domingo, 13 de maio de 2018

7ª Corrida D.Estefânia uma manifestação de vida e de luta pelo Hospital Pediatrico de Lisboa - Em contraponto subserviência aos interesses das PPP e Grupos Financeiros Ligados a Saúde.....Corrupção.....

......Dois mundos que não se tocam.....O  daqueles  que defendem o direito  crianças portuguesas a uma Assistência Hospitalar Terciária  condigna ,  que no mundo civilizado se substancia nos Hospitais Pediatricos.... e os.....que 




Link onde estão  publicadas os diaporamas da 7ª corrida.
D. Estefânia

https://youtu.be/lJ50wUf-GSo


https://youtu.be/2x8X7aSJL7I
https://youtu.be/2x8X7aSJL7I
Em breve serão publicadas  as  fotografias 










......E o dos que entendem a saúde como fonte lucro e que são  favoráveis  as     PPP   e aos   grupos financeiros e Hospitais privados e  assim de forma pró activa promovem o  desaparecimento do mais antigo e  único Hospital  Pediátrico de Lisboa.....


Com 



Quando tudo falta.....quando os profissionais se sentem  constrangidos e envergonhados   pela falta de condições de trabalho  e de  atendimento das nossas crianças....  existe dinheiro... para retirarem uma faixa historica  e no seu lugar afixarem ...  desculpem  a franqueza ...  uma  lapide
com uma inscrição ...fúnebre...a diluição do Hospital Pediatrico num Hospital generalista PPP ....


-Você sabia que foi  Manuel Pinho quando Ministro das Finanças  que nomeou

o antes  gestor do Grupo Mello no Amadora Sintra, Eng. P.  D.  Alves  para a seleção dos projetos do futuro Hospital de Lisboa Oriental ( concurso que depois foi anulado por irregularidades)......e que recebeu dinheiro privado para ser Ministro e não sabemos  que acordos poderão ter estado subjacentes aquela contracção .....

-Você sabia que Luis Cunha Ribeiro , ex presidente da ARS de Lisboa , grande defensor do Hospital Generalista de Lisboa Oriental , esta a ser investigado por corrupção no caso da Octafharma....no negocio dos derivados de " sangue"
(Ver no Blogue, debates na AML sobre a Colina de Santana)

- Você sabia que Manuel Delgado , ex secretario de Estado da Saúde  do atual governo exercia em simultâneo cargo nas " Raríssimas" foi o membro do governo que discursou  na defesa  da abertura do novo Concurso de Lisboa Oriental.. como representante do governo 
na defesa do projecto ????

- Vôce sabia que enquanto em Dublin e Copenhaga estão  a construir dois novos Hospitais Pediatricos  os nossos gestores estão apostados e sentem-se felizes por destruir o único que temos.....,







SIC Notícias | Luís Cunha Ribeiro suspeito de beneficiar Octapharma ...

sicnoticias.sapo.pt/.../2016-12-13-Luis-Cunha-Ribeiro-suspeito-de-beneficiar-Octapha...

13/12/2016 - Foi hoje detido o antigo presidente do INEM e da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo. Luís Cunha Ribeiro é suspeito ...






www.tvi24.iol.pt/.../as-contradicoes-e-os-esquecimentos-de-manuel-delgado-no-caso-...




quinta-feira, 5 de abril de 2018

ATENÇÃO ALTERAÇÃO DE DATA - 7ª Corrida D. Estefânia - Inscreve-te e participa .....defende o direito de os nossos filhos e todas as outras crianças , continuarem a ter uma Assistência Hospitalar Especializada. Defender a existência de um Hospital Pedíatrico em Lisboa é um dever civíco- AGORA DIA 13 DE MAIO


DEVIDO O DIA DA MÃE DESTE ANO COINCIDIR COM AS PREPARAÇÕES PARA  O  FESTIVAL DA CANÇÃO 
DA  EUROVISÃO,  
 E A AVENIDA DE BRASILIA , NAQUELA DATA ESTAR
INTERDITA   AO USO PUBLICO,  
ALTEROU-SE A DATA PARA O  PRÓXIMO DOMINGO DE 13 DE MAIO.


7ª Caminhada/Festa Dona Estefânia-Dia da Mãe - NOVA DATA - 13 MAIO

AINDA PODE INSCREVER-SE (O custo não sofreu alterações):
- Directamente na Liga dos Amigos do HDestefânia
- no site www.xistarca.pt
- ou com um dos elementos da organização

Não se atrase !


Esperamos todos na Festa a favor da existência de um hospital pediátrico em Lisboa, agora e no futuro.


Plataforma Cívica
















PARA IR AO SITE  FAZER CTRL-CLIQUE







Começaram as inscrições para a 7ªCorrida/Caminhada Dona Estefânia-DiA 13 DE MAIO).
O percurso é o habitual, junto ao tejo em alcântara-belém e passando sobre a onda do MATT para tirar as fotos mais in.
Vai ser mais uma festa a favor a causa das crianças de Lisboa e sul do País e da Liga dos Amigos do Hospital de Dona Estefânia que muito tem apoiado o hospital e os doentes menos favorecidos.
Caminhada 4 kms – 5 Euros (inclui camisola) – uma caminhada que é uma festa
Corrida 10 kms – 10 Euros (inclui camisola técnica) – uma prova cronometrada com ship
Podem inscrever-se a partir de agora da seguinte forma:
- via internet: www.xistarca.pt

- via Liga: liga.hde1@gmail.com










sábado, 18 de novembro de 2017

O Presidente da Republica Portuguesa visitou o Hospital D. Estefânia. Os Profissionais manifestaram o seu repudio ao encerramento em curso . Ver video do telejornal da RTP











Não nos esqueçamos que antes de ser Presidente da Republica o Cidadão Marcelo Rebelo de Sousa, manifestou publicamente o seu repudio pelo encerramento do Hospital Pediatrico de Lisboa !

http://campanhapelohde.blogspot.pt/2016/01/marcelo-rebelo-de-sousa-dixit.html


que




O Professor Marcelo Rebelo de Sousa quando comentador da TVI ,  mas agora   Presidente da Republica Portuguesa ,  no Jornal da TVI de 6 de Março  de  2011 , referindo-se ao processo de descaracterização e  ao futuro encerramento  do Hospital de D. Estefânia,   afirmou :  Que era inaceitável que Lisboa perdesse  o seu Hospital Pediatrico. 




EXMO SR. PRESIDENTE DA REPUBLICA PORTUGUESA !
NÃO ESQUECEMOS  A SUA FIRME E CORAJOSA TOMADA DE POSIÇÃO EM DEFESA DO HOSPITAL PEDIATRICO DE LISBOA.
AGUARDAMOS AGORA
O SEU EMPENHO  NA  SUA  CONCRETIZAÇÃO!





Na mitologia romana, a deusa Fides personificava a palavra dada. Transmitia a noção de compromisso, numa época em que a palavra dada era tida como a base da sociedade e da ordem política.





ASSINA : PPMAM

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Uma Petição cujos considerandos devem avaliados : http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=PLBS17



Caros Amigos, 

Acabei de ler e assinar a petição: «Revisão da Lei de Bases da Saúde» no endereço
http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=PLBS17 

Pessoalmente concordo com esta petição e cumpro com o dever de a fazer chegar ao maior número de pessoas, que certamente saberão avaliar da sua pertinência e actualidade. 

Agradeço que subscrevam a petição e que ajudem na sua divulgação através de um email para os vossos contactos.


Os portugueses têm não só o direito como a legítima expectativa de gozar o maior número de anos da sua vida com saúde. 

A esperança de vida saudável é um indicador de bem-estar que nos confirma a necessidade de fazer muito mais do que aquilo que tem sido feito, considerando os conhecimentos, as competências e os recursos existentes, a exemplo de outros países europeus com os quais é lícito compararmo-nos, casos de Espanha, França, Itália e Grécia. 

Os anos de vida saudáveis representam o objectivo e o indicador mais importante que a política de saúde, seja ela qual for, deve fixar e para os quais é necessário encontrar mecanismos intersectoriais facilitadores da sua concretização. 

Os promotores do Manifesto pela nossa saúde, pelo SNS, que reuniu 1001 subscritores, tomam a iniciativa de lançar esta Petição que representa a continuação da tomada de posição expressa naquele Manifesto, articula-se com ele e visa ser apresentada e discutida na Assembleia da República por todos os partidos nela representada. 

O objectivo da Petição é a revisão da Lei 48/90, de 24 de Agosto, Lei de Bases da Saúde. 

Passados vinte e sete anos, aquela lei exige que seja considerada a nova visão que se tem sobre a saúde, sobretudo na parte da promoção da saúde, da prevenção da doença e da presença da saúde em todas as políticas. Mas também sobre a garantia do acesso aos serviços públicos de saúde, as profissões, os aspectos organizativos do Serviço Nacional de Saúde, o financiamento e a regulação do sector privado. 

Com esta Petição, os seus promotores saúdam outras iniciativas e projectos da mesma natureza, contribuindo desta forma para se realizar a discussão que falta fazer sobre política de saúde com vista a melhorar e valorizar o SNS. Não é demais sublinhar que, constitucionalmente, cabe ao Estado garantir a protecção da saúde e a provisão universal de cuidados de saúde a todos os portugueses. 

Os promotores desta Petição têm em vista, principalmente, a inclusão dos seguintes aspectos na revisão daquela Lei: 

Na promoção da saúde – sendo um processo eminentemente colectivo, deve privilegiar-se a participação de todos os actores sociais da comunidade com implicações directas ou indirectas na sua concretização, contribuindo-se desta forma para o desenvolvimento sustentável da sociedade e dando-se assim expressão prática à Agenda 2030 de Desenvolvimento Sustentável, aprovada na sede da ONU, em Setembro de 2015. 

Na prevenção da doença – desenvolverem-se estratégias de antecipação da exposição a riscos para a saúde – físicos, biológicos, sócio-laborais e psicológicos -, de controlo dos seus efeitos e de intervenção precoce. 

Na saúde pública – garantir o financiamento e os dispositivos legais que permitam às estruturas de saúde pública actuar com total independência do poder político, cumprir os seus objetivos de vigilância da saúde da população e produzir a evidência científica necessária à tomada de decisão. 

Na saúde em todas as políticas – este desígnio, aprovado pela Declaração de Adelaide, em 2010, e recomendado pela OMS, significa a adopção de medidas em todas as políticas sectoriais que contribuam para aumentar o impacto positivo sobre a saúde da população. 

No acesso - garantia de resposta nos melhores tempos clínicos e nos melhores padrões de qualidade, ajustados ao perfil da gravidade das situações de doença, e abolição dos obstáculos financeiros e geográficos à prestação de cuidados. 

Nas profissões – garantir a existência de carreiras profissionais de todos os prestadores de cuidados, em todos os estabelecimentos de saúde, públicos e privados, a sua distribuição ajustada às necessidades em saúde e a remuneração de acordo com a sua diferenciação técnica. 

No planeamento – garantir uma equitativa alocação de recursos no todo nacional em função das necessidades identificadas e utilizar as capacidades instaladas de forma a reduzir as assimetrias regionais. 

No financiamento – fixar o orçamento do SNS a partir do levantamento das necessidades reais de provisão universal e geral de cuidados de saúde, e institucionalizar a contratualização como instrumento de gestão coerente, confiável e adequado às necessidades de funcionamento dos serviços e dos programas. 

Na organização do SNS – criar infraestruturas locais de saúde, de base intermunicipal, que tenham a participação e sejam coordenadas pelos serviços de saúde, a escola, a segurança social e a autarquia, e passem a fazer parte integrante da organização do Serviço Nacional de Saúde. 

Na regulação do sector privado – deve ser promovido o cabal cumprimento dos critérios de ordenamento das instituições de saúde, certificação das instituições com base no preenchimento dos quadros de pessoal com a diferenciação ajustados à sua missão, às valências e ao volume de produção previsto, e demonstração obrigatória e pública dos resultados de gerência e do impacto nos indicadores de saúde pertinentes. 

Na legislação – atribuir à Assembleia da República o exclusivo de legislar sobre o Estatuto do SNS. 


Lisboa, 9 de Outubro de 2017 

Os promotores – Adelino Fortunato, Aguinaldo Cabral, Ana Matos Pires, Ana Prata, André Barata, António Avelãs, António Faria-Vaz, António Rodrigues, Armando Brito de Sá, Augusta Sousa, Carlos Ramalhão, Cipriano Justo, Corália Vicente, Daniel Adrião, David Barreira, Elísio Estanque, Fernando Gomes, Fernando Martinho, Gregória von Amann, Guadalupe Simões, Helena Roseta, Heloísa Santos, Jaime Correia de Sousa, Jaime Mendes, João Lavinha, João Proença, Joaquim Lopes Pinheiro, José Aranda da Silva, José Carlos Martins, José Manuel Boavida, José Manuel Calheiros, José Maria Castro Caldas, José Munhoz Frade, Jorge Espírito Santo, José Reis, Luís Gamito, Luísa d’Espiney, Manuel Alegre, Maria Antónia Lavinha, Maria Deolinda Barata, Maria João Andrade, Maria Manuel Deveza, Mariana Neto, Mário Jorge Neves, Marisa Matias, Nídia Zózimo, Paulo Fidalgo, Pedro Lopes Ferreira, Ricardo Sá Fernandes, Sérgio Esperança, Sérgio Manso Pinheiro, Sofia Crisóstomo, Teresa Gago 




Pela nossa saúde

A razão de os signatários se dirigirem aos portugueses decorre da análise que fazem da actual situação no sector da saúde, a qual, quase a meio do mandato do governo, permanecer sem sinais de mudança que alterem a natureza do modelo de política de saúde, promovendo a saúde dos portugueses e reabilitando e requalificando o Serviço Nacional de Saúde.
O sistema público de saúde carece do financiamento ajustado à sua missão: promover a saúde, prevenir e tratar a doença. Sem essa condição não só o SNS vai definhando vendo reduzido um dos seus principais valores, a cobertura universal, como as respostas que vai dando são canalizadas quase exclusivamente, e já em condições precárias, para o tratamento da doença e para contribuir para o florescimento da prestação privada.
O diagnóstico que melhor caracteriza a saúde da população é dado pelos seguintes indicadores-chave. (1) com 70% de esperança de vida saudável (2015), os portugueses tinham o mais baixo valor dos países do sul da Europa – Espanha, França, Itália e Grécia; (2) com 32% de esperança de vida saudável aos 65 anos, os portugueses ficam bastante aquém dos valores daqueles países; (3) no grupo etário 16-64 anos só 58% da população considerava que a sua saúde era boa ou muito boa, quando na Grécia ou em Espanha é superior a 80% (2015); (4) no grupo com mais de 64 anos aquela percepção é de 12%, sendo em Espanha e França superior a 40%; (5) mais de 50% da população tem excesso de peso; (6) em 2016 verificou-se o maior excesso de mortalidade da década, correspondente a 4 632 óbitos.
Nos setenta e sete hospitais da rede pública, cerca de 800 000 utentes aguardam com excesso de espera uma primeira consulta hospitalar, correspondendo a 30% das primeiras consultas realizadas em 2016. Esse excesso varia entre 2 e  >800 dias. Mais de oitocentos mil portugueses não têm médico de família atribuído. Entre 2014 e 2016 verificou-se um aumento de 529 000 urgências. Em seis anos (2009-2015) a despesa pública da saúde diminuiu quase dois mil e quinhentos milhões de euros, tendo passado de 6,9% para 5,8% do PIB.
Esta situação é já bastante preocupante. Continua a insistir-se num modelo de política de saúde exclusivamente orientado para o tratamento da doença e centrado nas tradicionais instituições de saúde. Quando a regra é ser-se saudável e a excepção é estar-se doente, a quase totalidade dos recursos são canalizados para a excepção, embora a promoção e a protecção da saúde sejam as intervenções que mais contribuem para melhorar o bem-estar das pessoas e das comunidades, e a estratégia que torna os sistemas de saúde sustentáveis. Do que se trata, por isso, não é de medidas avulsas que dificilmente se articulam entre si, mas de uma reforma que integre cuidados hospitalares, cuidados continuados, cuidados de saúde primários e intervenções em saúde pública que inclua os actores formais e informais das comunidades locais e que incorpore o melhor conhecimento científico disponível.
Mas mesmo quando se trata da prestação de cuidados na doença, as limitações ao acesso mantém-se como o maior obstáculo aos serviços de saúde no momento em que são necessários, com as consequências negativas daí decorrentes para a condição dos doentes. Os tempos de espera inadmissíveis são disso a melhor evidência e o crescimento da afluência às urgências o pior sintoma da disfunção que reina no sector.
No que se refere ao sector privado exige-se que a sua regulação se faça do lado do cumprimento de critérios de ordenamento das instituições de saúde, que a certificação inclua o preenchimento dos quadros de pessoal com a diferenciação ajustados à sua missão, às valências e ao volume de produção previsto, e que a demonstração dos resultados de gerência sejam obrigatórios e públicos.
As várias greves do pessoal da saúde – médicos, enfermeiros, técnicos de diagnóstico e outros trabalhadores -, em que se verificou tanto uma grande adesão desses profissionais como uma considerável compreensão por parte da população, representam sinais que devem ser entendidos e interpretados como manifestações críticas da situação que se está a viver no sector.
Os signatários deste Manifesto têm uma longa história de serviço público no Serviço Nacional de Saúde e de dedicação à causa da saúde pública. A maior parte deles contribuiu para que ele se implantasse nos primeiros anos da sua criação, foram seus profissionais empenhados desde então e bateram-se por diversas vezes contra os ataques que lhe foram movidos. Não estão, por isso, dispostos a assistir ao seu progressivo definhamento. Se, como é defendido, o SNS representa um dos mais relevantes serviços que a democracia tem prestado aos portugueses, então há que proceder à mudança que se impõe da política de saúde. Passados 38 anos da sua criação, o SNS não pode ficar imóvel e alheio aos desafios que lhe são colocados. Nesta exigência estamos acompanhados pelos mais prestigiados peritos na matéria, como Ilona Kickbusch, David Gleicher e Hans Kluge da OMS, e Nigel Crisp, coordenador da Plataforma Gulbenkian Health in Portugal.

Por isso nos dirigimos também a todas as organizações partidárias que subscreveram os acordos de 10 de Novembro de 2015, na expectativa de que sejam sensíveis a esta necessidade inadiável e tomem as decisões que a situação descrita exige. Esta política de saúde já mostrou que não está a responder ao que é exigido de um governo que se afirma empenhado em dar uma orientação de esquerda às suas políticas sociais. Está, por isso, nas mãos da actual maioria parlamentar iniciarem o processo de mudança da política de saúde. 






domingo, 22 de outubro de 2017

…em contraponto a este Portugal que ocupa o 1º lugar na Europa em incêndios florestais...a este Portugal em que alguns gestores ostensivamente alheios as opiniões dos profissionais conduzem uma reforma hospitalar subordinada aos interesses das PPP e que culminará com a desativação do único Hospital Pediátrico de Lisboa e que serve a Zona Sul de Portugal .... existe uma outra Europa cujos países são governados por políticos mais previdentes e que não tem duas palavras .. uma antes e outra depois das eleições…… citamos o exemplo recente da Dinamarca.… em cuja capital, Copenhaga vai se construir um novo Hospital Materno-Infantil …em contraponto também citamos Dublin…que também vai construir um novo Hospital Materno Infantil……Citamos Paris que esta a renovar do Necker / Les Enfants Malades, o Hospital Pediátrico mais antigo do Mundo…citamos………etc…..etc….Parecerá demagogico equiparar os incendios florestais com a devastação neoliberal no SNS.....mas não é.... apenas esta camuflada com frases ocas e de circunstância........



New world-class hospital building for children, adolescents, pregnant women and their families
​The Capital Region of Denmark, Rigshospitalet and Ole Kirk's Foundation have joined forces in a partnership to build a first-rate hospital building that sets new standards for the treatment of children, adolescents, pregnant women and their families. The working title of the construction project is: Children's Hospital Copenhagen.


Será que teremos dia o prazer e surpresa de ouvir o dirigente de algum  dos grandes partidos ou que ocupem cargos governativos de secundarem as palavras do 1ª Ministro da Irlanda ou a Presidente da Camara Municipal de Copenhaga que em discurso de apresentação  público anunciaram
  "que com grande orgulho e satisfação anunciavam   a construção de um novo Hospital Pediátrico nas suas capitais. "
Será que Lisboa algum dias terá esta sorte?




Clique  sobre o endereço para  ser reencaminhado ao Site:




 Um novo Hospital Pediátrico de nível internacional vai ser construído em Copenhaga   para crianças, adolescentes, mulheres grávidas e respetivas famílias
 Os poderes Públicos da capital da Dinamarca, a Fundação Rigshospitalet e Ole K irk uniram forças em uma parceria com o objetivo de construir um edifício hospitalar de ultima geração que estabelecerá novos padrões de qualidade no tratamento de crianças, adolescentes, mulheres grávidas assim como no acolhimento das respetivas famílias. Este   projeto de construção foi batizado com o nome de: Children's Hospital Copenhagen.
A construção do novo Hospital tem como missão revolucionar o atendimento das crianças, gestantes e famílias quer durante e após o tratamento. 
A estadia no novo   hospital deixará de trazer a   sensação “de que a vida parou” e a prestação de cuidados sem o devido planeamento corresponderá ao passado.
O design do novo hospital tem como objetivo levar que as crianças e os seus pais tenham os circuitos mais lógicos e curtos possíveis das diversas especialidades e não ao contrario.  O novo hospital tem um design que permitirá que as crianças e famílias durante o internamento estejam próximas usufruindo em conjunto no seu dia a dia de ambientes normais e tão confortáveis ​​quanto possível.
Os poderes públicos da Capital da Dinamarca despenderam para o seu financiamento um valor que   atingiu cerca 1,4 mil milhões de coroas dinamarquesas, valor este   que somado ao doado pela Fundação Ole Kirk perfazem um total 0,6 mil milhões de euros.

Sophie Hæstorp Andersen, Presidente do Conselho Regional da Região da Capital da Dinamarcadescreveu orgulho este projeto   inovador:
-" O objetivo deste projeto é que o novo Hospital para crianças, adolescentes e mulheres grávidas que irá dinamizar a mudança do sistema de saúde dinamarquês em uma direção absolutamente inovadora em que o atendimento ao paciente passará a significar muito mais do que diagnosticar doenças e prescrever medicação.
- Outra vertente do projeto é dar segurança e conforto aos utentes. Todos os membros da família são afetados quando um dos seus membros adoece. Manter a família unida e criar uma vida diária semelhante a vida cotidiana da criança previa a doença hospital é um investimento que trás benefícios grandes benefícios.
 Não tenho palavras para exprimir a minha satisfação   e agradeço os poderes públicos da Capital da Dinamarca que em parceria com a Fundação Ole Kirk, facultaram os meios para crianças, adolescentes e mulheres grávidas venham a dispor de condições exemplares de tratamento aliadas a formação e educação e investigação. "“









domingo, 3 de setembro de 2017

Dias 28 e 29 de Setembro -Congresso Multidisciplinar de Comemoração dos 140 Anos do Hospital D. Estefânia : Leiam a transcrição integral do texto do Presidente do Congresso o Professor Dr. João Videira do Amaral sobre a Historia e importância dos Hospitais Pediatricos - Inscrevam-se .

                                                                                        http://congressohde.pcoleading.com/?page=58                                     

MENSAGEM DE BOAS VINDAS




O Congresso Multiprofissional do Hospital de Dona Estefânia, integra-se nas comemorações dos 140 anos da inauguração do primeiro hospital pediátrico do País, a 17 de julho de 1877.
Muito embora seja um Congresso científico comemorativo da importância científica do Hospital de Dona Estefânia enquanto espaço de formação de inúmeros profissionais, pretendemos que o Congresso seja também uma forma de promover e valorizar a criança enquanto representante de um futuro comum.
É nosso entendimento que todos os profissionais que se dedicam á criança partilham uma mesma dedicação na promoção da saúde e felicidade da criança e da família, e daí a naturalidade da inclusão, neste Congresso de todas as áreas profissionais do Hospital de Dona Estefânia.
Para além disso sentimos igualmente, como nossos colegas e amigos, todos os que incorporam a saúde infanto-juvenil como um espaço comum de desenvolvimento e estamos seguros que a partilha de diferentes saberes, técnicos e sociais representam a visão holística desejável na abordagem da saúde bio-psico-social de todos nós.
É assim, com o maior prazer e expectativa que os convidamos a partilhar connosco, a vossa presença e conhecimentos, no Congresso Multiprofissional e Comemorativo dos 140 anos do Hospital de Dona Estefânia.

Bem vindos.
Bom trabalho

Lisboa, 26 de Junho de 2017

Pela Organização do Congresso
(João Falcão Estrada







TEXTO DO PROFESSOR JOÃO M. VIDEIRA DO AMARAL O PRESIDENTE DO CONGRESSO........PARA OS QUE  AINDA TEM DUVIDAS SOBRE  A IMPORTÂNCIA DA EXISTÊNCIA DOS HOSPITAIS PEDIATRICOS......




O Hospital de Dona Estefânia, a Pediatria Nacional e o Futuro 


L



João M. Videira Amaral - Presidente do Congresso

Foi no ano de 1968 que iniciei as minhas vivências da Pediatria no Hospital de Dona Estefânia (HDE). Vivências que, na minha perspetiva, tipificam as práticas e a evolução duma área da Medicina devotada a Crianças e Jovens, cerca de 20% da população em Portugal.
Ao tempo, no âmbito da Saúde, e não só, o nosso País era considerado de transição, entre subdesenvolvido e desenvolvido. A par duma natalidade traduzida por cerca de 200.000 nados-vivos anuais – garantindo a renovação de gerações – a taxa de mortalidade infantil de 70/1.000, do tipo “terceiro mundo”, envergonhava-nos.
Tendo como pano de fundo o ambiente do “meu hospital”, o que me impressionou logo de início ?
- A dedicação dos Mestres e Colegas mais velhos com quem muito aprendi, a extraordinária perícia e a dedicação das enfermeiras, em número insuficiente, mas cruciais, que faziam milagres e conseguiam canalizar veias de bebés muito pequenos... Para mim um espanto, vindo eu do internato geral de adultos, internato que ao tempo não contemplava a pediatria.
- A elevada prevalência de patologia evitável, exemplificada designadamente por casos de marasmo – os “distróficos” na gíria de então -, kwashiorkor, raquitismo, formas graves de tuberculose, sífilis congénita, sarampo, de tosse convulsa, etc.
- A existência duma enfermaria específica para tratamento de situações de desidratação grave por gastrenterite aguda obrigando a fluidoterapia endovenosa;
- Os internamentos prolongados, os doentes separados da família e casos de hospitalismo. As leis vigentes ainda não contemplavam a presença permanente dos pais junto dos filhos, embora houvesse caso a caso uma boa relação humana médico – doente – família.
O panorama traçado ao de leve consubstanciava globalmente certo grau de atraso do País e uma filosofia de governação com falta de investimento em medidas preventivas, aliados à iliteracia em assuntos básicos da Saúde por parte da população mais desfavorecida.
Felizmente o panorama foi mudando de modo progressivo ao longo dos últimos 45 anos. Houve uma mudança não só política, como económica e social, houve a integração na União Europeia, e o País passou a ser reconhecido pelas instâncias internacionais como desenvolvido.
Com efeito, operou-se largo investimento na área dos cuidados primários (a casa começa a construir-se pela base...), na promoção da saúde, na prevenção de doenças infeciosas, na assistência perinatal, na reestruturação dos centros de saúde, na modernização e ampliação da rede hospitalar, e na educação para a saúde desde a escolas básica. Os frutos da mudança conduziram a uma melhoria expressiva dos indicadores de saúde, espelhando números que contribuem para aumentar a satisfação dos mais pessimistas (e dos políticos...); isto, pelo menos, quanto a mortalidade infantil, que desceu até 2,8/1.000 em 2015, ultrapassando países tradicionalmente na linha da frente e aumentando a autoestima nacional. Contudo, em paralelo com esta melhoria, Portugal não fugiu à epidemia europeia da baixa natalidade: no mesmo ano, menos de 90.000 nascimentos, o que compromete a renovação de gerações.
Todo este esforço foi reconhecido pela Organização Mundial de saúde (OMS), que colocou Portugal em posição destacada na cotação mundial dos melhores sistemas de saúde: o 6º melhor para se nascer entre 80 países com mais de 10 milhões de habitantes, e fazendo parte dos 5 países com melhores resultados em indicadores de saúde na Europa.
Contudo, há que ser realista, pois ao cabo de 45 anos a patologia mudou e todos os que se dedicam à clínica passaram a enfrentar outros problemas, muitos de forte cariz social: a toxidependência, a pobreza e exclusão social em certas bolsas da população, as repercussões do ambiente de stress, de violência, disfunção e negligência familiares, os maus tratos, os efeitos da poluição, a obesidade e excesso de peso com a respectiva comorbilidade, a infecção por VIH, a doença crónica, com múltiplas facetas, e muitos outros. No âmbito das situações mais correntes, os tempos de internamento diminuíram, mas certa patologia mais complexa, passou a levantar a questão da necessidade dos cuidados domiciliários e continuados (inexistentes ou insuficientes para a idade pediátrica).
E no meu Hospital, que é diferenciado e na posição de “fim da linha”, o que mudou quanto à prestação de cuidados, ao ensino, e à investigação?
Eis o que me foi dado protagonizar, com maior representatividade, até à data:
- a preocupação de criar, cada vez mais, ambiente acolhedor e humanista para o doente incluindo a presença permanente da família;
- modernização de estruturas e aquisição de equipamento sofisticado em diversas áreas, em prol da melhoria da qualidade assistencial, auditada a nível internacional;
- criação de unidades de cuidados intensivos neonatais e pediátricos;
- criação e desenvolvimento de uma dezena de subespecialidades pediátricas (a Hematologia foi a primeira) pressupondo implicitamente o desenvolvimento de técnicas específicas e a respectiva valência formativa;
- a criação de centro de simulação em técnicas.
No âmbito do ensino registam-se como mais marcantes os seguintes factos:
– a ligação do HDE à Universidade Nova de Lisboa conferindo o estatuto de hospital universitário desde 1977;
- a formação de pediatras gerais em obediência au programa nacional de internato complementar – hoje chamado de formação específica – que evoluiu de 3 para 5 anos e passou a estar estruturado e diversificado com mobilidade dos internos por diversas instituições incluindo cuidados primários;
- a formação de pediatras com subespecialidades englobando o treino em técnicas e a frequência de ciclos de estudos especiais, desde a neonatologia à gastrenterologia e neurologia;
- o Núcleo Iconográfico, arquivo imagiológico com material de extraordinário valor pedagógico e científico, divulgado periodicamente.
Quanto à investigação, o panorama também mudou muito. Assistimos ao entusiasmo crescente das novas gerações de investigadores realizando estágios em centros nacionais e estrangeiros, e publicando os resultados de estudos em revistas de projecção internacional. Na última década foi criado um centro de investigação e um laboratório de nutrição, realizando trabalho notável de investigação de translação.
Ainda no campo da investigação, indissociável da formação e da assistência, cumpre dar o devido a relevo à organização de eventos científicos, ao Núcleo de Estudos Pediátricos e ao Anuário do HDE, funcionando há quase um quarto de século: repositório de estudos realizados anualmente e ulteriormente divulgados, com atribuição de prémios segundo regulamento.
Falar sobre factos históricos no âmbito do tópico em análise, importa uma referência obrigatória à Sociedade Portuguesa de Pediatria e às suas secções/sociedades satélites, devotadas às subespecialidades pediátricas. Pugnando pela conceção da Pediatria como medicina integral de um grupo etário e considerando a lógica da subespecialização a partir da medicina pediátrica, tem estabelecido pontes com congéneres estrangeiras, e constituído um pilar fundamental para o crescimento e desenvolvimento da Pediatria Nacional, através da sua revista periódica, eventos científicos, cursos, bolsas de estudo, recomendações, etc..
Sobre os Grandes Mestres da Pediatria Nacional a quem presto aqui homenagem, a lista é longa, e fazendo citações de alguns, correria grave risco de omissão de outros. Assim, a minha opção foi referir-me apenas àqueles com quem trabalhei desde os primórdios e me influenciaram na carreira: Nuno Cordeiro Ferreira, M. Elisa Sacramento Monteiro e António Martins Roque.
A propósito do futuro, em tempo do Congresso e em obediência ao título deste escrito, resolvi falar sucintamente sobre o que eu desejo para o HDE, o qual faz parte da Pediatria Nacional.
- Primeiramente, desejo que no futuro o meu hospital se mantenha como instituição autónoma, em ligação estreita a um hospital geral (já estou a perspetivar o futuro Hospital Oriental...) mas com edifício próprio. Questão polémica, mas em prol dos direitos, superiores interesses e bem estar da criança e jovem doentes.
- Mas, se assim coloco esta a questão, tenho que ser coerente: desejo também que no futuro, o HDE, funcionando em rede efectiva, incremente ligações, algumas já realidade, com outras instituições prestando cuidados menos diferenciados, designadamente através da telemedicina (há que tirar partido da tecnologia).
- Desejo que no futuro, em ligação com o hospital, haja condições técnicas e humanas para o desenvolvimento da área de cuidados continuados e de assistência extra-hospitalar, relevando o papel crucial dos profissionais de enfermagem. Tal implica, contudo, incremento muitíssimo significativo de elementos. Considero que tal concretização seria um enorme avanço. O futuro a encarar o problema da doença crónica...
- Desejo que seja repensado e melhorado o processo de transição do doente pediátrico para a medicina de adultos, tendo mais uma vez em conta a importância da doença crónica.
- Desejo que a tecnologia, com seu contributo inestimável para o exercício da medicina, não subalternize paradoxalmente o acto médico clássico, humanista, na relação médico-pessoa.
- Numa fase em que “se sabe cada vez mais de cada vez menos”, desejo que no futuro o subespecialista continue a considerar o paciente como um todo, e a pediatria como uma medicina integral dum grupo etário.
- Desejo que no futuro próximo se incremente a valência do treino contínuo em simulação.

A propósito, costumo citar Oscar Wilde: “Progredir é realizar a utopia”