sexta-feira, 30 de maio de 2008

Plano do futuro HTS, uma das possiveis analises e critica aos pressupostos dos que o defendem

Análise dos pressupostos implícitos na concepção do Plano funcional do futuro Hospital de Todos os Santos (HTS) e na desactivação do Hospital de D. Estefânia (HDE).

O princípio utilizado para justificar a implantação do HTS "Fomentar a centralização e partilha de recursos", é um conceito genérico abstracto apropriado a qualquer gestão de meios parcimoniosa e inteligente. Este princípio contudo quando é hiper valorizado e descontextualizado de uma visão de uma carta de serviços hospitalares, pode, como se prevê no HTS, transformar-se num instrumento de retrocesso cientifico e assistencial.
Consideramos que a visão que presidiu a criação do plano do futuro HTS nomeadamente no que diz respeito a prestação de cuidados em Pediatria ser extremamente redutora. O HTS foi constrangido na sua idealização por uma concepção puramente economicista que justifica a centralização de todos os recursos humanos, equipamentos e físicos com vista para alcançar a sua exploração intensiva e não com o intuito mais nobre de aprofundar a excelência na prestação de cuidados que ao contrario implica diferenciação de competências. A opção por este tipo de concepção retira ao cidadão comum um serviço que tem naturalmente tem direito, ao mesmo tempo que implica num favorecimento da parceria privada através de lucros directos ou indirectos.
A aplicação do conceito de centralização de meios humanos , físicos e técnicos justifica-se apenas até o patamar dos hospitais distritais tornando-se acima deste patamar absurda
Os Hospitais Pediátricos surgiram naturalmente com a evolução na diferenciação de cuidados pediátricos especializados e são hoje parte necessária e imprescindível dos equipamentos das grandes centros e capitais que recebem a massa critica assistencial das regiões envolventes. Estes hospitais são imprescindíveis não só ao nível assistencial, mas igualmente como formadores de competências em todas as especialidades que hoje fazem parte da pediatria. O Hospital D. Estefânia exemplifica este papel pois tem sido uma grande escola e é criador de competências medico cirúrgicas em pediatria para o todo o Pais.
Reiteremos que este conceito quando aplicado como filosofia estruturante aos Hospitais Centrais terciários torna-se absurda, pois simplifica ao mínimo denominador comum, a era da pré diferenciação profissional na área da saúde do século XIX.
A perspectiva centralizadora do futuro HTS e suas consequências devastadoras na qualidade da assistência médica infantil estão escandalosamente á manifesto, pois entre as especializações pediátricas previstas, resumem-se as do inicio século passado: apenas a cirúrgica e a médica . Todas as outras criadas e desenvolvidas no hospital H.D.E. ao longo de sua existência estarão diluídas e integradas nos Serviços de adultos.
O projecto HDS aparentemente com capa de moderno é essencialmente ultrapassado e retrógrado, pois se aliena propositadamente do progresso necessário que constitui um Hospital Pediátrico especializado.
O plano funcional do HDS idealizado por gestores insensíveis para a importância e conhecimento da diferenciação em todas as áreas do conhecimento em pediatria, parece ignorar em particular que a qualidade da assistência médica infantil tem um importante papel como criadora de riqueza e motor de progresso pois de si depende o que é mais precioso á nação, o futuro de suas crianças.
Esta visão infelizmente apenas adopta a óptica de obtenção do lucro máximo com a maior economia de meios possível. Concebe os Hospitais apenas como fabricas de tratar doentes. Ignoram o conceito actual de que "Os hospitais devem ser construídos para servir os Cidadãos e não para rentabilizar a sua actividade e dar lucro através da saúde dos cidadãos"
Não é portanto difícil intuir, face a percepção de tais factos, deduzir porque o Sector privado emergente está interessado e activamente aplicado na destruição do sector publico.
Seria útil que estes senhores se apercebessem que sem a excelência no Serviço Publico não pode existir excelência no sector privado. Nos países do 1º mundo a evolução tecnológica decorre da interacção inteligente entre eles estes dois espaços. Os Hospitais Pediátricos investigam e distribuem conhecimento passível de comercialização em várias áreas do saber. A percepção de tais factos levam-nos a concluir que sem a existência de um Serviço Hospitalar Publico, não é viável a formação de competências técnicas, adaptadas ao nosso contexto, para suprirem com qualidade, os quadros técnicos do Serviço Médico no Sector privado.
Os defensores do plano funcional do HTS de forma abstracta, acenam com a super especialização em áreas cirúrgicas especificas e com a implementação de alta tecnologia . Esquecem-se que os Serviços e as respectivas especialidades que justificam estas técnicas fornecendo-lhes substrato e possibilidade de seguimento, foram destruídos ou destituídos de sua autonomia. A capacidade de criação e avanço cientifico, que um Hospital Pediátrico com enfoque diversificado e integrado pode propiciar esvane-se com a destruição de sua autonomia.
Propalam dentro de uma visão economicista, que esquece o doente e demais realidades tratar-se dum Hospital de Ponta, orientado para a cirurgia, ambulatório e a doença aguda, com uma rotação rápida de camas. Preocupam-se exclusivamente com o tempo de internamento (um mal a evitar mas ainda incontornável) pois é este que encarece o orçamento hospitalar. Assim em função custo, os cuidados continuados e a doença crónica não são considerados. Esta atitude implicitamente desfavorece a fracção de nossa população com menor nível cultural ou económico, pois não tem possibilidade de prestarem estes cuidados em suas casas.
Sem serviço publico, não esta garantida em igualdade de condições, a equidade da prestação de Serviço Médico a todas as crianças. Esta condição implica em fracturas sociais que põe em causa a existência da própria comunidade e em ultima instância até o sector privado.
Enfatizamos as acções em que transparecem ser sua política apenas de fundo económico :
•Definem para o HTS uma actuação indiferenciada. Reservam em particular para os Serviços Pediátricos, um espaço de acção amplo, intercomunicável apoiado numa multidisciplinaridade versátil, com isto intentam rentabilizar o espaço, os equipamentos e os funcionários. Desconsideram assim todos os óbices supra-citados.
•Aligeiram este plano redutor no que diz respeito a pediatria com criações de circuitos distintos para os utentes pediátricos mas que são arquitectonicamente irrealizáveis e dão o nome de "ambiente pediátrico" as meias paredes de separação ou biombos.
Infelizmente, não pensam na economia para criar riqueza mas apenas para arrecadar. Não estão realmente preocupados com nossas crianças, o seu objectivo é rentabilização, centralização e a partilha dos recursos humanos e técnicos a qualquer custo com vista a apresentarem números.
Ao destruir de forma activa e planeada o histórico Hospital Pediátrico de Lisboa (HDE), não se apercebem do total da perda em valor social. Na pior conjectura os indícios sejam que talvez apenas pensem em capitalizar estes valores em beneficio próprio.

Assina Pedro Paulo Mendes

Nota editorial >
Este texto reflecte apenas a opinião pessoal do signatário . Relembramos assim que dentro dos pressupostos do Manifesto da Plataforma para defesa do HDE existe espaço para interpretações e opiniões variadas Consideramos importante a sua publicação ainda por o considerarmos passível de gerar polémica e assim esclarecimento.

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Entrevista no Jornal "Meia Hora" - A imprensa de Lisboa divulga a nossa campanha !


Como já aconteceu em quase toda a imprensa de prestigio agora o "Meia Hora" jornal da cidade Lisboa publicou uma entrevista dos promotores da" Campanha em defesa do Hospital das crianças de Lisboa" como carinhosamente a população trata o Hospital de D. Estefânia.
Agradecemos o apoio a nossa luta que por maioria de razão também da cidade de Lisboa que não admite que a alienem do seu equipamento histórico.

terça-feira, 20 de maio de 2008

Ao viajar pelo mundo civilizado se lhe indagarem a causa da destruição um dos H. Pediatricos mais antigos do mundo.. assobie...ou ponha um capuz..

                                                                                     

O que aconteceu ao Hospital Pediatrico de Lisboa !!! 
Eu de Portugal?!!!... deve se ter enganado...Desconheço por completo aquela periferia irredutivel em que segundo dizem o Ministro da Saude parece ter tido a coragem de afirmar que o Hospital D. Estefânia era para acabar! ....



Eis a diferença de como la fora encaram os Hospitais PediatricosAmigos, façam um pesquisa na Google em imagens sobre Childrens Hospitals e indaguem se estas não serão  politicas deliberadas com o fim de  nos envergonhar de sermos portugueses..  Permiteremos que Lisboa perca o seu Hospital Pediatrico?!!!!Eis  apenas alguns exemplos aleatorios  de Hospitais Pediatricos recem construidos no mundo civilizado....Web Imagens Notícias Grupos Calendário Gmail mais ▼ Fotografias Docs Google      Pesquisa Avançada de Imagens  Preferências   Resultados 235 - 252 de cerca de 255.000 para childrens hospitals . (0,08 segundos)        ... Children's Hospital of Orange ...250 x 305 - 25k - jpgwww.uihealthcare.com Children's Hospital Boston Complex320 x 240 - 54kboston.povo.com All university hospitals, children's ...400 x 240 - 42k - jpgwww.jsps.gr.jp ... children in children's hospitals ...468 x 312 - 41k - jpgwww.dailyiowan.com (Courtesy Of Children's Hospital)228 x 339 - 56k - jpgwww.washingtonpost.com ... the children's hospital, ...252 x 385 - 25k - jpgwww.thisoldtoy.com       BC Children's Hospital300 x 225 - 113kwww.radiology.ubc.ca Texas Children's Hospital Announces ...280 x 243 - 17k - jpgwww.texaschildrenshospital.org Children's Hospitals400 x 265 - 29k - jpgwww.mersey-gateway.org Royal Aberdeen Children's Hospital.250 x 383 - 19k - jpgwww.publicartonline.org.uk Blythedale Children's Hospital?333 x 250 - 13k - jpgwww.caretheworld.com ... children's hospitals is evident ...252 x 326 - 7k - jpgwww.karlsberger.com       ETC, etc, etc.........................

Convidamos aos Senhores executores do projecto do HTS reformularem a sua decisão de aniquilarem o unico Hospital Pediatrico da Zona Sul !



Senhores das parcerias !Os julgamos possuidores  ainda de algum senso critico.
Agradecemos que façam um pesquisa na Internet sobre Hospitais Pediatricos. Questionem  a  seguir se a existência de 850,000 referências diz  respeito a algo que esta em vias de extinção ou vivo e pujante.... Obviamente que na WEB e não nas Paginas de Portugal.
Nestas iriam encontrar apenas noticias de três Hospitais Pediatricos permanentemente em dificuldades de sobrevivência ou mesmo em luta contra tentativas de destruição pelos  nossos Ministérios! Web Imagens Notícias Grupos Calendário Gmail mais ▼ Fotografias Docs Google     Pesquisa Avançada  Preferências Pesquisar:  a web  páginas escritas em Português  páginas de Portugal    Web  Resultados 31 - 40 de cerca de 814.000 para childrens hospitals . (0,26 segundos) The Children's Hospital of Philadelphia - About Children's Hospital- [ Traduzir esta página ]Since its start in 1855 as the nation's first hospital devoted exclusively to caring for children, The Children's Hospital of Philadelphia has been the ...www.chop.edu/about_chop/index.shtml - 31k - Em cache - Páginas semelhantes Introducing Virtual Hospital: University of Iowa Hospitals and Clinics- [ Traduzir esta página ]Quality health information has been the hallmark of Virtual Hospital® and Virtual Children's Hospital® since the early 1990s when www.vh.org was among the ...www.uihealthcare.com/vh/ - 10k - Em cache - Páginas semelhantes U-M C.S.

Agradecemos que estendam os seus horizontes para alem da Intersalus e que estranhamente ignora o que se faz de melhor no pais onde parece inspirar o seu projecto .

Alterem os vossos planos para que não se confirmem as suspeitas dos muitos que afirmam que os senhores querem destruir o Hospital Pediatrico Publico não porque sejam contra os Hospitais Pediatricos mas apenas para destruir a concorrência aos Hospitais Pediatricos Privados que as parcerias que representam já tem em carteira e querem sem concorrência.

sábado, 17 de maio de 2008

Mais "emails" de apoio que nos chegaram....

Pedimos desculpas pelo atraso na sua publicação. Aqui estão eles :


Caríssimos amigos,

Sou do Porto. Tenho quatro filhos e sete netos, dos dois aos quinze anos, e nesta altura de desprezo por quem trata bem das crianças e da proliferação de abusadores e maltratantes, tomo para mim todas essas causas.

Desejo-vos todo o sucesso.
Manuela Sousa


Quero agradecer-lhe pessoalmente por ter iniciado esta petição.

Já verificamos que os governos sucessivos fazem o que querem graças à apatia e permissividade dos Portugueses, que esquecem igualmente os danos causados e as promessas quebradas.

Também já tivemos mostras que encaram com desagrado e medo qualquer intervenção dos seus eleitores.

É pena que não exista um pequeno estádio de futebol no hospital, pois então certamente que não se atreviam a tocar-lhe.

Vinha sugerir-lhe que talvez valha a pena comprar uma pequena baliza e colocar à entrada do hospital, à vista de quem entra, com o comentário apropriado. Isto certamente que atrairia as atenções, talvez mesmo da comunicação social.
Caso se resolva fazer algo do género, estarei disposto a colaborar.

Esperemos que este absurdo não seja concretizado.

Um abraço,
Exmos. Srs.

Somos um grupo informal de crianças, jovens, pais, familiares, médicos, enfermeiros, outros profissionais de saúde e amigos que, directa ou indirectamente, convivem com as doenças renais. Nesse sentido, criámos um blog, que pode visitar em http://blogcriancaerim.blogspot.com . Temos como objectivo que este blog cresça e, para tal, contamos com a sua participação e apoio na divulgação.

Vimos por este meio informar que hoje publicámos um post relativo à petição contra o encerramento do Hospital D. Estefânia. Particularmente, sou mãe de um menino que é seguido no HDE e custa-me muito perder todo o acompanhamento de que o meu filho tem beneficiado desde antes mesmo do seu nascimento, pelo que considerei fundamental assinar a vossa petição
Se assim o entenderem, agradecemos um comentário ao post efectuado.

Com os melhores cumprimentos,






Arranjar paredes É MUITO DIFERENTE da necessidade de tecnologia.
1. O HDE tem sido deixado sem as obras necessárias e profundas de conservação e de valorização, por má gestão deliberada dos administradores nomeados pelo Ministério da Saúde.
2. Acresce que o HDE tem sido mal equipado e deixado sem equipamentos novos e sem recursos, não só por falta de financiamento previsto em Orçamento de Estado para o sector mas também devido a má gestão dos vários (des)Governos que conhecemos de há 33 anos para cá.

Quer as obras de conservação quer o equipamento são imensamente necessários. É, designadamente, para isto que eu e os outros contribuintes pagamos impostos.

Abraço a todas e todos.
Nota:
Chegam-nos vários emails com teor idêntico ao do acima publicado. Deste discordamos apenas da cronologia , pois ao invés de há 33 anos, acrescentaria a casa das centenas e ressalvaria a Criação do S.N.S fruto do 25 de Abril e que consistiu um enorme progresso.

quinta-feira, 8 de maio de 2008

sexta-feira, 18 de abril de 2008

A Cronologia imaginaria da "Requalificação " do valiosos terrenos do Hospital Pediatrico D. Estefânia.



Capitulo I- O Hospital D. Estefânia inicialmente não entraria no projecto do Centro Hospitalar, mas as evidências apontam que seu terreno valioso passou á ser considerado, como moeda de troca , no decorrer das negociações. Apesar destas informações advirem de fontes fidedignas,
poderíamos considerar serem apenas conjecturas inspiradas no que aconteceu á outros espaços, outrora pertencentes á Cidade de Lisboa.

Amplie para saber da verdade....




1º Ato: Preparar o terreno

O antigo Ministro Correia de Campos tornou-se impopular pela sua postura impositiva e pela forma como actuou endossando claramente uma politica de destruição dos Serviços de Saúde. O desmantelamento deste sector inicia-se, não se deixando espaço para propostas alternativas que contemplassem a viabilidade, continuidade e aprimoramento destes serviços.
É nesta terra tornada propícia, que se instalam de imediato e como por magia, serviços de saúde ligados a grupos financeiros.
Queremos ressaltar o facto de não termos objecções contra o sector privado mas consideramos imprescindível que a área de saúde como um todo e especialmente a hospitalar e pediátrica precisam ser protegidas da contingência ilógica da medicina baseada exclusivamente no lucro. Esta perspectiva torna-se imperativa para uma comunidade que se projecta na nação visando o futuro.

2º Ato: Eleições á vista

É plausível que a hipótese da substituição do ministro já estava prevista face a proximidade das eleições, pois entre o intervalo de duas vergastadas, com algum açucar, pode contar-se neste espaço com o esquecimento dos eleitores.
O Ministro, conhecedor do "timing" e responsável pelo Guião da peça, apressadamente entra em acordo com a Câmara de Lisboa "fecha o negócio" com os terrenos em Chelas por 13.000.000 de Euros para construção do novo Hospital de Todos os Santos. Cogita-se ainda da possibilidade do novo Hospital dar argumentos para o encerramento do Aeroporto da Portela e outro aproveitamento para os seus terrenos.

Após isto o ministro demite-se mas não sem antes garantir que o projecto tomasse um caminho aparentemente irreversível. Esta decisão envolve também a extinção do Hospital Pediátrico.


3º Ato: Um anexo ou uma anedota triste para a Pediatria Portuguesa ?

O Hospital D. Estefânia por passe de mágica desaparece como nome e identidade e resume-se a um anexo que aparece no plano funcional do novo hospital com o título pomposo de "Ambiente Pediátrico”.

Torna-se patente a omissão da necessidade do enquadramento do projecto em uma Carta de Cuidados Hospitalares em Pediatria.

Este “modus operandi” leva-nos a deduzir que tratou-se dum projecto de gabinete acordado entre parcerias e ignorando sumariamente, num desrespeito arrogante ao parecer da antiga comissão médica e o da sociedade civil que se manifesta veementemente num abaixo assinado com mais de 75 000 assinaturas!

Em síntese : o plano funcional do futuro HTS , no que diz respeito ao "Ambiente Pediátrico " resultou da perspectiva para a Saúde, da Intersalus e demais parcerias privadas, ignorando acintosamente a opinião do corpo clínico do Hospital D. Estefânia.
Deste modo este plano foi levado avante sem divulgação, impedindo uma análise mais aprofundada. Acresce curiosamente a omissão do nome "D.Estefânia".
Os responsáveis supõe desta forma poder risca-lo da memória colectiva e assim posteriormente do patrimônio publico.
Caso assim não pensaram, pela sua actuação deixam margens para esta dúvida pois casos similares já ocorreram. Fundamentados nestes factos precedentes é que nossa acção se norteia: pois é mais prudente tentar prevenir do que não se poder remediar .

4º Ato: Consolidação

No dia 12 de Abril, após o suposto e provável percurso acima descrito no corredor dos gabinetes interessados, é instituído rapidamente um Concurso Internacional para a realização do projecto arquitetônico do HDS.

A ponta do “Iceberg” já delineada nos planos pré traçados e endossados pelo ex Ministro Correia de Campos, antes da sua saída da cena, torna-se agora perceptível no que tinha de submerso.

No acto público com orgulho verbalizam: “Finalmente poderão se requalificar os actuais terrenos dos antigos Hospitais de Lisboa Central, inclusive o Hospital D. Estefânia, maior e muitíssimo mais valioso do que o recém comprado.”

Gostaríamos de deixar aqui este recado aos governantes por nós eleitos:

1. Os terrenos do Hospital D. Estefânia e seu edifício, foram e são um Patrimonio Histórico, doado com a finalidade precípua de servir apenas a Saúde das Crianças de Portugal!

2. Informamos ainda, que assumimos a defesa intransigente da finalidade a qual se destinou o HDE na sua origem, não compactuando com o desvirtuamento do intento original camuflado em eventuais “re qualificações” que o desviariam do seu campo de actuação.

3. Ao adotar com alarme esta perspectiva fundamentamo-nos na finalidade das obras que que pretendem executar em terrenos recentemente alienados na cidade de Lisboa: cassinos, condôminos, parques de estacionamento, centros comerciais, fundações privadas ou de uso público restrito. Estas obras que do seu ponto de vista são mais rentáveis, para nós não passam de construções assépticas, massificadas, livres do povo e sua cultura popular. Despojam assim a população de Lisboa dos seus espaços mais identificativos e históricos. Os indícios que apontamos neste último tópico, levam-nos á uma indagação mais abrangente sobre as causas e consequências desta tendência de descaracterização das cidades do mundo actual, desvinculando as populações de suas tradições e do território sobre o qual suas cidades se assentam. Estamos talvez a presenciar uma trama consertada nos bastidores, impondo projectos globalizados que contribuem para a perda da identificação cultural.


5º Ato: Epílogo

Resquício de luz no fundo do túnel ou apenas areia pré eleições?

Gostaríamos de supor uma vitória da razão e ascensão duma perspectiva mais lúcida e sensível no Ministério , pois agora já se diz : “Está fora de questão a alienação deste Hospital e esquecimento do seu nome".

Aguardamos assim um posicionamento oficial escrito, pois só assim poderemos crer, face aos antecedentes já ocorridos com outros bens públicos.

Solicitamos veemente que aproveitem esta última oportunidade! Façam-no antes da próximas eleições, não se resignando ao papel de meros figurantes…

Este Guião importado que planejaram implantar está em contradição com a actual opção de outras Capitais Europeias. Estas últimas mantém os seus antigos Hospitais Pediátricos nos seus Centros Históricos! Estas cidades acarinham os seus Hospitais Pediátricos ao invés de relega-los ao desprezo e decadência para depois justificarem a necessidade de sua destruição.

Lutemos contra a desertificação do Centro Histórico de Lisboa com o afastamento dos seus Serviços e Equipamentos, e da população fixa e flutuante e seu comércio que alimenta e trás vida a cidade!

Por um novo Hospital Pediátrico para Lisboa !
Requalificar Lisboa é requalificar o Hospital D. Estefânia e não destrui-lo!

Leiam no Blog o exemplo do Hospital Eveline em Londres !


Assina Pedro Paulo Mendes

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Uma mensagem recebida , com expectativa ...e que esperamos fundamentada e com repercussões práticas!

Marta Campos disse...
Está disponível para consulta e discussão pública a Carta Hospitalar de Pediatria.

O documento foi elaborado pela Comissão Nacional de Saúde da Criança e do Adolescente e pretende traçar as linhas orientadoras da concepção de serviços hospitalares para crianças e adolescentes, centrados na família e na garantia da segurança e qualidade dos cuidados prestados.

http://www.acs.min-saude.pt/2008/04/04/cartahospitalarpediatria

Espero que ajude!

10 de Abril de 2008 23:52


Em primeira abordagem acreditamos que o Documento cumpre o papel a que se propõe:

Contribuir para planificação e sistematização projectiva da rede de cuidados Hospitalares Pediátricos no nosso Pais.
No que diz respeito a conjuntura actual, pensamos que por inerência e competência de funções esta Comissão deverá avaliar o Plano Funcional do Hospital de Todos os Santos a Luz dos pressupostos aqui assumidos, não sendo assim suposto admitir que estes não sejam modificados se não os respeitarem pois na ultima consequencia estes implicam a criação de hospitais pediatricos especializados e o HTS assume-se como um Hospital Generalista em que por exemplo na pedopsiaquiatria não existe separação de espaço fisico com os adultos.

Para aceder a sua totalidade do deve-se ir ao Site onde este se encontra na versão PDF
Procedimento: copie o endereço acima e "cola-lo" na barra de direcções onde agora esta escrita a direcção deste Blog, e que deve ser previamente apagada. A seguir basta teclar "enter" .
Publicamos apenas pequena parte do documento , que nos diz mais respeito e a titulo exemplificativo:




Comissão Nacional de Saúde da Criança e Adolescente - Documento em discussão



6.1.2 Serviços de Pediatria Especializado (SPE): Deve existir um SPE para 300.000 a 350.000 crianças e adolescentes com idade inferior a 18 anos, o que corresponde sensivelmente a uma base populacional de 1.500.000 habitantes. O SPE é médico-cirúrgico.
6.2 Todos os serviços SPE ou SPG devem cumprir as orientações gerais para um serviço de pediatria hospitalar e a articulação entre cuidados primários e secundários (pontos 3 e 4).
7. Hospitais que não integram a Carta Hospitalar de Pediatria
Nalguns hospitais que actualmente têm especialistas em Pediatria, mas que não integram a carta hospitalar de pediatria, pode justificar-se assistência pediátrica em regime de Ambulatório.
Estes pediatras articular-se-ão com o serviço de Pediatria mais próximo e os lugares são a extinguir quando vagarem. Após a extinção, a eventual deslocação regular de pediatras a partir do serviço mais próximo a este hospital deverá constar de protocolo a celebrar entre os dois hospitais. O hospital que recebe deverá ter as condições consideradas adequadas para a prestação de cuidados às crianças e adolescentes, em ambulatório
13
Comissão Nacional de Saúde da Criança e Adolescente - Documento em discussão
8. Bases de um Serviço de Pediatria Geral (SPG)
8.1 Recursos Humanos mínimos:
8.1.1 Pediatras:
SPG sem Maternidade, 7 com idade inferior a 55 anos;
SPG com Maternidade: 14 com idade inferior a 55 anos.
8.1.2 Enfermeiros9:
Enfermaria – 1 Enfermeiro/turno para 6 crianças;
Cuidados Intermédios - 1 Enfermeiro/turno para 4 crianças.
Tendencialmente em cada turno deve ser considerada a existência de um especialista em saúde infantil e pediátrica.
8.1.3 Para além destes recursos humanos mínimos, o Director do Serviço em conjunto com a Direcção Clínica e de Enfermagem, e de acordo com a politica, missão e âmbito de intervenção do Serviço de Pediatria, definirão o plano de recursos necessários.
8.2 Lotação em Internamento:
Enfermaria – 1 cama para 3000 crianças e adolescentes (mínimo 12 camas); 30% destas, devem ser em quartos individuais para isolamento e/ou internamento de adolescentes.
UICD – 1 cama para 12000 crianças e adolescentes (mínimo 4 camas);
HDP - 2 a 3 camas /postos.
8.3 Urgência Pediátrica: deve ser dotada de espaço físico próprio e estar integrada no Serviço ou Departamento de Pediatria. Todas as crianças e adolescentes até aos 18 anos de idade, que necessitem de recorrer a uma urgência hospitalar, devem ser observadas nesta unidade (excepto se problemas relacionados com gravidez). Por se tratar de uma unidade ainda inexistente em muitos hospitais particularizam-se alguns aspectos.
11. Serviços de Pediatria para Portugal-Continente, por Região
De acordo com os rácios definidos no ponto 6.1, propõem-se para Portugal Continente, um mínimo de 33 e um máximo de 37 Serviços de Pediatria Geral e 6 Serviços de Pediatria Especializados, com a distribuição seguinte, por Região (Quadro
10 a 11
14. Outras Especialidades
Em outras Especialidades, como a Pedopsiquiatria22 e a Cardiologia Pediátrica23 e Medicina Física e Reabilitação24, Oncologia25 e Genética26, há Redes de Referenciação Hospitalar aprovadas pela Direcção –Geral de Saúde. Essas redes devem reger-se pelas normas de cuidados à Criança e Adolescente deste documento.
Nas Especialidades não pediátricas, deve haver sensibilização e formação específica dos profissionais que se dediquem à criança e adolescente e tal como definido anteriormente todo o atendimento dos 0 aos 18 anos deverá ser realizado em serviços de pediatria.
Nota especial para as Unidades de Pedopsiquiatria
Os cuidados de Saúde Mental são o exemplo paradigmático da necessidade de atendimento em estrutura física apropriada ao período etário, das necessidades especiais (p.e.as alterações comportamentais), e da necessidades de observação e intervenção não só da criança/adolescente mas também da família em que está integrada.
Será por isso essencial que todas as estruturas de Saúde MentaL Infantil estejam integradas em termos físicos e funcionais nas Unidades de Saúde Pediátricas.
Pela Comissão Nacional de Saúde da Criança e Adolescente: M Céu Machado, João Estrada, Rui Rosado, M
José Araújo, J Bilhota Xavier, J Arelo Manso, M Júlia Guimarães
Pelos Colégios de Subespecialidade e Sociedades Portuguesa de Pediatria e Cirurgia Pediátrica: Cuidados
Intensivos Pediátricos: Francisco cunha, Alexandra Seabra; Gastroenterologia: Jorge Amil, Fernando
Pereira; Nefrologia: Helena Jardim, F Coelho Rosa; Oncologia: Lucília Norton; Infecciologia: José Gonçalo
Marques; Desenvolvimento: Rosa Gouveia; Alergologia: Libério
22 Organização dos Serviços de Saúde Mental da Infância e Adolescência, Circular Normativa da DGS, de 17/06/05
23 Rede de Referenciação de Intervenção Cardiológica da DGS 2004. p.63
24 Rede de Referenciação Hospitalar de Oncologia da DGS 2004
25 Rede de Referenciação Hospitalar de MFR, DGS 2004
26 Rede de Referenciação Hospitalar de Genética, DGS 2004

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Uma mensagem de uma apoiante ...As opiniões são livres e enriquecem o debate...

Recebi esta mensagem em resposta à minha assinatura da petição online.
Aproveito a oportunidade para reafirmar toda a solidariedade com este gesto. Ou com esta tomada de posição.
Aproveito também para manifestar a vergonha que sinto ao ler a ocorrência deste tipo de situações. Não sei se é vergonha de ser portuguesa. É vergonha pelas decisões governamentais a que tenho (temos) vindo a assistir, nomeadamente no que refere à área da saúde. Vergonha pelos debates, palestras, entrevistas com os respectivos responsáveis, que se desdobram a justificar, argumentar, explicar a este povo que pretendem estúpido, que a saúde é artigo de luxo, é para quem pode e não para quem precisa, é secundário, é terciário. É uma grande maçada. Sobretudo para quem está doente. E na grande maioria das vezes para os familiares do doente. É um artigo que não tem brilho. Não tem características de Grande Produção. Não tem visibilidade internacional, não atrai turistas, não promove recepções, inaugurações, não fica bem na fotografia, não tem pistas de aterragem, nem sequer um freeshop. A área da saúde em Portugal mexe com doentes. É deprimente, triste. É um filme pobre. Há países em que a área da saúde promove a saúde. Em Portugal promove a doença, o arrastar da doença, a complicação da doença e consequentemente torna a doença cada vez mais cara. Talvez a forma como a saúde/doença é encarada, aliás desencarada, tenha efeitos a nível laboral. Talvez a saúde/doença crie dificuldades e demoras que impliquem ausências ao trabalho. Penalizadas. Penalizado o doente, penalizada a empresa, penalizado o país. País de doentes que só anda para a frente se tiver um TGV. Então compensa-se o país com um comboio, um estádio, uma ponte. É assim como um pai que tem um filho doente em casa, não o leva ao médico para não gastar dinheiro e depois compensa-o com uma playstation ou uns ténis de marca. Depois tira-lhe uma fotografia (doente - a doença não se vê na fotografia) e faz circular pelos amigos na Net, para todos verem que o miúdo se veste bem. Portugal é um país que trabalha a sua imagem internacional de País Que Se Veste Bem. Artigos de marca. Admitir que existe um problema de Saúde implica investir dinheiro na Saúde e Portugal tem outras prioridades. Nada de pieguices à Madre Teresa de Calcutá. Para isso existe a Misericórdia, mas essa, vá lá, tem o Euromilhões. Em Portugal os primeiros ministros correm e estão de saúde. É uma mensagem subliminar mas com o tempo os portugueses chegam lá. Se querem saúde - corram. Desatem todos a correr que a saúde vem por si. Ou alguém ainda não percebeu porque é que se fecham urgências? Porque obriga os doentes a correr até à urgência mais próxima e o mais certo é curarem-se pelo caminho. Quanto mais urgente fôr a doença, mais corre o doente. Está até bem visto e de facto poupa-se uma data de dinheiro, que sempre pode ser aplicado em mais uma IP, melhorando assim a circulação das ambulâncias, actualmente maternidades com rodas. É uma forma de pôr as crianças a nascer sobre rodas e assim já nascem a correr. Chegada aqui apercebi-me da essência da minha vergonha. Somos governados por dementes. E aqui temos um duplo problema. É que uma das características da demência é que o próprio não reconhece. Como não reconhece não se trata. E ninguém se atreve a dizer-lhe. Se esta campanha recolher MUITAS assinaturas acham que é uma achega? É uma indirecta? Pois! Não resolve! Então fica aqui uma sugestão : façam constar, que é desejo do povo, que de ora em diante, todos os governantes e respectiva parafrenália envolvente, deverão dar o exemplo e utilizar exclusivamente o Serviço Nacional de Saúde que oferecem ao dito povo. Nada de privados, clínicas, ou qualquer outro privilégio a que o povo também não tem acesso. Estes serviços deverão ser para uso exclusivo das empresas que produzem, e dos particulares que podem. Quem furasse este esquema deveria ser apontado, criticado, devidamente mediatizado pela negativa. Porque é haveriam de ter um tratamento preferencial ? Para sofrerem menos? Porquê? Ou para durarem mais? E quem é que lhes disse que nós queremos? Vão-se embora de vez. Vão correr para outro lado. Comprem uma passadeira e corram em casa. Deixem-nos em paz. É que estamos a correr para trás quanto ao que interessa e esta correria está a pôr o país de rastos.
M. David





Obrigado M. David pelo seu email.
Escreva-nos. Só com a critica que podemos nos reconstruir.

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Enquanto é tempo lutemos para reformulação do P Funcional para o futuro H. T. os Santos que aniquila o único Hosp. Pediatrico do sul do País !

Obtivemos informações provenientes de diversas fontes que ainda neste mês Abril
“ O Plano Funcional do futuro Hospital de Todos os Santos” entrará em concurso internacional para elaboração do projecto arquitectónico.
O referido plano, no que diz respeito ao "Ambiente Pediátrico" que consta como “anexo” disseram ser contestado veementemente inclusive pelos interlocutores nomeados pela comissão ministerial e que melhor do que ninguém conhecem os seus meandros:
- Ouve-se assim dizer pelos corredores com conhecimento de causa que: é incompreensível que o representante da Intersalus (que se diz Pediatra) queira impor este plano!
- Ouve-se dizer que "as firmas de arquitectura consultadas sobre o actual projecto indagam se não seria mais lógico construir um edifício à parte mas funcionalmente integrado, respeitando a especificidade da individualidade da pediatria face à medicina de adultos ao invés de dispersar a assistência pediátrica e assim descaracteriza-la".

A empresa Intersalus está sedeada em Barcelona e foi nomeada pelo Ministério por critérios não explicitados. Nesta época de globalização, não temos nada contra o facto da Intersalus não ser portuguesa, trata-se apenas de um problema de competência, pois é obvio que os pediatras do Hospital D. Estefânia representados pela Comissão Médica e outros especialistas portugueses terem melhor conhecimento da nossa realidade para faze-lo! O seu afastamento intencional pode ser eventualmente interpretado como uma forma de excluir dos objectivos do Ministério qualquer planeamento na Rede de Cuidados Materno-infantis Hospitalares.( dizemos do antigo, pois queremos acreditar que a Nova Ministra como Pediatra , modifique esta politica)
Que lógica ou melhor ilógica querem impor a Saúde Materno-infantil?
Porque querem impor um Hospital Generalista, orientado para a doença aguda e mesmo para esta condição está sub – dimensionado, alienando-se dos cuidados continuados e crónicos?
Este plano segundo alguns é premeditado ou apenas descuidando da defesa da criança, reduz a saúde Materno-infantil apenas à lógica cega do lucro de eventuais parcerias, canalizando as crianças mais afortunadas para os novos hospitais privados criando um fosso com as carenciadas pelo tratamento diferenciado.
Estes hospitais geridos por grandes grupos financeiros capitalizarão também nossos impostos advindos das comparticipações pagas pelo estado, dinheiro duplamente extraído em última análise de nossos bolsos e que deveria ser gasto no bem-estar de nossas crianças a garantia do nosso futuro como comunidade e história (educação e Investigação na área materno infantil por exemplo). Note-se referimo-nos essencialmente a saúde materno - infantil.
Oxalá consiga-se deter esta tendência. Espera-se que a cegueira temporária de alguns ou propositada de outros que ignora a obrigação moral de amparar a criança (independente da classe social á que pertence) em todas as contingências.

Oxalá a recente alteração do regime de parcerias anunciadas pelo governo tenha repercussão sobre o actual plano funcional!

Nosso abaixo-assinado, já conta com mais de 75000 assinaturas!

Assim se antes apenas solicitávamos à Presidência da Republica
Que intercedesse pelo HDE, agora vamos mais longe, solicitando igualmente a todos os Partidos e ao Governo da Nação, que não permitam que a actual legislatura transforme-se em uma página negra pelo retrocesso em dois séculos da Saúde Materno Infantil em Portugal!

quarta-feira, 26 de março de 2008

.... Este é um espaço de discussão..

Enviaram-nos um texto com autor identificado.
Agradecemos e o publicamos, pois consideramos que só a exposição clara e franca de pontos de vista diversos e mesmo eventualmente contraditórios aos nossos, levarão a sínteses mais abrangentes.
Acreditamos assim na necessidade de uma informação plena e na capacidade de cada um em formar a sua opinião em livre arbítrio sem qualquer condicionamento de informação.
Leiam-no com atenção e enviem as vossas considerações!




Qual o futuro de um Hospital Materno-Infantil no mundo dos “grandes”?

É consensual que o objectivo de qualquer Hospital Público consiste em garantir a equidade do acesso a cuidados especializados de qualidade, humanizados e inovadores, numa lógica de investimento racional, e que esse objectivo encontra-se claramente expresso na missão do Hospital materno infantil de Dona Estefânia, que integra o recém criado CHLC.
A sua Missão é : “Prestar cuidados de saúde diferenciados e de elevada qualidade à Criança e à Mulher, assegurando a formação pré-graduada e pós-graduada de acordo com padrões da mais elevada qualidade e promovendo a investigação, … facilitando a acessibilidade aos seus recursos e o desenvolvimento de complementaridades e parecerias no interesse dos Doentes”.
Se os objectivos estão definidos, a procura da qualidade e da inovação devem hoje passar pelo estabelecimento de parecerias e complementaridades de modo a potenciar quer o desenvolvimento de novas metodologias e tecnologias, quer a partilha de experiências, no interesse último dos próprios Doentes.
A longa história do HDE que desde a sua fundação em 1877 o vocacionou para o tratamento da Criança e da Mãe, tornou-o num dos primeiros hospitais materno-infantis a ser construído na Europa, permitindo que ali se desenvolvessem varias inovações quer organizacionais, como a separação clara do modelo de cuidados pediátricos entre cuidados médicos e cirúrgicos (ocorrida em 1918), quer tecnológicos como seja a criação pioneira de unidades de cuidados intensivos neonatais e pediátricas, a criação da primeira unidade de queimados pediátricos do País, ou ainda investindo em métodos e técnicas adequadas a cada grupo etário que permitiram o desenvolvimento de sub-especialidades na área da Pediatria, tornando este Hospital um centro de formação pós-graduada de referência nacional e internacional.
Este longo caminho percorrido durante 130 anos, caracterizado por um ambiente multidisciplinar dedicado aos cuidados materno-infantis, traduziu-se sempre numa melhoria significativa dos ganhos em saúde para as crianças portuguesas, produzindo entre outros indicadores de todos conhecidos, uma mortalidade igual ou inferior à observada em outros centros europeus para os doentes recém nascidos portadores de malformações graves ou de extrema prematuridade ou nos grandes queimados pediátricos.
A experiência acumulada foi sendo partilhada, numa lógica hipocrática de ensino, promovendo a formação de inúmeros Especialistas que criaram novos Serviços em todo o País, colocando Portugal num dos lugares cimeiros no ranking mundial dos cuidados materno-infantis.
Para se manter esta qualidade nos resultados foi necessário criar uma “massa crítica” de profissionais e de casos que, como vários estudos demonstraram, leva a uma relação directa entre o volume de actividade e a qualidade dos resultados obtidos, especialmente no campo dos doentes mais graves ou de patologia mais complexa.
A recente reestruturação da malha hospitalar de Lisboa, com a constituição do CHLC no qual o HDE foi integrado, levará a breve prazo à construção do Hospital de Todos os Santos que, nas palavras do Dr. Correia de Campos, deverá “...substituir e racionalizar uma oferta de cuidados que actualmente é assegurada por um conjunto de velhos hospitais, por uma oferta moderna e eficiente, de excelência, que dignifique ainda mais o nosso SNS, tornando-o moderno, flexível e ajustado às necessidades de cuidados de saúde dos cidadãos da cidade e da sua área de atracção secundária e terciária.”
Por quanto foi dito acima a questão de fundo do debate que percorre transversalmente os profissionais de saúde do HDE é, se com esta concentração de hospitais num único espaço será possível manter a autonomia e as especificidades dos cuidados materno-infantiis ou, se pelo contrário, vai haver uma adulteração deste modelo de cuidados.
Pessoalmente, acredito que esta racionalização / concentração de meios irá certamente conduzir ao ”…estabelecimento de parcerias e complementaridades…” permitindo elevar em muito o patamar tecnológico e a oferta de cuidados altamente diferenciados com que todos os nossos Doentes vão beneficiar.
A qualidade do actual modelo de cuidados só será mantida e amplificada se mantivermos a “massa crítica” de Doentes graves e complexos que ao HDE acorrem, quer espontaneamente, quer por referência de outros centros. Este facto torna assim importante e urgente, a definição clara pela tutela de uma verdadeira rede de referência secundária e terciária, que leve a que esses Doentes devam apenas ser tratados onde existem os meios mais adequados e os profissionais treinados para garantir o melhor resultado ajustado ao risco.
Acredito também que o que faz um Hospital Materno-Infantil não são os bonecos mais ou menos coloridos que se pintam nas paredes e nas batas, mas antes um modo “especial” de cuidar e de estar na prática clínica. A evolução recente dos conceitos de arquitectura hospitalar e design de hospitais pode certamente responder à necessidade de manutenção de um “ambiente” pediátrico específico e autónomo, protegendo devidamente a “contaminação” dos cuidados a prestar às crianças e às mães, por parte daqueles que, para tal não se sentem vocacionados ou não estejam habilitados.
Assim atrevo-me a enunciar os valores que devem presidir à integração funcional, que não apenas física “strictu-senso”, de um hospital materno-infantil num centro hospitalar moderno e de elevada concentração tecnológica como se prevê ser o HTS :
1. O primado do Doente e da sua Família, que não poderá ser posto em causa por quaisquer outros interesses.
2. O primado do tratamento do Doente sobre o tratamento das doenças, em ambiente adequado às suas necessidades, promovendo a concentração de recursos e competências numa lógica de processos adequados às necessidades de cada grupo etário.
3. A procura permanente de colaboração e coordenação com os restantes Departamentos e Unidades do CHLC de modo a oferecer o melhor e mais adequado modelo de cuidados a cada Doente.
Salvaguardados estes valores, a manutenção do modelo de cuidados que ao longo dos anos foi desenvolvido e aperfeiçoado no HDE, estará certamente assegurado, tornando suficientemente explícito a todos que este modelo não poderá ser “adaptado” sem o desvirtuar, devendo manter a sua autonomia nas decisões técnicas, influenciando positivamente as decisões de gestão.
Assinado

quinta-feira, 6 de março de 2008

Hospital de Todos o Santos - Opiniões sobre o Plano Funcional


Uma primeira impressão do Plano Funcional do futuro Hospital de Todos os Santos:


Era minha hora do almoço, e decidi aproveitá-la para analisar o Plano Funcional do futuro Hospital de todos os Santos.
Antes telefono à Secretaria do C.A. para saber da oportunidade, pois julgava que o Conselho de Administração ainda se reunia lá às 4ªs feiras. Informam-me delicadamente que não haveria problema, pois agora as reuniões eram todas no Hospital de São José!
O Hospital de D. Estefânia de facto já deixou de ser um Hospital Pediátrico dedicado para certos sectores administrativos... A sua Direcção já se localiza no Hospital de Adultos, e é de lá que emanam as “ordens”...
Pouco depois, já no C.A, entregam-me os dois Dossiers com cerca de 200 páginas cada um.
Inicialmente, procuro inteirar-me dos autores do projecto e da metodologia da sua selecção. Encontro como explicação e pista a palavra "InterSalus", empresa que soube através da Net, estar sedeada em Barcelona.
Indago-me por qualquer indício dos planos terem sido realizados segundo pareceres de entidades competentes na área da saúde materno infantil em Portugal. Mas se o foram, nada é referido no documento.
Seria cínico da minha parte indagar se algum médico do Hospital D. Estefânia, ou mesmo dos outros Hospitais do Centro Hospitalar, chegou a ser ao menos consultado?
O projecto é assim omisso a qualquer concurso que justificou e a sua selecção... A palavra "Pediatrico" encontra-se “perdida” em vários paragrafos do indice de um Hospital Generalista.....
Invade-me a sensação de perda de tempo e enovelamento em inúmeras páginas administrativas feitas provavelmente por encomenda a uma empresa “especializada” em projectos hospitalares.
Após uma hora, reserva-me uma surpresa desoladora, pois apenas ao final do livro aparece um capítulo que não constava do índice! Este denomina-se “O ambiente Pediátrico”, e é uma adenda evidentemente ali “colada” a posteriori, como que por necessidade de uma justificação. Um complemento “sem jeito”, que lembra um auto-convidado para uma festa em que não era esperado, e sua entrada é permitido apenas pela porta traseira, sendo avergonhadamente escondido, não merecendo referência alguma no índice principal...
Cansado e desiludido pouso os dossiers sobre a mesa. Estive a perder tempo infrutiferamente...
Despeço-me com a sensação de frustração único tema que me interessava analisar fora e remetido a um anexo “sem eira nem beira”, que eu encontrara por mero acaso ao, inadvertidamente, ter eu resolvido ir até as traseiras do livro!
Já no caminho de volta ao meu Serviço, ressoam-me as frias palavras do ex-Ministro à TVI, algumas horas antes de se demitir:
- Tenho muita pena, mas o Hospital Dona Estefânia é mesmo para se fechar...
Associação de palavras e sensações, pois as do ex-Ministro estavam em perfeita sintonia com o frio e desabitado ambiente da Sala do Conselho de a Administração às 4ªs feiras. Mas, nem tudo é desolação, pois como vimos o então Ministro enganou-se... Quem aparentemente “Fechou” foi o Ex-Ministro, e apenas algumas horas depois de te-lo afirmado! Coincidência?!!!
Dissemos aparentemente pois segundo consta os "actuais planos " ou planos obscuros " pois no que diz respeito a Pediatria não estão publicados, e são para continuar...
O 1º round já está ganho pelas Crianças de Portugal e a sua “Arca de Noé” que já carrega 75.000 assinaturas ao Presidente da Republica Portuguesa!

E a Arca de Noé apenas começou a navegar!


Transcrevemos abaixo outro artigo de opinião, já publicado no Blog, sobre o Plano Funcional, para permitir aos leitores uma perspectiva de conjunto.
Se estiveres em desacordo com estas perspectivas envia a tua opinião que a publicaremos.

Sobre o Plano Funcional para o futuro Hosp. de Todos os Santos :

em>"Preocupa-nos" que:

-A assistência à criança passe a ser feita, regressando ao passado, por profissionais sem formação especifica no atendimento e tratamento de bebes e crianças.

- Este documento retrate um Hospital Geral de Adultos, tendo sido colocados como anexos, ou em parágrafos acrescentados, apenas algumas referências à assistência à criança ( em espaços que sobram nas unidades de adultos)

- As reflexões e indicações previamente enviadas aos decisores, por parte do corpo técnico do Hospital, na sua maioria voltadas à criança, tenham sido ignoradas e substituídas por conceitos gestionários, que não contemplam a condição da criança doente nem de suas famílias.

- As áreas fundamentais de tratamento da criança estejam programadas para ser integradas em enfermarias de adultos, nomeadamente com doenças psiquiátricas. Mais estranho é quando, actualmente, hospitais com bons serviços de psiquiatria de adultos, enviam as suas crianças e adolescentes para internamento psiquiátrico em espaço próprio no Hospital de Dona Estefânia.

- Se queira destruir um hospital pediátrico de 200 camas, e reduzi-lo a um piso, ou andar num edifício basicamente preparado para doentes adultos.

- O modelo de assistência pediátrica do hospital pediátrico especializado e de apoio perinatal de Dona Estefânia, desenvolvido ao longo de mais de 130 anos, vá se assemelhar ao modelo de um andar destinado à pediatria, tal qual o que existe nos hospitais gerais das zonas mais afastadas como o da Amadora, Almada ou Vila Franca.

- Em outros países os grandes hospitais universitários que foram construídos nesse modelo dos anos 70 (o mesmo que agora querem nos impor em Portugal) estejam já reconsiderando a evidente vantagem de sua separação física em edifícios diferentes para as áreas de assistência à criança, ao adolescente e à mulher grávida."



Sobre o Internamento:

"Preocupa-nos que:

- Toda a pediatria médica e cirúrgica que no actual HDE tem cerca de 144 camas, passe a ser espremida em 44 camas "multi-especialidades", colocadas em quartos duplos.

- Recobros pós-cirúrgicos sejam feitos em conjunto com adultos, separados apenas por divisórias removíveis, acrescentadas ao plano de arquitectura base do novo hospital geral."



Sobre a Consulta externa:

"Preocupa-nos que:

- Estejam previstos apenas 10 gabinetes de pediatria, menos de 1/3 dos actuais.

- Não estejam previstos quaisquer gabinetes de consulta para as mais de 15 especialidades dedicadas à criança, que já hoje existem no Hospital D.Estefânia.

- Não esteja prevista a autonomia e especificação pediátrica de unidades diferenciadas no tratamento da criança como endocrinologia, nefrologia, desenvolvimento da criança, pneumologia, hematologia, ortopedia, neurocirurgia, urologia, oftalmologia, cirurgia plástica, estomatologia, entre outras. Ficando estas unidades como meros apêndices das unidades de adultos, subordinadas às técnicas e chefia de técnicos de adultos do futuro hospital de Todos os Santos. Retroceder-se-á com isso por décadas na qualidade do atendimento hospitalar da saúde infantil.


- As salas de técnicas diagnosticas sejam mistas com crianças e adultos, alguns muitos idosos e com situações susceptíveis de impressionar as crianças.

- Não existam instalações dedicadas às doenças infecciosas das criança, desconhecendo-se se irão partilhar com adultos as salas de isolamento, uma vez que apenas 4 camas estarão dedicadas para as crianças.


- As especialidades chamadas verticais, como a alergologia, genética, fisiatria, ORL, audiologia, etc, (que no actual hospital pediátrico de Dona Estefânia tem a sua actividade mais de 90% dedicada à criança), não tenham programados espaços para a criança, e regridam à mesma condição dos anos 50 do século passado, com a observação das crianças em espaços partilhados com adultos, numa lógica de "rentabilização" comercial de espaços e equipamentos.

- Nos casos em que o documento em análise ressalva a condição da criança no novo hospital, praticamente só seja feita referência à existência de sanitários para crianças e algumas separações dos adultos através de instalação de tabiques ou divisórias removíveis. Esta é, na essência, a forma como a arquitectura do novo Hospital de Todos os Santos se prepara para garantir a criação de um "ambiente pediátrico" protector e adaptado à criança.
"


Sobre a Fisiatria:

"Preocupa-nos que:

- A Fisiatria e reabilitação das crianças com deficiência passe a ser feita em 1/3 dos postos-gabinetes actuais.

- Os bebes e crianças portadores de anomalias físicas e do desenvolvimento passarão a fazer a sua reabilitação e em áreas e ginásios mistos com adultos
."


Sobre o Quadro Pessoal:

"Preocupa-nos que:

- O quadro de pessoal seja dimensionada para 1/3 das camas actuais, e que muitas unidades com capacidade de tratamento de crianças tenham que encerrar, ou não mais se possam desenvolver, por ausência de pessoal que faça a sua aprendizagem demorada na aplicação de novos métodos terapêuticos, e que sejam os médicos de adultos que tenham de estender a sua acção ao atendimento das crianças, por falta objectiva de profissionais preparados para o atendimento dos grupos etários mais jovens.


-As camas dedicadas à criança possam ser aumentadas até ao dobro em época de crise - situação mais que previsível - e à custa da montagem de mais camas em cada quarto com redução das condições de acompanhamento dos pais, com maior risco de infecção hospitalar e com sobrecarga imposta aos profissionais, contabilizando ratios de atendimento e risco intoleráveis."

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Diálogo e Esclarecimento: essas são as armas de quem esta convicto das suas razões!

Através de fontes variadas, fomos informados que o Conselho de Administração planeia para breve uma secção de esclarecimento alargada a todos os funcionários do Hospital.

Se confirmada essa intenção, felicitamos a abertura ao diálogo, que imaginamos estar relacionada com a recente alteração dos Responsáveis pela Pasta da Saúde...

Para que o envolvimento de todos, nesta secção de esclarecimento, possa acontecer de forma verdadeiramente participativa, propomos a divulgação prévia do Plano Director do Hospital de Todos os Santos;
Isso poderia acontecer via Intranet, ou então através de CD-Rooms (com licença de cópia e divulgação para os interessados) que seriam distribuidos às direcções dos Serviços, com prazos razoáveis para que todos os interessados possam analisar e discutir seu conteúdo.

sábado, 16 de fevereiro de 2008

Vitória: A discussão sôbre os planos da Assistência Hospitalar Materno Infantil é agora de âmbito Público!

LEIA NA REVISTA VISÃO DESTA SEMANA !Antes da criação deste espaço de discussão, a divulgação dos actuais planos para a Saúde Materno-Infantil em Portugal era desconhecida de quase todos.Se existem duvidas, há sempre que esclarecê-las! E as duvidas não são de exclusividade nossa!Partilhamos da opinião de que são as dúvidas que levam ao progresso, e não as certezas.Este artigo da Revista Visão, preenche estes requisitos de suscitar dúvidas e esclarecimentos, pressuposto partilhado pelos criadores e propositores deste Blog e Petição (que já recolheu 74.000 assinaturas) e que acredita na necessidade da existência de Hospitais Pediátricos dedicados.
 Agradecemos a "Revista Visão" , mas se caso fossemos nós a redigi-lo alterariamos o Titulo do Artigo para:"COM O APOIO DE TODOS, CONSEGUIREMOS SALVAR O HOSPITAL D. ESTEFÂNIA!" ASSINA E DIVULGA O ABAIXO ASSINADO AO PRESIDENTE DA REPUBLICA!

domingo, 10 de fevereiro de 2008

Artigo do Expresso sobre o Hospital D. Estefânia

O "Jornal Expresso" , no seguimento do "Jornal O Público" e "O Metro" , informou  sobre processo em curso no nosso Hospital, que adquiriu visibilidade devido ao sucesso do Abaixo Assinado, em boa hora promovido por nós.
O artigo do " O Expresso" não se baseou em entrevista presencial com elementos do  Movimento em Defesa do HDE, pois não existiu tempo para  o cumprimento dos formalismos legais necessários a isso.
Sobre  referido artigo, este ressalta um facto muito positivo: A simpatia e compreensão Director Clínico dos nossos objectivos, e também que ele apresenta, em muitos aspectos, perpectivas coincidentes com as do nosso movimento que realçamos o facto de Hospital Pediatrico constituir-se em edificio individualizado mas unido por um túnel ao restante Centro Hospitalar.

Também ressaltamos aqui neste post duas coisas que nos mostram o quanto ainda teremos de lutar e caminhar na nossa organização:

-As palavras do Ministro  Correia de Campos à TVI  pouco antes de se demitir : -"O Hospital D. Estefânia é para Fechar"!

-E o fato de que, relativamente ao futuro eventual Hospital de todos os Santos, não esta consignada  em papel a especificidade fisico-administrativa do seu Sector Pediátrico.

Em frente com a Campanha em Defesa do HDE!