DA EUROVISÃO,
E A AVENIDA DE BRASILIA , NAQUELA DATA ESTAR
INTERDITA AO USO PUBLICO,
ALTEROU-SE A DATA PARA O PRÓXIMO DOMINGO DE 13 DE MAIO.
7ª
Caminhada/Festa Dona Estefânia-Dia da Mãe - NOVA DATA - 13 MAIO
AINDA PODE INSCREVER-SE (O custo não sofreu
alterações):
-
Directamente na Liga dos Amigos do HDestefânia
- no
site www.xistarca.pt
- ou
com um dos elementos da organização
Não se atrase !
Esperamos
todos na Festa a favor da existência de um hospital pediátrico em Lisboa, agora
e no futuro.
Plataforma
Cívica
![]() |
|
PARA IR AO SITE FAZER CTRL-CLIQUE
Começaram as inscrições para a 7ªCorrida/Caminhada Dona Estefânia-DiA 13 DE MAIO).
O percurso é o habitual, junto ao tejo em alcântara-belém e passando sobre a onda do MATT para tirar as fotos mais in.
Vai ser mais uma festa a favor a causa das crianças de Lisboa e sul do País e da Liga dos Amigos do Hospital de Dona Estefânia que muito tem apoiado o hospital e os doentes menos favorecidos.
Caminhada 4 kms – 5 Euros (inclui camisola) – uma caminhada que é uma festa
Corrida 10 kms – 10 Euros (inclui camisola técnica) – uma prova cronometrada com ship
Podem inscrever-se a partir de agora da seguinte forma:
- via internet: www.xistarca.pt
|
quinta-feira, 5 de abril de 2018
ATENÇÃO ALTERAÇÃO DE DATA - 7ª Corrida D. Estefânia - Inscreve-te e participa .....defende o direito de os nossos filhos e todas as outras crianças , continuarem a ter uma Assistência Hospitalar Especializada. Defender a existência de um Hospital Pedíatrico em Lisboa é um dever civíco- AGORA DIA 13 DE MAIO
sábado, 18 de novembro de 2017
O Presidente da Republica Portuguesa visitou o Hospital D. Estefânia. Os Profissionais manifestaram o seu repudio ao encerramento em curso . Ver video do telejornal da RTP
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Não nos esqueçamos que antes de ser Presidente da Republica o Cidadão Marcelo Rebelo de Sousa, manifestou publicamente o seu repudio pelo encerramento do Hospital Pediatrico de Lisboa !
http://campanhapelohde.blogspot.pt/2016/01/marcelo-rebelo-de-sousa-dixit.html
O Professor Marcelo Rebelo de Sousa quando comentador da TVI , mas agora Presidente da Republica Portuguesa , no Jornal da TVI de 6 de Março de 2011 , referindo-se ao processo de descaracterização e ao futuro encerramento do Hospital de D. Estefânia, afirmou : Que era inaceitável que Lisboa perdesse o seu Hospital Pediatrico.
EXMO SR. PRESIDENTE DA REPUBLICA PORTUGUESA !
NÃO ESQUECEMOS A SUA FIRME E CORAJOSA TOMADA DE POSIÇÃO EM DEFESA DO HOSPITAL PEDIATRICO DE LISBOA.
AGUARDAMOS AGORA
O SEU EMPENHO NA SUA CONCRETIZAÇÃO!
O SEU EMPENHO NA SUA CONCRETIZAÇÃO!
![]() |
Na mitologia romana, a deusa Fides personificava a palavra dada. Transmitia a noção de compromisso, numa época em que a palavra dada era tida como a base da sociedade e da ordem política.
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ASSINA : PPMAM
sexta-feira, 27 de outubro de 2017
Uma Petição cujos considerandos devem avaliados : http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=PLBS17
Caros Amigos,
Acabei de ler e assinar a petição: «Revisão da Lei de Bases da Saúde» no endereço
http://peticaopublica.com/
Pessoalmente concordo com esta petição e cumpro com o dever de a fazer chegar ao maior número de pessoas, que certamente saberão avaliar da sua pertinência e actualidade.
Agradeço que subscrevam a petição e que ajudem na sua divulgação através de um email para os vossos contactos.
Os portugueses têm não só o direito como a legítima expectativa de gozar o maior número de anos da sua vida com saúde.
A esperança de vida saudável é um indicador de bem-estar que nos confirma a necessidade de fazer muito mais do que aquilo que tem sido feito, considerando os conhecimentos, as competências e os recursos existentes, a exemplo de outros países europeus com os quais é lícito compararmo-nos, casos de Espanha, França, Itália e Grécia.
Os anos de vida saudáveis representam o objectivo e o indicador mais importante que a política de saúde, seja ela qual for, deve fixar e para os quais é necessário encontrar mecanismos intersectoriais facilitadores da sua concretização.
Os promotores do Manifesto pela nossa saúde, pelo SNS, que reuniu 1001 subscritores, tomam a iniciativa de lançar esta Petição que representa a continuação da tomada de posição expressa naquele Manifesto, articula-se com ele e visa ser apresentada e discutida na Assembleia da República por todos os partidos nela representada.
O objectivo da Petição é a revisão da Lei 48/90, de 24 de Agosto, Lei de Bases da Saúde.
Passados vinte e sete anos, aquela lei exige que seja considerada a nova visão que se tem sobre a saúde, sobretudo na parte da promoção da saúde, da prevenção da doença e da presença da saúde em todas as políticas. Mas também sobre a garantia do acesso aos serviços públicos de saúde, as profissões, os aspectos organizativos do Serviço Nacional de Saúde, o financiamento e a regulação do sector privado.
Com esta Petição, os seus promotores saúdam outras iniciativas e projectos da mesma natureza, contribuindo desta forma para se realizar a discussão que falta fazer sobre política de saúde com vista a melhorar e valorizar o SNS. Não é demais sublinhar que, constitucionalmente, cabe ao Estado garantir a protecção da saúde e a provisão universal de cuidados de saúde a todos os portugueses.
Os promotores desta Petição têm em vista, principalmente, a inclusão dos seguintes aspectos na revisão daquela Lei:
Na promoção da saúde – sendo um processo eminentemente colectivo, deve privilegiar-se a participação de todos os actores sociais da comunidade com implicações directas ou indirectas na sua concretização, contribuindo-se desta forma para o desenvolvimento sustentável da sociedade e dando-se assim expressão prática à Agenda 2030 de Desenvolvimento Sustentável, aprovada na sede da ONU, em Setembro de 2015.
Na prevenção da doença – desenvolverem-se estratégias de antecipação da exposição a riscos para a saúde – físicos, biológicos, sócio-laborais e psicológicos -, de controlo dos seus efeitos e de intervenção precoce.
Na saúde pública – garantir o financiamento e os dispositivos legais que permitam às estruturas de saúde pública actuar com total independência do poder político, cumprir os seus objetivos de vigilância da saúde da população e produzir a evidência científica necessária à tomada de decisão.
Na saúde em todas as políticas – este desígnio, aprovado pela Declaração de Adelaide, em 2010, e recomendado pela OMS, significa a adopção de medidas em todas as políticas sectoriais que contribuam para aumentar o impacto positivo sobre a saúde da população.
No acesso - garantia de resposta nos melhores tempos clínicos e nos melhores padrões de qualidade, ajustados ao perfil da gravidade das situações de doença, e abolição dos obstáculos financeiros e geográficos à prestação de cuidados.
Nas profissões – garantir a existência de carreiras profissionais de todos os prestadores de cuidados, em todos os estabelecimentos de saúde, públicos e privados, a sua distribuição ajustada às necessidades em saúde e a remuneração de acordo com a sua diferenciação técnica.
No planeamento – garantir uma equitativa alocação de recursos no todo nacional em função das necessidades identificadas e utilizar as capacidades instaladas de forma a reduzir as assimetrias regionais.
No financiamento – fixar o orçamento do SNS a partir do levantamento das necessidades reais de provisão universal e geral de cuidados de saúde, e institucionalizar a contratualização como instrumento de gestão coerente, confiável e adequado às necessidades de funcionamento dos serviços e dos programas.
Na organização do SNS – criar infraestruturas locais de saúde, de base intermunicipal, que tenham a participação e sejam coordenadas pelos serviços de saúde, a escola, a segurança social e a autarquia, e passem a fazer parte integrante da organização do Serviço Nacional de Saúde.
Na regulação do sector privado – deve ser promovido o cabal cumprimento dos critérios de ordenamento das instituições de saúde, certificação das instituições com base no preenchimento dos quadros de pessoal com a diferenciação ajustados à sua missão, às valências e ao volume de produção previsto, e demonstração obrigatória e pública dos resultados de gerência e do impacto nos indicadores de saúde pertinentes.
Na legislação – atribuir à Assembleia da República o exclusivo de legislar sobre o Estatuto do SNS.
Lisboa, 9 de Outubro de 2017
Os promotores – Adelino Fortunato, Aguinaldo Cabral, Ana Matos Pires, Ana Prata, André Barata, António Avelãs, António Faria-Vaz, António Rodrigues, Armando Brito de Sá, Augusta Sousa, Carlos Ramalhão, Cipriano Justo, Corália Vicente, Daniel Adrião, David Barreira, Elísio Estanque, Fernando Gomes, Fernando Martinho, Gregória von Amann, Guadalupe Simões, Helena Roseta, Heloísa Santos, Jaime Correia de Sousa, Jaime Mendes, João Lavinha, João Proença, Joaquim Lopes Pinheiro, José Aranda da Silva, José Carlos Martins, José Manuel Boavida, José Manuel Calheiros, José Maria Castro Caldas, José Munhoz Frade, Jorge Espírito Santo, José Reis, Luís Gamito, Luísa d’Espiney, Manuel Alegre, Maria Antónia Lavinha, Maria Deolinda Barata, Maria João Andrade, Maria Manuel Deveza, Mariana Neto, Mário Jorge Neves, Marisa Matias, Nídia Zózimo, Paulo Fidalgo, Pedro Lopes Ferreira, Ricardo Sá Fernandes, Sérgio Esperança, Sérgio Manso Pinheiro, Sofia Crisóstomo, Teresa Gago
Pela nossa saúde
A razão de os signatários se dirigirem aos portugueses decorre da
análise que fazem da actual situação no sector da saúde, a qual, quase a
meio do mandato do governo, permanecer sem sinais de mudança que
alterem a natureza do modelo de política de saúde,
promovendo a saúde dos portugueses e reabilitando e requalificando o
Serviço Nacional de Saúde.
O sistema público de saúde carece do financiamento ajustado à sua
missão: promover a saúde, prevenir e tratar a doença. Sem essa condição
não só o SNS vai definhando vendo reduzido um dos seus principais
valores, a cobertura universal, como as respostas
que vai dando são canalizadas quase exclusivamente, e já em condições
precárias, para o tratamento da doença e para contribuir para o
florescimento da prestação privada.
O diagnóstico que melhor caracteriza a saúde da população é dado
pelos seguintes indicadores-chave. (1) com 70% de esperança de vida
saudável (2015), os portugueses tinham o mais baixo valor dos países do
sul da Europa – Espanha, França, Itália e Grécia;
(2) com 32% de esperança de vida saudável aos 65 anos, os portugueses
ficam bastante aquém dos valores daqueles países; (3) no grupo etário
16-64 anos só 58% da população considerava que a sua saúde era boa ou
muito boa, quando na Grécia ou em Espanha é superior
a 80% (2015); (4) no grupo com mais de 64 anos aquela percepção é de
12%, sendo em Espanha e França superior a 40%; (5) mais de 50% da
população tem excesso de peso; (6) em 2016 verificou-se o maior excesso
de mortalidade da década, correspondente a 4 632
óbitos.
Nos setenta e sete hospitais da rede pública, cerca de 800 000
utentes aguardam com excesso de espera uma primeira consulta hospitalar,
correspondendo a 30% das primeiras consultas realizadas em 2016. Esse
excesso varia entre 2 e
>800
dias. Mais de oitocentos mil portugueses não têm médico de família
atribuído. Entre 2014 e 2016 verificou-se um aumento de 529 000
urgências. Em seis anos (2009-2015) a despesa
pública da saúde diminuiu quase dois mil e quinhentos milhões de euros,
tendo passado de 6,9% para 5,8% do PIB.
Esta situação é já bastante preocupante. Continua a insistir-se
num modelo de política de saúde exclusivamente orientado para o
tratamento da doença e centrado nas tradicionais instituições de saúde.
Quando a regra é ser-se saudável e a excepção é estar-se
doente, a quase totalidade dos recursos são canalizados para a
excepção, embora a promoção e a protecção da saúde sejam as intervenções
que mais contribuem para melhorar o bem-estar das pessoas e das
comunidades, e a estratégia que torna os sistemas de saúde
sustentáveis. Do que se trata, por isso, não é de medidas avulsas que
dificilmente se articulam entre si, mas de uma reforma que integre
cuidados hospitalares, cuidados continuados, cuidados de saúde primários
e intervenções em saúde pública que inclua os
actores formais e informais das comunidades locais e que incorpore o
melhor conhecimento científico disponível.
Mas mesmo quando se trata da prestação de cuidados na doença, as
limitações ao acesso mantém-se como o maior obstáculo aos serviços de
saúde no momento em que são necessários, com as consequências negativas
daí decorrentes para a condição dos doentes.
Os tempos de espera inadmissíveis são disso a melhor evidência e o
crescimento da afluência às urgências o pior sintoma da disfunção que
reina no sector.
No que se refere ao sector privado exige-se que a sua regulação se
faça do lado do cumprimento de critérios de ordenamento das
instituições de saúde, que a certificação inclua o preenchimento dos
quadros de pessoal com a diferenciação ajustados à sua
missão, às valências e ao volume de produção previsto, e que a
demonstração dos resultados de gerência sejam obrigatórios e públicos.
As várias greves do pessoal da saúde – médicos, enfermeiros,
técnicos de diagnóstico e outros trabalhadores -, em que se verificou
tanto uma grande adesão desses profissionais como uma considerável
compreensão por parte da população, representam sinais
que devem ser entendidos e interpretados como manifestações críticas da
situação que se está a viver no sector.
Os signatários deste Manifesto têm uma longa história de serviço
público no Serviço Nacional de Saúde e de dedicação à causa da saúde
pública. A maior parte deles contribuiu para que ele se implantasse nos
primeiros anos da sua criação, foram seus profissionais
empenhados desde então e bateram-se por diversas vezes contra os
ataques que lhe foram movidos. Não estão, por isso, dispostos a assistir
ao seu progressivo definhamento. Se, como é defendido, o SNS representa
um dos mais relevantes serviços que a democracia
tem prestado aos portugueses, então há que proceder à mudança que se
impõe da política de saúde. Passados 38 anos da sua criação, o SNS não
pode ficar imóvel e alheio aos desafios que lhe são colocados. Nesta
exigência estamos acompanhados pelos mais prestigiados
peritos na matéria, como Ilona Kickbusch, David Gleicher e Hans Kluge da OMS, e Nigel Crisp,
coordenador da Plataforma Gulbenkian Health in Portugal.
Por isso nos dirigimos também a todas as organizações partidárias
que subscreveram os acordos de 10 de Novembro de 2015, na expectativa de
que sejam sensíveis a esta necessidade inadiável e tomem as decisões
que a situação descrita exige. Esta política
de saúde já mostrou que não está a responder ao que é exigido de um
governo que se afirma empenhado em dar uma orientação de esquerda às
suas políticas sociais. Está, por isso, nas mãos da actual maioria
parlamentar iniciarem o processo de mudança da política
de saúde.
domingo, 22 de outubro de 2017
…em contraponto a este Portugal que ocupa o 1º lugar na Europa em incêndios florestais...a este Portugal em que alguns gestores ostensivamente alheios as opiniões dos profissionais conduzem uma reforma hospitalar subordinada aos interesses das PPP e que culminará com a desativação do único Hospital Pediátrico de Lisboa e que serve a Zona Sul de Portugal .... existe uma outra Europa cujos países são governados por políticos mais previdentes e que não tem duas palavras .. uma antes e outra depois das eleições…… citamos o exemplo recente da Dinamarca.… em cuja capital, Copenhaga vai se construir um novo Hospital Materno-Infantil …em contraponto também citamos Dublin…que também vai construir um novo Hospital Materno Infantil……Citamos Paris que esta a renovar do Necker / Les Enfants Malades, o Hospital Pediátrico mais antigo do Mundo…citamos………etc…..etc….Parecerá demagogico equiparar os incendios florestais com a devastação neoliberal no SNS.....mas não é.... apenas esta camuflada com frases ocas e de circunstância........
New world-class hospital building for children, adolescents, pregnant women
and their families
The Capital Region of
Denmark, Rigshospitalet and Ole Kirk's Foundation have joined forces in a
partnership to build a first-rate hospital building that sets new standards for
the treatment of children, adolescents, pregnant women and their families. The
working title of the construction project is: Children's Hospital Copenhagen.
Clique sobre o endereço para ser reencaminhado ao Site:
Um novo Hospital Pediátrico de nível internacional vai ser
construído em Copenhaga para crianças, adolescentes, mulheres
grávidas e respetivas famílias
Os poderes Públicos da capital da Dinamarca, a Fundação
Rigshospitalet e Ole K irk uniram forças em uma parceria com o objetivo de construir
um edifício hospitalar de ultima geração que estabelecerá novos
padrões de qualidade no tratamento de crianças, adolescentes, mulheres
grávidas assim como no acolhimento das respetivas famílias.
Este projeto de construção foi batizado com o nome de: Children's
Hospital Copenhagen.
A construção do novo Hospital tem como missão revolucionar o
atendimento das crianças, gestantes e famílias quer durante e após
o tratamento.
A estadia no novo hospital deixará de trazer
a sensação “de que a vida parou” e a prestação de cuidados
sem o devido planeamento corresponderá ao passado.
O design do novo hospital tem como objetivo levar que as crianças
e os seus pais tenham os circuitos mais lógicos e curtos possíveis
das diversas especialidades e não ao contrario. O novo
hospital tem um design que permitirá que as crianças e famílias
durante o internamento estejam próximas usufruindo em conjunto no
seu dia a dia de ambientes normais e tão confortáveis quanto
possível.
Os poderes públicos da Capital da Dinamarca despenderam para o seu financiamento um
valor que atingiu cerca 1,4 mil milhões de coroas
dinamarquesas, valor este que somado ao doado pela Fundação
Ole Kirk perfazem um total 0,6 mil milhões de euros.
Sophie Hæstorp Andersen, Presidente do Conselho Regional da Região da
Capital da Dinamarca, descreveu orgulho este projeto inovador:
-" O objetivo deste projeto é que o novo Hospital para
crianças, adolescentes e mulheres grávidas que irá dinamizar a mudança do
sistema de saúde dinamarquês em uma direção absolutamente inovadora em que
o atendimento ao paciente passará a significar muito mais do que
diagnosticar doenças e prescrever medicação.
- Outra vertente do projeto é dar segurança e conforto aos utentes. Todos
os membros da família são afetados quando um dos seus membros adoece.
Manter a família unida e criar uma vida diária semelhante a vida cotidiana da
criança previa a doença hospital é um investimento que trás benefícios
grandes benefícios.
Não tenho palavras para exprimir a minha
satisfação e agradeço os poderes públicos da Capital
da Dinamarca que em parceria com a Fundação Ole Kirk, facultaram os meios para
crianças, adolescentes e mulheres grávidas venham a dispor de condições exemplares
de tratamento aliadas a formação e educação e investigação. "“
domingo, 3 de setembro de 2017
Dias 28 e 29 de Setembro -Congresso Multidisciplinar de Comemoração dos 140 Anos do Hospital D. Estefânia : Leiam a transcrição integral do texto do Presidente do Congresso o Professor Dr. João Videira do Amaral sobre a Historia e importância dos Hospitais Pediatricos - Inscrevam-se .
![]() |
| http://congressohde.pcoleading.com/?page=58 |
MENSAGEM DE BOAS VINDAS
O Congresso Multiprofissional do Hospital de Dona Estefânia, integra-se nas comemorações dos 140 anos da inauguração do primeiro hospital pediátrico do País, a 17 de julho de 1877.
Muito embora seja um Congresso científico comemorativo da importância científica do Hospital de Dona Estefânia enquanto espaço de formação de inúmeros profissionais, pretendemos que o Congresso seja também uma forma de promover e valorizar a criança enquanto representante de um futuro comum.
É nosso entendimento que todos os profissionais que se dedicam á criança partilham uma mesma dedicação na promoção da saúde e felicidade da criança e da família, e daí a naturalidade da inclusão, neste Congresso de todas as áreas profissionais do Hospital de Dona Estefânia.
Para além disso sentimos igualmente, como nossos colegas e amigos, todos os que incorporam a saúde infanto-juvenil como um espaço comum de desenvolvimento e estamos seguros que a partilha de diferentes saberes, técnicos e sociais representam a visão holística desejável na abordagem da saúde bio-psico-social de todos nós.
É assim, com o maior prazer e expectativa que os convidamos a partilhar connosco, a vossa presença e conhecimentos, no Congresso Multiprofissional e Comemorativo dos 140 anos do Hospital de Dona Estefânia.
Bem vindos.
Bom trabalho
Bom trabalho
Lisboa, 26 de Junho de 2017
Pela Organização do Congresso
(João Falcão Estrada
(João Falcão Estrada
TEXTO DO PROFESSOR JOÃO M. VIDEIRA DO AMARAL O PRESIDENTE DO CONGRESSO........PARA OS QUE AINDA TEM DUVIDAS SOBRE A IMPORTÂNCIA DA EXISTÊNCIA DOS HOSPITAIS PEDIATRICOS......
O Hospital de Dona Estefânia, a Pediatria Nacional e o Futuro
Foi no ano de 1968 que iniciei as minhas vivências da Pediatria no Hospital de Dona Estefânia (HDE). Vivências que, na minha perspetiva, tipificam as práticas e a evolução duma área da Medicina devotada a Crianças e Jovens, cerca de 20% da população em Portugal.
Ao
tempo, no âmbito da Saúde, e não só, o nosso País era considerado de transição,
entre subdesenvolvido e desenvolvido. A par duma natalidade traduzida por cerca
de 200.000 nados-vivos anuais – garantindo a renovação de gerações – a taxa de
mortalidade infantil de 70/1.000, do tipo “terceiro mundo”, envergonhava-nos.
Tendo
como pano de fundo o ambiente do “meu hospital”, o que me impressionou logo de
início ?
- A
dedicação dos Mestres e Colegas mais velhos com quem muito aprendi, a
extraordinária perícia e a dedicação das enfermeiras, em número insuficiente,
mas cruciais, que faziam milagres e conseguiam canalizar veias de bebés muito
pequenos... Para mim um espanto, vindo eu do internato geral de adultos,
internato que ao tempo não contemplava a pediatria.
- A
elevada prevalência de patologia evitável, exemplificada designadamente por
casos de marasmo – os “distróficos” na gíria de então -, kwashiorkor,
raquitismo, formas graves de tuberculose, sífilis congénita, sarampo, de tosse
convulsa, etc.
- A
existência duma enfermaria específica para tratamento de situações de
desidratação grave por gastrenterite aguda obrigando a fluidoterapia endovenosa;
- Os
internamentos prolongados, os doentes separados da família e casos de
hospitalismo. As leis vigentes ainda não contemplavam a presença permanente dos
pais junto dos filhos, embora houvesse caso a caso uma boa relação humana
médico – doente – família.
O
panorama traçado ao de leve consubstanciava globalmente certo grau de atraso do
País e uma filosofia de governação com falta de investimento em medidas
preventivas, aliados à iliteracia em assuntos básicos da Saúde por parte da
população mais desfavorecida.
Felizmente
o panorama foi mudando de modo progressivo ao longo dos últimos 45 anos. Houve
uma mudança não só política, como económica e social, houve a integração na
União Europeia, e o País passou a ser reconhecido pelas instâncias
internacionais como desenvolvido.
Com
efeito, operou-se largo investimento na área dos cuidados primários (a casa
começa a construir-se pela base...), na promoção da saúde, na prevenção de
doenças infeciosas, na assistência perinatal, na reestruturação dos centros de
saúde, na modernização e ampliação da rede hospitalar, e na educação para a
saúde desde a escolas básica. Os frutos da mudança conduziram a uma melhoria
expressiva dos indicadores de saúde, espelhando números que contribuem para
aumentar a satisfação dos mais pessimistas (e dos políticos...); isto, pelo
menos, quanto a mortalidade infantil, que desceu até 2,8/1.000 em 2015,
ultrapassando países tradicionalmente na linha da frente e aumentando a
autoestima nacional. Contudo, em paralelo com esta melhoria, Portugal não fugiu
à epidemia europeia da baixa natalidade: no mesmo ano, menos de 90.000
nascimentos, o que compromete a renovação de gerações.
Todo
este esforço foi reconhecido pela Organização Mundial de saúde (OMS), que
colocou Portugal em posição destacada na cotação mundial dos melhores sistemas
de saúde: o 6º melhor para se nascer entre 80 países com mais de 10 milhões de
habitantes, e fazendo parte dos 5 países com melhores resultados em indicadores
de saúde na Europa.
Contudo,
há que ser realista, pois ao cabo de 45 anos a patologia mudou e todos os que
se dedicam à clínica passaram a enfrentar outros problemas, muitos de forte
cariz social: a toxidependência, a pobreza e exclusão social em certas bolsas
da população, as repercussões do ambiente de stress, de violência, disfunção e
negligência familiares, os maus tratos, os efeitos da poluição, a obesidade e
excesso de peso com a respectiva comorbilidade, a infecção por VIH, a doença
crónica, com múltiplas facetas, e muitos outros. No âmbito das situações mais
correntes, os tempos de internamento diminuíram, mas certa patologia mais
complexa, passou a levantar a questão da necessidade dos cuidados domiciliários
e continuados (inexistentes ou insuficientes para a idade pediátrica).
E no
meu Hospital, que é diferenciado e na posição de “fim da linha”, o que mudou
quanto à prestação de cuidados, ao ensino, e à investigação?
Eis o
que me foi dado protagonizar, com maior representatividade, até à data:
- a
preocupação de criar, cada vez mais, ambiente acolhedor e humanista para o doente
incluindo a presença permanente da família;
-
modernização de estruturas e aquisição de equipamento sofisticado em diversas
áreas, em prol da melhoria da qualidade assistencial, auditada a nível
internacional;
-
criação de unidades de cuidados intensivos neonatais e pediátricos;
-
criação e desenvolvimento de uma dezena de subespecialidades pediátricas (a
Hematologia foi a primeira) pressupondo implicitamente o desenvolvimento de
técnicas específicas e a respectiva valência formativa;
- a
criação de centro de simulação em técnicas.
No
âmbito do ensino registam-se como mais marcantes os seguintes factos:
– a
ligação do HDE à Universidade Nova de Lisboa conferindo o estatuto de hospital
universitário desde 1977;
- a
formação de pediatras gerais em obediência au programa nacional de internato
complementar – hoje chamado de formação específica – que evoluiu de 3 para 5
anos e passou a estar estruturado e diversificado com mobilidade dos internos
por diversas instituições incluindo cuidados primários;
- a formação
de pediatras com subespecialidades englobando o treino em técnicas e a
frequência de ciclos de estudos especiais, desde a neonatologia à
gastrenterologia e neurologia;
- o
Núcleo Iconográfico, arquivo imagiológico com material de extraordinário valor
pedagógico e científico, divulgado periodicamente.
Quanto
à investigação, o panorama também mudou muito. Assistimos ao entusiasmo
crescente das novas gerações de investigadores realizando estágios em centros
nacionais e estrangeiros, e publicando os resultados de estudos em revistas de
projecção internacional. Na última década foi criado um centro de investigação
e um laboratório de nutrição, realizando trabalho notável de investigação de
translação.
Ainda
no campo da investigação, indissociável da formação e da assistência, cumpre
dar o devido a relevo à organização de eventos científicos, ao Núcleo de
Estudos Pediátricos e ao Anuário do HDE, funcionando há quase um quarto de
século: repositório de estudos realizados anualmente e ulteriormente divulgados,
com atribuição de prémios segundo regulamento.
Falar
sobre factos históricos no âmbito do tópico em análise, importa uma referência
obrigatória à Sociedade Portuguesa de Pediatria e às suas secções/sociedades
satélites, devotadas às subespecialidades pediátricas. Pugnando pela conceção
da Pediatria como medicina integral de um grupo etário e considerando a lógica
da subespecialização a partir da medicina pediátrica, tem estabelecido pontes
com congéneres estrangeiras, e constituído um pilar fundamental para o
crescimento e desenvolvimento da Pediatria Nacional, através da sua revista
periódica, eventos científicos, cursos, bolsas de estudo, recomendações, etc..
Sobre
os Grandes Mestres da Pediatria Nacional a quem presto aqui homenagem, a lista
é longa, e fazendo citações de alguns, correria grave risco de omissão de
outros. Assim, a minha opção foi referir-me apenas àqueles com quem trabalhei
desde os primórdios e me influenciaram na carreira: Nuno Cordeiro Ferreira, M.
Elisa Sacramento Monteiro e António Martins Roque.
A
propósito do futuro, em tempo do Congresso e em obediência ao título deste
escrito, resolvi falar sucintamente sobre o que eu desejo para o HDE, o qual
faz parte da Pediatria Nacional.
-
Primeiramente, desejo que no futuro o meu hospital se mantenha como instituição
autónoma, em ligação estreita a um hospital geral (já estou a perspetivar o
futuro Hospital Oriental...) mas com edifício próprio. Questão polémica, mas em
prol dos direitos, superiores interesses e bem estar da criança e jovem doentes.
-
Mas, se assim coloco esta a questão, tenho que ser coerente: desejo também que
no futuro, o HDE, funcionando em rede efectiva, incremente ligações, algumas já
realidade, com outras instituições prestando cuidados menos diferenciados,
designadamente através da telemedicina (há que tirar partido da tecnologia).
-
Desejo que no futuro, em ligação com o hospital, haja condições técnicas e
humanas para o desenvolvimento da área de cuidados continuados e de assistência
extra-hospitalar, relevando o papel crucial dos profissionais de enfermagem.
Tal implica, contudo, incremento muitíssimo significativo de elementos.
Considero que tal concretização seria um enorme avanço. O futuro a encarar o
problema da doença crónica...
-
Desejo que seja repensado e melhorado o processo de transição do doente
pediátrico para a medicina de adultos, tendo mais uma vez em conta a
importância da doença crónica.
-
Desejo que a tecnologia, com seu contributo inestimável para o exercício da
medicina, não subalternize paradoxalmente o acto médico clássico, humanista, na
relação médico-pessoa.
-
Numa fase em que “se sabe cada vez mais de cada vez menos”, desejo que no
futuro o subespecialista continue a considerar o paciente como um todo, e a
pediatria como uma medicina integral dum grupo etário.
-
Desejo que no futuro próximo se incremente a valência do treino contínuo em
simulação.
A propósito, costumo citar Oscar Wilde: “Progredir é realizar a utopia”
segunda-feira, 31 de julho de 2017
- UM DISCURSO CHEIO DE "CERTEZAS "...INCERTAS...... - O SECRETARIO DE ESTADO DR. MANUEL DELGADO , EM INICIO DO PERIODO DE FÉRIAS, FAZ A APRESENTAÇÃO PUBLICA DO PROJECTO PPP DO NOVO HOSPITAL DE LISBOA ORIENTAL..MAS.... SOBRE O FUTURO DO HOSPITAL PEDIATRICO ....OUVIU-SE APENAS ....UM SILÊNCIO ENSURDECEDOR.......

No dia 1 Agosto decorreu a sessão Publica de apresentação do futuro Hospital de Lisboa Oriental.
Uma sessão que se dizia Pública mas se queria privada....Não fosse informada a sua realização aos Profissionais do CHLC através da Intranet já na sua véspera.....não fosse ela organizada num auditório com capacidade reduzida .... não fosse ela marcada para o dia 1º de Agosto.....Dizem os organismos representativos dos médicos que o atual Ministério da Saúde defende os mesmos interesses dos seus homólogos que tem passado pelo Ministério últimos 10 anos empenhados num ciclo de privatização do SNS de saúde que se iniciou com Arlindo de Carvalho Correia de Campos, Luís Filipe Pereira etc. etc.... ..
Disse o Bastonário da Ordem dos Médicos que existe um Ministério a trabalhar as duas velocidades...acreditamos.....em primeiro lugar estão as PPP .. os profissionais e os organismos de representação profissional, em ultimo lugar...
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| Um Patrimonio Publico que queriam vender aos privados ... intenção que denunciamos e nos opuzemos .....e valeu a pena...!!!!! |
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| Dra Ana Escoval, Dr. Manuel Delgado, Dr. Victor Almeida....Gestores a decidir da Rede Hospitalar... Indagamos qual o papel que deixam aos médicos. e outros profissionais de saúde? |
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| Um discurso que afirmou frontal cheio "de certezas"..... mas que apenas deixou muitas interrogações.... |
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| Uma sala pequena... 1 de Agosto...Quase hora do almoço...Uma assistência convocada exclusivamente para ouvir.... |
"UM SILENCIO ENSURDECEDOR "
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| "Calar é uma outra forma de fazer calar" |
"UM
SILENCIO ENSURDECEDOR "
A melhor forma de classificar o discurso do Secretário de Estado
Dr. Manuel Delgado é a de que foi de "Um
silêncio ensurdecedor"
“A sessão pública
de apresentação do novo Hospital de Lisboa Oriental decorreu no dia 1 de
agosto, na Sala Museu MacBride, nos Claustros do Centro Hospitalar de Lisboa
Central, EPE (CHLC) – Hospital de Santa Marta.
A cerimónia
foi presidida pelo Secretário de Estado da Saúde, Manuel Delgado, e contou com
as intervenções da Presidente do Conselho de Administração do CHLC, Ana
Escoval, e do coordenador da Equipa de Projeto para a Parceria Público-Privada (PPP) do Hospital de Lisboa Oriental, Vítor Almeida.” As diversas intervenções merecem uma analise circunstanciada e deixamos desde já registadas as nossas primeiras interrogações sobre discurso do Ilmo. Sr Secretário de Estado da Saúde, Dr. Manuel Delgado.
Ao contrario do habitual , começaremos pelo fim do seu discurso , pois este , pela omissão, foi a sua parte mais importante.
" ANTES DE FINALIZAR O SEU DISCURSO O SR. SECRETARIO DE ESTADO DR . MANUEL DELGADO DECLAROU " SOU UM HOMEM FRONTAL E QUE NÃO FOGE A CONTROVÉRSIA" "
- " Afirmou o Sr. Secretário de Estado momentos antes de finalizar o seu discurso , "sou um homem frontal e não me esquivo as criticas e a controvertia que existem relativamente a construção do novo Hospital de Lisboa Oriental”
Com natural expectativa aguardamos , julgamos que iria se referir a controvérsia que envolve a extinção do único Hospital Pediátrico de Lisboa.
Esperávamos que nos esclarecesse e informa-se se continuavam a defender ou teriam abandonado o modelo generalista e redutor do anterior Plano Funcional, típico de um Hospital Privado , que culminará com o encerramento do Hospital D. Estefânia , maternidade Alfredo da Costa e o encerramento da Magalhães Godinho ( já concretizado ) reduzindo estes Centros de Excelência em anódinos Serviços indiferenciados no futuro Hospital Polivalente em Marvila .Esperavamos ainda que explicasse qual o significado da afirmação que consta no resumo do Plano Funcional entregue a Assembleia Municipal de Lisboa em que se afirma :
-Na nova versão do projeto “ Se contempla uma maior diferenciação da vertente Materno Infantil “ o poderia representar uma alteração positiva em relação ao paradigma anterior. . .. mas ao contrario da frontalidade auto apregoada ..o Sr. Secretario de Estado calou-se , e se referiu exclusivamente sobre o novo numero de 875 camas propostos para a nova unidade Hospitalar que se pretende que venha a substituir as cerca de 1342 atuais restando, um deficit de mais de 400 camas.
Para explicar esta omissão restam duas hipóteses :
- a mais verossímil é a do desconhecimento ignorante de gestores preocupados apenas com números da importância da das unidades hospitalares materno infantis terciárias na rede de cuidados materno infantis.
- a outra que gostaríamos de declinar é de ter optado de forma consciente pelo "silêncio ensurdecedor " perante este ato anti civilizacional por estar conivente com os interesses das PPP e querem impor de qualquer forma o seu plano redutor..
ANALISEMOS A SEGUIR A COERÊNCIA DAS OUTRAS AFIRMAÇÕES PROFERIDAS PELO SR. SECRETARIO DE ESTADO:
"A REDUÇÃO DO NUMERO DA OFERTA DE CAMAS (EM CERCA DE 50% AO ESTABELECIDO PELA OCDE,) SERÁ RESOLVIDO COM SOLUÇÕES INOVADORAS"
- Relativamente ao numero redutor de camas da nova unidade hospitalar , discordamos da justificação apresentada pelo do Sr. Secretario de Estado, que quanto a nós falha pelo rigor baseando-se em cenários meramente teóricos e hipotéticos e em previsões fantasiosas.
O Sr. Secretario de Estado previu evolução futura e vertiginosa do tratamento em ambulatória, da criação de redes de referencia “outras inovações pouco explicitas" que resolveriam a disparidade
Esta previsão ficcional esta em "frontal" contradição com as normas internacionais relativas ao racio entre população de referência e o numero de camas do futuro Hospital. Sim porque Portugal neste momento no quadro da OCDE , Portugal é deficitário no numero de camas e no se refere aos 380.0000 da área de referência do futuro Hospital de Lisboa Oriental , deveria contar com cerca de 1900 camas, existindo no presente um deficit de 400 camas que passaram no futuro para cerca de 900 camas !
Julgamos o Sr. Secretario de Estado teria sido mais coerente com a auto frontalidade que apregoa , se assumisse de que as cerca de 800 camas sonegadas ao SNS já foram "concedidas aos dois novos Hospitais do Grupo Mello em construção que desde sempre esteve "bem representado" na atual reforma hospitalar, e agora inclusive através do seu contracto com a Universidade Nova , conta coma a formação de quadros e investigação para os seus Hospitais privados
A Ordem dos Médicos citando o relatório da OCDE de 2011 afirma:
-“ Portugal ter apenas 3,3 camas/1000 habitantes, contra uma média de 4,9 na OCDE e 8,2 na Alemanha.
- Portugal ter um tempo médio de internamento, por todas as causas, somente de 5,9 dias, contra uma média de 7,2 dias na OCDE e 9,7 dias na Alemanha.
Não há espaço por onde reduzir mais camas sem prejudicar potencialmente os doentes! A Ordem dos Médicos recorda que ainda há doentes internados em macas em muitos hospitais portugueses.”)
https://www.rtp.pt/noticias/pais/metade-das-camas-em-lisboa-mudara-pessoal_n25334
O SR. SECRETÁRIO DE ESTADO "ESQUECEU-SE" QUE O ANTERIOR CONCURSO FOI ANULADO
- Haverá ainda a referir que que o Sr. Secretário de Estado, fugiu outra vez a frontalidade ao omitir, quando se referiu ao anterior Concurso para Construção do novo Hospital de Todos os Santos , que aquele fora anulado devido a "irregularidades e vicissitudes processuais ...." omissão esta que merecerá melhor explicação , pois o Dr. Manuel Delgado, foi um dos seus grandes defensores , quando ainda se colocava a hipótese da sua entrega a gestão privada em regime de PPP.
Para justificar esta aparente fuga a frontalidade , existem várias hipóteses :
- a 1ª que descartamos , por não dignificarem as funções de um Secretario de Estado , seria a de omissão e branqueamento consciente de um processo de que é conhecedor , pois esteve intimamente ligado, que e acompanhou de perto e quer agora fazer esquecer.
-a 2ª seria a de que esta omissão é deliberada para fazerem passar o antigo Plano Funcional feito pela Intersalus sem qualquer discussão, o que implicaria em termos legais que este não tivesse sido anulado.
Aguardemos....
https://www.publico.pt/portugal/jornal/anulacao-de-concurso-para-novo-hospital-de-lisboa-causa-polemica-27294042
https://www.rtp.pt/noticias/pais/metade-das-camas-em-lisboa-mudara-pessoal_n25334
"PARECE-NOS LICITO DUVIDAR DOS PROPÓSITOS , COERÊNCIA E FRONTALIDADE , QUANDO SE EQUIPARAM OS CUSTOS DE DOENTES TRATADOS EM UNIDADES ALTAMENTE DIFERENCIADAS DO CHLC COM AS DA MÉDIAS QUE INCLUEM OS HOSPITAIS DISTRITAIS"
Como um dos argumentos para justificar a construção do novo Hospital, o Sr. Secretario de Estado afirmou que devido a dispersão, não adequação, e envelhecimentos dos edifícios, o custo pagos pelo Estado ao tratamento por doente no CHLC é 20% mais caro que nas restantes Hospitalares do Pais.
Estas contas não estão publicadas e não se referem a especificidade e diferenciação dos Hospitais do CHLC , onde são atendidos doentes custos de tratamento em patologias que implicam um grande investimento em recursos de capital humano e técnico e de consumíveis em que citamos como exemplos transplantes intervenção e todas as outras situações clínicas que obrigam a ocupação das unidades de cuidados intensivos , com custos muito ou ainda o tratamento de doentes crónicos incluindo os custos no tratamento medicamentoso com HIV- Sida , e finalmente todas as outras situações clínicas de doentes rejeitado e enviados pelos Hospitais privados , já não cobertas pelo Seguros de Saúde pelos Hospitais Privados e que são transferidos para os Hospitais Públicos.
A titulo de exemplo dos valores implicados a estadia de um dia numa unidade de cuidados intensivos num Hospital Privado chega aos 3000 Euros (!!!) e que o numero de camas de cuidados intensivos e intermédios constantes no CHLC é de cerca de 200!
Haverá ainda a averiguar se os Srs Gestores incluem na contabilização destes custos o aluguer pago a ESTAMO, pela utilização dos Antigos Hospitais que são de pertença publica e que correspondem a um custo cerca de 5 milhões euros anuais e que já somam 40 milhões de Euros , que consideramos que deveria ser anulado de de imediato pois tratar-se de um artificio de Engenharia Financeira em prejuízo do SNS e cujo montante bastaria para construir um novo Hospital Pediátrico.
Consideramos que a apresentação de números desligados de qualquer enquadramento e prova documental , abre campo para duvidas sobre a sua manipulação com fins de propaganda , o que não será expectável e admissivel quando de proveniente de representantes do próprio Ministério da Saúde!
Ler relatório de actividades do CHLC para aperceber-nos da falta de substância das afirmações do Sr. Secretário de Estado
Plano de atividades e orçamento - Centro Hospitalar de Lisboa ...link:
www.chlc.min-saude.pt/.../CHL/.../Plano_de_Actividade_2016.pdf
O Centro Hospitalar de Lisboa Central, EPE (CHLC) é composto por seis ... É dotado de cerca de 203 camas de Cuidados Intensivos e Intermédios, ... É a Instituição que trata o maior número de doentes de VIH do País, 5.54
Em conclusão : As interrogações que acima registamos deixam duvidas sobre a auto apregoada frontalidade do Sr. Secretário de Estado o Dr. Manuel Delgado acrescendo ao facto de o seu discurso ter sido em tudo semelhante as declarações que proferiu já lá vão dez anos , quando decorria o concurso anterior , e cuja diferença que nesta altura reportava-se ainda aos planos de um Hospital Generalista com capacidade de 600 camas e em que regime de PPP , se estendia inclusive na gestão clínica . Esta semelhança leva-nos a supor que o Sr. Secretario de Estado , eventualmente por lapso, sem se ter dado conta, limitou-se a repetir as anteriores , agora desaquadas.
Caso tenha se verificado este este lapso agradecemos que nos envie a versão referente ao actual projecto que de pronto faremos as devidas rectificações.
Assina e responsabiliza-se : Pedro Paulo M. A. Mendes
Espera o melhor , mas prepara-te para o pior....
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https://www.publico.pt/.../pai-do-sns-aplaude-fim-da-gestao-privada-dos-hospitais-2539...
21/03/2008 - "Pai" do SNS aplaude fim
da gestão privada dos hospitais ... Já Manuel Delgado diz que a gestão privada do Amadora-Sintra "teve vantagens ..."
Hospital CUF Tejo desenhado para as doenças do futuro ( 200 camas)
19 de Novembro 2015
O Hospital CUF Tejo, em Alcântara, foi apresentado
esta quinta-feira em Lisboa pelo presidente da José de Mello Saúde, Salvador de
Mello. O projeto, da autoria do arquitecto Frederico Valssassina, representa um
investimento de mais de 100 milhões de euros, terá 75 mil metros quadrados de
área, e foi desenhado de raiz para combater e tratar as Doenças do
Futuro.
Este será um hospital polivalente de
elevada diferenciação, com foco em áreas incontornáveis na medicina do futuro:
oncologia, neurociências, cardiovascular, pulmão, ORL e oftalmologia. O
Hospital CUF Tejo vai responder às situações
clínicas mais complexas e mais emergentes, fruto da aposta em infra-estruturas,
meios técnicos e humanos.
O projeto do Hospital CUF Tejo resulta de uma perspectiva que
aliou a experiência e saber de 70 Anos das equipas clínicas e das equipas de
gestão da José de Mello Saúde, aliada à adopção das melhores práticas
desenvolvidas a nível internacional em hospitais de referência e também do que está
ainda a ser desenvolvido pelos diferentes parceiros da indústria e que terá
impacto no setor da saúde.
Com mais de 75 mil metros quadrados, dos
quais 31 mil dedicados exclusivamente a atividades clínicas, o Hospital CUF Tejo terá seis pisos acima do solo e
quatro abaixo do solo, incluindo três pisos de estacionamento com mais de 800
lugares.
Vai dispor de mais de 100 gabinetes de
consulta e mais de 60 gabinetes de exames e tratamentos, para além de 11 salas
de Bloco – duas das quais com 80 m2 e mais 2 exclusivamente dedicadas a
cirurgia de ambulatório – assim como 200 camas de internamento geral e 14 camas
de UCIP.
O novo
Hospital CUF Descobertas terá uma nova cara a partir de 2017.
( 200 camas)
Desenhado para cada etapa da nossa vida
Se até
aqui o Hospital CUF Descobertas já tinha uma atividade completa e
alicerçada num conjunto de especialidades fortes – Ortopedia, Ginecologia/
Obstetrícia, Imunoalergologia, Oftalmologia, Dermatologia e Pediatria – chegou
o momento de se reorganizar em torno de todas as necessidades do doente,
acrescentando a Geriatria e robustecendo assim a oferta para as idades mais
avançadas da vida.
Os números do novo Hospital CUF Descobertas
•
Mais de 56 mil metros quadrados
•
12 salas de bloco operatório
•
Mais de 170 camas de internamento geral
•
14 boxes de cirurgia ambulatória
•
120 gabinetes de consulta
•
Mais de 60 gabinetes de exames e tratamento
1 hospital de
dia oncológico
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