quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Jantar dia 6 de Dezembro - Angariação de fundos para as actividades da Liga do Hospital D. Estefânia : Um evento de sucesso !


Adquira na Sede da Liga a T- Shirt para apoio as nossas crianças
( na sede da Liga de Amigos do Hospital D. Estefânia )
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Como foi amplamente divulgado , realizou-se no Dia 6 de Dezembro de 2011 um jantar/ convivio com vista a angariar fundos para as actividades da Liga de Amigos do Hospital D. Estefânia em favor das crianças internadas.....Foi um sucesso ! Não só pela ampla participação com a  lotação  da Sala  do Hotel praticamente esgotada, mas principalmente pelo convivio agradavel e fraterno de todos os  que se preocupam com o presente e futuro da  assistência hospitalar diferenciada de  nossas crianças.




                                        
      Vários grupos e individualidades artisticas profissionais e amadoras enriqueceram  solidariamente o convivio . Seguem-se algumas fotos ilustrativas do evento


Quadro oferecido para  Leilão em favor de Liga
Várias personalidades  entre os quais salientamos a presença de  deputados da Camâra Municipal de Lisboa de vários quadrantes partidarios.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Algumas questões aos Senhores Administradores Hospitalares que advogam o encerramento de seis Hospitais de Lisboa Central


Seguem-se algumas questões pertinentes que gostaríamos que fossem esclarecidas:




1º - Admitindo-se a seriedade deste estudo, porque  não é  ele tornado publico para que possa ser devidamente analisado?
Os senhores gestores não terão por certo receio de que possam existir outros contributos (nomeadamente dos profissionais de saúde) com vista  a se  encontrarem soluções abrangentes,  orientadas no interesse do doente e assim  projectadas no futuro da reorganização dos  cuidados  de saúde materno infantis na área de Lisboa  e não resultantes  de lógica conjuntural  dominada por critério de  gestão e  contabilidade.


2º Se na exposição ao Sr. Ministro,  o informaram e desvalorizaram , (por delas discordarem ), as criticas publicas do Arquitecto Souto Moura, responsável pelo projecto de arquitectura  do futuro Hospital de Todos os Santos e  se neste caso qual a   justificação por vós apresentada  para a  sua continuação nos moldes actuais .



3º Presumindo-se ao contrario que com ele concordam  e que sendo  um  projecto  que  já nasceu desajustado, indaga-se  quais as correcções previstas e se a bem da sua coerência e harmonia, estas foram realizadas pelo  Arquitecto Souto Moura e se  nesta opção,( a única aceitável ), o  porque destes documentos  não serem  públicos.



4º Se no citado documento fundamentaram  ao Sr. Ministro , porque se opõe as moções aprovadas na Assembleia da Republica e Câmara Municipal de Lisboa e que estão em consonância com o que acontece nas grandes capitais do mundo civilizado em que se acarinham e defendem os  seus Hospitais Pediátricos.

5º Conhecedores da influência da Parceria Publico Privada em todo este processo, e com a qual os Senhores Gestores mantém relações institucionais ,  (pois esta foi por vós a escolhida e por certo  estiveram ao par da negociação do  contracto  de exploração) indagamos se no vosso estudo contabilizaram  a totalidade dos juros que irão ser  cobrados pela Parceria Privada aos portugueses  pelo  adiantamento do capital para a  construção e depois futura gestão hoteleira  do HTS.
Se compararam  estes montantes com o capital  o  Estado dispenderia se  assumisse sózinho  a construção do Novo Hospital e  a sua  manutenção futura.
 Ou por outras palavras :  a parceria privada terá  garantido um emprestimo de de 300 milhões de euros  do Banco Europeu de Investimento para contruir o  futuro Hospital   e por este montante lhes será cobrada  apenas uma taxa de juro residual.   Ao contrario , por este capital que lhe foi emprestado com juros residuais , cobrará ao  Estado Portugues  uma mais valia em  juros  que  se dizem de cerca de 8-10%.
Como tudo indica e estas contas estiverem certas , o que a Parceria Privada lucrará neste  negocio  e apenas na contabilização de mais valia em  juros orçará   cerca  25  milhões de euros.
Notamos que  este  montante  quase bastaria para construir um  novo Hospital Pediatrico em  Lisboa.
 ( ver noticia do "Jornal de Negócios"  sobre o BEI,  em rodapé)



6ª Se neste documento fundamentaram as razões da acção sistemática em curso para encerrar o único Hospital Pediátrico de Lisboa e  se se demonstram a validade do pressuposto   basilar  do Plano Funcional do futuro HTS ,  de autoria   da Multinacional Intersalus e cuja filosofia assenta  em  pressupostos de qualquer gestão privada eficaz , e que se  resumem ;


"Em alcançar a  mais alta  valia  resultante da concentração e multi - funcionalidade de espaços , desdiferenciação de   recursos humanos  e equipamentos de forma a obter a sua máxima  rentabilidade" 
E acrescentamos nós mesmo que tal  estratégia tenha  , (como no caso presente ) , o  significado  violentar,  ignorar  e promiscuir em espaços de adultos e  infantis,  separados   apenas  por "biombos",  e fazendo-se   ostensivamente  tábua rasa  dos direitos da criança universalmente  já consagrados e destruindo um capital  social  centenário de  diferenciação em pediatria  

Ou se neste documento, ao contrario  explicam porque  não consideram valido o argumento dos Profissionais de D. Estefânia e Sociedade Civil e Organismos Representativos Institucionais  que   afirmam  :


"A  rentabilização em Assistência Hospitalar Pediátrica Terciária  alcança-se com a centralização de todos os recursos matérias e humanos em um único Hospital Pediátrico referenciado para zona Sul do Pais.  Será  apenas  apenas assim que  os pressupostos de gestão acima condensados   poderão  ser aplicados  sem  se transformarem  em um retrocesso inadmissivel na assistência pediatrica especializada.
Apenas  concentração de massa critica  e de  meios tecnicos e  humanos  dedicada a assistência  especializada  e   permite redução de custos,  criação de Escola   pela progressiva acumulação de conhecimentos  cientificos e   técnicos,   imprescindíveis para o  tratamento de patologias complexas que obrigam a uma abordagem multi disciplinar . mas   que no caso de se confirmar esta evolução desastrosa deixaram de ser tratadas em Portugal e enviadas para Hospitais Pediatricos estrangeiros.  Todos os estudos afirmam que inclusive do ponto de vista de custos o tratamento das crianças é mais barato nos Hospitais Pediatrícos do  que nos generalistas .

6ª Não contestando a deslocalização do Centro Hospitalar Central para a Zona Oriental de Lisboa, afirmamos que esta não é esta a politica nas grandes capitais Europeias que recuperam o  património hospitalar historico  edificado consolidando assim  a identidade cultural e histórica das suas cidades. ( ver no Blog recuperação em curso  dos Hospitais Pediátricos  Históricos de Londres e Paris).


7ª Finalmente por curiosidade, indagamos aos Srs. Gestores se  alguma vez questionaram a venda dos bens públicos edificados e que pertencem ao património cultura de todos os portugueses? Se existirá alguma  justificação contribuintes a pagar rendas de bens que pertencem a nação e que lhes foram desapossados?
Não terá sido esta desapropriação abusiva e inaceitavel?  Porque os Partidos com sede na Assembleia da Republica  não denunciaram  este processo opaco e se  caso fizeram   o porque dos orgãos de comunicação não o  divulgarem ao pais.?
Indagamos  ainda   se os Senhores gestores  nas contas que apresentaram ao Ministério  capitalizaram os prejuizos aos contribuintes as  negociatas desta expropriação ilicita  de que é exemplo recente como   acaba de acontecer  no Hospital de Arroios em que o Estado e os contribuintes  foram desapropriados em cerca de 11 milhões de Euros. ( ver noticia do "Jornal Sol " em rodapé )
Se contabilizaram nos seus calculos  venda de parte do terreno do Hospital de Curry Cabral   que segundo um estudo  encomendado  no passados a técnicos  Suecos seria o unico dos antigos hospitais de Lisboa   que teria todas as condições para albergar o Novo Centro Hospitalar.



Em conclusão: Senhores gestores, agradecemos o seu  zelo na defesa dos dinheiros publicos, mas para podermos elogiar-los de forma  convicente  agradecemos que divulguem  e tornem publcias as vossas propostas para que as estas e outras duvidas sejam   devidamente esclarecidas!
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JORNAL " O SOL"





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-Noticia no Jornal de Negocios de 6 de Dezembro de 2001
Jornal de Negócios -


"BEI vem a Lisboa para ultrapassar falta de respostas do Governo"


Ausência de interlocutor em Portugal obrigou à intervenção de Carlos Costa
Maria João Babo
mbabo@negocios.pt


"A ausência de resposta do Governo português às questões que o Banco Europeu de Investimento (BEI) lhe colocou relativamente aos projectos que aceitou financiar provocou o desagrado da instituição, que só este ano aprovou empréstimos de mais de 1,1 mil milhões de euros para investimentos em Portugal.

O Negócios sabe que Carlos Costa, governador do Banco de Portugal e ex-administrador do banco com sede no Luxemburgo, foi chamado a intervir, a pedido do próprio BEI, para pôr fim ao mal-estar provocado pela falta de resposta aos seus contactos. Na sequência disso, na próxima sexta-feira, sabe o Negócios, a vice-presidente do banco europeu, Magdalena Álvarez, estará em Lisboa para reunir com o ministro das Finanças, Vítor Gaspar.

O BEI pretende também conhecer o futuro de projectos que aceitou financiar. É o caso da ligação de alta velocidade entre Poceirão e Caia, adjudicado no ano passado ao consórcio Elos e que conta com um financiamento de 600 milhões de euros do BEI, relativamente ao qual o Governo ainda não deu um apoio político claro. Também a decisão do Executivo de cortar parte do investimento contratado nas novas concessões rodoviárias que estão em construção – num montante total da ordem dos mil milhões de euros – terá levantado questões ao banco europeu, que aceitou financiar alguns dos projectos.

Entre 2001 e 2011, o BEI concedeu um total de 22,3 mil milhões de euros de financiamentos a projectos em Portugal. Ao contrário da banca comercial, a instituição europeia admitiu já continuar a financiar investimentos no País, apesar do corte no "rating", desde que os projectos, os promotores e as garantias estejam, em conformidade com os seus requisitos e prioridades.

Hospitais

O BEI aprovou a concessão de um financiamento de 300 milhões de euros para a construção do Hospital Lisboa Oriental. Tem também em análise a proposta para a concessão de 125 milhões de euros para a construção do Hospital Central do Algarve. No entanto, o acordo que o Governo celebrou com a troika, no âmbito do pedido de ajuda externo, determinou que o lançamento de novas parcerias público-privadas fosse suspenso. "

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Sobre a venda do Hospital de Arroios ( Noticia do Jornal o Sol)
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Out 11 - Hospital vendido por 11 milhões comprado por 21 milhões minutos depois

Por José Carlos Silva, às 15:52

"A Estamo, sociedade responsável pela compra e venda de imóveis do Estado, alienou em Novembro de 2004 os terrenos do antigo Hospital de Arroios – um imóvel já muito degradado, em Lisboa – por 11,2 milhões de euros, a duas empresas do grupo Fibeira. No mesmo notário e imediatamente a seguir, o terreno localizado na avenida Almirante Reis foi revendido por 21 milhões de euros a uma sociedade imobiliária espanhola (a Reyal Urbis).

Quatro dias antes destas operações, a Câmara de Lisboa aprovara a construção de habitação e comércio no terreno do antigo hospital quando este ainda era propriedade da Estamo. Este facto poderia explicar a diferença de valores, mas, mesmo assim, o preço pago pelos espanhóis levantou dúvidas à Inspecção-Geral de Finanças (IGF). Segundo este organismo, que investigou o caso em Junho de 2010, o valor de 21 milhões de euros «ultrapassou largamente, em cerca de 48%, o valor máximo de mercado disponível para a zona» naquele momento – lê-se no relatório da IGF a que o SOL teve acesso.



Corrupção e fraude fiscal, entre outros



O actual presidente da Estamo, Francisco Cal, nega peremptoriamente a possibilidade de ter havido pagamento de ‘luvas’, mas o valor sobre-avaliado pago pela Reyal Urbis levantou suspeitas, tendo a Direcção-Geral de Contribuições e Impostos (DGCI) enviado toda a documentação para o Departamento de Investigação e Acção (DIAP) de Lisboa.



No departamento liderado por Maria José Morgado estão agora a ser investigadas suspeitas de corrupção, fraude fiscal, branqueamento de capitais e peculato.

Ao que o SOL apurou, Ondas Fernandes, administrador da Estamo responsável pelas vendas de imóveis, foi constituído arguido. Ondas Fernandes confirma que foi a Polícia Judiciária quem o constituiu arguido aquando da realização de buscas, mas acrescenta: «Não tendo sido validada a minha constituição de arguido pelo Ministério Público (MP) nos dez dias subsequentes, considero que, neste momento, já não estou nessa condição», afirmou. Contudo, o facto de o MP ainda não ter ouvido Ondas Fernandes não significa que ele não seja arguido."






domingo, 13 de novembro de 2011

Estefânia - Boletim nº 12 - Texto na integra.


No 12 – Outubro de 2011
“Pedras no  caminho?   Guardo  todas.    Um  dia irei  construir um  castelo”
   Fernando Pessoa
Maria José Nogueira Pinto (1952-2011) O seu desaparecimento é uma grande perda para a defesa das crianças de Lisboa.
A Dra Maria José Nogueira Pinto fica na nossa memória colectiva como uma mulher de causas e uma politica cuja frontalidade não raramente balançou o status do politicamente correcto. Uma das que causas que abraçou nos últimos anos foi a da defesa das crianças de
Lisboa e, após o encerramento do actual Hospital de Dona Estefânia, a construção de um novo hospital pediátrico que impedisse a promiscuidade técnica e física entre crianças e adultos tal como programada para o futuro hospital geral de Todos os Santos. Já numa fase muito avançada da sua doença e em evidente debilidade física, mas com todo o entusiasmo intelectual de quem luta por aquilo em que acredita, esteve no programa de Mário Crespo de 30/5/2011 onde denunciou a irracionalidade dessa situação e defendeu com enorme clareza a separação de crianças e adultos doentes num futuro hospital de Lisboa. Esta entrevista viria a ser a última da sua vida e ela sabia-o. Transcrevemos o discurso directo da sua intervenção: “Trago hoje aqui um tema que volto a introduzir porque agora tomou aspectos acintosos. A Ministra da Saúde decidiu encerrar a Maternidade do Hospital de Dona Estefânia e como não podia encerrar a 1 de Junho, Dia da Criança, porque ficava um bocado esquisito, também não pode ser no dia 5 porque não pode o Governo andar a dizer que é defensor do serviço de saúde e depois mandar encerrar uma maternidade sem nenhuma das razões pela quais encerrou as anteriores maternidades, sem nenhuma razão técnica, sem razão de espécie nenhuma, decidiu então encerrar no dia 7 de Junho. Significa que durante a campanha ouvimos o PS dizer como defende o SNS (Cont.pág.2).
Hospital de Todos os Santos “É uma vergonha nacional” diz o Arq. Souto Moura (Responsável pelo projecto)
Em entrevista ao Público (Março 2011) após ganhar o Pritzker 2011, o maior prémio a que um arquitecto pode aspirar, Eduardo Souto de Moura (SM) referiu-se ao projecto do futuro Hospital Geral de Todos os Santos, de que é responsável.
As sua posição é a que Plataforma Cívica vem defendendo desde sempre.
Público: O Hospital de Todos os Santos vai avançar? SM: Gostava de fazer, se me derem mais terreno. Aquilo não cabe. É uma vergonha nacional.
SM: Não. Desde o concurso nunca mais se soube de nada. Aquilo não cabe. Se for operado ao apêndice, abre a janela do seu quarto e está em cima do trânsito. Não cabe na cabeça de ninguém.
Público: Aumentar a área do terreno é uma condição? SM: Cada fase que faço, reduzo e ponho um piso. Sempre que recomeço o projecto, acrescento (em altura). Qualquer dia é um arranha-céus. ... Nestas coisas é como nos estádios, é preciso perceber.
Maternidade do Dona Estefânia, considerada “de Excelência máxima” - contínua fechada
A Maternidade do Hospital Dona Estefânia foi fechada pela anterior Ministra da Saúde, sem qualquer fundamento técnico, um dia antes das eleições que derrubaram a polémica governante. (Cont.pág.2)
Liga de Amigos do Hospital de Dona Estefânia e Plataforma Cívica unidos em Jantar de recolha de fundos a favor da Liga – 6 de Dezembro 2011
A Liga do Hospital vive grandes dificuldades para apoiar crianças queimadas ou com necessidades absoluta de alimentos especiais ou próteses. Inscreva- se neste jantar a realizar num hotel de Lisboa. Fique atento à informação. Ajude a Liga a ajudar !!!
Publico: Está em estudo prévio?
MaJosé Nogueira Pinto: uma grande perda (Cont.)
Hospital para Crianças Nelson Mandela
Significa que durante a campanha ouvimos o PS dizer como defende o SNS e depois, no dia 7, imediatamente a e depois, no dia 7, imediatamente a seguir, ouviremos uma outra coisa de uma Ministra que está em gestão. Eu acho que estes governos de Sócrates foram uma grande escola de cinismo e eu acho que é uma pena que Ana Jorge, que é uma pediatra e ao que dizem, uma boa pediatra, que sabe perfeitamente que isto é um erro, como aliás é um erro ir incluir o HDE no Hospital de Todos os Santos sem separar as águas entre aquilo que é, não uma saúde de adultos em ponto pequeno mas uma saúde de crianças e uma saúde de adultos e portanto, não pode criar espaços de promiscuidade que vão diminuir toda a qualidade do tratamento dessas crianças. Sabendo tudo isto, depois de inúmeras perguntas que lhe dirigi na Comissão de Saúde, ter escamoteado a plano funcional do Hospital de Todos os santos até ao final, ficamos agora a saber que o futuro do Hospital de Dona Estefânia, sendo que o Porto e Coimbra têm hospitais pediátricos, ( sendo que todas as capitais europeias têm hospitais pediátricos, á excepção de uma no Norte), Lisboa vai ficar privada de um hospital pediátrico com grande qualidade e experiência, que acumula muito conhecimento e investigação e agora, como se não bastasse, bruscamente é encerrada a maternidade. É altura para percebermos os verdadeiros actos de malvadez gravosos para Lisboa, para as crianças e para as parturientes”.
Num continente onde 390 milhões de crianças vivem em pobreza e com elevada mortalidade infantil, Nelson Mandela disse “Um hospital especializado dedicado ás crianças será uma demonstração credível do empenho dos líderes africanos em colocar os direitos das crianças na primeira linha – nada menos que isso será suficiente.
A Nelson`s Mandela Children Fund está a angariar fundos para um hospital de alta tecnologia destinado a todas as crianças de África a abrir já em 2013. Quem quiser contribuir podem fazê-lo em www.nelsonmandelachildrenshospital.org .
Em Portugal, contra toda a evolução científica e civilizacional e elementar respeito pelas crianças, fecham-se hospitais pediátricos e pretende-se voltar a cuidar das crianças doentes em hospitais e ambientes de adultos. O Hospital Pediátrico de Dona Estefânia será eliminado por plano da anterior Ministra da Saúde e as crianças de Lisboa passarão a ser tratadas com os adultos no futuro hospital de Todos os Santos, caso o novo Governo não anular essa lamentável e infundada decisão, como o PSD prometeu na Assembleia da República. Quem diria que a forma como se começa a olhar para o futuro das crianças em África ainda poderia ser exemplo a mostrar a alguns, poucos, políticos portugueses?
Maternidade Dr Alfredo da Costa (MAC) – O fecho será um erro!! Instituições com mais de um século ao serviço do país e dos portugueses não se
encerram, reformam-se! Anuncia-se que a maior e mais antiga maternidade (MAC) do país irá simplesmente fechar. Portugal, com baixíssima natalidade, não é suficientemente rico para, por exemplo, continuar a pagar fortunas a privados e alienar o knowhow em áreas chave como a reprodução medicamente assistida (RMA). A reforma inteligente da MAC deveria torná-la no Centro Nacional de RMA com clínica, formação e investigação aplicada. Sem haver quem pense nele, mal vai o
futuro meu país! Mário Coelho, Pediatra
Maternidade do Dona Estefânia: a “Excelência máxima” contínua fechada (Cont. pág.1)
A ACSS, responsável pelo Sistema Nacional de Avaliação em Saúde, com base em indicadores de excelência e qualidade clínica, acabou de classificar a Maternidade do Dona Estefânia com o nível de “Excelência III”, o máximo possível. Como dizia Maria José Nogueira Pinto, só um acto de malvadez poderia encerrar uma unidade do SNS que garante condições excelentes para grávidas e recém-nascidos da sua área de influência, realiza número ideal de partos para uma maternidade moderna e está associada ao centro de referência para o nascimento de bebés que necessitam de intervenções cirúrgicas urgentes e muito complexas e do posterior tratamento intensivo. Esperamos que, como veiculado na imprensa, a maternidade possa reabrir em breve, o Governo reponha o bom senso e, com inteligência, devolva às grávidas e crianças portugueses esta unidade de desempenho ímpar do nosso SNS.
Envie opiniões para: estefania.boletim@gmail.com ; Documentos e informações em: www.campanhapelohde.blogspot.com
Ligue-se a esta causa no facebook: Defesa Hospital Crianças Lisboa
Ficha Técnica: Edição da Plataforma em Defesa do Património do Hospital de Dona Estefânia e de um novo Hospital Pediátrico para Lisboa;
Coordenador de edição: Mário Coelho; Distribuição gratuita em papel e via Internet.
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quarta-feira, 3 de agosto de 2011

O futuro do SNS e por maioria de razão do Hospital Pediatrico de Lisboa depende do conhecimento das diversas visões politicas para o SNS . Analisa-las e traçar novos caminhos é o que se propõe o livro "CRIAÇÃO DE UM NOVO CONTRATO SOCIAL DA SAÚDE"

Definir os futuros caminhos  para o SNS  é imprescindível .
Constantino  Sakellarides da-nos  um contributo fundamental  com sua obra " Novo Contrato Social da Saúde, Incluir as Pessoas"
Pensamos  que a nossa campanha em Defesa do Hospital do Hospital Pediátrico de Lisboa  terá maiores possibilidades de sucesso se contextualizada e integrada neste  objectivo comum de reformar  o SNS sem destruir os seus pressupostos iniciais
Este livro escrito em linguagem acessível contribue para este  desiderato.
Para alem do valor próprio da obra, salientamos o magnifico Prefacio  de Maria Belem Roseira  que sintetiza magistralmente este  enquadramento e que por esta razão ,  digitalizamos em anexo ( duplo clique para ampliar e ler).

PPMAM











sábado, 30 de julho de 2011

Artigo da Revista Visão de 14 de Julho / Alertamos a agravante em Portugal de os grupos financeiros responsáveis pela PPPs para a construção do futuro HTS e seus aliados, poderem vir a estar objectivamente relacionados com a destruição do Hospital Pediátrico de Lisboa.

Revista Visão / 14 de Julho de 2011/ Página 18


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Allyson Pollock  : "As PPPs na Saúde foram uma catástrofe no Reino Unido"

Professora de Saúde Pública na Universidade de Londres tem investigado as Parcerias Público Privadas no seu país Veio a Lisboa falar sobre isso a convite da Associação dos Economistas da Saúde que festeja 25 anos por Emilia Caetano.
Que consequências tiveram as Parcerias Público Privadas PPPs na Saúde
Há que vê las como parte de uma política de privatização No Reino Unido traduziram se de início em privatizar os terrenos os edifícios e os serviços de apoio da lavandaria à cozinha contratando trabalhadores de fora Não ousaram então tocarnos médicos e enfermeiros porque tinham sindicatos fortes A maior consequência foi a mudança de relação entre os cidadãos e os seus serviços Outra foram os custos, Os custos AS PPPs têm custos altíssimos decorrentes da ida para o mercado desde a faturação ao
pagamento das administrações e das equipas enormes que as duas partes Governo e privados têm de contratar advogados consultores e contabilistas quer antes do contrato quer quando surgem problemas
O Governo diz que transfere o risco do setor público para o privado Mas esse risco tem um valor fixado pelo mercado O público tem de pagar as altas taxas de juro resultantes desse risco mais o retorno que
os acionistas exigem E é muito difícil avaliar o sistema pela falta de transparência
Porquê nem o Governo nem o setor privado querem que o público saiba bem o que se passa
Portanto os contratos são feitos com uma cláusula de sigilo comercial A empresa contratante alega que se não for assim perderá a sua capacidade de negociação Este sistema sai mais caro do que o SNS Absolutamente O Governo recorre ao capital de risco e aos bancos quando se pedisse os empréstimos diretamente arranjava muito mais baratos Este sistema não faz sentido nem do ponto de vista económico nem de justiça Em termos puros de saúde a experiência também não foi boa Foi uma catástrofe Quando se vai para o mercado as pessoas que não têm acesso ao sistema tornam se invisíveis Nos EUA há 71 milhões de pessoas sem acesso ou com acesso limitado à saúde. Tornaram se invisíveis para o sistema porque o mercado só se interessa por quem pode pagar Então cortam se os serviços aos que não têm voz
O que foi cortado no seu país ?
Os maiores cortes foram no apoio aos idosos nos cuidados continuados no tratamento dos doentes psiquiátricos e dos crónicos. Muitos deles foram transferidos para serviços da comunidade ou locais e
têm de pagar mais do seu bolso. Há hoje 450 mil pessoas que dantes estariam cobertas pelo SNS e que deixaram de estar Hoje temos alguns hospitais de alta tecnologia mas essas pessoas foram deixadas para trás ,O SNS só com dinheiro público ainda é viável É uma decisão política ter um SNS e assumir quanto se quer gastar. E claro que se pode sustentar,  o nosso foi criado quando o país estava falido em 1948 a seguir à II Guerra Mundial Hoje invoca se um argumento que é um mito o do envelhecimento da população É verdade que se vive mais mas a maioria de nós só precisa de cuidados frequentes numa fase mais tardia da vida Há só que ajustar o sistema a essa mudança
Mas os fármacos e as novas tecnologias são caríssimos......
Esse sim é um problema real O Governo decidiu não controlar esses custos por razões comerciais e não de saúde .Temos demasiadas drogas novas para benefícios demasiado reduzidos e não precisamos da maioria O Governo devia fazer um inquérito rigoroso aos medicamentos e às tecnologias para decidir o que manter.
O que acha da lei que David Cameron levou recentemente ao parlamento
O objetivo é desmantelar o SNS Acaba com o dever do Governo de fornecer serviços de saúde a todos Será possível privatizar mais e mais depressa A lei ainda não aprovada prevê fontes de financiamento alternativas e põe os utentes a pagar mais. Cria um sistema muito parecido com o Americano.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Não esquecemos e agradecemos aqueles que nos apoiam ou apoiaram.

A Campanha em Defesa do Hospital Pediatrico  de Lisboa, levou-nos várias vezes a Assembleia da Republica. Fomos recebidos por todos os Partidos com  amizade, compreensão e estimulo.  A nossa luta reporta-se a um objectivo transversal a todos os sectores da sociedade e tal tem sido felizmente compreendido.
O momento   contudo nos obriga a  referir  as   reuniões com um dos partidos, em  esteve representado pela  Dra. Maria José Nogueira Pinto.
Estão presentes e  vivas na nossa memoria as  suas palavras  e expressão sublinhadas pela vivacidade e determinação  do seu  olhar  caracteristicamente intenso  e indomito. Aconselhou-nos  então num discurso  matizado   pela sua função e responsabilidade parlamentar ,  de que não deveriamos  limitar   a nossa luta aos orgãos institucionais e que era imprescindivel  envolver  a sociedade civil ,  a  principal interessada,  e ainda    alheia ao prejuizo e significado  destas medidas .
 A. Dra. Maria José Nogueira Pinto dedicou  a sua vida a defesa de causas que considerou justas. Algumas conotadas com a sua formação e cultura  e muitas   outras universais. Há que louvar a sua coerência.  
No que nos diz respeito,  agradecemos o seu contributo apoio  e estimulo  a esta ,  que procuraremos  honrar.  
Neste sentido ,  não nos despedimos,  pois  continuaremos juntos  e apenas dizemos : Obrigado!

terça-feira, 21 de junho de 2011

NOVO GOVERNO : EXISTEM RAZÕES PARA O OPTIMISMO: ASSINE A 3ª PETIÇÃO: CLIQUE SOBRE A FOTOGRAFIA COMEMORATIVA DO HOSP. DE D. ESTEFÂNIA AO LADO.


NA ANTERIOR LEGISLATURA TODOS OS PARTIDOS DA OPOSIÇÃO E NOMEADAMENTE OS DA ACTUAL COLIGAÇÃO GOVERNAMENTAL APOIARAM-NOS INCONDICIONALMENTE NA DEFESA DO ACTUAL PATRIMÓNIO DO HOSPITAL D. ESTEFÂNIA COMO DE PERTENÇA DA CRIANÇA E A NECESSIDADE DE UM NOVO PEDIATRICO PARA LISBOA.
SABEMOS QUE ESTAMOS EM CRISE, MAS FOI IGUALMENTE NUMA EPÓCA DE CRISE QUE O ACTUAL HOSPITAL PEDIATRICO FOI EDIFICADO. ALGUNS ACTOS VALEM PELO SEU VALOR SIMBOLICO E TRADUZEM ABERTURA AO DIALOGO COM A SOCIEDADE, IMPRESCINDIVEL NOS TEMPOS TURVADOS QUE SE AVIZINHAM.
DIZ SABIAMENTE O DITADO POPULAR QUE "É NO INVERNO QUE SE PLANTAM AS MACIEIRAS"
E ASSIM AQUI DEIXAMOS OS NOSSOS VOTOS QUE O NOVO EXECUTIVO SEJA DIGNO DESTE CAPITAL DE ESPERANÇA QUE A MAIORIA DOS ELEITORES LEGITIMOU.

AQUI DECLARAMOS QUE CONFIAMOS NA PALAVRA DADA PELOS ENTÃO REPRESENTANTES DAQUELES E OUTROS PARTIDOS E FAZEMOS VOTOS DE SUCESSO AO NOVO GOVERNO EM TODAS AS ACÇÕES QUE FAVOREÇAM A UNIDADE, SOLIDARIEDADE E PROGRESSO DOS PORTUGUESES.
OS DOIS ABAIXO ASSINADOS ENVIADOS AOS DIVERSOS ORGÃOS DE SOBERANIA E O QUE QUE AGORA ESTA EM CURSO SÃO O SIMBOLO EXPRESSO DO INCONFORMISMO DA SOCIEDADE CIVIL CONTRA AS INCOMPPRESSIVEIS MEDIDAS DO ANTERIOR MINISTERIO CONTRA O HOSPITAL PEDIATRICO DE LISBOA E QUE AGUARDAMOS QUE AGORA SEJAM ATEMPADAMENTE CORRIGIDAS.


ASSINA E DIVULGA O 3º ABAIXO ASSINADO: "CLIQUE SOBRE A FOTOGRAFIA COMEMORATIVA DO ANIVERSARIO DO HOSPITAL D. ESTEFÂNIA AO LADO."
POIS :
"NAS PEQUENAS CAUSAS PODE ESTAR A CHAVE PARA SOLUÇÃO DOS GRANDES PROBLEMAS."

domingo, 12 de junho de 2011

É CIDADÃO , PAI OU MÃE ASSINE E DIVULGUE O 3º ABAIXO ASSINADO : CLIQUE SOBRE A FOTOGRAFIA COMEMORATIVA DO HOSP. DE D. ESTEFÂNIA AO LADO

ASSOCIA-TE A UMA CAUSA NOBRE. CLIQUE SOBRE A DATA "1877" DA FOTOGRAFIA AO LADO, E ASSINA A PETIÇÃO ONLINE :




É cidadão, pai ou mãe?

Isto diz-lhe respeito! Gostaria que...
- Se tivesse um filho gravemente doente: GOSTARIA QUE ele fosse tratado num hospital geral de adultos, maioritariamente por profissionais, em espaços e com equipamentos de adultos? ou num hospital de crianças especializado, experiente, humanizado e com certificação internacional?

- Se tivesse um filho acidentado ou queimado: GOSTARIA QUE ele entrasse numa urgência geral e fosse tratado numa unidade de adultos? ou preferia que fosse tratado numa unidade para crianças
queimadas, com pais sempre ao lado e apoiados por equipas pediátricas especializadas?

- Se tivesse um bebé com graves malformações e necessidade de cirurgia urgente: GOSTARIA QUE
ele nascesse fora do Hospital de Dona Estefânia e, com maior risco de complicações, tivesse de ser para ai transportado a fim de ser operado? ou preferia que nascesse na maternidade do Hospital de Dona Estefânia e de imediato tratado em cuidados intensivos especiais para estes recém-nascidos e operado sem atrasos por uma equipa cirúrgica experiente e presente 24 horas por dia?

- Se quisesse que o seu bebé nascesse numa maternidade do SNS, moderna, bem equipada, com raríssimos casos de sequelas nos recém-nascidos e altos níveis de humanização e analgesia de parto como na maternidade do Hospital de Dona Estefânia: GOSTARIA QUE essa maternidade fosse encerrada e o parto decorresse em locais mais antigos e com condições diferentes?

- Se tivesse uma criança com problemas de desenvolvimento ou paralisia: GOSTARIA QUE fosse tratada por fisiatras e fisioterapeutas de adultos em ginásios e piscinas comuns com adultos? ou em espaço próprio, preparado para a sensibilidade e compreensão das crianças, por equipas especializadas e dedicadas a crianças e adolescentes com deficiência ou sequelas de acidentes?

- Se o Hospital especializado materno-infantil de Dona Estefânia cumpre os requisitos que você deseja para as grávidas e as crianças doentes:GOSTARIA QUE o fechassem e as crianças passassem para um hospital geral de adultos (o futuro Hospital de Todos os Santos, Chelas)?

- Se a Ministra da Saúde, por motivos alheios à saúde das grávidas e recém nascidos, encerrasse a maternidade no dia 6 de Junho, logo após as eleições: GOSTARIA QUE isso lhe fosse ocultado? ou sentir-se-ia no direito e dever de expressar o seu desacordo como cidadão?

Estes são apenas alguns exemplos das situações que os casais que quiserem ter filhos vão encontrar nos próximos 50 anos.

Apelamos a que os cidadãos se juntem em redor do Hospital Dona Estefânia e
assinem a Petição dirigida ao novo Governo e Parlamento expressando a sua
preocupação com os que não tendo voz ou o sofrimento parece não perturbar alguns políticos.

A Plataforma Cívica
em Defesa do Património do Hospital de Dona Estefânia e de um novo hospital pediátrico para Lisboa (30/05/2011)


Envie a sua opinião para: estefania.boletim@gmail.com
Consulte outros documentos e informações em: www.campanhapelohde.blogspot.com
Ligue-se a esta causa no facebook: Defesa Hospital Crianças Lisboa
Berço da Pediatria Portuguesa

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Profissionais do Hospital D. Estefânia e População manifestaram-se em silêncio contra o encerramento do bloco de partos- RTP Noticias, Vídeo

ttp://tv1.rtp.pt/noticias/?article=448410&&headline=20&visual=9&tm=8&
País - Polémica com reorganização da maternidade do hospital D. Estefânia - RTP Noticias, Vídeo

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CLICAR EM CIMA PARA ACEDER A VISUALIZAÇÃO DO VIDEO:

Está para fechar bloco de partos do Dona Estefânia - RTP Noticias, Vídeo

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Site da RTP1 onde podem ser acedidos os outros videos:

http://noticias.rtp.pt , Artigo do seu interesse: http://tv1.rtp.pt/noticias/?headline=20&visual=9&tm=8&t=Protesto-silencioso-no-hospital-da-Estefania.rtp&article=447962&source=mail
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Nothttp://www.publico.pt/Local/urgencia-da-maternidade-do-hospital-da-estefania-encerrada-a-partir-de-hoje_1497699icia do Publico :
Urgência da maternidade do Hospital da Estefânia encerrada a partir de hoje - Local - PUBLICO.PT

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Profissionais do D. Estefânia alertam para risco de aumento de mortalidade infantil - Local - PUBLICO.PT
http://www.publico.pt/Local/profissionais-do-d-estefania-alertam-para-risco-de-aumento-de-mortalidade-infantil_1497000
Profissionais do D. Estefânia alertam para risco de aumento de mortalidade infantil - Local - PUBLICO.PT

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DIARIO DE NOTICIAS
http://www.dn.pt/Inicio/interior.aspx?content_id=1867174
Estefânia: Largas dezenas de profissionais do hospital protestam contra fecho das urgências - dn - DN

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http://ww1.rtp.pt/noticias/?t=Manifestacao-silenciosa-no-D-Estefania.rtp&headline=20&visual=9&article=447686&tm=2
Saúde - Manifestação silenciosa no D. Estefânia - RTP Noticias, Vídeo
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JORNAL O PUBLICO DO DIA 7 DE JUNHO DE 2011

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Assinar a 3ª Petição !


Clique aqui para assinar: 3ª Petição da Plataforma Cívica em Defesa do Património do Hospital de Dona Estefânia e de um novo Hospital Pediátrico em Lisboa

Exmº Sr. Presidente da Assembleia da República

Exmº Sr Primeiro-Ministro

(eleitos em resultado do escrutínio de 5 de Junho de 2011)

Exmº Sr Presidente da Assembleia Municipal de Lisboa



Os abaixo assinados não concordam com a extinção do hospital pediátrico de Lisboa programada pelo Governo anterior, considerando que essa opção constituiria um grave retrocesso civilizacional com sérias consequências para os cuidados diferenciados às crianças de Lisboa e do País. A confirmar-se a extinção do hospital especializado em doenças das crianças, nomeadamente as de maior gravidade, seria caso único em países civilizados e Lisboa a única Capital a fazê-lo.
Tal como em anteriores moções, recomendações e relatórios da Assembleia da República, da sua Comissão de Saúde e da Assembleia Municipal de Lisboa, assim como de abaixo-assinados com mais de 90.000 aderentes, defendemos que o património e o espaço do actual Hospital de Dona Estefânia devem continuar ligados à condição da criança para quem foram criados há mais de 130 anos e que ao lado do futuro Hospital Geral de Todos os Santos e com ele mantendo as relações indispensáveis, seja construído um moderno e bem equipado hospital pediátrico com a sua maternidade, técnica e administrativamente autónomos do hospital de adultos e servidos por profissionais inteiramente dedicados à criança e à grávida como é exigido num hospital especializado e de referência.


Os signatários

terça-feira, 31 de maio de 2011

AOS PROFISSIONAIS DO HOSPITAL DE DONA ESTEFÂNIA



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AOS PROFISSIONAIS DO HOSPITAL DE DONA ESTEFÂNIA
Dia Mundial da Criança, 4a feira, 1 de Junho, às 13.00 h TODOS nos pátios do hospital contra a hipocrisia oficial e pela defesa do hospital materno-infantil de Lisboa
A Ministra da Saúde continua a desmembrar o Hospital materno-infantil de Dona Estefânia e, mesmo com o Governo em gestão, decidiu encerrar a urgência e os partos da maternidade no dia 6 de Junho – um dia após as eleições. Os profissionais de todos os grupos e graus de diferenciação que tem assistido à progressiva destruição do modelo pediátrico especializado do Hospital e sua submissão a uma lógica de hospital de adultos, têm o direito e o dever de manifestar a sua preocupação e de denunciar as decisões ministeriais que nada têm a ver com a saúde das grávidas, recém-nascidos e crianças doentes, essas sim que devemos defender e respeitar em primeiro lugar.
Apelamos a TODOS OS PROFISSIONAIS DO HOSPITAL para saírem
para os pátios (Junto às 2 portas principais) entre as 13.00 e 13.05 h de 4a f, para, em silêncio, fazerem ouvir a voz dos que ainda a não têm e manifestar o seu desacordo contra mais esta medida da Ministra da Saúde. Nos locais poderá assinar uma Petição ao novo Governo e Assembleia da República.
Participe! Seja solidário! A ESTA ACÇÃO A QUE VALE A PENA DAR UM VOTO
Apesar da reunião se realizar à hora de almoço, os profissionais estarão presentes sob convocatória de sindicatos médicos, de enfermeiros. Aguarda-se o envio das convocatórias de outros sindicatos.
Berço da Pediatria Portuguesa
Plataforma Cívica

domingo, 22 de maio de 2011

Encerramento da Maternidade do Hospital D. Estefânia um acto lesivo para a assistencia materno - infantil, perpetrado por um governo gestão.




O encerramento da Maternidade do Hospital Materno-infantil de Dona Estefânia causa graves consequências para a grávida, o recém-nascido e a organização dos cuidados perinatais

A Plataforma Cívica em Defesa do Património do Hospital de Dona Estefânia e de um novo Hospital Pediátrico para Lisboa tomou conhecimento, com grande preocupação, da decisão da Srª Ministra da Saúde de encerrar a urgência e os partos na Maternidade do Hospital de Dona Estefânia (HDE) parecendo ignorar que neste hospital se localiza a unidade de cirurgia neonatal de referência para a zona Sul do País.

Uma situação conjuntural (contratos com médicos de empresas anteriormente fomentados pelo próprio Ministério e depois proscritos, falta de obstetras no período de Verão e recusa legal dos profissionais da MAC em fazer mais horas extraordinárias a partir de 1 de Junho) serviu para suportar uma decisão estrutural que afecta gravemente a rede de cuidados perinatais diferenciados e os cuidados cirúrgicos neonatais que lhes são indispensáveis, podendo limitar, à nascença, o potencial de tratamento e recuperação de muitos recém-nascidos gravemente doentes.

Tal atitude em nada surpreende a Plataforma Cívica, uma vez que já em 2000, enquanto presidente da ARSLVT e sem os actuais condicionalismos, a actual titular da pasta da saúde já tentara encerrar a Maternidade do HDE e, na mesma linha, mais recentemente tem tentado encerrar o próprio hospital pediátrico, substituindo-o por mais uma das enfermarias do futuro Hospital Geral de Todos os Santos, em completa promiscuidade com os espaços e cuidados de adultos. A esta ultima intenção do Ministério têm-se oposto a Assembleia da República, a Assembleia Municipal de Lisboa, mais de 100.000 cidadãos e 96% dos profissionais que defendem um hospital pediátrico autónomo e tecnicamente modernizado em Lisboa.

Esta decisão imediatista e de fim de mandato do “Governo em gestão” evita notícias, em plena campanha eleitoral, sobre as dificuldades na urgência da Maternidade Dr Alfredo da Costa (MAC) que o Ministério não soube prevenir por ausência de uma visão estruturante e passa as consequências das disfunções agora criadas para o próximo Ministro da Saúde. Acresce que esta medida é tomada a poucos meses da abertura do Hospital de Loures e posteriormente do de Vila Franca de Xira que, essas sim, vão levar a novas reestruturações da rede de cuidados à grávida e recém-nascido e à redistribuição dos partos e de profissionais na área metropolitana.

Nesse sentido a Plataforma Cívica, após ouvir os profissionais, entende manifestar publicamente o seguinte:
1 – O encerramento da Maternidade do Hospital Dona Estefânia é uma decisão política sem fundamento técnico, planeamento estratégico, justificação económica ou expectativa de melhores resultados no atendimento à grávida e ao recém-nascido.

2 - O interesse público e dos cidadãos mais vulneráveis não foi acautelado minimamente pois:
a) o evidente prejuízo financeiro inerente à decisão, se questionável em condições normais, é inaceitável no momento que o país atravessa. Os profissionais do HDE têm, desde sempre, garantido o funcionamento da maternidade 24 sobre 24 h a custos normais do SNS e sem recurso a empresas de prestação de serviços médicos. A sua dedicação à causa pública e o mérito da sua actuação técnica são desta surpreendente forma reconhecidos e premiadas pela tutela.
b) o aumento da taxa de complicações está largamente documentada na literatura cientifica internacional quando há necessidade de recém-nascidos gravemente doentes serem transportados de uma maternidade exterior para um centro de referência médico-cirúrgico neonatal, neste caso para o Hospital de Dona Estefânia.
c) os padrões técnicos e de segurança da grávida são ignorados ao encerrar uma maternidade com uma taxa de partos por cesariana inferior à média nacional, raríssimos casos de sequelas neonatais e uma elevada taxa de analgesia de parto.
d) a redução dos níveis de qualidade e conforto do SNS é evidente face ao encerramento de uma unidade construída recentemente, integrada num hospital com qualidade recertificada internacionalmente, com uma dimensão gerível de acordo com as instâncias internacionais (2.000 a 2.500 partos/ano) e com altos níveis de humanização e satisfação das utentes.
e) a resposta multiprofissional na fase aguda e no acompanhamento de longa duração dos recém-nascidos gravemente doentes ou com doença crónica fica claramente prejudicada pelo fraccionamento institucional da sequência de cuidados.
f) o acesso a vários Meios Complementares de Diagnóstico e a algumas especialidades médico-cirúrgicas é dificultado e mais oneroso para o SNS se os recém-nascidos nascerem e sejam tratados fora do Hospital de Dona Estefânia.

3 - Por tudo isto, a Plataforma Cívica:
a) alerta para esta imposição de fim de ciclo da Srª Ministra e apela aos responsáveis políticos para reflectirem e evitarem as consequências de mais uma ameaça dirigida a um dos eixos da assistência materno-infantil em Portugal e pilar dos resultados que a nível internacional tanto orgulham o País e os seus cuidados à grávida e ao recém-nascido.
b) tal como antes, está disponível para dar o seu contributo a um efectivo planeamento e reorganização estrutural dos cuidados à grávida e recém-nascido que possam melhorar a sua qualidade e racionalizar os custos, assim os responsáveis o solicitem.

Lisboa, 21 de Maio de 2011

A Plataforma Cívica

sábado, 14 de maio de 2011

Revisão do PDM de Lisboa. Sugestão em Defesa do Hospital Pediatrico, subscrita por dezenas de médicos do quadro do H.D.E.


Sugestão de Revisão do PDM de Lisboa subscrita por promotores da Plataforma Civica e profissionais do HDE ,enviada ao Sr. Presidente da Camâra Muncipal de Lisboa e as várias forças politicas e partidos representados na Assembleia Municipal de Lisboa .

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Exmo. Sr. Presidente da Câmara Municipal de Lisboa



É nosso intento dar continuidade e resposta à vontade expressa por cerca de 80.500 cidadãos, vertida em duas petições endereçadas e entregues em mão aos Exmos . Srs. Presidentes da República e da Assembleia da República pela Plataforma Cívica de defesa do Hospital Pediátrico (e cujo conteúdo abaixo explicitamos nas alíneas 1 e 2), tendo sido posteriormente remetidas moções e recomendações com pressupostos e objectivos idênticos ao Governo da República, após aprovação por maioria na Assembleia da Republica, por unanimidade na Assembleia Municipal de Lisboa e Comissão de Saúde da Assembleia da Republica e por 96% dos votos dos profissionais do Hospital de D. Estefânia após referendo interno.
Vimos assim solicitar que, na revisão e aprovação do PDM de Lisboa, os seus pressupostos sejam tidos em devida consideração quando da definição de condicionantes nas duas áreas abaixo mencionadas

1 - Que na Freguesia de São Jorge de Arroios o terreno e o edificado histórico que constitui o actual Hospital D. Estefânia (originariamente parte integrante da Quinta da Bemposta, pertencente à Coroa Real Portuguesa e doado por D. Pedro V em respeito a vontade de sua esposa Rainha D. Estefânia, com o fim expresso "de construção de um Hospital para a infância desvalida", e que foi oficializado no Decreto lei de 4 de Agosto de 1860, publicado no Diário de Lisboa (Folha Oficial do Governo Português ), solicitamos que intervenha no sentido de que :Aquele espaço deverá permanecer fiel aos fins propostos na sua génese, destinando-se exclusivamente a projectos e instituições dedicadas ao tratamento, desenvolvimento ,investigação cientifica e acolhimento das crianças em Lisboa, preservando para sempre o seu carácter público, universal e sem fins lucrativos na prossecução dos fins acima expostos. 



2 – Tendo em conta a necessidade de um espaço para construção de um novo Hospital Pediátrico em Lisboa, que deverá ser edificado de acordo com os padrões modernos internacionais exigíveis num equipamento terciário da capital de um país pertencente a União Europeia, o que implica o respeito pelos preceitos arquitectónicos, funcionais e tecnológicos necessários para as funções de assistência, ensino e investigação na sua concepção, com completa autonomia territorial, técnica, administrativa e financeira, mas partilhando imprescindíveis relações de complementaridade com o futuro Hospital de Todos os Santos; e outras unidades de saúde que venham a ser projectadas no futuro parque hospitalar de Lisboa Oriental , localizadas no Parque da Bela Vista que abrange as Freguesias de Alvalade, Alto do Pina , Beato, São João de Brito e Marvila , solicitamos que intervenha no sentido de que em sede de revisão do PDM de Lisboa , seja afectado naquele territorio o espaço de terreno autónomo necessário para a referida construção, em acordo com considerações acima expostas.


Subscrevem em acordo com Plataforma Cívica de Defesa para um Novo Hospital Pediátrico para Lisboa e de defesa do Património do actual D. Estefânia : várias dezenas de médicos pertencentes ao quadro do Hospital de D. Estefânia entre os quais vários coordenadores de área de sub especialidades pediatricas.

Helena Garrido do Jornal de Negocios denuncia as Parcerias Publico Privadas como um atentado a livre iniciativa .. e nós a Pediatria.....

Faça "Duplo Clique" para ampliar o texto.



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Nota introdutória:
Os ideologos defensores PPPs afirmam a sua legitimidade na defesa da livre iniciativa e sociedade de mercado, mas as sua praticas contrariam as suas afirmações e sua acção é subterranea e desconhecida do grande publico e caracteriza-se pela apropriação priveligiada do nossos impostos.
A sua acção esta assim em contradição com o espirito progressivo da livre iniciativa de que indevidamente se armam em defensores.
O concurso do futuro HTS e consequente destruição do Hospital Pediatrico de Lisboa será um eventual atropelo destas regras e deveria ser investigado para que fossem dissipadas as duvidas que pairam no ar sobre a sua legalidade a luz dos preceitos da livre concorrência.
Dra. Ana Jorge , quando diz que os contractos e concursos do HTS não podem ser revistos devido aos custos e indenizações que tal representaria, confirma a sua submissão e conivência do governo com estes interesses.
Caros leitores e amigos , em defesa dos valores da livre iniciativa, pluralismo democratico e da honesta gestão dos nossos impostos, e defesa so Hospital Pediatrico de Lisboa , se de acordo com o seu conteudo divulguem artigo de opinião de Helena Garrido , Directora adjunta do Jornal de Negocios e que transcrevemos a seguir integralmente. Quanto a sua indagação final julgamos infelizmente que a resposta é negativa.
PPM / Manu




Artigo na integra:

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"Os direitos adquiridos há muito que o deixaram de ser para os cidadãos europeus."



Os contratos entre o Estado e as empresas são os novos direitos adquiridos. Parecem gravados na pedra.

Uma das grandes virtudes do memorando de entendimento para a ajuda externa está no que diz sobre os negócios protegidos e com barreiras à entrada - telecomunicações e energia -, e sobre as parcerias público--privadas (PPP). Tem de se ver para crer que se vão de facto adoptar medidas para criar um efectivo ambiente de concorrência nesses sectores.

O que se passa em Portugal na regulação de sectores quase monopolistas e nas parcerias para a construção de estradas, hospitais e até tribunais é mais um exemplo da total e absoluta captura do Estado pelos interesses privados.

Esta ausência de soberania do Estado não é propriamente um problema português. É uma questão mais profunda e ampla, que abrange todas as democracias ocidentais. O problema da dívida, por exemplo, só se coloca nos actuais termos porque os estados auto--limitaram a sua soberania monetária. Mas essa é uma outra questão.

Regressemos à questão das parecerias e dos contratos entre Estado e empresas. Os alertas começam a chegar. Os contratos, como contratos que são, têm de ser cumpridos, dizem. Rever os contratos das PPP? Isso vai custar uma fortuna, avisa-se. Rever os contratos que o Estado tem com a EDP? Mais outra fortuna.

O que é interessante nesta realidade é a sua dimensão de absurdo. O mundo em que pensamos que vivemos é, afinal, um outro mundo completamente diferente.

Se não vejamos. Os direitos dos cidadãos estão consagrados na Constituição e em leis. Mas isso não impediu a redução desses direitos, mais ou menos disfarçadamente. Qualquer um de nós, incluindo até quem trabalha na Administração Pública, sabe que o despedimento ou é ou pode ser a breve prazo muito mais fácil, que a saúde não é gratuita, que a pensão de reforma está muito longe de ser garantida, que o subsídio de desemprego vai emagrecer cada vez mais... Tudo direitos dados como adquiridos, consagrados na Lei e na Constituição, que facilmente vão desaparecendo.

Há notícia de alguém ter recebido alguma indemnização por ter visto os seus direitos reduzidos? Claro que não.

Em contrapartida, os contratos - meros contratos entre duas partes - apresentam-se com a força que a teoria dá à Lei e à Constituição. Não se consegue rever um contrato sem que o Estado (diga-se, os cidadãos e contribuintes) tenha de pagar uma indemnização.

Numa redução ao absurdo, qualquer um de nós ganharia hoje mais se tivesse assinado um contrato com o Estado em vez de ter os seus direitos garantidos pela Constituição.

Enquanto for bastante mais barato reduzir os direitos dos cidadãos e aumentar impostos do que rever contratos entre o Estado e o sector privado, a história a que temos assistido nas democracias ocidentais e em Portugal continuará a ser a mesma: o Estado capturado pelos partidos e interesses privados, a tirar a quem tem apenas a Lei e a Constituição do seu lado para dar a quem tem contratos.

Eis uma abordagem a roçar o esquerdismo, dirão alguns. Pois não é. A democracia capitalista de mercado tem na liberdade, igualdade e no Estado de direito - e não dos contratos - os seus pilares fundamentais. O que temos hoje é tudo menos mercado. Porque uns são manifestamente mais iguais que outros, porque uns têm manifestamente mais poder sobre o Estado que outros. Terá a troika o poder de curar esta ferida do capitalismo?


helenagarrido@negocios.pt

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