Interperlação feita ao Ministro da Saúde em 2017.....que gostariamos que não mantivesse toda a actualidade ..... "Reclamamos mais uma vez o direito e dever das populações em participar individual e coletivamente no planeamento e prestação dos cuidados de saúde, direito e dever, esses, aliás, consagrados no atual Plano Nacional de Saúde. Não ignoramos os nossos deveres para com o bem público, mas não prescindiremos do nosso direito a expressar, em nome da capital do país que nos elegeu, a nossa profunda discordância quanto à matéria de que tomámos conhecimento por um mero ofício da ARS-LVT e o nosso veemente protesto pela forma como estão a ser tomadas decisões sobre um tema tão importante e sensível para a cidade. “
Lisboa, 25 de julho de 2017
A Presidente da Assembleia Municipal”
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terça-feira, 12 de outubro de 2021
A HISTORIA SE REPETE.....AONDE ESTÃOS PROJECTOS ? QUEM SÃO OS PROPONENTES ? QUEM SÃO OS ELEMENTOS DO JURI ? QUEM OS NOMEOU?
quinta-feira, 16 de setembro de 2021
RESPOSTAS DAS DIVERSAS CANDIDATURAS A PRESIDENCIA DA CML SOBRE A IMPORTANCIA DE LISBOA NÃO PERDER O SEU HOSPITAL PEDIATRICO
A Plataforma Civica de Defesa do Hospital Pediatrico de Lisboa enviou aos candidatos às eleições autárquicas um convite a tomarem uma posição escrita ou publica sobre a importãncia de Lisboa continuar a dispor do seu Hospital Pediatrico. Publicamos A seguir publicamos a mensagem enviada e as repostas que formos recebendo dos diversos candidatos. Aos candidatos ás eleições autárquicas de Lisboa 2021 Exmº Sr (a) Candidato à Presidência da Câmara Municipal de Lisboa – 2021 Há cerca de uma década que esta Plataforma Cívica chama a atenção para o erro técnico e civilizacional que constitui a intenção governamental de encerrar o Hospital Especializado Pediátrico de Lisboa – O Hospital de Dona Estefânia, passando toda a assistência pediátrica especializada aí realizada para um serviço de pediatria integrado num hospital geral de adultos. Apesar das várias iniciativas aprovadas na Assembleia de Républica e no caso vertente, na Assembleia Municipal de Lisboa, seria importante que os candidatos à presidência da Câmara Municipal de Lisboa se pronunciassem publicamente quanto à perda de qualidade da Capital ao nível deste equipamentos de saúde especializado e que até recentemente mostrou a sua imprescindibilidade como Centro de Referência em resposta à pandemia de COVID grave na criança e adolescentes. Apesar do equipamento hospitalar estar na esfera do Governo, pensamos que um Presidente da Câmara Municipal de Lisboa deverá estar atento e exigente não só ao nível de cuidados muito diferenciados aos seus munícipes, neste caso os mais jovens, como igualmente à desqualificação da cidade nesse domínio pois em risco, do que conhecemos, Lisboa vir a ser a única cidade capital de um país desenvolvido a encerrar o seu Hospital Pediátrico. (Memorando em anexo). Vimos convidar Vossa Exª a uma reflexão sobre a matéria e solicitamos a sua posição escrita para posterior divulgação nas redes sociais e nos veículos de informação da Plataforma Cívica, em setembro próximo. Com os melhores cumprimentos Lisboa, 17 de Agosto de 2021 P´la Plataforma Cívica Mário Coelho (TLM 913450989; coelhom@sapo.pt), António Gentil Martins (TLM 939555162, agentilmartins@gmail.com), Pedro Paulo Mendes (TML 967006022, pedrpaulmend@gmail.com; José Pedro Vieira (TLM 914965579, josepedrovieira@hotmail.com) xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx
RESPOSTA DO BLOCO DE ESQUERDA
O Bloco de Esquerda reconhece a importância do Hospital Dona Estefânia na prestação de cuidados pediátricos especializados e considera vital para a cidade de Lisboa, e não só, a manutenção de capacidade de oferta de cuidados pediátricos em quantidade e qualidade. Defendemos a urgente construção do novo Hospital Oriental de Lisboa, com gestão pública, e não servindo de pretexto para a diminuição de camas de internamento e oferta de cuidados de saúde especializado, face ao que os hospitais da cidade de Lisboa oferecem. Somos a favor desta construção, mas defendendo que os Hospitais do Centro Hospitalar Lisboa Central mantenham funções para o SNS. O novo Hospital deve trazer um acréscimo de oferta de cuidados de saúde e não o contrário. Relativamente ao contexto específico do Hospital Dona Estefânia, entendemos que este deve manter a sua autonomia face ao novo Hospital e que deve ter um espaço separado próprio, aproveitando assim a interação e integração com as restantes especialidades existentes no novo Hospital. Caso haja todas as condições para que exista uma ala autónoma de cuidados pediátricos no novo Hospital Oriental, o atual Hospital Dona Estefânia deve dar lugar a cuidados de retaguarda e cuidados de saúde primários especializados para crianças e jovens. Assim, é importante conhecer os planos do Governo para a reorganização hospitalar na cidade de Lisboa, algo que tencionamos voltar a tentar fazer no novo mandato, para assim influenciar um melhor planeamento e defender os melhores interesses de uma prestação de saúde pediátrica pública de qualidade. ----
- Fim da mensagem de Bloco Lisboa
quarta-feira, 4 de agosto de 2021
È um dever civico debater : A reforma da rede hospitalar de Lisboa central - A importância de Lisboa não perder o seu Hospital Pediatrico - De não permitirmos a apropriação e desvirtuamento do nosso patrimonio e identidade históricas.

Em meados do ano de 2013, no início do período de férias, deram entrada no departamento de urbanismo da CML, pelouro que era então da responsabilidade do Arquiteto Manuel Salgado, um conjunto de pedidos de licenciamento e de loteamento para construção de condomínios de luxo nos espaços dos antigos Hospitais Civis de Lisboa / Colina de Santana. Este processo polemico obrigou a que a Assembleia Municipal de Lisboa organizasse um conjunto de cinco debates, que congregaram um amplo leque de intervenientes interessados na defesa do património cultural e edificado de Lisboa A Tese de Mestrado de Inês Alexandre Lopes Martins da Escola de Sociologia e Ciências Publicas organizou e sintetizou num único documento as propostas dos diversos intervenientes e inclusive os resumos dos artigos de opinião que foram publicados na imprensa diária da altura .(para aceder a Tese fazer duplo Clique sobre o Link que acima transcrevemos) Para alem da importância histórica do registro , os temas discutidos a não perderam a atualidade , pois são os mesmos atores que obrigaram a controvérsia que continuam a implementar os mesmos projetos de forma opaca e a revelia de qualquer critica , ( como também deixou claro o Dr. Gonçalo Cordeiro Ferreira; na sua recente entrevista ao Expresso referindo-se ao pré programado encerramento do Hospital Pediátrico de Lisboa / Estefânia quando ( e se) entrar em funcionamento o futuro Hospital Generalista PPP de Lisboa Oriental) Publicamos e divulgamos este documento pois consideramos que ele contem informação essencial para compreender os interesses em jogo e as alternativas propostas. Nesta perspetiva e a título de exemplo é elucidativo ler no documento as a opiniões manifestas naquele debate pela Dra. Ana Paula Amendoeira representante da Unesco - ICOMOS de Portugal;
sábado, 17 de julho de 2021
Sim trata-se de um crime que lesa o interesse das nossas crianças e que denunciamos neste blog desde há mais de uma decada!
Algumas considerações pessoais sobre a entrevista concedida ao
Jornal Expresso sobre os planos de encerramento sobre único
Hospital Pediatrico de Lisboa e Zona Sul de Portugal
O Dr. Gonçalo Cordeiro Ferreira em entrevista que deu ao expresso (ver postagem anterior) denuncia um crime que tem raízes antigas cujo horizonte estende-se há mais de uma década, no governo de José Sócrates. quando o Professor Correia de Campos era o Ministro da Saúde e criou o Centro Hospitalar de Lisboa Central e paralelamente iniciou a organização para o concurso PPP para construção do futuro Hospital de Todos os Santos que viria englobar os antigos Hospitais Civis de Lisboa.
Naquela altura em que os antigos Hospitais Civis ainda dispunham de uma oferta de cerca de 1400 camas, Os novos senhores do Ministério da Saúde, representantes dos planos neoliberais para a saúde propunham a sua substituição pelo novo hospital , construído em regime de PPP. com uma capacidade prevista de apenas 600 camas! Estranho??? Incompetência?
Esta disparidade aparentemente absurda fará sentido se nos recordarmos que o Ministro das Finanças da altura era Manuel Pinho e que nomeou o então ainda gestor do Grupo Mello Engenheiro Pedro Dias Alves para orientar o concurso e escolha os projetos para o novo hospital! O decisor do concurso publico , foi nomeado em assumido em manifesto conflito de interesses e representando um dos grupos privados ...e o mais estranho e grave é esta ilegalidade ocorreu sem qualquer denuncia publica!!!
Em síntese , o encerramento a decisão de destruição e o encerramento do Hospital D. Estefânia e dos outros Hospitais que englobam o Centro Hospitalar de Lisboa Central explica-se pelo facto de a atual reforma Hospitalar de Lisboa Central ter desde o seu início e em conivência com os governos ter ser conduzida com o objetivo de servir os interesses de um grupo económico privado que estava interessado em esvaziar a oferta hospitalar publica em favor dos Hospitais Privados que vieram posteriormente construir.
A estes estes
interesses financeiros se associaram os da especulação imobiliária, que ávidos de
se apropriarem dos espaços físicos daqueles hospitais para construção de condomínios
de luxo , num processo que foi bloqueado graças a discussão publica levado na AML por iniciativa da Arquiteta Helena
Roseta com apoio de parte significativa dos partidos.
Acrescente-se
que a sociedade civil desde o inicio se indignou contra o encerramento da D. Estefânia que a concretizar-se transformará
Lisboa na única cidade europeia sem um Hospital pediátrico e fez circular um abaixo assinado endereçado ao Presidente da República que reuniu cerca de 80000 assinaturas ( inexplicavelmente sem
resultados efetivos, testemunhando assim que no nosso Pais a voz da Sociedade Civil pode ser impunemente, desprezada, calada e esquecida.
Este processo de denuncia levado pela Plataforma Civica obrigou aos gestores a reformularem o projeto PPP, aumentando a oferta do futuro Hospital para cerca de 800 camas, mas sem contemplar o espaço para um Hospital Pediátrico / Centro Materno Infantil , autónomos . Este ultimo projeto foi levado a concurso, mas que por provavelmente por não interessar ao Grupo Mello, que não queria concorrencia publica com os seus novos hospitais foi anulado , quando do Governo de Passos Coelo desta vez por outro representante do Grupo Mello, o Dr. Luiz Filipe Pereira.
Sugerimos aos interessados em conhecer a cronologia histórica deste processo maquiavelico que leiam as postagens antigas deste Blog. .
Finalizando e exemplificando como paradigma oposto e testemunho vivo de outra cultura revisitamos o andamento das obras do novo Hospital Pediátrico que esta a ser construido em Dublin.
Felizmente no nosso Pais temos ainda exemplos de onde a cultura civica permanece viva e actuante e aqui enaltecemos o apoio dos profissionais e populações de Coimbra e do Porto tem dado aos seus hospitais pediatricos .
Em Dublin ao contrário
do que se passa em Lisboa aquele projecto desde o inicio foi discutido e escrutinado pelos
profissionais de saúde e a sua construção tem crescido a par e
passo com as disponibilidades do erário publico, prevendo-se a sua conclusão em
2024....enquanto em Lisboa são grupos económicos e gestores ligados ao negócio
da saúde que programam pela calada o fim da assistência pediátrica
especializada das nossas crianças.
Nota :Esta mensagem reflecte exclusivamente a opinião de Pedro Paulo Machado Alves Mendes
New National Children's Hospital will not be complete until ...
https://www.rte.ie/news/ireland/2021/0625/1231390-childrens-hospital/



