domingo, 3 de setembro de 2017

Dias 28 e 29 de Setembro -Congresso Multidisciplinar de Comemoração dos 140 Anos do Hospital D. Estefânia : Leiam a transcrição integral do texto do Presidente do Congresso o Professor Dr. João Videira do Amaral sobre a Historia e importância dos Hospitais Pediatricos - Inscrevam-se .

                                                                                        http://congressohde.pcoleading.com/?page=58                                     

MENSAGEM DE BOAS VINDAS




O Congresso Multiprofissional do Hospital de Dona Estefânia, integra-se nas comemorações dos 140 anos da inauguração do primeiro hospital pediátrico do País, a 17 de julho de 1877.
Muito embora seja um Congresso científico comemorativo da importância científica do Hospital de Dona Estefânia enquanto espaço de formação de inúmeros profissionais, pretendemos que o Congresso seja também uma forma de promover e valorizar a criança enquanto representante de um futuro comum.
É nosso entendimento que todos os profissionais que se dedicam á criança partilham uma mesma dedicação na promoção da saúde e felicidade da criança e da família, e daí a naturalidade da inclusão, neste Congresso de todas as áreas profissionais do Hospital de Dona Estefânia.
Para além disso sentimos igualmente, como nossos colegas e amigos, todos os que incorporam a saúde infanto-juvenil como um espaço comum de desenvolvimento e estamos seguros que a partilha de diferentes saberes, técnicos e sociais representam a visão holística desejável na abordagem da saúde bio-psico-social de todos nós.
É assim, com o maior prazer e expectativa que os convidamos a partilhar connosco, a vossa presença e conhecimentos, no Congresso Multiprofissional e Comemorativo dos 140 anos do Hospital de Dona Estefânia.

Bem vindos.
Bom trabalho

Lisboa, 26 de Junho de 2017

Pela Organização do Congresso
(João Falcão Estrada







TEXTO DO PROFESSOR JOÃO M. VIDEIRA DO AMARAL O PRESIDENTE DO CONGRESSO........PARA OS QUE  AINDA TEM DUVIDAS SOBRE  A IMPORTÂNCIA DA EXISTÊNCIA DOS HOSPITAIS PEDIATRICOS......




O Hospital de Dona Estefânia, a Pediatria Nacional e o Futuro 


L



João M. Videira Amaral - Presidente do Congresso

Foi no ano de 1968 que iniciei as minhas vivências da Pediatria no Hospital de Dona Estefânia (HDE). Vivências que, na minha perspetiva, tipificam as práticas e a evolução duma área da Medicina devotada a Crianças e Jovens, cerca de 20% da população em Portugal.
Ao tempo, no âmbito da Saúde, e não só, o nosso País era considerado de transição, entre subdesenvolvido e desenvolvido. A par duma natalidade traduzida por cerca de 200.000 nados-vivos anuais – garantindo a renovação de gerações – a taxa de mortalidade infantil de 70/1.000, do tipo “terceiro mundo”, envergonhava-nos.
Tendo como pano de fundo o ambiente do “meu hospital”, o que me impressionou logo de início ?
- A dedicação dos Mestres e Colegas mais velhos com quem muito aprendi, a extraordinária perícia e a dedicação das enfermeiras, em número insuficiente, mas cruciais, que faziam milagres e conseguiam canalizar veias de bebés muito pequenos... Para mim um espanto, vindo eu do internato geral de adultos, internato que ao tempo não contemplava a pediatria.
- A elevada prevalência de patologia evitável, exemplificada designadamente por casos de marasmo – os “distróficos” na gíria de então -, kwashiorkor, raquitismo, formas graves de tuberculose, sífilis congénita, sarampo, de tosse convulsa, etc.
- A existência duma enfermaria específica para tratamento de situações de desidratação grave por gastrenterite aguda obrigando a fluidoterapia endovenosa;
- Os internamentos prolongados, os doentes separados da família e casos de hospitalismo. As leis vigentes ainda não contemplavam a presença permanente dos pais junto dos filhos, embora houvesse caso a caso uma boa relação humana médico – doente – família.
O panorama traçado ao de leve consubstanciava globalmente certo grau de atraso do País e uma filosofia de governação com falta de investimento em medidas preventivas, aliados à iliteracia em assuntos básicos da Saúde por parte da população mais desfavorecida.
Felizmente o panorama foi mudando de modo progressivo ao longo dos últimos 45 anos. Houve uma mudança não só política, como económica e social, houve a integração na União Europeia, e o País passou a ser reconhecido pelas instâncias internacionais como desenvolvido.
Com efeito, operou-se largo investimento na área dos cuidados primários (a casa começa a construir-se pela base...), na promoção da saúde, na prevenção de doenças infeciosas, na assistência perinatal, na reestruturação dos centros de saúde, na modernização e ampliação da rede hospitalar, e na educação para a saúde desde a escolas básica. Os frutos da mudança conduziram a uma melhoria expressiva dos indicadores de saúde, espelhando números que contribuem para aumentar a satisfação dos mais pessimistas (e dos políticos...); isto, pelo menos, quanto a mortalidade infantil, que desceu até 2,8/1.000 em 2015, ultrapassando países tradicionalmente na linha da frente e aumentando a autoestima nacional. Contudo, em paralelo com esta melhoria, Portugal não fugiu à epidemia europeia da baixa natalidade: no mesmo ano, menos de 90.000 nascimentos, o que compromete a renovação de gerações.
Todo este esforço foi reconhecido pela Organização Mundial de saúde (OMS), que colocou Portugal em posição destacada na cotação mundial dos melhores sistemas de saúde: o 6º melhor para se nascer entre 80 países com mais de 10 milhões de habitantes, e fazendo parte dos 5 países com melhores resultados em indicadores de saúde na Europa.
Contudo, há que ser realista, pois ao cabo de 45 anos a patologia mudou e todos os que se dedicam à clínica passaram a enfrentar outros problemas, muitos de forte cariz social: a toxidependência, a pobreza e exclusão social em certas bolsas da população, as repercussões do ambiente de stress, de violência, disfunção e negligência familiares, os maus tratos, os efeitos da poluição, a obesidade e excesso de peso com a respectiva comorbilidade, a infecção por VIH, a doença crónica, com múltiplas facetas, e muitos outros. No âmbito das situações mais correntes, os tempos de internamento diminuíram, mas certa patologia mais complexa, passou a levantar a questão da necessidade dos cuidados domiciliários e continuados (inexistentes ou insuficientes para a idade pediátrica).
E no meu Hospital, que é diferenciado e na posição de “fim da linha”, o que mudou quanto à prestação de cuidados, ao ensino, e à investigação?
Eis o que me foi dado protagonizar, com maior representatividade, até à data:
- a preocupação de criar, cada vez mais, ambiente acolhedor e humanista para o doente incluindo a presença permanente da família;
- modernização de estruturas e aquisição de equipamento sofisticado em diversas áreas, em prol da melhoria da qualidade assistencial, auditada a nível internacional;
- criação de unidades de cuidados intensivos neonatais e pediátricos;
- criação e desenvolvimento de uma dezena de subespecialidades pediátricas (a Hematologia foi a primeira) pressupondo implicitamente o desenvolvimento de técnicas específicas e a respectiva valência formativa;
- a criação de centro de simulação em técnicas.
No âmbito do ensino registam-se como mais marcantes os seguintes factos:
– a ligação do HDE à Universidade Nova de Lisboa conferindo o estatuto de hospital universitário desde 1977;
- a formação de pediatras gerais em obediência au programa nacional de internato complementar – hoje chamado de formação específica – que evoluiu de 3 para 5 anos e passou a estar estruturado e diversificado com mobilidade dos internos por diversas instituições incluindo cuidados primários;
- a formação de pediatras com subespecialidades englobando o treino em técnicas e a frequência de ciclos de estudos especiais, desde a neonatologia à gastrenterologia e neurologia;
- o Núcleo Iconográfico, arquivo imagiológico com material de extraordinário valor pedagógico e científico, divulgado periodicamente.
Quanto à investigação, o panorama também mudou muito. Assistimos ao entusiasmo crescente das novas gerações de investigadores realizando estágios em centros nacionais e estrangeiros, e publicando os resultados de estudos em revistas de projecção internacional. Na última década foi criado um centro de investigação e um laboratório de nutrição, realizando trabalho notável de investigação de translação.
Ainda no campo da investigação, indissociável da formação e da assistência, cumpre dar o devido a relevo à organização de eventos científicos, ao Núcleo de Estudos Pediátricos e ao Anuário do HDE, funcionando há quase um quarto de século: repositório de estudos realizados anualmente e ulteriormente divulgados, com atribuição de prémios segundo regulamento.
Falar sobre factos históricos no âmbito do tópico em análise, importa uma referência obrigatória à Sociedade Portuguesa de Pediatria e às suas secções/sociedades satélites, devotadas às subespecialidades pediátricas. Pugnando pela conceção da Pediatria como medicina integral de um grupo etário e considerando a lógica da subespecialização a partir da medicina pediátrica, tem estabelecido pontes com congéneres estrangeiras, e constituído um pilar fundamental para o crescimento e desenvolvimento da Pediatria Nacional, através da sua revista periódica, eventos científicos, cursos, bolsas de estudo, recomendações, etc..
Sobre os Grandes Mestres da Pediatria Nacional a quem presto aqui homenagem, a lista é longa, e fazendo citações de alguns, correria grave risco de omissão de outros. Assim, a minha opção foi referir-me apenas àqueles com quem trabalhei desde os primórdios e me influenciaram na carreira: Nuno Cordeiro Ferreira, M. Elisa Sacramento Monteiro e António Martins Roque.
A propósito do futuro, em tempo do Congresso e em obediência ao título deste escrito, resolvi falar sucintamente sobre o que eu desejo para o HDE, o qual faz parte da Pediatria Nacional.
- Primeiramente, desejo que no futuro o meu hospital se mantenha como instituição autónoma, em ligação estreita a um hospital geral (já estou a perspetivar o futuro Hospital Oriental...) mas com edifício próprio. Questão polémica, mas em prol dos direitos, superiores interesses e bem estar da criança e jovem doentes.
- Mas, se assim coloco esta a questão, tenho que ser coerente: desejo também que no futuro, o HDE, funcionando em rede efectiva, incremente ligações, algumas já realidade, com outras instituições prestando cuidados menos diferenciados, designadamente através da telemedicina (há que tirar partido da tecnologia).
- Desejo que no futuro, em ligação com o hospital, haja condições técnicas e humanas para o desenvolvimento da área de cuidados continuados e de assistência extra-hospitalar, relevando o papel crucial dos profissionais de enfermagem. Tal implica, contudo, incremento muitíssimo significativo de elementos. Considero que tal concretização seria um enorme avanço. O futuro a encarar o problema da doença crónica...
- Desejo que seja repensado e melhorado o processo de transição do doente pediátrico para a medicina de adultos, tendo mais uma vez em conta a importância da doença crónica.
- Desejo que a tecnologia, com seu contributo inestimável para o exercício da medicina, não subalternize paradoxalmente o acto médico clássico, humanista, na relação médico-pessoa.
- Numa fase em que “se sabe cada vez mais de cada vez menos”, desejo que no futuro o subespecialista continue a considerar o paciente como um todo, e a pediatria como uma medicina integral dum grupo etário.
- Desejo que no futuro próximo se incremente a valência do treino contínuo em simulação.

A propósito, costumo citar Oscar Wilde: “Progredir é realizar a utopia”











segunda-feira, 31 de julho de 2017

- UM DISCURSO CHEIO DE "CERTEZAS "...INCERTAS...... - O SECRETARIO DE ESTADO DR. MANUEL DELGADO , EM INICIO DO PERIODO DE FÉRIAS, FAZ A APRESENTAÇÃO PUBLICA DO PROJECTO PPP DO NOVO HOSPITAL DE LISBOA ORIENTAL..MAS.... SOBRE O FUTURO DO HOSPITAL PEDIATRICO ....OUVIU-SE APENAS ....UM SILÊNCIO ENSURDECEDOR.......


No dia 1 Agosto decorreu  a sessão  Publica de apresentação do futuro Hospital de  Lisboa Oriental. 
Uma sessão que se dizia Pública mas se  queria privada....Não fosse  informada a sua realização aos Profissionais do  CHLC através da Intranet já  na sua  véspera.....não fosse ela organizada num auditório com capacidade reduzida .... não fosse ela marcada para o  dia 1º de Agosto.....Dizem os organismos representativos dos  médicos  que o atual  Ministério da Saúde  defende  os mesmos interesses dos seus homólogos  que tem passado pelo Ministério últimos  10 anos empenhados    num ciclo  de privatização do SNS de saúde que se iniciou com Arlindo de Carvalho Correia de Campos,  Luís Filipe Pereira   etc. etc.... ..
Disse  o Bastonário da Ordem dos Médicos que existe um Ministério  a  trabalhar as duas velocidades...acreditamos.....em primeiro lugar estão as PPP ..  os profissionais e  os organismos de representação profissional,  em ultimo lugar... 


Um Patrimonio Publico que queriam vender aos privados ...
 intenção  que denunciamos
e nos opuzemos .....e valeu a pena...!!!!!



Dra Ana Escoval, Dr. Manuel Delgado, Dr. Victor Almeida....Gestores a decidir da Rede Hospitalar...
Indagamos qual o  papel que  deixam aos médicos. e outros profissionais de saúde?



Um discurso  que afirmou frontal cheio  "de certezas".....
  mas  que apenas  deixou muitas interrogações....
Uma sala pequena... 1 de Agosto...Quase hora do almoço...Uma assistência convocada  exclusivamente  para ouvir....




                          
  "UM SILENCIO ENSURDECEDOR " 



"Calar é uma  outra forma de fazer calar"


"UM SILENCIO ENSURDECEDOR "


A melhor forma de classificar o  discurso do Secretário de Estado   Dr. Manuel Delgado  é  a  de que foi de  "Um silêncio ensurdecedor" 






“A sessão pública de apresentação do novo Hospital de Lisboa Oriental decorreu no dia 1 de agosto, na Sala Museu MacBride, nos Claustros do Centro Hospitalar de Lisboa Central, EPE (CHLC) – Hospital de Santa Marta.
A cerimónia foi presidida pelo Secretário de Estado da Saúde, Manuel Delgado, e contou com as intervenções da Presidente do Conselho de Administração do CHLC, Ana Escoval, e do coordenador da Equipa de Projeto para a Parceria Público-Privada  (PPP) do Hospital de Lisboa Oriental, Vítor Almeida.”
As diversas intervenções  merecem  uma analise circunstanciada e deixamos  desde já registadas as  nossas  primeiras interrogações  sobre   discurso do Ilmo. Sr Secretário de Estado da Saúde, Dr. Manuel Delgado.
Ao contrario do habitual ,  começaremos pelo fim do seu discurso ,  pois este ,   pela omissão foi a   sua parte mais importante.


" ANTES   DE  FINALIZAR O SEU DISCURSO O SR. SECRETARIO DE ESTADO DR . MANUEL DELGADO DECLAROU   " SOU UM HOMEM  FRONTAL E QUE NÃO FOGE A CONTROVÉRSIA"  "


- " Afirmou o Sr. Secretário de Estado momentos antes de  finalizar o seu discurso ,   "sou um homem frontal  e  não me esquivo  as criticas e  a controvertia  que existem   relativamente  a construção do novo Hospital de Lisboa Oriental”
Com natural   expectativa  aguardamos ,  julgamos que iria se  referir  a controvérsia  que  envolve a extinção do  único Hospital Pediátrico de Lisboa.
Esperávamos que nos  esclarecesse e  informa-se  se continuavam a defender ou teriam   abandonado  o modelo generalista  e redutor  do anterior Plano Funcional, típico de um Hospital Privado ,   que culminará  com o  encerramento  do Hospital D. Estefânia , maternidade Alfredo da Costa e o encerramento  da Magalhães Godinho ( já concretizado ) reduzindo estes Centros de Excelência  em  anódinos  Serviços indiferenciados no futuro Hospital Polivalente em Marvila .Esperavamos ainda  que explicasse  qual o significado da  afirmação que consta no  resumo do Plano Funcional  entregue a Assembleia Municipal de Lisboa em que se afirma    :
-Na nova versão do projeto  Se   contempla uma maior diferenciação da  vertente Materno Infantil “  o poderia representar uma alteração positiva em relação ao paradigma anterior. . .. mas ao contrario  da frontalidade  auto apregoada  ..o Sr. Secretario de Estado calou-se ,  e se  referiu  exclusivamente  sobre o novo  numero de 875  camas propostos para a nova unidade Hospitalar  que se  pretende  que  venha a substituir as cerca de 1342 atuais restando,  um deficit de  mais de 400 camas.  
Para explicar  esta omissão restam duas hipóteses :
- a mais verossímil  é a  do desconhecimento ignorante  de gestores preocupados apenas com números da  importância   da das unidades   hospitalares materno infantis  terciárias  na rede de cuidados materno infantis.
-  a outra que gostaríamos de  declinar  é de ter  optado  de forma consciente pelo   "silêncio ensurdecedor " perante este ato anti civilizacional  por estar conivente com os interesses das PPP e querem impor de qualquer forma o seu plano redutor..

ANALISEMOS A SEGUIR  A COERÊNCIA DAS OUTRAS AFIRMAÇÕES PROFERIDAS PELO SR. SECRETARIO DE ESTADO:

"A REDUÇÃO DO NUMERO DA OFERTA DE CAMAS (EM CERCA DE 50% AO ESTABELECIDO PELA OCDE,) SERÁ  RESOLVIDO COM SOLUÇÕES INOVADORAS"

- Relativamente ao numero  redutor de camas da nova unidade hospitalar  ,  discordamos  da justificação apresentada pelo  do Sr. Secretario de Estado,   que quanto a nós falha pelo  rigor baseando-se    em  cenários meramente  teóricos  e hipotéticos e em previsões  fantasiosas. 
O Sr. Secretario de Estado previu   evolução futura  e vertiginosa do tratamento em ambulatória, da criação de redes de referencia  “outras inovações pouco explicitas"  que resolveriam a disparidade
 Esta previsão ficcional esta em    "frontal"  contradição com as normas internacionais  relativas  ao  racio  entre  população de referência e o numero de camas  do futuro Hospital. Sim porque Portugal  neste momento  no quadro da OCDE , Portugal  é deficitário no numero de camas  e no se refere aos 380.0000 da área de referência  do  futuro Hospital de Lisboa Oriental ,  deveria contar com cerca de 1900 camas, existindo no presente um deficit de 400 camas que passaram no futuro para  cerca de 900 camas !  

Julgamos  o  Sr. Secretario de Estado  teria   sido  mais coerente  com a  auto frontalidade que apregoa ,   se  assumisse  de que as cerca de   800 camas sonegadas ao SNS  já foram "concedidas aos  dois novos  Hospitais do Grupo Mello em construção   que  desde sempre esteve "bem  representado"   na atual reforma hospitalar, e  agora inclusive através do seu contracto com a Universidade Nova , conta coma  a formação de quadros  e investigação  para os seus Hospitais privados


A Ordem dos Médicos citando  o relatório da OCDE de 2011 afirma:
-“ Portugal ter apenas 3,3 camas/1000 habitantes, contra uma média de 4,9 na OCDE e 8,2 na Alemanha.
- Portugal ter um tempo médio de internamento, por todas as causas, somente de 5,9 dias, contra uma média de 7,2 dias na OCDE e 9,7 dias na Alemanha.
Não há espaço por onde reduzir mais camas sem prejudicar potencialmente os doentes! A Ordem dos Médicos recorda que ainda há doentes internados em macas em muitos hospitais portugueses.”)


https://www.rtp.pt/noticias/pais/metade-das-camas-em-lisboa-mudara-pessoal_n25334

O SR. SECRETÁRIO DE ESTADO "ESQUECEU-SE" QUE O ANTERIOR CONCURSO FOI ANULADO

 - Haverá ainda a referir  que que o Sr. Secretário de Estado,  fugiu outra vez a   frontalidade  ao  omitir, quando se referiu ao   anterior Concurso para Construção do novo Hospital  de Todos os Santos ,  que  aquele fora  anulado  devido a  "irregularidades  e vicissitudes  processuais ...."  omissão  esta que merecerá melhor explicação , pois o Dr. Manuel Delgado,  foi um dos seus grandes defensores , quando ainda  se colocava a hipótese da  sua entrega a  gestão privada  em regime de PPP. 
 Para  justificar esta aparente fuga a   frontalidade ,  existem  várias hipóteses : 
-  a 1ª que descartamos , por não  dignificarem as funções   de um  Secretario de Estado , seria    a de  omissão  e branqueamento consciente  de um processo  de que é  conhecedor , pois esteve intimamente ligado,  que  e acompanhou de perto e quer agora  fazer esquecer. 
 -a  2ª  seria a de que esta omissão é deliberada   para fazerem passar o antigo  Plano Funcional feito pela Intersalus sem qualquer discussão,  o que implicaria em termos legais que este não tivesse sido anulado. 
Aguardemos....

https://www.publico.pt/portugal/jornal/anulacao-de-concurso-para-novo-hospital-de-lisboa-causa-polemica-27294042

https://www.rtp.pt/noticias/pais/metade-das-camas-em-lisboa-mudara-pessoal_n25334



"PARECE-NOS  LICITO  DUVIDAR  DOS PROPÓSITOS , COERÊNCIA E FRONTALIDADE ,   QUANDO SE EQUIPARAM OS CUSTOS DE DOENTES TRATADOS EM UNIDADES ALTAMENTE DIFERENCIADAS DO CHLC COM AS  DA MÉDIAS QUE INCLUEM OS HOSPITAIS DISTRITAIS"

Como um dos argumentos para justificar  a construção do novo Hospital, o Sr. Secretario de Estado  afirmou  que  devido a dispersão, não  adequação, e envelhecimentos dos edifícios,  o custo pagos pelo Estado ao  tratamento por doente no CHLC é 20% mais caro que nas restantes Hospitalares do Pais. 
Estas contas  não estão publicadas  e  não se referem  a especificidade  e diferenciação  dos Hospitais do CHLC , onde são atendidos   doentes  custos de tratamento em patologias  que implicam um grande investimento em  recursos de capital humano e técnico e de consumíveis   em que citamos como exemplos transplantes   intervenção  e  todas as outras  situações clínicas  que obrigam a  ocupação  das unidades de cuidados intensivos , com custos muito  ou ainda  o tratamento de doentes crónicos  incluindo os custos no tratamento medicamentoso  com HIV- Sida , e  finalmente  todas as outras  situações  clínicas  de doentes   rejeitado  e enviados pelos Hospitais privados , já  não cobertas  pelo Seguros  de Saúde  pelos Hospitais Privados e que são    transferidos para os Hospitais Públicos. 
A titulo de exemplo dos valores implicados a estadia de um dia numa unidade de cuidados intensivos num Hospital Privado chega aos 3000 Euros (!!!)   e que o numero de camas de cuidados intensivos e intermédios  constantes no CHLC é de cerca de 200!
 Haverá ainda a averiguar  se os Srs Gestores  incluem na contabilização destes custos o  aluguer pago  a ESTAMO,   pela utilização dos Antigos Hospitais que são de pertença publica  e que correspondem a um custo  cerca de  5 milhões euros  anuais e que  já somam 40 milhões de Euros , que consideramos que  deveria   ser anulado de de imediato pois  tratar-se de um artificio de Engenharia Financeira em prejuízo do SNS  e cujo montante   bastaria para construir um novo Hospital Pediátrico.

Consideramos que a apresentação de números  desligados de  qualquer  enquadramento e prova documental ,  abre campo para  duvidas sobre a sua  manipulação com  fins de propaganda  ,  o que não será  expectável e admissivel    quando  de proveniente de   representantes do próprio Ministério da Saúde!

Ler relatório de actividades do CHLC para aperceber-nos da falta de substância das afirmações do Sr. Secretário de Estado  
Plano de atividades e orçamento - Centro Hospitalar de Lisboa ...link: 

www.chlc.min-saude.pt/.../CHL/.../Plano_de_Actividade_2016.pdf

O Centro Hospitalar de Lisboa Central, EPE (CHLC) é composto por seis ... É dotado de cerca de 203 camas de Cuidados Intensivos e Intermédios, ... É a Instituição que trata o maior número de doentes de VIH do País, 5.54


Em conclusão : As interrogações que acima registamos deixam duvidas    sobre  a auto  apregoada frontalidade do  Sr. Secretário de Estado o  Dr. Manuel Delgado acrescendo  ao  facto  de o seu discurso  ter sido em  tudo  semelhante  as declarações   que proferiu já lá vão  dez anos ,  quando decorria o concurso anterior , e cuja  diferença que nesta altura reportava-se  ainda aos planos de um  Hospital Generalista  com capacidade de 600 camas e  em  que regime de PPP  , se estendia   inclusive  na  gestão clínica . Esta semelhança  leva-nos a supor que o Sr. Secretario de  Estado , eventualmente  por lapso,  sem se ter dado  conta, limitou-se a repetir as  anteriores , agora desaquadas.  
Caso tenha se  verificado  este este lapso agradecemos que nos envie a versão referente ao  actual   projecto que de pronto faremos as devidas  rectificações. 


Assina e responsabiliza-se  : Pedro Paulo M. A. Mendes 



Espera o melhor , mas prepara-te para o pior....





https://www.publico.pt/.../pai-do-sns-aplaude-fim-da-gestao-privada-dos-hospitais-2539...
21/03/2008 - "Pai" do SNS aplaude fim da gestão privada dos hospitais ... Já Manuel Delgado diz que a gestão privada do Amadora-Sintra "teve vantagens ..."





Hospital CUF Tejo desenhado para as doenças do futuro ( 200 camas)

19 de Novembro 2015
O Hospital CUF Tejo, em Alcântara, foi apresentado esta quinta-feira em Lisboa pelo presidente da José de Mello Saúde, Salvador de Mello. O projeto, da autoria do arquitecto Frederico Valssassina, representa um investimento de mais de 100 milhões de euros, terá 75 mil metros quadrados de área, e foi desenhado de raiz para combater e tratar as Doenças do Futuro. 
Este será um hospital polivalente de elevada diferenciação, com foco em áreas incontornáveis na medicina do futuro: oncologia, neurociências, cardiovascular, pulmão, ORL e oftalmologia. O Hospital CUF Tejo vai responder às situações clínicas mais complexas e mais emergentes, fruto da aposta em infra-estruturas, meios técnicos e humanos.
O projeto do Hospital CUF Tejo resulta de uma perspectiva que aliou a experiência e saber de 70 Anos das equipas clínicas e das equipas de gestão da José de Mello Saúde, aliada à adopção das melhores práticas desenvolvidas a nível internacional em hospitais de referência e também do que está ainda a ser desenvolvido pelos diferentes parceiros da indústria e que terá impacto no setor da saúde.
Com mais de 75 mil metros quadrados, dos quais 31 mil dedicados exclusivamente a atividades clínicas, o Hospital CUF Tejo terá seis pisos acima do solo e quatro abaixo do solo, incluindo três pisos de estacionamento com mais de 800 lugares.
Vai dispor de mais de 100 gabinetes de consulta e mais de 60 gabinetes de exames e tratamentos, para além de 11 salas de Bloco – duas das quais com 80 m2 e mais 2 exclusivamente dedicadas a cirurgia de ambulatório – assim como 200 camas de internamento geral e 14 camas de UCIP. 
O novo Hospital CUF Descobertas terá uma nova cara a partir de 2017. 
( 200 camas)
Desenhado para cada etapa da nossa vida
Se até aqui o Hospital CUF Descobertas já tinha uma atividade completa e alicerçada num conjunto de especialidades fortes – Ortopedia, Ginecologia/ Obstetrícia, Imunoalergologia, Oftalmologia, Dermatologia e Pediatria – chegou o momento de se reorganizar em torno de todas as necessidades do doente, acrescentando a Geriatria e robustecendo assim a oferta para as idades mais avançadas da vida. 

Os números do novo Hospital CUF Descobertas
                Mais de 56 mil metros quadrados
                12 salas de bloco operatório
                Mais de 170 camas de internamento geral
                14 boxes de cirurgia ambulatória
                120 gabinetes de consulta
                Mais de 60 gabinetes de exames e tratamento
1 hospital de dia oncológico






  
Os Gestores apregoam 60 milhões de Euros  "de poupança" com o novo  Hospital..
.Incluíram neste valor as  "rendas pagas " do que é nosso. e nos foi sonegado   e que por si só perfazem 130 milhões de Euros !? Será que também  contabilizavam à 800 camas que pretendem retirar ao SNS e  entregar aos grupos privados ?








O Dr. Manuel Delgado é o convidado de Honra na criação das diversas unidades  e projectos de saúde  privados ... Agradeciamos que estas lhe informassem  que irá substituir a  oferta de camas retirada ao Serviço Publico de forma a poupar-lhe o grande  esforço imaginativo à que tem sido obrigado para justifica-lo.......

Existem soluções mais baratas do que as propostas  que visam antes de tudo dar lucro aos  grupos privados.....As justificações apresentadas deviam ser acompanhas de provas documentais........












Silenciar a exigência de um Centro Materno Infantil  em Lisboa.....Os interesses mercantilistas das PPP em primeiro lugar.....