hospital pediátrico. O Presidente da República recebe hoje elementos de uma Plataforma que está contra a ...
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9. Visão - Últimas Notícias
Saúde: Plataforma Cívica apresenta a Cavaco Silva "razões" a favor da construção de hospital pediátrico. 2008-10-07 13:40:26 ...
aeiou.visao.pt/Pages/Lusa.aspx?News=200810078861152 - 9 horas atrás - Páginas Semelhantes
10. IOL Diário - Cavaco Silva inicia «outra fase»
Visita de Cavaco Silva ao Hospital D. Estefânia. O Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, indicou hoje que irá iniciar «uma outra fase» na sua acção ...
diario.iol.pt/noticia.html?id=668204&div_id=4071 - 35k - Em cache - Páginas Semelhantes"
Etc...
11. Plataforma Cívica apresenta a Cavaco Silva "razões" a favor da ...
quinta-feira, 2 de Outubro de 2008
Boletim Estefânia nº 4 . O Presidente da República recebe na 3ª Feira às 12 horas a Plataforma de Defesa do Hospital Pediatrico de Lisboa!

Texto integral do Boletim Estefânia nº 4
No dia 2 de Outubro, irá ser entregue na Presidência
da República a Petição Pública com mais de 76.000
assinaturas de cidadãos em defesa do Património do
Hospital de Dona Estefânia e de um Novo Hospital
Pediátrico para Lisboa.
Na sequência deste acto, às 12 horas do dia 7 de
Outubro, Sua Exª o Presidente da República
receberá a Plataforma Cívica que procurará
transmitir as suas preocupações sobre a delicada
situação de retrocesso em que o modelo programado
para o futuro Hospital de Todos os Santos coloca a
assistência pediátrica especializada de Lisboa e do
Sul do País.
No dia 15 de Julho, a “Plataforma em Defesa do
Hospital de Dona Estefânia e de um novo Hospital
Pediátrico para Lisboa” foi recebida pela Srª Ministra da
Saúde em resposta a um pedido de audiência. Estiveram
presentes, a Senhora Ministra, Dra. Ana Jorge e a sua
Chefe de Gabinete e, em representação da Plataforma,
Ana Soudo, António Gentil Martins, Fátima Alves e
Pedro Paulo Mendes. Os principais aspectos da reunião,
que decorreu num clima de cordialidade e diálogo aberto
e construtivo, resumem-se ao seguinte:
- A Srª Ministra foi informada da existência do abaixo
assinado com mais de 76.000 assinaturas, dirigido ao
Senhor Presidente da República, que defende a
preservação do património do Hospital Pediátrico Dona
Estefânia e um novo Hospital Pediátrico para Lisboa.
Por outro lado, recebeu o “Manifesto” da Plataforma
Cívica expressando as nossas preocupações quanto ao
futuro da assistência hospitalar pediátrica especializada,
tal como prevista no Plano Funcional conhecido para o
futuro Hospital de Todos os Santos
- Face às dúvidas e objecções apresentadas, a Srª
Ministra recordou que, ao assumir as suas funções, se
defrontou com um projecto em andamento, não o
conhecendo em pormenor, mas (o que já fizera, em
parte) defenderia o primado da assistência pediátrica em
ambiente próprio e com técnicas especializadas, salvo
excepções pontuais, se claramente justificadas.
- Esclareceu que o Plano funcional divulgado pelo
Conselho de Administração já não era válido e que tinha
detectado vários pontos com que discordava,
manifestando uma posição favorável “à maior
individualização possível” dos Serviços de Crianças em
relação aos de Adultos, nomeadamente referindo as
áreas de Queimados, Cuidados Intensivos, Medicina
Física e Reabilitação e Pedopsiquiatria.
- No sentido dessa “maior individualização” a
Plataforma manifestou o seu entendimento sobre a
imprescindibilidade de um edifico pediátrico autónomo
(Hospital Pediátrico) comunicando com o hospital de
adultos e a autonomia de gestão da área pediátrica que
sublinhou ser absolutamente indispensável à defesa dos
interesses da criança. A Plataforma insistiu na
necessidade da completa separação funcional e
arquitectónica, entre crianças e adultos.
- A Srª Ministra mostrou entender a necessidade de
existir um “Quadro Pediátrico próprio”, a todos os
níveis, em particular nas valências e técnicas mais
complexas e especializadas. Referiu a necessidade de ter
os meios técnicos apropriados e individualizados para
todas as sub-especialidades com massa crítica suficiente
para justificar e rentabilizar os investimentos. A
Plataforma insistiu que tal deveria ser considerado,
nomeadamente em relação ao Serviço de Radiologia e
técnicas de hemodiálise que a Sra. Ministra, de
momento, admite comuns a crianças e adultos.
Reunião da Plataforma Cívica
com a Srª Ministra da Saúde
Entrega da Petição em defesa
do Hospital Pediátrico de
Lisboa a Sua Excelência o
Presidente da República
2
- A Sra. Ministra afirmou que iria reexaminar em detalhe
o Plano funcional actual e, face às preocupações da
Plataforma, lembrou que os aspectos arquitectónicos
ainda estão por definir. Avançou que o menor número de
camas pediátricas previsto resultava da actual duração
dos internamentos no Hospital, que considerava longa, e
da aposta na Cirurgia Ambulatória.
- A Srª Ministra assegurou que estava salvaguardada a
preocupação da Plataforma sobre o actual edifício do
Hospital de D. Estefânia e terreno envolvente que nunca
serão alienados para negócios imobiliários, continuando
dedicados à causa da criança, havendo já contactos com
a Câmara Municipal de Lisboa nesse sentido.
- A Plataforma considera a reunião globalmente positiva,
pesem embora as discordâncias manifestadas e
indefinições existentes. Nestas condições, urge divulgar
um novo plano funcional que, desde inicio, esteja
acessível ao Corpo Clínico do Hospital de Dona
Estefânia, evitando o mal-estar e suspeições sobre a
aparente continuidade do Plano Funcional actualmente
conhecido e rejeitado por vários sectores técnicos e
políticos. Neste panorama, estranha-se que
Coordenadores/Directores de Serviço do Hospital de D.
Estefânia continuassem a ser abordados pelo Conselho
de Administração para opinar sobre aquisição de
equipamentos para o futuro Hospital de Todos os Santos
com base num plano funcional que, como se viu, está
desactualizado e ultrapassado.
- A Plataforma colocou-se ao dispor da Srª Ministra para
eventuais reuniões/esclarecimentos, só úteis após
divulgação do novo plano funcional ao Corpo Clínico do
Hospital de Dona Estefânia.
A Plataforma Cívica: Ana Soudo (Fisiatria), António Gentil
Martins (Cirurgia), Carlos Azevedo (Capelania), Fátima Alves
(Cirurgia), José Pedro Vieira (Neuro-Pediatria), Pedro Paulo Mendes
(Radiologia), Teresa Rocha (Anestesia)
Em 15 de Julho, a Plataforma Cívica interveio na Sessão
da Assembleia Municipal de Lisboa (AML) e, perante os
órgãos da CML e formações políticas representadas,
alertou para a desclassificação da cidade de Lisboa
quanto à assistência pediátrica especializada se, como
projectado, o Hospital de Todos os Santos-Chelas leve à
destruição do Hospital de Dona Estefânia sem criar um
novo Hospital Pediátrico em Lisboa. A Presidência da
AML enviou as nossas questões aos órgãos adequados
solicitando respostas que, igualmente, aguardamos.
Contacte-nos pelo e-mail: estefania.boletim@gmail.com
Ficha Técnica: Edição da Plataforma em Defesa do Património do Hospital de Dona Estefânia e de um
novo Hospital Pediátrico para Lisboa; Coordenador de edição: Mário Coelho; Formatação: Miguel Félix;
Distribuição gratuita em papel e via Internet
Opinião: “Que linda janela virada para o rio”
-Ainda a Reunião do Conselho de Administração
com os profissionais do Hospital (Junho 2008)
Nós, os menos esclarecidos, ficámos a saber, na reunião
promovida pelo Conselho de Administração (CA), que
os mais esclarecidos não sabem muito bem o que fazer...
Verificou-se existir uma confusão generalizada entre
“ambiente” e “espaço” e, sem nunca se esclarecer o que
é o “espaço” ou “ambiente” pediátrico, assim se
desenrolou uma reunião de mais de três horas falando
sobre este tema. Ficámos com a vaga ideia de que existe
uma preocupação sim, com o “espaço” e o “ambiente”
pediátrico e que ninguém quer misturar crianças com
adultos; mas, de acordo com o plano funcional do futuro
Hospital de Todos os Santos, em tudo o que são
especialidades “transversais”, aí, aparecem misturadas
as crianças e os adultos, numa promiscuidade
permanente e, para mim, condenável. Ficam assim o
“espaço” e “ambiente” pediátricos confinados aos
sanitários com 20 cm de altura, enorme preocupação
revelada no referido plano?
Na campanha promocional do Hospital de Todos os
Santos fala-se de História, mas da nossa história, de anos
de diferenciação, custeados pelos profissionais das
especialidades “transversais”, para conseguirmos uma
equipa dedicada exclusivamente à pediatria, ninguém
fala com o respeito que as crianças merecem.
O Departamento, ou Pólo, ou lá o que chama hoje em
dia o Hospital Dona Estefânia, tem técnicos com
formação pediátrica como nenhuma outra instituição
neste País e deveria estar orgulhoso disso e prestar, a
quem não tem, estes serviços, essa mais valia poderosa que
são técnicos com "olho pediátrico" capazes de avaliar, picar e
tratar crianças e bébés....à primeira e com gosto.
Nós, os menos esclarecidos, ficámos a saber pelos mais
esclarecidos que o “número de crianças está a diminuir
no País, que essas crianças são mais
saudáveis....portanto não precisam de tanto espaço...”
Oh! Sr. Dr Dirigente., olhe que os meninos são menos,
mas os que adoecem estão mesmo doentes, têm
síndromas complicados, muitos têm malformações e
doenças crónicas. Não há nenhuma enfermaria deste
hospital onde se entre que não se reconheça 2 ou 3 dos
doentes que lá estão! Resumindo:
- Existe um plano funcional para o futuro hospital mas
tudo o que tem a ver com o funcionamento são questões
de pormenor e ainda não estão pensadas.
- Não nos temos que preocupar porque o novo Hospital
vai ser o “Máximo” e tudo vai ser bonito....
Uma sugestão: quando abrirem concurso para o
fardamento do pessoal do “ambiente” ou “espaço”
pediátrico, introduzam uns ténis de “rodinhas”; é que vai
facilitar! Além disso, eu diria, dá “ambiente” pediátrico.
Ah! É verdade, o que mais gostei na vossa apresentação
virtual foi ... daquela linda janela virada para o rio.....
Xana MC – Terapeuta Ocupacional HDE
A Plataforma Cívica na Assembleia
Municipal de Lisboa
sábado, 27 de Setembro de 2008
domingo, 7 de Setembro de 2008
Coimbra lutou pelo seu Novo Hospital Pediatrico e merecidamente o terá ! E Lisboa ?

O mesmo Ministro que assinou o fim do Hospital Pediátrico de Lisboa, em Coimbra disponibilizou verbas para uma mais rápida finalização do Novo Hospital Pediátrico! Uma incongruência,um golpe ao coração da pediatria portuguesa que urge corrigir!
História em dois capítulos :
1 :A LUTA
No Euro de 2004, Manuel Correia membro da Comissão de acompanhamento do novo Hospital Pediatrico de Coimbra escrevia:
O HOSPITAL PEDIÁTRICO DE COIMBRA
Manuel Correia
"O novo Hospital Pediátrico é um imperativo de cidadania que a todos e a todas deve unir"
A situação vivida em torno da construção do novo Hospital Pediátrico de Coimbra configura um claro e triste exemplo do que é a incapacidade e incompetência dos sucessivos detentores do poder executivo, no sentido de estabelecerem hierarquias de prioridades que respondam, de facto, às reais necessidades e verdadeiros interesses colectivos.
A gravidade da situação não é de molde ao exercício da demagogia. Porém, fica-nos um profundo amargo de boca ao constatar o novo-riquismo e esbanjamento de recursos públicos em torno do Euro 2004. Triste espectáculo de insensibilidade e insanidade que levou à construção de mais estádios do que os necessários e a gastar dinheiro que não tínhamos, qualquer coisa como 1035 milhões.
Para gáudio de alguns milhares de adeptos mobilizaram-se vontades, asseguraram-se financiamentos, hipotecaram-se investimentos nas autarquias. De 15 em 15 dias acorrem as multidões rejubilando com as vitórias, entristecendo com as derrotas. A cidade e os cidadãos pouco ou nada ganharam.
Ao Hospital Pediátrico de Coimbra também, diariamente, acorrem multidões de crianças, famílias e equipas de profissionais dedicados e empenhados. Os primeiros chegam carregando a ansiedade, o receio e a esperança de vitória sobre a sorte adversa. Os segundos, sabem que os espera mais um difícil desafio, diariamente acumulam stress, carregando frustrações de promessas adiadas. Entram em campo e tudo esquecem, empenhando-se com energia e denodo procuram vencer os adversários mais resistentes de patologias e enfermidades várias. A crónica falta de condições físicas, materiais e humanas, não poucas vezes, dificulta-lhes o driblar da doença, impondo-lhe uma inexorável derrota. Todos os dias, crianças, famílias e profissionais saem ora rejubilando com as vitórias alcançadas, ora vergados pela tristeza da derrota pontual......
Estádio de futebol e Hospital Pediátrico são bem o espelho da nossa sociedade e da nossa cultura. A diferença de tratamento, a hierarquia de prioridades, a falta de vontade no desbloqueamento de situações, deixa-nos chocados, mas não imobilizados.
. Era e é um problema de saúde para a sua população. A cidade e a região devem unir-se mais uma vez e com redobrada energia para defender um projecto que não é apenas de Coimbra mas de toda uma região e do país. O novo Hospital Pediátrico é um imperativo de cidadania que a todos e todas deve unir.
JN - Manuel Correia, Membro da Comissão de Acompanhamento do Hospital Pediátrico de Coimbra #
2- A VITÓRIA DA RAZÃO EM COIMBRA E EM LISBOA UMA CONTRADIÇÃO INEXPLICAVEL QUE URGE DESFAZER
O mesmo Ministro Correia de Campos que assinou a diluição ( DESTRUIÇÃO) do Hospital Pediátrico D. Estefânia no Centro Hospitalar, antes de se demitir, em visita ao Hospital Pediátrico de Coimbra assumiu o compromisso explicito de abreviar a sua construção : (Artigo do J.N. )
-
"O Ministro da Saúde anunciou esta sexta-feira a antecipação em dez meses do prazo de conclusão do novo Hospital Pediátrico de Coimbra, que assim ficará pronto em Junho de 2009, noticia a agência Lusa.
Actualmente, a obra, cujo valor ascende a quase 45 milhões de euros, encontra-se executada em 34 por cento, mas hoje foi assumido publicamente um compromisso com o empreiteiro para encurtar os prazos, que estavam fixados em Maio de 2010.
«Há um duplo compromisso», declarou Correia de Campos durante a visita à obra, admitindo que a avaliação que irá ser feita sobre os benefícios e custos da antecipação apontem para «um equilíbrio, um resultado neutro».
Obra já teve vários atrasos
Confrontado com os atrasos que esta obra já teve, devido a imprevistos surgidos ao longo da execução dos trabalhos, nomeadamente com as linhas de água no subsolo, o governante salientou que o seu interesse «não é escarafunchar no passado», mas viabilizar o mais rápido possível um equipamento para as crianças da Região Centro.
Na opinião do ministro, é possível também, durante a obra, ir instalando os equipamentos, para que entre em funcionamento de imediato, ou pouco tempo depois. Os equipamentos para o novo Hospital Pediátrico de Coimbra estão orçados em 25 milhões de euros.
O mesmo assunto foi retomado por Correia de Campos na visita que efectuou ao actual Hospital Pediátrico de Coimbra, onde não chegou a realizar-se a anunciada ligação de telemedicina com Angola, que o iria pôr em contacto com o ministro da saúde angolano, devido a um problema técnico - uma ruptura num cabo óptico.
Correia de Campos referiu ser possível uma aquisição antecipada dos equipamentos para o novo hospital e exortou os presentes a colaborarem nesse processo, para acelerar a sua entrada em funcionamento.
163 camas para doentes
..........
«Não venho aqui assumir o compromisso, e que vocês fiquem de asa solta a fazer críticas» observou em relação ao novo hospital, que terá 163 camas para doentes, e uma área de construção de 90 mil metros quadrados.
O Hospital Pediátrico de Coimbra (HPC) e o Hospital Pediátrico David Bernardino, de Luanda, inauguraram no início de Novembro último uma consulta de telemedicina, que já permitiu avaliar os casos clínicos de 34 crianças em 8 sessões semanais
CONCLUSÃO:
Do acima exposto depreende-se que não existiu uma linha coerente de actuação relativamente aos cuidados Hospitalares de Saúde Terciários em Pediatria :
Lisboa a Capital do Pais ficaria destituída do Hospital Pediátrico mais antigo da Península Ibérica ao contrario de Coimbra e Porto que merecidamente e por esforço próprio terão os seus novos Hospitais Pediatricos.
Aguardamos assim com esperança do Novo Ministério uma declaração Publica de sinal contrário e que venha a desfazer este paradoxo inexplicavel que constitue um golpe no coração da Pediatria Portuguesa.
É obrigatório desde já reinstituir a autonomia e identidade Pediatrica dos orgãos de decisão do Hospital de D. Estefânia !
Apoia a Plataforma na luta por um Novo Hospital Pediátrico para Lisboa !
Nota: Artigos publicados e transcritos da Net. Omitimos alguns parágrafos alheios ao tema em discussão.
quinta-feira, 24 de Julho de 2008
INFORMAÇÃO DA REUNIÃO "PLATAFORMA" COM A SRA. MINISTRA DA SAÚDE
Reunião da “Plataforma” com a Sra. Ministra da Saúde
Em 15 de Julho de 2008
Este encontro decorreu em ambiente de grande cordialidade e disponibilidade, resultando num diálogo aberto e construtivo. Nela estiveram presentes a Senhora Ministra, Dra. Ana Jorge e a sua Chefe de Gabinete e, em representação da Plataforma, Ana Soudo, António Gentil Martins, Fátima Alves e Pedro Paulo Mendes.
A Sra Ministra foi informada da existência de um abaixo assinado com mais de 76.000 assinaturas, dirigido ao Senhor Presidente da República, sendo-lhe entregue o “Manifesto” da Plataforma, representando as preocupações quanto ao futuro da Assistência Hospitalar Pediátrica especializada, no previsto Hospital de Todos os Santos, face ao Plano Funcional oficialmente conhecido.
Face ás dúvidas e objeções apresentadas, a Sra. Ministra recordou que, ao assumir as suas funções, encontrou um projecto já em andamento, não o conhecendo em todos os pormenores, mas para o qual (o que já em parte fizera), defenderia o primado da assistência pediátrica em ambiente próprio e com técnicas especializadas, salvo raras excepções muito pontuais e devidamente justificadas.
Ficou desde logo a saber-se que o plano divulgado já não era válido e que a própria Sra. Ministra já tinha encontrado várias discordâncias, tendo uma posição favorável “à maior individualização possível” entre Serviços de Crianças e de Adultos, nomeadamente referindo as àreas de Cuidados Intensivos, Queimados, Medicina Física e Reabilitação e Pedo-Psiquiatria.
É no sentido desta “ maior individualização possível” que a Plataforma manifestou a sua clara preferência, não só por um edifício autónomo ( embora com fácil ligação ao Hospital de adultos ), como também por uma autonomia de Gestão da área Pediátrica, indispensável para uma mais completa defesa dos interesses da criança. A Plataforma insistiu pois na necessidade da existência de uma clara separação, não só funcional mas mesmo arquitetónica, entre crianças e adultos.
Mostrou entender a necessidade de existir um “Quadro Pediátrico próprio”, a todos os níveis, em particular nas valências e técnicas mais complexas e especializadas. Referiu nomeadamente a necessidade de ter os meios técnicos apropriados e individualizados para todas as sub-Especialidades com massa crítica suficiente para rentabilizar os investimentos. Isto poderá vir a ter de ser considerado, nomeadamente em relação ao Serviço de Radiologia, que a Sra. Ministra, neste momento, pensa comum ( bem como o de Hemodiálise ).
A Sra. Minstra afirmou que iria de novo examinar em detalhe o Plano funcional actualmente existente, face ás posições definidas pela Plataforma, lembrando que os aspectos arquitectónicos ainda estão por definir.
Comentou também que o menor número de camas previsto para as crianças resultava dos internamentos, que se consideravam excessivamente longos no Hospital de D. Estefânia,e da aposta na Cirurgia Ambulatória.
Finalmente assegurou que o actual edifício do Hospital de D. Estefânia e o seu terreno envolvente, nunca seriam alienados para negócios imobiliários, continuando dedicados á causa das crianças ( referindo mesmo contactos já havidos com a Câmara Municipal de Lisboa ).
Os Membros da Plataforma presentes na Reunião pensam que ela foi, globalmente, positiva, pesem embora as indefinições e discordâncias, ainda aparentemente existentes. Nestas condições considera-se que urge oficializar um novo plano funcional e que este deve ser de fácil e prévio livre acesso ao Corpo Clínico do Hospital, evitando os mal-entendidos que resultam de uma aparente continuidade do projecto actualmente conhecido ( dado que vários Coordenadores - Directores de Serviço do Hospital de D. Estefânia foram já chamados a pronunciar-se sobre a aquisição de equipamentos para o futuro Hospital de Todos os Santos ).
A Plataforma colocou-se incondicionalmente ao dispor da Sra. Ministra para novas Reuniões, só úteis após ser conhecido o novo plano funcional, supostamente, definitivo.
A Plataforma
Documento entregue à Sra. Ministra da Saúde:
"Construímos esta Plataforma Cívica porque:
Somos defensores:
- Do direito de Lisboa ( e do Sul do País) a ter um Hospital Pediátrico especializado, conceptual e tecnologicamente moderno e avançado, de acordo com os superiores interesses da criança, como vem sucedendo na esmagadora maioria das grandes cidades da Europa e da América do Norte, no espírito que levou à criação do Hospital de D.ª Estefânia por D.Pedro V e de acordo com os desejos de sua mulher, a raínha D.ª Estefânia, há cerca de 130 anos.
- Do direito das crianças a terem um espaço próprio, com ambiente hospitalar adequado, construído e organizado por forma a propiciar o respeito integral pelas suas particularidades, físicas e psicológicas. Isso implica a concentração de meios, a nível transversal e vertical, de todas as áreas de assistência e apoio necessárias à criança e ao adolescente (mas sem que transversalidade possa significar partilha com adultos, como por vezes sugere o plano do futuro Hospital de Todos os Santos).
- Que os planos para a saúde materno-infantil devem nortear-se por directrizes que contemplem não só o presente, mas sobretudo o futuro. E nesse aspecto também um Hospital Pediátrico é prioritário, num País que justifica, justa e realisticamente, promover a natalidade.
- Que o actual espaço ocupado pelo Hospital de D.ª Estefânia é património cultural e afectivo da criança, da cidade e mesmo do País, há 131 anos (sendo um dos mais antigos da Europa), e que a ela deve manter-se dedicado, mesmo se o hospital pediátrico que defendemos possa vir a concretizar-se noutro local, reconhecendo as vantagens que poderão advir da proximidade (mas objectiva separação)com um Hospital para adultos.
Discordamos:
- Que o Hospital de D.ª Estefânia possa eventualmente ser transformado em mais um Serviço de Pediatria Médico-Cirúrgica, agregado ao futuro Hospital de Todos os Santos, com a condição da criança afastada dos núcleos de decisão. Um abaixo-assinado, com mais de 76 000 assinaturas, vem certamente dar razão a esta discordância.
Consideramos:
- Que o Plano Funcional apresentado para o futuro Hospital de Todos os Santos é redutor, não só na essência, como nos conteúdos, devendo ser radicalmente alterado, como aliás os seus promotores terão já reconhecido. Pretendendo apresentar-se como um Hospital "de ponta" subverte a continuidade da personalização dos cuidados necessários, da doença aguda até aos cuidados de recuperação e convalescença, podendo assim lesar gravemente a relação afectiva entre Profissional de Saúde/Doente/ Família, já natural e inicialmente estabelecida.
- Que se desconhecem eventuais parcerias a negociar para o financiamento e manutenção funcional das novas estruturas e eventuais condicionamentos com efeitos negativos na Assistência Pediátrica, mas foi positiva a afirmação pública da Sr.ª Ministra da Saúde, de que o actual espaço do Hospital D.ª Estefânia se manterá ao serviço da criança.
- Que será sempre uma mais-valia importante, uma estreita colaboração e uma articulação efectiva e eficaz entre o novo Hospital Pediátrico (Hospital D.ª Estefânia) e o novo Hospital de Adultos (Todos os Santos) e até nada obsta a que existam áreas partilhadas, como Biblioteca, refeitório, etc, desde que sem prejuízo na autonomia do que é específico dos interesses da criança.
Concluíndo:
Os superiores interesse da criança e do adolescente impõem a existência, em Lisboa, de um Hospital Pediátrico Polivalente, conceptual e tecnologicamnete moderno, com verdadeira autonomia técnico-administrativa."
Os Promotores da Plataforma.
Em 15 de Julho de 2008
Este encontro decorreu em ambiente de grande cordialidade e disponibilidade, resultando num diálogo aberto e construtivo. Nela estiveram presentes a Senhora Ministra, Dra. Ana Jorge e a sua Chefe de Gabinete e, em representação da Plataforma, Ana Soudo, António Gentil Martins, Fátima Alves e Pedro Paulo Mendes.
A Sra Ministra foi informada da existência de um abaixo assinado com mais de 76.000 assinaturas, dirigido ao Senhor Presidente da República, sendo-lhe entregue o “Manifesto” da Plataforma, representando as preocupações quanto ao futuro da Assistência Hospitalar Pediátrica especializada, no previsto Hospital de Todos os Santos, face ao Plano Funcional oficialmente conhecido.
Face ás dúvidas e objeções apresentadas, a Sra. Ministra recordou que, ao assumir as suas funções, encontrou um projecto já em andamento, não o conhecendo em todos os pormenores, mas para o qual (o que já em parte fizera), defenderia o primado da assistência pediátrica em ambiente próprio e com técnicas especializadas, salvo raras excepções muito pontuais e devidamente justificadas.
Ficou desde logo a saber-se que o plano divulgado já não era válido e que a própria Sra. Ministra já tinha encontrado várias discordâncias, tendo uma posição favorável “à maior individualização possível” entre Serviços de Crianças e de Adultos, nomeadamente referindo as àreas de Cuidados Intensivos, Queimados, Medicina Física e Reabilitação e Pedo-Psiquiatria.
É no sentido desta “ maior individualização possível” que a Plataforma manifestou a sua clara preferência, não só por um edifício autónomo ( embora com fácil ligação ao Hospital de adultos ), como também por uma autonomia de Gestão da área Pediátrica, indispensável para uma mais completa defesa dos interesses da criança. A Plataforma insistiu pois na necessidade da existência de uma clara separação, não só funcional mas mesmo arquitetónica, entre crianças e adultos.
Mostrou entender a necessidade de existir um “Quadro Pediátrico próprio”, a todos os níveis, em particular nas valências e técnicas mais complexas e especializadas. Referiu nomeadamente a necessidade de ter os meios técnicos apropriados e individualizados para todas as sub-Especialidades com massa crítica suficiente para rentabilizar os investimentos. Isto poderá vir a ter de ser considerado, nomeadamente em relação ao Serviço de Radiologia, que a Sra. Ministra, neste momento, pensa comum ( bem como o de Hemodiálise ).
A Sra. Minstra afirmou que iria de novo examinar em detalhe o Plano funcional actualmente existente, face ás posições definidas pela Plataforma, lembrando que os aspectos arquitectónicos ainda estão por definir.
Comentou também que o menor número de camas previsto para as crianças resultava dos internamentos, que se consideravam excessivamente longos no Hospital de D. Estefânia,e da aposta na Cirurgia Ambulatória.
Finalmente assegurou que o actual edifício do Hospital de D. Estefânia e o seu terreno envolvente, nunca seriam alienados para negócios imobiliários, continuando dedicados á causa das crianças ( referindo mesmo contactos já havidos com a Câmara Municipal de Lisboa ).
Os Membros da Plataforma presentes na Reunião pensam que ela foi, globalmente, positiva, pesem embora as indefinições e discordâncias, ainda aparentemente existentes. Nestas condições considera-se que urge oficializar um novo plano funcional e que este deve ser de fácil e prévio livre acesso ao Corpo Clínico do Hospital, evitando os mal-entendidos que resultam de uma aparente continuidade do projecto actualmente conhecido ( dado que vários Coordenadores - Directores de Serviço do Hospital de D. Estefânia foram já chamados a pronunciar-se sobre a aquisição de equipamentos para o futuro Hospital de Todos os Santos ).
A Plataforma colocou-se incondicionalmente ao dispor da Sra. Ministra para novas Reuniões, só úteis após ser conhecido o novo plano funcional, supostamente, definitivo.
A Plataforma
Documento entregue à Sra. Ministra da Saúde:
"Construímos esta Plataforma Cívica porque:
Somos defensores:
- Do direito de Lisboa ( e do Sul do País) a ter um Hospital Pediátrico especializado, conceptual e tecnologicamente moderno e avançado, de acordo com os superiores interesses da criança, como vem sucedendo na esmagadora maioria das grandes cidades da Europa e da América do Norte, no espírito que levou à criação do Hospital de D.ª Estefânia por D.Pedro V e de acordo com os desejos de sua mulher, a raínha D.ª Estefânia, há cerca de 130 anos.
- Do direito das crianças a terem um espaço próprio, com ambiente hospitalar adequado, construído e organizado por forma a propiciar o respeito integral pelas suas particularidades, físicas e psicológicas. Isso implica a concentração de meios, a nível transversal e vertical, de todas as áreas de assistência e apoio necessárias à criança e ao adolescente (mas sem que transversalidade possa significar partilha com adultos, como por vezes sugere o plano do futuro Hospital de Todos os Santos).
- Que os planos para a saúde materno-infantil devem nortear-se por directrizes que contemplem não só o presente, mas sobretudo o futuro. E nesse aspecto também um Hospital Pediátrico é prioritário, num País que justifica, justa e realisticamente, promover a natalidade.
- Que o actual espaço ocupado pelo Hospital de D.ª Estefânia é património cultural e afectivo da criança, da cidade e mesmo do País, há 131 anos (sendo um dos mais antigos da Europa), e que a ela deve manter-se dedicado, mesmo se o hospital pediátrico que defendemos possa vir a concretizar-se noutro local, reconhecendo as vantagens que poderão advir da proximidade (mas objectiva separação)com um Hospital para adultos.
Discordamos:
- Que o Hospital de D.ª Estefânia possa eventualmente ser transformado em mais um Serviço de Pediatria Médico-Cirúrgica, agregado ao futuro Hospital de Todos os Santos, com a condição da criança afastada dos núcleos de decisão. Um abaixo-assinado, com mais de 76 000 assinaturas, vem certamente dar razão a esta discordância.
Consideramos:
- Que o Plano Funcional apresentado para o futuro Hospital de Todos os Santos é redutor, não só na essência, como nos conteúdos, devendo ser radicalmente alterado, como aliás os seus promotores terão já reconhecido. Pretendendo apresentar-se como um Hospital "de ponta" subverte a continuidade da personalização dos cuidados necessários, da doença aguda até aos cuidados de recuperação e convalescença, podendo assim lesar gravemente a relação afectiva entre Profissional de Saúde/Doente/ Família, já natural e inicialmente estabelecida.
- Que se desconhecem eventuais parcerias a negociar para o financiamento e manutenção funcional das novas estruturas e eventuais condicionamentos com efeitos negativos na Assistência Pediátrica, mas foi positiva a afirmação pública da Sr.ª Ministra da Saúde, de que o actual espaço do Hospital D.ª Estefânia se manterá ao serviço da criança.
- Que será sempre uma mais-valia importante, uma estreita colaboração e uma articulação efectiva e eficaz entre o novo Hospital Pediátrico (Hospital D.ª Estefânia) e o novo Hospital de Adultos (Todos os Santos) e até nada obsta a que existam áreas partilhadas, como Biblioteca, refeitório, etc, desde que sem prejuízo na autonomia do que é específico dos interesses da criança.
Concluíndo:
Os superiores interesse da criança e do adolescente impõem a existência, em Lisboa, de um Hospital Pediátrico Polivalente, conceptual e tecnologicamnete moderno, com verdadeira autonomia técnico-administrativa."
Os Promotores da Plataforma.
quinta-feira, 17 de Julho de 2008
Boletim nº3 - 131 Anos - Comemorar o Aniversario e Defender o Hospital Pediátrico !

Meu caro Hospital (Carta aberta)
A 17 de Julho de 2008 completas 131 anos de assistência às crianças doentes de Lisboa e do País e a
milhares de bebés que ajudaste a nascer. Seria justo motivo de comemoração mais de um século de
relevantes serviços ao País como “Hospital das crianças de Lisboa” e de símbolo de confiança para muitas
gerações de portugueses que te têm como referência de qualidade no cuidados à criança e à grávida e de modelo
de ambiente pediátrico.
Mas se, no actual processo da tua extinção e para glória do tratamento das crianças nas unidades de adultos do
futuro Hospital de Todos os Santos, te amputaram dos órgãos próprios de gestão e agora
aguardas na fila dos adjuntos do Centro Hospitalar de Lisboa-Centro por orientações nos cuidados à criança,
te retiraram autonomia de decidir sobre a forma de cuidar das crianças e já são agora os especialistas de
adultos que têm a última palavra, te desvalorizaram comissões de apoio e controlo técnico do hospital pediátrico e as aboliram ou subordinaram a comissões de adultos, te extinguiram os órgãos de opinião médica,
te destruíram a hierarquia técnica abolindo os Directores dos Serviços clínicos, transformando-os em
“Coordenadores” como se as equipas médicas fossem meras repartições administrativas,
te nomearam directores de serviços de adultos de outros hospitais (que a maioria dos nossos profissionais
não conhece nem sabe onde se encontram) como teus novos directores em quem, naturalmente, se deveria
confiar como vozes experientes e conhecedoras nas decisões médicas sobre doentes pediátricos complexos,
e agora, te vigiam serviços de perfil pediátrico com recurso a delegados disciplinadores vindos do exterior,
te enxotam os dadores benévolos de sangue e extinguem serviços que adquiriram acreditações
internacionais especificas de qualidade pelos seus elevadíssimos padrões de tratamento de crianças e
grávidas, passando a depender de hospitais de adultos sem qualquer acreditação, te mantêm a maternidade na indefinição e os seus profissionais expostos ao despojo por parte de serviços de outras instituições, te colocam em retrocesso evolutivo os profissionais diferenciados, que voltarão a tratar também de adultos e idosos doentes após muitos anos de investimento pessoal e treino técnico especializado na patologia da criança, então, desventurado Hospital de Dona Estefânia, apenas
exorto a Rainha Dona Estefânia pelo seu exemplo, os milhares de médicos, enfermeiros, técnicos, educadores,
administrativos, auxiliares e benfeitores que ao longo dos teus 131 anos ajudaram a criar e desenvolver o que
ainda hoje és e ... sinceramente, este ano não vejo que velas te irão apagar, nem tenho coragem de te iludir com
uma canção de parabéns.
Talvez para o ano!?
PS: quis enviar-te esta carta pessoal, mas como já não tens endereço nem órgãos próprios que te representem, optei por uma
“carta aberta”, esperando que a possas receber algures. Mário Coelho – Pediatra
“A coisa pior não é não ter conseguido; é nunca sequer ter tentado”
Há mais de 130 anos que aplica e desenvolve um modelo assistencial e de cuidados em ambiente
pediátrico próprio que sempre o diferenciou das restantes unidades hospitalares e o colocou no
imaginário colectivo dos cidadãos e das famílias como o “Hospital das crianças de Lisboa”. Aí são anualmente
realizados centenas de milhar de atendimentos, actos clínicos e exames, desde consultas em mais de 60 áreas
diferenciadas na saúde da criança, até actos de complexidade técnica e graus de intervencionismo
elevados, realizados por profissionais integralmente dedicados à saúde do feto, recém-nascido, criança e
adolescente, em condições que tendem a respeitar a natural bio-psico-especificidade desses doentes.
A reforma dos velhos Hospitais Civis de Lisboa, programada há mais de 50 anos e agora iniciada num
contexto económico particularmente desfavorável e numa onda gestionária de forte componente
economicista, tem como dano colateral o encerramento da actividade assistencial do Hospital
de Dona Estefânia e com ele, o fim do modelo de cuidados pediátricos integrais especializados que
constitui, só por si, um patamar civilizacional que deveria orgulhar a nação que o possui e os cidadãos que
dele desfrutam.
Hospital de Todos os Santos: opção redutora
Existem muitas alternativas de reforma do actual parque hospitalar de Lisboa e em particular dos seus velhos
Hospitais Civis. A localização ocidental proposta há décadas para a zona de Chelas, numa altura em que a
grande Lisboa era muito diferente da actual, tal como a configuração do futuro hospital geral de Todos os
Santos num modelo de meados do século passado e típico de hospitais periféricos são muito discutíveis e
vão originar significativos desequilíbrios na cobertura assistencial das populações, não só a pediátrica mas
de todos as idades. Nesse sentido, o novo hospital geral de Todos os Santos, em Chelas, a manterem-se os planos
actuais, será mais um “elefante branco” na negação do que deveria ter sido aprendido em casos anteriores e
uma opção muito questionável quer no seu plano financeiro e gestionário quer nos resultados sobre o
ordenamento da própria Cidade.
Os dirigentes não são donos do País nem das suas instituições, mas sim administradores da coisa pública
por delegação temporária dos cidadãos. Nesse sentido, não deveriam fechar, abrir ou substituir instituições
sem a demonstração cabal das razões e vantagens e sem ter em conta as implicações históricas, de utilidade
e sustentabilidade imediata e futura das suas acções. Uma vez que o Estado não dá sinais de se recordar
destes factos, resta aos cidadãos fazer uso do seu direito cívico de intervir pelas vias ainda possíveis para opinar
sobre o único cenário presente, o do projecto do futuro hospital geral em Chelas, designado por “Hospital de
Todos os Santos”.
Que defende a Plataforma Cívica e os milhares de subscritores da Petição?
De forma sintética, os objectivos da Plataforma Cívica e da filosofia da Petição podem organizar-se em dois eixos
de conceitos e valores ligados entre si: a defesa do património do Hospital de Dona Estefânia e a
concretização de um novo Hospital Pediátrico para Lisboa. Em cada um destes aspectos defendemos que:
1 – Quanto ao património do Hospital de Dona Estefânia:
- se mantenha o espaço do Hospital como um património da criança, da sua dignidade e da sua
condição. Nesse conceito incluiu-se a possibilidade de ai se instalarem instituições e equipamentos de apoio e
defesa da criança, na vertente da saúde (como a doença crónica ou exigindo reabilitação prolongada), ou outras.
- o espaço e os edifícios não sejam alienados aos interesses imobiliários e à pressão do estacionamento
na zona e se mantenha na esfera pública essa herança nacional e intergeracional com mais de 130 anos.
- se preserve o espaço patrimonial religioso único e se respeite gerações de cidadãos que veneram este local
com fé e a memória das crianças videntes de Fátima. - a designação de Dona Estefânia se mantenha em
qualquer estrutura futura a instalar no espaço, tenha ela a forma de Fundação, Instituto público ou outra.
2 – Quanto ao novo espaço hospitalar de Chelas para onde se propõe transferir o que restar do
Hospital de Dona Estefânia:
O que define o Hospital das crianças de Lisboa não são as paredes onde se aloja, sejam elas de moderna
fibra de vidro ou de antiga alvenaria. O seu elemento caracterizador é o serviço ímpar que presta à
população, através do exercício de um modelo único de cuidados prestados em ambiente pediátrico
adequado como tem vindo a ser conseguido ao longo de décadas de desenvolvimento da medicina especializada
do feto, do recém-nascido, da criança e do adolescente.
Nesse sentido, defendemos como mínimo aceitável que:
- sejam consideradas as orientações base do documento técnico elaborado pela Comissão Médica
do Hospital de Dona Estefânia em 2006 (Ver Boletim ”A Estefânia-No1, Maio 2008).
- o Hospital de Dona Estefânia seja transferido na sua totalidade e diferenciação pediátrica, sem mais
perdas, para um edifício autónomo e desenhado exclusivamente para as especificidades da assistência
à criança e que concretize a desejada criação de um novo Hospital Pediátrico de Lisboa. Por todas as razões,
nada vemos que se possa opor a que esse novo hospital se continue a designar por Hospital de Dona Estefânia.
- o novo hospital pediátrico de Lisboa concretize os nossos desejos de modernização e uma verdadeira
diferenciação assistencial que, dentro de expectativas realistas de desenvolvimento dos equipamentos
específicos para a pediatria, tenha a criança doente como elemento central e não como um parceiro
acidental de utilização de equipamentos adquiridos para adultos e “ajeitados” para as características da criança.
Sempre defenderemos que a criança tem identidade e dignidade próprias e não deve ser tratada como
consorte ou titular menor de direitos de cidadania.
- o novo Hospital Pediátrico de Lisboa disponha dos meios de diagnóstico e tratamento próprios para as
crianças e que a regra seja a de usufruir de ambiente e espaço pediátricos enquanto dura a sua estadia e
contacto com o hospital. Essas premissas devem verificar-se em internamento, consulta, urgência,
hospital de dia, intervenções cirúrgicas, técnicas invasivas ou exames especiais. Só evoluindo nesse
sentido e concretizando que o “ambiente pediátrico” envolve profissionais, pais e acompanhantes, se pode dar
lugar à modernidade e se contraria o inexplicável retrocesso que o plano funcional do futuro Hospital
de Todos os Santos encerra ao ignorar a especificidade da criança e das famílias nestes
vectores. Só em casos excepcionais de inexistência de alternativas pediátricas num futuro previsível, será licito
estabelecer a indispensável parceria com as unidades de adultos, tendo em conta que, ainda assim, a regra a
perseguir deve ser a dos técnicos de adultos se deslocarem ao hospital pediátrico e não o contrário.
- o novo Hospital Pediátrico de Lisboa possua uma ligação fácil, interna e exclusiva ao(s) edifício(o) do
hospital de adultos e sejam considerados espaços quer para respostas de segurança a catástrofes locais e às
especificidades de controlo de pânico e evacuação de crianças, quer para o crescimento e desenvolvimento
do Hospital pediátrico nas décadas seguintes. Tal facto não exclui, antes pelo contrário, que existam espaços
comuns no novo pólo hospitalar que congreguem todos os profissionais e produzam economias benéficas de
escala, tais como: biblioteca, refeitório, anfiteatros, áreas de ensino, serviços administrativos, segurança, etc.
desde que as crianças não sejam penalizadas colateralmente.
- os profissionais que irão cuidar das crianças continuem a dispor da preparação técnica
apropriada e estejam imbuídos da indispensável vocação para este grupo etário, não sendo permitido o
“aproveitamento” de quaisquer outros funcionários para cuidar de crianças em escalas episódicas ou de
conveniência. Nesse sentido, o quadro de pessoal próprio do Hospital Pediátrico é uma necessidade de
qualidade e um factor indispensável do envolvimento dos profissionais e da sua dedicação e evolução na
patologia da criança.
- as comissões técnicas que lidam com situações próprias da pediatria e que raramente ou nunca se
encontram na medicina de adultos, sejam compostas por profissionais com formação, treino e experiência
pediátrica comprovada, como são os casos das Comissões de Ética, Farmácia e Terapêutica,
Humanização, etc.. A curta experiência de não aceitação inicial desta lógica pelos dirigentes do actual Centro
Hospitalar de Lisboa, acabou por levar à recente nomeação de subcomissões pediátricas específicas
como, em devido tempo, tinha sido aconselhado pela Comissão Médica do Hospital de Dona Estefânia.
A Plataforma Cívica
Visite o site da Plataforma Cívica em
www.campanhapelohde.blogspot.com
Opinião: “Assistência Pediátrica especializada: Lisboa capital do
3o Mundo?”
O futuro Hospital Geral de Todos os Santos-Chelas, com inauguração prevista para 2012 (?), tem sido
pomposamente apresentado como um grande e moderno hospital que irá “permitir” o encerramento de quatro
hospitais de Lisboa, incluindo o único hospital pediátrico da cidade e da zona sul do país – o
Hospital de Dona Estefânia. No projecto do novo hospital apenas ficará um bloco para a criança
encaixotado numa construção em tudo projectada para adultos e em que as crianças terão de repartir
múltiplos espaços, circuitos, técnicos e aparelhos, com adultos e idosos. O anúncio tem sido repetido e
acompanhado pelo alto som das trombetas, procurando tornar inaudível qualquer reflexão técnica e cívica sobre
os danos concretos que mais um “elefante branco” trará, quer para o País, a cidade de Lisboa e a rede
pública de cuidados de saúde, quer para a assistência e a condição da criança de toda a zona sul do País.
Dada a amplitude dos prejuízos já identificados e rejeitados por dezenas de milhares de cidadãos (ver
Petição com mais de 76.000 assinaturas: Boletim No1-Maio- 2008), vários responsáveis políticos e institucionais
começam a despertar para, pelo menos, ouvir o que se passa sob a espuma propagandística. Esse dado é um
sinal de esperança no melhor funcionamento da nossa democracia com maior participação dos cidadãos e no
primado do interesse da comunidade.
Neste número 3 de “A Estefânia” apenas mencionarei alguns factos que, por excessiva boa fé de uns,
desactualização de conceitos ou linear ignorância de outros, constituem ameaças maiores à condição
futura das nossas crianças.
Ao destruir o único hospital pediátrico especializado da zona sul do País – O Hospital de Dona Estefânia –
reduzindo-o a um espaço diluído, física e funcionalmente, no futuro hospital geral de Chelas,
afirmando a sua adequação à pediatria e ao ambiente pediátrico especializado com base em actos de fé sem
consistência argumentativa validada quer pela experiência, quer pela evolução dos padrões da
assistência à criança a nível do mundo desenvolvido, os decisores colocam Portugal e a cidade de Lisboa ao
nível dos padrões conceptuais do 3o Mundo. Portugal e a sua capital constituirão um novo “caso estudo” de
como um país da Europa e do mundo desenvolvido, ocupando um lugar invejável no ranking mundial da
saúde muito à custa da espectacular melhoria dos índices de saúde infantil, adoptará os conceitos sanitários do
subdesenvolvimento na assistência à criança. Podem transmitir-nos que os males da extinção do
hospital pediátrico de Lisboa serão “compensados” pelo acervo tecnológico do novo hospital geral de Chelas,
mistificando o facto de um edifico novo, eventualmente bem equipado, não ser sinónimo de
um hospital moderno. O que faz a modernidade de um hospital é o exercício de conceitos modernos da
assistência médica especializada, nomeadamente pediátrica e essa terá de ser realizada em ambiente
pediátrico próprio, autónomo e protegido, levada à prática por profissionais com diferenciação e treino
pediátricos e suportada por equipamentos adequados e não “ajeitados” dos adultos. Pode mesmo o Plano
Funcional–“Anexo Pediátrico” prometer que o ambiente pediátrico do novo hospital geral de Chelas vai ser
muito mais que “Patos Donald” ou “Dragon Balls” espalhados generosamente pelas paredes e que também
estão previstas sanitas pequenininhas para atender às especificidades dos pequenininhos doentes. Mas mesmo
que tudo seja fervorosamente explicado sobre a extinção do Hospital Pediátrico de Lisboa, ainda ficará por
explicar porque é que, em termos de opções de saúde pediátrica especializada, Portugal com a sua cidade
capital passam a integrar o grupo de países sem hospitais pediátricos identificados (Quadro 1), boa
parte dos quais pertence ao 3o Mundo em índices de desenvolvimento humano, mortalidade infantil e
materna e, parte deles, têm regimes que ignoram grosseiramente necessidades e a opinião dos seus povos.
Quadro 1:Países SEM hospitais pediátricos
identificados
Andorra, Antiqua e Barbuda, Argélia, Bahamas, Barbados,
Barém, Belise, Benim, Botswana, Brunei*, Butão, Cabo-Verde, Camarões, Catar, Cazaquistão, Chade, Chipre,
Comoros, Costa do Marfim, Djibuiti, Eritreia, Estónia, Fidji, Gambia, Gana, Grenada, Guatemala*, Guiné, Guiné-Bissau,
Guiné Equatorial, Honduras, Iémen, Ilhas Marshall, Ilhas Salomão, Kiribati, Kuwait*, Laos, Lesoto, Malásia, Malawi,
Maldivas, Malta, Maurícias, Mauritânia*, Micronésia, Moçambique, Namíbia, Nauru, Oman, Palau, Papua Nova-
Guiné, Quirguistão, Republica Centro Africana, Republica Democrática do Congo, Santa Lúcia, São Marino, São Tomé e
Príncipe, São Vicente e Granadinas, Serra Leoa, Sheycheles, Síria, São Cristóvão e Nevis, Somália, Suazilândia, Suriname,
Tailândia, Tajiquistão, Timor Leste, Tonga, Turquemenistão, Tuvalu, Usbequistão, Vanuatu, Zâmbia, Zimbabwe.
*Com hospitais pediátricos em projecto ou construção actual Haverá que explicar também esta particularidade lusa
de divergir dos países desenvolvidos, muitos dos quais são origem de famílias com crianças que procuram o
nosso país como destino seguro e europeu de férias. Não haverá que questionar porque é que países como os
referidos no Quadro 2 têm vários (p.v. dezenas) hospitais pediátricos, uns recentemente reabilitados e
modernizados e outros em actual construção de raiz?
Quadro 2:Países COM hospitais pediátricos Países da Comunidade Europeia (Alemanha, Áustria, Bélgica,
Dinamarca, Eslováquia, Eslovénia, Espanha, Finlândia, França, Grécia, Hungria, Holanda, Irlanda, Itália, Letónia,
Lituânia, Luxemburgo, Polónia, Portugal-Lisboa*, Portugal- Coimbra, Reino-Unido, Republica Checa, Suécia,), países
candidatos à CE (Croácia, Turquia), África do Sul, Albânia,Argentina, Arménia, Austrália, Brasil, Burundi, Canadá, Chile,
China, Cuba, Egipto, EUA, Índia, Indonésia, Israel, Marrocos, México, Nova Zelândia, Panamá, Peru, Porto Rico, República
Dominicana, Roménia, Rússia, Suiça, Tunísia, Ucrânia, Uruguai, Venezuela, Afeganistão, Angola, Arábia Saudita,
Azerbaijão, Bangladesh, Bielorrússia, Bolívia, Bósnia, Burkina Faso, Cambodja, Colômbia, Congo, Coreia do Norte,
Coreia do Sul, Costa Rica, El Salvador, Equador, Etiópia, Gabão, Geórgia, Haiti, Hong-Kong, Irão, Iraque, Jamaica,
Japão, Jordânia, Líbano, Libéria, Líbia, Macedónia, Madagáscar, Mali, México, Moldávia, Myanmar, Nepal,
Nicarágua, Nigéria, Paquistão, Paraguai, Quénia, Ruanda, Samoa Ocidental, Senegal, Singapura, Sudão, Tanzânia, Togo,
Trindade e Tobago, Uganda, Vietname. * Portugal-Lisboa deixará este grupo em 2012 e integra o Quadro 1
Será que tantos países desenvolvidos ainda não tiveram o privilégio de descobrir a premunição portuguesa na
extinção dos hospitais especializados na saúde da criança? Ou será que os seus decisores pensam e actuam
de uma outra forma que consideram mais adequada ao estatuto e necessidades dos seus pequenos cidadãos e
ao seu próprio futuro como país?
Perante esta situação, não haverá que reflectir, que pensar um pouco? Não haverá respostas a dar? Não
haverá que esclarecer quais a verdadeiras razões para se destruir um dos primeiros hospitais pediátricos da
Europa e do Mundo – o Hospital de Dona Estefânia, hospital pediátrico de Lisboa - e os seus conceitos de
assistência à criança, substituindo-o por um sector de um edifício em tudo equiparado a um hospital geral
periférico?. Os responsáveis políticos do País não terão de se esclarecer e de esclarecer sobre estas questões?
Mário Coelho-Pediatra (Apoiante da Plataforma)
Envie-nos as usas opiniões para o e-mail:
estefania.boletim@gmail.com
Ficha Técnica: Edição da Plataforma em Defesa do Património do Hospital
de Dona Estefânia e de um novo Hospital Pediátrico para Lisboa;
Coordenador de edição: Mário Coelho; Formatação: Miguel Félix;
Distribuição gratuita em papel e via Internet
sexta-feira, 11 de Julho de 2008
Informações sobre a entrega do Abaixo Assinado e da divulgação e apoios a campanha
Muitos apoiantes têm indagado quando será entregue o Abaixo-assinado ao Presidente da Republica Portuguesa.
Esclarecemos que :
O Excelentíssimo Sr. Presidente da República Portuguesa, Professor Aníbal Cavaco Silva fez saber, na pessoa do Prof. António Gentil Martins que representou a plataforma nesta diligência, que:
" O Sr. Presidente terá muito gosto em vos receber e ouvir as vossas razões, solicitando contudo que previamente e por razão de protocolo institucional que antes fizemos chegar o Manifesto a Sra. Ministra da Saúde".
Por termos a mesma sensibilidade e confiarmos na capacidade de dialogo da actual Ministra , solicitamos a sua Secretaria, que fosse agendada uma entrevista com Dra. Ana Jorge , e que será (finalmente e depois de algum tempo de espera ) concretizada no próximo dia 15 de Julho.
Citando o Boletim Estefânia nº 2 (abaixo transcrito na integra):
"Ministra da Saúde recebe a Plataforma Cívica em 15 de Julho"
Por solicitação da Plataforma Cívica em Defesa do Património do Hospital de Dona Estefânia e de um novo Hospital Pediátrico para Lisboa (ver Boletim “A Estefânia” Nº1 Abril 2008), a Senhora Ministra da Saúde vai receber-nos no próximo dia 15 de Julho.
Na audiência procuraremos expor as razões de existência deste movimento resumidas no manifesto publicado No boletim nº1 “A Estefânia”
No próximo Boletim resumiremos o resultado dessa reunião.
Informamos ainda que a Plataforma, tem enviado o Boletim e Manifesto , para os diversos Partidos e grupos e comissões representadas na Assembleia da Republica e Governo na pessoa do Sr. Primeiro Ministro e organizações de apoio e defesa dos direitos da criança, e que a quase totalidade das entidades contactadas e nomeadamente o Sr. Primeiro-ministro, acusaram a recepção dos documentos por nos publicados e formal e atenciosamente, responderam-nos :
"agradecemos e será a dada a devida atenção a informação enviada"
(Este documentos estão no Arquivo da Plataforma e são de livre consulta)
Outras informações importantes:
"Após a entrevista do Grupo Municipal do PEV a elementos representantes da Plataforma de Defesa do património do HDE e de um Novo Hospital Pediátrico para Lisboa, foi apresentada na sessão de Assembleia Municipal de Lisboa, do dia 17 de Junho, uma Reco
Esclarecemos que :
O Excelentíssimo Sr. Presidente da República Portuguesa, Professor Aníbal Cavaco Silva fez saber, na pessoa do Prof. António Gentil Martins que representou a plataforma nesta diligência, que:
" O Sr. Presidente terá muito gosto em vos receber e ouvir as vossas razões, solicitando contudo que previamente e por razão de protocolo institucional que antes fizemos chegar o Manifesto a Sra. Ministra da Saúde".
Por termos a mesma sensibilidade e confiarmos na capacidade de dialogo da actual Ministra , solicitamos a sua Secretaria, que fosse agendada uma entrevista com Dra. Ana Jorge , e que será (finalmente e depois de algum tempo de espera ) concretizada no próximo dia 15 de Julho.
Citando o Boletim Estefânia nº 2 (abaixo transcrito na integra):
"Ministra da Saúde recebe a Plataforma Cívica em 15 de Julho"
Por solicitação da Plataforma Cívica em Defesa do Património do Hospital de Dona Estefânia e de um novo Hospital Pediátrico para Lisboa (ver Boletim “A Estefânia” Nº1 Abril 2008), a Senhora Ministra da Saúde vai receber-nos no próximo dia 15 de Julho.
Na audiência procuraremos expor as razões de existência deste movimento resumidas no manifesto publicado No boletim nº1 “A Estefânia”
No próximo Boletim resumiremos o resultado dessa reunião.
Informamos ainda que a Plataforma, tem enviado o Boletim e Manifesto , para os diversos Partidos e grupos e comissões representadas na Assembleia da Republica e Governo na pessoa do Sr. Primeiro Ministro e organizações de apoio e defesa dos direitos da criança, e que a quase totalidade das entidades contactadas e nomeadamente o Sr. Primeiro-ministro, acusaram a recepção dos documentos por nos publicados e formal e atenciosamente, responderam-nos :
"agradecemos e será a dada a devida atenção a informação enviada"
(Este documentos estão no Arquivo da Plataforma e são de livre consulta)
Outras informações importantes:
"Após a entrevista do Grupo Municipal do PEV a elementos representantes da Plataforma de Defesa do património do HDE e de um Novo Hospital Pediátrico para Lisboa, foi apresentada na sessão de Assembleia Municipal de Lisboa, do dia 17 de Junho, uma Reco






































