quarta-feira, 26 de março de 2008

.... Este é um espaço de discussão..

Enviaram-nos um texto com autor identificado.
Agradecemos e o publicamos, pois consideramos que só a exposição clara e franca de pontos de vista diversos e mesmo eventualmente contraditórios aos nossos, levarão a sínteses mais abrangentes.
Acreditamos assim na necessidade de uma informação plena e na capacidade de cada um em formar a sua opinião em livre arbítrio sem qualquer condicionamento de informação.
Leiam-no com atenção e enviem as vossas considerações!




Qual o futuro de um Hospital Materno-Infantil no mundo dos “grandes”?

É consensual que o objectivo de qualquer Hospital Público consiste em garantir a equidade do acesso a cuidados especializados de qualidade, humanizados e inovadores, numa lógica de investimento racional, e que esse objectivo encontra-se claramente expresso na missão do Hospital materno infantil de Dona Estefânia, que integra o recém criado CHLC.
A sua Missão é : “Prestar cuidados de saúde diferenciados e de elevada qualidade à Criança e à Mulher, assegurando a formação pré-graduada e pós-graduada de acordo com padrões da mais elevada qualidade e promovendo a investigação, … facilitando a acessibilidade aos seus recursos e o desenvolvimento de complementaridades e parecerias no interesse dos Doentes”.
Se os objectivos estão definidos, a procura da qualidade e da inovação devem hoje passar pelo estabelecimento de parecerias e complementaridades de modo a potenciar quer o desenvolvimento de novas metodologias e tecnologias, quer a partilha de experiências, no interesse último dos próprios Doentes.
A longa história do HDE que desde a sua fundação em 1877 o vocacionou para o tratamento da Criança e da Mãe, tornou-o num dos primeiros hospitais materno-infantis a ser construído na Europa, permitindo que ali se desenvolvessem varias inovações quer organizacionais, como a separação clara do modelo de cuidados pediátricos entre cuidados médicos e cirúrgicos (ocorrida em 1918), quer tecnológicos como seja a criação pioneira de unidades de cuidados intensivos neonatais e pediátricas, a criação da primeira unidade de queimados pediátricos do País, ou ainda investindo em métodos e técnicas adequadas a cada grupo etário que permitiram o desenvolvimento de sub-especialidades na área da Pediatria, tornando este Hospital um centro de formação pós-graduada de referência nacional e internacional.
Este longo caminho percorrido durante 130 anos, caracterizado por um ambiente multidisciplinar dedicado aos cuidados materno-infantis, traduziu-se sempre numa melhoria significativa dos ganhos em saúde para as crianças portuguesas, produzindo entre outros indicadores de todos conhecidos, uma mortalidade igual ou inferior à observada em outros centros europeus para os doentes recém nascidos portadores de malformações graves ou de extrema prematuridade ou nos grandes queimados pediátricos.
A experiência acumulada foi sendo partilhada, numa lógica hipocrática de ensino, promovendo a formação de inúmeros Especialistas que criaram novos Serviços em todo o País, colocando Portugal num dos lugares cimeiros no ranking mundial dos cuidados materno-infantis.
Para se manter esta qualidade nos resultados foi necessário criar uma “massa crítica” de profissionais e de casos que, como vários estudos demonstraram, leva a uma relação directa entre o volume de actividade e a qualidade dos resultados obtidos, especialmente no campo dos doentes mais graves ou de patologia mais complexa.
A recente reestruturação da malha hospitalar de Lisboa, com a constituição do CHLC no qual o HDE foi integrado, levará a breve prazo à construção do Hospital de Todos os Santos que, nas palavras do Dr. Correia de Campos, deverá “...substituir e racionalizar uma oferta de cuidados que actualmente é assegurada por um conjunto de velhos hospitais, por uma oferta moderna e eficiente, de excelência, que dignifique ainda mais o nosso SNS, tornando-o moderno, flexível e ajustado às necessidades de cuidados de saúde dos cidadãos da cidade e da sua área de atracção secundária e terciária.”
Por quanto foi dito acima a questão de fundo do debate que percorre transversalmente os profissionais de saúde do HDE é, se com esta concentração de hospitais num único espaço será possível manter a autonomia e as especificidades dos cuidados materno-infantiis ou, se pelo contrário, vai haver uma adulteração deste modelo de cuidados.
Pessoalmente, acredito que esta racionalização / concentração de meios irá certamente conduzir ao ”…estabelecimento de parcerias e complementaridades…” permitindo elevar em muito o patamar tecnológico e a oferta de cuidados altamente diferenciados com que todos os nossos Doentes vão beneficiar.
A qualidade do actual modelo de cuidados só será mantida e amplificada se mantivermos a “massa crítica” de Doentes graves e complexos que ao HDE acorrem, quer espontaneamente, quer por referência de outros centros. Este facto torna assim importante e urgente, a definição clara pela tutela de uma verdadeira rede de referência secundária e terciária, que leve a que esses Doentes devam apenas ser tratados onde existem os meios mais adequados e os profissionais treinados para garantir o melhor resultado ajustado ao risco.
Acredito também que o que faz um Hospital Materno-Infantil não são os bonecos mais ou menos coloridos que se pintam nas paredes e nas batas, mas antes um modo “especial” de cuidar e de estar na prática clínica. A evolução recente dos conceitos de arquitectura hospitalar e design de hospitais pode certamente responder à necessidade de manutenção de um “ambiente” pediátrico específico e autónomo, protegendo devidamente a “contaminação” dos cuidados a prestar às crianças e às mães, por parte daqueles que, para tal não se sentem vocacionados ou não estejam habilitados.
Assim atrevo-me a enunciar os valores que devem presidir à integração funcional, que não apenas física “strictu-senso”, de um hospital materno-infantil num centro hospitalar moderno e de elevada concentração tecnológica como se prevê ser o HTS :
1. O primado do Doente e da sua Família, que não poderá ser posto em causa por quaisquer outros interesses.
2. O primado do tratamento do Doente sobre o tratamento das doenças, em ambiente adequado às suas necessidades, promovendo a concentração de recursos e competências numa lógica de processos adequados às necessidades de cada grupo etário.
3. A procura permanente de colaboração e coordenação com os restantes Departamentos e Unidades do CHLC de modo a oferecer o melhor e mais adequado modelo de cuidados a cada Doente.
Salvaguardados estes valores, a manutenção do modelo de cuidados que ao longo dos anos foi desenvolvido e aperfeiçoado no HDE, estará certamente assegurado, tornando suficientemente explícito a todos que este modelo não poderá ser “adaptado” sem o desvirtuar, devendo manter a sua autonomia nas decisões técnicas, influenciando positivamente as decisões de gestão.
Assinado

quinta-feira, 6 de março de 2008

Hospital de Todos o Santos - Opiniões sobre o Plano Funcional


Uma primeira impressão do Plano Funcional do futuro Hospital de Todos os Santos:


Era minha hora do almoço, e decidi aproveitá-la para analisar o Plano Funcional do futuro Hospital de todos os Santos.
Antes telefono à Secretaria do C.A. para saber da oportunidade, pois julgava que o Conselho de Administração ainda se reunia lá às 4ªs feiras. Informam-me delicadamente que não haveria problema, pois agora as reuniões eram todas no Hospital de São José!
O Hospital de D. Estefânia de facto já deixou de ser um Hospital Pediátrico dedicado para certos sectores administrativos... A sua Direcção já se localiza no Hospital de Adultos, e é de lá que emanam as “ordens”...
Pouco depois, já no C.A, entregam-me os dois Dossiers com cerca de 200 páginas cada um.
Inicialmente, procuro inteirar-me dos autores do projecto e da metodologia da sua selecção. Encontro como explicação e pista a palavra "InterSalus", empresa que soube através da Net, estar sedeada em Barcelona.
Indago-me por qualquer indício dos planos terem sido realizados segundo pareceres de entidades competentes na área da saúde materno infantil em Portugal. Mas se o foram, nada é referido no documento.
Seria cínico da minha parte indagar se algum médico do Hospital D. Estefânia, ou mesmo dos outros Hospitais do Centro Hospitalar, chegou a ser ao menos consultado?
O projecto é assim omisso a qualquer concurso que justificou e a sua selecção... A palavra "Pediatrico" encontra-se “perdida” em vários paragrafos do indice de um Hospital Generalista.....
Invade-me a sensação de perda de tempo e enovelamento em inúmeras páginas administrativas feitas provavelmente por encomenda a uma empresa “especializada” em projectos hospitalares.
Após uma hora, reserva-me uma surpresa desoladora, pois apenas ao final do livro aparece um capítulo que não constava do índice! Este denomina-se “O ambiente Pediátrico”, e é uma adenda evidentemente ali “colada” a posteriori, como que por necessidade de uma justificação. Um complemento “sem jeito”, que lembra um auto-convidado para uma festa em que não era esperado, e sua entrada é permitido apenas pela porta traseira, sendo avergonhadamente escondido, não merecendo referência alguma no índice principal...
Cansado e desiludido pouso os dossiers sobre a mesa. Estive a perder tempo infrutiferamente...
Despeço-me com a sensação de frustração único tema que me interessava analisar fora e remetido a um anexo “sem eira nem beira”, que eu encontrara por mero acaso ao, inadvertidamente, ter eu resolvido ir até as traseiras do livro!
Já no caminho de volta ao meu Serviço, ressoam-me as frias palavras do ex-Ministro à TVI, algumas horas antes de se demitir:
- Tenho muita pena, mas o Hospital Dona Estefânia é mesmo para se fechar...
Associação de palavras e sensações, pois as do ex-Ministro estavam em perfeita sintonia com o frio e desabitado ambiente da Sala do Conselho de a Administração às 4ªs feiras. Mas, nem tudo é desolação, pois como vimos o então Ministro enganou-se... Quem aparentemente “Fechou” foi o Ex-Ministro, e apenas algumas horas depois de te-lo afirmado! Coincidência?!!!
Dissemos aparentemente pois segundo consta os "actuais planos " ou planos obscuros " pois no que diz respeito a Pediatria não estão publicados, e são para continuar...
O 1º round já está ganho pelas Crianças de Portugal e a sua “Arca de Noé” que já carrega 75.000 assinaturas ao Presidente da Republica Portuguesa!

E a Arca de Noé apenas começou a navegar!


Transcrevemos abaixo outro artigo de opinião, já publicado no Blog, sobre o Plano Funcional, para permitir aos leitores uma perspectiva de conjunto.
Se estiveres em desacordo com estas perspectivas envia a tua opinião que a publicaremos.

Sobre o Plano Funcional para o futuro Hosp. de Todos os Santos :

em>"Preocupa-nos" que:

-A assistência à criança passe a ser feita, regressando ao passado, por profissionais sem formação especifica no atendimento e tratamento de bebes e crianças.

- Este documento retrate um Hospital Geral de Adultos, tendo sido colocados como anexos, ou em parágrafos acrescentados, apenas algumas referências à assistência à criança ( em espaços que sobram nas unidades de adultos)

- As reflexões e indicações previamente enviadas aos decisores, por parte do corpo técnico do Hospital, na sua maioria voltadas à criança, tenham sido ignoradas e substituídas por conceitos gestionários, que não contemplam a condição da criança doente nem de suas famílias.

- As áreas fundamentais de tratamento da criança estejam programadas para ser integradas em enfermarias de adultos, nomeadamente com doenças psiquiátricas. Mais estranho é quando, actualmente, hospitais com bons serviços de psiquiatria de adultos, enviam as suas crianças e adolescentes para internamento psiquiátrico em espaço próprio no Hospital de Dona Estefânia.

- Se queira destruir um hospital pediátrico de 200 camas, e reduzi-lo a um piso, ou andar num edifício basicamente preparado para doentes adultos.

- O modelo de assistência pediátrica do hospital pediátrico especializado e de apoio perinatal de Dona Estefânia, desenvolvido ao longo de mais de 130 anos, vá se assemelhar ao modelo de um andar destinado à pediatria, tal qual o que existe nos hospitais gerais das zonas mais afastadas como o da Amadora, Almada ou Vila Franca.

- Em outros países os grandes hospitais universitários que foram construídos nesse modelo dos anos 70 (o mesmo que agora querem nos impor em Portugal) estejam já reconsiderando a evidente vantagem de sua separação física em edifícios diferentes para as áreas de assistência à criança, ao adolescente e à mulher grávida."



Sobre o Internamento:

"Preocupa-nos que:

- Toda a pediatria médica e cirúrgica que no actual HDE tem cerca de 144 camas, passe a ser espremida em 44 camas "multi-especialidades", colocadas em quartos duplos.

- Recobros pós-cirúrgicos sejam feitos em conjunto com adultos, separados apenas por divisórias removíveis, acrescentadas ao plano de arquitectura base do novo hospital geral."



Sobre a Consulta externa:

"Preocupa-nos que:

- Estejam previstos apenas 10 gabinetes de pediatria, menos de 1/3 dos actuais.

- Não estejam previstos quaisquer gabinetes de consulta para as mais de 15 especialidades dedicadas à criança, que já hoje existem no Hospital D.Estefânia.

- Não esteja prevista a autonomia e especificação pediátrica de unidades diferenciadas no tratamento da criança como endocrinologia, nefrologia, desenvolvimento da criança, pneumologia, hematologia, ortopedia, neurocirurgia, urologia, oftalmologia, cirurgia plástica, estomatologia, entre outras. Ficando estas unidades como meros apêndices das unidades de adultos, subordinadas às técnicas e chefia de técnicos de adultos do futuro hospital de Todos os Santos. Retroceder-se-á com isso por décadas na qualidade do atendimento hospitalar da saúde infantil.


- As salas de técnicas diagnosticas sejam mistas com crianças e adultos, alguns muitos idosos e com situações susceptíveis de impressionar as crianças.

- Não existam instalações dedicadas às doenças infecciosas das criança, desconhecendo-se se irão partilhar com adultos as salas de isolamento, uma vez que apenas 4 camas estarão dedicadas para as crianças.


- As especialidades chamadas verticais, como a alergologia, genética, fisiatria, ORL, audiologia, etc, (que no actual hospital pediátrico de Dona Estefânia tem a sua actividade mais de 90% dedicada à criança), não tenham programados espaços para a criança, e regridam à mesma condição dos anos 50 do século passado, com a observação das crianças em espaços partilhados com adultos, numa lógica de "rentabilização" comercial de espaços e equipamentos.

- Nos casos em que o documento em análise ressalva a condição da criança no novo hospital, praticamente só seja feita referência à existência de sanitários para crianças e algumas separações dos adultos através de instalação de tabiques ou divisórias removíveis. Esta é, na essência, a forma como a arquitectura do novo Hospital de Todos os Santos se prepara para garantir a criação de um "ambiente pediátrico" protector e adaptado à criança.
"


Sobre a Fisiatria:

"Preocupa-nos que:

- A Fisiatria e reabilitação das crianças com deficiência passe a ser feita em 1/3 dos postos-gabinetes actuais.

- Os bebes e crianças portadores de anomalias físicas e do desenvolvimento passarão a fazer a sua reabilitação e em áreas e ginásios mistos com adultos
."


Sobre o Quadro Pessoal:

"Preocupa-nos que:

- O quadro de pessoal seja dimensionada para 1/3 das camas actuais, e que muitas unidades com capacidade de tratamento de crianças tenham que encerrar, ou não mais se possam desenvolver, por ausência de pessoal que faça a sua aprendizagem demorada na aplicação de novos métodos terapêuticos, e que sejam os médicos de adultos que tenham de estender a sua acção ao atendimento das crianças, por falta objectiva de profissionais preparados para o atendimento dos grupos etários mais jovens.


-As camas dedicadas à criança possam ser aumentadas até ao dobro em época de crise - situação mais que previsível - e à custa da montagem de mais camas em cada quarto com redução das condições de acompanhamento dos pais, com maior risco de infecção hospitalar e com sobrecarga imposta aos profissionais, contabilizando ratios de atendimento e risco intoleráveis."

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Diálogo e Esclarecimento: essas são as armas de quem esta convicto das suas razões!

Através de fontes variadas, fomos informados que o Conselho de Administração planeia para breve uma secção de esclarecimento alargada a todos os funcionários do Hospital.

Se confirmada essa intenção, felicitamos a abertura ao diálogo, que imaginamos estar relacionada com a recente alteração dos Responsáveis pela Pasta da Saúde...

Para que o envolvimento de todos, nesta secção de esclarecimento, possa acontecer de forma verdadeiramente participativa, propomos a divulgação prévia do Plano Director do Hospital de Todos os Santos;
Isso poderia acontecer via Intranet, ou então através de CD-Rooms (com licença de cópia e divulgação para os interessados) que seriam distribuidos às direcções dos Serviços, com prazos razoáveis para que todos os interessados possam analisar e discutir seu conteúdo.

sábado, 16 de fevereiro de 2008

Vitória: A discussão sôbre os planos da Assistência Hospitalar Materno Infantil é agora de âmbito Público!

LEIA NA REVISTA VISÃO DESTA SEMANA !Antes da criação deste espaço de discussão, a divulgação dos actuais planos para a Saúde Materno-Infantil em Portugal era desconhecida de quase todos.Se existem duvidas, há sempre que esclarecê-las! E as duvidas não são de exclusividade nossa!Partilhamos da opinião de que são as dúvidas que levam ao progresso, e não as certezas.Este artigo da Revista Visão, preenche estes requisitos de suscitar dúvidas e esclarecimentos, pressuposto partilhado pelos criadores e propositores deste Blog e Petição (que já recolheu 74.000 assinaturas) e que acredita na necessidade da existência de Hospitais Pediátricos dedicados.
 Agradecemos a "Revista Visão" , mas se caso fossemos nós a redigi-lo alterariamos o Titulo do Artigo para:"COM O APOIO DE TODOS, CONSEGUIREMOS SALVAR O HOSPITAL D. ESTEFÂNIA!" ASSINA E DIVULGA O ABAIXO ASSINADO AO PRESIDENTE DA REPUBLICA!

domingo, 10 de fevereiro de 2008

Artigo do Expresso sobre o Hospital D. Estefânia

O "Jornal Expresso" , no seguimento do "Jornal O Público" e "O Metro" , informou  sobre processo em curso no nosso Hospital, que adquiriu visibilidade devido ao sucesso do Abaixo Assinado, em boa hora promovido por nós.
O artigo do " O Expresso" não se baseou em entrevista presencial com elementos do  Movimento em Defesa do HDE, pois não existiu tempo para  o cumprimento dos formalismos legais necessários a isso.
Sobre  referido artigo, este ressalta um facto muito positivo: A simpatia e compreensão Director Clínico dos nossos objectivos, e também que ele apresenta, em muitos aspectos, perpectivas coincidentes com as do nosso movimento que realçamos o facto de Hospital Pediatrico constituir-se em edificio individualizado mas unido por um túnel ao restante Centro Hospitalar.

Também ressaltamos aqui neste post duas coisas que nos mostram o quanto ainda teremos de lutar e caminhar na nossa organização:

-As palavras do Ministro  Correia de Campos à TVI  pouco antes de se demitir : -"O Hospital D. Estefânia é para Fechar"!

-E o fato de que, relativamente ao futuro eventual Hospital de todos os Santos, não esta consignada  em papel a especificidade fisico-administrativa do seu Sector Pediátrico.

Em frente com a Campanha em Defesa do HDE!

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

O que disse o actual Presidente da Republica Portuguesa, quando visitou o Hospital D. Estefânia

No dia 10/4/2006, logo nos primeiros dias após a sua eleição, o Prof. Cavaco Silva foi ao HDE para agradecer a forma como os seus netos tinham sido até então aí tratados, mesmo nos períodos em que não ocupava qualquer cargo público ou político, e visitar "um hospital de crianças mostrando exemplos positivos, como o serviço prestado pelo HDE".

De outras frases proferidas registradas na imprensa:

"É uma obrigação colectiva fazermos o que estiver ao nosso alcance para defender as crianças que são o capital mais importante que temos.
Neste, como noutros assuntos, há uma responsabilidade colectiva"


Contamos consigo, Ilmo. Sr. Presidente da Republica Portuguesa, na defesa deste modelo!

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Para que não restem dúvidas :" Movimento de Apoio e Defesa do Hospital D. Estefânia", o que pensamos e defendemos:

Alguns órgãos da Comunicação Social, secundando opiniões eventualmente institucionais, informam (acreditando assim desvaloriza-los) de que os objetivos dos proponentes e subscritores da Petição ao Presidente da Republica Portuguesa em Defesa do HDE, se caracterizam por apego sentimental ao passado, representado aqui pelo actual Hospital D. Estefânia (ignorando o inegável valor histórico afectivo que este representa...), posicionando assim a todos nós, como contrários ao progresso e à necessidade de um Novo Hospital. Afirmamos, que assumimos clara e inequivocamente o apego aos valores culturais e históricos e patrimoniais e incitamos todos o portugueses a fazê-lo (ver alguns fundamentos no Blog, e no Artigo do “Cidadania Lx" na coluna de links ao lado). No entanto, afirmamos que o que realmente, e fundamentalmente, nos poderá diferenciar dos que apóiam os planos do antigo e possivelmente dos actuais responsáveis pela saúde, não é o facto de sermos contra a construção de um novo Hospital Pediátrico, mas sim o fato de não aceitarmos, que no futuro Hospital de Todos os Santos, não esteja planeado um Espaço e Ambiente Pediátrico arquitectonicamente diferenciado, e com administração particularizada, mas apenas, um Hospital Generalista com uma adaptação pediátrica, e com áreas partilhadas, com um internamento de rotação rápida essencialmente a doença aguda, e que não comporta o atendimento à doença crônica. Afirmamos ainda que nos revoltamos intimamente com o processo em curso, já de integração em que se prova e se objetiva que espírito do futuro Hospital é de um Hospital Generalista, pois desde já desvalorizam Valências Pediátricas, que passaram a ser dirigidas por Directores de Serviços de Adultos.  O papel de antigos Directores Pediátricos, resume-se a um papel de Coordenação que não esta ainda regulamentado.
.Tememos que os valores e necessidades pediátricas poderão vir a não se compreendidos Directores de Adultos do Centro Hospitalar, sem sensibilidade para nossa especificidade.  Assumimos ainda, o direito a uma posição critica relativamente às valências e objectivos que incorram no risco, de não serem enquadrados no plano nacional saúde materno-infantil, que agora sabemos existir ou ter existido (Ver críticas ao actual plano funcional e documento da Comissão Médica publicados neste Blog)-.O nosso grupo de trabalho procurará levar a discussão publica estas opiniões, eventualmente questionaveis nos seus fundamentos, mas queremos esclarecer e ser esclarecidos. 

Finalizando,publicamos a “Plataforma de princípios do Movimento de Defesa e Apoio ao HDE” definida quando da na nossa 1ª Reunião. Os objetivos aprovados e que constituem a plataforma de acção do actual grupo de trabalho são:-Levar à discussão interna e à discussão pública, o actual processo de eventual destruição/diluição do Hospital de D. Estefânia, considerando não só o seu indiscutível valor como Centro Materno-Infantil diferenciado (único no Sul do País), mas também a sua tradição como um dos primeiros Hospitais Europeus dedicados à criança (fundado em 1877 e integrado nos Hospitais Civis de Lisboa em 1913).-As acuais diretrizes oficiais baseadas no futuro Hospital de Todos os Santos, não devem ter por base critérios provavelmente conjunturais e econômicos (contenção de custos ou eventual rendimento imobiliário), devendo sim, garantir a existência de uma instituição dedicada prioritariamente aos interesses da criança.-Foi considerado imprescindível lutar pela existência de um espaço físico independente e diferenciado, com autonomia técnica e administrativa, englobando não só todas as valências existentes no atual HDE, mas complementando-as. -Não será aceitável a existência de mais um Serviço de Pediatria inserido num Hospital de adultos. Assim, foram consideradas duas hipóteses:
1. Apesar de ser criado o futuro Hospital de Todos os Santos, o actual espaço ocupado pelo Hospital de D. Estefânia assumirá completamente o seu papel de Hospital Pediátrico, de nível três, dedicado às crianças, melhorando ainda mais a sua diversificação e capacidade.
2. Integração no futuro Centro Hospitalar Oriental de Lisboa, no respeito do parecer da  anterior Comissão Médica do HDE, mas considerando que: o actual espaço físico do HDE deve manter-se ao serviço da Saúde Materno-Infantil, eventualmente como Hospital de Retaguarda, na recuperação da doença prolongada e crônica, e sempre que as condições sociais o recomendem. Nesse espaço poderão vir ainda a situar-se Instituições ligadas à criança; Associações ligadas às especialidades médico-cirúrgicas pediátricas; Associações de Pais; Liga de Amigos e organismos de defesa da criança, etc.Deverá preservar-se assim, o HDE como Centro integrado de referência de apoio à criança.

Assina Pedro Paulo Mendes

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

SETENTA E DUAS MIL ASSINATURAS ! ESTA SEMANA ARTIGO NA REVISTA VISÃO. NÃO PERCA! DIVULGUE!

HOJE CHEGAMOS AOS 72000 APOIANTES À CAMPANHA EM DEFESA DO HOSPITAL D. ESTEFÂNIA

NA PRÓXIMA SEMANA SERÁ PUBLICADA NA REVISTA VISÃO UMA REPORTAGEM COM AS DIVERSAS OPINIÕES E SUAS RAZÕES.
ESTARÁ NAS BANCAS NA PRÓXIMA 5ªFEIRA.
UM DOS OBJECTIVOS PRINCIPAIS DESTA CAMPANHA JÁ FOI ALCANÇADO ! TRAZER A DISCUSSÃO PUBLICA A POLITICA DE SAÚDE NO QUE DIZ RESPEITO A SAÚDE MATERNO INFANTIL E IMPEDIR A ALIENAÇÃO DO HOSPITAL D. ESTEFÂNIA ! NÃO NOS SENTIMOS DETENTORES DA RAZÃO, MAS APENAS DO DIREITO AO SEU CONHECIMENTO , INTERPRETAÇÃO E PARTICIPAÇÃO.
DIVULGUE ESTA CAMPANHA! ESTARÁ A DIVULGAR UM DIREITO DAS CRIANÇAS DE PORTUGAL E DO SEU FUTURO!

Já Divulgaram nossa campanha :
O JORNAL "O PÚBLICO" , O JORNAL "O METRO", A "TVI", O "CANAL 2" e NA PRÓXIMA SEMANA NA REVISTA VISÃO!

AGRADECEMOS ESTA DIVULGAÇÃO!

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Respostas às perguntas e comentários enviados:

Caros amigos, simpatizantes e apoiadores da Campanha pelo HDE:

Temos recebido uma quantidade verdadeiramente assombrosa de e-mails e comentários.
Como profissionais da Saúde que somos, vivemos uma realidade profissional na qual, infelizmente, resta-nos pouquíssimo tempo para dedicar à Campanha.
Decidimos, nesse momento, priorizar a organização da Pró Associação, que é nossa garantia de continuidade dessa luta.
Por esse motivo, pedimos desculpas a todos aqueles que não estão recebendo sua merecida resposta às mensagens e comentários que nos enviam.

Contamos, contudo, com sua compreensão e continuidade de apoio!

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Novo Plano Funcional Do Futuro Hospital De Todos os Santos

Vive-se no hospital (não só entre os médicos, mas generalizadamente entre todos os profissionais) um ambiente de grande preocupação e desalento face à actual desarticulação dos serviços, e à destruição do Hospital Pediátrico, que o modelo do futuro Hospital de Todos os Santos quer nos impor.

Como há muito tempo as pessoas falam nos corredores e nos serviços (geralmente em surdina, até porque muitos estão em contratos precários), da necessidade de nos organizarmos, um grupo de profissionais decidiu impulsionar uma Pró-Associação . Essa procurará dar voz às preocupações, são não só dos profissionais, como também as de milhares de famílias que se interrogam sobre o futuro do hospital das crianças de Lisboa, e sobre qual seria a qualidade da assistência a ser dada a essas crianças, na hipótese do desaparecimento do H.D.Estefânia.

O documento oficial que permite aclarar essas dúvidas é o "PLANO FUNCIONAL DO HOSPITAL DE TODOS OS SANTOS" (no seu anexo 4).
O documento é de "livre" acesso ao funcionários do hospital, desde que dele se tenha prévio conhecimento e, nesse caso, é necessário fazer solicitação formal de sua consulta ao Conselho de Administração do D. Estefânia.
Trata-se pois de um documento "público", mas que na prática torna-se restrito pela dinâmica de acesso imposta. Obriga-se ainda, à identificação dos que a ele quiserem chegar...

As dúvidas existentes sobre esse documento, suscitam ansiedades que só se resolveriam caso este fosse divulgado através da página do hospital, ou publicamente pela internet.
Sua divulgação deveria ser imediata, pois todos os portugueses tem direito a saber o que se planeia para a saúde de seus filhos!

Vários colegas que analisaram o referido Plano, enviam-nos suas opiniões. Algumas destas contradizem a visão de progresso publicitada nas vantagens atribuídas ao novo hospital, no que diz respeito à assistência pediátrica. Julgamos que a ampla e livre divulgação do novo plano certamente propiciará condições de reflexão e debate que desvanecerão todas as dúvidas sobre o que é publicidade e o que é fato com sérias consequências na saúde materno-infantil e acreditaremos ou não na informação oficial.

A seguir compilamos e estruturamos uma colectânea das várias perspectivas que nos enviaram, as quais muito agradecemos e que solicitamos que nos continuem a enviar pois este é um espaço que se quer de esclarecimento e debate.

"Preocupa-nos que:

-A assistência à criança passe a ser feita, regressando ao passado, por profissionais sem formação especifica no atendimento e tratamento de bebes e crianças.


- Este documento retrate um Hospital Geral de Adultos, tendo sido colocados como anexos, ou em parágrafos acrescentados, apenas algumas referências à assistência à criança ( em espaços que sobram nas unidades de adultos)

- As reflexões e indicações previamente enviadas aos decisores, por parte do corpo técnico do Hospital, na sua maioria voltadas à criança, tenham sido ignoradas e substituídas por conceitos gestionários, que não contemplam a condição da criança doente nem de suas famílias.

- As áreas fundamentais de tratamento da criança estejam programadas para ser integradas em enfermarias de adultos, nomeadamente com doenças psiquiátricas. Mais estranho é quando, actualmente, hospitais com bons serviços de psiquiatria de adultos, enviam as suas crianças e adolescentes para internamento psiquiátrico em espaço próprio no Hospital de Dona Estefânia.

- Se queira destruir um hospital pediátrico de 200 camas, e reduzi-lo a um piso, ou andar num edifício basicamente preparado para doentes adultos.

- O modelo de assistência pediátrica do hospital pediátrico especializado e de apoio perinatal de Dona Estefânia, desenvolvido ao longo de mais de 130 anos, vá se assemelhar ao modelo de um andar destinado à pediatria, tal qual o que existe nos hospitais gerais das zonas mais afastadas como o da Amadora, Almada ou Vila Franca.

- Em outros países os grandes hospitais universitários que foram construídos nesse modelo dos anos 70 (o mesmo que agora querem nos impor em Portugal) estejam já reconsiderando a evidente vantagem de sua separação física em edifícios diferentes para as áreas de assistência à criança, ao adolescente e à mulher grávida."



Sobre o Internamento:

"Preocupa-nos que:

- Toda a pediatria médica e cirúrgica que no actual HDE tem cerca de 144 camas, passe a ser espremida em 44 camas "multi-especialidades", colocadas em quartos duplos.

- Recobros pós-cirúrgicos sejam feitos em conjunto com adultos, separados apenas por divisórias removíveis, acrescentadas ao plano de arquitectura base do novo hospital geral."



Sobre a Consulta externa:

"Preocupa-nos que:

- Estejam previstos apenas 10 gabinetes de pediatria, menos de 1/3 dos actuais.

- Não estejam previstos quaisquer gabinetes de consulta para as mais de 15 especialidades dedicadas à criança, que já hoje existem no Hospital D.Estefânia.

- Não esteja prevista a autonomia e especificação pediátrica de unidades diferenciadas no tratamento da criança como endocrinologia, nefrologia, desenvolvimento da criança, pneumologia, hematologia, ortopedia, neurocirurgia, urologia, oftalmologia, cirurgia plástica, estomatologia, entre outras. Ficando estas unidades como meros apêndices das unidades de adultos, subordinadas às técnicas e chefia de técnicos de adultos do futuro hospital de Todos os Santos. Retroceder-se-á com isso por décadas na qualidade do atendimento hospitalar da saúde infantil.


- As salas de técnicas diagnosticas sejam mistas com crianças e adultos, alguns muitos idosos e com situações susceptíveis de impressionar as crianças.

- Não existam instalações dedicadas às doenças infecciosas das criança, desconhecendo-se se irão partilhar com adultos as salas de isolamento, uma vez que apenas 4 camas estarão dedicadas para as crianças.


- As especialidades chamadas verticais, como a alergologia, genética, fisiatria, ORL, audiologia, etc, (que no actual hospital pediátrico de Dona Estefânia tem a sua actividade mais de 90% dedicada à criança), não tenham programados espaços para a criança, e regridam à mesma condição dos anos 50 do século passado, com a observação das crianças em espaços partilhados com adultos, numa lógica de "rentabilização" comercial de espaços e equipamentos.

- Nos casos em que o documento em análise ressalva a condição da criança no novo hospital, praticamente só seja feita referência à existência de sanitários para crianças e algumas separações dos adultos através de instalação de tabiques ou divisórias removíveis. Esta é, na essência, a forma como a arquitectura do novo Hospital de Todos os Santos se prepara para garantir a criação de um "ambiente pediátrico" protector e adaptado à criança.
"


Sobre a Fisiatria:

"Preocupa-nos que:

- A Fisiatria e reabilitação das crianças com deficiência passe a ser feita em 1/3 dos postos-gabinetes actuais.

- Os bebes e crianças portadores de anomalias físicas e do desenvolvimento passarão a fazer a sua reabilitação e em áreas e ginásios mistos com adultos
."


Sobre o Quadro Pessoal:

"Preocupa-nos que:

- O quadro de pessoal seja dimensionada para 1/3 das camas actuais, e que muitas unidades com capacidade de tratamento de crianças tenham que encerrar, ou não mais se possam desenvolver, por ausência de pessoal que faça a sua aprendizagem demorada na aplicação de novos métodos terapêuticos, e que sejam os médicos de adultos que tenham de estender a sua acção ao atendimento das crianças, por falta objectiva de profissionais preparados para o atendimento dos grupos etários mais jovens.


-As camas dedicadas à criança possam ser aumentadas até ao dobro em época de crise - situação mais que previsível - e à custa da montagem de mais camas em cada quarto com redução das condições de acompanhamento dos pais, com maior risco de infecção hospitalar e com sobrecarga imposta aos profissionais, contabilizando ratios de atendimento e risco intoleráveis."

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

2008, A CAMPANHA AVANÇA E SE FORTALECE !!!


Já atingimos 50000 assinaturas! A campanha já é divulgada na comunicação social ( Ver abaixo "Noticias da Campanha")
A adesão de todos contra os planos de desarticulação do Hospital D. Estefânia é óbvia.
O nosso objectivo é que cada vez mais pessoas se inteirem e participem da campanha.
Sem o teu apoio tal não seria possível.Ele é importantíssimo!!!
Continua a nos ajudar na divulgação do Abaixo Assinado e do Manifesto.

PROFISSIONAIS, PAIS, AMIGOS DO HOSPITAL,EM 2008 ORGANIZEMO-NOS PARA SALVAR O HOSPITAL D. ESTEFÂNIA !
SALVAR O HOSPITAL DAS CRIANÇAS DE LISBOA É UMA OPERAÇÃO URGENTE!

quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

Agradecemos o Apoio ao Abaixo Assinado !

Light of HOPE

Peace

Fotos de "pelavidafora" (Daniela Duarte Moreira)

sábado, 22 de dezembro de 2007

APOIO À CAMPANHA PELO HOSPITAL DE DONA ESTEFÂNIA - PATRIMÓNIO DA MÃE E DA CRIANÇA Petition



O BOM ANO DE 2008 PARA AS CRIANÇAS DE PORTUGAL, TAMBÉM DEPENDE DE SI:AJUDE A SALVAR O HOSPITAL D.ESTEFÂNIA!

SANTO ANTÓNIO O PADROEIRO DE LISBOA E POR MAIORIA DE RAZÃO ...



Esta imagem pode e deve ser copiada, divulgada e impressa sem citar os direitos de autor.

Apesar de âmbito nacional da campanha, esta Arca de Noé adaptou-se ao simbolismo de Lisboa, e à relação secular de carinho e de protecção que a cidade e os seu habitantes tem pelo Hospital D. Estefânia.
Alguns simpatizantes da campanha, elegeram Santo António como Padroeiro desta campanha.
Os não crentes, imagina-se que em respeito à liberdade religiosa, ou por tratar-se de um Santo simpático, ou até mesmo por se considerar seus Serviços imprescindíveis nessa crise de natalidade que Portugal atravessa, pelo menos até agora, por via das dúvidas, não votaram contra...

APOIO À CAMPANHA PELO HOSPITAL DE DONA ESTEFÂNIA - PATRIMÓNIO DA MÃE E DA CRIANÇA Petition

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

Em defesa publica do HDE . Divulga conosco este Manifesto aos Portugueses !

Cidadãos de Portugal! Cidadãos de Lisboa, Sul e Ilhas!
Pais, mães e amigos das crianças de todo o mundo que o Hospital D. Estefânia acolhe.
Profissionais de saúde que se dedicam ao atendimento e tratamento dos que confiadamente procuram os serviços desta instituição.

O Hospital de D. Estefânia corre perigo de extinção!
Toda uma longa história de 130 anos ao serviço da pediatria portuguesa poderá ser apagada.
É ainda tempo de os cidadãos de Lisboa, e mesmo de todo o país, se manifestarem por todas as formas ao seu alcance, exigindo explicações sobre o que pretendem impor às nossas crianças e a todos nós, não aceitando que esse Hospital, único Hospital Pediátrico em Lisboa e região, que atende um enorme contingente de crianças de todo Portugal, seja gradativamente destruído.

Adere ao abaixo assinado ao Presidente da Republica Portuguesa,
http://www.PetitionOnline.com/hde2007/petition.html

Movimento "Apoiar e Defender o Hospital D. Estefânia, Patrimônio das Crianças e Mães de Portugal."

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

ABAIXO ASSINADO - NOTÍCIAS, INFORMAÇÕES E COMENTÁRIOS



ENTREVISTA NA TVI

Agradecemos à Comunicação Social a divulgação da nossa "Petição Online" .
Para além do Jornal "O Metro" , agradecemos a divulgação, e logo que possível a comentaremos pois nesta não fomos ouvidos.
respondemos aos outros órgãos de comunicação que nos tem procurado. Agradecemos igualmente as inúmeras mensagens que nos tem enviado . Algumas são anónimas e decidimos aceitar a publicação de mensagens anónimas desde que estas tenham conteúdo que nos pareça sério, mesmo que esteja em desacordo com a nossa leitura dos acontecimentos.
Esta nova orientação do Fórum, fundamenta-se no facto de termos consciência de que muitos ainda não compreenderam que :
-Em Estados democráticos, não é crime o fato de participar, conhecer e inteirar-se, de tudo que se faz e pensa relacionado com a saúde de nossos filhos e das gerações vindouras.
- O direito a informação sobre todos os aspectos relacionados com a saúde materno-infantil é um direito te todos, e que não deve existir medo de se exercer cidadania de forma construtiva e participativa!
-Que a presença deste medo e timidez em exprimir suas posições na nossa sociedade, reflecte o atraso em cidadania de Portugal, relativamente à Europa Civilizada. Facto que alguns de nossos dirigentes infelizmente ainda não se aperceberam.

ainda informamos que :

- O professor António Gentil Martins é um simpatizante desta Campanha, e tem mantido até agora independência explícita e absoluta no que diz respeito a sua organização. Desta forma associa-se a nós apenas em alguns eventos. Estamos certos contudo que poderemos continuar a contar com a sua participação.
- Vimos aqui publicamente agradecer a sua coragem, frontalidade e solidariedade , um exemplo para todos.
- O professor Gentil Martins, não sendo o único porta voz da Campanha, acedeu ao nosso pedido (pois é um dos representantes históricos do prestigio do H.D.E) de ser nosso porta voz da Campanha na entrevista dada a TVI.
-Consideramos, como os funcionários deste Hospital, que por inerência e mérito histórico, o Professor Gentil Martins pertence e pertencerá sempre ao Hospital de D. Estefânia, sendo inquestionável o seu direito a participação em todas as actividades do Hospital.
-Tratou-se assim do cumprimento de um formalismo institucional, sem relevância ou outras implicações.
- Respeitamos e acatamos a orientação dada . A localização da entrevista no exterior foi-nos inclusive favorável pois esta teve como pano de fundo a Bandeira Azul que orgulhosamente informa da data da fundação desta Instituição que queremos preservar.
-Reiteramos o nosso agradecimento ao Professor Gentil Martins, e à Comunicação Social pelo apoio a esta Campanha. - - Agradecemos igualmente ao Gabinete de Comunicação, a forma amável e profissional como nos orientou .

Assina:
Comissão para defesa do HDE

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ALGUNS ESCLARECIMENTOS RELATIVOS A NOTICIA DIVULGADA NO JORNAL "O PUBLICO" DO DIA 20 DE DEZEMBRO, RELATIVOS AO ABAIXO ASSINADO ,AO PRESIDENTE DA REPUBLICA PORTUGUESA.

Antes do mais agradecemos ao Jornal o Publico divulgação da nossa Campanha.

Como a noticia em epigrafe não resultou de uma entrevista presencial, torna-se necessário um esclarecimento e melhor enquadramento da origem do Abaixo Assinado.
A saber :

- O Abaixo Assinado ao Presidente da Republica, surge do acordo implícito entre vários profissionais.
O proponente citado, apesar da iniciativa é um entre os outros e julga-se desnecessário dizer de que os conhecimentos, mérito, representatividade publica, clínica e cientifica dos outros apoiantes e subscritores é que poderão levar a bom porto esta campanha.

- Esclarece-se que grupo proponente deseja-se apenas como dinamizador, não exclusivo de um movimento pró-associativo aberto a todos os defensores do Hospital D. Estefânia.

- Os proponentes não se arrogam de qualquer representatividade sobre o quadro clínico do Hospital Dona Estefânia. Afirmamos sim que este quadro clínico não tem sido auscultado de forma organizada e representativa , e esta é opinião mesmo de alguns indigitados, como, por justiça inerente de funções e conhecimento , o deveria ser em matéria e procedimentos de tal importância.

-Por esse motivo, os proponentes acabam por de fato fazerem eco aos muitos anseios e desalento de opiniões que se tem ouvido por toda parte.Quaisquer duvidas que possam surgir sobre uma eventual subjectividade desta apreciação, só se resolverão através de consulta aberta e votação publica, e não de apreciações institucionais unívocas!

-Cumpre deixar bem claro o meu endosso pessoal integral ao "Documento da Comissão Médica" que foi elaborado previamente ao actual processo administrativo,e não poderia, nem me caberia, qualquer direito de criticar a criação Hospital de Todos os Santos. Contudo, o que não pode ser omitido, e que está de acordo com o que ali está explicitado, é que essa criação implica necessariamente no paralelo respeito à especificidade física, administrativa e histórica do actual Hospital D. Estefânia .

-Finalizando, quero sublinhar que o supracitado documento elaborado pela antiga Comissão Médica ( "Documento da Comissão Médica", o qual só viemos a conhecer subsequentemente, e então o publicamos neste Fórum) deveria ser consultado para qualquer apresentação fundamentada sobre o actual movimento. Reiteramos seu conteúdo , e identificamos que, quanto a nós ,ele constituiria inteiramente, a plataforma consensual que uniria nos seus pressupostos as diversas sensibilidades para a acção decorrente deste, ou doutros projectos.

Subscreve,
Pedro Paulo Mendes

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ALGUMAS INFORMAÇÕES PERTINENTES SOBRE O ABAIXO ASSINADO:

1 - É IMPORTANTE SUBLINHAR QUE OS PROPONENTES NÃO TEM ACESSO AO ENDEREÇO DE EMAIL DOS APOIANTES. ESTE DE INSCRIÇÃO OBRIGATÓRIA, QUANDO DA ASSINATURA, FICA EM POSSE EXCLUSIVA DA ENTIDADE QUE DISPONIBILIZA O SERVIÇO DE ABAIXO ASSINADO (PETITION ONLINE), A QUAL GARANTE A SUA ABSOLUTA PRIVACIDADE E CONFIDENCIALIDADE.
ESTE DADO TEM POR FIM UNICO O DE VALIDAR A ASSINATURA PERANTE ENTIDADE INTERNACIONAL COMPETENTE. O NUMERO DO BILHETE DE IDENTIDADE, SE BEM QUE IMPORTANTE, E QUE AGRADECEMOS QUE ESCREVA, NÃO É OBRIGATÓRIO.

2- AS ASSINATURAS DE APOIANTES COM COMENTÁRIOS EXTEMPORANEOS AO ABAIXO ASSINADO, MESMO QUE VALIDADAS, INFELIZMENTE TERÃO QUE SER EXCLUIDAS NO MOMENTO DA ENTREGA DO ABAIXO ASSINADO.
ESTA CAMPANHA PARA ALCANÇAR O SUCESSO QUE TODOS ALMEJAM, TEM UM CARACTER NACIONAL E NÃO PODERÁ ESTAR PERMEADA POR PAIXÕES POLITICO PARTIDARIAS OU FILOSOFICAS, POR MAIS SIMPATICAS, ANTIPATICAS, JUSTAS, OU INJUSTAS QUE POSSAM PARECER A ALGUM DOS PROPONENTES, OU APOIANTES INDIVUALMENTE.
NO CASO DE TAL TER ACONTECIDO COM SUA ASSINATURA, PEDIMOS SINCERAS DESCULPAS, E AGRADECEMOS QUE VOLTE ASSINAR SEM QUALQUER COMENTÁRIO.


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ALGUNS COMENTÁRIOS E OPINIÕES QUE NOS VÃO CHEGANDO:

On 12/6/07, Gui Lima wrote:
Ainda espero apurar essa notícia. Não ouvi nenhuma declaração oficial.
Apenas me chegou um mail sobre esta campanha, reencaminhado.
A ser verdade, há que actuar. Não é o défice de costas largas, muito
menos as vontades particulares de ninguém, que vão sacrificar o único
hospital de crianças do País, onde e como em nenhum outro, mães e e
filhos se sentem tão seguros e acarinhados. Sei, porque para lá corro
vezes sem conta. E vejo, ouço e sinto a enorme diferença no tratamento
dos meus filhos, a enorme diferença de estar num hospital exclusivamente dedicado à saúde infantil. A forma como os médicos e os enfermeiros da Estefânia trabalham é comovente.Jamais esquecerei. Mal posso acreditar que haja alguém no Poder com semelhante intenção. Bem basta a vergonha que é o IPO transitar de onde está, quando há espaço envolvente para ser ampliado.
Fechar o Hospital D. Estefânia... é possível, Se erguerem outro similar que não fique nos arrabaldes de Lisboa. Porque se há escolas superlotadas nesta cidade, se o meu filho vai esperar 6 meses para ser operado aos ouvidos lá na Estefânia, e isto é sintomático, é porque existe um número significativo de crianças em Lisboa que precisam deste Hospital perto da porta.
Francamente, espero que a minha revolta fique por aqui e não tenha sequer razão de ser.
Obrigado.
Até breve,
Gui Abreu de Lima




Temos de ganhar coragem,não temermos as tempestades, e por todos os meios que temos ao nosso alcance, travar esta medida, que para além de irresponsável e anti democrática, é também contra a saúde das nossas crianças e suas mães.

Força!

Rui Coelho


É de facto triste a situação actual após tanto trabalho para se
dignificar o HDE.

Como lisboeta vejo com preocupação a não manutenção dos nossos
símbolos e das nossas referências.

Para além de que esta sistemática integração ou aglutinação das
Unidades mais pequenas e qualificadas não preconiza um futuro saudável
para as nossas crianças.

Vou subscrever a petição.


Tem chegado igualmente emails a caixa de correio do Blog que não explicitam se desejam a sua assinatura publicada. Transcrevemos desta forma as mensagens anonimizadas

Caro colega

...Já assinei e gostaria de aderir à Associação. O que será necessário fazer?

...Porque não referiram que a Cirurgia Pediátrica surgiu em Portugal em 1917 ( Jaime Salazar de Sousa ) e que foi a partir dele que a Especialidade se estendeu a todo o país ( excepto no Porto e arredores…)?


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HOSPITAL D. ESTEFÂNIA - CRIANÇA NEGLIGENCIADA ? CRIANÇA BATIDA? PROPOSTA PARA UMA INVESTIGAÇÃO JORNALÍSTICA.




Atrás de uma realidade visível,de afecto e amor construída pelos profissionais, está uma outra realidade que lhes escapa (habituados que estão,já de forma inconsciente, tal qual como se de fado se tratasse...), e contra a qual muitos de nós agora lutamos!
Soa de forma estranha, e mesmo algo sinistra, emanando a sensação incomoda do frio das pedras no inverno, a fala dos que advogam a desarticulação do HDE, e dizem que o importante é o espírito, e este é que tem que ser salvo:-Perguntem a todos que tem em mãos corpo e espírito em harmonia, se não condenam os que querem os separar em vida?!
Na fundamentação de planos economicistas, fala-se em evolução das negociações, como se tratasse de um leilão...Quarenta?!!! Sessenta?!!! Finalmente, 100 camas e nada mais!!! Será este o " espírito" que querem preservar???
Assim como o se perscrutar atentamente o olhar de uma criança, nos permitirá perceber do seu ânimo e envolvência afectiva, assim também, é necessário observar com atenção para o que esta a acontecer ao Hospital D. Estefânia:
-Nada mais terrível e doloroso para nós ,profissionais de saúde que trabalhamos no Hospital D. Estefânia, quando nos chega às mãos um bebe indefeso com sinais de violência e sevícias , algumas das vezes habilmente disfarçados.
Uma criança negligenciada resulta de uma atraso cultural e económico , uma criança batida pode ser vitima de mãos com luvas brancas.Algumas destas crianças infelizmente acabam por morrer.O diagnóstico e a descoberta das causas e culpados nestes casos nem sempre é fácil, e implica trabalho de investigação, pois as aparências iludem.Nem sempre a luta contra o tempo é vitoriosa.
Consideramos que o caso do Hospital D. Estefânia pode também ser analisado tomando-se como imagem esse prisma da criança negligenciada, ou batida.
E é por isso que, convidamos o jornalismo de Portugal a não se limitar a uma reportagem apenas das aparências e fragilidades do HDE, mas sim a procurar as causas reais do que se passa, ajudando-nos assim a salvá-lo enquanto ainda há tempo!
Um observador externo, que pergunte pelos responsáveis pelo actual estado do HDE, ouvirá de alguns funcionários as culpas de anteriores administrações, ministérios e governos...Todas elas justificando a necessidade de enterrá-lo o mais rapidamente possível, ofuscando-nos com o brilho futuro de um novo hospital generalista que absorverá e resolverá todos os problemas. Paradoxalmente,essas mesmas pessoas, dão no seu dia a dia todo o apoio ao Hospital...Custa-nos crer que não se sintam eles próprios vitimas das contradições inerentes às suas funções!
Estes administradores podem ser, e na maioria das vezes o são, bem intencionados e cumprem honestamente com suas funções.Falta-lhes,contudo neste caso eventual coerência e auto determinação.Assim,instamos ao Jornalismo que se quer sério e assente na realidade dos factos, que lhes indague da fundamentação e planos para saúde Materno-infantil em Portugal;Indaguem pelos estudos que contrariam os Hospitais Pediátricos dedicados;Indaguem se consideram ou não o HDE um Património Nacional;Indaguem igualmente dos destinos dos terrenos do IPO, e antigo Hospital de Arroios e dos restantes do actual grupo Hospitalar; E por fim, indaguem se existem documentos oficiais assinados e aprovados destes planos e porque eles não são de domínio publico...e se consideram ou não que o deviam ser.
Contudo se ouvissem a antiga Comissão Médica e Direcção Clínica, e instamos que o façam ( Ler documento no Blog)e as Direcções prévias do Hospital, ouviriam falar de sub-orçamentação cronica para os Hospitais Pediátricos, e das dificuldades orçamentais permanentes(a dotação do Estado para uma criança internada é de 50% da de um adulto, mas os gastos são os mesmos, ou maiores. Vergonhoso é que são gastas fortunas incalculáveis em submarinos , luxuosos estádios de futebol etc, enquanto se sub-alimentam os guardiões dos próprios filhos na doença!); Saberiam de Directores e Serviços exemplares e cujos modelos de gestão deveriam se implementados e difundidos ,que se reformam em pleno direito mas precocemente, (procurem saber dos Directores e colegas recentemente reformados ou que voluntariamente se exoneraram das das suas razões), por sentirem-se desanimados e cansados de lutar contra a corrente; Ouviriam dizer que um laboratório encerrou-se, apesar de ter merecido recentemente um prémio Europeu, e isto porque não teve substituída a tempo uma funcionária imprescindível a qual se reformou.E isso porque tratam-se de serviços de referência, neste ou em qualquer outro Hospital que viesse a ser construído!Ouve-se falar em entrevistas à imprensa de unidades fundamentais, que contudo não saem à luz do dia por ética para não causar danos colaterais; Se dessem atenção se aperceberiam que um quadro médico envelhecido e não substituído, faz serviço de urgência já no limite de idade ultrapassado em muitos anos e permanece por carolice e amor a arte.Até quando? Indaguem se existe um plano substituição e de formação dos quadros actuais que estão a se reformar, e se existem concursos solicitados ou previstos.Indaguem o que pensa o quadro de enfermagem.
Ouçam a opinião do Directores de Especialidades pediátricas agora dirigidas por Directores de Adultos com desconhecimento da patologia Pediátrica...
Indaguem o que se pensa nas denominadas neurociencias.Assiste-se por desânimo o abandono do Hospital de alguns quadros prestigiados;Ouviriam falar de Serviços administrativos fundamentais aos quais não é fornecido material essencial para trabalho como tinteiros e papel.
Reparem na degradação física crescente do Edifício Central, por não dotação de meios em contraste com obras de fachada que se vêem pelo Pais!
Também causas internas o contribuíram ( em mensagem publicada no Blog )falou-se em feudos e máfias..que infelizmente permeiam as várias instituições portuguesas de que fazem ecos noticias diárias....
Enfim, o Hospital D. Estefânia pode muito bem ser hoje comparado a uma criança que merecerá a caracterização de criança negligenciada, ou mesmo batida...
Mas apresenta ainda ânimo e vida! Percorram os seus espaços enquanto é tempo, e comprovem! E isto devido aos profissionais que lá trabalham e já trabalharam!
Enfim, indaguem-se se não significará aniquilá-la, retirando-lhe a identidade e o espaço físico.
Todas as cidades do mundo desenvolvido tem os seus Hospitais Pediátricos emblemáticos que fazem parte da sua caracterização identitaria.
Senhores Jornalistas, não permitam que Lisboa , Sul e Ilhas percam os seu único Hospital Pediátrico!
A nossa identidade pediátrica não é um "espírito" que poderá habitar qualquer bloco de pedras.
A nossa identidade é a de um corpo e um espírito dedicados à pediatria, em interação harmonica e não podem ser separados!
Este espaço pertence à criança, e outro futuro igualmente só lhe pertencerá se estas premissas forem respeitadas!

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Relativamente ao artigo acima exposto chegou-nos a seguinte mensagem que presume-se ser de um dos protegidos da Arca de Noé :--
Amigos! Nada de derrotismos, criança batida só no Primeiro Round, nos outros ainda vamos ver! Envio fotografia como prova do delito. Contamos contigo para ajudar-nos nos próximos!
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UM SONHO........??? OU UMA VERDADE .......!

Chegou-nos uma mensagem, estranha, e significativa...
Ei-la :-

Amigos:
Em uma noite destas, por uma sensação febril, por estar a chocar uma destas gripes de ocasião, acostei-me ao calor cobertores um pouco mais cedo...
Durante esta noite e por várias vezes, atravessou-me a mente um sonho invulgar...As Assinaturas da "Petição On Line" ao Presidente da Republica Portuguesa, ganhavam vida e suavemente despegavam-se do texto e em uma dança harmoniosa ...no espaço próximo, os nomes dos subscritores e as letras que os compunham adquiriam cores e reconfiguravam-se em...flores ...estilizadas... e diversas!
Este sonho veridico, trouxe-me em mensagem, de que as nossas assinaturas são muito mais do que apenas um marcar uma posição... são algo de muito importante, com que estamos a contribuir, por todas as crianças, actuais e futuras....
Um sonho...e uma realidade....

MF


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Mais uma mensagem:

...Numa nação em que se nasce pouco, só um NESCIO , queimaria um ninho!

T.C.

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Quero agradecer-lhe pessoalmente por ter iniciado esta petição.

Já verificamos que os governos sucessivos fazem o que querem graças à
apatia e permissividade dos Portugueses, que esquecem igualmente os
danos causados e as promessas quebradas.

Também já tivemos mostras que encaram com desagrado e medo qualquer
intervenção dos seus eleitores.

É pena que não exista um pequeno estádio de futebol no hospital, pois
então certamente que não se atreviam a tocar-lhe.

Vinha sugerir-lhe que talvez valha a pena comprar uma pequena baliza e
colocar à entrada do hospital, à vista de quem entra, com o comentário
apropriado. Isto certamente que atrairia as atenções, talvez mesmo da
comunicação social.
Caso se resolva fazer algo do género, estarei disposto a colaborar.

Esperemos que este absurdo não seja concretizado.

Um abraço,

P. Machado