sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Alguns elementos relativos à informação solicitada pelo Prof. Dr. António Gentil Martins aos organismos competentes e que são de interesse de todos

O Professor Gentil Martins em artigo publicado neste fórum ( ver histórico ) escreveu:

"Caros Amigos : A primeira coisa a saber ( e penso que todos temos esse indiscutível direito ) é conhecer o que se projecta para o apoio às crianças do Sul do País e nomeadamente em Lisboa, sobretudo no respeitante aos cuidados de saúde, necessariamente diferenciados"

Fazemos eco ao pedido de esclarecimento solicitado pelo Professor António Gentil Martins. Assim divulgamos a entrevista da Dra.Teresa Sustelo no "Tempo Medicina" a qual vem a esclarecer parcialmente os planos em curso relativos ao HDE e o futuro Hospital de Todos os Santos.

Independente de nossa opinião sobre as orientações implícitas nessa entrevista, considera-se que é do interesse de todos divulga-la para que se possam situar-se no panorama actual.

O Site onde esta poderá lida integralmente é :
http://www.tempomedicina.com/Arquiv.aspx?Search=teresa+sustelo
"Tempo Medicina".
No Site Aceitar o titulo " Só não há turbulência se não há mudança"

Agradecemos de antemão a outras informações que venham complementar a essa, colaborando dessa forma com uma melhor perspectivação de nossos caminhos.

Nesta entrevista os conceitos principais relativos ao Hospital D. Estefânia e à pediatria no futuro Hospital de Todos os Santos que no nosso entendimento foram os transmitidos pela Dra. Teresa Sustelo, são os seguintes:

-Que a pediatria não terá um espaço à parte, e que vai ocupar apenas parte do edifício do Hospital;
-Que, contudo, não se misturarão crianças com adultos, apesar de existirem áreas comuns, mas com separação de circuitos e com alguns equipamentos dedicados as crianças;
-Espera que transitem todas as valências e outras que se façam acrescentar pois não faz sentido estar-se a perder conhecimento com esta transfêrencia;
-O H.D.E tem pouco mais do que cem camas e lá terá um lotação semelhante (cerca de cem camas);
-O HDE vai beneficiar em estar num espaço físico conjuntamente com os adultos, pois as crianças poderão utilizar equipamentos de alta tecnologia e que hoje não são rendíveis nos HDE;



Caso considere-se incorrecta ou insuficiente a interpretação acima, agradece-se opinião esclarecedora.
Não transcrevemos a entrevista original, mas sim apenas a interpretamos, pois a mesma esta protegida por direitos de autor.

Assina :

Pedro Paulo Machado Alves Mendes

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

O que fazer ? Como agir para apoiar o Hospital das crianças de Portugal?

Caros amigos:
Julgamos que no contexto actual em que pairam duvidas sobre a continuidade do Hospital D. Estefânia, esta dependerá em parte da capacidade da organização de vontades dispersas criando-se um movimento de opinião. Esta ideia de senso comum poderá ter expressão e interpretações variadas não se limitando a este espaço.

A criação de uma Associação de Defesa do Hospital D.Estefânia , seguindo o exemplo do Hospital Pediátrico de Coimbra ou Maria Pia no Porto é uma delas . São estas associações que tem permitido a sobrevivência daqueles hospitais pois dão visibilidade publica aos seus problemas para alem de concentrarem e orientarem os diversos apoios.Estas Associações são um exemplo e um dos caminhos a seguir.

Escreve para o Mail , transmite a tua opinião, critica, ajuda-nos na criação deste projecto. Aguardamos o teu apoio:
campanha.pelo.hde@gmail.com

Avançam-se algumas ideias gerais em esboço para uma proposta de estatutos:

No dia de do ano de dois mil e sete, na Secretaria Notarial de
Verifiquei a identidade dos outorgantes pelo meu conhecimento pessoal.
E disseram:
Que, pela presente escritura, na qualidade de Membros da Comissão Organizadora ou Instaladora, de comum acordo, constituem por tempo indeterminado a partir desta data, uma Associação, sem fins lucrativos, a qual se regerá pelos estatutos seguintes:

Capítulo I
De denominação, natureza, finalidades e objectivos


Art. I
Denominação e natureza

1 – A Associação de Defesa e Apoio ao Hospital de D. Estefânia, é uma associação de duração ilimitada, constituindo-se para colaborar na preservação a identidade histórica do Hospital D. Estefânia e garantir a sua continuidade como Instituição dedicada a Pediatria na sua inter relação materno infantil, através dos objectivos descriminados no art. º IIIº.
2 –Tem por objectivo a defesa do direito da criança à uma assistência hospitalar, dedicada , individualizada e diferenciada , independente de todas as condicionantes , sejam estas raciais , culturais, étnicas , sociais económicas etc... Fará assim por respeitar a os objectivos idealizados pela Rainha D. Estefânia para esta instituição, que no século XXI, se perspectivam em uma unidade hospitalar de saúde terciária, dedicada a mãe e a criança e autónoma relativamente aos hospitais de adultos apesar da subsidiaridade quando esta for necessária e inultrapassável.
3 - A Associação guardará e se obrigará a independência de qualquer credo religioso , filosófico, politico e partidário, instituições estatais ou administrativas, respeitando todos os credos e religiões e culturas e os respectivos espaços de actuação.
Art. º II.
A ADAHDE terá a sua sede Lisboa
Art. º III.
Objectivos

Para execução dos fins indicados no art. º I a ADHE propõe-se:

a) Defender e preservar a identidade histórico-cultural e assistencial do Hospital D. Estefânia a AADHDE utilizando os meios disponíveis ao seu alcance.
b) Os seus organismos dirigentes ou comissões devidamente mandatadas para alcançar os seus objectivos deverão entre outros meios; organizar publicações realizar conferências de impressa, debates, convocar reuniões de profissionais ou públicas.
c)Obriga-se em todas as suas actividades a respeitar os estatutos e a sensibilidade maioritária dos sócios que deverão ser auscultados através de reuniões de direcção abertas e alargadas ou assembleias interinas sempre que a importância das decisões o justificar.
d)Obriga- se quando houver justificativa interpelar os organismos ou personalidades sobre factos ou altitudes que considere prejudicar os seus objectivos
e) Solicitará apoio as instituições, governamentais, não governamentais, partidárias ou politico – culturais
f) A sua acção se pautará pelo estrito respeito da verdade, educação e civilidade e o enquadramento jurídico aconselhado.
g) Poderá estar desacordo com politicas de saúde que considere contrariar os seus objectivos estatutários, mas não as individualizará contra este ou aquele governo, personalidade, partido ou movimento politico.
h) A AADHDE obstará por todos os meios ao seu alcance que o actual espaço físico do HDE seja alienado total ou parcialmente ou desvirtuado na sua utilização.
i)Se o Hospital for deslocalizado e integrado no novo Centro Hospitalar de Todos os Santos, lutará para que o actual espaço físico continue de pertença do Hospital do Estefânia e deverá estar aquele organicamente ligado através de complementaridades da actividade assistencial , administrativa e cientifica na área da saúde materno – infantil. Nomeadamente lutará pela existência de uma representação da Sociedade Portuguesa de Pediatria sediada neste espaço fisico e Hospital qualquer que seja sua evolução futura.
j)Se o hospital for deslocalizado e integrado no futuro Hospital de todos os Santos, lutará pelo seu espaço físico e administrativo próprios.
k)Colaborará com as diversas Administrações para uma gestão eficaz de recursos humanos e materiais sugerindo soluções, apontando deficiências, pugnando por concursos públicos transparentes etc...
g)Lutará e prestará apoio aos organismos competentes e administrações para que o Hospital se reforce e adquira um estatuto de referência relativamente ao desenvolvimento das ciências relacionadas com a saúde materno infantil.
l) Criará Revista (s) técnico – cientifica e de opinião relativas ao desenvolvimento da saúde materno - infantil.
m) Contribuirá e procurará agregar o conjunto de sensibilidades afectivas geradas pelas actividades assistenciais do Hospital em campanhas em colaboração os organismos dirigentes e administrações, com vista a adquirir bens materiais e formativos para o Hospital de forma a autonomizar a sua sobrevivência quando de conjunturas desfavoráveis.
n)Colaborará por uma cada vez maior diferenciação e especialização materno-infantis em todas as carreiras ligadas a Pediatria.
o)Procurar promover o desenvolvimento dos seus recursos humanos e técnicos.
p) Contribuirá para o desenvolvimento da educação e ensino em saúde infantil;
q)Promoverá congressos, conferências, colóquios, cursos e visitas de estudo;
r)Prestará colaboração e cooperação a entidades públicas e privadas, nacionais e estrangeiras, em assuntos de saúde infantil;
s) Promover a sua integração e colaboração com associações nacionais e internacionais congéneres;
t)Cooperará com outras entidades, associações, instituições, escolas, universidades, ligas em defesa dos direitos da criança.
u) Colaborará de forma activa na melhoria e maior adequação ao atendimento da mãe e da criança quer no que diz respeito a vertente – material quer espiritual e emocional.
x) Lutará pela integração do Hospital na Comunidade inclusive para a participação desta nos seus órgãos de gestão em moldes a definir.

sexta-feira, 17 de agosto de 2007

CONCLUSÕES APÓS DOIS MESES DE FORUM”


Caros amigos decorreram já dois meses quando se iniciou a integração de Hospital D. Estefânia no Centro Hospitalar de Lisboa Central.

Neste espaço de tempo, as informações fornecidas por vários colegas do corpo clínico e antigos dirigentes, nos permitiram adquirir uma percepção histórica dos contornos de todo este processo(a qual,inclusive, provavelmente muitos de nós ainda desconhecíamos).
A leitura dos acontecimentos pelos colegas e intervenientes na discussão, se caracterizou por duas versões, contraditórias. Não cabe aqui decidirmos qual a mais verosímil.
Consideraremos, contudo, que qualquer uma delas será plausível e a sua realidade dependerá apenas da determinação e interacção dos intervenientes em campo. Ou seja, o peso a cada prato da balança que cada um de nós dará, será fundamental no desfecho dos acontecimentos.
Caberá a cada um escolher qual das versões lhe parecerá mais adaptada, ou de forma ecléctica, que partes de cada uma lhe parecem mais de acordo com os factos.
Estão abaixo descritas sob os títulos A ,ou B. Se não concordar com nenhuma delas, agradecemos que a nos envie a sua interpretação para publicação.
VERSÃO DOS ACONTECIMENTOS – A
A saber:

1-
É opinião de muitos, senão mesmo da maioria das diversas pessoas com que privamos, de que o Ministério já tinha o actual plano de encerramento e elaborado previamente a consulta aos antigos Corpos Dirigentes do Hospital.
Assim, a consulta do Ministro de que resultou entre outros o parecer Comissão da Médica (publicado neste Fórum), ainda antes ainda de ser elaborado, já o era extemporâneo. Tal consulta correspondeu apenas à um ato de circunstância , que querendo-se entender como de cortesia, objectivamente correspondeu a um desviar atenções para evitar resistências ao actual processo de diluição do Hospital, já anteriormente assumido, e de acordo com planos mais antigos, mas só agora postos em execução.
2-
O projecto relativo a Zona Hospitalar, realizado pelo Ministério, em que foi posteriormente incluído Hospital D. Estefânia, não contemplou qualquer avaliação sobre a importância dos Hospitais dedicados à pediatria, ou Hospitais maternos infantis, em um contexto de unidade de cuidados terciários e rede de Saúde.
Não se preocupou igualmente com a história e valor patrimonial afectivo de referência.
3-
Esta alínea mais controversa, e questionavel, carenciando de fundamentação mas que transcrevemos pela sua importância, apesar de a considerarmos e querermos improvável e falsa >
“Fala-se” e “existem boatos “ (e não existirá fogo sem Fumo) sobre o destino a dar aos terrenos do actual Hospital D. Estefânia “.
Uns dizem que serão transmitidos a uma Instituição para construção de uma Escola Médica , outros para entidades privadas. Mais recentemente fala-se da alienação apenas de fracção deste espaço.
Todas com o fim gerar o financiamento para construção do futuro “Hospital de todos os Santos “.

Indícios que sugerem a veracidade da Versão A

- A parte representativa do corpo clínico deixou de ser ouvida a algum tempo e esta alheia do actual processo de integração. (afirmação dos próprios).
- Escolheu-se a altura de Verão para iniciar o processo de diluição, quando o perigo de contestação é menor. Esta escolha teria sido planeada, devido a má consciência da sua impopularidade.
- Os terrenos propostos para o futuro Hospital de Todos os Santos tem dimensão menor do a do actual HDE e, portanto, o facto de o Hospital vir a existir como entidade autónoma física e administrativa será irrealizável.
- Explica-se desta forma que “se antes se falava em um pavilhão dedicado ao Hospital Pediátrico “ agora se fala “ em número de camas X em um Hospital Generalista em que a individualização como espaço pediátrico dependerá "de uma solução arquitectónica."
- O facto de deixar de ouvir falar nos novos planos na nossa denominação histórica de D. Estefânia. Ou seja estará de acordo com os planos fazer esquecer o Nome e a História daquilo que é memoria colectiva e que eliminaram dos seus planos.

VERSÃO DOS ACONTECIMENTOS – B
A saber :-
Segundo vários colegas está é versão dos acontecimentos, se não mais plausível será desejável e possível.
Estes colegas consideram a Versão A dos acontecimentos precipitada , sem bases sólidas e derivada de algumas incertezas.
Fundamentam o seu optimismo nas alíneas abaixo enumeradas:

1-
Se apenas há 5 anos a Professora Doutora Gertrudes Gomes da Costa, Presidente de Honra do Congresso de Comemoração dos 125 anos do Hospital de D. Estefânia testemunhou “… O empenho que todos os profissionais continuarão a dedicar ao Bem estar da mãe e da criança “ não é verosímil em tão pouco tempo , uma evolução que contraria em todos os seu fundamento esta História.
2-
Esta em confronto e em desacordo com a palavra de Ministros que teriam garantido pessoalmente a antigos Dirigentes deste Hospital que dentro de um conceito de “ Cidade Sanitária” se pretende preservar este Hospital com idêntico nome não desvirtuando a sua história e identidade ou desperdiçando a sua capacitação adquirida conferindo-lhe assim um espaço físico e administrativo próprio no eventual no futuro "Campus"do Hospital de Todos os Santos
3-
Considera que as hesitações actuais se devem a esforços e contradições próprias da complexidade de análise de soluções alternativas devido a eventuais conflitos de espaço físico necessários mas não disponíveis e a obrigatória análise de riscos e nomeadamente sísmico no espaço previsto no de Vale de Chelas em que estes não seriam negligenciáveis e imprescindíveis para qualquer construção Hospitalar.
4-
Da necessidade de tempo para elaborar um projecto arquitectónico consentâneo com as particularidades de um Hospital Materno-Infantil edificado e de acordo exemplos e conceitos arquitectónicos mais modernos e avançados e exemplificados pelos planos dos modernos Hospitais Pediátricos dedicados que estão a ser construídos agora no mundo (em dois países desenvolvidos e habitualmente de referencia estão a ser contruidos neste momento cerca de cinco ).
Enfim um projecto que não desvirtue ou mesmo seja inferior aquele que dispomos. mas ao contrario que releve a historia do actual e actuais dirigentes.
5-
Consideram que não tem fundamento jurídico ou moral os boatos da apetência de Privados ou outras para apropriarem-se do espaço do actual Hospital.
Estão convictos que estamos perante pessoas de bem e que não pretendem dispor o que não é seu e que é património doado e inalienável destinado a saúde das Crianças e mães de Portugal.
6-
Se o novo Hospital D.Estefânia dedicado for construído noutra área diferente deste espaço físico, este ficará ligado ao outro de forma orgânica, administrativa e assistencial . ( por exemplo , internamento longo, consultas de algumas especialidades, centro de investigação e pesquisa em pediatria, associações de doentes, pais ou outras que se venham a definir, etc....)
7-
Considera quer estes pressupostos são consentâneos com todo o esforço de melhoria de Gestão administrativa, de Serviços e equipamentos e meios, desenvolvidos pela actual Administração e que apoiam pois integram-se nos objectivos mencionados
8-
Exclui liminarmente que interesses privados poderiam estar a influenciar os acontecimentos, tal corresponderia à um cegueira estratégica pois a destruição de entidades assistenciais de referencia ligadas a sectores da população não produtivos contraria a qualquer politica de apoio a mãe, criança e natalidade e inclusive inviabiliza a formação de competências sem as quais o sector privado não subsiste e que serão sempre necessárias inclusive como de apoio logístico.
Indícios que fundamentam a posição B:
Aguardam uma definição oficial e publica sobre os planos do futuro, o que leva a desconfianças e o aparecimento de boatos e que urge evitar pelo mal clima que se desenvolve.

domingo, 5 de agosto de 2007

Estados Unicos - Chicago-Children´s Memorial Hospital Pediatrico- 120 Anos- Ao invés retroceder à um Hospital Generalista como nós :......

Planning the new Children's Memorial

Children's Memorial President and CEO, Patrick M. MagoonDear Friends,

In 1882, Julia Foster Porter founded Children's Memorial Hospital when Chicago did not have a single pediatrician. She did so because she recognized that the children of Chicago were in desperate need of specialized care. Since that time, Children's Memorial Hospital has focused all of its resources on the promise of health care for all of our children. One hundred and twenty-four years later, we are embarking on the journey to build a new Children's Memorial and our vision remains the same.

Our new site and facility are necessary elements that will support our greater purpose—to provide children in our community with access to the most advanced cures, treatments and technologies performed by the best minds in pediatric medicine and research in a family-centered environment.

Children's Memorial recognizes that family members and health professionals are partners in the care of hospitalized children. Our new, state-of-the-art facility will be designed with these partnerships in mind. It will accommodate the needs of our patients and their families and equip our patient care teams with the best technology available. The new design will be focused on providing patients and families with more comfortable accommodations and allow more space for advanced diagnostic and treatment equipment at the bedside.

With the building of the new Children's Memorial Hospital, we will witness a convergence of world-class research, clinicians and technology that will change the face of health care for this and future generations. I firmly believe there is no greater dream for our city, for our children, or for our future.

Regards,

Patrick M. Magoon

President and Chief Executive Officer

Nos Estados Unidos - California - ECSF- Dra. Diana Farmer


Citando Dra. Diana Farmer, Chefe da Pediatria Cirúrgica do do UCSF Chidrens's Hospital utiliza como mais valia a Divulgação do facto de o seu Hospital ser dedicado a Pediatria"
Cá ao contrário retiram-lhe a idoneidade diluindo-no em um Centro Hospitalar.

Citando:
" Crianças são crianças e precisam de cuidados dedicados"
"Os especialistas do UCSF Chidrens's Hospital estão aptos para tratarem das situações graves :
OS SEUS FILHOS
NECESSITAM DE UM HOSPITAL PEDIÁTRICO

"Crianças não são adultos pequenos. Elas tem características emocionais, de desenvolvimento e fisiológicas próprias e precisam ser atendidas como tal"...

"No nosso Hospital os cardiologistas pediatricos, especialistas oncológicos, neurologistas pediatricos, anestesistas pediatricos etc... tem a importante tarefa de ver a criança com um todo incluindo as sua necessidades emocionais e particulares a sua fase de desenvolvimento"
Visitar o sítio UCSF Children's Hospital
http://www.ucsfhealth.org/childrens/

Indagamos a actual diluição do HDE no Centro Hospitalar e eventual desaparecimento em futuro Hospital Generalista foi fruto de algum estudo baseado em opiniões de especialistas de outros países. No caso UCST Children's Hospital, trata-se de um Hospital com identidade própria num "campus de dez outros hospitais".

sexta-feira, 3 de agosto de 2007

A diluição do Hosp. D. Estefânia no Centro Hospitalar "Um processo em contraditório com a Opinião do Corpo Clínico deste Hospital


Chegou-nos as mãos um documento assinado pela Comissão Médica , que precedeu o actual processo de integração no Grupo Hospitalar e cujo conteúdo contraria as medidas actuais, que correspondem objectivamente à eventual destruição do Hospital D. Estefânia, fato que esta a condicionar um ambiente de desanimo e desacordo generalizado.

Hospital Dona Estefânia
Comissão Médica
R. Jacinta Marto 1169-045 Lisboa
Ministério da Saúde



Exmº Senhor Ministro da Saúde
Prof António Correia de Campos

Assunto: Posição dos médicos do Hospital de Dona Estefânia face às questões que lhes foram colocadas em 29 de Março por Sua Exª o Senhor Ministro da Saúde


Na intervenção pública de 29 de Março, afirmou Vossa Exª que, apesar de ter já pré-estudado um conjunto de projectos que incluíam o Hospital de Dona Estefânia, a sua concretização ficaria dependente das opções esclarecidas dos profissionais do Hospital, nomeadamente, a passagem a Entidade Pública Empresarial, a sua integração no Centro Hospitalar de Lisboa-Centro e a eventual inserção num futuro Hospital de Todos os Santos previsto para a próxima década.

Os médicos do Hospital de Dona Estefânia, conscientes das responsabilidades específicas que têm no contexto delineado pelo Senhor Ministro, representados pela sua Comissão Médica e ouvidos sectorialmente, quer nos serviços e unidades quer em reunião alargada de médicos realizada em 2 de Maio, decidiram enviar o presente documento que expressa o consenso unânime dos intervenientes (Actas 3 a 7 da Comissão Médica), o qual pretende responder às questões colocadas por Vossa Exª.

Os médicos conhecem a conjuntura financeira do País e os constrangimentos enunciados pelo Senhor Ministro da Saúde e estão também empenhados na mudança de processos que possa levar a uma maior racionalização da despesa sem prejuízo para os doentes ou para as expectativas básicas do desenvolvimento institucional e dos seus profissionais.

Os médicos do Hospital de Dona Estefânia manifestam-se no âmbito do que consideram ser o seu papel na promoção e protecção do mais elevado interesse público. No caso vertente, este é representado pelo compromisso ético e profissional com a contínua melhoria de cuidados prestados à criança e à mulher e a defesa dos direitos de acessibilidade, equidade e qualidade no atendimento que é legitimo esperar do Serviço Nacional de Saúde.

É importante relembrar que o Hospital de Dona Estefânia, construído num local doado pela Casa Real, é um dos primeiros Hospitais pediátricos na Europa, fundado em 1860 por acção da Rainha Dona Estefânia que se impressionou ao ver crianças tratadas em enfermarias de adultos no antigo Hospital de São José.
O Hospital de Dona Estefânia, actualmente com cerca de 230 camas, é um hospital pediátrico central especializado e de apoio perinatal diferenciado, com um departamento da mulher e da reprodução que inclui uma maternidade de referência e dá corpo ao conceito materno-infantil essencial à missão institucional.
Aqui nasceu a pediatria portuguesa e o ensino da pediatria. Dando continuidade a essa missão, o Hospital continua a ser um hospital com ensino universitário.
O Hospital de Dona Estefânia, como unidade materno-infantil polivalente, é diferente dos serviços de pediatria e dos serviços de obstetrícia inseridos em hospitais gerais. Aqui trabalham mais de três centenas de médicos especializados em praticamente todas as áreas da pediatria e da medicina da mulher, com a metodologia, a preparação, a sensibilidade e as tecnologias desenvolvidas especificamente para estes dois grupos de cidadãos. Aqui se formam e especializam centenas de profissionais nas áreas mais diferenciadas da pediatria e da medicina da mulher.
O Hospital continua a evoluir nas vertentes arquitectónica e funcional e atinge elevados níveis de modernidade e eficiência à medida que se reabilitam os seus espaços e equipamentos.
O Hospital está definitivamente marcado pelo seu ambiente pediátrico, resultado de décadas de aprendizagem numa relação exclusiva e dedicada à criança e ao seu mundo próprio. Aqui tudo tende a ser ajustado e reajustado às necessidades da criança e da família, intuitivo, natural, adequado e humanizado. A instituição adquiriu uma cultura específica e os seus profissionais têm um modo de estar diferente que é continuamente actualizado e transmitido de geração em geração.
O Hospital de Dona Estefânia é um equipamento de saúde que qualifica a cidade e o País e que tem visto reforçado o seu sentido no actual movimento de reconstrução de hospitais pediátricos na Europa e Estados Unidos e na consolidação dos centros materno-infantis numa procura de pólos de assistência mais diferenciada e especializada para doentes cada vez mais complexos ou com patologias emergentes.
O Hospital de Dona Estefânia está profundamente enraizado no subconsciente colectivo como um bem que pertence não só à região e aos seus habitantes, a que as famílias recorrem intuitivamente nos momentos de maior desespero, mas também ao País e a muitas gerações de mães e de doentes que foram crianças e hoje são adultos e idosos.
O Hospital de Dona Estefânia é uma referência cultural e histórica da Cidade e do País.

Assim:

1 – Em relação à questão da “passagem ao regime de Entidade Pública Empresarial”, tratando-se de um assunto de natureza conjuntural, da estrita deliberação política e administrativa do Governo e cujo regime está já definido no DL nº 233/2005 de 29 de Dezembro, os médicos consideram não dever pronunciar-se por a questão estar fora do seu âmbito de decisão.

2 – Quanto à questão de uma “eventual integração no Centro Hospitalar de Lisboa”, os médicos do Hospital de Dona Estefânia entendem que:

a) O Hospital de Dona Estefânia tem uma longa tradição de integração em estruturas de complementaridade, uma vez que faz parte do Grupo Hospitalar “ Hospitais Civis de Lisboa” desde a sua criação em 1913. A sua inclusão neste Grupo, tendo propiciado algumas vantagens, condicionou sérias vicissitudes, em especial nos últimos 20 anos, em grande parte pela natural dificuldade que o hospital de adultos sempre teve na assistência a crianças e grávidas.
A relativa exclusão a que o Grupo votou o Hospital de Dona Estefânia neste período recente, foi assumida como uma oportunidade de procura de outras alternativas consistentes de complementaridade e articulação. Essas alternativas envolveram, por um lado, outras instituições e, por outro, levaram o Hospital a desenvolver internamente soluções de maior diferenciação e especialização dos seus próprios profissionais o que, na área pediátrica, segue as tendências e as indicações das principais confederações europeias.
Progressivamente, o Hospital deixou de contar com a assistência por especialistas de adultos que tinham níveis de prática diversos na criança, para passar a privilegiar a assistência realizada por médicos com formação pediátrica de base e com competências específicas adquiridas através da formação complementar em áreas particulares ou de médicos com formação vertical que se dedicassem quase em exclusivo à criança e cujo acesso aos concursos de provimento requeriam já prova da experiência específica no grupo etário pediátrico. Esta é uma das mais valias que o Hospital pediátrico oferece às crianças que a ele acorrem e que passou a ser definidora dos cuidados especializados prestados.

b) A simples integração administrativa num centro hospitalar, que o Hospital globalmente rejeitou já em 2000 e os médicos continuam a rejeitar, acarreta evidentes prejuízos e riscos e só poderá ter alguns efeitos positivos, muito sectoriais, para a actual assistência aos doentes, se forem acautelados princípios básicos da assistência materno-infantil hospitalar.
Entre os aspectos negativos mais evidentes, refere-se: a redução do acesso da área da criança e da mulher ao centro de decisão que passa a estar muito mais afastado e envolvido nos problemas das múltiplas áreas de adultos; a redução da sensibilidade institucional aos problemas da criança e da mulher; a redução do investimento na diferenciação da área materno-infantil em relação ao todo constituído pelo hospital geral; o desaparecimento de um órgão de administração pediátrica autónoma local, considerado um factor extremamente negativo para estes hospitais; a redução da capacidade de atracção de mecenatos que, no mundo desenvolvido, é uma das formas principais de financiamento complementar dos hospitais materno-infantis e suporte compensatório das suas particulares condições de “facturação” segundo os moldes aplicados aos hospitais de adultos.

c) Uma reorganização meramente administrativa dos hospitais em questão seria incompreensível face aos custos que tal opção acarreta aos mais variados níveis. Não faria qualquer sentido que se associassem, formalmente, hospitais de adultos ao actual hospital materno-infantil e, na prática, continuassem a ser atendidas crianças nesses hospitais de adultos (Ex: Dermatologia, Cardiologia pediátrica, ORL, Estomatologia, Oftalmologia, etc.) numa co-utilização totalmente inadequada de salas de espera, atendimento técnico e enfermarias de internamento que já escandalizava a fundadora do Hospital no século XIX.
Os médicos do Hospital de Dona Estefânia reafirmam que o atendimento de todas as crianças no hospital materno-infantil é um princípio indispensável à credibilidade de qualquer reorganização global de um eventual centro hospitalar que pretenda desenvolver, modernizar e humanizar a sua prestação de cuidados.

d) Do mesmo modo, seria incompreensível a regressão aos tempos de há 30 anos no que respeita à diferenciação em muitos dos serviços de apoio à clínica, nomeadamente Patologia Clínica, Serviços Farmacêuticos e Imagiologia, hoje serviços bem diferenciados nas técnicas, procedimentos e dinâmicas utilizadas na medicina da criança. A eventual integração do Hospital de Dona Estefânia em qualquer outra estrutura administrativa ou regime jurídico nunca poderia subverter a condição diferenciada destes serviços pediátricos conseguida ao longo de muitos anos de formação especifica dos seus quadros, desbaratando-a num processo de “aproveitamento” de profissionais dedicados à medicina de adultos realizando técnicas de adultos, em espaços de adultos e com equipamentos de adultos.

e) Igualmente, não faz sentido que órgãos de aconselhamento técnico materno-infantil se dissolvam (Comissão Médica, Comissão de Ética, Comissão de Humanização, Comissão de Farmácia e Terapêutica, Comissão de Controlo de Infecção e Antibióticos, Comissão de Certificação de Interrupção da Gravidez, etc.) e, por exemplo, os problemas da criança, a que os serviços e profissionais de adultos são globalmente alheios ou menos informados, passem a ser discutidos e decididos em forae maioritariamente compostos por estas últimas estruturas e esses profissionais. Tal constituiria um forte prejuízo para os interesses da criança e da mulher e um retrocesso significativo na causa materno-infantil em Portugal.
Havendo ainda quem pense que um hospital pediátrico é composto apenas por pediatras (à semelhança de um serviço de pediatria de um hospital geral) e que as estruturas referidas de um centro hospitalar podem ter na sua composição um pediatra que assegure a respectiva representação, relembra-se que a realidade do Hospital de Dona Estefânia é a de mais de 30 especialidades, sub-especialidades e valências e muitas dezenas de consultas e núcleos especializados, dos quais a pediatria e os pediatras são apenas um dos elementos.

Em conclusão,só será de encarar a integração com todas as suas consequências e riscos, se esta for objecto de um protocolo de adesão ou afiliação que, entre outros, explicite:
- a salvaguarda de princípios fundamentais que, ainda assim, conduzam a ganhos compensatórios para a assistência aos doentes;
- a manutenção da diferenciação e autonomia técnico-assistencial do Hospital de Dona Estefânia na sua dimensão materno-infantil e com as suas unidades e profissionais diferenciados;
- a manutenção de um quadro de profissionais próprio do Hospital materno-infantil com a necessária especificação no quadro geral do centro hospitalar;
- a afirmação do Hospital como o elemento materno-infantil estruturante do centro hospitalar;
- a garantia da manutenção da sensibilidade e ambiente pediátrico próprios;
- a adequação da politica de atribuição de internos como factor determinante da continuidade do Hospital;
- a garantia de manutenção dos órgãos de gestão e apoio técnico local, nomeadamente as comissões técnicas próprias;
- a garantia da manutenção do apoio ao Hospital nas áreas de investigação;
- a manutenção da vertente de ensino universitário e pós-graduado como eixo de desenvolvimento fundamental do hospital e dos seus profissionais.

3 – Quanto ao “futuro Hospital de Todos os Santos”, programado para um tempo em que já actuaram e serão visíveis resultados de muitas das mudanças que afectam e afectarão a organização do nosso sistema de saúde, a posição actual dos médicos do Hospital de Dona Estefânia é consentânea com os princípios antes enunciados.
Esses princípios só serão cabalmente cumpridos se for adoptado um dos seguintes modelos: a) campus sanitário onde o Hospital de Dona Estefânia figure como elemento materno-infantil autónomo e articulado funcionalmente com o hospital de adultos;
b) alternativamente, através da reformulação progressiva do actual Hospital de Dona Estefânia no local onde sempre existiu e à custa dos terrenos ainda livres. Considera-se que, nesta localização, poderá integrar funcionalmente o campus do Hospital de Todos os Santos, tal como acontece em outras cidades.
Qualquer outra posição, com as informações disponíveis, seria certamente extemporânea.


Receba Vossa Exª os nossos melhores cumprimentos,


Lisboa, 3 de Maio de 2006

A Comissão Médica

quarta-feira, 1 de agosto de 2007

Outro testemunho emblematico -Filha , Mãe e Avó em defesa do HDE


QUE O HOSPITAL D. ESTEFÂNIA NUNCA DEIXE DE EXISTIR

O meu primeiro contacto com o Hospital de D.Estefânia deu-se com 16anos – nessa altura ofereci-me como voluntária para acompanhar crianças no "Serviço de Oncologia" deste Hospital. Ainda hoje,passados quase 40 anos relembro esta rica experiência como a minha 1ªlição de vida principalmente na faceta humanitária que encontrei aí em
todos os profissionais de saúde. Óptimos no exercício da Medicina Pediátrico e Enfermagem não esqueciam nunca a dedicação e entrega total a cada criança, não como o "doente da cama tal" mas um ser com nome, personalidade e carências próprias. Uma brincadeira com a seringa ou estetoscópio, faziam-nos perder o medo da bata branca, da dor, da doença. Um abraço forte e amigo faziam-nos esquecer a falta dos pais, da sua casa, uma palavra meiga ou simplesmente uma festa, diminuíam nestas crianças o medo do desconhecido. Passados anos, tive lá o meu 2º filho. Toda esta segurança, em todos os aspectos, não desapareceu. Sempre que um dos meus três filhos adoecia e tinha o pressentimento de que podia ser algo grave, recorria a uma "segunda opinião" neste Hospital depois da urgência no hospital da minha zona. Só assim sentia que eles estavam em boas mãos. Hoje, já avó, continuo a ter a mesma confiança neste hospital. É lá que, continuo a sentir uma segurança total.

Pela minha história e certamente a de tanta gente, apelo a que nunca deixe de existir o Hospital de D.Estefânia.

Teresa Eugénia Fagundes Gonçalves




Dentro dos inumeros testemunhos que se nos fazem sentir em defesa do HDE, publicamos apenas alguns e em particular os que melhor sintetizam a opinião colectiva.
Agradecemos a subcritora, esta mensagem.

terça-feira, 31 de julho de 2007

RAQUEL: REPRESENTA AS CRIANÇAS DE PORTUGAL




- Raquel 10 anos - Não fechem o melhor Hospital de Portugal
rbala@sapo.pt
Aos que dizem que é preciso fechar este Hospital, com argumentos que antes deveriam ser antes um desafio para modifica-lo (em complementaridade ou não com o do futuro HTS) indaga-se :
Reservam à Raquel ( quem diz a Raquel , diz os meus e vossos filhos e os filhos dos nossos filhos) um espaço melhor do que este? Terão acesso as mesmas valências? Existirá uma escola para as crianças internadas? Como conjugar especialidades de Nefrologia e Neurologia, Otorrinolaringologia, Ortopedia , Imunoalergologia, Gastroenterologia e outras Valências Pediatricas que implicam cuidados continuados e internamentos repetidos com um Serviço de Pediatria perdido em um Hospital Generalista com tempos de internamento restritos? Na analise orçamental que justificam as novas opções , contabilizou-se o valor incalculável poupado em numero de insuficientes renais, respiratórios e deficientes motores que estes Serviços possibilitam?
Que alternativa dar as crianças sem seguro de saúde como a pequena Jacinta no passado que a única porta que encontrou aberta foi a deste Hospital ? A rentabilidade dos novos espaços privados que julga-se terem o eventual ónus de substituir estes espaços , se comoverá com aquelas que não dando lucro, são contudo o futuro e este não é hipotecável ? Terão a consciência de que uma Medicina privada de qualidade só pode existir em complementaridade com Serviço Publico de Excelência ? Indagamos não só aos cirurgiões que exerceram no novo Hospital, mas igualmente os que exerceram nos privados, se caso sem a actual "rede" de apoio que constitui o serviço publico do Hospital D. Estefânia o que pretendem fazer quando de eventuais complicações cirúrgicas e da necessidade de reeintervenções que não se compadecem com exíguas camas de alta rotatividade e com famílias descapitalizadas..? Existirá uma unidade de queimados dedicada a pediatria ou pretendem um Serviço generalista sem as particularidades necessárias?
Finalmente o paradoxo máximo :- Que Hospital com numero restrito de camas e de alta rotatividade com "Cirurgia avançada e de Ponta" poderá existir sem o apoio e "drenagem" de Serviços e profissionais especializados dedicados as diversas áreas ? :
-Sem um Serviço de Nefro-urologia pediatrica nunca poderá existir uma Cirurgia Urologica Pediatrica de referência e quem diz Urologia- Cirurgia Urológica dirá Neurologia-Neurocirurgia, Gastroenterologia-Transplantes hepáticos, etc..... È um dedução simples e óbvia, mas que parecem ignorar.... mas de que antecipamos os resultados:
Dentro de 20 anos Portugal enviará algumas algumas de suas crianças para Hospitais dedicados a Pediatria nos Estados Unidos, Grã Bretanha, França e ou mais provavelmente na nossa vizinha Espanha, para realizarem cirurgias especializadas nos Hospitais dedicados a Pediatria destes países pois perdeu-se a capacitação tecnica e humana para realiza-lo.
Afirmamos assim claramente que as 70 camas que propõe no futuro HTS è um logro e que na verdade deixará de existir "Cirurgia de Ponta em Pediatria " na Zona Sul (e pelo andar em todo Portugal.......)
Ao contrário de Portugal estes países preservam os seus Hospitais Pediatricos e o seu Património, melhorando o que esta mal ao invés de o justificar para destrui-lo!

Oxalá o email da Raquel tenha ecos. Oxalá estes ecos sejam fortes para vencer inercias. Oxalá cheguem aos ouvidos e tire algum sono daqueles que para alem de poder de decisão tenham também lucidez e capacidade para reequacionarem o futuro.

sábado, 28 de julho de 2007

Em defesa dos Hospitais Pediatricos dedicados - Um testemunho vivo


O testemunho de Sara, emblemático, fala por si da necessidade dos Hospitais dedicados a Pediatria. Porque dilui-lo em um Hospital generalista ? Qual justificação ? As justificações estão fundamentadas ?

Sara disse...Passei muitas horas com a minha filha no HDE. Antes disso, já a minha irmã tinha passado muitos dias nesse hospital, quando criança, há mais de 20 anos.Em todas as situações, sente-se que as pessoas que lá trabalham estão especialmente sensibilizadas para falar, quer com as crianças, quer com os seus pais, de uma forma diferente da que se assiste nos hospitais "generalistas". Há uma cultura da criança como centro da questão. E isso é fundamental quer para o tratamento da criança em si, que confia no seu interlocutor, quer para a estabilidade da natural ansiedade dos pais, vector não menos importante para todo o processo de cura dos filhos.
Aplaudo a iniciativa de divulgar esta situação e adiro ao protesto!
8 de Junho de 2007.

sexta-feira, 20 de julho de 2007

O problema é nacional ....As crianças não votam .

A desorçamentação dos Hospitais Pediátricos tem sido o "meio" que os diversos Ministérios, das mais variadas cores politicas, tem utilizado para tentar desmotivar as administrações dos Hospitais Pediátricos, levando-as a capitulação.
Aqui testemunhamos a luta heróica da Associação Maria Pia.
Um exemplo a seguirmos?


Governo não dá verbas ( Artigo de Jornal de Noticias do Porto )"Era uma das minhas primeiras preocupações quando aqui cheguei", diz Maria Clara Gomes, presidente da direcção da instituição de solidariedade, com a mesma rapidez com que decide qual é o próximo "fogo" a apagar. Puxadores para os armários, pinturas nas paredes do internamento do hospital de dia, brinquedos para o Natal. A Liga é responsável por tudo o que de novo surge no hospital nos últimos 10 anos. Porque da Administração Central não chega o que quer que seja. "Todos os financiamentos que pedimos vieram para trás", conta Manuela Machado, presidente do Conselho de Administração do Maria Pia.

É caso para indagar da coerência das politicas de defesa da natalidade e como conciliar com esta a destruição dos Hospitais dedicados a Pediatria.

Contradições ?

Indagamos se serão consentâneas as politicas de encerramento dos Hospitais Pediatricos e as politicas de incentivo da natalidade ?

"Natalidade: Novo pacote deverá entrar em vigor em Setembro
O novo pacote de medidas de apoio à família e à natalidade, que aumenta o abono de família e cria uma nova prestação de apoio à gravidez, terá efeitos retroactivos e deverá estar em vigor em Setembro, anunciou hoje o Governo. "

Consideramos que não ! Provem ao contrário...

domingo, 15 de julho de 2007

Quando o Hospital comemora 130 anos - A informação que temos direito sobre o futuro do Hospital!

Quinta-feira, 21 de Junho de 2007

Este é nosso presente ! Um Hospital dedicado a criança! Será verdade que o "futuro " resume-se à 60 camas "perdidas" em um Hospital Generalista?


Acima está um organograma deste Hospital. Indagamos se o planeado ou em estudo para o futuro Hospital contempla as mesmas complexidades e interligações todas elas obrigatórias num Hospital Terciario dedicado a especificidade materno-infantil, pedra basilar de qualquer Sistema de Saúde moderno ( ou retrocederemos séculos na nossa história?)
Publicada por FORUM HDE em 5:29

1 comentários:
Anónimo disse...
Meus amigos, muito prezo o HDE. Cresci com ele e cresci nele. Mas atenção... se o quizermos manter como tal temos que perceber o porquê de tantas mudanças, e a própria tentativa de aniquilamento. As Mafias, isto é as alianças empedernidas que se estabeleceram ao longo destes 130 anos, com cargos hereditários tal como num regime feudal, são a verdadeira causa porque o ministro Correia de Campos quer dissolver esta Instituição. Se queremos a manutenção do HDE temos que repensar os nossos comportamentos e atitudes. Se não então é porque os nossos interesses não têm dignidade. Então não somos dignos de nos armar-mos em salvadores da finalidade para que esta Instituição foi criada. Igualdade de tratamento e atendimento para todos.
21 de Junho de 2007 15:48
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O que dizem os Dinamarqueses sobre a pulverização da Pediatria em Hospitais Generalistas....



" Hoje existem 19 departamentos de pediatria na Dinamarca. A maior parte dos departamentos de pediatria estão localizados em edifícios obsoletos. A Centralização em um Hospital Pediátrico possibilita a criação de um ambiente e de um grupo profissional com conhecimento sobre as necessidades da criança, competência quer nas patologias elementares mas igualmente nas altamente complexas e ultra especializadas, com possibilidade de investigação na patologia pediatrica criando condições de transformar-se em um centro de excelência nacional e internacional quer na area de de pesquisa quer na implementação de novas directivas"
andersen@rh.hosp.dk Abril de 2006, PMID16640976

Nós em Portugal ao contrário, contando com o capital acumulado de 130 anos de um Hospital dedicado a pediatria, centro de referência na Zona Sul e ponte necessária para relações e desenvolvimento com todas as culturas de língua portuguesa deixamos que tal capital de valor incalculável seja eventualmente hipotecado e destruído, sem qualquer fundamentação publica ou publicada.
Na comemoração dos 130 Anos deste Hospital digamos sim a sua melhoria, a uma gestão unificada e eficaz de recursos , mas digamos :
Não permitiremos a destruição do Hospital D. Estefânia dedicado a Pediatria !

segunda-feira, 9 de julho de 2007

Texto de opinião enviado pelo Professor António Gentil Martins

Caros Amigos:
A primeira coisa a saber ( e penso que todos temos esse indiscutível direito ) é conhecer o que se projecta para o apoio às crianças do Sul do País e nomeadamente em Lisboa, sobretudo no respeitante aos cuidados de saúde, necessariamente diferenciados. Sem esse conhecimento qualquer posição perde grande parte da sua validade.
Defendemos a existência de uma Unidade Hospitalar diferenciada e polivalente, autónoma, preferencialmente Materno-Infantil, e, se possível, integrada no conjunto de uma “Cidade Sanitária”, dando assistência a grávidas, Recém Nascidos, Crianças e Adolescentes ( até aos 18 anos, com definiu a EU… ).
O actual Hospital de D. Estefânia deve, pelo menos, manter-se ligado à Pediatria, e sem se esquecer ( para além do que levou no Século XIX à sua criação), que a sua Capela é monumento nacional registado!
Tendo trabalhado nos HCL desde 1954 e no HDE desde 1960 ( 40 anos ) terei o maior prazer em participar activamente no debate que se torna indispensável, antes que se possam cometer eventuais erros, depois difíceis ou mesmo impossíveis de corrigir.
O Hospital de D. Estefânia deve ser sempre um Centro de Referência, polivalente, para, pelo menos, o sul do País, aproveitando e utilizando correctamente as novas tecnologias da Informação, que não são apenas para o futuro, mas deviam já ser do presente, permitindo inclusivamente uma colaboração activa, Nacional e mesmo Internacional...

António Gentil Martins.
Ex - Director do Departamento de Cirurgia do HDE e Ex - Professor Associado Convidado da Faculdade de Ciências Médicas de Lisboa, para a área da Cirurgia Pediátrica.

Caro Professor Dr. António Gentil Martins:

Cumprimentos cordiais,

Agradecemos o envio da sua comunicação para este espaço de discussão. Este agradecimento deriva da plena consciência de que a sua dedicação a este Hospital , a Pediatria em Portugal e grande experiência acumulada, constituem um capital que nos honra e agradecemos querer compartilhar , o que virá em muito valorizar e prestigiar este espaço.